Segundo a psicóloga Fani Malerbi, “a adolescência é, por definição, uma fase de mudanças corporais e de comportamento. Quando a criança é pequena, ela depende totalmente dos seus Como reverter o mau controle da glicemia na adolescênciapais. Conforme vai crescendo, a pessoa vai ganhando autonomia. O adolescente tem condições biológicas e cognitivas de se comportar de forma diferente de uma criança e seu meio social o incentiva a fazê-lo”.
Para o adolescente com diabetes, há momentos que parecem ser desconfortáveis, como ter de fazer uso diário de aplicações de insulinas e controle de glicemias, manter hábitos alimentares e praticar atividades físicas. “Não é possível descrever um único comportamento para todos os adolescentes. Quando ele não aceita a sua condição de portador de diabetes, tem vergonha dos seus pares e não adere ao tratamento, o controle do diabetes fica muito prejudicado”.
A Dra. Roberta Kelly Menezes Maciel Falleiros, endocrinologista pediátrica, ressalta ainda que há mais uma variante que pode prejudicar o controle da glicemia, “muitos adolescentes têm alteração hormonal, que ocasiona uma resistência à insulina aumentada, necessitando uma dose maior do hormônio. No decorrer do tratamento, devem-se ajustar as doses de insulina em cada hora, de acordo com as necessidades de cada período”.
Muitas vezes, para ajudar neste tratamento, e atingir melhor controle glicêmico, é indicada a bomba de insulina. Dra. Roberta comenta “há menor frequência de hipoglicemias assintomáticas e melhor qualidade de vida. Além disso, os riscos e efeitos adversos da terapêutica insulínica em pacientes com diabetes tipo 1 com insulinização intensiva são menores em pacientes usando esta terapia, quando comparados a pacientes sem este esquema. Mas para tal, a segurança e a eficácia do uso da bomba de insulina são altamente dependentes da seleção adequada do paciente, de seu nível de educação em diabetes, de sua adesão às recomendações terapêuticas e do nível técnico e da competência da equipe multidisciplinar responsável”.
Independentemente da terapêutica prescrita pelo médico, a psicóloga Fani ressalta o papel dos pais neste momento: “entender os sentimentos do seu filho, ajudando-o a se adaptar ao tratamento, supervisionando o autocuidado, sem pressioná-lo demais, estabelecendo com ele objetivos realistas que podem ser alcançados e valorizando os comportamentos apropriados são bons caminhos para todos”.
“Quando o médico procura entender o porquê do paciente apresentar uma adesão insuficiente, esforça-se para garantir que as instruções dadas sejam claras e precisas e estabelece uma empatia com o paciente, o tratamento do diabetes terá mais chance de ser bem sucedido” segundo a psicóloga. Se o endocrinologista perceber que o paciente está tendo dificuldade em apresentar os comportamentos de autocuidado necessários para o tratamento, ele pode indicar a visita a um psicólogo. Segundo Fani Malerbi, “este profissional é parte da equipe multidisciplinar que cuida do portador de diabetes e deve estar presente na equipe multidisciplinar desde o momento do diagnóstico”.
Outra dica que Fani deixa é “as associações costumam oferecer Educação em Diabetes e um espaço de trocas de experiências entre pacientes e familiares. Nesse sentido, podem ajudar muito na adaptação de toda a família ao diabetes. Todo o portador de diabetes deveria entender que ao invés de ser controlado pela doença, ele tem a capacidade de controlá-la. Ele é capaz de ser dono de sua própria vida”.
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sábado, 2 de agosto de 2014
Como reverter o mau controle da glicemia na adolescência
Chegar à adolescência é uma fase difícil para muitos garotos e garotas, pois muitos deles costumam questionar comportamentos das pessoas e padrões da sociedade, e muitas vezes, revoltam-se por não serem respeitados pelos seus pontos de vista divergentes.
Segundo a psicóloga Fani Malerbi, “a adolescência é, por definição, uma fase de mudanças corporais e de comportamento. Quando a criança é pequena, ela depende totalmente dos seus Como reverter o mau controle da glicemia na adolescênciapais. Conforme vai crescendo, a pessoa vai ganhando autonomia. O adolescente tem condições biológicas e cognitivas de se comportar de forma diferente de uma criança e seu meio social o incentiva a fazê-lo”.
Para o adolescente com diabetes, há momentos que parecem ser desconfortáveis, como ter de fazer uso diário de aplicações de insulinas e controle de glicemias, manter hábitos alimentares e praticar atividades físicas. “Não é possível descrever um único comportamento para todos os adolescentes. Quando ele não aceita a sua condição de portador de diabetes, tem vergonha dos seus pares e não adere ao tratamento, o controle do diabetes fica muito prejudicado”.
A Dra. Roberta Kelly Menezes Maciel Falleiros, endocrinologista pediátrica, ressalta ainda que há mais uma variante que pode prejudicar o controle da glicemia, “muitos adolescentes têm alteração hormonal, que ocasiona uma resistência à insulina aumentada, necessitando uma dose maior do hormônio. No decorrer do tratamento, devem-se ajustar as doses de insulina em cada hora, de acordo com as necessidades de cada período”.
