segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Unicamp cria colírio que evita perda de visão por diabéticos

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas (FCM) e de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um colírio para a prevenção e combate da degeneração gradativa que ocorre com frequência nos olhos das pessoas com diabetes, a chamada retinopatia diabética. "A grande vantagem desse achado é o fato de não ser invasivo. Por ser tópico não implica em riscos e cria uma barreira contra as alterações neurodegenerativas que afeta os diabéticos", explicou a pesquisadora da FCM Jacqueline Mendonça Lopes de Faria. Colírio é resultado de uma pesquisa que já dura 20 anos A cientista disse que a descoberta foi feita a partir de uma pesquisa que já dura cerca de duas décadas. "É consequência de um estudo de 20 anos para entender o mecanismo de ataque das células nervosas e de irrigação sanguínea no tecido ocular." De acordo com a pesquisadora, por causa da hiperglicemia - excesso de açúcar no sangue no organismo dos diabéticos - vários órgãos podem ser comprometidos. Em cerca de 40% dos casos, a doença leva a complicações na retina provocadas pelo efeito tóxico da glicose. O sistema nervoso e vascular da retina passam a ter alterações progressivas que podem levar a cegueira. "Isso ocorre, muitas vezes, justamente no momento em que a pessoa está em idade ativa." Atualmente, o tratamento da retinopatia diabética é feito com opções invasivas, como a fotocoagulação com laser, injeções intravítrea ou mesmo cirurgia. A expectativa dos pesquisadores da Unicamp é que, além de servir para a cura da retinopatia diabética, a descoberta dessa tecnologia possa ser benéfica também no tratamento de outras anomalias da visão, como o glaucoma. Eficácia Testes em laboratórios da Unicamp comprovaram a eficácia da fórmula. No entanto, antes de ser transformado em medicamento para a distribuição e comercialização, o colírio tem de ser submetido à fase clínica de tetes, com os ensaios em seres humanos. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer porque os testes dependem do interesse de empresas em fazer o licenciamento da tecnologia junto com a agência de inovação da universidade, a Inova Unicamp. No teste com os roedores, não foram observados efeitos adversos e o colírio mostrou-se eficaz na proteção do sistema nervoso da retina. Também participam da pesquisa a professora Maria Helena Andrade Santana; a pesquisadora Mariana Aparecida Brunini Rosales e a aluna de mestrado Aline Borelli Alonso. Os estudos receberam financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério de Educação.

TEM DIABETES? ENTÃO SAIBA PORQUE VOCÊ PRECISA CONHECER OS NÚMEROS DE SUA PRESSÃO ARTERIAL

Se você tem diabetes , os especialistas dizem que você deve prestar atenção em seus números da pressão arterial, além de seus números de açúcar no sangue. Isto porque ter diabetes coloca você em maior risco de pressão arterial elevada e os possíveis problemas que isto pode causar para todo o seu corpo. Estes incluem ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal e até mesmo problemas de retina. “As pessoas com diabetes tendem a ter uma pressão arterial média mais elevada do que as pessoas sem diabetes”, diz cardiologista Michael Rocco, MD. “Então, não estão apenas essas duas condições relacionadas a eventos cardiovasculares adversos, mas muitas vezes ocorrem em conjunto nas pessoas com diabetes.” NOVAS DIRETRIZES DE TRATAMENTO Agora, um recente  estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) recomenda um novo limiar de quando o seu médico deve começar a tratar sua pressão arterial elevada, se você tem diabetes. Ele também sugere um nível-alvo para você conhecer e manter. De acordo com o artigo, se você tem diabetes e pressão arterial elevada, as diretrizes padrão recomendadas para iniciar a terapia com o uso de droga começa à partir de uma leitura de pressão arterial acima de 140 sistólica e diastólica acima de 90. “O quanto baixar durante o tratamento seria um pouco mais controverso,” diz o Dr. Rocco. “No entanto, um tratamento para ficar abaixo de 140 por 90 é uma meta razoável para a maioria dos indivíduos”. Se você é diabético e tem pressão arterial elevada, você deve reduzir o seu risco de sofrer um derrame, evento cardiovascular ou outros eventos microvasculares como problema de retina, doença renal e neuropatia, ou ainda uma disfunção dos nervos periféricos que podem causar dormência ou fraqueza. OS BENEFÍCIOS DA REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL Um aspecto interessante do novo estudo, aponta o Dr. Rocco, é que ele observou os indivíduos com pressão arterial acima e abaixo da linha base 140 sistólica. “Eles descobriram que abaixando a pressão arterial acima de 140 para abaixo deste valor, resultou em maior redução da maioria dos riscos cardiovasculares e microvasculares”, diz ele. “Os pacientes atingiram em algum momento, uma redução de 11 a 13 por cento para cada redução de 10 unidades em sua pressão arterial“. Dr. Rocco acrescenta que, embora todos os grupos do estudo tivessem se beneficiado pela redução da pressão arterial, o grupo que ficou abaixo de 130 não viram um benefício adicional significativo na redução de mortalidade total e doença cardíaca coronária. Mas eles se beneficiam da redução de acidente vascular cerebral, retinopatia e redução da proteína em sua urina. “Por isso, as metas e ponto de partida para iniciar a terapia podem ser influenciados pelos resultados que você está tentando evitar”, diz ele. UM PLANO PERSONALIZADO DE AÇÃO É MELHOR O ponto de corte exato para o quão longe tratar a redução de sua pressão arterial pode variar de pessoa para pessoa, diz o Dr. Rocco. Assim, você sempre precisa consultar o seu médico para definir suas metas. “Os dados mais recentes sugerem que a pressão arterial alvo precisa ser individualizada para o paciente, com base em seus riscos individuais e no risco dos medicamentos prescritos pelo seu médico,” diz o Dr. Rocco. O seu médico pode considerar uma meta de tratamento inferior, por exemplo, se você já teve um acidente vascular cerebral prévio, história familiar de acidente vascular cerebral ou proteína na urina. Um comunicado emitido pela American College of Cardiology (ACC) e American Heart Association (AHA) recomenda considerar uma meta de 130/80 em pessoas com ataque anteriores do coração, derrame, TIA, aneurisma da aorta ou doença arterial periférica. As opções de medicamentos anti-hipertensivos dependerá de outros problemas clínicos que a pessoa possa ter. Por exemplo, alguém que teve insuficiência cardíaca ou doença coronariana seria aconselhado a usar um esquema diferente incluindo betabloqueadores e inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina. “As escolhas específicas dos medicamentos podem variar, dependendo de outras questões, tais como diabetes, insuficiência cardíaca, dor no peito ou angina, etnia”, diz o Dr. Rocco. “Mas, afinal, redução da pressão arterial por qualquer meio é benéfico”. ESTILO DE VIDA DESEMPENHA UM PAPEL TAMBÉM Questões de estilo de vida são especialmente importantes para as pessoas com diabetes, por isso certifique-se de controlar o seu peso, fazer exercícios regularmente, restringir o sal, parar de fumar e manter uma dieta nutritiva. Ao fazer isso, você pode ser capaz de reduzir seus medicamentos.   http://health.clevelandclinic.org/

O QUE É PÉ DIABÉTICO?

O exame frequente dos pés previne problemas quando se tem diabetes O diabetes mellitus, popularmente conhecido apenas como “diabetes”, é um dos maiores problemas de saúde da atualidade, sendo considerado a doença endócrina mais comum do mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta cerca de 12% da população entre 30 e 69 anos e 20% acima dos 70 anos de idade. A situação torna-se ainda mais grave quando observada a rapidez com que cresce o número de novos casos, principalmente no que se trata do diabetes tipo 2, índice justificado devido à mudança no estilo de vida, aos maus hábitos alimentares, à obesidade e ao sedentarismo. De acordo com Adriano Mehl, Médico Responsável pelo Núcleo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Pé Diabético no Plunes Centro Médico, em Curitiba, se não tratado, o diabetes pode causar sérias complicações. “A neuropatia diabética é uma das mais comuns. É caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso cuja manifestação, que pode ser sensitiva, motora ou autonômica, concentra-se no Sistema Nervoso Periférico. Ou seja, nos casos em que há neuropatia diabética, o principal reflexo é a diminuição da sensibilidade protetora dos pés, o que propicia o aparecimento de lesões por traumatismos não percebidos pelo paciente”, destaca Dr. Adriano. Muitas vezes, o uso de sapatos apertados ou até mesmo a presença de um corpo estranho não notado dentro de um calçado – como uma pequena pedra -, provoca pressão mecânica repetitiva, causando lesões nos pés. Segundo o médico, é importante salientar que “por conta da diminuição na sensibilidade, as úlceras em fase inicial no pé podem não ser percebidas. Apenas após o aparecimento de uma lesão extensa ou pelo odor fétido é que o paciente se atenta ao ferimento, tornando-o, então, mais vulnerável aos processos infecciosos, gangrenas e amputações”. Dr. Adriano afirma que evitar complicações por conta do “pé diabético” é muito simples, mas essa informação nem sempre é conhecida. “Um dos grandes desafios para o diagnóstico precoce das lesões é a realização de um simples exame dos pés, que deve ser feito com frequência”, afirma. Além do exame, outras ações são importantes para auxiliar na prevenção de lesões, como acompanhamento por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar capacitada, correta higienização dos pés, utilização de calçados adequados e controle e monitoramento contínuos dos níveis glicêmicos.   http://www.segs.com.br/

SANOFI E GOOGLE CRIAM EMPRESA PARA TRATAR DIABETES

O grupo farmacêutico francês Sanofi e a Verily Life Sciences, filial do gigante norte-americano Google, anunciaram hoje a criação de uma “joint-venture” para oferecer produtos e serviços aos pacientes de diabetes tipo II. Em comunicado conjunto, as empresas explicam que a sua nova filial comum chamar-se-á Onduo e que a sua missão passa por “ajudar as pessoas com diabetes a viver plenamente com saúde, desenvolvendo soluções globais que combinam instrumentos, programas informáticos, cuidados médicos e profissionais para permitir uma gestão simples e inteligente da doença”. A Onduo, que vai ter a sua sede em Cambridge, perto de Boston, no nordeste dos Estados Unidos, vai ser dirigida por Joshua Riff, que desempenhava até agora o cargo de vice-presidente para a prevenção e bem-estar da Optum, empresa de serviços de saúde do grupo UnitedHealth. O negócio da nova empresa centrar-se-á nos doentes com diabetes tipo II, sendo que, a longo prazo, a ideia é estender a atividade aos pacientes de diabetes tipo I e “eventualmente” às pessoas com risco para desenvolver diabetes a pensar na prevenção.   http://sicnoticias.sapo.pt/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Day in the life of T1D omnipod and dexcom

