domingo, 26 de outubro de 2014

Chances de desenvolver diabetes podem ser definidas já no útero

Novo estudo mostra como o tipo de alimentação das gestantes influencia diretamente a saúde futura dos bebês. Uma equipe de pesquisadores alemães mostrou evidências de como a alimentação das gestantes influencia diretamente o funcionamento do corpo de seus bebês. Segundo eles, o experimento traz uma possível nova explicação do porquê filhos de grávidas diabéticas ou obesas têm chances muito maiores de desenvolver diabetes no futuro. Ninguém sabe ainda o motivo pelo qual estas crianças correm riscos maiores de ter diabetes. Será que filhos de mães obesas – e que portanto se alimentam de maneira inadequada – serão mal alimentados, ficarão acima do peso recomendável e, por isto, desenvolverão diabetes tipo 2? Será que a obesidade e/ou diabetes da mãe são genéticos – e serão passados “de herança” para as crianças? Todas estas são hipóteses que os cientistas atualmente investigam. A equipe alemã, porém, tem uma idéia diferente… UMA NOVA HIPÓTESE O novo trabalho científico, publicado no periódico especializado Diabetologia, afirma que doenças como o diabetes, a obesidade e a hipertensão podem ser causadas pela maneira errada com que o cérebro utiliza a insulina. Se existe uma resistência à insulina no órgão, as chances destas doenças ocorrerem é maior. Assim, os cientistas resolveram medir a atividade cerebral de bebês ainda no útero (através de sons e um moderno encefalograma), de acordo com a dieta da mãe. As gestantes que participaram do trabalho fizeram uma espécie de teste de tolerância à glicose, tomando uma solução cheia de açúcares. A glicemia delas foi medida logo após tomarem a bebida e também uma e duas horas depois. Ao mesmo tempo, a atividade do cérebro de seus filhos foi medida. mae e criança diabetes A conclusão das medições foi clara: os bebês de mães que eram mais propensas ao diabetes (tinham maior resistência à insulina) tiveram tempo de resposta cerebral consideravelmente menor do que o padrão. Segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que uma correlação direta entre o funcionamento do cérebro dos bebês e a alimentação materna é feita. Eles explicam que aí pode estar uma possível nova explicação do porquê filhos de mães diabéticas têm maiores chances de desenvolver a doença: talvez o metabolismo da mãe “molde” de maneira errada a resposta do cérebro dos filhos à ação da insulina. Isto, por sua vez, aumentaria as chances de condições como o sobrepeso e o diabetes surgirem mais para a frente na vida. “Esta descoberta é evidência de um efeito direto do metabolismo da mãe na atividade cerebral dos fetos e sugere que a resistência à insulina no sistema nervoso central pode ser programada durante o desenvolvimento fetal”,

sábado, 25 de outubro de 2014

Aprovado Transplante Revolucionário para Diabetes Tipo 1

EUA aprovam testes em humanos de revolucionário método de transplante que promete “curar virtualmente” quem está com diabetes tipo 1. Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior – e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente – no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo “falho”, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético? Muitas soluções foram propostas, incluindo “reprogramar” as células a serem transplantadas para que o sistema imune não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas. A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema VC-01, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna cápsula protetora para defendê-las de ataques do sistema imune. encaptra vc-01 diabetes O sistema VC-01 significa “Virtual Cure”, ou “Cura Virtual”, e é produzido pela empresa de biotecnologia ViaCyte. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele “tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1″. O sistema consiste em um aplique do tamanho de um band-aid e espessura de um cartão de crédito (foto no topo da página) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor. Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, glicose e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea. Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente. Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar. A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de hipoglicemias e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue. A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson & Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte. É hora de torcer para que tanta promessa – e tecnologia! – mostre-se também um sucesso na prática.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DEPOIMENTO!

Me chamo Andrielly Scavello  tenho 27 anos, me formei em enfermagem e meu primeiro contato sobre a DM1 foi exatamente na faculdade,estudando através de livros e pesquisas fui adquirindo conhecimentos com a profissão para ajudar meus pacientes. Por alguns anos sempre sentia alguns sintomas que por muitas vezes passaram-se despercebidos por mim,pelo fato de viver uma rotina de estudos e muito trabalho,que faziam com que eu não me cuidasse,não praticasse exercícios e até mesmo não fizesse um check-up ,que era o mais importante.Irônico isso, por que estudava enfermagem na época e trabalhava numa clinica médica e não me cuidava em nada,só nos últimos casos... Como dizia minha avó"Casa de ferreiro,espeto de pau”. Então aqueles sintomas que eram despercebidos começaram a ter uma grande intensidade no ponto máximo, fui sozinha ao medico e fiz uma bateria de exames. No primeiro momento diagnóstico inicial de “pré diabetes” (me encontrava em plena lua de mel) ,tomava alguns comprimidos durante o dia e comecei a reeducar minha alimentação. Confesso que foi a pior parte.Reeducação parecia um obstáculo tão grande que sentia até crises de desconforto por não comer tantos doces como antes,comecei a cortar tudo isso optando por atividade física e alimentação orgânica e saudável. Fiquei por muito tempo assim,aprendendo algumas receitas e fazendo algumas substituições. Depois que acabou a doce lua de mel,comecei a passar bem mal de verdade,não conseguia segurar um copo,não tinha forças só chorava...Meu médico havia viajado para o exterior e eu não sabia o que fazer, não tinha insulina para tomar por que ele só me deu comprimidos, fiquei com as glicemias por dias e dias na faixa de 400/500 mg/dl, neste meio tempo minha avó estava debilitada á beira da morte, foi tudo ao mesmo tempo, entrei em cetoacidose diabética e parei na emergência. Não conseguia andar,muito tonta e super desidratada,senti aquela sensação de morte vindo em minha direção... Não conseguia me mexer por que não tinha forças,chegando na emergência acabei desmaiando e perdendo meus sentidos. Fiquei por 2 dias me recuperando em um leito que era vizinho ao da minha avó que estava entre a vida e a morte. Quando acordei senti um novo ânimo pois havia tomado insulina e soro. O medico chegou de viagem e me receitou a lantus e apidra comecei a usar e fazer contagem de carboidrato,fator de correção e etc...Comecei a fazer terapia para a aceitação da nova vida,confesso que isso me ajudou muito. Entrei na academia e conversando com o nutricionista resolvemos manter uma dieta protéica que pra nós DM1 é muito boa (caso não haja problemas renais).Fui praticando minha academia e cuidando da alimentação. Apesar de ter insulina e saber contar carboidratos evito comer besteiras, como eventualmente pois ninguém é de ferro , mas de forma moderada e aos fins de semana. Não sou perfeita em meus controles, tenho altos e baixos, porém me esforço para ter boas glicemias. Acho que o tratamento DM é basicamente 50% do paciente e 50% do medico. Se dedicando, dialogando com o médico e fazendo sua parte conseguimos bons resultados. Sou prova disso! Falando de tratamento, vou ressaltar minha mais nova experiência com o DM, quem sabe pode ajudá-los... Sempre mantive minha glicada em 6,6% e em pouco tempo ela foi pra 7,8%, aquilo me assustou, nos últimos meses me sentia cansada, fraca e sem ânimo para treinar. Eu e meu endocrino conversamos muito, precisávamos descobrir o por que do aumento da glicada já que tenho uma alimentação regrada, me exercito, tomo as insulinas e conto CHO assiduamente. Acompanhem os tópicos: - Uso caneta de insulina, aliás estava com a mesma há 8 meses, não sabia que precisava trocá-la a cada 4 meses, descobri que com o tempo de uso, a mesma vai perdendo a exatidão nas dosagens e isso me aconteceu, não recebia a dosagem adequada de insulina. Porém, até entendermos que o problema estava na caneta, fomos revendo todo o meu tratamento. Parece bobeira, mas isso resultou numa bela subida na glicada. Neste período pensamos entrar com a bomba de insulina para me ajudar no controle, porém achei melhor esgotar todas as possibilidades antes de entrar com a bomba, queria entender o que estava havendo com o meu corpo. - Ajustamos a basal, percebemos que no período da tarde eu não tinha um bom controle glicêmico, já que neste período tinha uma resistência grande á a insulina. Foi ai que ele resolveu fracioná-la o que resultou em boas glicemia e um controle ótimo. Para descobrirmos isso com exatidão, apelei para um novo tratamento utilizado para medir glicemias a cada minuto o “guardian” se trata de um sensor que é colocado sobre a pele através de uma pequena agulha que estipula com gráficos as glicemias ,através dele podemos ver qual o horário que a glicose precisa de ajustes.Foi ai que meu medico conseguiu melhorar meu tratamento fracionando a lantus no horário da tarde, já que o "guardian" apontou que era neste período que eu tinha maior número de hiper. -Continuei me exercitando, contando CHO assiduamente e ingerindo muito liquido. Me considero uma pessoa feliz,aprendi muito,superei meus limites e vou cencendo o preconceito que a sociedade impõe. Sou muito agradecida a Deus e a minha família pelo apoio recebido, isso tem sido muito importante. Agora quero deixar um recado para você que está lendo meu depoimento: Não desanime se sua glicada está alta ou se hoje você não teve um controle no padrão,saiba que não somos de ferro...Mas faça vale a pena cada minuto da sua vida,se cuide,faça as coisas certinhas,procure fazer o bem sempre e leve com vc essa experiência de ser diabético como algo positivo, tente tirar algo bom... Apesar de as vezes ter vontade jogar tudo para o alto,pense nas pessoas que te amam e te admiram por vc ser guerreiro e vitorioso.

sábado, 2 de agosto de 2014

Boa tarde!

Viver com diabetes pode ser emocionalmente e desafiador para o seu filho.

