No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Diabetes e Festa Junina
Os pratos típicos da Festa Junina são uma forma de retribuição a São João e a São Pedro pelas chuvas, que beneficiam as plantações. Como é uma época de colheita de vegetais tipicamente americanos como: milho, amendoim, batata-doce e mandioca, são comuns os pratos à base desses ingredientes.
Como a comilança é bastante farta nesta época. É importante seguir algumas dicas para quem possui diabetes e para que não haja um ganho de quilinhos extras!
As preparações, em sua maioria, são ricas em carboidratos e açúcares, porém, há substituições no cardápio para se manter um bom controle do índice glicêmico e de peso.
O programa alimentar do diabético deve ser equivalente ao do dia a dia. O arroz e o macarrão são alimentos substituíveis por: milho cozido, batata doce, pamonha, canjica, pipoca, cuscuz, por exemplo. No grupo das proteínas existe, hoje em dia, uma larga escala de opções como: espetinhos de frango, carne e queijo.
Mas o cuidado com os doces típicos são essenciais! Principalmente no tamanho das porções e quantidade ingerida! Pois sobremesas como frutas não são substituíveis por doces devido ao seu teor de açúcares e deficiência em vitaminas e minerais.
Já com relação às bebidas alcoólicas, pessoas com diabetes devem ser orientadas ao máximo sobre sua restrição, prevenindo desta forma episódios de hiperglicemia e hipoglicemia.
Caso tenha diabetes procure seu nutricionista para fazer um planejamento adequado de substituição dos alimentos. A consciência na hora das escolhas é primordial para o cuidado da saúde!
Aproveite bastante as festas!
RECEITA CURAU DE MILHO VERDE DIET
Rendimento: 12 porções
INGREDIENTES
- 400g de milho natural em grão (cru)
- 4 copos de leite desnatado
4 colheres de sopa de adoçante culinário
- 1 colher de sopa de margarina
- 2 colheres de sopa de amido de milho
- casca de 1 laranja
- canela para polvilhar
MODO DE PREPARO:
Bater o milho no liquidificador com 2 copos de leite e passar por uma peneira. Juntar o restante do leite e os demais ingredientes na seqüência. Cozinhar em fogo brando até obter um creme. Dividir em taças e polvilhar com canela. Servir gelado.
INSTITUTO DA CRIANÇA COM DIABETES - RS
terça-feira, 27 de maio de 2014
TRATAMENTO PARA DIABETES PODE REDUZIR CONSUMO DE INSULINA
Universidade de Harvard (EUA) descobriu um inibidor que bloqueia a enzima que degrada a insulina.
A descoberta de um composto que desacelera a degradação natural da insulina em animais poderia dar lugar a um novo tratamento para a diabetes em humanos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (21) pela revista britânica Nature.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Harvard (EUA) descobriu o inibidor 6bK, o primeiro que bloqueia a enzima que degrada a insulina (IDE, na sigla em inglês), testado em um experimento com ratos.
Até agora, os tratamentos para o diabetes tentavam compensar a resistência à insulina com a injeção direta deste hormônio ou mediante a administração de remédios que estimulavam sua secreção ou tornavam o corpo mais sensível.
No entanto, não se tinha conseguido reduzir a degradação natural da insulina, apesar de que, há décadas, se trabalha com a hipótese que o bloqueio do IDE fosse uma porta para novos tratamentos, especialmente contra o diabetes tipo 2, na qual o organismo apresenta resistência à insulina.
A pesquisa revela também que o IDE regula os níveis de açúcar em sangue através do controle dos hormônios peptídicos glucagon e amilina, envolvidos no processo de regulação da glicose.
O catedrático de Química e Biologia Química da Universidade de Harvard David Liu, pesquisador neste projeto, comentou que este estudo demonstra que o arrefecimento da degradação da insulina apresenta "benefícios nos animais" e que, portanto, "é útil como tratamento".
Os cientistas destacam que há um longo caminho até conseguir que este composto se comercialize como fármaco, mas sublinham que sua descoberta aponte para o IDE como novo objetivo para se conseguir novos tratamentos contra o diabetes.
REMÉDIO QUE ELIMINA O AÇÚCAR PELA URINA É NOVA APOSTA PARA COMBATER O DIABETES
Entre os lançamentos apresentados em fórum há medidor que “conversa” com Iphone e Ipod.
Qualquer pessoa que tem uma doença crônica sonha um dia ouvir a notícia de que pesquisadores descobriram a cura para o seu problema. No caso do diabetes, essa realidade ainda está distante, mas enquanto não chega a esperança do paciente se renova cada vez que a indústria farmacêutica lança produtos capazes de facilitar o tratamento e melhorar a qualidade de vida. No último Fórum Internacional de Diabetes, realizado recentemente pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) em parceria com a IDF (Federação Internacional de Diabetes) e a Associação Latino-Americana de Diabetes, em Foz do Iguaçu, foram apresentados medicamentos e tecnologias que prometem controlar a glicemia de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais.
Entre as novidades estão medicamentos que estimulam a perda de açúcar pela urina, insulina com efeito de mais de 40 horas, remédio que alia controle glicêmico com redução de apetite, bomba de insulina inteligente que para de funcionar em caso de hipoglicemia e medidor de glicemia que “conversa” com Iphone e Ipod Touch e envia dados do paciente para o e-mail do médico.