CELLNOVO – O PRIMEIRO SISTEMA MÓVEL DE GESTÃO DE DIABETES DO MUNDO

O Sistema Cellnovo é o primeiro sistema de gestão de diabetes móvel do mundo, que inclui uma bomba de insulina, monitor de atividade, aparelho touchscreen wireless celular com medidor de glicose no sangue integrado e conectividade automática para a nuvem. Cellnovo Group, uma empresa de tecnologia médica a comercializar o primeiro sistema “tudo-em-um” móvel, conectado, para o gerenciamento da diabetes, anunciou hoje uma atualização do sistema que irá permitir que os pacientes usando CGM (Monitorização Contínua da Glicose) a introduzir seus níveis de glicose manualmente. Esta capacidade reforçada foi adicionada para proporcionar maior conforto, comodidade e flexibilidade para o crescente número de diabéticos tipo 1 que usam dispositivos CGM. Os dispositivos CGM permitem aos doentes medir seus níveis de glicose sem a necessidade de picadas no dedo. A atualização para o sistema Cellnovo permite agora aos pacientes usando dispositivos de CGM inserir manualmente as suas leituras de nível diretamente no aparelho Cellnovo. O sistema então calcula automaticamente a dose de insulina necessária (bolus). Cellnovo pretende complementar o recurso CGM antes do final do ano com o lançamento de um aplicativo de monitoramento móvel que irá exibir perfis CGM contínuos e padrões de administração de insulina para os usuários Cellnovo. SOBRE O SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA DIABETES CELLNOVO Compacto, sem o uso de tubos, intuitivo e totalmente conectado, a bomba de insulina Cellnovo compreende um celular touchscreen controlador com um medidor integrado de glicose no sangue. Este dispositivo único permite uma gestão otimizada de injeções de insulina com precisão gota-a-gota, assegurando ao mesmo tempo uma ampla liberdade de movimento e paz de espírito para os pacientes.Graças à transmissão automática de dados, ele também permite que a condição do paciente seja continuamente monitorizada por membros da família e por profissionais de saúde em tempo real. TERAPIA COM BOMBA DE INSULINA Simulação de pâncreas O método tradicional para o tratamento de diabetes tipo 1 é com injeções diárias de insulina. Apesar dos avanços nas estratégias de tecnologia de insulina e de injeção, o uso de injeções diárias inevitavelmente resulta em níveis de insulina que não combinam com as mudanças normais e rápidas da glicose no sangue durante todo o dia. Muito pouca insulina e elevados níveis de glicose criam sintomas imediatos e contribuem para complicações à longo prazo. Muita insulina e o paciente está em risco de uma “hipo”, onde há muito pouco açúcar no sangue, levando à perda de consciência e convulsões. Como uma alternativa avançada para injeções, a terapia de bomba de insulina foi desenvolvida para imitar a fisiologia normal do pâncreas saudável. Ao contrário de múltiplas injeções diárias de insulina, uma bomba de insulina é capaz de fornecer ao fundo infusão constante de insulina que pode ser ajustada de acordo com a necessidade individual, compensando a atividade de exercício e rotinas diárias. A bomba também é programada para administrar doses de bolus de insulina para tratar os grandes oscilações de glicose no sangue que, de outro modo resultam de comer e beber. Imitando a fisiologia natural do pâncreas, a terapia com bomba de insulina visa manter um nível constante normal de glicose no sangue; evitando os altos que estão associados com as refeições ou os baixos que vêm de muita insulina. APARELHO TOUCH-SCREEN – CONTROLE E CONECTIVIDADE O cérebro do Sistema Cellnovo é o aparelho touch-screen intuitivo Controle sem fio da bomba, o aparelho também tem um monitor de glicose no sangue integrado e uma conexão de dados móvel para o portal web Cellnovo. Conectividade móvel garante que informações em tempo real fique disponível a qualquer hora e em qualquer lugar para os pacientes, familiares e médicos. O aparelho executa uma série de aplicativos para ajudar o usuário manter o controle da dieta, insulina, glicose no sangue e exercício. A atividade física, mesmo se automaticamente registadros a partir de um sensor na bomba. Ao automatizar a coleta de dados, o aparelho elimina a necessidade de um diário da diabetes e garante que a informação clínica abrangente e precisa estarão constantemente disponíveis a todos os que precisam.

DROGAS PARA DIABETES SALVAM VIDAS. VOCÊ PODE AGRADECER AO FDA

Esta noite, os pesquisadores estão anunciando que Victoza, uma droga para o diabetes vendida pela gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, previne ataques cardíacos, derrames e mortes cardiovasculares . Já é a segunda droga para diabetes que faz isso. A primeira, Jardiance, uma pílula vendida pela Eli Lilly LLY e Boehringer Ingelheim, apresentou os seus resultados positivos no ano passado. Os pesquisadores dizem que os novos resultados poderiam mudar a maneira com que os médicos tratam da diabetes, deslocando a preferência a estes medicamentos e em detrimento da metformina, atual medicamento de primeira linha exaustivamente testado, que é genérico. “Atravessamos um momento que talvez precisemos repensar a forma como o diabetes é tratado na América”, disse John Buse, da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill pesquisador que liderou o estudo, que foi financiado pela Novo Nordisk. E tanto os médicos quanto a Novo Nordisk dão os créditos desses novos dados para uma fonte surpreendente: as regulamentações mais rígidas para drogas de diabetes ditadas pelo Food and Drug Administration (FDA), que muitos na indústria haviam criticado anteriormente, dizendo que serviria para postergar o lançamento de novas drogas no mercado prejudicando os pacientes . “Eu quase posso garantir que esses estudos não teriam sido feitos se não tivessem sido solicitados pelos regulamentos do FDA”, disse Buse, que tem sido um consultor para muitas empresas há anos. “Antes desta orientação, eu ficava constantemente solicitando às empresas para fazer esses testes”. Esse fato – que as empresas e os pacientes são susceptíveis de se beneficiar pela rigidez do FDA – vai contra uma das narrativas comuns na indústria farmacêutica e entre os críticos do FDA: que o excesso de regulamentação atrasa alguns benefícios para os pacientes. Em alguns casos, e isso é claro, eles também criam uma barrera difícil de ultrapassar para a indústria, fazendo-as perder bilhões de dólares sem conseguir ajudar os pacientes, mas apenas para obter resultados em testes de sangue. O resultado em relação ao Victoza é exatamente o tipo de alegação de marketing que faz uma empresa farmacêutica salivar: a Novo Nordisk pode agora dizer aos pacientes e às seguradoras que seu medicamento é uma alternativa à morte prematura. No estudo, apresentado esta noite na reunião anual da American Diabetes Association e publicado no New England Journal of Medicine , 9.340 pacientes foram aleatoriamente designados para receber ou Victoza ou placebo por um período médio de 3,8 anos. Para aqueles em Victoza, 13% tiveram um ataque cardíaco, derrame ou morte, em comparação com 14,9% no grupo placebo, uma redução de 13% no risco. As reduções na morte cardiovascular (22%) e morte por qualquer causa (15%) também foram estatisticamente significativas. Um efeito colateral suposto da droga, pancreatite, não apareceu de forma significativa, e pacientes em Victoza perderam cerca de 2,3 kg a mais do que aqueles que receberam placebo. Os resultados são menos intrigantes do que aqueles para Jardiance da Lilly e Boehringer, que parecia ter um benefício não de reduzir a doença arterial, mas à partir de seu efeito sobre a pressão arterial ou algum outro mecanismo. Essa droga, porém, teve um impacto muito claro sobre a mortalidade. Mads Krogsgaard Thomsen, vice-presidente executivo da Novo Nordisk para pesquisa e desenvolvimento, diz que acredita que os resultados irão ajudar a drogas como Victoza que trabalham imitando o peptídeo semelhante ao glucagon (um GLP-1), uma substância que o corpo utiliza como sinal para ajudar a controlar pressão sanguínea. Trulicity da Eli Lilly e Tanzeum da GlaxoSmithKline são outras drogas nesta classe. Ele também acha que ele vai ajudar Victoza a ganhar quota de mercado. Uma droga subsequente da Novo Nordisk, semaglutide, que deve ser administrada com menor frequência do que Victoza, já impediu ataques cardíacos, derrames e mortes em um estudo com 3.000 pacientes; os resultados completos estão próximos de serem divulgados. “Para ser honesto, eu daria ao FDA o crédito que merecem”, diz Thomsen. “Haviam muitas, muitas pessoas céticas na indústria que disseram ser um exagero a indústria ser convidada para fazer grandes estudos cardiovasculares a fim de provar a segurança de seus medicamentos. Se não fosse pela demanda do FDA para estes estudos, não saberíamos que temos duas drogas que salvam vidas”. Os testes das novas drogas contra diabetes nasceram por uma das maiores controvérsias que bateu às portas do FDA: a acusação de que uma best-seller pílula para o diabetes, Avandia, da GlaxoSmithKline, causava ataques cardíacos. Steven Nissen, que lançou a controvérsia com uma análise no New England Journal of Medicine, sugeriu em uma reunião com o FDA que seriam necessários grandes estudos sobre novos medicamentos para diabetes para prevenir ataques cardíacos. Esses estudos, que foram atacados como uma barreira para novos produtos, são o que estão agora produzindo estes resultados. “É um triunfo para a medicina baseada em evidências”, diz Nissen sobre os dois estudos. (Ele trabalhou no estudo Victoza.) “É extremamente importante para os pacientes. Isto vai estimular a indústria a trabalhar ainda mais para tentar encontrar terapias que afetem a mortalidade cardiovascular. É uma reviravolta surpreendente para um campo que estava estagnado”. Não é certo ainda que as drogas vão ter um aumento em suas vendas como resultado desses dados. No ano passado, Jardiance teve vendas de apenas US $ 114 milhões; analistas da Bernstein Research espera que esse número aumente para US $ 2 bilhões até 2020. Victoza teve vendas anuais de US $ 2,7 bilhões no ano passado, o que Bernstein espera aumentar para US $ 3,9 bilhões até 2020. A maior vítima destes aumentos: Januvia da Merck, uma pílula popular com nenhum benefício em ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais e US $ 6 bilhões em vendas comprovada.   http://www.forbes.com/

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS FRUTAS NA DIETA DE QUEM TEM DIABETES

Sim, as frutas são ótimas opções de lanches para quem está de dieta. Porém, elas contêm frutose, um tipo de açúcar que pode causar os famosos picos glicêmicos em quem tem diabetes. Mas, então, como deve fazer quem tem o problema e quer ter uma alimentação saudável? Nós temos uma boa notícia: de acordo com o Instituto Americano de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK), é saudável que pessoas portadoras da doença consumam frutas. Os diabéticos devem ter uma dieta equilibrada, que forneça energia suficiente e ajude a manter o peso. Algumas frutas são ricas em açúcar, como a manga, mas podem ser incluídas no cardápio desde que você controle a quantidade. Aliás, elas podem satisfazer a vontade de doces e ajuda a controlar outras escorregadas. Além disso, as frutas contêm fibras, especialmente aquelas que têm casca ou polpa comestível. Uma dieta rica em fibras é muito importante para quem tem diabetes, já que pode controlar os níveis de açúcar no sangue. Além disso, dietas com frutas e vegetais também podem reduzir o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e obesidade, que têm sido associada à diabetes de tipo 2. A PESSOA COM DIABETES DEVE EVITAR FRUTA SE FOR ALÉRGICA A American Diabetes Association (ADA) afirmou que qualquer fruta pode ser ingerida, contanto que a pessoa não seja alérgica. No entanto, é importante considerar o modo como as elas são preparadas. Frutas frescas ou congeladas são melhores do que as processadas, conservadas em lata ou frasco. As processadas são mais rapidamente absorvidas pelo corpo, aumentando o nível de açúcar no sangue.  Além disso, no processo de preparo, elas perdem seus nutrientes, incluindo vitaminas e fibras. O NIDDK recomenda que as pessoas com diabetes evitem beber sucos de frutas com adição de açúcar, smoothies ou frutas enlatadas, que são mais rapidamente absorvidos pelo corpo. SE QUISER, ESCOLHA AS OPÇÕES DE BAIXO ÍNDICE GLICÊMICOS Escolha a sua fruta pelo IG (Índice Glicêmico) – um ranking de alimentos em uma escala de 1 a 100, com a sua pontuação indicando o quão rapidamente eles elevam os níveis de açúcar no sangue. Os alimentos de alto índice glicêmico são absorvidos mais rapidamente do que os de médio ou baixo. Os que contêm baixo índice são as melhores para ajudar no controle dos níveis de açúcar no sangue. Confira o índice glicêmico das principais frutas: IG baixo (menor que 55):maçã, abacate, banana, cereja, uva, kiwi, laranja, pêssego, morango, ameixa e peras. IG médio (entre 56 e 69): figo, melão, papaias e abacaxi. IG alto (70 ou mais): tâmaras e melancia.