Jennifer Douglass, M.Ed, especialista da vida de criança em Joslin Diabetes Center, discute alguns sentimentos comuns de seu filho com diabetes pode ter e como você pode ajudá-la a lidar com a situação.Compreender os sentimentos do seu filho sobre diabetes Sentindo-se “diferente” com Diabetes Uma das preocupações mais comuns que as crianças com diabetes têm é que eles não querem parecer “diferente” de colegas, amigos e irmãos, de acordo com Douglass. Isso é muitas vezes difícil quando uma criança é diagnosticada pela primeira vez com diabetes, mas pode continuar a preocupar o seu filho como ele ou ela cresce. O que você pode fazer: Tente fazer o tratamento da diabetes apenas outra parte do dia. Na escola, o trabalho com a orientadora e professora do seu filho para tornar a gestão de diabetes menos de uma distração para o seu filho. Por exemplo: Veja se o seu filho pode manter o material de diabetes e lanches na sala de aula. Se ele ou ela tem que ir para a enfermeira, para tentar evitar interromper o momento mais social do dia, como a hora do lanche. Em casa, estabelecer uma rotina consistente. Fazer gestão da diabetes uma parte do dia, como escovar os dentes, é um desafio, mas necessário para o seu filho. Frustração /Depressão da Diabetes “Seu filho provavelmente vai se sentir muito frustrado por ter diabetes em algum momento”, disse Douglass. É comum que as crianças a ficar chateado de ter diabetes, o que por vezes pode levar a depressão de diabetes. O que você pode fazer: Douglass enfatiza a importância também que é importante usar o apoio a sua equipe de cuidados de saúde da diabetes poderem fornecer e se comunicar sempre, e ser aberto como uma família e sempre se comunicando e discutindo o bom, o mau e tudo mais, tendo uma equipe de apoio à família e orientadores, assistência social e especialistas na vida da criança que se especializam em trabalhar com as crianças que têm diabetes.

Como reverter o mau controle da glicemia na adolescência

Chegar à adolescência é uma fase difícil para muitos garotos e garotas, pois muitos deles costumam questionar comportamentos das pessoas e padrões da sociedade, e muitas vezes, revoltam-se por não serem respeitados pelos seus pontos de vista divergentes. Segundo a psicóloga Fani Malerbi, “a adolescência é, por definição, uma fase de mudanças corporais e de comportamento. Quando a criança é pequena, ela depende totalmente dos seus Como reverter o mau controle da glicemia na adolescênciapais. Conforme vai crescendo, a pessoa vai ganhando autonomia. O adolescente tem condições biológicas e cognitivas de se comportar de forma diferente de uma criança e seu meio social o incentiva a fazê-lo”. Para o adolescente com diabetes, há momentos que parecem ser desconfortáveis, como ter de fazer uso diário de aplicações de insulinas e controle de glicemias, manter hábitos alimentares e praticar atividades físicas. “Não é possível descrever um único comportamento para todos os adolescentes. Quando ele não aceita a sua condição de portador de diabetes, tem vergonha dos seus pares e não adere ao tratamento, o controle do diabetes fica muito prejudicado”. A Dra. Roberta Kelly Menezes Maciel Falleiros, endocrinologista pediátrica, ressalta ainda que há mais uma variante que pode prejudicar o controle da glicemia, “muitos adolescentes têm alteração hormonal, que ocasiona uma resistência à insulina aumentada, necessitando uma dose maior do hormônio. No decorrer do tratamento, devem-se ajustar as doses de insulina em cada hora, de acordo com as necessidades de cada período”. Muitas vezes, para ajudar neste tratamento, e atingir melhor controle glicêmico, é indicada a bomba de insulina. Dra. Roberta comenta “há menor frequência de hipoglicemias assintomáticas e melhor qualidade de vida. Além disso, os riscos e efeitos adversos da terapêutica insulínica em pacientes com diabetes tipo 1 com insulinização intensiva são menores em pacientes usando esta terapia, quando comparados a pacientes sem este esquema. Mas para tal, a segurança e a eficácia do uso da bomba de insulina são altamente dependentes da seleção adequada do paciente, de seu nível de educação em diabetes, de sua adesão às recomendações terapêuticas e do nível técnico e da competência da equipe multidisciplinar responsável”. Independentemente da terapêutica prescrita pelo médico, a psicóloga Fani ressalta o papel dos pais neste momento: “entender os sentimentos do seu filho, ajudando-o a se adaptar ao tratamento, supervisionando o autocuidado, sem pressioná-lo demais, estabelecendo com ele objetivos realistas que podem ser alcançados e valorizando os comportamentos apropriados são bons caminhos para todos”. “Quando o médico procura entender o porquê do paciente apresentar uma adesão insuficiente, esforça-se para garantir que as instruções dadas sejam claras e precisas e estabelece uma empatia com o paciente, o tratamento do diabetes terá mais chance de ser bem sucedido” segundo a psicóloga. Se o endocrinologista perceber que o paciente está tendo dificuldade em apresentar os comportamentos de autocuidado necessários para o tratamento, ele pode indicar a visita a um psicólogo. Segundo Fani Malerbi, “este profissional é parte da equipe multidisciplinar que cuida do portador de diabetes e deve estar presente na equipe multidisciplinar desde o momento do diagnóstico”. Outra dica que Fani deixa é “as associações costumam oferecer Educação em Diabetes e um espaço de trocas de experiências entre pacientes e familiares. Nesse sentido, podem ajudar muito na adaptação de toda a família ao diabetes. Todo o portador de diabetes deveria entender que ao invés de ser controlado pela doença, ele tem a capacidade de controlá-la. Ele é capaz de ser dono de sua própria vida”.

Como ajudar um adolescente com Diabetes Burnout

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso. Crescer com diabetes tipo 1 adiciona uma carga extra de responsabilidade de uma adolescente já sobrecarregado.Em muitos casos, esses adolescentes tiveram que lidar com as injeções de insulina, contagem de carboidratos, e o medo de baixas durante a noite por anos. É muito provável que em algum momento, eles só querem sair. Mas diabetes tipo 1 não é como escoteiras ou futebol ou qualquer interesse de um adolescente pode superar.Jogue a mistura mudando números de glicose no sangue e questões sociais relacionadas a ser diferente de seus pares, e frustração com a situação pode levar a uma coisa chamada diabetes burnout. Qualquer pessoa com diabetes está sujeito ao burnout, este não é um fenômeno exclusivo para ser um adolescente. Mas, nesses casos, os pais podem ler erroneamente a situação como uma forma de rebelião. “Eu acho que os adolescentes são particularmente propensos a isso”, disse Jessica Markowitz, Ph.D, Psicóloga Clínica no Pediátrica, do Adolescente e Programas para Adultos Jovens e Pesquisador Associado no Joslin Diabetes Center. ”Eles têm tanta coisa acontecendo em suas vidas e que seria muito melhor pensar sobre a escola e os amigos e relacionamentos e esportes do que diabetes, assim diabetes pode cair para o fundo da sua lista de prioridades.” Alguns sinais de diabetes incluem o burnout mais elevados do que as leituras de glicose no sangue habitual e A1Cs mais elevados, resultado de não tomar insulina suficiente e não verificação de glicose no sangue com freqüência suficiente. Estes podem ser acompanhados pelos pais que precisam dar a seus filhos mais lembretes para tomar insulina, e as emoções mais negativas que cercam o cuidado do diabetes em geral. Markowitz sugere que uma das causas da diabetes é o adolescentes burnout ter muita responsabilidade em cuidar de sua própria diabetes. “Os adolescentes têm muita autonomia em outras áreas de suas vidas, e eles assumem um monte de autonomia nos seus cuidados diabetes bem”, disse Markowitz.”Então, muitas vezes os pais vêem seus filhos adolescentes serem responsáveis ​​e eles confiam em que eles estão cuidando de seu diabetes também.” Mas Markowitz e do departamento de Pediatria da Joslin enfatizar a importância da família estar envolvida no tratamento do diabetes para o maior tempo possível para fazer certeza de que o adolescente com diabetes não se sente oprimido pelo seu cuidado. Então, como pode uma ajuda dos pais sem sentir intrusivo? Markowitz sugere, no mínimo, “tomar uma posição de gerenciamento de nível superior”, no tratamento do diabetes. “Queremos que os pais a fiquem envolvidos, mas nós não queremos aumentar o conflito familiar. Eu não quero que os pais a ser subserviente “, disse Markowitz. ”Eu não quero que eles olhem muito para o garoto, sem a criança saber. Se o pai pode abrir uma conversa sobre, ‘como eu posso ajudar, mesmo que seja uma coisa pequena, por favor me avise “, e, em seguida, dizer:” Eu realmente gostaria de ser capaz de olhar para o sua longa noite. Eu quero que você saiba que eu estou fazendo isso, mas que nem sempre tem que falar sobre isso. Eu quero ter certeza de que está saudável e quero apoiá-lo em sua gestão de diabetes. ” E se isso não funcionar, tente tomar de volta um pouco da responsabilidade pelo cuidado do diabetes, especialmente para as crianças mais jovens. Markowitz diz uma idade comum em que as famílias deixarem as crianças assumir mais responsabilidades da diabetes é de cerca de 10 anos de idade, um momento em que as crianças começam a fazer mais coisas por conta própria em outras áreas de suas vidas. Mas muito cuidado de dar sobre toda a responsabilidade pelos cuidados de diabetes imediatamente. Doando um pouco de cada vez pode ser a melhor maneira de prevenir diabetes burnout em adolescentes. Se uma família está percebendo o aumento de conflitos em torno de cuidados com diabetes, Markowitz sugere ir ver um psicólogo, alguém que seja especializado em diabetes especificamente, ou em geral na gestão da doença crónica, de preferência um com foco em crianças e adolescentes. Pais com crianças que têm diabetes vivem na área da Nova Inglaterra estão em estreita proximidade com Joslin, que abriga dois profissionais Pediátrica comportamentais e de saúde mental, Markowitz e Kara Harrington, Ph.D. O Joslin Clinic Adulto é o lar de três psicólogos, um assistente social e um psiquiatra. Há também recursos online como Glu e crianças com diabetes para pessoas maiores de Boston, onde as famílias podem se conectar e encontrar mais informações. Claro, pode haver outros que o burnout alimentando as leituras de glicose no sangue e aumento de A1C razões. Adolescência vem com mudanças físicas significativas, o que poderia levar a uma necessidade de mais insulina. Neste caso, um provedor de diabetes pode ajustar o carburador para insulina e / ou a sua insulina basal para melhorar a gestão da diabetes. E às vezes o que parece ser o diabetes burnout, pode estar mascarando um problema muito mais grave, muitas vezes referida como. Diabulimia que refere-se a comer os sintomas do transtorno e muitas vezes envolve as pessoas com diabetes tipo 1 propositadamente ignorar ou reduzir as doses de insulina para perder peso. Se esse comportamento persistir, a pessoa com diabetes corre o risco de hospitalização por causa de cetoacidose diabética, um resultado da quebra de músculo e gordura lojas. A cetoacidose diabética é uma crise médica e pode ser fatal. Alguns dos sintomas de um transtorno alimentar em diabetes incluem A1C elevada, nenhuma verificação de glicose no sangue, alterações no peso, as mudanças na alimentação, ou cetoacidose diabética que é inexplicável, diz Ann Goebel-Fabbri, Ph.D., um dos psicólogos clínicos em Clínica de Adultos. ”Se você perceber esses sintomas, então a situação é algo para tentar obter um maior entendimento sobre. Contacte o seu fornecedor de cuidados de saúde e tratadores de saúde mental que entendem diabetes. ”