Para o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da SBD, “é inegável que os lançamentos deste setor contribuem para melhorar o controle da glicemia, mas é preciso saber usá-los”.
— Não adianta o melhor remédio do mundo se a pessoa não sabe usar o recurso do jeito correto. Por isso, reforço que a educação em diabetes é fundamental. Além disso, não basta só medicamento para tratar a doença. Exercício físico, alimentação balanceada e acompanhamento médico são primordiais para o bom controle da glicemia e a prevenção de complicações.
O diabetes atinge mais de 383 milhões de pessoas no mundo e até 2035 a previsão é que esse número chegue a 592 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição do ranking, com 11,9 milhões de diabéticos, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos, segundo o mais recente relatório divulgado no ano passado pela IDF.
Para tratar o diabetes tipo 2, que representa 90% dos casos da doença entre os brasileiros, a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis lançou o Lyxumia (lixisenatida). O medicamento promete aumentar o tempo de esvaziamento gástrico, ou seja, mantém a comida por mais tempo no estômago, conforme explica o endocrinologista João Eduardo Salles, professor titular de endocrinologia da Santa Casa de São Paulo e diretor da SBD.
— O medicamento age de forma semelhante a uma substância natural do organismo chamada GLP-1, que está associada à produção de insulina. Quanto mais tempo a comida fica no estômago, mais lenta é a elevação da glicemia. Além disso, por conta desse mecanismo o paciente ainda se beneficia com a redução do apetite e do peso.
O medicamento já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas só deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. Outra novidade para os diabéticos tipo 2 é o Forxiga (dapagliflozina) — remédio que atua no rim e estimula a perda de açúcar e sódio pela urina e, consequentemente, reduz o peso e a pressão arterial.
Segundo o laboratório AstraZeneca, que produz o medicamento, o Forxiga pode ser usado em qualquer fase da doença como monoterapia ou combinado com a insulina. O medicamento é de uso oral e deve ser administrado uma vez ao dia. Já disponível no mercado brasileiro, uma caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 130.
Com tantas classes de medicamentos, o endocrinologista Luiz Turatti, vice-presidente da SBD, reforça que o tratamento do diabetes deve ser individualizado e combinar mais de uma droga.
— Hoje em dia, tratar diabetes com um único remédio funciona cada vez menos. A tendência é combinar dois ou mais medicamentos e, claro, conhecer o perfil do paciente. Tratar uma pessoa de 45 anos e um idoso de 70 é completamente diferente.
Novas armas contra o diabetes tipo 1
O laboratório Novo Nordisk apresentou a primeira insulina de ação ultraprolongada com efeito de 42 horas. Chamada de tresiba, a grande vantagem do medicamento é que o paciente não precisa fazer a aplicação sempre no mesmo horário, explica a gerente médica de diabetes do laboratório, Mariana Narbot.
— A insulina garante cobertura de 24 horas de forma homogênea, causando menos hipoglicemia noturna. Apesar de agir por mais de 40 horas, a aplicação deve ser diária, com intervalo mínimo de oito horas.
A insulina foi liberada pela Anvisa em fevereiro deste ano e está em fase de aprovação de preço para a comercialização. A previsão é que ela esteja nas farmácias de todo o País no segundo semestre.
Para aqueles que usam bombas de insulina, a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. O diferencial é que o aparelho interrompe o fornecimento de insulina caso o paciente apresente hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue muito baixos). A bomba já tem autorização da Anvisa para ser vendida no País.
Mesmo com tantos lançamentos, o presidente da SBD alerta que o número de portadores da doença só aumenta no Brasil e no mundo, especialmente por causa do excesso de peso, sedentarismo e má qualidade da alimentação.
— Sou fã da tecnologia e sabemos que os novos medicamentos mudam paradigmas e permitem um controle melhor, mas infelizmente não são acessíveis a todos. Para combater a doença, acredito em informação, conscientização e educação.
Turatti concorda com o colega, mas não se mostra otimista com a mudança do cenário nos próximos anos.
— Temos todas as armas para combater o diabetes, mas o governo não está preocupado com a doença. Na rede pública, as medicações são antigas, sem falar na falta de conscientização do paciente, médicos e familiares.
Salles acrescenta que não há políticas públicas efetivas para a redução da obesidade, principal causa do diabetes tipo 2, e nem ações que mostrem a importância da prevenção.
— Em um País que ainda tem dengue e doença infectocontagiosa, fica difícil combater o diabetes, que é uma doença silenciosa e traiçoeira. É preciso tirar da cabeça da população que só é diabético quem come doce.
Medidor de glicemia que “conversa” com o Iphone
O tratamento do diabetes exige a constante monitorização da glicemia — aquela picadinha diária no dedo que fornece uma gota de sangue para o paciente medir a quantidade de glicose naquele momento. A novidade neste setor são dois monitores fabricados pela Sanofi-Aventis: IBGStar™ (foto acima) e BG Star. O primeiro lembra um pen drive e é compatível com o iPhone e o iPod Touch, ou seja, o paciente mede a glicemia e compartilha os dados com o médico via e-mail. Já o BG Star é um aparelho comum, igual aos já disponíveis no mercado brasileiro.