UMA BOMBA DE INSULINA SERIA MELHOR PARA O SEU DIABETES?

Se você tem diabetes, você pode estar curioso sobre bombas de insulina, que entregam insulina de ação rápida tanto como um pequeno fluxo e constante 24 horas por dia (basal) quanto em dose maior para refeições, lanches e níveis de açúcar no sangue elevados (bolus). A boa notícia é que há uma grande quantidade de informações disponíveis sobre bombas de insulina. Além disso, muitos hospitais, incluindo o Cleveland Clinic, têm aulas para pessoas que estão pensando em usar uma delas. Aqui está como uma bomba de insulina funciona: O dispositivo, que é aproximadamente do tamanho de um telefone celular pequeno, fornece insulina através de um pequeno tubo flexível chamado cânula. A cânula é parte de um conjunto de tubos chamado de conjunto de infusão. Ela é inserida sob a pele, utilizando uma agulha, a qual é, em seguida, removida – deixando apenas a cânula. Faça alguma pesquisa e fale com o seu médico se você estiver considerando uma bomba, porque existem os prós e contras de se usar uma. Aqui está um resumo sobre as vantagens e desvantagens: QUAIS SÃO AS VANTAGENS DA BOMBA DE INSULINA? Você não tem que tomar um maior número de injeções. Para as pessoas que necessitam de três ou mais injeções de insulina por dia, utilizar uma bomba pode ser um grande benefício. Com a bomba de insulina, você só vai precisar da “picada” uma vez a cada dois ou três dias para alterações no local de perfusão A bomba fornece uma entrega muito precisa de insulina. Isso ajuda a melhorar o controle do açúcar no sangue para as pessoas que têm dificuldade em mantê-lo regular. Algumas bombas têm a capacidade de ajustar a dosagem em até 0,001 de uma unidade! Aqueles que usam bomba de insulina, muitas vezes têm melhorado os níveis de A1C. (O teste de A1C ajuda a medir o quão bem você está gerenciando seu diabetes.) Este é geralmente resultado de uma entrega mais precisa e consistente de insulina. Você pode ter mais flexibilidade com sua dieta se você usar uma bomba de insulina. Por exemplo, comer cinco ou seis pequenas refeições por dia pode ser inconveniente para as pessoas que tomam injeções. Alguns usuários de insulina evitam este plano de refeição porque isso exigiria uma injeção para cada refeição que inclui carboidratos. Mas com uma bomba, a dosagem para refeições é feito pressionando botões na bomba, tornando muito mais fácil de adaptar a dosagem de insulina necessária a um plano de refeições que se adéqua ao seu estilo de vida. O exercício pode ser mais fácil de gerir com uma bomba. Alguma vez você já teve que comer direito antes do exercício para evitar uma baixa de açúcar no sangue? Na maioria dos casos, isso é porque a insulina de ação prolongada continua a trabalhar durante o exercício. Com uma bomba, você pode desligar a insulina basal antes, durante e / ou após o exercício para ajudar a prevenir uma hipoglicemia. Ela pode ajudar se a sua programação faz das injeções regulares mais difíceis de serem tomadas, tais como um dia de trabalho especialmente ocupado, trabalhando-terceiro turno, ou estar em um evento especial. QUAIS SÃO AS DESVANTAGENS DAS BOMBAS DE INSULINA? Embora as bombas tenham muitos benefícios, elas não são para todos. Você também deve considerar o seguinte: A bomba não é um dispositivo “configure e esqueça”. Bombas exigem um monte de ações do usuário para regulá-la. Usuários de bomba inserem informações na bomba durante todo o dia, incluindo números do açúcar no sangue e gramas de carboidratos ingeridos. E a cada três dias, cabe ao usuário da bomba mudar seu / sua tubulação e inserir um novo conjunto de infusão. Bombas de insulina requerem pelo menos quatro verificações de açúcar no sangue por dia. Esse monitoramento de açúcar no sangue frequente (na forma de picada nos dedos) é necessário para verificar se a bomba está entregando a insulina como esperado. Usar uma bomba não significa que você não irá deixar de carregar o material de diabetes ao redor com você. Não só os usuários de bomba tem que trazer o seu monitor de açúcar no sangue com eles, como também devem carregar um kit de bomba de emergência em todos os momentos para o caso de mau funcionamento da bomba ou problemas com a tubulação. Ao fazer a transição à partir das injeções para uma bomba, geralmente há necessidade de múltiplas visitas à sua equipe de saúde, mesmo antes de iniciar o uso da bomba. Estas visitas ajudam a prepará-lo e são cruciais para o seu sucesso na bomba, e pode demorar várias semanas ou meses para ser concluído. Embora a maioria das companhias de seguros incluam as bombas, o seu co-pagamento poderá ser mais caro do que injeções. Verifique com a sua seguradora para ver se ela cobre a terapia com bomba e qual seria seu gasto. Algumas pessoas ganham peso após o início do  uso da bomba. Lembre-se que a vantagem da bomba é a maior flexibilidade na dieta. Claro, pressionar um botão em uma bomba faz com que seja mais fácil tomar insulina para um lanche, mas se os lanches são calorias extras em sua dieta, eles podem levar ao ganho de peso. Com bombas de insulina há um maior risco de cetoacidose diabética, ou CAD, uma condição potencialmente perigosa onde a falta de insulina faz o corpo metabolizar a gordura para obter energia. Isto pode acontecer em qualquer altura, se houver um bloqueio no fluxo de insulina partindo da bomba. Felizmente, fazer as verificações de açúcar no sangue com frequência e carregar um kit bomba de emergência pode diminuir consideravelmente o risco de cetoacidose diabética. Embora as bombas sejam convenientes, algumas pessoas não gostam de estar ligadas a uma delas; outras pessoas também não gostam da ideia de ter um dispositivo que permanece com eles 24 horas por dia. Quanto mais você pesquisar, mais fácil será decidir se uma bomba de insulina é ideal para você. Agende uma visita com seu médico ou educador em diabetes para saber mais.   https://health.clevelandclinic.org/

PÂNCREAS ARTIFICIAL JÁ PODE ESTAR DISPONÍVEL À PARTIR DO ANO QUE VEM

Um pâncreas artificial que permite a quem sofre de diabetes levar uma ‘vida normal’ poder estar disponível dentro de dois anos. Cientistas desenvolveram um dispositivo do tamanho de um smartphone que monitora os níveis de açúcar no sangue dos pacientes e automaticamente injeta quantidades adequadas de insulina. O produto revolucionário fica preso às roupas do usuário, à partir do qual ele monitora os níveis de glicose e fornece insulina quando necessário através de uma cânula sob um adesivo grudado na pele. Poder ser uma tábua de salvação para cerca de 350.000 britânicos que sofrem de diabetes tipo 1 – uma condição ao longo da vida, onde o pâncreas pára de produzir insulina. Atualmente, os doentes devem injetar-se com insulina até cinco vezes por dia para evitar problemas de saúde graves. O smartphone monitora os níveis de açúcar no sangue de um paciente (1) com leituras transmitidas ao centro de controle (2) antes da bomba de insulina entregar a dose correta (3) para o usuário. Mas a quantidade necessária se altera todos os dias dependendo de seus níveis de dieta e atividade, o que significa que a pessoa com diabetes deve monitorar o açúcar no sangue com testes de picada no dedo a cada poucas horas. O dispositivo também poderia beneficiar dezenas de milhares de pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 não controlada. Cerca de 3,1 milhões de pacientes estão diagnosticados com diabetes tipo 2, que está ligada à obesidade, dentre os quais 14 por cento têm uma forma grave que necessita de injeções de insulina. Por causa do aumento dos níveis de obesidade, estima-se que um total de cinco milhões de britânicos terão diabetes em 2025 – a maioria com tipo 2. Cientistas da Universidade de Cambridge que trabalham no pâncreas artificial tentam encontrar uma maneira de combinar dois dispositivos existentes – bombas que entregam insulina e monitores contínuos de glicose (CGM)- em um “pâncreas artificial” automático num sistema de circuito fechado. Em pesquisa publicada na revista Diabetologia, o Dr. Roman Hovorka e Dr Hood Thabit disse: “O diabetes tipo 1 carrega um fardo significativo psicossocial e impacta negativamente a qualidade de vida”. “Durante o período de estudos, os usuários se sentiram otimistas em relação ao uso do pâncreas artificial, pois tiveram mais ‘tempo livre’ ou um ‘feriado’ de suas gestões da diabetes, uma vez que o sistema gerenciou eficazmente os seus níveis de açúcar no sangue sem a necessidade de monitoramento constante”. Os pesquisadores compararam os resultados de vários estudos que analisavam como os adultos e as crianças se sentiram ao utilizar os dispositivos, tanto em ‘campos de testes’, nos quais eles eram cuidadosamente monitorados, quanto nos ambientes normais de suas casas. Eles descobriram que os dispositivos não eram apenas bem sucedidos na gestão do diabetes, mas também reduziu a quantidade de tempo gasto para corrigir níveis muito altos ou muito baixos de açúcar no sangue, em comparação com a técnica habitual de auto-gestão. Neste estudo que foi o mais longo realizado até hoje, os pacientes usaram o dispositivo de circuito fechado dia e noite em casa por três meses. Ao utilizá-lo, houve uma melhora de 11% na quantidade de tempo que os seus níveis sanguíneos estiveram na meta estipulada. Dr. Hovorka disse que os dispositivos estarão prontos para serem colocados à disposição do público, tão logo sejam aprovados pelos órgãos reguladores, oque deve acontecer em 2017 nos EUA e ao final de 2018 no Reino Unido e na Europa. O pâncreas artificial que pode revolucionar o tratamento para as pessoas com diabetes pode estar disponível na Grã-Bretanha já nos próximos dois anos Ele disse: ‘Algumas empresas (fabricantes da tecnologia) estão apenas iniciando os testes para passar pelas aprovações regulatórias. Os cientistas também continuam a desenvolver o produto – incluindo os aspectos de cibersegurança para impedir a ação de hackers. Dr. Hovorka acrescentou: “Isto é uma evolução de tecnologias, havendo pesquisas contínuas em ambas as partes, como no monitoramento da glicose, na entrega da insulina, bem como na produção uma nova insulina (sintético), que pode atuar mais rápido ainda. “Cada um desses componentes em desenvolvimento paralelo irá ajudar este sistema a ficar mais fácil e confiável de usar”. O dispositivo poderia, eventualmente, substituir a necessidade em alguns pacientes diabéticos de fazer transplantes de pâncreas, o que significa que pode evitar operações de grande porte e drogas para suprimir a ação de seu sistema imunológico para o resto de suas vidas. Dr Elizabeth Robertson, diretora de pesquisas da Diabetes UK, disse que este desenvolvimento pode representar uma mudança de vida para as pessoas que sofrem de diabetes. Ela acrescentou: “O pâncreas artificial tem o potencial de transformar vidas, especialmente daquelas pessoas que têm dificuldade em manter um bom controle de seus níveis de glicose no sangue”. “Estamos muito satisfeitos por ver esta área de pesquisas se movendo em um ritmo bem rápido, mas ainda há obstáculos a serem superados para tornar esta tecnologia mais eficaz e o mais confiável possível”. “Diabetes UK tem oferecido apoio de longa data nesta pesquisa do professor Hovorka para o desenvolvimento da tecnologia do pâncreas artificial, e é emocionante ver que esses investimentos vão fazer uma diferença real para a vida das pessoas com diabetes tipo 1”.   http://www.dailymail.co.uk/

