sábado, 12 de abril de 2014

OS MULTIVITAMÍNICOS E O DIABETES

Diabetes é uma doença metabólica que afeta a forma como o organismo absorve e utiliza energia. Essa energia vem principalmente dos alimentos e, fundamentalmente, a partir dos carboidratos. Então, é fácil de entender que mesmo quando as pessoas buscam uma alimentação saudável e equilibrada, é muito provável que no caso do diabetes, isso não seja suficiente para garantir uma oferta satisfatória de nutrientes e, por conseguinte, o papel dos multivitamínicos é significativamente importante quando comparado com a população em geral. No entanto, é importante notar que mesmo que a ciência não esteja totalmente de acordo a respeito da dose e o tipo de suplementos que as pessoas com diabetes devem usar, cada vez mais chegamos a um consenso de que esta é uma parte importante da terapia de apoio para esta condição, juntamente com outras mudanças no estilo de vida, como uma dieta especial e inclusão de atividade física. Dentro da gama de vitaminas, existem algumas que são particularmente importantes para a regeneração dos tecidos afetados pelo diabetes, às quais daremos uma atenção especial: • Cromo: é um mineral que é conseguido em pequenas quantidades em muitos alimentos. Vários estudos têm demonstrado a sua capacidade para regular os níveis de açúcar no sangue. Ao mesmo tempo, esta quantidade tende a ser inferior aos níveis exigidos em pessoas com diabetes e, por essa razão, é importante incluí-lo na lista de suplementos necessários. • Magnésio: assim como o cromo, é fácil de encontrar nos alimentos, mas a sua absorção é comprometida nos casos de diabetes, portanto, temos de estar conscientes de manter níveis adequados, pois este mineral é fundamental para a correta utilização de glicose pela célula. • Ácido alfa lipóico: Este potente antioxidante tem um trabalho especial quando se trata de limitar as sequelas causadas pelo diabetes em alguns órgãos, como a retina. É importante incluí-lo na suplementação diária, porque a sua obtenção a partir da alimentação é um pouco limitada. • Omega 3: já está muito popular seu uso, bem como a explicação da deficiência no consumo da dieta ocidental. É uma boa oportunidade para lembrar que os seus benefícios são amplos, especialmente nos sistemas neurológico e cardíaco, e também que é importante manter o equilíbrio entre este ômega e os demais (6 , 9, 12 , etc); portanto, exceto em casos muito especiais, onde seu uso deva ser restrito (como quando se está consumindo anticoagulantes), é de inclusão obrigatória na lista de suplementação diária. • Vitamina D: nos últimos anos, temos visto com preocupação como a população em geral sofre de uma deficiência crônica e crescente desta vitamina tão especial. No caso da população diabética, isto não é diferente e é ainda muito mais delicado. Sendo a vitamina D um pró-hormônio, é necessária para muitos processos metabólicos do nosso corpo, especialmente para o metabolismo do cálcio. Também, diferente de outras vitaminas, as fontes desta vitamina são escassas e a mais importante é o sol. Isso provavelmente explica a sua deficiência crescente e, assim, devemos estar alerta para monitorar os níveis desta vitamina no sangue para garantir que estamos recebendo a quantidade necessária. • Finalmente, não posso deixar de mencionar as vitaminas A, C e E que, mesmo sendo muito fáceis de obter através dos alimentos, é importante termos a certeza de que a absorção é adequada, pois há muitos casos em que o uso de vários medicamentos e o estresse oxidativo ao qual estão submetidas as pessoas com diabetes, faz com que a dita absorção seja comprometida e então, deve-se fazer uso de suplementos com elevada biodisponibilidade para ultrapassar esta barreira e obter a suplementação adequada.

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