Segundo o laboratório, ambos devem chegar às prateleiras das farmácias entre junho e julho deste ano. O IBGStar será comercializado por cerca de R$ 250 e o BG Star custará bem menos, R$ 80.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Estudo identifica alimentos que ajudam a controlar o diabetes tipo 1
Alimentos com ômega-3 (peixes) e leucina (soja e laticínios) ajudam o organismo de pacientes com diabetes tipo 1 a produzir mais insulina. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Diabetes Care, esses alimentos conseguem barrar a condição por cerca de dois anos em jovens recém diagnosticados — mas não excluem a necessidade de tratamento terapêutico.
No diabetes tipo 1, o sistema imunológico reconhece como inimigas e ataca as células que produzem a insulina, um hormônio que ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue. Em algumas situações, no entanto, pessoas com a doença continuam a produzir alguma quantidade — mesmo que insuficiente — desse hormônio. Assim, é necessário o monitoramento dos níveis de glicose várias vezes ao dia, além da reposição de insulina no organismo.
Saiba mais
DIABETES TIPO 1
Neste tipo da doença, a produção de insulina no pâncreas é insuficiente . Os pacientes precisam, então, de doses extras diárias (injeções) de insulina para conseguir manter a glicose em níveis normais. A doença é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. O aumento da doença pode ser explicado por sua etiologia multifatorial: ela pode ser desencadeada por infecções virais e aumento de peso, por exemplo.
DIABETES TIPO 2
Enquanto a diabetes tipo 1 ocorre pela falta da produção de insulina, na do tipo 2 a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. É causada por uma mistura de fatores genéticos e pelo estilo de vida: 80% a 90% das pessoas que têm o tipo 2 da diabetes são obesas.
Segundo o novo estudo, alimentos que contenham ômega-3, um tipo de gordura presente em peixes, azeite e amêndoas, ou leucina, um aminoácido encontrado principalmente em alimentos ricos em proteína, como soja, carnes e laticínios, ajudam jovens recentemente diagnosticados com diabetes tipo 1 a continuar produzindo certa quantidade de insulina durante até dois anos.
Apesar do benefício, esses alimentos não eliminam a necessidade de reposição de insulina por meio de injeções. Mas diminuem a quantidade do hormônio que é preciso repor e ajudam a controlar a glicose e a prevenir possíveis complicações da doença. Por isso, os autores do estudo reforçam que a pesquisa ainda é muito inicial e não deve fazer com que os pais de crianças com diabetes tipo 1 deixem de seguir as orientações médicas para tratar a doença.
Análise — Para realizar a pesquisa, os autores analisaram 1.316 crianças e adolescentes de até 20 anos que haviam sido diagnosticados com diabetes tipo 1 há dez meses ou menos. Os participantes forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos alimentares e tiveram amostras de sangue recolhidas para que os especialistas analisassem seus níveis de certos nutrientes e também de insulina. Os jovens foram acompanhados durante dois anos e, no final do estudo, os autores voltaram a analisar os níveis de insulina de cada um.
“É possível que existam outras maneiras de melhorar a produção de insulina depois do diagnóstico de diabetes tipo 1. Dentro do contexto de uma dieta saudável, produtos ricos em proteína e alimentos como o salmão, por exemplo, podem ajudar. Mas os pais não devem esperar que esses alimentos façam um milagre. Seus filhos ainda vão precisar de insulina”, diz Elizabeth Mayer-Davis, chefe do departamento de nutrição da Universidade da Carolina do Sul e coordenadora do estudo.
Segundo a pesquisadora, novos trabalhos precisam ser feitos para confirmar esse achado. Além disso, ela acredita que é impossível dizer, a partir desse estudo, se tais alimentos também podem ajudar pessoas com diabetes tipo 2.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Nova caneta de insulina reutilizável para pessoas com diabetes tipo 1
Sanofi lança em Portugal a JuniorSTAR, com visor grande e que permite reutilizar a insulina.
A Sanofi acaba de lançar em Portugal a JuniorSTAR, uma nova caneta de insulina reutilizável que marca de meia em meia unidade e que pode ser utilizada com Lantus (glargina de insulina), Apidra (insulina glulisina) ou Insuman (insulina humana recombinante).
Permitindo a marcação de 1 a 30 unidades por injecção, com incrementos de meia em meia unidade, a JuniorSTAR é uma caneta leve e de fácil utilização com um visor de dosagem grande e com sistema de remarcação de dose simples que evita o desperdício de insulina. A JuniorSTAR foi desenvolvida e é fabricada pelo parceiro da Sanofi, Haselmeier GmbH, em Estugarda (Stuttgart), na Alemanha.
Guida Rebelo, product manager da área da Diabetes na Sanofi Portugal, afirma que «é com grande satisfação que lançamos em Portugal a JuniorSTAR, uma caneta concebida para todas as pessoas com diabetes tipo 1, em particular os mais jovens, pois sabemos que incidência da doença está a aumentar neste grupo, o seu aparecimento é cada vez mais precoce e esta população pelas suas características (idade, peso e fase da puberdade em que se encontram) podem ser muito sensíveis a pequenas variações de insulina».