domingo, 31 de julho de 2016

ESTUDO CONSTATA QUE ‘POKÉMON GO’ PODERIA AJUDAR A PREVENIR O DIABETES TIPO 2

A caça aos monstrinhos faz o autor caminhar por quilômetros, podendo assim prevenir a obesidade e diabetes tipo 2 ‘Pokémon Go’ pode ajudar a prevenir os riscos de diabetes tipo 2, disse o líder de um estudo sobre diabetes. Pesquisadores da Universidade de Leicester, Reino Unido, disseram que a nova mania do smartphone ‘Pokémon Go’ poderia ser uma “solução inovadora” para o aumento dos casos de obesidade, que é uma das principais causas de diabetes do tipo 2 e doenças cardiovasculares. “Se Pokémon Go é algo que pode tirar as pessoas do sofá para caminhar nas ruas, então este jogo poderia ser uma solução inovadora para o aumento dos níveis de obesidade”, disse o Dr. Tom Yates, especialista em atividade física, comportamento sedentário e Saúde da Universidade de Leicester, em um comunicado de imprensa . “Andar a pé é extremamente subestimado, mas no entanto, é a melhor e mais barata forma de se fazer exercício. É uma maneira fácil e acessível para manter-se ativo e ajudar a manter um corpo saudável”, acrescentou Yates. A obesidade é considerada o “mais potente fator de risco” para a diabetes tipo 2, sendo responsável por 80 a 85 por cento do risco global de desenvolver a doença, disseram os pesquisadores. De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), mais de um terço dos adultos americanos são obesos e, além de diabetes tipo 2, a obesidade também pode causar doença cardíaca, derrame e alguns tipos de cânceres. Os dados do National Heart, Lung and Blood Institute (NHLBI) também apontam para a inatividade física como um dos principais contribuintes para o aumento dos índices de obesidade nos EUA , de acordo com StateOfObesity.org, sendo que um estilo de vida sedentário é o responsável por uma em cada 10 mortes entre os adultos norte-americanos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) incentiva o hábito de manter um estilo de vida saudável, incluindo atividade física moderada por até 30 minutos diários. ‘Pokémon Go’, que é um jogo de caça com realidade aumentada,exigindo que os jogadores caminhem para pegar monstros Pokémon que aparecem em suas telas de celulares. De acordo com o estudo, os usuários do ‘Pokémon Go”estão deixando suas casas para caminhar por quilômetros apenas para brincar com o jogo, estimulando a prática de atividade física intensa sem que eles percebam. Em um estudo realizado pela Universidade de Leicester no ano passado, os pesquisadores mostraram a importância de um movimento leve de cinco minutos após longos períodos de inatividade. A pesquisa mostrou que as mulheres poderiam evitar o desenvolvimento de diabetes tipo 2 ao ficar regularmente em pé ou caminhar.   http://www.natureworldnews.com/

CIENTISTAS AVANÇAM NA BUSCA DA PÍLULA DE INSULINA

Especialistas de Israel e dos EUA estão encontrando uma maneira de fornecer insulina para o corpo através do intestino Uma pílula de insulina, que acaba com a necessidade de injeções diárias para diabéticos poderia estar no mercado em cinco anos. O segredo para a entrega de insulina em forma de pílula é considerado “o Santo Graal da pesquisa do diabetes”, porque centenas de milhares de doentes são atualmente obrigados a injetar-se para manter a condição sob controle. Mas agora especialistas de Israel e dos EUA estão encontrando uma maneira de fornecer insulina para o corpo através do intestino. As tentativas anteriores haviam sido infrutíferas porque as pílulas foram facilmente destruídas por vários sucos digestivos na boca, estômago e intestinos. Agora, a equipe desenvolveu um revestimento especial para proteger o comprimido do estômago e da boca, juntamente com um produto químico “de neutralização dos ácidos” que é liberado quando o comprimido atinge o intestino. A insulina é então absorvida diretamente pela corrente sanguínea sendo levada ao fígado, que é um dos principais órgãos cuja avaria contribui para a diabetes. Com injeções de insulina leva-se a uma rota mais indireta através da corrente sanguínea. As injeções são um impedimento para o tratamento, porque as pessoas não gostam delas Os cientistas, em colaboração com uma empresa de Jerusalém, a farmacêutica Oramed, esperam que, ao intervir mais cedo em algumas das muitas – e às vezes mortais – complicações da diabetes poderiam ser evitadas. Estas incluem danos aos nervos levando a amputações, insuficiência renal e lesões oculares que podem provocar cegueira. Os resultados preliminares dos estudos demonstram que a nova pílula foi eficaz na redução dos níveis de glicose no sangue em diabéticos. Dr. Roy Eldor, chefe do diabetes em Tel Aviv Medical Center e diretor médico da Oramed, disse: “É o Santo Graal da pesquisa do diabetes. Estou muito animado que temos alcançado resultados positivos”. “A diabetes é uma pandemia, uma enorme carga de doenças que nós ainda não conseguimos superar. As injeções são um impedimento para o tratamento, porque as pessoas não gostam delas, embora as agulhas estejam bem mais finas e bem menos doloridas do que eram antes”. A equipe pretende lançar novos testes que, se bem sucedidos, poderá fazer com que o novo medicamento seja lançado no mercado em até cinco anos. O químico ganhador do Prêmio Nobel Professor Avram Hershko foi trazido para encontrar uma maneira de colocar à insulina em um comprimido e mantê-lo intacto no intestino. Ele ajudou a desenvolver um revestimento para pílula de Oramed com uma substância encontrada na soja. Pessoas com diabetes não produzem insulina suficiente para proteger o corpo contra os efeitos nocivos da alta de glicose. A pílula está sendo desenvolvido para pacientes com diabetes tipo 2, que muitas vezes vêem o seu progresso da doença até o ponto onde eles precisam de injeções de insulina. Os diabéticos tipo 1, cujo próprio corpo destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, pode também se beneficiarem desta pílula no futuro. A diabetes do tipo 2 responde por mais de 90 por cento dos 400 milhões de casos de diabetes em todo o mundo. Há mais de quatro milhões de diabéticos no Reino Unido, e cerca de 550.000 com diabetes ainda não diagnosticada do tipo 2.   http://www.express.co.uk/

Injecções diárias dos diabéticos à beira do fim?

Experiências da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra estão, para já, a ser realizadas apenas em ratos, mas com resultados muito positivos. Pode ser o fim das injecções diárias para os diabéticos. Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra conseguiu encapsular células produtoras de insulina, que funcionam como um pâncreas bioartificial passível de ser implantado nos doentes. “No fundo, é desenvolver uma forma de ter células que produzem insulina para substituir aquela que eles produzem de forma deficitária”, sintetiza Raquel Seiça, líder da equipa de investigação. Nestas declarações à Renascença, Raquel Seiça garante que isto significaria o fim das várias injecções de insulina por dia, nos diabéticos de tipo 1. As vantagens não se ficam, no entanto, por aqui. “O facto de serem células encapsuladas (dentro de uma cápsula de polímeros especiais) vai permitir uma outra coisa, que é o seguinte: no caso de um transplante de pâncreas os doentes têm de fazer, até ao fim da sua vida, imunossupressores. Sendo essas células encapsuladas evita, a necessidade da administração imunossupressores e isso é o ideal porque os imunossupressores também trazem problemas aos doentes”, explica. A microcápsula pode vir a ser instalada debaixo da pele ou no músculo, o local ainda não está definido. A investigação tem tido resultados muito positivos mas para já apenas em ratos.