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Cientistas defendem o fim do termo “pré-diabetes”

“Pré-diabetes é uma categoria artificial com relevância clínica praticamente zero”, afirmam renomados cientistas em texto polêmico. Você conhece alguém que se intitula “pré-diabético”? Este termo é muito conhecido atualmente e é amplamente difundido. Talvez o seu próprio médico já tenha dito que você estava com pré-diabetes antes do diabetes tipo 2 se desenvolver de vez. Segundo a Organização Mundial de Saúde, ter a glicemia de jejum entre 110 – 125 mg/dL indica pré-diabetes. A Associação Americana de Diabetes coloca estes valores em 100 – 125. Fora a glicemia elevada um pouco acima do normal, o pré-diabetes não costuma resultar em nenhum sintoma no corpo. Para algumas pessoas, saber que a glicemia está acima da faixa normal, mas ainda abaixo dos valores considerados diabéticos (ou seja, caracterizando o pré-diabetes) é um sinal de alerta importante. É o primeiro passo para a conscientização de que ela precisa se alimentar melhor, se exercitar mais e controlar com cuidado as quantidades de açúcares ingeridos. Mas nem todo mundo pensa assim. Em um polêmico artigo publicado no respeitadíssimo periódico científico British Journal of Medicine, dois famosos pesquisadores argumentam que o termo “pré-diabetes” é, de certa forma, absurdo, e que diagnosticar alguém como “pré-diabético” é algo que todo médico deveria deixar de fazer. “PRÉ-DIABÉTICO” – UM TERMO QUE DEVE SER ABOLIDO? A dupla de cientistas começa o artigo citando uma frase cômica do escritor Aldous Huxley: “A ciência médica atingiu um nível de progresso tão elevado que quase não há mais humanos saudáveis”. A idéia dos pesquisadores é que “pré-diabetes” é um termo tão abrangente que, se levado ao pé da letra, abarcaria a maior parte da população mundial. Talvez o conhecimento médico devesse ser utilizado na prevenção efetiva de doenças ao invés de taxar quase todo mundo de “doentes”, como sugere a frase acima, argumentam os autores. Os pesquisadores afirmam que diversas pesquisas mostram que, de cada 100 pessoas diagnosticadas com pré-diabetes, menos de 50 desenvolverão, de fato, o diabetes tipo 2. Além disso, ainda não há evidência fortes o suficiente demonstrando que começar a tratar o pré-diabetes com medicação ajuda, de fato, a diminuir as chances do diabetes tipo 2 surgir. Exercitar-se sempre foi visto como uma das maneiras mais eficientes de curar o pré-diabetes – e continua sendo! Neste cenário, tratar um pré-diabético com medicamentos seria uma ação perigosa (devido aos efeitos colaterais dos remédios), dispendiosa aos sistemas de saúde e que não traria grandes benefícios. Mais do que isto: já que a taxa de conversão do pré-diabetes para diabetes tipo 2 não é muito alta, não vale a pena gastar dinheiro tentando curá-lo, muito menos “estigmatizar” a pessoa com o termo, argumentam os cientistas. “Nós precisamos parar de ver [o pré-diabetes] como um problema clínico de soluções farmacêuticas e focar em melhorar a saúde pública. A população como um todo seria beneficiada se se alimentasse de maneira mais saudável e praticasse mais exercícios, então não faz sentido apontar o dedo para tantas pessoas e dizer que elas estão doentes”, afirmou em entrevista John Yudikin, professor emérito de Medicina no University College London e um dos autores do artigo. POR QUE, ENTÃO, EXISTE O TERMO ‘PRÉ-DIABETES’? Considerar alguém como “pré-diabético” é uma “invenção” recente e que, mais do que qualquer coisa, serve para ajudar a conscientizar o paciente de que medidas drásticas devem ser tomadas a fim de melhorar a saúde. “Ser identificado como tendo pré-diabetes (…) dá a oportunidade às pessoas que correm altos riscos de desenvolver diabetes tipo 2 – uma condição que dura toda a vida e que é associada a complicações extremamente sérias como cegueira e derrames – de saírem desta situação”, explicou Barbara Young, presidente da ONG Diabetes UK, em entrevista ao Yahoo.

Modelo desfila com bomba de insulina e ganha prêmio de Miss

Durante desfile de biquínis, jovem diabética inova ao utilizar bomba de insulina e acaba levando o prêmio de Miss! Sierra Sandison é uma bela jovem norte-americana de 20 anos que ganhou, no último final de semana, o título de Miss Idaho 2014. Ser considerada a mulher mais bela do seu estado já é um feito difícil de ser alcançado. Mas, no caso de Sierra, a façanha foi ainda maior. Pela primeira vez na história do concurso de Miss, uma modelo desfilou na passarela utilizando uma bomba de insulina. E fez isto durante a apresentação de biquínis, deixando bem aparente o fato de ser diabética. A DECISÃO DE DESFILAR COM A BOMBA Sierra conta que, nos bastidores no concurso, um dos diretores a viu injetando insulina. Neste momento, disse: “Oh, meu Deus, você é diabética!”. E então contou a ela a história de uma famosa modelo, também diabética tipo 1, que nunca se importou em utilizar a bomba de insulina durante os desfiles, escondendo-a dentro das roupas. Isto deu confiança para Sierra também manter a bomba de insulina acoplada ao seu corpo durante o desfile. Ela, porém, decidiu inovar. Para quê esconder a bomba de insulina se o equipamento é tão discreto e faz parte da manutenção de sua saúde? “Eu sabia que os juízes tinham noção do que era, então eu esperava que a bomba de insulina não influenciaria meu placar de maneira negativa. Mas amigos meus que estavam na plateia me disseram que havia gente comentando: ‘Ela levou o celular dela ao palco?’”, contou Sierra em entrevista a jornais dos EUA. Apesar de receber algumas críticas negativas por ter desfilado com uma bomba de insulina, Sierra disse que a enorme maioria dos comentário foi positiva. Sua foto de biquíni com a bomba, que ilustra esta matéria, foi compartilhada tantas vezes no Twitter e ganhou tantos likes no Facebook que a modelo lançou a campanha #showmeyourpump (“mostre-me sua bomba”) nas redes sociais. Vários diabéticos de todo o mundo têm participado ativamente, enviando fotos suas utilizando as bombas de insulina. NEM TUDO SÃO FLORES NO TRATO COM O DIABETES Se hoje Sierra está de bem com o diabetes e orgulha-se de exibir sua bomba, nem sempre a história foi assim. O começo foi difícil para ela. Receber o diagnóstico, em 2012, foi um momento de reviravoltas em sua vida. “Eu fingi que não estava com diabetes por um tempo, esperando que fosse sumir. Isso levou a taxas de glicemia malucas, é claro, e gerou uma versão bem doente, mal humorada e apática de mim mesmo”. Felizmente, o período depressivo passou rápido. Hoje, a modelo campeã sabe que, uma vez que se cuide com atenção e carinho, todos os dias, do diabetes, é possível levar uma vida completamente normal. É possível, até mesmo, vencer um concurso de miss – e porque não seria assim, não é mesmo? “Minha mensagem para todo mundo, seja diabético ou não, é que todos nós temos alguma coisa que “não se encaixa” aos padrões de beleza definidos pela mídia e que não há problema nenhum nisto! Isto não lhe torna menos bonito/a. Todos nós temos, também, obstáculos, desafios e provas”, escreveu Sierra nas redes sociais. “Não permita que seus desafios te restrinjam nem te desencorajem. Use-os para crescer com eles e tornar-se um indivíduo melhor, além de ajudar e influenciar a vida de outras pessoas também”. Sierra deixou ainda um último recado importante: “Eu acho que nós não podemos escapar do que a mídia define como ‘beleza’, mas eu gostaria de contribuir para a diversidade da beleza na mídia”.

Nova estratégia terapêutica: impedir que a insulina “morra”

Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes. Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo. Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de insulina no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio. Todas estas estratégias têm o mesmo fim: manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo? Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica Nature, traz. Os pesquisadores David Liu e Alan Saghatelian, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar uma molécula que impede que a insulina seja degradada no organismo, fazendo com que o controle da glicemia fique ativo por mais tempo. IDE – A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada IDE. Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que impede a ação da IDE. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo. Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético. NOVO TRATAMENTO À CAMINHO? Em entrevista à Harvard Gazette, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”. “Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.

Diabetes tipo 1: hipoglicemias afetam diretamente o coração

Recente pesquisa mostra que as variações na glicemia provocam stress nos músculos do coração, o que pode levar a doenças sérias no futuro. Se você está com diabetes tipo 1 e precisa diminuir os valores de hemoglobina glicada – que nada mais é do que uma medida a longo prazo dos valores de glicemia – ou simplesmente controlar melhor as suas taxas de açúcar, aqui vai um aviso: na hora de diminuir a quantidade de açúcares na corrente sangüínea, tome muito cuidado para evitar hipoglicemias. Cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, descobriram que episódios de hipoglicemia em diabéticos tipo 1 aumentam os riscos de problemas no coração. A conclusão vem de um estudo com 44 diabéticos tipo 1, todos com valores de hemoglobina glicada muito acima do esperado (8%, quando o máximo indicado é de aproximadamente 7%). Os voluntários utilizaram durante cinco dias um monitor contínuo de glicemia. Ao mesmo tempo, um outro aparelho media as funções vitais do coração. Os cientistas perceberam que os voluntários que tiveram mais episódios de hipoglicemias também tinham o coração ‘menos saudável’, isto é, com variações menores no ritmo das batidas. Estas variações menores são relacionadas a altas taxas de mortalidade, de acordo com a a literatura científica médica. O estudo sugere que as mudanças para baixo na quantidade de açúcar no sangue – as hipoglicemias – geram stress nos músculos do coração, o que pode causar danos que se transformarão em doenças cardíacas no futuro. A dica, portanto, é lutar para manter sempre a glicemia em valores adequados, todos os dias. A tarefa é bastante complicada e exige uma série de esforços, porém vale muito a pena. Toda a saúde – especialmente a do coração! – agradecerá mais para frente.

