Investigadores americanos identificaram uma nova classe de antigénios que pode contribuir para o desenvolvimento da diabetes tipo 1, refere um estudo publicado na revista “Science”.
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual as células beta produtoras de insulina do pâncreas são destruídas pelas células do sistema imunológico, especialmente os linfócitos T. A insulina é a hormona que regula os níveis de glucose no sangue e sem ela desenvolve-se a doença que pode colocar a vida em perigo. Atualmente não existe cura para a diabetes tipo 1.
Os antigénios para os linfócitos T são fragmentos proteicos, peptídeos, que têm de ser reconhecidos e apresentados aos linfócitos pelas células apresentadoras de antigénios. Habitualmente, os linfócitos TCD4 respondem a antigénios estranhos, como os peptídeos virais. Contudo, no âmbito das doenças autoimunes os linfócitos T respondem a antigénios produzidos pelo próprio organismo. Estas proteínas e peptídeos são conhecidos por autoantigénios.
Quando os linfócitos T autoreativos encontram o seu antigénio são ativados e podem iniciar a doença. Ao identificar esses antigénios, os investigadores poderão ser capazes de utilizar essa informação para detetar precocemente linfócitos T autoreativos ou os indivíduos que têm risco elevado de doença. Deste modo, se forem capazes de utilizar os antigénios para inativar os linfócitos T destruidores, poderá ser possível prevenir a doença.
Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, nos EUA, analisaram frações de células beta que continham antigénios para os linfócitos TCD4 autoreativos de forma a identificar autoantigénios na diabetes tipo 1.
Os investigadores identificaram uma nova classe de antigénios que consistem em fragmentos de insulina fundidos com peptídeos e outras proteínas presentes nas células beta. Esta fusão conduz à produção de peptídeos de insulina híbridos que não são codificados pelo genoma de um indivíduo.
No caso de os peptídeos no organismo serem modificados, estes tornam-se estranhos para o sistema imunológico, o que pode explicar por que motivo se tornam alvos dos linfócitos T autoreativos. A descoberta dos peptídeos híbridos como alvos do sistema imunológico explica como o sistema imunológico é enganado e acaba por destruir as suas próprias células beta.
Na opinião dos autores do estudo esta descoberta pode conduzir ao um melhor conhecimento de outras doenças autoimunes.
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quinta-feira, 3 de março de 2016
Identificado fator que pode desencadear diabetes tipo 1
Investigadores americanos identificaram uma nova classe de antigénios que pode contribuir para o desenvolvimento da diabetes tipo 1, refere um estudo publicado na revista “Science”.
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual as células beta produtoras de insulina do pâncreas são destruídas pelas células do sistema imunológico, especialmente os linfócitos T. A insulina é a hormona que regula os níveis de glucose no sangue e sem ela desenvolve-se a doença que pode colocar a vida em perigo. Atualmente não existe cura para a diabetes tipo 1.
Os antigénios para os linfócitos T são fragmentos proteicos, peptídeos, que têm de ser reconhecidos e apresentados aos linfócitos pelas células apresentadoras de antigénios. Habitualmente, os linfócitos TCD4 respondem a antigénios estranhos, como os peptídeos virais. Contudo, no âmbito das doenças autoimunes os linfócitos T respondem a antigénios produzidos pelo próprio organismo. Estas proteínas e peptídeos são conhecidos por autoantigénios.
Quando os linfócitos T autoreativos encontram o seu antigénio são ativados e podem iniciar a doença. Ao identificar esses antigénios, os investigadores poderão ser capazes de utilizar essa informação para detetar precocemente linfócitos T autoreativos ou os indivíduos que têm risco elevado de doença. Deste modo, se forem capazes de utilizar os antigénios para inativar os linfócitos T destruidores, poderá ser possível prevenir a doença.
Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, nos EUA, analisaram frações de células beta que continham antigénios para os linfócitos TCD4 autoreativos de forma a identificar autoantigénios na diabetes tipo 1.
Os investigadores identificaram uma nova classe de antigénios que consistem em fragmentos de insulina fundidos com peptídeos e outras proteínas presentes nas células beta. Esta fusão conduz à produção de peptídeos de insulina híbridos que não são codificados pelo genoma de um indivíduo.
No caso de os peptídeos no organismo serem modificados, estes tornam-se estranhos para o sistema imunológico, o que pode explicar por que motivo se tornam alvos dos linfócitos T autoreativos. A descoberta dos peptídeos híbridos como alvos do sistema imunológico explica como o sistema imunológico é enganado e acaba por destruir as suas próprias células beta.
Na opinião dos autores do estudo esta descoberta pode conduzir ao um melhor conhecimento de outras doenças autoimunes.
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