sábado, 9 de julho de 2016

O VERDADEIRO IMPACTO DA EPIDEMIA GLOBAL DE DIABETES ESTÁ SUBESTIMADO

A prevalência de diabetes global tem sido seriamente subestimada em pelo menos 25 por cento, de acordo com o artigo publicado neste sábado 09 de julho de 2016 na Nature Reviews. Em 2015, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) estimou o número de pessoas com diabetes em cerca de 415 milhões, no entanto, o número real pode ser mais elevado como algo em torno de 520 milhões, de acordo com o novo artigo da Universidade de Monash elaborado pelo Professor de Diabetes, Paul Zimmet, e co -autores do Reino Unido e dos EUA; todos eles líderes globais de pesquisas em epidemiologia e diabetes. A equipe de pesquisa argumenta que as organizações as quais os formuladores de políticas de saúde pública dependem (incluindo a Organização Mundial de Saúde, o IDF e a Global Burden of Disease and Noncommunicable Disease Risk Factor Collaborations) utilizaram diferentes e, por vezes, inapropriados métodos e testes para determinar a mortalidade e prevalência da diabetes. O Professor Zimmet disse: “A forma como os dados globais sobre o diabetes tem sido coligidos são inconsistentes, não sendo usada a norma necessária para o planeamento da saúde pública para lidar com o que é agora uma das maiores epidemias de doenças crônicas na história humana. Mais de 12 por cento da despesa global de saúde é direcionada para o tratamento do diabetes. “Existem grandes e graves lacunas no nosso conhecimento sobre o ônus da diabetes, particularmente nos países em desenvolvimento que terão impactos imprevistos significativos nos sistemas nacionais de saúde”, disse ele. “No entanto, também na Austrália, o número de pessoas com diabetes e pré-diabetes, especialmente nas comunidades indígenas, também tem sido subestimado”. “Como o açúcar no sangue em jejum tem sido usado como principal teste de diagnóstico para essas condições na Austrália, é quase certo que o verdadeiro peso da doença tenha sido subestimado. Os recursos necessários ,conforme identificado na Estratégia Nacional de Diabetes para a Austrália 2015, serão, portanto, inadequados”, disse ele. Professor Zimmet disse que a causa da subestimativa grave da carga de diabetes é devida a vários fatores, incluindo a falta real de dados nacionais sobre a diabetes em muitos países – e os métodos de teste para diabetes usados em muitos países – particularmente nos países em desenvolvimento. O documento recomenda um teste alternativo de glicose no sangue em jejum e um teste duas horas após a bebida de glicose para fornecer um conjunto mais preciso de dados. “Enquanto a OMS recomenda um teste de glicemia em jejum e, duas horas depois de uma bebida de glicose, somente o teste de glicemia de jejum é utilizado em muitos casos resultando em uma subestimação de pelo menos 25 por cento no número de novos casos de diabetes”, disse o Professor Zimmet. Os autores recomendaram um segundo teste, um desafio da glicose, a ser realizado após duas horas de jejum, como uma maneira de confirmar a probabilidade efetiva de um paciente desenvolver ou não diabetes. Um teste alternativo, HbA1c (hemoglobina glicada) está agora sendo recomendado pela OMS e pela American Diabetes Association para contornar a falta do teste de duas horas. Pesquisas ainda estão em andamento para garantir que este teste faz o mesmo trabalho. De acordo com o co-autor Professor Sir George Alberti, ex-Presidente da IDF e do Royal College of Physicians (Londres), a obtenção de dados precisos é crucial. “Dados precisos sobre o ônus da diabetes são necessários para que os países possam identificar as prioridades de saúde atuais e futuras para estimar os custos econômicos e sociais diretos e indiretos da doença e para alocar recursos de saúde adequados e despesas do sistema de saúde”, disse o professor Alberti. Fonte: Universidade Monsash  

TRANSPLANTE DE PÂNCREAS ACABA COM 41 ANOS DE DIABETES

Para Patrick Nolan, receber um transplante de pâncreas significa acabar com uma rotina de 41 anos de verificações de seu açúcar no sangue e injetar insulina de quatro a seis vezes por dia para controlar sua diabetes tipo 1. Nolan, 52 anos, de Siracusa (NY), recebeu um transplante de pâncreas dia 30 de junho no Hospital Universitário Upstate. “Sinto-me como um cão velho aprendendo truques novos”, disse Nolan. “Agora eu posso ir a uma loja de conveniência, comer uma barra de chocolate e não precisar me preocupar com isso”. A operação de Nolan de sete horas foi o primeiro transplante de pâncreas realizado em Upstate desde 2005. O hospital está voltando a realizar transplantes de pâncreas como parte de um esforço para construir um centro de transplantes para os diabéticos. O pâncreas é um longa glândula na barriga que libera insulina e controla os níveis de açúcar no sangue. O pâncreas de pessoas com diabetes tipo 1 não produz insulina. O pâncreas em pessoas com diabetes tipo 2 produz insulina, mas seus corpos não respondem bem a ela. É por isso que muitos diabéticos têm de tomar insulina. Diabetes ao longo do tempo, quando não cuidada, pode causar insuficiência renal, doença cardíaca, amputações, acidente vascular cerebral, cegueira e outras complicações. Um transplante de pâncreas cura diabetes e libera pacientes de um “rígido estilo de vida”, disse o Dr. Mark Laftavi, cirurgião de Nolan. “De repente, você se vê fora dessa prisão que está mantido por anos e anos”, disse ele. Um novo pâncreas também interrompe e, em alguns casos, reverte as complicações causadas pela diabetes, disse ele. O novo pâncreas de Nolan veio de um doador falecido aos 20 anos de Tennessee. Laftavi realizou um segundo transplante de pâncreas no dia 04 de julho em um outro paciente diabético local. Nos últimos anos, Upstate tem feito apenas transplantes de rim. Upstate realizou 36 transplantes de pâncreas entre 1994 e 2005, quando então deixou o programa de transplantes de pâncreas adormecido. Dr. Rainer Gruessner, um cirurgião de transplante de renome nacional que se tornou chefe de transplantes do Upstate outono passado, está expandindo o programa de transplantes. Upstate também tem planos de fazer transplantes de fígado e ilhotas do pâncreas. Uma ilhota é um aglomerado de células pancreáticas que produzem insulina. O programa concentra-se em pacientes que recebem transplantes de rins, depois de sofrer insuficiência renal causada pelo diabetes. Além disso a cura do diabetes, por um transplante de pâncreas, pode prolongar a vida de um rim transplantado. O programa também tem como alvo uma pequena percentagem de diabéticos com “diabetes frágil”, um tipo de diabetes que é muito difícil de controlar. Nolan foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 11 anos Ele sofreu várias complicações da diabetes incluindo catarata, pressão arterial alta, colesterol alto e insuficiência renal. Ele entrou na diálise 4 anos atrás, quando seus rins pararam de funcionar. Nolan, que trabalha como voluntário em Upstate, recebeu um transplante de rim no hospital em dezembro. O hospital acrescentou ele à lista de espera para o pâncreas depois de obter a aprovação no início deste ano de retomar os transplantes de pâncreas. Nolan ficou com muitas dores nos dois primeiros dias após a cirurgia. “Eu senti como se tivesse sido atingido por um caminhão, que, em seguida, passou por cima de mim”, disse ele. Nolan deve tomar medicamentos para o resto de sua vida para evitar que seu corpo rejeite o pâncreas. Além da rejeição, a cirurgia de transplante do pâncreas acarreta um risco de outras complicações, como coágulos sanguíneos, hemorragia e infecção. Nolan não tem arrependimentos sobre a realização do transplante. “Foi a melhor decisão que já tomei”, disse ele. Gruessner disse que Nolan irá cair na realidade de ter um pâncreas funcionando corretamente quando “comer um brownie, cookie ou sorvete de casquinha e não ter que verificar o seu nível de açúcar no sangue nem ter de injetar insulina”.   http://www.syracuse.com/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PELO ESPORTE, ELTON SUPERA SUA DIABETES TIPO 1 E SE TORNA UM DOS CONDUTORES DA TOCHA

Elton Pereira de Melo tem 20 anos e é estudante de educação física. Começou no esporte aos 10, quando conheceu e se interessou pelo handebol. Tinha o sonho de se tornar profissional na modalidade quando foi diagnosticado com diabetes tipo 1. A atividade, então, virou válvula de escape para o problema e o caminho para ser um dos condutores da Tocha Olímpica em Mato Grosso do Sul. O interesse de Elton pelo handebol surgiu na escola, quando via os garotos mais velhos jogando. “Nunca tive habilidade para jogar futebol, basquete e outra modalidade. Ficava na ânsia em jogar handebol, e percebi que me encaixava no esporte”, disse. O atleta treinava três vezes por semana, logo após sair da escola. Nos seis anos que jogou handebol, conquistou vários títulos, entre eles foi quatro vezes campeão estadual, vice-campeão brasileiro e artilheiro do campeonato brasileiro pela seleção do Estado. Elton em sua formatura de licenciatura em educação física O estímulo para seguir no esporte veio após o diagnóstico de diabetes, quando tinha de 11 para 12 anos. “Minha cabeça mudou totalmente depois do diagnóstico, e me apeguei ao esporte como uma válvula de escape. Não queria ficar preso a doença, queria mostrar que poderia ser uma criança com rendimentos e resultados de uma pessoa saudável. O esporte era para extravassar, e os resultados vieram com a dedicação”, explicou. Após descobrir a doença, a rotina no rapaz mudou. Elton é insulinodependente, toma injeções em todas as refeições que faz durante o dia, uma de efeito de 24 horas e tem o cuidado de aferir sempre o nível de glicemia. Ao todo, são seis doses por dia. Segundo ele, o começo foi difícil, mas com o apoio dos pais, dos amigos e até de adversários, foi possível superar a situação. ” No começo foi bem difícil, não vou mentir, mas eu tinha meus pais, minha equipe. Meus adversários sabiam da doença e me ajudavam, e nas viagens que fiz, várias pessoas de todos os lugares do país me falavam que também tinham a doença. O diagnóstico não veio para atrapalhar, mas para dar gás para eu buscar ser o melhor, independente de qualquer coisa”, contou. O atleta se dedicou ao handebol até começar a cursar educação física. Hoje ele é formado em licenciatura e está no sétimo semestre do bacharelado do curso. “Disputei campeonatos durante um semestre pelo meu time da faculdade, mas depois parei. Quis me dedicar integralmente ao meu curso”. Elton deixou a modalidade, mas não abriu mão do esporte. Em 2013, conheceu o ciclismo e continua até hoje. “Escolhi o ciclismo porque eu não poderia ficar parado. Parecia aqueles idosos que se aposentam e voltam a trabalhar. No ciclismo eu faço meus horários, aí dá para dar 100% no pedal e na faculdade”, citou com bom humor. O campo-grandense foi escolhido para carregar a Tocha Olímpica no próximo dia 26 em Sidrolândia, distante 71 km da Capital, após ter sido inscrito pela irmã em um concurso de um dos patrocinadores da Olimpíada Rio 2016. “Minha irmã faz doutorado em São Paulo e escreveu minha história para o concurso sem eu saber, depois me mandou uma mensagem contanto, para eu acompanhar. Não compartilhei nas redes sociais nem acreditei no começo. Depois de um tempo, começaram a chegar vários e-mails, do patrocinador e do Comitê Olímpico. A ficha só caiu quando recebi um onde eles pediam o tamanho do meu uniforme”. Elton diz estar extremamente ansioso e emocionado em poder carregar o símbolo olímpico. “Essa emoção de levar a tocha não vai ser só minha, mas de todos com quem convivi no esporte. Não tem como você reduzir o fogo olímpico a uma pessoa só, em mim. O significado vai muito mais além. Representa todo o esporte, quem acorda cedo para treinar e deixa de comprar alimento para pagar condução para ir aos treinos. Gostaria que todos sentissem a emoção que eu estou sentindo”, finalizou.   http://www.campograndenews.com.br/