Os riscos da tatuagem em pessoas com diabetes

Antes de entrarmos no detalhamento dos riscos da tatuagem em pessoas com diabetes, um típico caso clínico pode evidenciar o potencial de danos representado por esse procedimento: “Um mulher de 29 anos, portadora de diabetes tipo 1, notou uma erupção dolorosa no local de uma tatuagem que ela tinha feito 7 dias antes. A cultura do material proveniente dessa lesão mostrou a presença de Staphylococcus aureus, confirmando que essa bactéria era o agente causador da lesão. Este diagnóstico não foi totalmente inesperado, uma vez que pacientes com diabetes são predispostos a infecções por esse agente. Um tratamento com cefalosporina oral aliviou a celulite e deixou a tatuagem um pouco distorcida. O artista responsável pela realização da tatuagem defendeu-se dizendo que essa complicação teria resultado de cuidados inadequados no local da ferida. Entretanto, a falta de infecções recorrentes na história clínica da paciente indica que ela provavelmente não era portadora de Staphylococcus aureus e que, portanto, o processo infeccioso local tenha se instalado a partir da lesão provocada pela tatuagem.” As tatuagens são muito populares, especialmente entre os adolescentes. Mas, o processo de aplicação da tatuagem e os cuidados exigidos após o procedimento, podem constituir-se em um processo de longa duração, além de suas características dolorosas e estressantes, podendo criar alguns problemas para as pessoas com diabetes. A pressão sanguínea e os níveis de glicemia podem aumentar no momento do procedimento de aplicação da tatuagem e, também, se a glicemia não estiver controlada, o excesso de glicose pode complicar o processo de cicatrização, aumentando o risco de infecções. Algumas recomendações importantes antes de se decidir por uma tatuagem: Qualificação do profissional responsável pela tatuagem: verificar sua reputação e as práticas de higiene e segurança do local do procedimento. Não se esqueça de informar a presença de diabetes para que o profissional seja ainda mais cuidadoso ao aplicar a tatuagem. Evitar certas áreas de baixa circulação, tais como: nádegas, região frontal da perna, tornozelo, pés e áreas comumente utilizadas para injeções de insulina, tais como braços, abdômen e coxas. As tatuagens aplicadas nesses locais geralmente levam um tempo maior para cicatrizar, o que pode levar a complicações e infecções. É importante lembrar que, além do risco de infecções, outras situações de risco também estão mais relacionadas com a presença de tatuagem. São elas: Reações alérgicas às substâncias utilizadas no processo de aplicação da tatuagem, como as tintas e os equipamentos. Formação de uma cicatriz de dimensões mais expressivas, conhecidas como “queloides”, que podem se tornar irritáveis e ligeiramente dolorosas. Doenças transmitidas pelo sangue: se as agulhas ou as tintas utilizadas na tatuagem não forem esterilizadas, há o risco de infecções transmitidas pelo sangue, tais como HIV e hepatites B e C. Problemas na cicatrização da ferida: a manutenção de níveis elevados de glicose sanguínea pode retardar a cicatrização no local da tatuagem e aumentar o risco de infecção. CASO O PACIENTE NÃO SE SINTA BEM OU OBSERVE ALGUM SINAL DE INFECÇÃO APÓS A APLICAÇÃO DA TATUAGEM, ELES DEVEM PROCURAR AVALIAÇÃO MÉDICA IMEDIATA E A DEVIDA ORIENTAÇÃO POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE COM EXPERIÊNCIA NA ATENÇÃO ÀS PESSOAS COM DIABETES. E, para finalizar esses comentários, finalmente uma boa notícia: num futuro próximo, as tatuagens poderão proporcionar uma opção mais fácil, mais rápida e mais precisa para as pessoas com diabetes acompanharem e controlarem os seus níveis de glicose no sangue. Cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Laboratório Draper, dos Estados Unidos, estão desenvolvendo um monitor contínuo de glicemia que atua através de uma “tatuagem” de pequenas partículas de tinta de nanotecnologia que são sensíveis às concentrações de glicose sanguínea. Essa tinta é injetada na pele e reage à presença de glicose com uma iluminação fluorescente. Um dispositivo semelhante a um relógio é usado pelo paciente no pulso onde a tatuagem é aplicada, com o objetivo de detectar e monitorar os níveis de glicemia. Esta tecnologia, caso seja bem sucedida nos ensaios clínicos, pode revolucionar a monitorização de glicose sanguínea em pessoas com diabetes. R

Carboidratos: O grande combustível do nosso organismo

Os carboidratos são substâncias encontradas principalmente em alimentos de origem vegetal. Eles fornecem a maior parte da energia necessária para manutenção das atividades das pessoas e, principalmente, prover o cérebro de energia suficiente para seu funcionamento. Após serem ingeridos são rapidamente convertidos em glicose, exceto as fibras. Os carboidratos podem ser divididos em três tipos: açúcares, amidos e fibras. Estes são os nomes mais adequados ao invés das denominações: carboidratos simples e complexo. Açúcares: Os principais são a Sacarose, Frutose e Lactose. O mais conhecido é a sacarose (açúcar branco ou o mascavo) proveniente da cana-de-açúcar. A frutose está naturalmente presente nas frutas e no mel. A lactose, diferente de outras fontes, está presente no leite de vaca e de outros mamíferos. O queijo, apesar de ser um derivado do leite, contém pouca ou nenhuma quantidade de lactose. Nos alimentos industrializados, você pode encontrar açúcares que se apresentam com os seguintes nomes: açúcar invertido, frutose (também utilizada como adoçante) e xarope de glicose ou de milho. Estes xaropes podem ser até mais prejudiciais à saúde devido a concentrações maiores de glicose e frutose do que nos açúcares tradicionais, como o açúcar da cana e o mel. Recentemente passamos a encontrar no comércio o xarope de Agave, utilizado como substituto do açúcar. É proveniente de uma planta encontrada principalmente no México e também tem a frutose como componente principal. Amidos: É composto por Amilose e Amilopectina que são degradados em glicose por enzimas do aparelho digestório. Está presente nos seguintes alimentos: - Cereais e Seus Derivados: arroz, milho, trigo, aveia, centeio, cevada e farinhas (de trigo, de mandioca, de milho, etc); - Tubérculos e Raízes: batata-doce, batata, inhame, cará, mandioca, mandioquinha ou batata-baroa; - Leguminosas: feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja. Às vezes ouvimos falar sobre um tipo de amido que é menos digerível pelas nossas enzimas. Eles são menos absorvidos e após o seu consumo tendem a elevar menos a glicemia. Trata-se do Amido Resistente, que é um pouco parecido com a fibra dietética. Ele está presente principalmente nas leguminosas e na banana verde. Fibras: As fibras são um tipo de carboidrato que não é digerido pelo nosso organismo, sendo eliminadas nas fezes. E justamente por essa razão são importantes para a digestão e o funcionamento intestinal. As fibras também trazem efeitos benéficos quanto ao controle da glicemia e dos lipídeos sanguíneos (colesterol e triglicerídeos). São encontradas apenas em alimentos de origem vegetal, tais como: frutas, vegetais (também chamados de hortaliças, legumes e verduras), cereais integrais (exemplos: arroz integral, pão integral, aveia, milho em grão), feijões, sementes, castanhas, etc. Estes alimentos, além de fibras, também são ricos em vitaminas, minerais e muitas outras substâncias importantes para a manutenção da saúde. A recomendação da ingestão de fibras é de 20-50g ao dia, valores iguais ao da população em geral. É importante lembrar que o consumo rotineiro de fibras da população brasileira não atinge esta quantidade. Portanto, o consumo diário de fontes alimentares de fibras é prioritário para todos. Outros Aspectos Importantes Sobre os Carboidratos Os alimentos fontes de carboidratos são recomendados para as pessoas que tem diabetes? Sim. A maioria dos alimentos que devemos consumir ao longo do dia são os que contêm carboidratos. Quanto mais inteiro ou integral, quanto menos processado ou refinado, mais nutritivos e mais benéficos para a saúde. O que acontece quando comemos excesso de carboidrato? Se o consumo for maior de alimentos ricos em açúcares e gorduras e pobres em fibras, tais como, fast food, doces em geral, bebidas com açúcar, etc, poderá ocorrer piora da glicemia, aumento dos lipídios sanguíneos (triglicerídeo principalmente) e aumento do peso corporal.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

China inaugura fábrica de biossensores para diabéticos

Instalação, segundo a diretora da fábrica, terá capacidade produtiva anual de 20 milhões de biossensores O presidente chinês, Xi Jinping, é visto ao lado do presidente cubano, Raúl Castro, em 17 de julho de 2014, em Brasília Havana - O presidente chinês, Xi Jinping, vai inaugurar em Cuba uma fábrica de biossensores para o controle do diabetes, uma transferência de tecnologia de seu país para a ilha, noticiou no domingo o jornal Juventud Rebelde. Idalmelis del Castillo, diretora da fábrica, assegurou que a instalação "terá capacidade produtiva anual de 20 milhões de biossensores (tiras reativas usadas no glicosímetro para revelar os níveis reais de glicose no sangue), mas se estima que os volumes produtivos vão aumentar progressivamente, quando forem exploradas todas as capacidades e seja possível implantar a dupla jornada de trabalho". Em Cuba, com uma população de 11,2 milhões de habitantes, "existem aproximadamente 800.000 pacientes que se queixam de doença crônica, e se estima que haja um por cento da população que desconhece sofrer dela", destacou o jornal. Xi chega esta segunda-feira a Cuba para uma visita de dois dias, que encerra um giro latino-americano e coincidirá com um grupo de importantes empresários chineses, interessados em investir na ilha. A fábrica "é o resultado de uma transferência de tecnologia da empresa chinesa Sinocare ao Centro de Imuno-ensaio (CIE) de Cuba", afirmou Niurka Carlos, diretora do CIE. Del Castillo, por sua vez, antecipou que está previsto "que os glicosímetros que hoje são fabricados na China com a marca (cubana) SUMA, possam ser feitos na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel em um futuro não distante. Será uma produção mista entre o Centro de Imuno-ensaio e a Sinocare". Cuba inaugurou em janeiro o mega-porto de Mariel, 45 km a oeste de Havana, em cujo entorno está prevista uma zona industrial com investimentos estrangeiros em condições de zona franca. Também pôs em vigor, em junho, uma nova Lei de Investimentos Estrangeiros, que prioriza o desenvolvimento das energias renováveis, a indústria agroalimentar, a de envases e embalagens, de telecomunicações e informática. A produção da fábrica estará destinado ao mercado cubano e à exportação para países da região, disseram os funcionários. A China é o segundo parceiro comercial de Cuba, depois da Venezuela, com um volume de negócios de 1,695 bilhão de dólares em 2012, segundo as últimas cifras publicadas. Também é a primeira fonte de créditos para a ilha, que não é membro dos organismos internacionais de financiamento, e sofre desde 1962 um embargo americano que limita o acesso.

