terça-feira, 15 de abril de 2014

Após tratamento, lajeadense vive com diabetes controlada

Lajeado – A doença que por dois anos mudou a vida de Cátia Kist (25) está controlada. A jovem sofre de diabetes – mal que atinge cerca de 347 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em busca da cura, no ano passado, ela enfrentou o desafio de ser uma das 15 cobaias de um hospital de pesquisas na Irlanda. Fez uma bateria de testes e recebeu uma vacina chamada de Aldesleukin (Interleukin-2). Foi a única brasileira a participar da pequisa e aposentou as injeções de insulina. O medicamento foi desenvolvido por pesquisadores da Clínica de Diabetes do Hospital Universitário de Cambridge - Cambridge Clinical Trials Unit (CCTU), coordenada pelo médico Ian Wilkinson, e ainda está em fase de testes. Cátia agora pode praticar atividade física e não precisa mais fazer as cinco injeções de insulina que fazia todos os dias, com hora marcada. Porém ainda controla os doces e os carboidratos. Cátia explica que o remédio é uma vacina de dose única que minimiza os efeitos nocivos do diabetes no pâncreas – produtor natural de insulina do organismo. “É como se vários bichinhos tentassem morder meu pâncreas e tivesse uma camada protetora em volta dele.” Diz que ainda tem a doença, mas que está controlada. Hoje, a jovem formada em Direito vive normalmente e trabalha como chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Saúde de Lajeado. Ela pretende criar um fórum de debate sobre diabetes, contando sua experiência e a forma como a doença é vista e tratada na Europa. “Não podemos deixar de viver, mas devemos ter alguns cuidados.” Descoberta em outro país A jovem realizava um intercâmbio cultural na Inglaterra quando descobriu, por um teste de urina, a doença. Ela morava e trabalhava em uma casa de uma família irlandesa, como Au Pair – cuidadora de crianças. Ainda ia à escola de manhã e na academia à noite. A angústia e a frustração de Cátia começou depois de alguns meses. Sintomas como maior cansaço físico, falta da produção de saliva e sede começaram a surgir. Entre outros. Buscou mais informações e procurou orientação médica. Após exames foi internada por dez dias. “Confesso que não foi um choque, não me desesperei ou entrei em crise de choro, pois eu já necessitava de muita força por estar longe da família, amigos, conforto do lar.” Depois da internação começou o tratamento usual. A ajuda Assim que saiu do hospital, a jovem buscou novos tratamentos e experiências que atrás da cura da diabetes. Ela enviou e-mails para Austrália, EUA, Brasil e cidades da Europa. Apenas uma delas retornou oferecendo ajuda: Universidade de Cambridge. Com tudo pago, transporte e medicação, ela aceitou a oferta de usar a nova droga como experiência. Com a doença sob controle, desde dezembro não realiza mais as picadinhas diárias das injeções. Passou a cuidar mais da alimentação, pratica artes marciais e academia, e já perdeu quase 15 quilos. Ela diz que tem ciência de que o pâncreas ainda trabalhará só por mais algum tempo. “Não sei quanto tempo isso levará. Mas cada dia a mais é uma vitória. Só não quero ser tratada como a coitadinha.” Leia mais no O Informativo do Vale: http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/51397/?Apos-tratamento-lajeadense-vive-com-diabetes-controlada.html#ixzz2yxaltbMG © 1970-2014 Todos os direitos reservados à Rede Vale de Comunicação

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