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quarta-feira, 26 de março de 2014
Quantos anos de diabetes? Você já é um medalhista?
Você sabia que desde 1948 o Joslin Diabetes Center, de Boston, EUA, reconhece e homenageia pessoas que vivem por 25 anos ou mais com diabetes tipo 1? São os conhecidos como Joslin Medalists. Inicialmente quem chegava aos 25 anos após o diagnóstico recebia uma medalha, atualmente aos 25 anos de diabetes tipo 1 recebe-se um certificado de reconhecimento, e as medalhas são entregues aos que atingem 50, 75, ou mais anos desde o diagnóstico. Tivemos a oportunidade de acompanhar uma das cerimônias de entrega de medalhas em 2011, quando foi entregue a medalha de mais tempo de diabetes da história da entidade, medalha ao Sr. Bob Kause por 85 anos de diabetes tipo 1
Até 1948 ninguém com diabetes tipo 1 poderia ter atingido 50 de vida após o diagnóstico, pois a insulina só foi descoberta em 1921. Contudo, a partir de 1970 havia pessoas vivendo com diabetes tipo 1 por mais de 50 anos e, com o avanço da ciência, em 1996 começaram a ser distribuídas medalhas reconhecendo os que atingem 75 anos vivendo com diabetes. Até o momento mais de 4.000 medalhas de 50 anos e mais de 65 medalhas de 75 anos foram distribuídas.
Não recebem a medalha apenas pacientes do Centro de Diabetes Joslin, ou estadunidenses. Todos os que têm interesse em receber a homenagem por sua conquista de 25, 50 ou 75 anos de diabetes tipo 1 podem submeter sua documentação comprobatória de diagnóstico e uso de insulina e receber o certificado de 25 anos ou a medalha de 50 ou 75 anos de diabetes tipo 1. Para isso, é necessário entrar em contato com a coordenação do programa através do site: www.joslin.org/diabetes-research/joslin_50_year_medalist_study.html
Brasileiros, incluindo o Dr. Rogério de Oliveira, que, por muitos anos, inspirou pessoas com diabetes tipo 1 como ele e profissionais de saúde, receberam a homenagem do Joslin Diabetes Center.
O Joslin Diabetes Center ainda oferece aos medalhistas a oportunidade de participar de uma pesquisa única que visa identificar as estratégias de tratamento e os fatores endógenos (genótipo/DNA) que os permite chegar a idade tão avançada. Parte dos estudos já revelou que:
Quase 50% dos medalhistas de 50 anos não apresentam complicações graves;
40% deles não apresenta retinopatia grave mesmo após 50-80 anos com diabetes tipo 1;
Menos de 10% dos medalhistas apresentam qualquer problema nos rins;
Mais de 66% dos medalhistas ainda produzem alguma insulina, mesmo após 50 anos de diabetes!
Conhecendo o incrível exemplo desses medalhistas, que mantiveram um bom e dedicado controle mesmo quando a tecnologia médica e os medicamentos eram muito precários, incluindo: ausência de medições da glicose, aplicação de insulina somente com seringas de vidro com agulhas grossas (que eram reutilizáveis, precisando ser fervidas entre os usos e as grossas agulhas afiadas), insulina apenas de origem animal (com perfil pouco previsível e alto risco de reação alérgica), podemos nos programar para conquistar medalhas de muito mais tempo de diabetes e de vida, e com muita saúde!
Conheça a história de alguns dos medalhistas: www.joslin.org/medalist/medalist_stories.html
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