terça-feira, 15 de julho de 2014

COPA DO MUNDO

Mas o que esta Copa do Mundo pode nos ensinar sobre manter o Diabetes Sob Controle? Não eu não fiquei louca, toda experiência, por pior que ela possa nos parecer, ela é positiva, pois sempre conseguimos aprender alguma coisa, mesmo que esta coisa seja: não cometer o mesmo erro novamente. Pois é..... Você sabe me disser o que faltou para nossa seleção e sobrou para a seleção da Alemanha, fazendo com que eles, os alemães, se tornassem Campeões Mundias de Futebol? Eu fiz uma lista: Organização Planejamento Disciplina Estratégia Determinação Você também pode se tornar Campeão do Controle da Diabetes, desde que tenha em mente estas palavras. Então vamos lá, para se tornar um Campeão, basta ser ORGANIZADO, mantenha seu estoque de tiras, lancetas, agulhas, seringas e medicamentos sempre em dia.  Evite que eles cheguem ao final, antes de comprar sua próxima remessa. Mantenha um registro de suas medições de glicose e leve sempre em sua consulta com seu médico. PLANEJE sua rotina diária: vai sair, não esqueça em casa seus medicamentos, medidor e tiras.   Seja sempre DISCIPLINADO, siga sua rotina e as determinações de seu médico, nutricionista, etc. Se possível busque a ajuda de um Educador em Diabetes. Tenha sempre uma ESTRATÉGIA para encarar os imprevistos que estão fora de sua rotina, como por exemplo uma refeição fora de casa, ou até mesmo uma festa. Por último, tenha DETERMINAÇÃO, nada acontece da noite para o dia, somente com muito trabalho você vai alcançar o Sucesso. A maioria de nós desistimos no primeiro deslize. Tenha paciência, com muita perseverança você terá a oportunidade de ver seu Diabetes sob Controle. Esta vitória é sua, conte comigo, estou a sua disposição, para que você consiga alcançar sua meta.   Um abraço carinhoso! Mônica Amaral Lenzi Farmacêutica - Educadora em Diabetes Farmácia Doce Vida | Especializada em Diabetes

segunda-feira, 7 de julho de 2014

EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos

Medicamento Afrezza pode substituir injeções no controle glicêmico. Níveis de insulina são alcançados até 15 minutos após administração. A Agência de Alimentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no país a comercialização da insulina inalável Afrezza, medicamento de ação rápida e que substitui as injeções para o controle glicêmico em pessoas que têm diabetes. É uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes que devem usar insulina antes de ingerir alimentos. A aprovação ocorreu no fim de junho. O Afrezza consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea. Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produziu o medicamento, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração. Mas a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética. Antes da aprovação, testes foram realizados com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil. Dados sobre a doença Inalador portátil para uso do Afrezza, insulina inalável que teve sua comercialização nos EUA autorizada pela FDA (Foto: Divulgação/MannKind Corporation) A diabetes é uma doença que atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Se bem controlada, ela não prejudica a qualidade de vida do paciente; porém, se não houver o controle adequado, o diabético pode ter riscos de problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração. A doença também favorece o aumento de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para metabolizar o açúcar, ou seja, quebrar suas moléculas e aproveitá-lo como energia nos tecidos muscular e gorduroso, o pâncreas produz insulina. Pessoas com resistência a esse hormônio têm dificuldade de executar o processo, e aí o açúcar se acumula na corrente sanguínea.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Apple, Google e Samsung na corrida para assumir a dianteira em dispositivos controladores de glicose não invasivos, diz relatório

Apple, Google e Samsung estão explorando sensores para dispositivos portáteis que podem medir os níveis de glicose para diabéticos, de acordo com um relatório Reuters que cita pessoas com conhecimento dos planos das empresas. Os sensores seriam não-invasivos – algo que seria de grande apelo às pessoas, visto que, atualmente, elas precisar tirar amostras de sangue para medir os níveis de glicose. A Samsung já oferece dispositivos portáteis, dentre eles o Galaxy Gear Smartwatch. O Google, que está realizando no momento a sua conferência anual de desenvolvedores esta semana, oferece uma plataforma chamada Google Wear que permite às pessoas se utilizarem do Android em seus dispositivos portáteis. Sobre a Apple, por sua vez, tem sido lançado rumores de que ela está trabalhando em um iWatch, ainda a ser revelado. Independentemente do estágio seus esforços, até agora, as empresas estão todas trabalhando numa característica-chave: vigilância da saúde. Inúmeros relatórios ao longo dos últimos meses sugerem que as três empresas estão procurando maneiras para agrupar sensores em dispositivos portáteis que acompanham os principais dados de saúde. As três empresas têm construído alguns recursos de saúde em seus respectivos produtos, mas por enquanto restrito em a alguns itens simples, como medir a caminhada. No próprio Worldwide Developers Conference da Apple no início deste mês, a empresa anunciou uma nova lista de opções de saúde para os desenvolvedores, conhecidos como HealthKit. O conjunto de recursos permite que os terceiros fabricantes de aplicativos integrem suas próprias informações de saúde com o aplicativo da própria Apple iHealth presente no iOS 8. Todas as informações relacionadas com a saúde será mantido em um local seguro, porém com fácil acesso pelo usuário. O problema com o rastreamento do nível de glicose é que é difícil. Várias empresas têm tentado controlar o açúcar no sangue de uma pessoa com métodos não-invasivos, mas quase todos falharam. A melhor maneira de verificar a glicose ainda é retirar um pouco de sangue através de um leve picada no dedo. Lente de contato em desenvolvimento pelo Google A Google está a caminho de desenvolver sistema próprio, no entanto. A empresa divulgou recentemente estar trabalhando em uma lente de contato projetada para medir os níveis de glicose e dizer às pessoas se não há motivo para preocupação. Esse produto, no entanto, está longe do lançamento, e o Google não disse quando ele poderia ser capaz de oferece-lo para o mercado. De acordo com a Reuters, a Samsung também está ficando mais próxima de oferecer um método para o acompanhamento glicose. Ela está trabalhando com várias startups para construir um sistema tipo “semáforo” para alertar as pessoas sobre os seus níveis de açúcar no sangue em futuras versões do Galaxy Gear. Quanto a Apple? Detalhes são escassos. No entanto, a Reuters disse que suas fontes afirmam Apple vai lançar iWatch tão esperado em outubro. Se ele virá com monitoramento de glicose não sabemos dizer até o momento

Cientistas sugerem tratamento de diabetes diferente para homens e mulheres

Aparentemente, os homens e as mulheres encaram o auto-cuidado e tratamento médico de maneiras diferentes, dependendo de suas desordens. Esse parece ser o caso do diabetes: a pesquisa mostrou que as mulheres com diabetes tipo 2 são menos propensos do que os homens a atingir os objetivos do tratamento, tais como abaixar seu colesterol ruim ou lipoproteína de baixa densidade (LDL). No geral, as mulheres têm um maior risco de doença cardiovascular relacionada com diabetes do que os homens, devido à menor aderência ao cumprimento das metas de tratamento. Os pesquisadores estão considerando, assim, desenvolver uma forma de terapia “baseada no gênero” que poderia melhorar o índice de sucesso do tratamento em homens e mulheres. “Os resultados sugerem a necessidade de avaliação com base no gênero para o tratamento de fatores de risco cardiovascular nestes pacientes,” disse o autor do estudo Dr. Pendar Farahani do Departamento de Medicina e Departamento de Ciências da Saúde Pública da Universidade de Queen, em um comunicado de imprensa . Os pesquisadores descobriram que apenas 64 por cento das mulheres foram capazes de diminuir o colesterol LDL, em comparação com 81 por cento dos homens. As mulheres também foram menos propensos a manter a medicação com estatinas – possivelmente devido ao efeito diferente da ação do medicamento sobre o corpo feminino, que pode levar a efeitos colaterais adversos e piores para elas. “A constatação de que as mulheres não foram capazes de diminuir suficientemente os seus chamados colesterol ruim é uma preocupação”, continuou Farahani. “As mulheres com diabetes têm uma taxa consideravelmente mais elevada de doença cardiovascular e de morte relacionadas do que os homens com diabetes. Este padrão provavelmente está relacionado ao pior controle de fatores de risco cardiovasculares”. Não houve muita pesquisa sobre a noção de opções terapêuticas baseadas em gênero para diabéticos. Atualmente, a pesquisa ainda é necessária para entender melhor por que as mulheres respondem de forma diferente dos homens ao tratamento do diabetes. De acordo com a American Heart Association , doenças cardíacas e acidente vascular cerebral são as principais causas de morte para as pessoas diabéticas. Cerca de 65 por cento dos pacientes com diabetes morrem de uma dessas condições, sendo que eles são quatro vezes mais propensos a ter uma doença cardíaca ou um acidente vascular cerebral do que as pessoas que não têm diabetes. Os pesquisadores esperam examinar melhor como as diferentes opções de tratamento afetam homens e mulheres, e pretendem desenvolver uma forma de terapia que pode reduzir o colesterol de forma mais eficaz.  