«A caneta de meia unidade pode proporcionar uma maior flexibilidade no atingimento das doses ideais de insulina em crianças com DMT1, proporcionando a individualização do tratamento neste grupo de doentes. Esta nova caneta é fácil de utilizar e permite a administração de pequenas doses de insulina, adaptadas às crianças com pouco peso, evitando assim o desperdício», acrescenta.
As canetas com marcação de meia em meia unidade proporcionam uma flexibilidade na obtenção de doses de insulina apropriadas, especialmente nos jovens doentes com diabetes tipo 1.
A JuniorSTAR foi testada por pessoas com diabetes tipo 1 (com idades entre os 6 e os 18 anos), pais e enfermeiros num survey não comparativo com 167 utilizadores de canetas de insulina, de cinco países europeus:
- 81% dos doentes/pais e 86% dos enfermeiros concordaram que é fácil de transportar no dia-a-dia, devido ao seu peso reduzido (aproximadamente 34 gramas).
- 98% dos doentes/pais e 94% dos enfermeiros concordaram que é de fácil leitura, devido ao seu visor de dosagem grande e com números legíveis.
- Além disso, 91% dos pais/doentes e 89% dos enfermeiros concordaram que a marcação era fácil devido ao seu carregador simples que permite remarcações, uma característica que evita o desperdício de insulina.
- De um modo geral, 93% dos participantes no inquérito concordaram com a sua facilidade de utilização.
Um número crescente de pessoas com diabetes tipo 1 é diagnosticado em todo o mundo, com idades cada vez menores.
A JuniorSTAR cumpre a nova norma ISO 11608-1 2012, passou em todos os requisitos de robustez e precisão de dose, e vai estar disponível em Portugal em duas cores diferentes (azul, e prateado) para flexibilidade e diferenciação do tipo de insulina.
Evitar glúten na gravidez pode prevenir diabetes tipo 1
Pesquisa indica que deixar de comer glúten, presente em alimentos como pães e cervejas, pode melhorar o sistema imune dos pequenos, evitando o diabetes tipo 1.
“Qual alimento comprar para que meu filhinho nasça saudável?”
Muita gente se pergunta o que, afinal, causa o diabetes tipo 1. Cientistas do mundo inteiro buscam a resposta a esta questão. O tipo 1 do diabetes é uma doença que normalmente aparece bem cedo na vida e é resultado do sistema imune do nosso corpo matando as células que produzem insulina. O que causa este ataque ao próprio corpo é ainda um mistério. Por surgir cedo na vida, muitos pesquisadores acreditam que problemas durante a gestação podem influenciar negativamente nosso sistema imune, causando o descontrole.
Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriu um possível motivo por trás disto. Eles mostram, em um artigo publicado no periódico científico Diabetes, que camundongas grávidas alimentadas com um dieta sem glúten dão à luz filhinhos muito menos propensos a ter diabetes tipo 1.
O QUE O GLÚTEN TEM A VER COM O DIABETES?
Você sabe o que é o glúten?
Glúten é um componente natural de alimentos como trigo, aveia, cevada e malte. Normalmente, é um nutriente benéfico à saúde. Porém, ele é mais conhecido (e costuma aparecer bastante nos rótulos dos alimentos) porque algumas pessoas possuem a doença celíaca, um problema de saúde no qual a ingestão de glúten provoca diversos sintomas negativos, como diarreia, desnutrição e anemia.
De acordo com a Associação dos Celíacos do Brasil, “os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação”.
E qual seria a relação entre esta proteína e o diabetes? Segundo os pesquisadores dinamarqueses, o glúten influencia a composição da flora intestinal, importante reguladora do sistema imune.
Em outras palavras, o glúten modifica a quantidade de certas bactérias que vivem no nosso intestino. É o contato do sistema de defesa do corpo com essas bactérias que poderia deixá-lo “alterado”, fazendo com que passe a atacar as células que produzem insulina.
FUTURAS MAMÃES DEVEM PARAR DE COMER GLÚTEN?
A descoberta de que camundongas grávidas que não se alimentam com glúten geram filhos com menos chance de ser diabéticos não necessariamente significa que a história seja a mesma no caso dos humanos. Porém, os pesquisadores estão otimistas de que existe, também entre nós, uma relação entre glúten e o diabetes tipo 1.
“Se nós descobrirmos como o glúten ou certas bactérias intestinais modificam o sistema imune e a fisiologia das células beta (produtoras de insulina), este conhecimento poderá ser utilizado para desenvolver novos tratamentos”, disse Camila Hansen, uma das cientistas envolvidas no estudo.
Portanto, ainda não é hora de abolir o glúten da dieta. Porém, vamos ficar de olho em novas pesquisas que podem correlacionar – agora em humanos – este nutriente a chances maiores de se ter diabetes!
“Qual alimento comprar para que meu filhinho nasça saudável?”