Muitas vezes, para ajudar neste tratamento, e atingir melhor controle glicêmico, é indicada a bomba de insulina. Dra. Roberta comenta “há menor frequência de hipoglicemias assintomáticas e melhor qualidade de vida. Além disso, os riscos e efeitos adversos da terapêutica insulínica em pacientes com diabetes tipo 1 com insulinização intensiva são menores em pacientes usando esta terapia, quando comparados a pacientes sem este esquema. Mas para tal, a segurança e a eficácia do uso da bomba de insulina são altamente dependentes da seleção adequada do paciente, de seu nível de educação em diabetes, de sua adesão às recomendações terapêuticas e do nível técnico e da competência da equipe multidisciplinar responsável”.
Independentemente da terapêutica prescrita pelo médico, a psicóloga Fani ressalta o papel dos pais neste momento: “entender os sentimentos do seu filho, ajudando-o a se adaptar ao tratamento, supervisionando o autocuidado, sem pressioná-lo demais, estabelecendo com ele objetivos realistas que podem ser alcançados e valorizando os comportamentos apropriados são bons caminhos para todos”.
“Quando o médico procura entender o porquê do paciente apresentar uma adesão insuficiente, esforça-se para garantir que as instruções dadas sejam claras e precisas e estabelece uma empatia com o paciente, o tratamento do diabetes terá mais chance de ser bem sucedido” segundo a psicóloga. Se o endocrinologista perceber que o paciente está tendo dificuldade em apresentar os comportamentos de autocuidado necessários para o tratamento, ele pode indicar a visita a um psicólogo. Segundo Fani Malerbi, “este profissional é parte da equipe multidisciplinar que cuida do portador de diabetes e deve estar presente na equipe multidisciplinar desde o momento do diagnóstico”.
Outra dica que Fani deixa é “as associações costumam oferecer Educação em Diabetes e um espaço de trocas de experiências entre pacientes e familiares. Nesse sentido, podem ajudar muito na adaptação de toda a família ao diabetes. Todo o portador de diabetes deveria entender que ao invés de ser controlado pela doença, ele tem a capacidade de controlá-la. Ele é capaz de ser dono de sua própria vida”.
Segundo a psicóloga Fani Malerbi, “a adolescência é, por definição, uma fase de mudanças corporais e de comportamento. Quando a criança é pequena, ela depende totalmente dos seus Como reverter o mau controle da glicemia na adolescênciapais. Conforme vai crescendo, a pessoa vai ganhando autonomia. O adolescente tem condições biológicas e cognitivas de se comportar de forma diferente de uma criança e seu meio social o incentiva a fazê-lo”.
Para o adolescente com diabetes, há momentos que parecem ser desconfortáveis, como ter de fazer uso diário de aplicações de insulinas e controle de glicemias, manter hábitos alimentares e praticar atividades físicas. “Não é possível descrever um único comportamento para todos os adolescentes. Quando ele não aceita a sua condição de portador de diabetes, tem vergonha dos seus pares e não adere ao tratamento, o controle do diabetes fica muito prejudicado”.
A Dra. Roberta Kelly Menezes Maciel Falleiros, endocrinologista pediátrica, ressalta ainda que há mais uma variante que pode prejudicar o controle da glicemia, “muitos adolescentes têm alteração hormonal, que ocasiona uma resistência à insulina aumentada, necessitando uma dose maior do hormônio. No decorrer do tratamento, devem-se ajustar as doses de insulina em cada hora, de acordo com as necessidades de cada período”.
Muitas vezes, para ajudar neste tratamento, e atingir melhor controle glicêmico, é indicada a bomba de insulina. Dra. Roberta comenta “há menor frequência de hipoglicemias assintomáticas e melhor qualidade de vida. Além disso, os riscos e efeitos adversos da terapêutica insulínica em pacientes com diabetes tipo 1 com insulinização intensiva são menores em pacientes usando esta terapia, quando comparados a pacientes sem este esquema. Mas para tal, a segurança e a eficácia do uso da bomba de insulina são altamente dependentes da seleção adequada do paciente, de seu nível de educação em diabetes, de sua adesão às recomendações terapêuticas e do nível técnico e da competência da equipe multidisciplinar responsável”.
Independentemente da terapêutica prescrita pelo médico, a psicóloga Fani ressalta o papel dos pais neste momento: “entender os sentimentos do seu filho, ajudando-o a se adaptar ao tratamento, supervisionando o autocuidado, sem pressioná-lo demais, estabelecendo com ele objetivos realistas que podem ser alcançados e valorizando os comportamentos apropriados são bons caminhos para todos”.
“Quando o médico procura entender o porquê do paciente apresentar uma adesão insuficiente, esforça-se para garantir que as instruções dadas sejam claras e precisas e estabelece uma empatia com o paciente, o tratamento do diabetes terá mais chance de ser bem sucedido” segundo a psicóloga. Se o endocrinologista perceber que o paciente está tendo dificuldade em apresentar os comportamentos de autocuidado necessários para o tratamento, ele pode indicar a visita a um psicólogo. Segundo Fani Malerbi, “este profissional é parte da equipe multidisciplinar que cuida do portador de diabetes e deve estar presente na equipe multidisciplinar desde o momento do diagnóstico”.
Outra dica que Fani deixa é “as associações costumam oferecer Educação em Diabetes e um espaço de trocas de experiências entre pacientes e familiares. Nesse sentido, podem ajudar muito na adaptação de toda a família ao diabetes. Todo o portador de diabetes deveria entender que ao invés de ser controlado pela doença, ele tem a capacidade de controlá-la. Ele é capaz de ser dono de sua própria vida”.
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