Bebida de amora pode virar medicamento natural contra diabetes

Conhecidos os grandes benefícios que o vinho tinto traz à saúde, cientistas da Universidade de Illinois (EUA) decidiram estudar vinhos mais exóticos, feitos de mirtilo e amora. Ao avaliar os componentes bioativos desses vinhos, bastante comuns em uma região dos EUA, Michelle Johnson e seus colegas descobriram compostos que inibem a ação de enzimas responsáveis pela absorção de carboidratos. Isso significa que esses vinhos poderão dar origem a uma alternativa saborosa para que pessoas com diabetesdiminuam os índices de açúcar no sangue. Melhor que remédio contra diabetes As cientistas compararam o efeito “anti-carboidratos” das duas enzimas (alfa-amilase e alfa-glucosidase) com o medicamento acarbose, contra o diabetes. Sempre em comparação com a droga, a enzima alfa-amilase foi inibida em 91,8%, enquanto a alfa-glucosidase chegou a 103,2%, mais do que o dobro do medicamento. As pesquisadoras afirmam que o efeito de degradar as enzimas foi documentado tanto para o vinho a temperatura ambiente, quanto gelado (4ºC). “Estamos pensando em uma bebida de frutas fermentada, sem álcool, que otimize a inibição das enzimas alfa-amilase e alfa-glucosidase, e também aproveite outros componentes bioativos saudáveis do vinho”, disse a Dra Elvira de Mejia, coordenadora do estudo. Compostos bioativos Michelle também quantificou outros compostos bioativos saudáveis presentes nos vinhos de mirtilo e amora, incluindo antioxidantes, polifenóis e antocianina, esta última particularmente interessante pelo seu efeito anti-inflamatório. “Estudos preliminares indicaram que as antocianinas podem ter um efeito positivo na cognição e na saúde do cérebro em geral, protegendo contra alguns dos efeitos do envelhecimento, como a doença de Alzheimer e a perda de memória. Estas frutas têm alguns componentes muito intrigantes,” disse a Dra Mejia. O próximo passo da pesquisa, segundo ela, é tentar eliminar o álcool gerado durante a fermentação das frutas, sem degradar as outras substâncias, de forma a produzir uma bebida de sabor agradável e realmente saudável.  

Simply Raw - A reversão da diabetes através da alimentação viva - Legend...

Especialista americano promete a cura do diabetes em apenas 21 dias

Livro assinado pelo médico Gabriel Cousens chega ao Brasil com a promessa de indicar novos caminhos que culminem na erradicação do diabetes em escala mundial “O que comemos alimenta nossos genes tanto quanto o que não comemos. A escolha é pessoal”: é o que afirma o médico Gabriel Cousens, no livro A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva, que chega ao Brasil pela Editora Alaúde. Cousens defende que muitos dos problemas de saúde que acometem a atual sociedade poderiam ser evitados com a adoção de uma dieta restritiva, à base de alimentos de origem orgânica e vegetal. A obra sustenta que, ao contrário do que prega a medicina tradicional, o diabetes tem cura. E mais: apresenta um programa alimentar à base de alimentação viva, rico em sais minerais e sem gordura animal, que, segundo o autor, caso seja seguido rigorosamente, é capaz de livrar diabéticos de medicamentos e de adaptá-los a uma taxa normal de glicose em apenas 21 dias. O método de Gabriel Cousens para se chegar à erradicação do diabetes é o Programa de 21 Dias do Tree of Life, defendido por Cousens como “a luz no final do túnel” no combate ao diabetes. — O objetivo do Programa de 21 Dias é baixar os níveis de açúcares no organismo de pessoas que sofrem de diabetes do tipo 1 e 2 em até 80%, através de uma dieta orgânica, vegana, rica em sais minerais, com pelo menos 80% de alimentos vivos e com 15 a 20% de gorduras vegetais apenas — afirma o médico. A dieta é ainda rica em fibras, pobre em glicose e insulina, bem hidratada e individualizada. Cultura da Vida versus Cultura da Morte O diabetes é um problema que cresce em proporções epidêmicas. Estima-se que hoje a doença atinja aproximadamente 240 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o que equivale a 6% da população mundial. E as projeções são alarmantes. Até 2025 este número deverá ultrapassar a faixa de 350 milhões de pessoas. Tudo isso devido aos atuais hábitos alimentares da população — que incluem a ingestão em excesso de açúcares, gorduras, carne vermelha, alimentos processados industrialmente, leite e derivados, além de junk food. Através de documentação, o médico contextualiza o atual problema do diabetes em escala mundial e aponta a doença como o grande mal da sociedade moderna, dentro de um conceito macro que ele chama de “Cultura da Morte”. — O diabetes se tornou uma pandemia porque as pessoas não estão vivendo de forma a se manter em equilíbrio. Estão vivendo o estilo de vida da Cultura da Morte. É por isso que chamamos esse comportamento de ‘crime contra o bom senso’, um termo aiurvédico antigo que descreve bem a situação — explica o médico. Resultados Numa primeira fase, o doutor Cousens aplicou o Programa de 21 Dias em 11 pessoas portadoras de diabetes. A ideia, segundo ele, era esperar que as pesquisas avançassem. Mas, em virtude dos excelentes resultados obtidos com os primeiros pacientes, o médico ponderou que compartilhá-los seria o mais correto a fazer. — Talvez fizesse mais sentido escrever este livro daqui a cinco anos com os resultados de cem pessoas, pelo menos, mas esses resultados iniciais foram tão espetaculares, a vida de milhões de pessoas é tão valiosa, e a possibilidade de preservação da vida por meio desta abordagem é tão importante, que eu quis divulgar essas informações o mais rápido possível — argumenta. No livro, ele descreve cada um dos 11 casos avaliados e aponta, através de números, gráficos e tabelas médicas dados que comprovam que é possível combater o diabetes através desse tipo de dieta. Um dos pacientes da primeira fase do programa, por exemplo, apresentava diabetes do tipo 1, com níveis de glicemia inicial — medida nas primeiras horas da manhã — de 287. O ideal, para não portadores da doença, é que essa taxa de glicemia fique entre 70 e 85. Depois de apenas quatro dias no programa esse paciente pôde parar de tomar insulina completamente, pois apresentou glicemia de jejum de 88, que depois de duas semanas caiu para 83.   Bem Estar   PS: Nota do Editor TiaBeth- O Livro “A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva”, do Autor Gabriel Cousens, poderá ser comprado através do site da Editora www.alaude.com.br ou pela editora Saraiva bastando clicar no link a seguir. www.saraiva.com.br/cura-do-diabetes/ ou poderá também ser encomendado em alguma livraria próximo a sua residência.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Composto pode “reiniciar” o sistema imunológico dos diabéticos, fazendo o corpo produzir novamente insulina, afirma pesquisa

Um coquetel feito de duas drogas, descoberto recentemente, pode redefinir o sistema imunológico dos portadores de diabetes e restaurar a sua capacidade de produzir insulina. Os pesquisadores, da Universidade da Flórida, dizem que o tratamento é "como apertar o botão de reiniciar" e descrevem os resultados como aprofundados e bem sucedidos, embora só tenham testado em 17 pessoas. Eles esperam que essa medicação possa levar a um novo tratamento para as pessoas com diabetes tipo 1. Dr. Michael Haller, um endocrinologista pediátrico, compara sua abordagem para o tratamento de diabetes tipo 1 como um jogo de polícias e ladrões. Em primeiro lugar, o ingrediente ativo ataca as células problemáticas do sistema imunitário, que podem estar por trás de uma incapacidade do paciente para produzir insulina, e é feita uma limpeza no organismo com um medicamento chamado timoglobulina, uma droga inicialmente desenvolvida para utilização em transplante de órgãos. Em seguida, ele usa um medicamento chamado Neulasta, uma droga projetada para melhorar a vida de pessoas com certas formas de câncer, para estimular a produção de células imunes novas e potencialmente benéficas. "Estamos tentando acabar com as células ruins e estimular as células boas ao mesmo tempo”, afirma Haller. Haller tratou 17 adultos com diabetes do tipo 1 durante duas semanas com o coquetel e depois os acompanhou durante um ano. Outros oito pacientes receberam um placebo apenas. No final, os pacientes tratados tinham aumentado notavelmente sua capacidade para produzir insulina. Isto indica que o timoglobulina foi bem sucedida na morte de células ruins do sistema imune, e o Neulasta conseguiu com sucesso a estimulação de células imunitárias novas e saudáveis. Os pesquisadores também disseram que a capacidade dos pacientes de produzir insulina indica que eles tiveram um aumento das células beta, que são responsáveis pela produção dela no pâncreas. "O tratamento parecia estimular a produção de insulina em pessoas com diabetes do tipo 1, estabelecendo um feito bastante otimista”, afirma Mark Atkinson, um co-investigador do estudo. Os pacientes do estudo de Haller estavam convivendo com a diabetes tipo 1 entre quatro meses e dois anos. "O modelo tem sido principalmente para testar terapias destinadas à preservação de células beta em pessoas que acabaram de ser diagnosticadas", disse Haller. "Nós estamos interessados em melhorar a vida desses pacientes" O outro co-investigador, Dr. Desmond Schatz, disse: "Apesar de grandes avanços em nossa compreensão da história natural da diabetes tipo 1, ainda somos incapazes de curar e prevenir a doença".

sábado, 14 de junho de 2014

Nova estratégia terapêutica: impedir que a insulina “morra”

Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes. Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo. Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de insulina no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio. Todas estas estratégias têm o mesmo fim: manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo? Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica Nature, traz. Os pesquisadores David Liu e Alan Saghatelian, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar uma molécula que impede que a insulina seja degradada no organismo, fazendo com que o controle da glicemia fique ativo por mais tempo.  IDE – A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada IDE. Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que impede a ação da IDE. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo. Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético.   NOVO TRATAMENTO À CAMINHO? Em entrevista à Harvard Gazette, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”. “Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.  

