No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
quarta-feira, 30 de abril de 2014
VACINA
Embriões clonados geram células-tronco para curar diabetes.
Agora são três: na esteira dos laboratórios do Oregon e da Califórnia que anunciaram ter criado embriões humanos clonando células de pessoas vivas, um laboratório de Nova York anunciou nesta segunda-feira ter feito isso e muito mais.
Além de clonar as células de uma mulher com diabetes e produzir embriões e células-tronco que são suas cópias genéticas perfeitas, os cientistas fizeram as células-tronco se transformarem em células capazes de secretar insulina.
Isso despertou esperanças de se realizar um sonho de longa data das pesquisas com células-tronco, a saber, criar células de reposição específicas para pacientes com diabetes, Mal de Parkinson, defeitos cardíacos e outras moléstias devastadoras.
Mas também deixou implícito que o que a Igreja Católica e defensores do direito à vida vêm alertando há tempos pode ser iminente: a criação científica de embriões humanos a pedido.
A trinca de sucessos "aumenta a probabilidade de que embriões humanos sejam produzidos para gerar terapia para um indivíduo específico", disse o professor associado de bioética Insoo Hyun, da Universidade Escola de Medicina Case Western Reserve, em Cleveland, nos Estados Unidos. E "a criação de mais embriões humanos para experimentos científicos é certa".
O progresso acelerado na pesquisa com células-tronco embrionárias começou em maio passado. Os cientistas, liderados por Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, relataram ter criado embriões humanos saudáveis nos primeiros estágios da vida - esferas ocas de cerca de 150 células - pela fusão de óvulos com células de um feto, em um experimento, e de uma criança em outro.
No início deste mês, cientistas do Instituto de Células Tronco CHA, em Seul, na Coreia do Sul, anunciaram ter obtido o mesmo feito com células de pele de dois homens adultos.
Em cada caso, os cientistas usaram uma versão da técnica que criou a ovelha Dolly em 1996, o primeiro clone de um mamífero adulto. Chamada de transferência somática de núcleo celular (Scnt, na sigla em inglês), a receita exige que se remova o DNA nuclear de um óvulo, fundindo-o com uma célula de uma pessoa viva e estimulando cada óvulo a começar a se dividir e multiplicar. O embrião resultante inclui células-tronco que podem se tornar qualquer tipo de célula humana.
Embora isso soe bastante simples, enormes obstáculos técnicos impediram os cientistas de obter Scnt humano durante mais de uma década de tentativas.
Agora que têm uma receita confiável, incluindo os nutrientes certos para manter os ovos e a cronometragem certa para começar sua divisão, eles têm "uma maneira reproduzível e confiável para criar células de reposição específicas para pacientes via clonagem", disse o doutor Robert Lanza, cientista-chefe da Tecnologia Avançada de Células e co-autor da monografia do Instituto CHA.
Tópicos: CIENCIA, EMBRIOES, CELULASTRONCO*
DIABETES MELITO: HIPOGLICEMIA GRAVE, ISQUEMIA E ATIVIDADE INFLAMATÓRIA
É bem conhecida, que o Diabetes Melito está associado ao risco aumentado de doenças cardiovasculares, particularmente a doença arterial coronariana. Pacientes com diabetes melito e com doença coronariana isquêmica tem maior morbidade e mortalidade quando comparado com indivíduos não diabéticos. Dados do estudo UKPDS demonstraram que o tratamento intensivo da glicemia reduziu o risco de doenças micro e macrovasculares.
No entanto, o tratamento denominado intensivo pode aumentar o risco de episódios hipoglicêmicos graves. Fisiologicamente durante a hipoglicemia grave, normalmente ocorre à liberação de catecolaminas que promovem a vasoconstricção, a agregação plaquetária e consequentemente em coronariopatas, fenômenos isquêmicos. Além disso, a hipoglicemia associada à hipocalemia pode evoluir com alterações de repolarização cardíaca, prolongamento do intervalo QTc e finalmente, arritmias ventriculares graves.
No momento, durante episódios hipoglicêmicos agudos alguns estudos demonstram em indivíduos com diabetes melito valores aumentados de PAI-1, VEGF, moléculas de adesão vascular, tais como, VCAM, ICAM e a E-selectina e também, a P-selectina que é um marcador de ativação plaquetária. Estudos com monitorização contínua de glicose e também por meio da eletrocardiografia dinâmica têm demonstrado que durante hipoglicemias graves podem ocorrer manifestações eletrocardiográficas compatíveis com isquemia, inclusive com queixas de dor precordial.
Portanto, é importante ressaltar que durante o tratamento de indivíduos com diabetes melito tipos 1 e 2 com doença cardiovascular prévia, o tratamento intensivo objetivando glicemias próximas da normalidade pode ser instituído, mas com cautela para que não ocorram hipoglicemias graves. Mais recentemente, um grande estudo demonstrou que o tratamento intensivo do diabetes buscando valores muito baixos de A1c evoluiu com maior taxa de mortalidade, demandando a interrupção antecipada dessa forma de tratamento. Nesse estudo, os autores não conseguiram demonstrar claramente a associação de mortalidade com fenômenos hipoglicêmicos, mas ao mesmo tempo, em outro grande estudo em que se comparou o tratamento glicêmico intensivo com o padrão observou-se a associação de morte súbita com episódios hipoglicêmicos.
Diante do exposto, pode-se concluir que a hipoglicemia aguda resulta em complexos e ainda mal compreendidos fenômenos vasculares incluindo a ativação de mecanismos protrombóticos, proinflamatórios e proaterogênicos. Portanto, para prática diária e para o melhor conhecimento da associação de hipoglicemias e seus mecanismos fisiopatológicos com a mortalidade cardiovascular há necessidade de mais estudos com desenhos apropriados.
TÉCNICA DE CLONAGEM CONTRA O DIABETES
A clonagem de células humanas revelou-se eficaz no combate à diabetes. Estudo publicado na “Nature” mostrou que as células replicadas e, posteriormente, induzidas a se transformarem em produtoras de insulina se mostraram normais. A técnica abre caminho para novos tratamentos contra a doença no futuro. Pele humana criada em laboratório pode substituir testes cosméticos realizados em animais Cientistas usaram células saudáveis extraídas da pele de uma diabética de 32 anos. O núcleo destas células (o material genético) foi retirado e colocado no núcleo (previamente removido) de um óvulo humano. A técnica de clonagem, a mesma usada para a criação da ovelha Dolly (o primeiro clone de um mamífero adulto, apresentado ao mundo em 1996) é conhecida como transferência nuclear de células somáticas (SCNT, na sigla em inglês), e ainda está proibida em alguns países, entre eles, o Brasil. Após a clonagem, as células são cultivadas em laboratório, expostas a determinados fatores, até atingirem o estágio embrionário de blastocistos. Após esse estágio, são diferenciadas em diferentes tipos de tecido, entre eles o pancreático. - Essas células produziam tanta insulina quanto as naturais do pâncreas - comemorou Dieter Egli, da Fundação de Células-tronco de Nova York, que coordenou o estudo junto de colegas das universidades de Colúmbia, nos EUA, e Hebraica de Jerusalém. Como o material genético é da própria paciente não haveria, em tese, risco de rejeição. As células, no entanto, ainda precisam passar por outros testes até poderem ser reinjetadas na paciente.
Inicialmente, Egli e seus colegas planejam transferí-las para camundongos. Assim, eles terão uma ideia melhor do quão estáveis, seguras e eficientes elas são em animais. Depois disto, ainda serão necessários outros experimentos com animais antes que a técnica seja testada em humanos. - Ver os resultados de hoje me dá esperanças de podermos, um dia, alcançar a cura para esta doença debilitante - afirmou a diretora-executiva da fundação, Susan Solomon. Este não é o primeiro estudo a obter células-tronco por meio meio da clonagem, mas os pesquisadores afirmam terem feito “melhorias técnicas” no procedimento. No início do mês, outra equipe de cientistas usou uma abordagem similar para criar tecidos. Especialistas do Instituto de Células-Tronco de Seul, na Coreia do Sul, anunciaram terem clonado células a partir de exemplares da pele de homens adultos. Insoo Hyun, especialista em bioética da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, EUA, disse que a pesquisa fez soar o alerta. “Estruturas regulatórias precisam ser ativadas para supervisionar isto”, escreveu num comentário também publicado na Nature. Hyun alertou que um estudo como esse pode alimentar temores de um futuro em que bebês humanos serão clonados ou embriões insensivelmente criados e destruídos em pesquisas. Susan garantiu, entretanto, que o estudo tem “fins estritamente terapêuticos” e apoiou uma supervisão ética do processo. - Em nenhuma circunstância nós, ou qualquer outro grupo científico responsável, temos a intenção de usar esta técnica para a geração de seres humanos.
DIABETES DIAGNOSTICADA DURANTE SERVIÇO MILITAR NÃO DÁ DIREITO À REFORMA
O TRF da 1.ª Região negou direito à reforma a militar temporário que desenvolveu Diabetes Mellitus Tipo I durante seu tempo de serviço no Exército Brasileiro. O entendimento unânime foi da 2.ª Turma do Tribunal, após o julgamento de apelação interposta pelo militar contra sentença que negou seu pedido de reforma e de indenização por danos morais.
O autor foi incorporado ao Exército em 18/01/1993 e licenciado de suas atividades em 27/03/2001, quando já era portador da doença. Laudo médico oficial verificou que o requerente é portador de Diabetes Mellitus Tipo I, que, segundo alega, eclodiu no ano de 1997, após três anos de serviços prestados ao Exército, tendo se agravado em 2001, fato que o levou a ser dispensado das atividades castrenses em 27.03.2001. O militar alega que adquiriu a doença quando ainda prestava serviços ao Exército, possuindo, portanto, direito à reforma, conforme prevê o Estatuto dos Militares (Lei 6.880/80). De acordo com o Estatuto, os militares temporários recebem o mesmo tratamento dado aos militares de carreira e podem permanecer agregados à sua unidade quando forem afastados temporariamente do serviço ativo por terem sido considerados incapazes após um ano de tratamento. A Lei 6.880 estabelece que a incapacidade definitiva pode ser consequência de ferimento em campanha ou na manutenção da ordem pública; enfermidade contraída em campanha ou na manutenção da ordem pública ou cuja causa decorra de uma dessas situações; acidente em serviço; doença, moléstia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com relação de causa e efeito a condições inerentes ao serviço; tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e outras moléstias que a lei indicar com base nas conclusões da medicina especializada.
O artigo 109 do Estatuto prevê que o militar da ativa julgado incapaz definitivamente por um desses motivos será reformado a qualquer tempo de serviço. No entanto, o relator do processo, juiz federal convocado Cleberson José Rocha, acredita que o fato de ser portador de diabetes tipo I não torna o apelante inválido para o desempenho de outra atividade a ser prestada fora do âmbito militar, além de não existir qualquer prova que indique que a patologia eclodiu em razão das atividades laborativas desempenhadas por ele enquanto militar. “Conforme reza o art. 111, II, para a concessão de reforma remunerada é imprescindível que a invalidez seja para o exercício de qualquer ofício, seja ela ligada à atividade castrense ou labor no âmbito civil, hipótese não verificada no caso sob análise”, explicou. O magistrado destacou, ainda, que o parecer endocrinológico elaborado por profissional do Hospital das Forças Armadas foi claro em pontuar que a limitação laboral do autor refere-se apenas a trabalho que exija atividades físicas extenuantes, o que demonstra a aptidão para demais atividades. Quanto ao pedido do militar de indenização por danos morais, Cleberson José não verificou qualquer elemento hábil a ensejar a reparação, “principalmente pelo fato de que os atos praticados pela Administração foram pautados pela obediência aos princípios norteados pelo Direito Administrativo”.
terça-feira, 29 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
Este homem é um “testador” de pâncreas artificiais!
Acompanhe as aventuras de Thomas Brobson, diabético tipo 1 que testa há mais de 5 anos pâncreas artificiais. Será que a tecnologia pode mesmo melhorar a vida?
Com notícias recentes sobre o desenvolvimento de pâncreas artificiais, uma dúvida talvez passe pela cabeça de quem tem diabetes: como seria usar um pâncreas artificial? Para tentar responder essa pergunta, vamos conhecer Thomas Brobson. Hoje com 54 anos, Thomas é o Diretor Nacional de Pesquisas da JDRF (Juvenile Diabetes Research Foundation, ou Fundação de Pesquisa para Diabetes em Jovens), uma instituição de caridade dedicada a financiar pesquisas sobre diabetes. Mais do que isso, Thomas tem diabetes tipo 1 e participou de testes clínicos de pâncreas artificiais em 2007 e 2012. Agora, através de depoimentos seus, vamos trazer a história dele até vocês. Além de contar suas experiências, Thomas também revela a grande evolução da tecnologia nos últimos anos e fala sobre o atual estágio de desenvolvimento do pâncreas artificial.