Muita gente se pergunta o que, afinal, causa o diabetes tipo 1. Cientistas do mundo inteiro buscam a resposta a esta questão. O tipo 1 do diabetes é uma doença que normalmente aparece bem cedo na vida e é resultado do sistema imune do nosso corpo matando as células que produzem insulina. O que causa este ataque ao próprio corpo é ainda um mistério. Por surgir cedo na vida, muitos pesquisadores acreditam que problemas durante a gestação podem influenciar negativamente nosso sistema imune, causando o descontrole.
Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriu um possível motivo por trás disto. Eles mostram, em um artigo publicado no periódico científico Diabetes, que camundongas grávidas alimentadas com um dieta sem glúten dão à luz filhinhos muito menos propensos a ter diabetes tipo 1.
O QUE O GLÚTEN TEM A VER COM O DIABETES?
Você sabe o que é o glúten?
Glúten é um componente natural de alimentos como trigo, aveia, cevada e malte. Normalmente, é um nutriente benéfico à saúde. Porém, ele é mais conhecido (e costuma aparecer bastante nos rótulos dos alimentos) porque algumas pessoas possuem a doença celíaca, um problema de saúde no qual a ingestão de glúten provoca diversos sintomas negativos, como diarreia, desnutrição e anemia.
De acordo com a Associação dos Celíacos do Brasil, “os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação”.
E qual seria a relação entre esta proteína e o diabetes? Segundo os pesquisadores dinamarqueses, o glúten influencia a composição da flora intestinal, importante reguladora do sistema imune.
Em outras palavras, o glúten modifica a quantidade de certas bactérias que vivem no nosso intestino. É o contato do sistema de defesa do corpo com essas bactérias que poderia deixá-lo “alterado”, fazendo com que passe a atacar as células que produzem insulina.
FUTURAS MAMÃES DEVEM PARAR DE COMER GLÚTEN?
A descoberta de que camundongas grávidas que não se alimentam com glúten geram filhos com menos chance de ser diabéticos não necessariamente significa que a história seja a mesma no caso dos humanos. Porém, os pesquisadores estão otimistas de que existe, também entre nós, uma relação entre glúten e o diabetes tipo 1.
“Se nós descobrirmos como o glúten ou certas bactérias intestinais modificam o sistema imune e a fisiologia das células beta (produtoras de insulina), este conhecimento poderá ser utilizado para desenvolver novos tratamentos”, disse Camila Hansen, uma das cientistas envolvidas no estudo.
Portanto, ainda não é hora de abolir o glúten da dieta. Porém, vamos ficar de olho em novas pesquisas que podem correlacionar – agora em humanos – este nutriente a chances maiores de se ter diabetes!
Por que meu pâncreas não produz insulina?
Boa parte de quem está com diabetes tipo 1 ainda não sabe o que causa a doença. O dr. Carlos Eduardo Couri dá algumas respostas neste ótimo texto!
Nosso sistema de defesa nos protege de muitos inimigos da saúde…mas quando resolve atacar o próprio corpo, as conseqüências podem ser drásticas.
Freqüentemente no consultório recebo pacientes com diabetes tipo 1 de longa duração. O fato interessante é que a grande maioria dos pacientes não sabe ao certo como o diabetes se desenvolve, mesmo sendo portadores há muitos anos.
Para começar a explicar devemos relembrar do sistema imunológico. Este sistema imunológico é responsável pelas defesas naturais de nosso organismo contra vírus, bactérias, vermes, etc. Com ele nós entramos em contato com inúmeros agentes infecciosos a cada minuto sem desenvolver qualquer tipo de sintoma. Apenas para dar um exemplo, o sistema imunológico funciona como se fosse um policial que protege nosso organismo.
No caso do diabetes tipo 1, o sistema imunológico ficou louco. É isto mesmo! Em vez de ele somente proteger o nosso organismo ele resolve também atacar as células produtoras de insulina localizadas no pâncreas chamadas células β. Este fato é denominado autoimunidade. Com isto, as células β são destruídas e não produzem a insulina tão necessária para a nossa sobrevivência.
Ninguém sabe ao certo o motivo pelo qual o sistema imunológico resolve atacar o próprio organismo, as células β. O que se sabe é que a culpa é 30% da genética e 70% dos fatores ambientais.
Atualmente a teoria mais aceita para o desenvolvimento do diabetes tipo 1 é a seguinte: Há tempos atrás (meses ou anos) o paciente entra em contato com um determinado vírus que tem semelhanças com as células β produtoras de insulina. O sistema imunológico então começa a destruir os vírus; porém, devido à grande semelhança entre o vírus e as células β, o sistema imunológico começa equivocadamente a agredir também as células β.
Fato interessante é que, conforme frisado acima, este processo de auto-destruição se inicia meses a anos antes da eclosão dos sintomas. A massa de células β é gradualmente destruída até que o percentual destruído é tão grande que a capacidade secretora de insulina se reduz muito e se iniciam os sintomas, como beber muita água, urinar muito e perder peso.
O que não sabemos até hoje é quais são os genes exatamente relacionados ao diabetes tipo 1 e por que alguns pacientes desenvolvem o diabetes e por que outros pacientes não desenvolvem. Não sabemos também quais vírus ou outros agentes que desencadeiam este processo.
