segunda-feira, 4 de setembro de 2023

5 exames importantes para monitorar a diabetes

 Quem precisa realizar um exame para diabetes conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue.

Através dos exames, o médico consegue identificar a pré-diabetes e a diabetes e, a partir do diagnóstico, indicar o melhor tratamento para o paciente. 

Está precisando realizar exames para diabetes e ainda tem dúvidas sobre suas funções? Então siga a leitura e conheça os 5 principais exames para identificar ou acompanhar o estado da doença. Boa leitura!

Principais exames para diabetes

1. Exame de glicemia

O exame de glicemia é realizado para medir os níveis de glicose no sangue. A glicose é um tipo de açúcar que é transportado pela corrente sanguínea e usado como fonte de energia pelo corpo. 

Através da análise da coleta de sangue é possível identificar a diabetes por meio de níveis elevados de glicose, distúrbio chamado hiperglicemia.

Geralmente, o exame é recomendado para pessoas acima dos 40 anos ou que possuem fatores de risco. Confira a tabela de valores:

-Normal: abaixo de 100 mg/dl

-Pré-diabetes: entre 100 e 125 mg/dl

-Diabetes: mais de 125 mg/dl

O paciente precisa fazer jejum de 8 horas antes de estimar a quantidade de glicose no sangue. Caso contrário, o exame pode apontar falsos resultados.

Além disso, para obter um resultado mais preciso, o médico pode ser solicitar outros exames que também identificam a diabetes, como o de hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose.

2. Teste oral de tolerância à glicose

Também conhecido como exame da curva glicêmica, o teste tem como objetivo avaliar o funcionamento do organismo exposto à várias concentrações de glicose. Em outras palavras, o exame calcula a glicemia antes e depois do paciente beber algo açucarado.

A coleta acontece em três etapas: a primeira realizada em jejum de pelo menos 8 horas, a segunda após 1 hora após a bebida açucarada e a terceira 2 horas após a primeira medição.

Este exame requer jejum de pelo menos 8 horas para que a primeira coleta de sangue seja realizada. A segunda coleta será realizada após 2 horas da ingestão de um líquido com 75 gramas de glicose diluídas em água. 

Tabela de valores após duas horas de ingestão:

-Normal: glicemia abaixo de 140 mg/dl e 199 mg/dl 

-Pré-diabetes: glicemia entre 140 mg/dl e 199 mg/dl 

-Diabetes: glicemia igual ou superior a 200mg/dl

3. Teste de hemoglobina glicada

O teste da hemoglobina glicada, também chamado de hemoglobina glicosilada, é realizado a partir da coleta de sangue com o paciente em jejum. Com ele, o médico consegue avaliar a quantidade de glicose no sangue dos últimos 3 meses.

Veja tabela de valores:

-Baixo risco: inferior a 5,7%

-Risco de diabetes: entre 5,7% a 6,4%

-Diabetes: igual ou acima de 6,5%

O exame também é usado para avaliar a melhora ou piora da diabetes, e quanto maior forem os níveis, maior o risco do paciente desenvolver outras complicações em função da condição, como doenças cardíacas, cegueira e insuficiência renal.

4. Frutosamina

O exame de frutosamina mede os níveis de glicação da albumina. A albumina é uma proteína do sangue e a partir da sua avaliação é possível visualizar o controle glicêmico das últimas 2 semanas. 

O teste é indicado quando o médico precisa saber a média de glicose em períodos menores ou quando a medição da hemoglobina glicada não é confiável.

No caso da frutosamina, os valores variam de acordo com o laboratório de análises clínicas.

5. Glicemia pós-prandial

O exame avalia os níveis glicose no sangue após a ingestão de alimentos contendo carboidratos. Isso porque os níveis de concentrações de glicose sobem cerca de 10 minutos depois de uma refeição.

Pós-prandial significa depois de uma refeição. A hiperglicemia, neste caso, é uma das primeiras alterações em pacientes diabéticos.