COMO TUDO COMEÇOU
Thomas se juntou à equipe da JDRF em 2005, um ano depois de ser diagnosticado com diabetes. Em 2006, a instituição decidiu financiar pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de pâncreas artificiais e Thomas se voluntariou para ser uma “cobaia”. Em 2007 ele participou, pela primeira vez, de testes clínicos na Universidade de Virginia.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
Depois de ser conectado ao pâncreas artificial, Thomas lembra de um engenheiro lhe dizer que “o sistema está controlando sua glicemia agora” e de ele pensar “como assim?”. Em sua cabeça, não paravam de passar as perguntas tão frequentes a ele: “preciso comer mais agora?”, “como está minha glicemia?”.
“São as primeiras perguntas que eu me faço depois de acordar e as últimas antes de dormir”, contou Thomas, em entrevista para o site Diabetes Mine. “Foi um momento marcante na minha vida, pois eu percebi que não precisava pensar sobre diabetes. Após algumas horas, eu estava comendo e vivendo, e pensando que o sistema realmente estava em controle. Eu tinha permissão para ver os dados de glicemia, mas não precisava fazer nada a respeito. Foi uma sensação inacreditável e bastante emocionante para mim”.
Entretanto, apesar de funcionar bem, o sistema tinha desvantagens. A falta de praticidade era uma delas – Thomas precisava ficar com agulhas intravenosas em ambos os braços, uma para insulina e uma para glucagon. “Ir ao banheiro envolvia eu e mais três pessoas”, ele lembra. Além disso, Thomas não pôde sair do hospital e vivenciar situações do “mundo real”. Isso mudou em sua segunda experiência, cinco anos depois.
A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA E OS TESTES CLÍNICOS EM 2012
Quando Thomas voltou para novos testes clínicos em dezembro de 2012, a diferença em relação ao procedimento de cinco anos atrás não poderia ter sido maior. “Eles, literalmente, apenas me deram um celular e falaram ‘vá viver sua vida’”, diz ele.
A grande evolução da tecnologia e da internet sem fio dos últimos anos ajudou, e muito, no desenvolvimento do pâncreas artificial. Agora, com bombas de insulina inteligentes e monitores de glicose contínuos, o novo design do pâncreas artificial era prático e discreto, e não tinha a necessidade das desconfortáveis agulhas intravenosas. Tudo se resumia, basicamente, a um dispositivo parecido com um smartphone, com poucos parâmetros para serem ajustados pelo paciente. Dessa vez, não apenas ele poderia sair do hospital, como foi obrigado a fazer isso. Não foi exatamente um grande sacrifício para Thomas seguir essa recomendação médica.
Logo após sair do hospital, Thomas foi a um restaurante e pediu um cheeseburger e um sundae. O sistema de pâncreas artificial funcionou perfeitamente, mantendo seus níveis de glicemia estáveis automaticamente. Durante o curto período de teste – de três dias – Thomas precisava apenas ajustar as bombas de insulina ocasionalmente, através de dois simples botões em seu dispositivo.
“Durante esses três dias vivendo com o pâncreas artificial, eu não precisava pensar no diabetes. Para mim, a cura do diabetes é justamente não ter que pensar sobre diabetes. O pâncreas artificial não é a cura, mas através dele pude vislumbrar como seria a cura – e essa foi a parte mais poderosa de toda a experiência para mim”.
O novo pâncreas em atividade.
Atualmente, Thomas continua buscando financiamento para novas pesquisas relacionadas ao tratamento do diabetes tipo 1 e ao desenvolvimento de pâncreas artificiais. A próxima etapa, segundo pesquisadores da Universidade de Virginia, é testar o sistema durante um período de 6 meses. Quando os testes clínicos irão acontecer e quando teremos um pâncreas artificial disponível no mercado, ainda não podemos dizer. Mas, se precisarem de voluntários, os cientistas provavelmente saberão onde encontrar um.
Com notícias recentes sobre o desenvolvimento de pâncreas artificiais, uma dúvida talvez passe pela cabeça de quem tem diabetes: como seria usar um pâncreas artificial? Para tentar responder essa pergunta, vamos conhecer Thomas Brobson. Hoje com 54 anos, Thomas é o Diretor Nacional de Pesquisas da JDRF (Juvenile Diabetes Research Foundation, ou Fundação de Pesquisa para Diabetes em Jovens), uma instituição de caridade dedicada a financiar pesquisas sobre diabetes. Mais do que isso, Thomas tem diabetes tipo 1 e participou de testes clínicos de pâncreas artificiais em 2007 e 2012. Agora, através de depoimentos seus, vamos trazer a história dele até vocês. Além de contar suas experiências, Thomas também revela a grande evolução da tecnologia nos últimos anos e fala sobre o atual estágio de desenvolvimento do pâncreas artificial.
COMO TUDO COMEÇOU
Thomas se juntou à equipe da JDRF em 2005, um ano depois de ser diagnosticado com diabetes. Em 2006, a instituição decidiu financiar pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de pâncreas artificiais e Thomas se voluntariou para ser uma “cobaia”. Em 2007 ele participou, pela primeira vez, de testes clínicos na Universidade de Virginia.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
Depois de ser conectado ao pâncreas artificial, Thomas lembra de um engenheiro lhe dizer que “o sistema está controlando sua glicemia agora” e de ele pensar “como assim?”. Em sua cabeça, não paravam de passar as perguntas tão frequentes a ele: “preciso comer mais agora?”, “como está minha glicemia?”.
“São as primeiras perguntas que eu me faço depois de acordar e as últimas antes de dormir”, contou Thomas, em entrevista para o site Diabetes Mine. “Foi um momento marcante na minha vida, pois eu percebi que não precisava pensar sobre diabetes. Após algumas horas, eu estava comendo e vivendo, e pensando que o sistema realmente estava em controle. Eu tinha permissão para ver os dados de glicemia, mas não precisava fazer nada a respeito. Foi uma sensação inacreditável e bastante emocionante para mim”.
Entretanto, apesar de funcionar bem, o sistema tinha desvantagens. A falta de praticidade era uma delas – Thomas precisava ficar com agulhas intravenosas em ambos os braços, uma para insulina e uma para glucagon. “Ir ao banheiro envolvia eu e mais três pessoas”, ele lembra. Além disso, Thomas não pôde sair do hospital e vivenciar situações do “mundo real”. Isso mudou em sua segunda experiência, cinco anos depois.
A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA E OS TESTES CLÍNICOS EM 2012
Quando Thomas voltou para novos testes clínicos em dezembro de 2012, a diferença em relação ao procedimento de cinco anos atrás não poderia ter sido maior. “Eles, literalmente, apenas me deram um celular e falaram ‘vá viver sua vida’”, diz ele.
A grande evolução da tecnologia e da internet sem fio dos últimos anos ajudou, e muito, no desenvolvimento do pâncreas artificial. Agora, com bombas de insulina inteligentes e monitores de glicose contínuos, o novo design do pâncreas artificial era prático e discreto, e não tinha a necessidade das desconfortáveis agulhas intravenosas. Tudo se resumia, basicamente, a um dispositivo parecido com um smartphone, com poucos parâmetros para serem ajustados pelo paciente. Dessa vez, não apenas ele poderia sair do hospital, como foi obrigado a fazer isso. Não foi exatamente um grande sacrifício para Thomas seguir essa recomendação médica.
Logo após sair do hospital, Thomas foi a um restaurante e pediu um cheeseburger e um sundae. O sistema de pâncreas artificial funcionou perfeitamente, mantendo seus níveis de glicemia estáveis automaticamente. Durante o curto período de teste – de três dias – Thomas precisava apenas ajustar as bombas de insulina ocasionalmente, através de dois simples botões em seu dispositivo.
“Durante esses três dias vivendo com o pâncreas artificial, eu não precisava pensar no diabetes. Para mim, a cura do diabetes é justamente não ter que pensar sobre diabetes. O pâncreas artificial não é a cura, mas através dele pude vislumbrar como seria a cura – e essa foi a parte mais poderosa de toda a experiência para mim”.
O novo pâncreas em atividade.
Atualmente, Thomas continua buscando financiamento para novas pesquisas relacionadas ao tratamento do diabetes tipo 1 e ao desenvolvimento de pâncreas artificiais. A próxima etapa, segundo pesquisadores da Universidade de Virginia, é testar o sistema durante um período de 6 meses. Quando os testes clínicos irão acontecer e quando teremos um pâncreas artificial disponível no mercado, ainda não podemos dizer. Mas, se precisarem de voluntários, os cientistas provavelmente saberão onde encontrar um.
Pastillas de Insulina: la próxima revolución en el tratamiento de la Diabetes
Depois de muitos anos de estudos e ensaios clínicos, e quando parecia que era impossível de alcançar, cientistas da Novo Nordisk, uma das empresas líderes no desenvolvimento de insulina em todo o mundo, completou com sucesso a fase 1 de um estudo científico para produzir Insulina e mercado de tablets, o que, sem dúvida, revolucionar o tratamento da diabetes, pois pode substituir as injeções de insulina irritantes e pode impedir novos episódios de hipoglicemia ocorrem, proporcionando conforto, segurança e tranqüilidade para necessidade diária.
Por Joe Cardozo
A gigante farmacêutica e líder no desenvolvimento de insulina Novo Nordisk em todo o mundo, a empresa investiu mais de US $ 2 bilhões para estudos científicos que lhes permitam criar e fabricar as primeiras pílulas de insulina ou cápsulas, utilizando tecnologia Merrion GIPET ® Pharmaceuticals, e ser capaz de ir substituindo as injeções diárias desconfortáveis e dolorosas que as pessoas com diabetes que necessitam de uso de insulina devem ser aplicadas.
Hoje as pessoas que necessitam de insulina só pode ser administrada por esses tiros inábeis ainda ser aplicadas diariamente para manter os níveis de bem-controlados de glicose no sangue. Por esta razão, as empresas farmacêuticas têm se esforçado em vão durante anos para obter novas alternativas de formulação de insulina (por via oral ou inalatória). Em. 2006, por exemplo, a Pfizer lançou o "Exhubera", que era uma insulina inalada que falhou por insegurança, para os médicos, o que representa este tipo de insulina nos pulmões.
A busca de uma insulina que pode ser encapsulado em um tablet (insulina oral), o que pode engolir facilmente, com conforto e segurança tem sido uma batalha difícil e muitos consideravam esta opção e como impossível de alcançar,
"As chances de desenvolver pílula de insulina eram uma em um milhão, há cinco anos", disse Mads Krogsgaard Thomsen, diretor e cientista-chefe da Novo Nordisk e acrescentou: "mas agora parece que estamos chegando mais perto de alcançar"
Mas por que tem sido tão difícil desenvolver uma pílula de insulina?
A insulina é uma proteína que se desintegra rapidamente pela acção dos ácidos gástricos do estômago ou intestino delgado, de modo que não tem de ser absorvido pelo sangue, ou armazenado no fígado, e isto faz a formulação oral olhar como algo praticamente inalcançável.
A formulação de insulina que, atualmente, existe e é dada por inyectadoras, bombas de insulina, canetas, etc. (Exógena de insulina) é rapidamente absorvido pela corrente sanguínea e entrar músculo e gordura, fazendo com que aqueles que a usam são mais propensos a ter hipoglicemia ou baixos níveis de glicose no sangue.
Idealmente, a insulina pode ser administrada oralmente e atingiu o intestino delgado sem ser destruída pelo sistema digestivo, tal como directamente sobre o fígado é o principal local de acção, e ser armazenado ali simulando assim a acção de insulina endógena, que é a insulina que é produzida pelo pâncreas, eliminando, assim, também a possibilidade de ocorrer episódios de hipoglicemia. .
O objectivo é desenvolver uma pílula de insulina que podem sobreviver no sistema digestivo, e também se adapta as características desta molécula. A insulina humana é uma proteína grande e complexa.
O que antes era impossível agora é cada vez mais possível
Novo Nordisk testado com sucesso a sua pílula de insulina chamada "NN1954" durante as fases iniciais de ensaios clínicos foram realizados de maio a outubro de 2012 e onde 83 voluntários participaram.
NN1954 insulina, Novo Nordisk, GLIPET ® usa tecnologia patenteada Merrion Pharmaceuticals, o que lhes permite encapsular tablet. GLIPET ® permite o desenvolvimento de comprimidos e cápsulas com as drogas que foram apenas sido previamente possível desenvolver formulações injectáveis.
Insullina tablets Novo Nordisk será uma formulação inovadora, sem dúvida, revolucionar o tratamento da diabetes, como oferecido para aqueles que exigem o uso diário de insulina, uma nova opção que injeções livres do chato e se consegui-lo pode ser armazenada no fígado também eliminar a possibilidade de que os episódios de hipoglicemia ocorrer.
