Exercitar-se sempre foi visto como uma das maneiras mais eficientes de curar o pré-diabetes – e continua sendo!
Neste cenário, tratar um pré-diabético com medicamentos seria uma ação perigosa (devido aos efeitos colaterais dos remédios), dispendiosa aos sistemas de saúde e que não traria grandes benefícios. Mais do que isto: já que a taxa de conversão do pré-diabetes para diabetes tipo 2 não é muito alta, não vale a pena gastar dinheiro tentando curá-lo, muito menos “estigmatizar” a pessoa com o termo, argumentam os cientistas.
“Nós precisamos parar de ver [o pré-diabetes] como um problema clínico de soluções farmacêuticas e focar em melhorar a saúde pública. A população como um todo seria beneficiada se se alimentasse de maneira mais saudável e praticasse mais exercícios, então não faz sentido apontar o dedo para tantas pessoas e dizer que elas estão doentes”, afirmou em entrevista John Yudikin, professor emérito de Medicina no University College London e um dos autores do artigo.
POR QUE, ENTÃO, EXISTE O TERMO ‘PRÉ-DIABETES’?
Considerar alguém como “pré-diabético” é uma “invenção” recente e que, mais do que qualquer coisa, serve para ajudar a conscientizar o paciente de que medidas drásticas devem ser tomadas a fim de melhorar a saúde.
“Ser identificado como tendo pré-diabetes (…) dá a oportunidade às pessoas que correm altos riscos de desenvolver diabetes tipo 2 – uma condição que dura toda a vida e que é associada a complicações extremamente sérias como cegueira e derrames – de saírem desta situação”, explicou Barbara Young, presidente da ONG Diabetes UK, em entrevista ao Yahoo.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Cientistas defendem o fim do termo “pré-diabetes”
“Pré-diabetes é uma categoria artificial com relevância clínica praticamente zero”, afirmam renomados cientistas em texto polêmico.
Você conhece alguém que se intitula “pré-diabético”? Este termo é muito conhecido atualmente e é amplamente difundido. Talvez o seu próprio médico já tenha dito que você estava com pré-diabetes antes do diabetes tipo 2 se desenvolver de vez.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, ter a glicemia de jejum entre 110 – 125 mg/dL indica pré-diabetes.
A Associação Americana de Diabetes coloca estes valores em 100 – 125.
Fora a glicemia elevada um pouco acima do normal, o pré-diabetes não costuma resultar em nenhum sintoma no corpo.
Para algumas pessoas, saber que a glicemia está acima da faixa normal, mas ainda abaixo dos valores considerados diabéticos (ou seja, caracterizando o pré-diabetes) é um sinal de alerta importante. É o primeiro passo para a conscientização de que ela precisa se alimentar melhor, se exercitar mais e controlar com cuidado as quantidades de açúcares ingeridos.
Mas nem todo mundo pensa assim. Em um polêmico artigo publicado no respeitadíssimo periódico científico British Journal of Medicine, dois famosos pesquisadores argumentam que o termo “pré-diabetes” é, de certa forma, absurdo, e que diagnosticar alguém como “pré-diabético” é algo que todo médico deveria deixar de fazer.
“PRÉ-DIABÉTICO” – UM TERMO QUE DEVE SER ABOLIDO?
A dupla de cientistas começa o artigo citando uma frase cômica do escritor Aldous Huxley: “A ciência médica atingiu um nível de progresso tão elevado que quase não há mais humanos saudáveis”. A idéia dos pesquisadores é que “pré-diabetes” é um termo tão abrangente que, se levado ao pé da letra, abarcaria a maior parte da população mundial. Talvez o conhecimento médico devesse ser utilizado na prevenção efetiva de doenças ao invés de taxar quase todo mundo de “doentes”, como sugere a frase acima, argumentam os autores.
Os pesquisadores afirmam que diversas pesquisas mostram que, de cada 100 pessoas diagnosticadas com pré-diabetes, menos de 50 desenvolverão, de fato, o diabetes tipo 2. Além disso, ainda não há evidência fortes o suficiente demonstrando que começar a tratar o pré-diabetes com medicação ajuda, de fato, a diminuir as chances do diabetes tipo 2 surgir.
Exercitar-se sempre foi visto como uma das maneiras mais eficientes de curar o pré-diabetes – e continua sendo!
Neste cenário, tratar um pré-diabético com medicamentos seria uma ação perigosa (devido aos efeitos colaterais dos remédios), dispendiosa aos sistemas de saúde e que não traria grandes benefícios. Mais do que isto: já que a taxa de conversão do pré-diabetes para diabetes tipo 2 não é muito alta, não vale a pena gastar dinheiro tentando curá-lo, muito menos “estigmatizar” a pessoa com o termo, argumentam os cientistas.
“Nós precisamos parar de ver [o pré-diabetes] como um problema clínico de soluções farmacêuticas e focar em melhorar a saúde pública. A população como um todo seria beneficiada se se alimentasse de maneira mais saudável e praticasse mais exercícios, então não faz sentido apontar o dedo para tantas pessoas e dizer que elas estão doentes”, afirmou em entrevista John Yudikin, professor emérito de Medicina no University College London e um dos autores do artigo.
POR QUE, ENTÃO, EXISTE O TERMO ‘PRÉ-DIABETES’?
Considerar alguém como “pré-diabético” é uma “invenção” recente e que, mais do que qualquer coisa, serve para ajudar a conscientizar o paciente de que medidas drásticas devem ser tomadas a fim de melhorar a saúde.
“Ser identificado como tendo pré-diabetes (…) dá a oportunidade às pessoas que correm altos riscos de desenvolver diabetes tipo 2 – uma condição que dura toda a vida e que é associada a complicações extremamente sérias como cegueira e derrames – de saírem desta situação”, explicou Barbara Young, presidente da ONG Diabetes UK, em entrevista ao Yahoo.
Exercitar-se sempre foi visto como uma das maneiras mais eficientes de curar o pré-diabetes – e continua sendo!
Neste cenário, tratar um pré-diabético com medicamentos seria uma ação perigosa (devido aos efeitos colaterais dos remédios), dispendiosa aos sistemas de saúde e que não traria grandes benefícios. Mais do que isto: já que a taxa de conversão do pré-diabetes para diabetes tipo 2 não é muito alta, não vale a pena gastar dinheiro tentando curá-lo, muito menos “estigmatizar” a pessoa com o termo, argumentam os cientistas.
“Nós precisamos parar de ver [o pré-diabetes] como um problema clínico de soluções farmacêuticas e focar em melhorar a saúde pública. A população como um todo seria beneficiada se se alimentasse de maneira mais saudável e praticasse mais exercícios, então não faz sentido apontar o dedo para tantas pessoas e dizer que elas estão doentes”, afirmou em entrevista John Yudikin, professor emérito de Medicina no University College London e um dos autores do artigo.
POR QUE, ENTÃO, EXISTE O TERMO ‘PRÉ-DIABETES’?
Considerar alguém como “pré-diabético” é uma “invenção” recente e que, mais do que qualquer coisa, serve para ajudar a conscientizar o paciente de que medidas drásticas devem ser tomadas a fim de melhorar a saúde.
“Ser identificado como tendo pré-diabetes (…) dá a oportunidade às pessoas que correm altos riscos de desenvolver diabetes tipo 2 – uma condição que dura toda a vida e que é associada a complicações extremamente sérias como cegueira e derrames – de saírem desta situação”, explicou Barbara Young, presidente da ONG Diabetes UK, em entrevista ao Yahoo.
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