SEGURANÇA DE AEROPORTO DETÉM MENINO COM DIABETES TIPO 1 POR CAUSA DE SUA BOMBA DE INSULINA

Uma família falou de seu horror depois que eles foram detidos por seguranças de aeroporto em Dubai por duas horas por causa da bomba de insulina de seu filho. Rachel Humphrey, cujo filho de 14 anos de idade,  George (ambos na foto) tem diabetes tipo 1 , disseram que não tiveram permissão para embarcar em seu voo de conexão no Dubai International Airport para Londres Heathrow depois de voltar das Ilhas Maldivas. No portão de segurança, a equipe pediu que a bomba de insulina de George fosse desligada e que fosse colocada na cesta para passar através da máquina de raio-X. Porém, hospitais e fabricantes de bombas de insulina aconselham que as bombas de insulina não devem ser expostas à radiação eletromagnética, pois pode haver interferência com os motores do dispositivo. A Sra Humphrey, de Waterlooville em Hampshire, mostrou a documentação oficial e explicou que a remoção da bomba e sujeitando-a ao raio X da máquina poderia causar consequências médicas. A equipe se recusou a aceitar sua explicação e escoltou a família para a sala de polícia do aeroporto onde foram mantidos por duas horas. Sra Humphrey disse que sentiu “altamente discriminada” e que os funcionários foram “incrivelmente rudes”. Ela acrescentou: “[Eles] não mostraram nenhuma compaixão ou vontade de compreender, ajudar ou apoiar-nos” . O problema foi resolvido depois que um médico do centro médico do aeroporto confirmou que era inseguro retirar a bomba. Sra Humphrey disse que o estresse e perturbação causaram picos nos níveis de glicose no sangue de seu filho deixando-o muito aflito. A equipe, em seguida, permitiu que a família continuasse a viajar com a bomba de insulina em seu corpo, mas a bomba de reposição foi confiscada e retida pelos funcionários da companhia aérea Emirates até chegarem no aeroporto de Heathrow. Desde sua chegada de volta em o Reino Unido, a Sra Humphrey se queixou ao aeroporto e a Chris Garton, vice-presidente executivo de operações no aeroporto de Dubai. Garton respondeu, dizendo: “Você ficará satisfeito ao saber que eu me reuni com o chefe de operações de segurança da polícia de Dubai e com o Médico do serviços médicos do aeroporto de ontem para entender por que os nossos procedimentos não foram seguidos em sua viagem de regresso. “Foi acordado que tudo iria reforçar os procedimentos estabelecidos com o pessoal. O bem-estar e a segurança de nossos passageiros é de suma importância e nós apreciamos muito que você tenha trazido esta questão à nossa atenção”.   http://www.diabetes.co.uk/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

5 MELHORES DICAS PARA CONTROLAR A DIABETES QUANDO VOCÊ ESTÁ DOENTE

Se você está doente ou apenas ficando mais velho, há momentos na vida em que você não sente muita vontade de comer. Se você está comendo menos calorias, seja porque perdeu o seu apetite, você provavelmente vai precisar prestar mais atenção ao seu açúcar no sangue e ajustar os medicamentos para a diabetes. Aqui estão algumas dicas de especialistas para ajudá-lo a gerenciar sua diabetes nestas horas: 1. MANTENHA-SE HIDRATADO Você pode facilmente ficar desidratado se você tiver febre, vômitos ou diarreia. Seu principal risco durante a desidratação é a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue). Tomar certos medicamentos para a febre, ignorando os medicamentos para a diabetes e comer alimentos de forma irregular também podem levar a um açúcar elevado no sangue. “Quando você está doente, é muito importante verificar o açúcar no sangue regularmente, manter as medicações em um horário e beber líquidos regularmente”, diz o especialista em diabetes Dr. Bartolome Burguera, MD . Se o açúcar no sangue vai até 250, verifique a presença de cetona em sua urina, que são produzidas quando o seu corpo tem dificuldade em processar o açúcar no sangue, e procure o médico, diz o Dr. Burguera. 2. ALTERE A SUA DIETA Quando você não estiver capaz de comer tanto quanto ao seu normal ou está sem apetite, bebidas em substituição da refeição são frequentemente úteis. “Shakes nutricionais formulados para as pessoas com diabetes têm uma quantidade moderada de carboidratos, o que é apropriado”, diz Dr. Burguera. Você também pode fazer shakes caseiros em substituição à refeição usando: Frutas congeladas Uma fonte de proteína (por exemplo, proteína em pó, iogurte grego, manteiga de amendoim, tofu) Leite, leite de soja ou leite de amêndoa “Sopas de macarrão também são normalmente bem tolerada e as massas oferecem carboidratos, que podem ajudar a prevenir baixa de açúcar no sangue”, diz ele. 3. CRIE UM “KIT DIABETES” PARA OS DIAS DOENTES Dr. Burguera sugere montar um “kit de ferramentas diabetes dia-doente”, que inclui coisas que você pode comer ou beber quando não está se sentindo bem. O kit pode incluir: refrigerante regular ou suco (para evitar baixa de açúcar no sangue) sopas à base de caldo gelatina (regular, não a diet) água bebidas suplementares de eletrólitos “Alguns itens não alimentares para incluir em seu kit de ferramentas são fontes de monitoramento de açúcar no sangue extra e um termômetro para verificar se há febre”, diz o Dr. Burguera. 4. CERTIFIQUE-SE DE QUE VOCÊ ESTÁ MONITORANDO A GLICOSE “Em geral, se você estiver tomando insulina nas refeições e insulina de ação prolongada uma vez por dia, você deve monitorar o açúcar no sangue quatro vezes por dia, no mínimo – antes de cada refeição e antes de dormir”, diz o Dr. Burguera. 5. FALE COM O SEU MÉDICO Queira ou não, o seu médico deverá ajustar seus medicamentos para diabetes quando você está sem apetite dependendo de um par de coisas: O tipo de medicamento que você está tomando O quanto você reduziu de ingestão de alimentos “Se você está tomando insulina de ação lenta, que normalmente é aplicada na hora de dormir, nós geralmente recomendamos que você continue com a mesma dose, uma vez que a insulina de ação prolongada não é a principal insulina relacionada com a ingestão de alimentos”, diz a nutricionista Dawn Noe. Se você está tomando insulina antes das refeições (também chamada de insulina de ação rápida, ou insulina das refeições) o seu médico poderá necessitar reduzir a dose, dependendo do que você está comendo no café da manhã, almoço e jantar. “Se você pular uma refeição, pule a insulina às refeições”, diz a Sra Noe. Seu médico também pode ajustar a sua medicação oral. Alguns medicamentos para diabetes, como a metformina, SGLT-2 ou inibidores DPP4-, raramente causam baixo açúcar no sangue e provavelmente não irá necessitar de ajuste. “Estes medicamentos costumam reduzir o nível de açúcar no sangue de alta para normal, mas muito raramente reduzem o açúcar no sangue para muito baixo,” diz o Dr. Burguera. Por outro lado, sulfonilureias ou acarbose podem causar baixas acentuadas do açúcar no sangue se você está comendo menos. “Estes medicamentos devem ser ajustados com base nas leituras do açúcar no sangue”, diz ele. https://health.clevelandclinic.org/

ONE TOUCH VIA – DISPOSITIVO APLICADOR DE INSULINA CHEGA AINDA ESTE ANO

, Segundo fabricante, One Touch Via estará disponível comercialmente ainda no fim deste ano de 2016 Um dispositivo aplicador de insulina às refeições, em desenvolvimento por uma subsidiária da Johnson & Johnson da área de cuidados com diabetes está mostrando ser uma boa promessa em estudos clínicos. Segundo dados apresentados na conferência anual da American Diabetes Association (ADA) neste sábado, em Nova Orleans, os pacientes com tipo 1 e tipo 2 de diabetes que utilizaram o sistema OneTouch Via desperdiçavam menos doses e sentiam menos stress sobre a aplicação quando comparados a pacientes com múltiplas injeções diárias . O estudo também demonstrou que os médicos eram mais propensos a recomendar o dispositivo de administração de insulina para pacientes que não estavam cumprindo as metas de controle de glicose no sangue estipulados pela ADA ou para aqueles que eram novatos na terapia com insulina de ação rápida. O OneTouch Via, que fica colado ao corpo, é um sistema de administração de insulina que permite que os pacientes apliquem discretamente a insulina de ação rápida na hora das refeições, pressionando dois botões no dispositivo. Os botões são acessíveis através da roupa. O sistema está contido num compartimento fino, resistente à água que pode ser usado continuamente durante até três dias, e proporciona uma administração de insulina quando necessário sem o uso de injeções. A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o dispositivo em 2012 para uso por adultos com mais de 21 anos de idade com diabetes do tipo 1 e tipo 2. A pesquisa foi apresentada na conferência por representantes de Calibra Medical Inc., uma Redwood City, na Califórnia, empresa que faz parte da Johnson & Johnson. “Entendemos os desafios físicos e emocionais que as pessoas com diabetes enfrentam todos os dias, e estamos constantemente centrados em criar soluções inovadoras que ajudem às pessoas com diabetes a controlar sua condição e viver a vida que elas querem”, disse John Wilson , vice-presidente mundial de administração de insulina no Animas Corp. , uma empresa Johnson & Johnson com sede em West Chester. “OneTouch Via irá ajudar as pessoas a tirar o melhor de seus tratamentos e também permitir-lhes mais tranquilidade em momentos importantes na vida – um jantar, o aniversário de um neto, um evento de trabalho. É nossa esperança que uma vez que esteja comercialmente disponível, este dispositivo irá eliminar as barreiras que muitas pessoas que vivem com diabetes e aplicam insulina enfrentam durante o horário das refeições e, finalmente, melhorar os resultados de saúde”, completou. Calibra Medical Inc., planeja tornar o OneTouch Via comercialmente disponível em mercados limitados fora dos Estados Unidos no final de 2016, e logo depois nos Estados Unidos. http://www.bizjournals.com/