No Dia Diabetes comemorado com muita esperança e otimismo esses avanços científicos
Diabetes Dia estamos muito satisfeitos e com renovada esperança para estes ensaios clínicos importantes que procuram tratamento para torná-lo fácil, seguro e eficaz e um óptimo controlo da Diabetes e celebrar este e todos os avanços científicos que dia são realizadas em todo o mundo na busca permanente de todas as pessoas com diabetes podem desfrutar de um, a vida produtiva e saudável fé liz.
sábado, 19 de abril de 2014
MINI GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA A PÁSCOA
Para facilitar as boas escolhas nesse período de Páscoa, elaboramos um mini guia de sobrevivência para a Páscoa:
- Para saber se o chocolate está dentro do que consideramos saudável, verifique a quantidade total de gordura da porção. O saudável é que a cada 15 gramas de carboidrato, o alimento tenha até 5g de gorduras totais. Não são raras as vezes que o chocolate diet apresenta maior quantidade de gordura quando comparado ao chocolate comum. Fique de olho!
- Após uma grande ingestão de gorduras, a glicemia pode elevar-se mais tardiamente, após 3 - 5 horas do consumo. Por isso, não abuse da quantidade e lembre-se de monitorar a glicemia e assim corrigi-la se necessário.
- Para aqueles que praticam a Contagem de Carboidratos, é importante levar em consideração a quantidade de carboidratos contida no produto, adequando a quantidade consumida ao seu plano alimentar.
- Tente encaixar o pedaço do seu ovo de páscoa na sua rotina, respeitando horários e quantidades. Desta forma, você manterá a glicemia dentro das metas e também, não aumentará o seu peso. Equivalências devem ser consideradas e equilibradas no dia-a-dia. Por exemplo: 1 pedaço de 25g de chocolate ao leite equivale, com relação à quantidade de carboidrato, à ½ pão francês com margarina.
- Consumir um pedaço de chocolate logo após uma grande refeição, composta por fibras provenientes de verduras e legumes, por exemplo, pode ser uma boa opção. Isso porque, as fibras auxiliam na absorção dos carboidratos, fazendo com que a glicemia eleve gradativamente, evitando picos.
- Se você pratica a Contagem de Carboidratos, converse com sua equipe para aprender ou retomar a relação insulina: carboidrato, no caso de excessos não planejados.
- Divida os ovos de Páscoa com sua família e amigos: eles não precisam ser consumidos de uma só vez e nem por uma única pessoa.
O Departamento de Nutrição da SBD deseja a todos uma Feliz Páscoa!
Luciana Bruno é nutricionista, com Especialização em Nutrição Materno Infantil pela UNIFESP, treinamento em Diabetes na Joslin Diabetes Center e vice-coordenadora do Departamento de Nutrição da SBD- gestão 2014-2016
Maristela Strufaldi é nutricionista, mestranda em Ciências Endocrinológicas pela UNIFESP, com Qualificação em Educação em Diabetes pela SBD / IDF / ADJ e membro do Departamento de Nutrição da SBD -gestão 2014-2016
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Agora é Lei: Lantus vai ser fornecida em todo país pelo SUS
Vitória na Justiça de ação do Ministério Público obriga todos os estados brasileiros a fornecer insulinas de longa duração. Descubra se você pode adquiri-las gratuitamente.
Pouco adiantou o governo mineiro encomendar um estudo (veja no link abaixo) da UFMG para provar que não valia a pena fornecer insulina Lantus, de longa duração, gratuitamente para a população.
Agora, uma ação movida pela Ministério Público Federal (MPF) no Espírito Santo vai obrigar todos os estados brasileiros a fornecer tanto a insulina glargina (nome comercial “Lantus”) quanto a insulina detemir (ou “Levemir”) através do Sistema Único de Saúde.
+ LEIA TAMBÉM: Insulina Lantus gratuita está com os dias contados: Estudo científico defende que governos troquem a insulina Lantus, de longa duração (e preferida pelos diabéticos) pela NPH, muito mais barata.
Na semana passada, a ação do MPF foi aprovada pela juíza Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand. Desde o último dia 9, todos os estados brasileiros estão obrigados a fornecer as insulinas de longa duração através do SUS.
VANTAGENS & DESVANTAGENS
A vantagem destas insulinas de longa duração é que elas são capazes de manter a glicemia em valores adequados por muito mais tempo do que uma insulina normal. A detemir e a glargina têm uma duração total de 20 a 26 horas – uma das mais altas no mercado – e isto permite que um diabético tenha de injetá-las apenas uma vez ao dia. A manutenção da glicemia em valores ideais traz uma série de benefícios à saúde do paciente diabético e evita boa parte das complicações da doença, incluindo episódios de hipoglicemia, que são mais comuns com o uso de outras insulinas.
A contrapartida é que as insulinas de ação longa são mais caras do que as concorrentes de ação mais rápida. Este foi o argumento utilizado no estudo da UFMG mencionado acima. O trabalho afirma que não há, na literatura científica, provas de que as insulinas de longa duração são tão melhores que as de ação rápida que justifiquem o investimento a mais necessário para comprá-las.
A juíza Maria Allemand discorda. Na sentença, ela explica que “as evidências científicas já são consideráveis” a favor das insulinas de longa duração no controle da glicemia em pacientes com dificuldade de controlar as taxas de açúcar no sangue, e lembra que “o custo-benefício [destas insulinas] é aceitável, tanto que já há estados que as fornecem”.
A insulina detemir (comercialmente vendida como “Levemir”) entrou na lista das que serão distribuidas pelo SUS.
AS INSULINAS BOAS NÃO SÃO PARA TODO MUNDO
Apesar da ação julgada na última semana obrigar os estados a fornecer as insulinas detemir e glargina à população, elas não serão distribuídas para todo mundo. As insulinas de longa duração serão dadas apenas aos pacientes que, comprovadamente, não conseguem manter a glicemia em valores adequados através do uso de insulinas regulares, já oferecidas pelo SUS.
Ou seja, só poderá receber de graça as insulinas de longa duração quem tiver provas médicas de que o tratamento convencional não está funcionando (o paciente não consegue manter a glicemia em valores ideais ou apresenta episódios freqüentes de hipoglicemia).
“(…) O benefício em foco não se destina a garantir a substituição indiscriminada das drogas atualmente usadas em todos os casos”, mas “dirige-se, exclusivamente, àqueles casos que não obtêm resultados satisfatórios com as insulinas regulares”, escreveu a juíza Maria Allemand.tribuídas pelo SUS.
Pouco adiantou o governo mineiro encomendar um estudo (veja no link abaixo) da UFMG para provar que não valia a pena fornecer insulina Lantus, de longa duração, gratuitamente para a população.
Agora, uma ação movida pela Ministério Público Federal (MPF) no Espírito Santo vai obrigar todos os estados brasileiros a fornecer tanto a insulina glargina (nome comercial “Lantus”) quanto a insulina detemir (ou “Levemir”) através do Sistema Único de Saúde.
+ LEIA TAMBÉM: Insulina Lantus gratuita está com os dias contados: Estudo científico defende que governos troquem a insulina Lantus, de longa duração (e preferida pelos diabéticos) pela NPH, muito mais barata.
Na semana passada, a ação do MPF foi aprovada pela juíza Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand. Desde o último dia 9, todos os estados brasileiros estão obrigados a fornecer as insulinas de longa duração através do SUS.
VANTAGENS & DESVANTAGENS
A vantagem destas insulinas de longa duração é que elas são capazes de manter a glicemia em valores adequados por muito mais tempo do que uma insulina normal. A detemir e a glargina têm uma duração total de 20 a 26 horas – uma das mais altas no mercado – e isto permite que um diabético tenha de injetá-las apenas uma vez ao dia. A manutenção da glicemia em valores ideais traz uma série de benefícios à saúde do paciente diabético e evita boa parte das complicações da doença, incluindo episódios de hipoglicemia, que são mais comuns com o uso de outras insulinas.
A contrapartida é que as insulinas de ação longa são mais caras do que as concorrentes de ação mais rápida. Este foi o argumento utilizado no estudo da UFMG mencionado acima. O trabalho afirma que não há, na literatura científica, provas de que as insulinas de longa duração são tão melhores que as de ação rápida que justifiquem o investimento a mais necessário para comprá-las.
A juíza Maria Allemand discorda. Na sentença, ela explica que “as evidências científicas já são consideráveis” a favor das insulinas de longa duração no controle da glicemia em pacientes com dificuldade de controlar as taxas de açúcar no sangue, e lembra que “o custo-benefício [destas insulinas] é aceitável, tanto que já há estados que as fornecem”.
A insulina detemir (comercialmente vendida como “Levemir”) entrou na lista das que serão distribuidas pelo SUS.
AS INSULINAS BOAS NÃO SÃO PARA TODO MUNDO
Apesar da ação julgada na última semana obrigar os estados a fornecer as insulinas detemir e glargina à população, elas não serão distribuídas para todo mundo. As insulinas de longa duração serão dadas apenas aos pacientes que, comprovadamente, não conseguem manter a glicemia em valores adequados através do uso de insulinas regulares, já oferecidas pelo SUS.
Ou seja, só poderá receber de graça as insulinas de longa duração quem tiver provas médicas de que o tratamento convencional não está funcionando (o paciente não consegue manter a glicemia em valores ideais ou apresenta episódios freqüentes de hipoglicemia).
“(…) O benefício em foco não se destina a garantir a substituição indiscriminada das drogas atualmente usadas em todos os casos”, mas “dirige-se, exclusivamente, àqueles casos que não obtêm resultados satisfatórios com as insulinas regulares”, escreveu a juíza Maria Allemand.tribuídas pelo SUS.
terça-feira, 15 de abril de 2014
PÁSCOA E DIABETES: UMA PARCERIA POSSÍVEL?
Em outros tempos, a Páscoa poderia ser sinônimo de sacrifício, privação e até mesmo descontrole da glicemia para quem tem Diabetes. Vários sabores e cores recheiam as prateleiras, fazendo dos ovos de Páscoa uma grande atração nesse período, para todas as idades.
Mas qual tipo de chocolate é mais indicado para quem tem diabetes? O ovo de páscoa tem que ser diet? Vamos aos esclarecimentos!
Apesar do chocolate diet não conter açúcar refinado em sua composição, ele possui outros carboidratos, como por exemplo a frutose - açúcar natural do cacau - que também pode aumentar a glicemia. Além disso, frequentemente o chocolate diet apresenta alto teor de gordura, fator que pode contribuir para o aumento de peso e mau controle glicêmico.
Desde 1994, a American Diabetes Association – ADA, demonstra que a sacarose não aumenta a glicemia mais do que qualquer outro tipo de carboidrato. Sendo assim, dentro de um contexto saudável, o chocolate convencional pode sim ser inserido no plano alimentar de quem tem Diabetes.
Com relação às propriedades nutricionais do chocolate, destaca-se a presença dos polifenóis - antioxidantes presentes no cacau que fornecem benefícios à saúde cardiovascular. Estudos recentes sugerem que esses antioxidantes, mais presentes no chocolate amargo (70% de cacau), auxiliam na diminuição dos níveis de LDL (mau colesterol) e da pressão arterial. Há ainda a presença da feniletilamina, substância que auxilia na melhora do bem-estar geral e alívio da tensão.
Contudo, mesmo com tantas propriedades, o chocolate deve ser consumido com moderação por todas as pessoas, independente da presença ou não do Diabetes. Isso porque, trata-se de um alimento calórico e versões como o chocolate ao leite e o chocolate branco apresentam um alto teor de gordura saturada em sua composição, prejudicando a saúde cardiovascular e o bom controle glicêmico.
O Departamento de Nutrição da SBD deseja a todos uma Feliz Páscoa!
Luciana Bruno é nutricionista, com Especialização em Nutrição Materno Infantil pela UNIFESP, treinamento em Diabetes na Joslin Diabetes Center e vice-coordenadora do Departamento de Nutrição da SBD- gestão 2014-2016
Maristela Strufaldi é nutricionista, mestranda em Ciências Endocrinológicas pela UNIFESP, com Qualificação em Educação em Diabetes pela SBD / IDF / ADJ e membro do Departamento de Nutrição da SBD -gestão 2014-2016
JUSTIÇA MANDA SUS DAR REMÉDIO EFICAZ A PACIENTES COM DIABETES
Portadores do tipo 1 serão tratados no SUS com análogos de insulina de longa e curta duração.
A Justiça Federal mandou o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibilizar gratuitamente os análogos de insulina de curta e longa duração aos diabéticos tipo 1 (o mais comum no Brasil) que não estiverem obtendo resultados satisfatórios no tratamento da doença com os medicamentos atualmente fornecidos pelo Ministério da Saúde.
A sentença da juíza federal Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand tem caráter imediato. O ministério informou que vai atender a determinação (leia mais ao lado).
A ineficácia do medicamento prescrito ao paciente vai ser avaliada por um médico. A diabetes é a principal causa de cegueira e de amputação de membros inferiores no Brasil. Cerca de 5,3% da população brasileira acima de 18 anos é portadora da doença, o que corresponde a um total de cerca de 6,4 milhões de pessoas. Na população acima dos 40 anos, a diabetes atinge aproximadamente 11% das pessoas.