Tabela de valores após duas horas de ingestão

-Meta geral: 140 mg/dl

-Casos especiais: até 180 mg/dl

Diabetes: doença cresce em ritmo ‘alarmante’

 

Diabetes: doença cresce em ritmo ‘alarmante’ e atingirá mais de 1 bilhão de pessoas até 2050; saiba por quê

Pesquisadores apontam fatores como aumento da obesidade, tabagismo, má alimentação, sedentarismo e abuso de álcool como causas do cenário


Em ritmo acelerado e considerado “alarmante” por especialistas, a prevalência da diabetes deve mais que dobrar no mundo e chegar a um total de 1,3 bilhão de indivíduos com o diagnóstico em 2050 – cerca de 13% da população mundial considerando a estimativa das Nações Unidas de 9,7 bilhões de habitantes para o ano.

O alerta é de um novo e amplo trabalho publicado nesta semana na revista científica The Lancet conduzido por pesquisadores que colaboram com o 

estudo Global Burden of Diseases (GBD) (Carga Global de Doenças, em tradução livre), liderados pela equipe do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington (IHME, da sigla em inglês), nos Estados Unidos.

“A rápida taxa de crescimento da diabetes não é apenas alarmante, mas também desafiadora para todos os sistemas de saúde do mundo, especialmente porque a doença também aumenta o risco de doença cardíaca isquêmica e derrame”, destaca a principal autora do estudo e pesquisadora do instituto, Liane Ong, em comunicado.

Hoje, são cerca de 529 milhões de pessoas com a doença, uma prevalência global de 6,1%. O impacto é mais significativo entre os maiores de 65 anos, em que 1 a cada 5 idosos (20%) tem diabetes. Especificamente entre os de 75 e 79, chega a ser 1 a cada 4 (24,4%).

A maior prevalência é observada nas regiões do Norte da África e do Oriente Médio: 9,3%. Entre os idosos desses locais na faixa dos 70 anos, é de alarmantes 39,4%, ou seja, mais de 1 a cada 3 indivíduos.

Para o futuro próximo, as conclusões da pesquisa apontam que o aumento da doença, uma das 10 principais causas de morte e incapacidade do mundo, deve ser observado em todos os países do planeta.

Nas duas regiões acima, a prevalência em todas as idades deve saltar para 16,8% da população. Na América Latina e no Caribe, 11,3% da população terá diabetes em menos de 30 anos. No Brasil, segundo a última edição da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, 9,1% dos adultos já têm a doença.

Os pesquisadores ainda que em 24 dos 204 e países analisados, mais de 20% da população terá um diagnóstico de diabetes. O trabalho examinou a prevalência, morbidade e mortalidade do diabetes nos países e territórios por idade e sexo entre 1990 e 2021 para fazer as estimativas.

Por que a diabetes cresce no mundo?

Segundo o estudo, o aumento dos casos até 2050 está associado 

principalmente ao avanço da diabetes tipo 2, responsável hoje por 96% 

dos pacientes no mundo. A prevalência, que é de 5,9%, deve crescer 

61,2% e chegar a 9,5% -- tornando-se a causa de 1,27 do 1,31 

bilhão de diagnósticos daqui a menos de 30 anos. Já o tipo 1 deve 

aumentar 23,9%, mas saindo de um cenário de 0,2% da população para 

somente 0,3%.

Isso é importante porque, enquanto a diabetes tipo 1 é uma doença 

autoimune que leva o próprio organismo a atacar as células produtoras de insulina, 

o tipo 2 é associado a fatores de risco modificáveis. O principal 

deles, ligado a 52,2% dos casos de morte e incapacidade pela diabetes, 

é o excesso de peso.

Diferente de como ocorre no tipo 1, no tipo 2 a maior quantidade de 

glicose no corpo leva a um esforço extra para que as células produtoras 

da insulina sintetizem mais e mais hormônio, que é responsável por 

retirar o açúcar da corrente sanguínea, até que eventualmente elas 

deixam de funcionar adequadamente devido à sobrecarga.