Nosso sistema de defesa nos protege de muitos inimigos da saúde…mas quando resolve atacar o próprio corpo, as conseqüências podem ser drásticas.
Freqüentemente no consultório recebo pacientes com diabetes tipo 1 de longa duração. O fato interessante é que a grande maioria dos pacientes não sabe ao certo como o diabetes se desenvolve, mesmo sendo portadores há muitos anos.
Para começar a explicar devemos relembrar do sistema imunológico. Este sistema imunológico é responsável pelas defesas naturais de nosso organismo contra vírus, bactérias, vermes, etc. Com ele nós entramos em contato com inúmeros agentes infecciosos a cada minuto sem desenvolver qualquer tipo de sintoma. Apenas para dar um exemplo, o sistema imunológico funciona como se fosse um policial que protege nosso organismo.
No caso do diabetes tipo 1, o sistema imunológico ficou louco. É isto mesmo! Em vez de ele somente proteger o nosso organismo ele resolve também atacar as células produtoras de insulina localizadas no pâncreas chamadas células β. Este fato é denominado autoimunidade. Com isto, as células β são destruídas e não produzem a insulina tão necessária para a nossa sobrevivência.
Ninguém sabe ao certo o motivo pelo qual o sistema imunológico resolve atacar o próprio organismo, as células β. O que se sabe é que a culpa é 30% da genética e 70% dos fatores ambientais.
Atualmente a teoria mais aceita para o desenvolvimento do diabetes tipo 1 é a seguinte: Há tempos atrás (meses ou anos) o paciente entra em contato com um determinado vírus que tem semelhanças com as células β produtoras de insulina. O sistema imunológico então começa a destruir os vírus; porém, devido à grande semelhança entre o vírus e as células β, o sistema imunológico começa equivocadamente a agredir também as células β.
Fato interessante é que, conforme frisado acima, este processo de auto-destruição se inicia meses a anos antes da eclosão dos sintomas. A massa de células β é gradualmente destruída até que o percentual destruído é tão grande que a capacidade secretora de insulina se reduz muito e se iniciam os sintomas, como beber muita água, urinar muito e perder peso.
O que não sabemos até hoje é quais são os genes exatamente relacionados ao diabetes tipo 1 e por que alguns pacientes desenvolvem o diabetes e por que outros pacientes não desenvolvem. Não sabemos também quais vírus ou outros agentes que desencadeiam este processo.
ICD
terça-feira, 6 de maio de 2014
Matheus Santana, nadador com diabetes, quebra recorde mundial!
Jovem diabético supera as variações da glicemia e os adversários no Troféu Maria Lenk, em São Paulo, e quebra recorde mundial.
Há um novo grande nome das piscinas brasileiras: Matheus Santana. Seguindo os passos (e braçadas!) de campeões mundiais como Gustavo Borges e César Cielo, Matheus vem quebrando recordes e vencendo competições de altíssimo nível nos últimos anos. O que torna a história de Matheus ainda mais incrível são dois fatores: o primeiro é a idade (Matheus tem hoje apenas 18 anos) e o segundo é o diabetes tipo 1, que acompanha o jovem nadador há 10 anos.
O Diabeticool publicou em março uma reportagem especial sobre Matheus, contando como é o dia-a-dia de treinamentos do rapaz, como o diabetes influencia sua forma física e listando alguns dos recordes do campeão. Clique aqui para reler o texto!
Na época, Matheus ainda era considerado “uma promessa”. Hoje, porém, ele já é um grande nome do esporte aquático. Na última semana, disputou o Troféu Maria Lenk, em São Paulo, participando das provas de 100m livres. Neste quesito, o recorde mundial júnior era de 48 segundos e 97 décimos. Era. Matheus quebrou o recorde duas vezes, a primeira durante as eliminatórias (fez 48s85) e, depois, na final, com 48s61.
Ganhou, por estes feitos, o respeito do público e dos colegas, além da medalha de prata da competição (o ouro ficou com Cielo, que completou a prova em 48s13, mas é da categoria adulto).
Mais do que respeito, Matheus já tem garantidos os tratamentos para o diabetes tipo 1, muito importantes porque, certa vez, ele já deixou de participar de eventos internacionais por estar com a glicemia descontrolada. As informações a seguir são da Folha de São Paulo.
“Para não correr mais risco de perder o jovem talento nas próximas competições rumo à Rio-2016, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e o Comitê Olímpico Brasileiro vão investir no tratamento médico dele.
Médicos das duas entidades vão se reunir e traçar um modelo de acompanhamento especial para que ele não tenha problemas com a diabetes, hoje sob controle.
“Pelo que soube, eles vão me oferecer tudo o que eu precisar na parte médica de saúde. Essa questão de tratamento requer dinheiro, e muito”, afirmou Matheus.
Segundo o nadador, o gasto com compra de insulina nunca é menor do que R$ 300 ou R$ 400 por mês, ou em até menos. “Esse custo é meu ou do meu clube [Unisanta], então se conseguir uma ajuda é bom.”
Outra novidade deve ser a compra de um equipamento para regular exatamente os índices (de hemoglobina, glicose e afins) de Matheus.”