De acordo com o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, Marco Antonio Araujo Junior, o diabético deve, a partir de agora, cobrar dos sistemas federal, estaduais e municipais de saúde o fornecimento do novo medicamento. “Caso ele não encontre em um posto de saúde ou em um hospital da rede pública, por exemplo, deve procurar o Ministério Público Federal para encaminhar uma ação”, disse.
A maior vantagem dos análogos de ações curta e prolongada perante às insulinas NPH e a regular, fornecidas pelo SUS, é seu maior tempo de duração no organismo. Enquanto a NPH precisa ser ministrada de duas a três vezes ao dia, os análogos são aplicados de uma a duas vezes.
Para o presidente da Associação Brasileira de Diabetes, Walter Minicucci, a decisão merece ser comemorada. “É um passo importante em direção ao desenvolvimento. Na Europa e nos Estados Unidos os análogos são gratuitos faz algum tempo”, disse. O especialista, no entanto, faz uma ressalva. “Deixa a desejar o fato de ambas passarem a ser fornecidas pelo SUS apenas para quem não estiver reagindo bem às insulinas regulares e NPH. Deveria ser para todos, como em outros países”, defendeu.
Ministério da Saúde promete fornecer os medicamentos
O Ministério da Saúde informou que acatará a decisão da Justiça Federal e vai passar a fornecer os análogos de insulina de curta e longa duração. De acordo com a pasta, antes mesmo da determinação judicial já era estudada a incorporação dos medicamentos na lista do Sistema Único de Saúde. O ministério afirmou ainda “que oferece atenção integral para o cuidado da pessoa com diabetes mellitius, desenvolvendo ações de detecção, controle, prevenção e tratamento com a oferta de cinco medicamentos para diabetes por meio do Programa Farmácia Popular (glibenclamida, insulina NPH, insulina Regular, metformina e metformina de ação prolongada)”.
“São quase 30 mil farmácias particulares participando desta iniciativa e mais 545 unidades próprias do governo federal em um total de 4.044 municípios.”
Fonte: Diário de S. Paulo
Novo pâncreas artificial faz sucesso em feira e ganha prêmio
Protótipo super tecnológico e inovador, que utiliza um gel especial para medir a glicemia, é destaque no Gadget Show Live 2014 e ganha principal prêmio do evento.
Este é o novo pâncreas artificial, destaque no evento de tecnologia. A promessa é facilitar bastante a vida de quem está com diabetes. Imagem: Joe Giddens/PA Wire/Press Association Images.
Começou na semana passada, na cidade inglesa de Birmingham, o Gadget Show Live. Trata-se de um evento tecnológico no qual expositores do mundo todo apresentam novos produtos e aparelhos eletrônicos.
A audiência vibra com as novidades, que parecem saídas de um filme de ficção científica. Este ano, os destaques vão para uma bicicleta dobrável, uma barreira prática e de montagem rápida para se colocar na frente de portas e janelas em caso de enchentes, um skate que lembra aquele do filme “De Volta para o Futuro” e – de especial interesse para nós – um novo pâncreas artificial.
Este novo pâncreas artificial, aliás, pode ser considerado “o” destaque da Gadget Show Live de 2014. O produto ganhou o prêmio “Inventor Britânico do Ano’, oferecido pela primeira vez pelos organizadores.
O QUE ESTE PÂNCREAS TEM DE NOVIDADES?
Antes de mais nada, vale lembrar: “pâncreas artificial” é qualquer aparelho eletrônico que simula o funcionamento do pâncreas humano. Este órgão normalmente produz insulina, o hormônio que ajuda a baixar a glicemia. Pessoas que estão com diabetes – em especial o diabetes tipo 1 – não produzem insulina na quantidade adequada e têm que injetar o hormônio todos os dias (e várias vezes por dia, para alguns), por isso uma alternativa “artificial” é muito bem-vinda.
A profa. Joan Taylor, idealizadora do aparelho.
O novo pâncreas eletrônico foi criado pela professoraJoan Taylor (em foto à esq.), da Universidade De Montfort, junto à empresa Renfrew Group. A grande novidade do aparelho que o diferencia dos demais pâncreas artificiais (e das bombas de insulinatradicionais) é que, através dele, a insulina é injetada no corpo pelo peritôneo e não mais pelo tecido adiposo. Isto garante que a insulina trabalhe muito mais rápido. A glicemia, assim, diminui em tempo bem menor.
Outra novidade é que o aparelho detecta as variações da quantidade de glicose no sangue através de umgel especial (que é o que dá a coloração azulada que podemos ver nas imagens). O gel é capaz de perceber a glicemia e lançar no corpo quantidades maiores ou menores de insulina, de acordo com o necessário. Ele terá uma autonomia de até seis semanas até precisar ser “reabastecido” com o hormônio.
“Este incrível aparelho não apenas irá acabar com a necessidade de manualmente injetar insulina, mas também vai garantir que doses perfeitas serão administradas todas as vezes”, afirmou Joan, a inventora.
QUANDO PODEREMOS COMPRAR O PÂNCREAS ARTIFICIAL PREMIADO?
Imagem: Wired.com
Até agora, o aparelho já foi testado, com enorme sucesso, em ratos e porcos. Falta saber se funcionará em humanos.
Testes clínicos preliminares já começaram a ser feitos. O grupo de criadores do novo pâncreas espera que os primeiros transplantes (o aparelho deve ser instalado cirurgicamente nas pessoas) ocorram em 2016. Estima-se que dentro de uma década ele estará à venda.
“Nós estamos próximos de embarcar nos testes clínicos. O diabetes custa à sociedade mais de 3 milhões de reais por hora em tratamentos [no Reino Unido], e muito desse dinheiro é gasto no tratamento de complicações”, disse Joan.
“Ao controlar a glicemia tão efetivamente, nós seremos capaz de reduzir os problemas de saúde associados [ao diabetes]“, completou.
Este é o novo pâncreas artificial, destaque no evento de tecnologia. A promessa é facilitar bastante a vida de quem está com diabetes. Imagem: Joe Giddens/PA Wire/Press Association Images.
Começou na semana passada, na cidade inglesa de Birmingham, o Gadget Show Live. Trata-se de um evento tecnológico no qual expositores do mundo todo apresentam novos produtos e aparelhos eletrônicos.
A audiência vibra com as novidades, que parecem saídas de um filme de ficção científica. Este ano, os destaques vão para uma bicicleta dobrável, uma barreira prática e de montagem rápida para se colocar na frente de portas e janelas em caso de enchentes, um skate que lembra aquele do filme “De Volta para o Futuro” e – de especial interesse para nós – um novo pâncreas artificial.
Este novo pâncreas artificial, aliás, pode ser considerado “o” destaque da Gadget Show Live de 2014. O produto ganhou o prêmio “Inventor Britânico do Ano’, oferecido pela primeira vez pelos organizadores.
O QUE ESTE PÂNCREAS TEM DE NOVIDADES?
Antes de mais nada, vale lembrar: “pâncreas artificial” é qualquer aparelho eletrônico que simula o funcionamento do pâncreas humano. Este órgão normalmente produz insulina, o hormônio que ajuda a baixar a glicemia. Pessoas que estão com diabetes – em especial o diabetes tipo 1 – não produzem insulina na quantidade adequada e têm que injetar o hormônio todos os dias (e várias vezes por dia, para alguns), por isso uma alternativa “artificial” é muito bem-vinda.
A profa. Joan Taylor, idealizadora do aparelho.
O novo pâncreas eletrônico foi criado pela professoraJoan Taylor (em foto à esq.), da Universidade De Montfort, junto à empresa Renfrew Group. A grande novidade do aparelho que o diferencia dos demais pâncreas artificiais (e das bombas de insulinatradicionais) é que, através dele, a insulina é injetada no corpo pelo peritôneo e não mais pelo tecido adiposo. Isto garante que a insulina trabalhe muito mais rápido. A glicemia, assim, diminui em tempo bem menor.
Outra novidade é que o aparelho detecta as variações da quantidade de glicose no sangue através de umgel especial (que é o que dá a coloração azulada que podemos ver nas imagens). O gel é capaz de perceber a glicemia e lançar no corpo quantidades maiores ou menores de insulina, de acordo com o necessário. Ele terá uma autonomia de até seis semanas até precisar ser “reabastecido” com o hormônio.
“Este incrível aparelho não apenas irá acabar com a necessidade de manualmente injetar insulina, mas também vai garantir que doses perfeitas serão administradas todas as vezes”, afirmou Joan, a inventora.
QUANDO PODEREMOS COMPRAR O PÂNCREAS ARTIFICIAL PREMIADO?
Imagem: Wired.com
Até agora, o aparelho já foi testado, com enorme sucesso, em ratos e porcos. Falta saber se funcionará em humanos.
Testes clínicos preliminares já começaram a ser feitos. O grupo de criadores do novo pâncreas espera que os primeiros transplantes (o aparelho deve ser instalado cirurgicamente nas pessoas) ocorram em 2016. Estima-se que dentro de uma década ele estará à venda.
“Nós estamos próximos de embarcar nos testes clínicos. O diabetes custa à sociedade mais de 3 milhões de reais por hora em tratamentos [no Reino Unido], e muito desse dinheiro é gasto no tratamento de complicações”, disse Joan.
“Ao controlar a glicemia tão efetivamente, nós seremos capaz de reduzir os problemas de saúde associados [ao diabetes]“, completou.
Após tratamento, lajeadense vive com diabetes controlada
Lajeado – A doença que por dois anos mudou a vida de Cátia Kist (25) está controlada. A jovem sofre de diabetes – mal que atinge cerca de 347 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em busca da cura, no ano passado, ela enfrentou o desafio de ser uma das 15 cobaias de um hospital de pesquisas na Irlanda. Fez uma bateria de testes e recebeu uma vacina chamada de Aldesleukin (Interleukin-2). Foi a única brasileira a participar da pequisa e aposentou as injeções de insulina.
O medicamento foi desenvolvido por pesquisadores da Clínica de Diabetes do Hospital Universitário de Cambridge - Cambridge Clinical Trials Unit (CCTU), coordenada pelo médico Ian Wilkinson, e ainda está em fase de testes. Cátia agora pode praticar atividade física e não precisa mais fazer as cinco injeções de insulina que fazia todos os dias, com hora marcada. Porém ainda controla os doces e os carboidratos.
Cátia explica que o remédio é uma vacina de dose única que minimiza os efeitos nocivos do diabetes no pâncreas – produtor natural de insulina do organismo. “É como se vários bichinhos tentassem morder meu pâncreas e tivesse uma camada protetora em volta dele.” Diz que ainda tem a doença, mas que está controlada.
Hoje, a jovem formada em Direito vive normalmente e trabalha como chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Saúde de Lajeado. Ela pretende criar um fórum de debate sobre diabetes, contando sua experiência e a forma como a doença é vista e tratada na Europa. “Não podemos deixar de viver, mas devemos ter alguns cuidados.”
Descoberta em outro país
A jovem realizava um intercâmbio cultural na Inglaterra quando descobriu, por um teste de urina, a doença. Ela morava e trabalhava em uma casa de uma família irlandesa, como Au Pair – cuidadora de crianças. Ainda ia à escola de manhã e na academia à noite.
A angústia e a frustração de Cátia começou depois de alguns meses. Sintomas como maior cansaço físico, falta da produção de saliva e sede começaram a surgir. Entre outros.
Buscou mais informações e procurou orientação médica. Após exames foi internada por dez dias. “Confesso que não foi um choque, não me desesperei ou entrei em crise de choro, pois eu já necessitava de muita força por estar longe da família, amigos, conforto do lar.” Depois da internação começou o tratamento usual.
A ajuda
Assim que saiu do hospital, a jovem buscou novos tratamentos e experiências que atrás da cura da diabetes. Ela enviou e-mails para Austrália, EUA, Brasil e cidades da Europa. Apenas uma delas retornou oferecendo ajuda: Universidade de Cambridge. Com tudo pago, transporte e medicação, ela aceitou a oferta de usar a nova droga como experiência.
Com a doença sob controle, desde dezembro não realiza mais as picadinhas diárias das injeções. Passou a cuidar mais da alimentação, pratica artes marciais e academia, e já perdeu quase 15 quilos. Ela diz que tem ciência de que o pâncreas ainda trabalhará só por mais algum tempo. “Não sei quanto tempo isso levará. Mas cada dia a mais é uma vitória. Só não quero ser tratada como a coitadinha.”
Leia mais no O Informativo do Vale: http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/51397/?Apos-tratamento-lajeadense-vive-com-diabetes-controlada.html#ixzz2yxaltbMG
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sábado, 12 de abril de 2014
OS MULTIVITAMÍNICOS E O DIABETES
Diabetes é uma doença metabólica que afeta a forma como o organismo absorve e utiliza energia. Essa energia vem principalmente dos alimentos e, fundamentalmente, a partir dos carboidratos. Então, é fácil de entender que mesmo quando as pessoas buscam uma alimentação saudável e equilibrada, é muito provável que no caso do diabetes, isso não seja suficiente para garantir uma oferta satisfatória de nutrientes e, por conseguinte, o papel dos multivitamínicos é significativamente importante quando comparado com a população em geral.
