O exame frequente dos pés previne problemas quando se tem diabetes
O diabetes mellitus, popularmente conhecido apenas como “diabetes”, é um dos maiores problemas de saúde da atualidade, sendo considerado a doença endócrina mais comum do mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta cerca de 12% da população entre 30 e 69 anos e 20% acima dos 70 anos de idade. A situação torna-se ainda mais grave quando observada a rapidez com que cresce o número de novos casos, principalmente no que se trata do diabetes tipo 2, índice justificado devido à mudança no estilo de vida, aos maus hábitos alimentares, à obesidade e ao sedentarismo.
De acordo com Adriano Mehl, Médico Responsável pelo Núcleo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Pé Diabético no Plunes Centro Médico, em Curitiba, se não tratado, o diabetes pode causar sérias complicações. “A neuropatia diabética é uma das mais comuns. É caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso cuja manifestação, que pode ser sensitiva, motora ou autonômica, concentra-se no Sistema Nervoso Periférico. Ou seja, nos casos em que há neuropatia diabética, o principal reflexo é a diminuição da sensibilidade protetora dos pés, o que propicia o aparecimento de lesões por traumatismos não percebidos pelo paciente”, destaca Dr. Adriano.
Muitas vezes, o uso de sapatos apertados ou até mesmo a presença de um corpo estranho não notado dentro de um calçado – como uma pequena pedra -, provoca pressão mecânica repetitiva, causando lesões nos pés. Segundo o médico, é importante salientar que “por conta da diminuição na sensibilidade, as úlceras em fase inicial no pé podem não ser percebidas. Apenas após o aparecimento de uma lesão extensa ou pelo odor fétido é que o paciente se atenta ao ferimento, tornando-o, então, mais vulnerável aos processos infecciosos, gangrenas e amputações”.
Dr. Adriano afirma que evitar complicações por conta do “pé diabético” é muito simples, mas essa informação nem sempre é conhecida. “Um dos grandes desafios para o diagnóstico precoce das lesões é a realização de um simples exame dos pés, que deve ser feito com frequência”, afirma. Além do exame, outras ações são importantes para auxiliar na prevenção de lesões, como acompanhamento por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar capacitada, correta higienização dos pés, utilização de calçados adequados e controle e monitoramento contínuos dos níveis glicêmicos.
http://www.segs.com.br/
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
O QUE É PÉ DIABÉTICO?
O exame frequente dos pés previne problemas quando se tem diabetes
O diabetes mellitus, popularmente conhecido apenas como “diabetes”, é um dos maiores problemas de saúde da atualidade, sendo considerado a doença endócrina mais comum do mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta cerca de 12% da população entre 30 e 69 anos e 20% acima dos 70 anos de idade. A situação torna-se ainda mais grave quando observada a rapidez com que cresce o número de novos casos, principalmente no que se trata do diabetes tipo 2, índice justificado devido à mudança no estilo de vida, aos maus hábitos alimentares, à obesidade e ao sedentarismo.
De acordo com Adriano Mehl, Médico Responsável pelo Núcleo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Pé Diabético no Plunes Centro Médico, em Curitiba, se não tratado, o diabetes pode causar sérias complicações. “A neuropatia diabética é uma das mais comuns. É caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso cuja manifestação, que pode ser sensitiva, motora ou autonômica, concentra-se no Sistema Nervoso Periférico. Ou seja, nos casos em que há neuropatia diabética, o principal reflexo é a diminuição da sensibilidade protetora dos pés, o que propicia o aparecimento de lesões por traumatismos não percebidos pelo paciente”, destaca Dr. Adriano.
Muitas vezes, o uso de sapatos apertados ou até mesmo a presença de um corpo estranho não notado dentro de um calçado – como uma pequena pedra -, provoca pressão mecânica repetitiva, causando lesões nos pés. Segundo o médico, é importante salientar que “por conta da diminuição na sensibilidade, as úlceras em fase inicial no pé podem não ser percebidas. Apenas após o aparecimento de uma lesão extensa ou pelo odor fétido é que o paciente se atenta ao ferimento, tornando-o, então, mais vulnerável aos processos infecciosos, gangrenas e amputações”.
Dr. Adriano afirma que evitar complicações por conta do “pé diabético” é muito simples, mas essa informação nem sempre é conhecida. “Um dos grandes desafios para o diagnóstico precoce das lesões é a realização de um simples exame dos pés, que deve ser feito com frequência”, afirma. Além do exame, outras ações são importantes para auxiliar na prevenção de lesões, como acompanhamento por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar capacitada, correta higienização dos pés, utilização de calçados adequados e controle e monitoramento contínuos dos níveis glicêmicos.
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