*MÃE DE DIABÉTICO*

Ser mãe de diabético, é abdicar de planos e sonhos para viver uma vida de incertezas e sustos. É travar pequenas batalhas todos os dias tendo certeza que no final da luta sairemos todos vitoriosos, quando na verdade a grande vitória é nos mantermos de pé. É torcer todos os dias para que possamos ver nossos filhos crescendo, indo a escola, namorando, casando e tendo seus próprios filhos, mas acima de tudo, AMAR tanto, mas tanto que em alguns momentos apenas desejando que eles não sofram mais. É aprender a compartilhar a dor, entendendo que dor de mãe não tem tamanho nem intensidade, é simplesmente DOR. É descobrir que ser mãe é ter um estoque infinito de AMOR e de FORÇA, é brigar como nunca imaginamos que poderíamos. É chorar, rir, se desesperar, mas nunca desistir. É ter marcas que jamais se apagarão, que irão nos fazer recordar o quanto tudo valeu a pena. É sentir a angustia da impotência e a felicidade de podermos estar aqui para dar a mão a estes seres tão especiais. É ver eles se aplicando injeções, furando seus dedinhos, e mesmo assim, agradecer cada minuto que estamos ao seu lado. É finalmente compreender que amor de mãe não respeita tempo nem espaço, ultrapassa os limites do infinito e da própria vida! A todas nós mamães pâncreas que Deus possa sempre nos dar forças pra continuar a nossa missão de cuidar de pessoinhas tão doces.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Economia dos EUA pode quebrar por causa do diabetes

Esta é a conclusão do mais recente estudo do governo norte-americano sobre o estado de saúde do país. Índices de diabetes na população são alarmantes. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é a maior autoridade nos Estados Unidos quando o assunto é doenças epidêmicas. Todos os anos, o instituto realiza o mais detalhado estudo sobre o estado de saúde da população norte-americana. Esta semana, o CDC divulgou informações sobre a saúde nos EUA no ano de 2012. E os resultados da pesquisa são pra lá de preocupantes. De acordo com o relatório anual, o número de diabéticos nos EUA tem crescido tão rapidamente que, se continuar assim, em poucas décadas a economia inteira do país pode ser gravemente afetada pela doença. “Nós simplesmente não podemos sustentar essa trajetória [de crescimento no número de casos de diabetes]“, disse Ann Albright, diretora da divisão de diabetes do CDC. “As conseqüências são grandes demais para nossas famílias, nosso sistema de saúde, nossa força de trabalho, nossa nação”.   QUANTAS PESSOAS ESTÃO COM DIABETES NOS EUA? Em termos de saúde, pensa-se hoje nos EUA como uma nação de obesos. Mas agora, após a divulgação do novo relatório do CDC, talvez seja mais apropriado chamá-la de nação de obesos e de diabéticos. Hoje existem mais de 29 milhões de pessoas com diabetes nos EUA – ou cerca de 9% da população. Para se ter uma idéia, este número é mais que o dobro do total estimado de diabéticos no Brasil. A incidência é maior entre hispânicos, índios e a população nativa do Alasca, revela o relatório. Adultos destas etnias têm duas vezes mais chances de desenvolver diabetes do que o normal (uma possível explicação para este fato curioso pode ser lida nesta entrevista exclusiva do Diabeticool com o cientista Karl Reinhard!) Ainda de acordo com o relatório do CDC, os gastos gerados pela doença chegaram a 245 bilhões de dólares em 2012 – um aumento considerável em relação aos 174 bilhões gastos em 2010. Foram somados neste cálculo os custos com tratamentos de saúde e horas de trabalho perdidas.   FUTURO “Estes novos números são alarmantes e dão ênfase à necessidade de um foco maior na redução do peso que é o diabetes no nosso país”, afirmou Ann. “Agora é a hora de agir”. E talvez “agora” seja a hora mesmo. Segundo o CDC, caso a tendência atual se mantenha, daqui a 10 anos 20% da população estará com diabetes – número que pode chegar a mais de 30% em 2050, o que tornará o atual modelo de sistema de saúde completamente insustentável.  

Remédio para artrite melhora saúde de diabéticos tipo 1

edicamento utilizado para diminuir inflamação nas articulações de quem tem artrite mostra-se efetivo no controle também do diabetes. Um curioso estudo mostrou que um remédio para tratar a artrite pode ajudar a cuidar também de quem tem diabetes tipo 1. O trabalho foi feito por pesquisadores do famoso Centro Joslin de Diabetes, em Boston, Estados Unidos, com cerca de 100 voluntários recém-diagnosticados com o diabetes tipo 1. Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu tratamento à base de insulina, o habitual para quem é diagnosticado com diabetes tipo 1. Já o outro grupo, além da insulina, tomou também o medicamento Orencia. O Orencia, cujo princípio ativo é a molécula abatacepte, é utilizado no controle da progressão da artrite reumatoide.   POR QUE MOTIVO OS CIENTISTAS DERAM ORENCIA PARA DIABÉTICOS? A idéia dos pesquisadores de administrar um remédio contra a artrite para cuidar dos diabéticos tem fundamento (e é fácil de entender!), apesar de aparentemente não haver relação nenhuma entre as duas doenças! Uma das conseqüências da artrite é a inflamação na região das juntas. Esta inflamação é mediada por um grupo de células do nosso corpo chamadas de “células T”. São justamente as células T que, no caso dos diabéticos tipo 1, atacam as células que produzem insulina do pâncreas. Sendo que o Orencia funciona através da inibição das células T, os pesquisadores tinham esperanças de que o remédio anti-artrite poderia ajudar, também, a diminuir os danos causados no pâncreas de quem está com diabetes tipo 1.   E FUNCIONOU? Aparentemente, funcionou, sim. Apesar dos níveis de hemoglobina glicada nos dois grupos, após um ano de acompanhamento da saúde, ficarem praticamente iguais (só um pouquinho menores do grupo medicado), foi notado que quem tomou o Orencia manteve uma produção de insulina bem maior ao longo do tempo, especialmente após as refeições. Ou seja, parece que o remédio contra artrite tem a capacidade de “segurar” a progressão do diabetes tipo 1. O grupo de pesquisas informou que continuará a estudar o papel do Orencia no controle do diabetes, desta vez mais a fundo e com mais voluntários.

Corrida para Vencer o Diabetes reúne 5 mil pessoas em Porto Alegre

A tradicional Corrida para Vencer o Diabetes reuniu cerca de 5 mil pessoas na manhã deste domingo (26), no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, em Porto Alegre. Em sua 16ª edição, o evento beneficente tenta angariar fundos para combater o diabetes infantil. O percurso de 4 km do evento teve inicio às 10h na Goethe, seguiu pela avenida Mariante e Silva Só e terminou outra vez na Goethe, na Passarela do Parcão. Muitos dos participantes foram em família ao local. Alguns levaram até mesmo o cachorro. O Instituto da Criança com Diabetes atende a pacientes com idade entre zero e 20 anos, em duas modalidades: o Hospital-dia e o Ambulatório. Além disso, oferece esclarecimentos de dúvidas, orientações e casos de emergência para pacientes e familiares, entre outras atividades.

Descoberta ligação entre a gripe e o diabetes tipo 1

Pesquisa fortalece a tese de que infecções do sistema respiratório que pegamos na infância podem ser a causa por trás do desenvolvimento do diabetes tipo 1. Uma novidade científica de grande impacto foi anunciada ontem (21/2) e pode ajudar a responder a uma das questões mais misteriosas quando o assunto é diabetes: afinal, o que causa o diabetes tipo 1? O diabetes tipo 1 se desenvolve quando o sistema imune – que normalmente destrói apenas elementos nocivos ao nosso corpo, como vírus e bactérias – passa a atacar o próprio organismo. No caso, o nosso sistema de defesa passa a dizimar as células beta, produtoras de insulina. Com isso, cada vez menos insulina é gerada, as taxas de açúcar no sangue aumentam e o diabetes aparece. Até hoje, ninguém sabe com certeza o que promove este comportamento “auto-destrutivo” do sistema imune. Algumas teorias defendem que infecções adquiridas pouco após o nascimento são capazes induzir o sistema imune a se comportar da maneira errada. Mas é muito difícil estudar se infecções no início da vida são, realmente, a causa do diabetes tipo 1. Por isso, os cientistas buscam outras maneiras de detectar a causa da doença. Uma delas é estudar o funcionamento dos genes.   UM GENE DE DUAS CARAS Quando pegamos uma infecção causada por vírus, como por exemplo uma gripe, genes relacionados ao sistema imune entram em ação. Eles passam a ser mais expressos no nosso corpo, isto é, eles “funcionam mais” quando estamos doentes. Um destes genes, chamado de IFN (anti-viral type I interferon), é muito importante para a defesa do organismo contra os vírus. Ele ajuda a coordenar o sistema imune para destruir os invasores e a impedir que eles se reproduzam dentro do corpo. Porém, apesar de realizar estas ações benéficas, o gene IFN parece estar também relacionado ao diabetes tipo 1. Algumas pesquisas científicas anteriores perceberam que crianças com diabetes tipo 1 tinham expressão maior do IFN. Será que a ação do IFN, que normalmente ajuda o corpo a se livrar de vírus, pode também induzir o sistema de defesa do corpo a destruir as próprias células beta?   AS DESCOBERTAS DA NOVA PESQUISA Agora, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o da ONG pró-diabéticos JDRF encontraram evidências que fortalecem a correlação entre infecções virais e o diabetes tipo 1. O elo ente elas é, justamente, o IFN. A pesquisa acompanhou 283 crianças, divididas em três grupos: as saudáveis, as com alta suscetibilidade ao diabetes tipo 1 e as com diabetes tipo 1. A saúde de cada uma delas foi acompanhada ao longo de vários anos. Os cientistas perceberam um padrão curioso. Algumas das crianças com altas chances de ter diabetes tipo 1 desenvolveram, de fato, a doença. Nestes casos, houve um aumento temporário da ação do gene IFN pouco antes do corpo começar a atacar as próprias células beta. Analisando diários escritos pelas crianças, os pesquisadores descobriram que o aumento na atuação do IFN era correlacionada a infecções do sistema respiratório, como gripes e resfriados, que as crianças haviam pegado. Interessante notar que o gene IFN não se mostrou mais ativo no grupo das crianças saudáveis nem daquelas que já estavam com diabetes tipo 1. Ou seja, os cientistas descobriram sólidas evidências de que infecções virais levam a um aumento na ação do gene IFN, e que isto é fortemente relacionado ao início da destruição das células beta pelo sistema imune. “Esta é uma descoberta excitante, porque nós sabemos que colegas na Finlândia fizeram descobertas semelhantes, então os resultados são verdadeiros”, disse o professor John Todd, co-diretor do projeto de pesquisa. Este novo estudo científico, além de fornecer pistas valiosas para entender melhor a ‘mecânica’ por trás do diabetes tipo 1, também poderá ajudar pais e médicos a monitorar a saúde das crianças. O gene IFN é um possível candidato a biomarcador para o monitoramento do diabetes tipo 1 em crianças predispostas à doença.  