Há um novo grande nome das piscinas brasileiras: Matheus Santana. Seguindo os passos (e braçadas!) de campeões mundiais como Gustavo Borges e César Cielo, Matheus vem quebrando recordes e vencendo competições de altíssimo nível nos últimos anos. O que torna a história de Matheus ainda mais incrível são dois fatores: o primeiro é a idade (Matheus tem hoje apenas 18 anos) e o segundo é o diabetes tipo 1, que acompanha o jovem nadador há 10 anos.
O Diabeticool publicou em março uma reportagem especial sobre Matheus, contando como é o dia-a-dia de treinamentos do rapaz, como o diabetes influencia sua forma física e listando alguns dos recordes do campeão. Clique aqui para reler o texto!
Na época, Matheus ainda era considerado “uma promessa”. Hoje, porém, ele já é um grande nome do esporte aquático. Na última semana, disputou o Troféu Maria Lenk, em São Paulo, participando das provas de 100m livres. Neste quesito, o recorde mundial júnior era de 48 segundos e 97 décimos. Era. Matheus quebrou o recorde duas vezes, a primeira durante as eliminatórias (fez 48s85) e, depois, na final, com 48s61.
Ganhou, por estes feitos, o respeito do público e dos colegas, além da medalha de prata da competição (o ouro ficou com Cielo, que completou a prova em 48s13, mas é da categoria adulto).
Mais do que respeito, Matheus já tem garantidos os tratamentos para o diabetes tipo 1, muito importantes porque, certa vez, ele já deixou de participar de eventos internacionais por estar com a glicemia descontrolada. As informações a seguir são da Folha de São Paulo.
“Para não correr mais risco de perder o jovem talento nas próximas competições rumo à Rio-2016, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e o Comitê Olímpico Brasileiro vão investir no tratamento médico dele.
Médicos das duas entidades vão se reunir e traçar um modelo de acompanhamento especial para que ele não tenha problemas com a diabetes, hoje sob controle.
“Pelo que soube, eles vão me oferecer tudo o que eu precisar na parte médica de saúde. Essa questão de tratamento requer dinheiro, e muito”, afirmou Matheus.
Segundo o nadador, o gasto com compra de insulina nunca é menor do que R$ 300 ou R$ 400 por mês, ou em até menos. “Esse custo é meu ou do meu clube [Unisanta], então se conseguir uma ajuda é bom.”
Outra novidade deve ser a compra de um equipamento para regular exatamente os índices (de hemoglobina, glicose e afins) de Matheus.”
segunda-feira, 5 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Açúcar deve ser consumido por diabético em caso de hipoglicemia
Se quadro não for tratado, a queda de glicose no sangue pode causar desmaios e até crise convulsiva
A hipoglicemia — queda de açúcar no sangue — é um dos principais medos de quem tem diabetes. O quadro é mais comum em pessoas com diabetes tipo 1 e se não tratado em tempo, pode desencadear desmaios e até crise convulsiva. O endócrino-pediatra Dr. Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, enumera os sinais que podem avisar a presença do quadro.
— A pessoa pode sentir tremor, irritabilidade, tontura, sonolência, suor frio nas mãos, fome e dor de cabeça. No caso de criança na escola, pode-se observar se ela está muito quieta nas aulas e de cabeça baixa.
De acordo com o médico, a hipoglicemia é causada por excesso de insulina, muitas horas em jejum ou exercício físico não programado. A dona de casa Elisângela da Silva Cardoso Paulino, de 38 anos, já passou por essa situação com a filha Stéfani da Silva Paulino, 12 anos, portadora de diabetes tipo 1 desde os quatro. Não à toa, ela adota algumas medidas preventivas.
— Procuro colocar sachês de mel, refrigerante e açúcar na bolsa da Stéfani. Além disso, minha filha sempre leva o medidor de glicose para onde ela for.
Quando o paciente começa a sentir os primeiros sinais de hipoglicemia é importante checar o valor da glicemia antes de tomar qualquer atitude. Caso esteja abaixo de 70 mg/dl, a nutricionista Kariane Krinas Bavison, da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), recomenda o consumo de 15 g a 20 g de carboidratos, o que representa um copo de suco de laranja ou refrigerante normal, três balas ou um sachê de glicose.
— Com o consumo do doce, espera-se que a glicemia suba após 10 a 20 minutos. Passado esse tempo, é importante monitorar a glicemia novamente para ter certeza de que houve o aumento esperado.
Caso isso não aconteça, a nutricionista Gisele Rossi Gouveia, também da SBD, orienta repetir o procedimento até que a glicemia se estabilize.
— O paciente consome novamente 15 g a 20 g de carboidratos e espera-se que com essa suplementação o valor da glicemia aumente em 50 mg/dl.
Em relação à alimentação dos diabéticos, não deveria haver muita diferença na rotina de pessoas sem a doença. A adoção de um cardápio saudável, rico em frutas e verduras e pobre em gorduras e sal, deveria ser prioridade para qualquer cidadão, conforme reforça o Dr. Calliari.
— Hábitos saudáveis previnem uma série de doenças, por isso todos deveriam priorizar uma alimentação balanceada. No caso dos diabéticos, vale deixar os alimentos que contêm açúcar fora do cardápio e priorizar os produtos dietéticos, além das frutas, legumes, verduras e alimentos ricos em fibras.