No entanto, é importante notar que mesmo que a ciência não esteja totalmente de acordo a respeito da dose e o tipo de suplementos que as pessoas com diabetes devem usar, cada vez mais chegamos a um consenso de que esta é uma parte importante da terapia de apoio para esta condição, juntamente com outras mudanças no estilo de vida, como uma dieta especial e inclusão de atividade física.
Dentro da gama de vitaminas, existem algumas que são particularmente importantes para a regeneração dos tecidos afetados pelo diabetes, às quais daremos uma atenção especial:
• Cromo: é um mineral que é conseguido em pequenas quantidades em muitos alimentos. Vários estudos têm demonstrado a sua capacidade para regular os níveis de açúcar no sangue. Ao mesmo tempo, esta quantidade tende a ser inferior aos níveis exigidos em pessoas com diabetes e, por essa razão, é importante incluí-lo na lista de suplementos necessários.
• Magnésio: assim como o cromo, é fácil de encontrar nos alimentos, mas a sua absorção é comprometida nos casos de diabetes, portanto, temos de estar conscientes de manter níveis adequados, pois este mineral é fundamental para a correta utilização de glicose pela célula.
• Ácido alfa lipóico: Este potente antioxidante tem um trabalho especial quando se trata de limitar as sequelas causadas pelo diabetes em alguns órgãos, como a retina. É importante incluí-lo na suplementação diária, porque a sua obtenção a partir da alimentação é um pouco limitada.
• Omega 3: já está muito popular seu uso, bem como a explicação da deficiência no consumo da dieta ocidental. É uma boa oportunidade para lembrar que os seus benefícios são amplos, especialmente nos sistemas neurológico e cardíaco, e também que é importante manter o equilíbrio entre este ômega e os demais (6 , 9, 12 , etc); portanto, exceto em casos muito especiais, onde seu uso deva ser restrito (como quando se está consumindo anticoagulantes), é de inclusão obrigatória na lista de suplementação diária.
• Vitamina D: nos últimos anos, temos visto com preocupação como a população em geral sofre de uma deficiência crônica e crescente desta vitamina tão especial. No caso da população diabética, isto não é diferente e é ainda muito mais delicado. Sendo a vitamina D um pró-hormônio, é necessária para muitos processos metabólicos do nosso corpo, especialmente para o metabolismo do cálcio. Também, diferente de outras vitaminas, as fontes desta vitamina são escassas e a mais importante é o sol. Isso provavelmente explica a sua deficiência crescente e, assim, devemos estar alerta para monitorar os níveis desta vitamina no sangue para garantir que estamos recebendo a quantidade necessária.
• Finalmente, não posso deixar de mencionar as vitaminas A, C e E que, mesmo sendo muito fáceis de obter através dos alimentos, é importante termos a certeza de que a absorção é adequada, pois há muitos casos em que o uso de vários medicamentos e o estresse oxidativo ao qual estão submetidas as pessoas com diabetes, faz com que a dita absorção seja comprometida e então, deve-se fazer uso de suplementos com elevada biodisponibilidade para ultrapassar esta barreira e obter a suplementação adequada.
OS BENEFÍCIOS QUE A CÚRCUMA PODE TRAZER PARA O DIABETES E OUTRAS DOENÇAS
A cúrcuma é muito conhecida por ser um composto comum no tempero popular. É muitas vezes utilizada em pratos no sul da Ásia e é responsável por dar a muitos alimentos como mostarda, curry e queijo sua coloração amarela. Além de ser usada para cozinhar, a cúrcuma vem sendo usada há muito tempo como um remédio popular natural nesta região, por causa de suas poderosas propriedades medicinais. Nos últimos anos, as pesquisas têm comprovado isso ao descobrir as diversas maneiras que esta especiaria pode ser benéfica para a nossa saúde.
A cúrcuma é um poderoso remédio herbal contra muitas doenças devido às suas propriedades anti-inflamatórias. Estudos têm mostrado que é sequer comparável com medicamentos, tais como IBUPROFENO a este respeito, sem conter muitos dos efeitos colaterais negativos. Mas mesmo antes dos pesquisadores começarem a estudar a cúrcuma, as populações nativas dos países do sul da Ásia usavam-na como um meio para tratar os indivíduos diabéticos. Como muitos de nossos leitores devem saber, a inflamação é frequentemente um precursor do diabetes, uma vez que faz com que nosso corpo fique cada vez mais resistente à insulina. Estudos têm mostrado que a cúrcuma atua como um bloqueador de sinais inflamatórios ativados no nosso corpo por determinadas doenças. Devido a isso, o consumo frequente de cúrcuma não só impede a ocorrência de diabetes, mas também pode ajudar a diminuir o impacto de outras condições causadas pela doença, como a neuropatia.
Outras doenças graves também são desencadeadas por irregularidades no sistema inflamatório; e câncer, mal de Alzheimer, glaucoma e artrite são apenas alguns dos mais graves. O tipo de inflamação que causam estas doenças, não podem ser tratadas simplesmente com um comprimido ou algumas gotas de ibuprofeno. Estes medicamentos tem efeito a nível macro inflamatório, e não micro-nível, que ocorrem em células individuais. Muitas dessas doenças são causadas por inflamações a nível micro, e só podem ser remediadas através do consumo de alimentos que são capazes de combatê-la. A Cúrcuma é notável a este respeito, porque funciona para combater os dois tipos de inflamação que ocorrem no nosso corpo, uma propriedade única, que poucos alimentos compartilham.
Embora sejam os efeitos anti-inflamatórios da cúrcuma que a fazem bem conhecida como medicamento, supõe-se também ser eficaz na prevenção de doenças cardíacas e AVCs. Os cientistas especulam que esta é capaz de impedir a oxidação do colesterol no corpo, fato que leva a ambos os problemas de saúde. Além disso, a cúrcuma é uma rica fonte de vitamina B6, um nutriente reconhecido por sua capacidade de manter o coração em bom funcionamento.
A fim de se obter os benefícios da cúrcuma, estima-se que cerca de três gramas devam ser consumidas por dia (aproximadamente uma colher de chá). Apesar da cúrcuma e os compostos que ela contém serem relativamente seguros, ainda assim, devemos estar cientes de alguns dos seus possíveis efeitos colaterais. Sabe-se que consumi-la em quantidades excessivas por longos períodos de tempo pode causar problemas de estômago, azia e, em casos extremos, úlceras. A cúrcuma também atua como um anticoagulante e, quando utilizada em conjunto com outros medicamentos para o diabetes, pode baixar significativamente os níveis de açúcar no sangue. Geralmente, não é difícil de encontrar, e está prontamente disponível na maioria dos supermercados. Este composto normalmente é vendido como especiaria para ser acrescentada na comida, mas também pode ser comprado como um suplemento. Se você deseja comprar a cúrcuma para usar na comida, dê preferência às marcas que indicam cúrcuma pura, pois contêm as maiores concentrações da mesma.
AS PESSOAS COM DIABETES DEVERIAM EVITAR BATATAS?
A batata é um vegetal interessante que pertence à família Solanaceae, e que por si só mudou muitas nações. Agora considerado um dos maiores cultivos de vegetais do mundo, a batata é originária da região andina e foi cultivado pela primeira vez pelos incas do Peru durante milhares de anos antes da chegada dos colonizadores espanhóis na América Latina. Depois de muitos anos de batalha brutal, os espanhóis finalmente conquistaram o Peru (1536), o que por sua vez, fez com que os espanhóis conhecessem a batata. O gosto por si só convenceu os espanhóis a levá-las para a Europa, onde foi facilmente cultivada devido à forma como as batatas podem se adaptar a qualquer clima que seja fresco e úmido.
A introdução desta planta ajudou a Europa a expandir a agricultura cultivada em novas terras, o que levou a um enorme crescimento da população rural em toda a região. Através do comércio, a planta foi rapidamente se espalhando ao redor do mundo. Infelizmente, na década de 1840 um surto de praga devastou a maior parte das culturas de batata na Europa. Na Irlanda, muitas pessoas dependiam de batatas como a sua principal fonte de alimentos, com esta fonte se esgotando, quase um milhão de pessoas morreram de fome e doenças. E muitas pessoas migraram para outros países, principalmente no Canadá e nos Estados Unidos.
A questão agora é se os diabéticos podem incluir batatas em sua alimentação. A resposta é sim, porém a moderação parece ser o tema comum entre os alimentos com má reputação. Muitas pessoas pensam que você só deve comer pequenas quantidades de alimentos ricos em amido, porém, a verdade é que os alimentos ricos em amido podem fazer parte de uma dieta saudável em porções adequadas. Muitos especialistas sugerem que você deve ingerir 45-60 gramas de carboidratos por refeição, ou 3-4 porções de alimentos contendo carboidratos. Nós não podemos indicar exatamente estas porções, as quais precisam ser descobertas por você e seu nutricionista ou médico, dependendo de suas condições individuais.
Os benefícios que as batatas trazem para o seu corpo são incríveis, elas são ricas em nutrientes. Este vegetal contém muitas vitaminas, minerais e compostos orgânicos que ajudam a aliviar os sintomas diabéticos. Batatas pode reduzir significativamente a inflamação devido às grandes quantidades de vitamina C, potássio e vitamina B6. A vitamina B6 também ajuda nossas células cerebrais e na atividade do sistema nervoso. A batata tem grandes quantidades de potássio, que ajuda a regular a pressão arterial elevada. As fibras que contém ajudam a reduzir o colesterol e melhorar drasticamente a insulina natural do corpo. Um novo estudo levou à descoberta de que mais de 100 tipos de batatas contêm compostos fenólicos, que protegem contra as doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e alguns tipos de câncer.
Há uma desvantagem no consumo de batatas, alto índice glicêmico (IG), que mede o quanto os carboidratos dos alimentos aumentam os níveis de glicose no sangue. Felizmente, existem maneiras de diminuir o IG das batatas, alterando seu método de cozimento. Uma batata inteira cozida, sem casca e sem nada adicionado é a opção mais saudável, contém 121 calorias, 0,13 g de gorduras, 28,02 g de carboidratos e 2,55 g de proteínas. Como ocorre com a maioria das coisas que gostamos na vida, moderação é fundamental. E você deve sempre consultar um médico ou nutricionista para qualquer informação sobre alimentação para diabéticos.
SIM, VOCÊ PODE COMER BATATA DOCE SE VOCÊ TEM DIABETES!
As batatas doces são originárias da América Central e da América do Sul. É um vegetal antigo que foi cultivado há milhares de anos pelos povos indígenas destas regiões. Além dos povos nativos, Cristóvão Colombo foi o primeiro a conhecer a batata doce em sua primeira viagem à América, em 1492. Depois de provar o vegetal, ele imediatamente teve que levá-la à sua terra. De volta à Europa, todos os que provavam a iguaria ficavam apaixonados imediatamente. Por volta do século 16, a batata doce atingiu a China, onde produziu os mesmos efeitos e se espalhou rapidamente por todo o mundo. Muitos acreditam que o que os Incas costumavam chamar batata-doce ou “batata” deu origem do termo “potato”.
A batata-doce é um vegetal incrível que pode ser adicionado em qualquer dieta de diabéticos. O vegetal é rico em vitaminas, minerais e fibras que ajudam a aliviar os sintomas do diabetes. Além disso, parece uma sobremesa, que não vai alterar seus níveis de glicose no sangue e realmente pode ajudar a controla-lo. No entanto você deve observar que, dependendo de como o vegetal é cozido ele pode passar de um IG moderado para alto. A maneira mais saudável que recomendamos cozinhar sua batata-doce é fervê-la com a casca por 30 minutos, o que produz um IG de 46. Uma batata-doce de aproximadamente 12 cm contém 112 calorias, 0,06 g de gorduras, 26,16 g de carboidratos e 2,04 g de proteínas.
Os benefícios nutricionais deste vegetal são surpreendentes. Vários estudos mostram que, em cerca 100 g de batata-doce, você encontra até 35% de todas as necessidades de vitamina A e às vezes pode ter até 90%. Tem-se percebido que o extrato de batata doce pode aumentar os níveis de adiponectina em pessoas com diabetes tipo 2. A adiponectina é um hormônio protéico produzido por nossas células de gordura que é conhecido por ajudar a regular os níveis de glicose no sangue. A proteína ajuda a tornar o corpo mais sensível à insulina, o que é imprescindível para o cuidado do diabético, e ainda tem propriedades anti-inflamatórias. Uma pesquisa sobre os fitonutrientes da batata-doce que também atuam como antioxidantes, mostra que podem ajudar a diminuir os riscos para a saúde por conta de metais pesados e radicais livres. Os fitonutrientes também têm propriedades anti-inflamatórias, mostrando que o extrato não é a única opção que você tem.