TÉCNICA DO BIOHUB LIVRA DA TERAPIA DE INSULINA O PRIMEIRO PACIENTE COM DIABETES TIPO 1 NA EUROPA

Dr. Camilo Ricordi do Instituto de Pesquisas do Diabetes, que fica na Universidade de Miami está a frente das pesquisas Um homem de 41 anos de idade, que foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 11 anos, tornou-se o primeiro paciente na Europa a interromper sua terapia de insulina depois de receber um transplante de células pancreáticas usando uma técnica inovadora desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas do Diabetes (DRI) da Universidade de Miami (UM). Seguindo o protocolo BioHub do DRI, os Drs. Federico Bertuzzi , chefe do Programa de transplante de ilhotas, Mario Marazzi , chefe da Unidade de Terapia, Tissue Luciano De Carlis , diretor de Cirurgia Geral e Transplantes, e colaboradores na Ospedale Niguarda Ca ‘Granda em Milão, Itália, transplantaram as células produtoras de insulina dentro de uma estrutura de suporte biológico manipulado sobre a superfície do omento, um tecido altamente vascularizado que cobre os órgãos abdominais. Este resultado pós-transplante bem-sucedido confirma os resultados iniciais obtidos pela Diabetes Research Institute, em agosto de 2015. Ospedale Niguarda Ca ‘Granda é membro da mundialmente Diabetes Research Institute Federation, uma aliança global de pesquisadores e centros médicos que colaboram e compartilham resultados promissores, a fim de acelerar a pesquisa para uma cura do diabetes. Após a conclusão do primeiro transplante BioHub, os pesquisadores DRI compartilharam seu protocolo de transplante com membros da Federação DRI com o objetivo replicar esses resultados rapidamente a fim de ajudar os milhões que vivem com diabetes tipo 1 ao redor do mundo. “Felicito calorosamente a equipe de Niguarda, a primeira da Federação DRI na Europa e do mundo a ter confirmado os resultados iniciais alcançados no ano passado em Miami. Esta técnica de engenharia de tecidos será essencial para permitir testes clínicos de novas tecnologias para a prevenção do uso de drogas anti-rejeição que atualmente limitam a aplicabilidade do transplante de ilhotas nos casos mais graves de diabetes tipo 1″, disse Camillo Ricordi, MD, diretor do DRI e o Professor de Cirurgia Stacy Joy Goodman, Professor de Medicina, Professor de Engenharia Biomédica, Microbiologia e Imunologia da Universidade de Miami Miller School. Dr. Ricordi também é o diretor do Centro de Transplante Celular do DRI. Dr. Ricordi e colaboradores do DRI na UM foram prestar assistência às equipes selecionadas em todo o mundo através da partilha de protocolos, equipamentos e da plataforma Telesciência do DRI, que permite aos pesquisadores em diferentes partes do mundo trabalharem “virtualmente” juntos lado a lado. “Nossa equipe está construindo sobre décadas de progresso no transplante de ilhotas clínica através do desenvolvimento do DRI BioHub, um mini órgão bioengenharia que imita o pâncreas nativo para restaurar a produção natural de insulina em pessoas com diabetes tipo 1”, disse o Dr. Ricordi. Neste último processo, tal como feito em Miami, as ilhotas doadas foram implantadas dentro de um andaime biodegradável, uma das plataformas do DRI BioHub, feitos através da combinação do próprio plasma sanguíneo do paciente com a trombina, uma enzima utilizada em grau clínico. Em conjunto, estas substâncias criam um material semelhante a um gel que aderem ao omento e prendem as ilhotas no lugar. O omento é então dobrado em torno da (biológica) mistura no andaime biodegradável. Ao longo do tempo, o corpo vai absorver o gel, deixando as ilhotas intactas, enquanto que os novos vasos sanguíneos são formados para fornecer oxigênio e outros nutrientes críticos que suportam a sobrevivência das células. Na diabetes tipo 1, as ilhotas de células produtoras de insulina do pâncreas foram erroneamente destruídas pelo sistema imunológico, exigindo dos pacientes gerir os seus próprios níveis de açúcar no sangue através de um regime diário de terapia com insulina. O transplante de ilhotas tem permitido alguns pacientes a viver sem a necessidade de injeções de insulina depois de receber o transplante de células de um doador. Alguns pacientes que receberam transplantes de ilhotas na DRI tornaram-se independentes da insulina durante mais de uma década, como pesquisadores do DRI têm publicado. Atualmente, as células das ilhotas são infundidas no fígado, mas muitas das células não sobrevivem nesse ambiente. Mais importante ainda, a razão para o desenvolvimento deste local alternativo é que a tecnologia BioHub acabará por permitir a introdução de tecnologias e componentes adicionais para eliminar a necessidade de drogas anti-rejeição. O FDA já aprovou esta Fase I / II do estudo clínico BioHub que está testando o omento em um local de transplante alternativo. SOBRE O INSTITUTO PARA PESQUISA DO DIABETES O Diabetes Research Institute da Universidade de Miami Miller School of Medicine é líder mundial em pesquisa focada na cura do diabetes. Como a maior e mais abrangente pesquisa dedicada à cura do diabetes, o DRI está trabalhando agressivamente para desenvolver uma cura biológica, restaurando a produção de insulina natural para normalizar os níveis de açúcar no sangue sem impor a outros riscos. Os pesquisadores já demonstraram que as células de ilhéus transplantadas permitem aos pacientes viver sem a necessidade de terapia com insulina. O DRI está agora construindo sobre estes resultados promissores de desenvolvimento do DRI BioHub e está testando várias plataformas BioHub em estudos pré-clínicos e clínicos. Para mais informações, visite DiabetesResearch.org. http://www.prnewswire.com/

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cientistas afirmam que conseguiram patentear a “cura” do diabetes tipo 1

A diabetes de tipo 1 não é uma doença fácil de lidar, tampouco de ser curada. Até o momento, os cientistas têm tido muito trabalho para tentar corrigir a completa falta de insulina, que em condições normais deveria ser produzida pelo pâncreas do paciente. Em estudos anteriores, células beta saudáveis chegaram a ser inseridas em cobaias, mas elas (as células) logo foram completamente destruídas pelo sistema imunológico – isso porque, trata-se de uma condição autoimune. Contudo, uma patente norte-americana que acaba de ser aprovada poderia ser a primeira cura funcional para a doença. Através de uma combinação de células produtoras de insulina, juntamente com uma tecnologia que permite ‘escondê-las’ do sistema imunológico por até vários anos, os cientistas foram capazes de regular os níveis de glicose em seres humanos. As células são chamadas de “Melligen”, e podem produzir, armazenar e liberar insulina em resposta aos níveis de açúcar no sangue de pacientes com diabetes do tipo 1. O estudo foi realizado pela Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália e os cientistas geneticamente modificaram a engenharia dessas células para que elas pudessem liberar insulina. Dessa forma, em um organismo com diabetes do tipo 1, em que as células beta-naturais são destruídas pelo sistema imunológico, as de Melligen seriam potencialmente eficazes. No ano passado, a mesma equipe publicou um estudo mostrando a eficácia dos testes realizados em ratos. Logo, eles se uniram a uma companhia de biotecnologia, a PharmaCyte Biotech, para desenvolver um produto chamado ‘Cell-in-a-Box’, que, em teoria, poderia encapsular as células Melligen e escondê-las do sistema imunológico. A estrutura de celulose especial que compõe o ‘Cell-in-a-Box’ faz com que as moléculas se movam de dentro para fora, permitindo que as células de Melligen saibam quando o açúcar no sangue está baixo. Assim, quando necessário, elas produzem e liberam a insulina. Tudo isso acontece sem o sistema imunológico perceber que elas estão lá. De acordo com a empresa, essa tecnologia é capaz de permanecer no corpo por pelo menos dois anos, sem danos aos tecidos ou proximidades, o que significa que poderia ser uma solução de longo prazo para pessoas que sofrem de diabetes tipo 1. Agora, com a patente concedida, exames de revisão de pares serão feitos para comprovar a eficácia do produto. Se positivo, uma solução menos intrusiva e traumática, como a aplicação diária de insulina, poderia chegar em breve ao mercado. Fonte: http://www.jornalciencia.com/

quarta-feira, 18 de maio de 2016

NOVA TERAPIA COM CÉLULAS BRANCAS OFERECE ESPERANÇA PARA QUEM TEM DIABETES TIPO 1

Nesta segunda feira a emissora de TV dos EUA, CBS2, apresentou uma ótima notícia para as pessoas que sofrem de diabetes tipo 1. Cientistas estão perto de encontrar um processo para, se não curar, reduzir bastante os transtornos com a doença. Dr. Max Gomez da CBS2 estava em uma conferência no Vaticano, onde o avanço foi revelado. A diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune em que o sistema imunológico do corpo ataca as células produtoras de insulina no pâncreas chamadas células beta. Se você substituir as células beta, o sistema imunológico irá atacá-las também. Agora, os pesquisadores aprenderam como reprogramar certas partes deste sistema imunológico. “Eu estava perdendo muito peso”, lembra Spencer Frank. Frank tinha 23 anos e estava excursionando no sudeste da Ásia, quando sentiu-se muito cansado. Seu nível de açúcar no sangue estava quase o triplo do normal. Quando ele voltou para a escola, ele ofereceu-se como cobaia em um estudo clínico na Universidade da Califórnia em São Francisco. “Cerca de metade dos indivíduos deste estudo conseguem viver bem, na verdade, a função de suas células beta parece estável durante esse período de dois anos”, disse o Dr. Steve Gitelman. A estabilização do açúcar no sangue de Spencer veio do isolamento de um tipo de glóbulos brancos chamado T-regs que são defeituosos em pessoas com diabetes tipo 1. Estes T-regs podem ser multiplicados em um laboratório e colocado de volta no paciente diabético. “Eles trabalham melhor. Já corrigimos alguns dos defeitos que identificamos no começo com esses pacientes. As células que saem do lado oposto são melhores do que as células que colhemos do braço da pessoa”, explicou o Dr. Jeff Bluestone. Parece que o processo pode reiniciar o delicado equilíbrio do sistema imunológico para prevenir a auto-imunidade. Uma abordagem diferente para re-equilibrar o sistema imunológico parece ter ajudado ao jovem Ivan Chudnovskiy, diabético do tipo 1. “Parecia que tudo estava queimando, é como tivessem batendo nos meus pés e pernas com algum tipo de martelo”, disse ele. Terapias convencionais não ajudaram Ivan, por isso sua mãe o levou à China para uma reinicialização do sistema imunológico não convencional. Está sendo feito pelo seu inventor, o Dr. Yong Zhao no Hospital Universitário Hackensack. O procedimento utiliza células estaminais do cordão umbilical. “As células-tronco podem liberar o sinal para os próprios pacientes educarem suas células do sistema imunológico, assim como um professor ensina aos alunos”, disse o Dr. Zhao. Ambas as abordagens parecem redefinir o sistema imunológico para o que é chamado de tolerância, ou seja, interromper o ataque às células beta. Os estudos clínicos estão em andamento para provar que as técnicas realmente funcionam. O próximo passo será substituir as células beta, o que também já está sendo trabalhado.   http://newyork.cbslocal.com/

domingo, 15 de maio de 2016

IDOSO BRITÂNICO RECEBE MEDALHA POR CONVIVER 80 ANOS COM A DIABETES

Clifford Whittaker, 88 anos de idade, morador de Colchester, no Reino Unido, foi diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha oito anos de idade. Esta semana ele foi condecorado com a medalha oferecida pela entidade Diabetes UK, a qual o descreveu como sendo “uma inspiração”. “Meu diabetes nunca me impediu de fazer qualquer coisa”, disse Whittaker, acrescentando que ele apenas parou de dirigir há dois anos. Se mal gerida ou não tratada, a diabetes pode levar à cegueira ou amputações. ‘VIDA LONGA E SAUDÁVEL’ O Sr. Whittaker disse que ele tinha conseguido viver com a condição por tanto tempo graças à sua falecida esposa Doreen, com quem foi casado por 60 anos. O casal se conheceu enquanto trabalhava em uma loja de doces em Hertfordshire. Ele disse: “Doreen, que faleceu seis anos atrás, cuidou de mim muito bem. Preocupava-se sempre se comia corretamente e se eu estava cuidando de mim mesmo”, disse Whittaker. “Nunca deixei de fazer qualquer coisa por causa de meu diabetes, e as pessoas sempre foram muito gentis para mim. Eu trabalhei no departamento financeiro de uma empresa até que me aposentei com meus 60 anos”. Sharon Robert, da Diabetes UK, disse: “Ele é uma inspiração, e realmente tem nos mostrado que através de uma boa gestão do diabetes você pode viver uma vida longa e saudável”. Ao Sr. Whittaker foi dada a medalha HG Wells, que é concedida às pessoas que viveram com a condição por 80 anos. O romancista HG Wells co-fundou a Associação dos Diabéticos – agora chamada de Diabetes UK – com o Dr. Robert Lawrence em 1934. Ambos tinham a doença. Fontes  : http://www.bbc.com

Em defesa dos Programas Nacionais - como parar a diabetes?