Por isso, o fato de a obesidade estar crescendo globalmente está 

diretamente ligado ao aumento da diabetes. Segundo a última edição do 

Atlas da Obesidade no Mundo, deste ano, 

mais da metade da população mundial estará acima do peso ou obesa até 2035. 

Isso significa ter um índice de massa corporal (IMC) acima de 25 kg/m², 

para sobrepeso, e acima de 30 kg/m², para obesidade.

De acordo com o atlas, esse crescimento está sendo impulsionado por 

fatores como a emergência climática, restrições impostas pela 

pandemia de Covid-19, poluentes químicos, sedentarismo, 

composição e promoção de alimentos não saudáveis, como os 

ultraprocessados, ​​e o comportamento da indústria alimentícia, que 

estimula esse tipo de dieta.

No Brasil, a estimativa é que 41% da população adulta tenha obesidade até 2035. 

Hoje, de acordo com o Vigitel, 22,35% dos acima de 18 anos já são 

obesos. Entre as crianças, o crescimento ao longo dos próximos 12 

anos será mais acelerado, de 4,4% a cada 12 meses, até chegar a cerca 

de 27% dos mais novos.

Mas, além do sobrepeso e da obesidade, os pesquisadores do novo estudo

 sobre diabetes citam outros principais fatores de risco como a 

própria má alimentação, o tabagismo, o sedentarismo e o abuso de 

álcool, que também podem levar ao mau funcionamento da insulina. 

Porém, Lauryn Stafford, também autora do trabalho e pesquisadora do 

IHME ressalta que é preciso levar o contexto social e as desigualdades 

entre os países na hora de pensar em medicas capazes de modificar esses 

riscos.

“Algumas pessoas podem ser rápidas em focar em um ou poucos fatores de 

risco, mas essa abordagem não leva em conta as condições nas quais 

“Algumas pessoas podem ser rápidas em focar em um ou poucos fatores de 

risco, mas essa abordagem não leva em conta as condições nas quais as 

pessoas nascem e vivem que criam disparidades em todo o mundo. 

Essas desigualdades acabam afetando o acesso das pessoas à 

triagem e tratamento e a disponibilidade de serviços de saúde. 

É exatamente por isso que precisamos de uma imagem mais completa de 

como o diabetes tem impactado as populações em um nível granular”.


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

RECEITINHAS

Atualmente muitas pessoas estão se preocupando em adotar um novo estilo de vida mais equilibrado e focado em escolhas saudáveis. Iniciar essa prática proporcionará reduzir drasticamente o nível de açúcar no sangue, além de acelerar os benefícios para a saúde e ajudar o indivíduo a desfrutar facilmente de uma vida melhor, mesmo com diabetes, fornecendo ao corpo uma nutrição adequada.

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O E-book apresenta uma leitura leve e imagens de alta qualidade mostrando detalhadamente cada tipo de dieta que pode ser adotada, no conforto da própria casa, analisando e escolhendo a qual for mais conveniente e assim, descobrir uma nova forma de viver, com mais energia e alegria.

Controlar a diabetes é uma missão que mais de 12 milhões de brasileiros enfrentam todos os dias. Deste número, 3/4 não seguem as orientações para manter a saúde equilibrada. Estima-se que, ainda, 53% da população que sofre com este mal enfrenta complicações maiores por não tomar os cuidados necessários com a glicemia, seja adquirindo hábitos melhores de comportamento ou de alimentação.



Delicie-se com receitas saborosas de sucos para controlar a diabetes

Kiwi delicioso

Ingredientes:

  • 1 kiwi sem casca
  • Suco puro de 2 laranjas
  • 1 colher (sopa) de folhas frescas de espinafre picadas

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Se necessário, adicione água. Beba 1 vez por dia.

Morango com chá verde

Ingredientes:

  • 3 xícaras (600ml) de chá verde
  • 5 morangos
  • 2 acerolas
  • 1 colher (chá) de sementes de linhaça

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Tome 1 xícara (200ml) a cada 8 horas.

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...