Pesquisas recentes sobre a batata-doce mostram que ela contém glicosídeos chamados “batatins” e “batatosides” que podem ter propriedades antibacterianas e antifúngicas. Mais pesquisas sobre o vegetal estão em andamento para compreender em que medida estes glicosídeos poderão beneficiar a nossa saúde. Para quem está nos EUA, você sempre estará comprando uma batata doce, independentemente do que indica a placa, pois a produção comercial de inhame é rara nos Estados Unidos. Por favor, não use cores dos vegetais como um fator decisivo sobre se é um inhame ou batata-doce, ambos se apresentam em várias cores. Procure uma loja internacional especializada ao invés de um supermercado local, se você realmente quiser comprar inhame.
DIABETES E O CONSUMO DE FRUTOS DO MAR
Pesquisas preliminares parecem sugerir que o consumo de frutos regularmente pode ser benéfico para as pessoas com diabetes. Isto é parcialmente devido ao rico conteúdo nutricional encontrado em muitas espécies de peixes, crustáceos e outras criaturas que habitam o oceano. A maioria destes animais também é de poucas calorias, especialmente quando comparados com a carne vermelha e aves. O segredo para incorporar frutos do mar de forma responsável nas suas refeições, simplesmente requer uma compreensão sobre seus benefícios e potenciais riscos à saúde, os quais nós iremos abordar neste post.
As carnes vermelhas podem estar cheias de proteínas e nutrientes essenciais, mas também trazem o problema de conter alto teor de gorduras não saudáveis. Como nossos leitores já devem saber por conta de posts anteriores, os indivíduos com diabetes naturalmente lutam para controlar o seu colesterol mais do que as pessoas que não tem esta condição. Como tal, eles devem ter um cuidado especial em não consumir alimentos que são ricos em tipos de gorduras “ruins” (gorduras trans e saturadas, por exemplo). A este respeito, o peixe pode ser uma excelente opção para os diabéticos, porque é cheio de compostos saudáveis para o coração, que ajudam a diminuir o colesterol. Ao contrário de carne vermelha, os frutos do mar tendem a ser ricos em gorduras “boas” (insaturadas) que são benéficas para o coração. Em vez de aumentar o LDL (“mau” colesterol), os ácidos graxos ômega 3 encontrados naturalmente em peixes e outros frutos do mar aumentam a produção do HDL (“bom” colesterol), variedade que combate as doenças cardiovasculares.
Os frutos do mar também são uma excelente fonte de proteínas, o que os torna um substituto viável para aves e carnes vermelhas. Como os peixes e a maioria dos frutos do mar contêm poucos carboidratos, as pessoas com diabetes podem consumi-los sem ter que se preocupar com possíveis alterações em seus níveis de glicose no sangue. Tal como acontece com outros produtos de origem animal, os frutos do mar são ricos em vários nutrientes tais como ferro, iodo, vitamina B12, vitamina D, vitamina A, vitamina E, ácido fólico e cálcio.
Existem algumas coisas que nossos leitores podem querer considerar sobre frutos do mar antes de começar a incorporá-los em sua dieta. Para começar, a maioria das criaturas que vêm do mar contém certa quantidade de mercúrio. Este elemento metálico é conhecido por ser perigoso para a saúde quando começa a se acumular no corpo. Algumas espécies encontradas no oceano tendem a conter mais mercúrio do que os outros, e a regra geral é que quanto maior o animal, maior será a quantidade de mercúrio encontrada nele. Sendo assim, sugerimos que os nossos leitores consumam principalmente variedades menores de peixes como salmão, truta e sardinha, que são muito benéficos nutricionalmente, enquanto continuam sendo relativamente seguros para comer. Variedades maiores, como cavala, peixe-espada e tubarão devem ser evitados, se possível.
Mesmo que muitas espécies marinhas contenham mercúrio, os pesquisadores parecem concordar que ao incorporá-los de forma responsável em uma dieta, os benefícios de longe superam os potenciais riscos. Nós incentivamos você, nosso leitor, especialmente se tiver problemas cardiovasculares, a tentar incluir mais frutos do mar em suas refeições diárias. A Associação Americana de Diabetes recomenda que os indivíduos devam consumir entre 200 e 350 g de peixes por semana, cerca de duas porções, como parte de uma dieta saudável. Tente substituir suas tradicionais refeições com carnes vermelhas e aves por pratos elaborados com peixes e demais frutos do mar.
COLESTEROL E DIABETES: O QUE DEVEMOS SABER?
Entender como funciona o colesterol no corpo é muito importante para manter a saúde. Para quem tem diabetes, é especialmente importante porque esses indivíduos tendem a ter mais problemas com o colesterol do que as outras pessoas. Aprender as diferenças entre HDL (“bom”) e LDL (“mau colesterol”) é essencial, e neste post vamos ver algumas estratégias para melhorar o bom colesterol, ao mesmo tempo em que se reduz o ruim.
Para a maior parte, muitos problemas de saúde podem simplesmente ser evitados ou resolvidos com alimentação adequada e exercícios. O mesmo vale para o colesterol, a nossa capacidade para garantir que ele não saia do controle, depende em grande parte de nossos hábitos pessoais. A genética também deve ser levada em conta, com alguns indivíduos naturalmente tendo mais problemas para mantê-lo sob controle do que outros. Os diabéticos já saem em desvantagem, porque seu corpo produz mais LDL que a média, o que é conhecido por ser uma das causas de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. Ao mesmo tempo, o colesterol HDL, que previne contra a ocorrência de ambas as doenças, é reduzido, o que aumenta ainda mais suas chances de desenvolver problemas de saúde. Levando isso em conta, fica evidente o fato de que os diabéticos devem ser vigilantes sobre comer corretamente e praticar atividade física com frequência.
Como mencionado anteriormente, a fim de minimizar as chances de desenvolver problemas relacionados com níveis elevados de colesterol, é fundamental reduzir a quantidade de LDL no corpo e aumentar o HDL, garantindo assim, um coração saudável. A maioria dos produtos de origem animal tende a ter elevado teor de LDL por causa da gordura saturada (“ruim”) que contém, especialmente a carne vermelha e qualquer espécie de produto lácteo. O peixe é a exceção aqui, uma vez que, naturalmente contém grandes quantidades de gordura insaturada (“boa”) na forma de ácidos graxos ômega 3. Óleos vegetais, desde que permaneçam líquidos, são conhecidos por reduzir o colesterol LDL. No entanto, uma vez que são endurecidos através do processo de hidrogenação, forma-se a gordura trans, que tem o efeito inverso, reduzindo a quantidade de HDL no sangue. A melhor maneira de garantir que estamos melhorando nossos níveis de colesterol bom é tendo a certeza de que a maioria da nossa ingestão total de gorduras (que deve ser em torno de 25-30 % da nossa dieta total) seja insaturada, com apenas 10% ou menos do tipo saturada. A gordura trans deve ser eliminada por completo, e evitada sempre que possível.
O exercício também pode contribuir muito para manter o nosso coração saudável. Cientistas já sabem, há décadas, que a atividade física intensa foi muitas vezes relacionada a níveis mais baixos de LDL no sangue, mas não estavam inteiramente certos do porque disso. Nos últimos anos, os pesquisadores tem verificado que a obesidade induz nosso corpo a produzir o colesterol “ruim”, e praticar exercícios de forma adequada pode combater a obesidade, baixando ou mantendo seu peso. Além disso, sabe-se que a atividade física normal é conhecida por produzir enzimas que transferem LDL para o fígado, permitindo que ele seja eliminado. Essencialmente, quanto mais você se exercitar, mais rápido você será capaz de expeli-lo do seu organismo.
Lidar com o colesterol elevado pode parecer simples, mas na verdade, colocar isso em prática é muito mais difícil. Para muitos de nossos leitores que são adultos, é compreensível que tentar encaixar um plano de exercícios em uma rotina já ocupada, ou pensar sobre o conteúdo nutricional de cada refeição é difícil e leva tempo. Sendo assim, sugerimos que se comece lentamente, para não desanimar desta tarefa aparentemente difícil. Por exemplo, em vez de se comprometer com uma rotina de treino intensivo, comece simplesmente caminhando durante 30 minutos por dia. Não corte completamente os produtos de origem animal da sua alimentação, apenas tente substituir a carne vermelha por peixe quando possível. De forma lenta, mas segura, fazendo essas pequenas mudanças continuamente, você vai começar a construir uma base sólida para um estilo de vida mais saudável.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Cientistas argentinos conseguem novos avanços no tratamento do diabetes
Especialistas conseguiram fazer com que células do pâncreas voltem a produzir insulina
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz
Uma equipe de médicos argentinos conseguiu pela primeira vez, por meio de engenharia celular, que células do pâncreas voltem a produzir insulina, o que é um avanço fundamental para um futuro tratamento contra o diabetes. A partir de células-tronco provenientes da gordura, os pesquisadores conseguiram criar ilhotas de Langerhans, os acúmulos de células do pâncreas, e reconstituir sua função de produzir o hormônio insulina e seu complementar, o glucagon.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz. A descoberta foi realizada pelo Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, dedicado à reconstrução de órgãos com o objetivo de substituir os que faltam ou suprir os que têm alguma insuficiência.
O diretor do centro, Gustavo Moviglia, explicou à Agência Efe que a importância da conquista se deve principalmente porque todos esses elementos "podem ser obtidos do mesmo paciente que vai se tratar, assim é possível evitar complicações ou rejeições derivadas dos transplantes" que atualmente se realizam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 347 milhões de pessoas com diabetes e previsões de 2005 já indicavam que as mortes pela doença se multiplicarão em 2030.
Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença
O avanço se baseia no conhecimento prévio que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos, mantêm certas características próprias da camada que, quando o ser humano ainda é um embrião, permite o desenvolvimento dos diferentes órgãos. A isto se uniu o conhecimento que um processo inflamatório se encontra diretamente relacionado com a reparação e a regeneração de tecidos.
Diabetes: descubra os mitos e verdades sobre a doença
A descoberta consistiu então em ver o que uma célula com atividade inflamatória durante a reparação de um órgão provoca, se é posta em contato com uma célula-tronco, que amadureça com as características desse mesmo órgão, segundo o diretor do centro.
— Colocamos linfócitos que favoreciam a inflamação no pâncreas, tudo proveniente de um mesmo indivíduo, diante de um grupo de células-tronco que começaram a se diferenciar em linha com esse órgão.
O passo seguinte foi saber se podiam obter também as células-tronco adultas do mesmo indivíduo e, as duas possibilidades para utilizar, eram aquelas provenientes da medula óssea e aquelas da gordura.
Tom Hanks revela que tem diabetes tipo 2
Por fim, os pesquisadores chegaram à conclusão que estas últimas respondiam melhor ao tratamento.
— Em cinco dias, as células já tinham se transformado e, ativamente, estavam produzindo insulina.
Segundo o pesquisador, esta rapidez é fundamental para permitir um tratamento em massa no futuro, já que atualmente, os modelos de geração de estruturas de órgãos têm um lapso de produção entre três e seis semanas.
— Tem que ser realizado em um ambiente muito especial, com custos muito altos. O tempo economizado também reduz os custos e nos dá a possibilidade que o tratamento possa ser massificado.
Até agora, as únicas alternativas são os tratamentos com células provenientes de cadáveres ou de porcos e o paciente tem que se manter dentro de um regime de remédios para não rejeitar o transplante. Mas a ilhota, que costuma se renovar por si mesma, não pode se regenerar quando está protegida com drogas e tem uma duração limitada, motivo pelo qual o tratamento, que nos Estados Unidos supera inclusive os R$ 600 mil, deve se repetir a cada dois anos, um problema que ficaria solucionado se for gerado com elementos próprios do indivíduo.
Entre outras melhoras, um avanço destas características ajudaria também a prevenir doenças associadas à diabetes como a coronariopatia, o acidente vascular cerebral, a retinopatia e a nefropatia diabéticas, entre outras. Embora o método ainda se encontre em um nível pré-clínico e as pesquisas continuem, Moviglia é otimista.
— Estamos vendo se com essas ilhotas podemos regular a vida de animaizinhos que foram incapacitados de produzir insulina. Esperamos confirmar que não será rejeitada.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz
Uma equipe de médicos argentinos conseguiu pela primeira vez, por meio de engenharia celular, que células do pâncreas voltem a produzir insulina, o que é um avanço fundamental para um futuro tratamento contra o diabetes. A partir de células-tronco provenientes da gordura, os pesquisadores conseguiram criar ilhotas de Langerhans, os acúmulos de células do pâncreas, e reconstituir sua função de produzir o hormônio insulina e seu complementar, o glucagon.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz. A descoberta foi realizada pelo Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, dedicado à reconstrução de órgãos com o objetivo de substituir os que faltam ou suprir os que têm alguma insuficiência.