Um balanço necessário - A diabetes constitui hoje um dos maiores desafios da saúde pública. Só reconhecida pelas instâncias internacionais da saúde como epidemia nos finais do século XX, combina um conjunto de factores genéticos, comportamentais, sociais e ainda da vida intra-uterina, que apesar de toda a evolução científica dos últimos anos, está ainda muito longe da cura ou mesmo do controlo epidemiológico. Foi com enorme dedicação que me envolvi nos últimos oito anos na criação de um verdadeiro programa integrado de prevenção e controlo da diabetes. Um programa que saiu da visão normativa e centralista do Ministério da Saúde/ Direção Geral de Saúde e que se associou aos profissionais no terreno, de uma forma estruturada, através de uma rede transdisciplinar de cuidados que ligou os vários níveis de prestação de cuidados às pessoas com diabetes, através das suas associações e das organizações nacionais que mobilizaram milhares de pessoas, e às comunidades, através da participação das autarquias e da sociedade civil no objetivo de lutar contra a progressão da diabetes. É um programa com ganhos de saúde a curto prazo, mas muito maiores a longo prazo, como comprovam os indicadores nacionais de internamentos, complicações e de mortalidade. O programa soube colocar a diabetes no debate público, na agenda política (declarações no parlamento e  quatro resoluções aprovadas por unanimidade) e chamou à responsabilidade vários sectores da sociedade civil (por exemplo, a Associação Nacional de Municípios e a Fundação Calouste Gulbenkian, que aderiram ao primeiro programa de prevenção primária em Portugal). É da máxima importância que o Programa Nacional para a Diabetes prossiga as estratégias já iniciadas. Reconhecido internacionalmente, nomeadamente no quadro da iniciativa da Joint Action, Chrodis, como um dos programas mais bem estruturados e desenvolvidos da União Europeia, exige-se que continue a pugnar pelos seus compromissos. É amplamente reconhecido o impacto da diabetes na mortalidade e morbilidade em Portugal e a ameaça que representa para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, facto que exige a continuidade de respostas inovadoras e um processo colectivo de aprendizagem, com todos os profissionais que se dedicaram a este combate nos últimos anos. Agora que o programa do governo reconhece explicitamente a importância da prevenção e gestão da doença crónica, o programa da diabetes pode contribuir como exemplo do que se pode fazer em relação à doença crónica, como beneficiar de uma acção mais concertada neste domínio. Dirigentes e membros da SPD, da APDP, das UCFDs, das Associações, bem como milhares de pessoas com diabetes, foram a alma e o corpo dos sucessos dos últimos anos. O país não pode desistir do combate à diabetes, sob o risco de ficar subjugado por ela. Director do Programa Nacional para a Diabetes Fonte : https://www.publico.pt

Partidos de esquerda querem reforço do combate à diabetes e mais bombas de insulina para crianças

A bomba de insulina deve chegar a todas as crianças que sofrem de diabetes, defendem o PCP e o BE A disponibilização de bombas de insulina a todas as crianças com diabetes e o reforço das medidas de prevenção e combate à doença são duas das medidas defendidas em quatro projetos de resolução que estarão esta quarta-feira em debate no parlamento. A esquerda uniu-se e PS, PCP, BE e PAN recomendam ao Governo algumas medias relacionadas com a diabetes, depois de a Organização Mundial de Saúde ter decidido que o dia mundial da saúde de 2016 seria dedicado à diabetes e de a prevalência da doença estar a aumentar de ano para ano. Assim, o PCP e o BE querem ver alargado a mais crianças o sistema de perfusão contínua de insulina (SPCI), vulgarmente designado como bomba de insulina, considerando que este sistema melhora a terapêutica, a qualidade de vida e o controlo da diabetes. Recordando que o SPCI se dirige preferencialmente a crianças com diabetes tipo 1 e que ainda não chegam a metade os que têm acesso a este tratamento, o BE recomenda ao Governo que tome as medidas necessárias para garantir o acesso de todas estas crianças até aos 14 anos às bombas de insulina. O PCP, além de querer igualmente ver reforçada a cobertura de SPCI, recomenda uma maior aposta na prevenção, nomeadamente o combate aos fatores de risco, no diagnóstico precoce e no tratamento adequado. No âmbito dos fatores de risco, o PCP sugere a articulação do Ministério da Saúde com as autarquias locais para promover hábitos de vida saudáveis, com especial enfoque na alimentação e na atividade física. Os comunistas preconizam a correção das insuficiências existentes no rastreio da retinopatia diabética e o tratamento atempado daquelas a quem for diagnosticada. O PS quer que o Governo assuma as recomendações da Resolução do Parlamento Europeu, no que respeita a aplicar programas nacionais para a diabetes, a prevenir a diabetes tipo 2 e a obesidade (fator de risco para a doença), a garantir acesso permanente dos doentes a equipas interdisciplinares de alta qualidade, bem como um apoio contínuo ao financiamento de ações relativas à doença. Tal como o PCP, os socialistas querem uma maior aposta em iniciativas públicas de sensibilização da população, como campanhas sobre a importância de estilos de vida saudáveis. O PS sugere que se promova a identificação sistemática de pessoas potencialmente diabéticas ou pré-diabéticas e que sejam desencadeadas formações específicas na área aos profissionais de saúde nos cuidados de saúde primários. A prevenção deve ser a prioridade e deve alicerçar-se em programas transversais com outros ministérios, defendem os socialistas, que gostariam de ver as autarquias envolvidas a desenvolver planos municipais de combate à diabetes. O PS defende que sejam quantificados os custos da diabetes e os ganhos e poupanças associados à sua prevenção e tratamento. Para o PAN, são também fundamentais as campanhas de sensibilização da população, sendo que este partido defende campanhas em escolas e universidades, e o acompanhamento de crianças e jovens com diabetes de modo a prevenir a evolução da doença. Fonte : http://observador.pt/

SERIA O ARROZ BRANCO RESPONSÁVEL PELA EPIDEMIA DE DIABETES NA CHINA?

O arroz atualmente alimenta quase metade da população humana, tornando-se o alimento básico mais importante no mundo, mas uma meta-análise de sete estudos com uma amostra de 350.000 pessoas de até 20 anos descobriu que um maior consumo de arroz branco foi associado a um significativo aumento do risco de diabetes tipo 2, especialmente em populações asiáticas. Estima-se que cada dose diária de arroz branco esteja associada com um aumento de 11 por cento no risco de diabetes. Isso poderia explicar por que a China tem quase as mesmas taxas de diabetes que nós ocidentais. Taxas de diabetes na China estão em cerca de 10 por cento, nos EUA é de cerca de 11 por cento, apesar da China existir sete vezes menos obesidade. O Japão tem oito vezes menos obesidade do que nós, mas eles podem ter uma maior incidência de casos de diabetes recentemente diagnosticados; nove por mil em relação ao nosso oito. Eles são mais magros e ainda podem ter mais diabetes. Talvez seja por causa de todo o arroz branco que comem. Comer frutas inteiras está associado com menor risco de diabetes, enquanto que comer frutas transformadas em suco pode aumentar o risco de diabetes. Da mesma forma, comer grãos integrais, como pão de trigo integral ou arroz integral está associado com menor risco de diabetes, enquanto que comer arroz branco e grão processado, pode aumentar o risco de diabetes. O consumo de arroz branco não parece estar associado ao aumento do risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, no entanto, o que é um alívio após estudo anterior na China sugerir uma ligação com acidente vascular cerebral. Mas deveríamos comer um alimento que seja apenas neutro em relação a algumas das nossas principais causas de morte, quando podemos comer algo associado com menor risco de diabetes, ataque cardíaco, derrame e ganho de peso? Se a moderna epidemia de diabetes na China e no Japão tem sido associada ao consumo de arroz branco, como podemos conciliar isso com as baixas taxas de diabetes de apenas algumas décadas atrás, quando eles comiam mais arroz? Se você olhar para o Projeto China Cornell Oxford, dietas à base de vegetais centradas em torno de arroz foram associadas com relativo baixo risco para as chamadas doenças da fartura, que inclui diabetes. Será então que os asiáticos não tem o mesmo pico de glicemia quando eles comem arroz branco? Este não é o caso; Por qualquer coisa as pessoas de etnia chinesa obtém os maiores picos de açúcar no sangue . O aumento nessas doenças do progresso na China ao longo do último meio século tem sido responsabilizado em parte pela triplicação do consumo de alimentos de origem animal. O surto de diabetes tem sido mais dramático, e na maior parte apenas aconteceu durante a última década. Este louco número de 9,7 por cento de prevalência de diabetes rivaliza conosco, sendo que eles pareciam ter uma das mais baixas taxas de diabetes em todo o mundo no ano de 2000. Então, o que aconteceu com suas dietas nos últimos 20 anos ou mais? O consumo de petróleo subiu 20 por cento, o consumo de carne de porco subiu 40 por cento e consumo de arroz caiu cerca de 30 por cento. Como as taxas de diabetes foram subindo rapidamente, e o consumo de arroz estava diminuindo, então talvez os produtos de origem animal e junk food sejam o problema. Sim, arroz integral é melhor do que o arroz branco, mas para reduzir a epidemia asiática, talvez devêssemos focar na remoção da causa, a dieta ocidental tóxica. Isso seria consistente com os dados que mostram que a proteína animal e consumo de gordura estão associados ao aumento do risco de diabetes. Mas isso não explica por que os maiores estudos recentes no Japão e na China tenham associado a ingestão de arroz branco com diabetes. Uma possibilidade é que a proteína animal está tornando o arroz pior. Se você alimentar as pessoas com purê de batatas, um alimento de alto índice glicêmico como arroz branco, você verá um aumento no nível de insulina que seu pâncreas terá que bombear para manter seu açúcar no sangue sob controle. Mas e se você adicionar alguns peixes tipo atum? Atum não tem qualquer carboidrato, açúcar, amido ou fécula, por isso não deve fazer diferença. Ou talvez ajude até mesmo a diminuir o pico causado pelo puré de batata, diminuindo a carga glicêmica da refeição inteira. Mas em vez disso você terá o dobro do pico de insulina. Isso também acontece com espaguete de farinha branca em comparação com espaguete de farinha branca com carne. A adição de proteína animal faz com que o pâncreas trabalhe em dobro. Você pode observar isso com água com açúcar também. Se você fizer um teste de desafio da glicose para testar, se você beber uma certa quantidade de água e açúcar e adicionar um pouco de carne, você obtém um aumento muito maior do nível de insulina do que sem a carne. E se mais carne você adicionar, pior fica. Se você adicionar um pouco de carne aos carboidratos não parece grande coisa, mas quando você consome quase um terço de um peito de frango, isso já pode provocar um significativo aumento da produção de insulina. Isto pode ajudar a explicar porque aqueles que comem mais vegetais possuem taxas mais baixas de diabetes, visto que a proteína animal pode, marcadamente, potencializar a secreção de insulina desencadeada pela ingestão de carboidratos. PT-BR Fontes :http://www.care2.com

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...