Doenças psiquiátricas de várias naturezas têm sido relacionadas ao descontrole glicêmico e em muitos casos são pouco diagnosticadas no universo do tratamento do diabetes. Quando esta doença é a depressão, a situação ainda é mais grave, pois muitos dos sintomas se confundem com a situação da doença crônica, o não controle glicêmico, a preocupação com as complicações agudas e crônicas da doença, dentre outros. Assim, no meio a todo o universo da complexidade do tratamento do diabetes, a depressão fica sem diagnóstico, não raramente.
Alguns estudos demonstraram que a presença de sintomas depressivos aumenta a prevalência de complicações crônicas da doença e piora o controle glicêmico (hemoglobina glicada maior). Outros estudos encontraram uma chance 2 vezes maior de depressão em quem é diabético, sendo esta associação mais forte em presença da doença não controlada. Em alguns estudos, até cerca de 20% dos diabéticos tipo 2 foram diagnosticados com depressão, quando utilizados instrumentos de rastreamento da doença por profissional especializado.
Em um recente estudo, os principais motivos para o não diagnóstico correto da depressão foram: crença de que sintomas depressivos são reações normais à vida, pouca valorização dos sintomas depressivos e dificuldade de diferenciar angústia de depressão pelos profissionais de saúde.
Assim, quando falamos de depressão e diabetes, falamos certamente de duas doenças que precisam ser corretamente diagnosticadas e tratadas.
Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da quarta edição do “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):
1) Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
2)Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?
Se a resposta foi NÃO a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das respostas foi SIM, esteja atento a outros sintomas da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas, que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.
1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou excesso de sono praticamente diários;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
Se você observa a presença de algumas destas características no seu dia a dia, fique atento e converse sempre com o seu médico sobre os seus sentimentos e preocupações! Diagnosticar e tratar corretamente pode ajudar no seu controle glicêmico.
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Depressão e Diabetes - Uma relação que piora o controle glicêmico
Doenças psiquiátricas de várias naturezas têm sido relacionadas ao descontrole glicêmico e em muitos casos são pouco diagnosticadas no universo do tratamento do diabetes. Quando esta doença é a depressão, a situação ainda é mais grave, pois muitos dos sintomas se confundem com a situação da doença crônica, o não controle glicêmico, a preocupação com as complicações agudas e crônicas da doença, dentre outros. Assim, no meio a todo o universo da complexidade do tratamento do diabetes, a depressão fica sem diagnóstico, não raramente.
Alguns estudos demonstraram que a presença de sintomas depressivos aumenta a prevalência de complicações crônicas da doença e piora o controle glicêmico (hemoglobina glicada maior). Outros estudos encontraram uma chance 2 vezes maior de depressão em quem é diabético, sendo esta associação mais forte em presença da doença não controlada. Em alguns estudos, até cerca de 20% dos diabéticos tipo 2 foram diagnosticados com depressão, quando utilizados instrumentos de rastreamento da doença por profissional especializado.
Em um recente estudo, os principais motivos para o não diagnóstico correto da depressão foram: crença de que sintomas depressivos são reações normais à vida, pouca valorização dos sintomas depressivos e dificuldade de diferenciar angústia de depressão pelos profissionais de saúde.
Assim, quando falamos de depressão e diabetes, falamos certamente de duas doenças que precisam ser corretamente diagnosticadas e tratadas.
Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da quarta edição do “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):
1) Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
2)Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?
Se a resposta foi NÃO a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das respostas foi SIM, esteja atento a outros sintomas da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas, que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.
1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou excesso de sono praticamente diários;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
Se você observa a presença de algumas destas características no seu dia a dia, fique atento e converse sempre com o seu médico sobre os seus sentimentos e preocupações! Diagnosticar e tratar corretamente pode ajudar no seu controle glicêmico.
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