O diretor do centro, Gustavo Moviglia, explicou à Agência Efe que a importância da conquista se deve principalmente porque todos esses elementos "podem ser obtidos do mesmo paciente que vai se tratar, assim é possível evitar complicações ou rejeições derivadas dos transplantes" que atualmente se realizam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 347 milhões de pessoas com diabetes e previsões de 2005 já indicavam que as mortes pela doença se multiplicarão em 2030.
Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença
O avanço se baseia no conhecimento prévio que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos, mantêm certas características próprias da camada que, quando o ser humano ainda é um embrião, permite o desenvolvimento dos diferentes órgãos. A isto se uniu o conhecimento que um processo inflamatório se encontra diretamente relacionado com a reparação e a regeneração de tecidos.
Diabetes: descubra os mitos e verdades sobre a doença
A descoberta consistiu então em ver o que uma célula com atividade inflamatória durante a reparação de um órgão provoca, se é posta em contato com uma célula-tronco, que amadureça com as características desse mesmo órgão, segundo o diretor do centro.
— Colocamos linfócitos que favoreciam a inflamação no pâncreas, tudo proveniente de um mesmo indivíduo, diante de um grupo de células-tronco que começaram a se diferenciar em linha com esse órgão.
O passo seguinte foi saber se podiam obter também as células-tronco adultas do mesmo indivíduo e, as duas possibilidades para utilizar, eram aquelas provenientes da medula óssea e aquelas da gordura.
Tom Hanks revela que tem diabetes tipo 2
Por fim, os pesquisadores chegaram à conclusão que estas últimas respondiam melhor ao tratamento.
— Em cinco dias, as células já tinham se transformado e, ativamente, estavam produzindo insulina.
Segundo o pesquisador, esta rapidez é fundamental para permitir um tratamento em massa no futuro, já que atualmente, os modelos de geração de estruturas de órgãos têm um lapso de produção entre três e seis semanas.
— Tem que ser realizado em um ambiente muito especial, com custos muito altos. O tempo economizado também reduz os custos e nos dá a possibilidade que o tratamento possa ser massificado.
Até agora, as únicas alternativas são os tratamentos com células provenientes de cadáveres ou de porcos e o paciente tem que se manter dentro de um regime de remédios para não rejeitar o transplante. Mas a ilhota, que costuma se renovar por si mesma, não pode se regenerar quando está protegida com drogas e tem uma duração limitada, motivo pelo qual o tratamento, que nos Estados Unidos supera inclusive os R$ 600 mil, deve se repetir a cada dois anos, um problema que ficaria solucionado se for gerado com elementos próprios do indivíduo.
Entre outras melhoras, um avanço destas características ajudaria também a prevenir doenças associadas à diabetes como a coronariopatia, o acidente vascular cerebral, a retinopatia e a nefropatia diabéticas, entre outras. Embora o método ainda se encontre em um nível pré-clínico e as pesquisas continuem, Moviglia é otimista.
— Estamos vendo se com essas ilhotas podemos regular a vida de animaizinhos que foram incapacitados de produzir insulina. Esperamos confirmar que não será rejeitada.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Novo Nordisk quer curar a epidemia de diabetes nas cidades
Gigante farmacêutica inicia projeto mundial em que estimula governantes a encontrar soluções para o alto número de diabéticos nas grandes cidades.
Há cada vez mais pessoas trocando o campo pela cidade. Com isso, adotam um estilo de vida menos saudável, aumentando os riscos do diabetes.
A empresa farmacêutica Novo Nordisk, maior produtora global de insulina, está iniciando parcerias com os governos de algumas das maiores cidades do mundo para desenvolver maneiras de diminuir a epidemia de diabetes que existe no meio urbano. A campanha é baseada em diversos estudos que mostram que viver na cidade aumenta consideravelmente os riscos de se desenvolver a doença, quando comparado à vida rural.
A empresa anunciou que, em breve, divulgará as cidades da América do Norte e Europa que participarão do projeto. Até agora, o único local já confirmado é a Cidade do México.
Lars Sørensen, um dos líderes da Novo Nordisk, afirmou ao jornal Financial Times que a tendência atual à urbanização está acelerando a epidemia de diabetes, principalmente por causa das altas taxas de obesidade tipicamente encontradas na zona urbana, muito maiores do que as observadas na zona rural. Sabe-se que o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco graves para o diabetes tipo 2.
A idéia da Novo Nordisk é, juntamente aos governos das cidades-parceiras do projeto, estudar como se dá o diabetes na população e o que pode ser feito – em termos de políticas públicas – para sanar o problema. A cidade onde fica a sede da Novo Nordisk, Copenhague (Dinamarca), foi usada como exemplo de local “saudável”, uma vez que possui vários quilômetros de ciclovias, o que estimula uma vida mais ativa por parte dos moradores.
“A epidemia global de diabetes é uma emergência em câmera lenta”, disse Sørensen. “Apesar de haver muitos fatores alimentando a trajetória de crescimento do diabetes, a contribuição mais forte é da urbanização e do crescimento das cidades”, completou.
Hoje em dia, mais da metade da população mundial vive em cidades – estima-se que o número chegue a 70% em 2050. Boa parte da população urbana adota um estilo de vida sedentário, o que contribui para o aumento de peso (pesquisa recente mostra que, no Brasil, 80% dos jovens consideram-se sedentários). Além disso, a alimentação desbalanceada, baseada em refeições preparadas fora de casa e fast foods, é outro fator de impacto negativo à saúde.
O QUE UMA EMPRESA FARMACÊUTICA GANHA AO ESTUDAR MANEIRAS DE EVITAR O DIABETES?
Para quem sempre vê um lado maquiavélico nas ações das grandes farmacêuticas, Sørensen explicou ao Financial Times a motivação financeira por trás do novo projeto.
“Se nós trabalharmos com os políticos e profissionais de saúde locais, ajudando-os a tratar a doença, isto criará um relacionamento de confiança que é bom para os nossos negócios e para os nossos investidores no longo prazo”, disse.
Há cada vez mais pessoas trocando o campo pela cidade. Com isso, adotam um estilo de vida menos saudável, aumentando os riscos do diabetes.
A empresa farmacêutica Novo Nordisk, maior produtora global de insulina, está iniciando parcerias com os governos de algumas das maiores cidades do mundo para desenvolver maneiras de diminuir a epidemia de diabetes que existe no meio urbano. A campanha é baseada em diversos estudos que mostram que viver na cidade aumenta consideravelmente os riscos de se desenvolver a doença, quando comparado à vida rural.
A empresa anunciou que, em breve, divulgará as cidades da América do Norte e Europa que participarão do projeto. Até agora, o único local já confirmado é a Cidade do México.
Lars Sørensen, um dos líderes da Novo Nordisk, afirmou ao jornal Financial Times que a tendência atual à urbanização está acelerando a epidemia de diabetes, principalmente por causa das altas taxas de obesidade tipicamente encontradas na zona urbana, muito maiores do que as observadas na zona rural. Sabe-se que o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco graves para o diabetes tipo 2.
A idéia da Novo Nordisk é, juntamente aos governos das cidades-parceiras do projeto, estudar como se dá o diabetes na população e o que pode ser feito – em termos de políticas públicas – para sanar o problema. A cidade onde fica a sede da Novo Nordisk, Copenhague (Dinamarca), foi usada como exemplo de local “saudável”, uma vez que possui vários quilômetros de ciclovias, o que estimula uma vida mais ativa por parte dos moradores.
“A epidemia global de diabetes é uma emergência em câmera lenta”, disse Sørensen. “Apesar de haver muitos fatores alimentando a trajetória de crescimento do diabetes, a contribuição mais forte é da urbanização e do crescimento das cidades”, completou.
Hoje em dia, mais da metade da população mundial vive em cidades – estima-se que o número chegue a 70% em 2050. Boa parte da população urbana adota um estilo de vida sedentário, o que contribui para o aumento de peso (pesquisa recente mostra que, no Brasil, 80% dos jovens consideram-se sedentários). Além disso, a alimentação desbalanceada, baseada em refeições preparadas fora de casa e fast foods, é outro fator de impacto negativo à saúde.
O QUE UMA EMPRESA FARMACÊUTICA GANHA AO ESTUDAR MANEIRAS DE EVITAR O DIABETES?
Para quem sempre vê um lado maquiavélico nas ações das grandes farmacêuticas, Sørensen explicou ao Financial Times a motivação financeira por trás do novo projeto.
“Se nós trabalharmos com os políticos e profissionais de saúde locais, ajudando-os a tratar a doença, isto criará um relacionamento de confiança que é bom para os nossos negócios e para os nossos investidores no longo prazo”, disse.
TEMAS DE DESTAQUE NO FÓRUM INTERNACIONAL DE DIABETES
Atendimento a pessoas com diabetes em situações de catástrofe e novas insulinas estão entre os tópicos de grande relevância nesse evento.
De 24 a 26 de abril, será realizado em Foz do Iguaçu, o Fórum Internacional de Diabetes, que vai debater, entre outros temas, as novas insulinas que estão chegando ao mercado e prometem agilizar seu tempo de ação, como por exemplo, a adição de hialuronidase humana aos análogos de insulina, o que faz com que sejam absorvidas mais rapidamente, um dispositivo colocado na pele que aquece o local próximo, promovendo vasodilatação e absorção mais rápida da insulina administrada no subcutâneo e uma caneta que administra insulina sem agulha, sob pressão e com um jato que permite a formação de vários depósitos de insulina, permitindo resultados mais prolongados.
O Fórum, que está sendo organizado numa parceria da Sociedade Brasileira de Diabetes, com a International Diabetes Federation South and Central America e Latin American Diabetes Association, vai debater ainda, as dietas ideais para o paciente com diabetes, os problemas com o pé diabético, como organizar o atendimento a pessoas com diabetes em situações de catástrofe, a situação do diabetes no Brasil hoje e na América Latina.
Segundo o Dr. Balduíno Tschiedel, presidente do Fórum, o Brasil é o 4º país no mundo no número de pessoas com diabetes, com mais de 13 milhões de pessoas afetadas, conforme a International Diabetes Federation.
As doenças crônicas não comunicáveis, um grupo heterogêneo entre as quais se enquadra o diabetes, respondem por 72% das mortes no Brasil. A doença cardíaca é a principal causa de morte relacionada ao diabetes, e a hipertensão arterial costuma atingir 2/3 das pessoas com diabetes. O diabetes também responde como o principal causador de doença renal terminal, levando à hemodiálise e transplantes renais. No mundo, mais de 50% das amputações de membros inferiores são ocasionadas pelo diabetes.
Uma das grandes causas, sem dúvida a principal, para a explosão de casos de diabetes é a obesidade, em que as mulheres duplicaram e os homens quintuplicaram as suas taxas no Brasil nos últimos 40 anos, conforme o IBGE.
O diabetes está intimamente relacionado ao estilo de vida, e isso sabe-se pelas diferenças encontradas entre populações urbanas e rurais e pela associação com a obesidade. Dos vários ensaios clínicos realizados para prevenir o diabetes, os mais bem sucedidos foram os relacionados à mudança do estilo de vida.
Por isso, o diabetes requer intervenções culturais apropriadas, nas diferentes populações, de forma a reduzir o enorme gasto econômico e sofrimento pessoal daí advindos.
O Fórum Internacional de Diabetes 2014 tratará um pouco de todas essas questões, que serão abordadas de diferentes maneiras: uma sala para a abordagem científica, outra para a abordagem educacional e cultural, e por fim outra para as questões políticas e econômicas envolvidas.
Mais informações sobre o Fórum Internacional de Diabetes no site www.diabetes2014.com
Entrevista com o Dr. Balduíno Tschiedel, presidente do Fórum, pelo telefone 51. 9998.0366.
Elizabeth Camarão – Telefone 21.2521.3249 e 99124.1172
Assessora de Imprensa da SBD
PACIENTES QUE FAZEM AUTOCONTROLE RÍGIDO DA DIABETES VIVEM MAIS
Estudo comprova em 12 anos de observações que os diabéticos mais comprometidos com o controle da doença vivem mais. Pesquisa analisou centenas de pacientes com diabetes tipo dois.
Um estudo científico feito na Alemanha comprovou o que médicos repetem diariamente em seus consultórios: pacientes com diabetes tipo dois empenhados no controle da doença têm uma expectativa de vida maior. Essa variação da doença, em geral, acomete pessoas depois dos 40 anos e não exige necessariamente a aplicação de insulina. A pesquisa, coordenada por médicos do Centro Helmholtz de Munique observou 340 pacientes ao longo de doze anos.
Os pesquisadores preferiram não quantificar os resultados, embora os dados colhidos permitissem um cálculo estatístico. "A faixa etária das pessoas é diferente, as condições são diferentes. Seria possível, mas evitamos fazer isso porque não se pode generalizar", justifica o pesquisador Michael Laxy, um dos autores do estudo.
Para definir os bons hábitos, os cientistas usaram um modelo para comparar o empenho pessoal de cada paciente em relação aos cuidados com a doença. A medição frequente dos índices de glicemia, um plano de alimentação organizado e a prática de exercícios físicos foram levados em consideração.
