A adolescência é o estágio do desenvolvimento quando o gerenciamento dos cuidados do diabetes começa a ser transferido dos pais para o adolescente e habitualmente ocorrem de forma gradual, como um processo dinâmico e individual.
Infelizmente, pressões sociais e influências próprias à idade, juntamente com o desejo de adaptação a esta fase da vida, pode ser tornar a prioridade para alguns adolescentes, ocupando o lugar do aprendizado para o autocuidado na doença. Crescimento, desenvolvimento e mudanças durante a adolescência têm uma influência sobre a visão de vida dos adolescentes e consequentemente, na autogestão da sua condição crônica.
Vários fatores influenciam no tratamento:
Individuais: idade, sexo, grau de escolaridade, crenças individuais e características psicossociais;
Relacionados à doença: terapia nutricional e medicamentosa, duração da doença;
Familiar: estado civil dos pais, renda familiar, emprego e apoio da família;
Sistema de saúde onde o diabético está inserido.
Um estudo publicado recentemente1 demonstrou que a colaboração dos pais diminui ao longo do tempo, desde o início (13-14 anos) até a adolescência média (15-16 anos) e tardia (17-21 anos). Os escores médios alcançados nos questionários de avaliação da colaboração dos pais no tratamento diminuíram dramaticamente entre a adolescência precoce e média.
Dados de estudos anteriores sugerem que envolvimento em excesso ou pouco pode ser deletério para o adolescente na autogestão de práticas no autocuidado e no controle metabólico. O equilíbrio é necessário para encorajar o autocuidado: se os pais estão envolvidos demais, eles não permitem aos adolescentes desenvolverem competências com autonomia, embora pais pouco envolvidos comprometam o controle metabólico. Assim, estudos demonstram que o melhor caminho é a RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA (trabalho em equipe) até o inicio da adolescência média, com uma gradual transição para a tomada de decisão independente no final da adolescência e inicio da idade adulta.
A habilidade psicomotora para executar muitas das tarefas necessárias para o autocuidado (por exemplo, manuseio da bomba de insulina, aplicações com seringas e canetas e o monitoramento de glicose) começa em idade escolar precoce e está bem desenvolvida no início da adolescência. Entretanto, esta capacidade não deve ser confundida com a habilidade para aplicar todos os princípios do autocuidado, como a programação de uma bomba de insulina.
Adolescentes desenvolvem a capacidade de resolver problemas com o tempo. Resultados deste estudo mostraram uma diferença entre a adolescência precoce e tardia, mas nenhum aumento na capacidade do adolescente de resolver problemas entre a adolescência precoce e média ou entre a média e o final da adolescência. Este achado não foi surpreendente, dado que a solução de problemas envolve a combinação da síntese do conhecimento com experiências passadas e com aplicação de habilidades para um comportamento, o que acontece com a educação continuada.
Respeitando-se limitações do estudo, o nosso aprendizado se refere ao preparo que deve ser iniciado com familiares e o diabético para esta fase da vida, com redução gradual e supervisionada no grau de colaboração nos cuidados da doença, com atenção especial às adaptações psicossociais, principalmente no caso dos meninos, que tendem a se comunicar pouco e realizar menos as tarefas do autocuidado nesta fase da vida.
Assim, fica a lembrança do trabalho em equipe para toda a família, preferencialmente sempre, compartilhando experiências e cuidados, mas ao menos nas fases da vida mais influenciáveis, que seja um item não esquecido.
No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
segunda-feira, 31 de março de 2014
O Diabetes e a Adolescência
A adolescência é o estágio do desenvolvimento quando o gerenciamento dos cuidados do diabetes começa a ser transferido dos pais para o adolescente e habitualmente ocorrem de forma gradual, como um processo dinâmico e individual.
Infelizmente, pressões sociais e influências próprias à idade, juntamente com o desejo de adaptação a esta fase da vida, pode ser tornar a prioridade para alguns adolescentes, ocupando o lugar do aprendizado para o autocuidado na doença. Crescimento, desenvolvimento e mudanças durante a adolescência têm uma influência sobre a visão de vida dos adolescentes e consequentemente, na autogestão da sua condição crônica.
Vários fatores influenciam no tratamento:
Individuais: idade, sexo, grau de escolaridade, crenças individuais e características psicossociais;
Relacionados à doença: terapia nutricional e medicamentosa, duração da doença;
Familiar: estado civil dos pais, renda familiar, emprego e apoio da família;
Sistema de saúde onde o diabético está inserido.
Um estudo publicado recentemente1 demonstrou que a colaboração dos pais diminui ao longo do tempo, desde o início (13-14 anos) até a adolescência média (15-16 anos) e tardia (17-21 anos). Os escores médios alcançados nos questionários de avaliação da colaboração dos pais no tratamento diminuíram dramaticamente entre a adolescência precoce e média.
Dados de estudos anteriores sugerem que envolvimento em excesso ou pouco pode ser deletério para o adolescente na autogestão de práticas no autocuidado e no controle metabólico. O equilíbrio é necessário para encorajar o autocuidado: se os pais estão envolvidos demais, eles não permitem aos adolescentes desenvolverem competências com autonomia, embora pais pouco envolvidos comprometam o controle metabólico. Assim, estudos demonstram que o melhor caminho é a RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA (trabalho em equipe) até o inicio da adolescência média, com uma gradual transição para a tomada de decisão independente no final da adolescência e inicio da idade adulta.
A habilidade psicomotora para executar muitas das tarefas necessárias para o autocuidado (por exemplo, manuseio da bomba de insulina, aplicações com seringas e canetas e o monitoramento de glicose) começa em idade escolar precoce e está bem desenvolvida no início da adolescência. Entretanto, esta capacidade não deve ser confundida com a habilidade para aplicar todos os princípios do autocuidado, como a programação de uma bomba de insulina.
Adolescentes desenvolvem a capacidade de resolver problemas com o tempo. Resultados deste estudo mostraram uma diferença entre a adolescência precoce e tardia, mas nenhum aumento na capacidade do adolescente de resolver problemas entre a adolescência precoce e média ou entre a média e o final da adolescência. Este achado não foi surpreendente, dado que a solução de problemas envolve a combinação da síntese do conhecimento com experiências passadas e com aplicação de habilidades para um comportamento, o que acontece com a educação continuada.
Respeitando-se limitações do estudo, o nosso aprendizado se refere ao preparo que deve ser iniciado com familiares e o diabético para esta fase da vida, com redução gradual e supervisionada no grau de colaboração nos cuidados da doença, com atenção especial às adaptações psicossociais, principalmente no caso dos meninos, que tendem a se comunicar pouco e realizar menos as tarefas do autocuidado nesta fase da vida.
Assim, fica a lembrança do trabalho em equipe para toda a família, preferencialmente sempre, compartilhando experiências e cuidados, mas ao menos nas fases da vida mais influenciáveis, que seja um item não esquecido.
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