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Diabetes e Festa Junina

Os pratos típicos da Festa Junina são uma forma de retribuição a São João e a São Pedro pelas chuvas, que beneficiam as plantações. Como é uma época de colheita de vegetais tipicamente americanos como: milho, amendoim, batata-doce e mandioca, são comuns os pratos à base desses ingredientes. Como a comilança é bastante farta nesta época. É importante seguir algumas dicas para quem possui diabetes e para que não haja um ganho de quilinhos extras! As preparações, em sua maioria, são ricas em carboidratos e açúcares, porém, há substituições no cardápio para se manter um bom controle do índice glicêmico e de peso. O programa alimentar do diabético deve ser equivalente ao do dia a dia. O arroz e o macarrão são alimentos substituíveis por: milho cozido, batata doce, pamonha, canjica, pipoca, cuscuz, por exemplo. No grupo das proteínas existe, hoje em dia, uma larga escala de opções como: espetinhos de frango, carne e queijo. Mas o cuidado com os doces típicos são essenciais! Principalmente no tamanho das porções e quantidade ingerida! Pois sobremesas como frutas não são substituíveis por doces devido ao seu teor de açúcares e deficiência em vitaminas e minerais. Já com relação às bebidas alcoólicas, pessoas com diabetes devem ser orientadas ao máximo sobre sua restrição, prevenindo desta forma episódios de hiperglicemia e hipoglicemia. Caso tenha diabetes procure seu nutricionista para fazer um planejamento adequado de substituição dos alimentos. A consciência na hora das escolhas é primordial para o cuidado da saúde! Aproveite bastante as festas! RECEITA CURAU DE MILHO VERDE DIET Rendimento: 12 porções INGREDIENTES - 400g de milho natural em grão (cru) - 4 copos de leite desnatado 4 colheres de sopa de adoçante culinário - 1 colher de sopa de margarina - 2 colheres de sopa de amido de milho - casca de 1 laranja - canela para polvilhar MODO DE PREPARO: Bater o milho no liquidificador com 2 copos de leite e passar por uma peneira. Juntar o restante do leite e os demais ingredientes na seqüência. Cozinhar em fogo brando até obter um creme. Dividir em taças e polvilhar com canela. Servir gelado.

INSTITUTO DA CRIANÇA COM DIABETES - RS

www.icdrs.org.br/ Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul. Referência no tratamento do diabetes tipo 1. Conheça a história, saiba como fazer sua doação.

Boa tarde!

terça-feira, 27 de maio de 2014

TRATAMENTO PARA DIABETES PODE REDUZIR CONSUMO DE INSULINA

Universidade de Harvard (EUA) descobriu um inibidor que bloqueia a enzima que degrada a insulina. A descoberta de um composto que desacelera a degradação natural da insulina em animais poderia dar lugar a um novo tratamento para a diabetes em humanos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (21) pela revista britânica Nature. Uma equipe de cientistas da Universidade de Harvard (EUA) descobriu o inibidor 6bK, o primeiro que bloqueia a enzima que degrada a insulina (IDE, na sigla em inglês), testado em um experimento com ratos. Até agora, os tratamentos para o diabetes tentavam compensar a resistência à insulina com a injeção direta deste hormônio ou mediante a administração de remédios que estimulavam sua secreção ou tornavam o corpo mais sensível. No entanto, não se tinha conseguido reduzir a degradação natural da insulina, apesar de que, há décadas, se trabalha com a hipótese que o bloqueio do IDE fosse uma porta para novos tratamentos, especialmente contra o diabetes tipo 2, na qual o organismo apresenta resistência à insulina. A pesquisa revela também que o IDE regula os níveis de açúcar em sangue através do controle dos hormônios peptídicos glucagon e amilina, envolvidos no processo de regulação da glicose. O catedrático de Química e Biologia Química da Universidade de Harvard David Liu, pesquisador neste projeto, comentou que este estudo demonstra que o arrefecimento da degradação da insulina apresenta "benefícios nos animais" e que, portanto, "é útil como tratamento". Os cientistas destacam que há um longo caminho até conseguir que este composto se comercialize como fármaco, mas sublinham que sua descoberta aponte para o IDE como novo objetivo para se conseguir novos tratamentos contra o diabetes.

REMÉDIO QUE ELIMINA O AÇÚCAR PELA URINA É NOVA APOSTA PARA COMBATER O DIABETES

Entre os lançamentos apresentados em fórum há medidor que “conversa” com Iphone e Ipod. Qualquer pessoa que tem uma doença crônica sonha um dia ouvir a notícia de que pesquisadores descobriram a cura para o seu problema. No caso do diabetes, essa realidade ainda está distante, mas enquanto não chega a esperança do paciente se renova cada vez que a indústria farmacêutica lança produtos capazes de facilitar o tratamento e melhorar a qualidade de vida. No último Fórum Internacional de Diabetes, realizado recentemente pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) em parceria com a IDF (Federação Internacional de Diabetes) e a Associação Latino-Americana de Diabetes, em Foz do Iguaçu, foram apresentados medicamentos e tecnologias que prometem controlar a glicemia de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais. Entre as novidades estão medicamentos que estimulam a perda de açúcar pela urina, insulina com efeito de mais de 40 horas, remédio que alia controle glicêmico com redução de apetite, bomba de insulina inteligente que para de funcionar em caso de hipoglicemia e medidor de glicemia que “conversa” com Iphone e Ipod Touch e envia dados do paciente para o e-mail do médico. Para o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da SBD, “é inegável que os lançamentos deste setor contribuem para melhorar o controle da glicemia, mas é preciso saber usá-los”. — Não adianta o melhor remédio do mundo se a pessoa não sabe usar o recurso do jeito correto. Por isso, reforço que a educação em diabetes é fundamental. Além disso, não basta só medicamento para tratar a doença. Exercício físico, alimentação balanceada e acompanhamento médico são primordiais para o bom controle da glicemia e a prevenção de complicações. O diabetes atinge mais de 383 milhões de pessoas no mundo e até 2035 a previsão é que esse número chegue a 592 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição do ranking, com 11,9 milhões de diabéticos, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos, segundo o mais recente relatório divulgado no ano passado pela IDF. Para tratar o diabetes tipo 2, que representa 90% dos casos da doença entre os brasileiros, a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis lançou o Lyxumia (lixisenatida). O medicamento promete aumentar o tempo de esvaziamento gástrico, ou seja, mantém a comida por mais tempo no estômago, conforme explica o endocrinologista João Eduardo Salles, professor titular de endocrinologia da Santa Casa de São Paulo e diretor da SBD. — O medicamento age de forma semelhante a uma substância natural do organismo chamada GLP-1, que está associada à produção de insulina. Quanto mais tempo a comida fica no estômago, mais lenta é a elevação da glicemia. Além disso, por conta desse mecanismo o paciente ainda se beneficia com a redução do apetite e do peso. O medicamento já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas só deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. Outra novidade para os diabéticos tipo 2 é o Forxiga (dapagliflozina) — remédio que atua no rim e estimula a perda de açúcar e sódio pela urina e, consequentemente, reduz o peso e a pressão arterial. Segundo o laboratório AstraZeneca, que produz o medicamento, o Forxiga pode ser usado em qualquer fase da doença como monoterapia ou combinado com a insulina. O medicamento é de uso oral e deve ser administrado uma vez ao dia. Já disponível no mercado brasileiro, uma caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 130. Com tantas classes de medicamentos, o endocrinologista Luiz Turatti, vice-presidente da SBD, reforça que o tratamento do diabetes deve ser individualizado e combinar mais de uma droga. — Hoje em dia, tratar diabetes com um único remédio funciona cada vez menos. A tendência é combinar dois ou mais medicamentos e, claro, conhecer o perfil do paciente. Tratar uma pessoa de 45 anos e um idoso de 70 é completamente diferente. Novas armas contra o diabetes tipo 1 O laboratório Novo Nordisk apresentou a primeira insulina de ação ultraprolongada com efeito de 42 horas. Chamada de tresiba, a grande vantagem do medicamento é que o paciente não precisa fazer a aplicação sempre no mesmo horário, explica a gerente médica de diabetes do laboratório, Mariana Narbot. — A insulina garante cobertura de 24 horas de forma homogênea, causando menos hipoglicemia noturna. Apesar de agir por mais de 40 horas, a aplicação deve ser diária, com intervalo mínimo de oito horas. A insulina foi liberada pela Anvisa em fevereiro deste ano e está em fase de aprovação de preço para a comercialização. A previsão é que ela esteja nas farmácias de todo o País no segundo semestre. Para aqueles que usam bombas de insulina, a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. O diferencial é que o aparelho interrompe o fornecimento de insulina caso o paciente apresente hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue muito baixos). A bomba já tem autorização da Anvisa para ser vendida no País. Mesmo com tantos lançamentos, o presidente da SBD alerta que o número de portadores da doença só aumenta no Brasil e no mundo, especialmente por causa do excesso de peso, sedentarismo e má qualidade da alimentação. — Sou fã da tecnologia e sabemos que os novos medicamentos mudam paradigmas e permitem um controle melhor, mas infelizmente não são acessíveis a todos. Para combater a doença, acredito em informação, conscientização e educação. Turatti concorda com o colega, mas não se mostra otimista com a mudança do cenário nos próximos anos. — Temos todas as armas para combater o diabetes, mas o governo não está preocupado com a doença. Na rede pública, as medicações são antigas, sem falar na falta de conscientização do paciente, médicos e familiares. Salles acrescenta que não há políticas públicas efetivas para a redução da obesidade, principal causa do diabetes tipo 2, e nem ações que mostrem a importância da prevenção. — Em um País que ainda tem dengue e doença infectocontagiosa, fica difícil combater o diabetes, que é uma doença silenciosa e traiçoeira. É preciso tirar da cabeça da população que só é diabético quem come doce. Medidor de glicemia que “conversa” com o Iphone O tratamento do diabetes exige a constante monitorização da glicemia — aquela picadinha diária no dedo que fornece uma gota de sangue para o paciente medir a quantidade de glicose naquele momento. A novidade neste setor são dois monitores fabricados pela Sanofi-Aventis: IBGStar™ (foto acima) e BG Star. O primeiro lembra um pen drive e é compatível com o iPhone e o iPod Touch, ou seja, o paciente mede a glicemia e compartilha os dados com o médico via e-mail. Já o BG Star é um aparelho comum, igual aos já disponíveis no mercado brasileiro. Segundo o laboratório, ambos devem chegar às prateleiras das farmácias entre junho e julho deste ano. O IBGStar será comercializado por cerca de R$ 250 e o BG Star custará bem menos, R$ 80.

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...