E nesse caso, também não há uma regra geral. Segundo Laxy, em caso de pacientes dependentes de insulina, é preciso medir a glicemia diariamente, por exemplo. Já para os que controlam a diabetes tipo dois, fazer o controle duas vezes por semana já seria o bastante para caracterizar o comprometimento pessoal.
A partir desses dados, os pesquisadores criaram uma relação matemática com os anos de sobrevida dos pacientes com a diabetes tipo dois. O médicos observaram que, ao longo de 12 anos, os pacientes mais comprometidos com o tratamento tiveram um índice de mortalidade significativamente melhor.
Embora o estudo ratifique as recomendações médicas, o autor da pesquisa explica que a novidade é justamente medir a eficácia do empenho do paciente com uma boa amostragem e por um longo período. "Não havia uma comprovação na literatura médica", explica.
Epidemia mundial
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas são afetadas pela doença no mundo. Só no Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, estima 13 milhões de diabéticos. "É a primeira doença não-infecciosa a caracterizar uma epidemia", dimensiona. A estimativa é que esse número possa aumentar em até 30% se considerados os casos em que o paciente não sabe que tem a doença.
O endocrinologista enumera quatro vilões modernos da diabetes: obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse. Por isso, existe ainda uma tendência maior a ocorrência de diabetes entre populações de menor renda e escolaridade. Na avaliação do médico, o acesso maior à informação também é decisivo, uma vez que pessoas com maior grau de esclarecimento tendem a cuidar mais da saúde.
Obesidade, sedentarismo, estresse e alimentação errada são os grandes vilões da diabetes.
Políticas públicas também incentivam as boas práticas de controle. O Ministério da Saúde do Brasil criou um portal para esclarecer duvidas de alimentação e sugerir hábitos saudáveis que possam aumentar a qualidade de vida desses pacientes. No entanto, o próprio ministério pontua que, no país, a doença mata mais que as contaminações por HIV: são mais de 50 mil mortes todos os anos em consequência da diabetes.
Mais ricos vivem mais
Para Minicucci, muita coisa mudou desde o início da década de 1980, quando começaram campanhas de esclarecimento. O acesso à medicação gratuita – o Sistema Único de Saúde distribui remédios básicos para o controle e tratamento da diabetes – prolonga a vida de quem tem problemas com de controle da glicose. "O governo brasileiro é um dos maiores compradores de insulina do mundo", quantifica.
No entanto, o médico observa que o acesso a tratamentos privados ou a planos de saúde tem sido outro diferencial na sobrevida dos diabéticos no Brasil. Segundo ele, quem tem mais dinheiro tem acesso a insulinas mais modernas e, por isso, conquista um padrão de vida muito mais próximo da normalidade, reduzindo os riscos de problemas relacionados a diabetes.
Entre os quadros mais comuns estão o risco de doenças cardiovasculares que, conforme a OMS, atingem metade dos diabéticos. Exposições constantes a altas taxas de glicemia também podem provocar insuficiência renal, cegueira ou complicações circulatórias que levam à amputação de membros. A organização calcula que os riscos de morte são 50% maiores entre diabéticos.
Para o autor do estudo na Alemanha, a prova científica de que o empenho pessoal pode prolongar a vida deve servir de motivação para os pacientes. Já o médico brasileiro acrescenta outra variável. Segundo ele, existe uma larga rede de organização entre os diabéticos que, com a facilidade das redes sociais, tem se unido para trocar informações sobre a doença e para cobrar a inclusão de tratamentos mais modernos também na rede pública de saúde.
Fonte: www.dw.de
Tipo 1: 20% dos jovens têm complicações sérias antes do diagnóstico
uando os sintomas iniciais do diabetes tipo 1 são ignorados, crianças podem desenvolver complicações sérias da doença antes mesmo de saberem que têm diabetes.
Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é motivo para alarme. Este tipo de atitude, naturalmente, é rara em crianças, que ainda não se depararam com muitos problemas de saúde e que ignoram (ou não compreendem) alterações no corpo que podem indicar uma doença.
De acordo com um levantamento divulgado esta semana, 20% de todas as crianças e jovens com diabetes tipo 1 ignoram os sintomas iniciais da doença por tanto tempo que acabam desenvolvendo complicações sérias antes mesmo de serem diagnosticados com o diabetes.
A descoberta veio de um relatório do Royal College de Pediatria e Saúde Infantil (RCPCH), da Inglaterra, que pesquisou o histórico de saúde de mais de 25 mil jovens ingleses com menos de 25 anos de idade.
Segundo o texto, a complicação mais comum de ser descoberta antes do diagnóstico do diabetes é a cetoacidose diabética.
A cetoacidose é um problema sério de saúde e ocorre quando o corpo fica por muito tempo sem insulina suficiente para levar o açúcar do sangue às células. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e, quando em grau elevado, até mesmo o coma.
+ APRENDA sobre CETOACIDOSE com o DIABETES SEM MEDO!
A cetoacidose não aparece de repente. Ela é uma conseqüência de muitos meses (às vezes anos) de descuido no controle da glicemia. Uma criança ser diagnosticada com cetoacidose antes mesmo de saber que está com diabetes indica que ela conviveu durante um bom tempo com os sintomas do diabetes, porém eles nunca foram levados ao conhecimento de um profissional da saúde qualificado.
“Cuidar do diabetes na infância é um problema complexo, que requer colaboração íntima e uma parceria entre a criança, a família e as equipes médicas. Dar entrada no hospital por causa de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética, em uma criança que já foi diagnosticada com diabetes, pode ser considerada uma falha grave desta parceria”, diz o médico Justin Warner, da RCPCH.
“O público e os profissionais da saúde que entram em contato com crianças devem estar mais atentos dos sintomas do diabetes, o que permitirá um diagnóstico mais cedo e um tratamento mais rápido”, completa.
A dica é: pais e mães devem ficar sempre atentos à saúde dos filhos, em especial aos sintomas clássicos do diabetes tipo 1. O quanto antes o diabetes for diagnosticado, melhores as chances de um controle rápido da glicemia e menores os riscos de surgirem complicações sérias, como é o caso da cetoacidose.
Quando o assunto é a saúde dos baixinhos, todo cuidado é pouco.
Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é motivo para alarme. Este tipo de atitude, naturalmente, é rara em crianças, que ainda não se depararam com muitos problemas de saúde e que ignoram (ou não compreendem) alterações no corpo que podem indicar uma doença.
De acordo com um levantamento divulgado esta semana, 20% de todas as crianças e jovens com diabetes tipo 1 ignoram os sintomas iniciais da doença por tanto tempo que acabam desenvolvendo complicações sérias antes mesmo de serem diagnosticados com o diabetes.
A descoberta veio de um relatório do Royal College de Pediatria e Saúde Infantil (RCPCH), da Inglaterra, que pesquisou o histórico de saúde de mais de 25 mil jovens ingleses com menos de 25 anos de idade.
Segundo o texto, a complicação mais comum de ser descoberta antes do diagnóstico do diabetes é a cetoacidose diabética.
A cetoacidose é um problema sério de saúde e ocorre quando o corpo fica por muito tempo sem insulina suficiente para levar o açúcar do sangue às células. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e, quando em grau elevado, até mesmo o coma.
+ APRENDA sobre CETOACIDOSE com o DIABETES SEM MEDO!
A cetoacidose não aparece de repente. Ela é uma conseqüência de muitos meses (às vezes anos) de descuido no controle da glicemia. Uma criança ser diagnosticada com cetoacidose antes mesmo de saber que está com diabetes indica que ela conviveu durante um bom tempo com os sintomas do diabetes, porém eles nunca foram levados ao conhecimento de um profissional da saúde qualificado.
“Cuidar do diabetes na infância é um problema complexo, que requer colaboração íntima e uma parceria entre a criança, a família e as equipes médicas. Dar entrada no hospital por causa de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética, em uma criança que já foi diagnosticada com diabetes, pode ser considerada uma falha grave desta parceria”, diz o médico Justin Warner, da RCPCH.
“O público e os profissionais da saúde que entram em contato com crianças devem estar mais atentos dos sintomas do diabetes, o que permitirá um diagnóstico mais cedo e um tratamento mais rápido”, completa.
A dica é: pais e mães devem ficar sempre atentos à saúde dos filhos, em especial aos sintomas clássicos do diabetes tipo 1. O quanto antes o diabetes for diagnosticado, melhores as chances de um controle rápido da glicemia e menores os riscos de surgirem complicações sérias, como é o caso da cetoacidose.
Quando o assunto é a saúde dos baixinhos, todo cuidado é pouco.
terça-feira, 8 de abril de 2014
180 novos medicamentos para diabetes estão sendo testados
Relatório das indústrias farmacêuticas norte-americanas revela que o mercado para diabetes está mais quente do que nunca.
Se depender das grandes farmacêuticas, opção de tratamento é que não vai faltar…
Um relatório divulgado esta semana pelas empresas farmacêuticas dos Estados Unidos afirma que, no momento, 180 novos medicamentos para o combate ao diabetes estão em estágios avançados de desenvolvimento.
O documento, assinado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA), revela que, destes 180, 100 deles (55.5%) são voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e 30 (16.6%) para o diabetes tipo 1. Os outros 52 medicamentos servem para cuidar de complicações do diabetes.
Entre as novidades divulgadas pelo relatório estão um tratamento que estimula e melhora a regeneração das células-beta – que são as células do pâncreas que produzem insulina -, o que pode vir a se tornar uma opção substancial para cuidar do diabetes tipo 1. Outro destaque é um medicamento para diabéticos tipo 2 que melhora a secreção natural de insulina pelo organismo.
+ SAIBA MAIS: “Metformina “aditivada” em breve nas farmácias“
A PhRMA afirma que todos estes 180 novos medicamentos estão ou em fase de testes clínicos ou esperam o aval da Food and Drug Administration (correspondente norte-americana à nossa ANVISA) para comercialização.
Vale lembrar que apenas uma parcela destes 180 medicamentos deve chegar, de fato, às prateleiras das farmácias. Historicamente, a taxa de eficiência de remédios antidiabéticos em testes clínicos não é das mais altas, e boa parte deles são reprovados.
SAÚDE CUSTA CARO, ATÉ NOS EUA
De acordo com o documento da PhRMA, de 2007 a 2012 os custos de tratar o diabetes nos EUA subiram 41%, passando de R$415 milhões para quase R$585 milhões anuais. Desta cifra, R$165 milhões são perdidos a cada ano pela queda de produtividade de pacientes diabéticos.
+ VEJA TAMBÉM: “Tudo sobre o novo remédio antidiabético da Eli Lilly“
De acordo com um representante da PhRMA, “Muitos dos custos associados ao tratamento do diabetes podem ser evitados. Uma melhor aderência aos medicamentos é uma grande oportunidade para alcançar melhores resultados para os pacientes e maior valor para o sistema de saúde”, afirmou o diretor executivo John Castellani.
Se depender das grandes farmacêuticas, opção de tratamento é que não vai faltar…
Um relatório divulgado esta semana pelas empresas farmacêuticas dos Estados Unidos afirma que, no momento, 180 novos medicamentos para o combate ao diabetes estão em estágios avançados de desenvolvimento.
O documento, assinado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA), revela que, destes 180, 100 deles (55.5%) são voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e 30 (16.6%) para o diabetes tipo 1. Os outros 52 medicamentos servem para cuidar de complicações do diabetes.
Entre as novidades divulgadas pelo relatório estão um tratamento que estimula e melhora a regeneração das células-beta – que são as células do pâncreas que produzem insulina -, o que pode vir a se tornar uma opção substancial para cuidar do diabetes tipo 1. Outro destaque é um medicamento para diabéticos tipo 2 que melhora a secreção natural de insulina pelo organismo.
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A PhRMA afirma que todos estes 180 novos medicamentos estão ou em fase de testes clínicos ou esperam o aval da Food and Drug Administration (correspondente norte-americana à nossa ANVISA) para comercialização.
Vale lembrar que apenas uma parcela destes 180 medicamentos deve chegar, de fato, às prateleiras das farmácias. Historicamente, a taxa de eficiência de remédios antidiabéticos em testes clínicos não é das mais altas, e boa parte deles são reprovados.
SAÚDE CUSTA CARO, ATÉ NOS EUA
De acordo com o documento da PhRMA, de 2007 a 2012 os custos de tratar o diabetes nos EUA subiram 41%, passando de R$415 milhões para quase R$585 milhões anuais. Desta cifra, R$165 milhões são perdidos a cada ano pela queda de produtividade de pacientes diabéticos.
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De acordo com um representante da PhRMA, “Muitos dos custos associados ao tratamento do diabetes podem ser evitados. Uma melhor aderência aos medicamentos é uma grande oportunidade para alcançar melhores resultados para os pacientes e maior valor para o sistema de saúde”, afirmou o diretor executivo John Castellani.
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