Fora isso, as nutricionistas lembram a importância de fracionar as refeições para evitar períodos prolongadas em jejum, o que aumenta o risco de hipoglicemia. A recomendação para o portador de diabetes, que também pode ser adotada pela população em geral, é comer a cada três horas.
Falta informação sobre o diabetes tipo 1, especialmente nas escolas, alerta especialista
É essencial a família informar a presença da doença para diretores e professores
Achar uma escola que ofereça estrutura adequada para cuidar do aluno que tem diabetes nem sempre é fácil. A dona de casa Elisângela da Silva Paulino, de 38 anos, vivenciou essa realidade e confirma que as escolas carecem de treinamento, informação e profissionais de saúde.
Elisângela é mãe de Stéfani Paulino, de 12 anos, portadora de diabetes tipo 1 desde os quatro. A doença, conforme explica o endócrino-pediatra Dr. Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, é mais comum na infância e adolescência.
— Por ser uma doença autoimune, o diabetes juvenil [como era conhecido] produz anticorpos que atacam as células do pâncreas, responsáveis por produzir insulina, impedindo o seu funcionamento. Com isso, há um acúmulo de açúcar no sangue que não é transformado em energia.
Segundo o Dr. Calliari, os principais sintomas para diagnosticar o diabetes são vontade constante de urinar, sede e fome excessivas e perda de peso. Para controlar a doença, a criança precisa fazer aplicações diárias de insulina, manter uma alimentação balanceada e praticar atividade física.
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A escola também exerce um papel fundamental nesse processo, já que a criança passa boa parte do seu tempo na instituição. Por isso, é essencial a família informar a presença do diabetes para diretores e professores.
Como ainda falta informação sobre o assunto e muitas instituições de ensino não sabem lidar com o aluno diabético, a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) criou o site Diabetes nas Escolas, com o objetivo de disseminar conhecimento e esclarecer as dúvidas de professores e pais (www.diabetesnasescolas.com.br).
— Há famílias que ficam desesperadas por saber que as escolas não estão prontas para lidar com o diabetes. Apesar de haver palestras e reuniões sobre a doença, essas ações ainda atingem um nicho muito pequeno em São Paulo e no resto do País.
Elisângela se diz satisfeita com a escola atual de sua filha, mas, ainda assim, afirma que é necessária a presença de um profissional da saúde para atuar em casos de emergência.
— Algumas vezes deixei de fazer as atividades em casa para ir à escola aplicar insulina em Stéfani porque a glicemia estava alta ou quando ela precisava ficar até mais tarde para estudar.
Embora a garota já tenha idade suficiente para fazer a autoaplicação de insulina, a mãe conta que a filha tem vergonha de fazer o procedimento na frente dos amigos. Nesse caso, aconselha o Dr. Calliari, é importante que os pais estimulem a criança a manusear a insulina e assumir a doença.
— É crucial a família formar uma relação com a escola para trocar informações e mostrar que é possível viver bem com diabetes.
Educação física e passeios escolares
Crianças com diabetes podem participar de atividades físicas e passeios promovidos pela escola sem limitação. Isso é o que garante o endócrino-pediatra. Ele ensina que é fundamental a criança se alimentar antes dos exercícios e estar sempre bem orientada para agir em situações de hipoglicemia ou hiperglicemia.
— A criança deve ser tratada sem nenhuma limitação ou tratamento especial, mas com um olhar carinhoso para que ela não se sinta desconfortável, discriminada e insegura.
Apesar de o diabetes de Stéfani ser controlado, a mãe não deixa de tomar os devidos cuidados com a filha. Tanto que optou por deixar o trabalho de lado para dedicar o tempo à menina.
— Agora que ela está mais velha, eu a deixo ir aos passeios da escola e na casa dos amigos, mas sempre ciente sobre sua alimentação e os horários da insulina. Sou uma mãe dedicada e sei que crianças com diabetes são como qualquer outra pessoa. Se se cuidarem direitinho, terão uma saúde perfeita.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Bayer investe em site e aplicativo gratuitos para diabéticos
“Portal Diabetes” possui conteúdo desenvolvido por médicos especialistas e aplicativo permite que o usuário registre informações, tais como os seus índices de glicemia e a contagem de carboidratos consumidos
Bayer lança “Portal Diabetes” com conteúdo desenvolvido por médicos especialistas e pacientes, elaborado em linguagem prática e de fácil entendimento. O acesso é irrestrito, sem necessidade de cadastramento prévio.
O site oferece loja virtual, que possibilita a conveniência de adquirir monitores de glicose e acessórios de produtos da marca.
Outra tecnologia que auxilia as pessoas com diabetes é o aplicativo (app) GlicoCare. O aplicativo transforma aparelhos IOS (iPhone e iPad) e Androids em ferramentas auxiliares para o controle do diabetes. o App é gratuito e permite que o usuário registre informações, tais como os seus índices de glicemia e a contagem de carboidratos consumidos, além de consultar dicas de saúde.
O aplicativo pode ser baixado na App Store e no Google Play.
Diabetes: avanço no tratamento de doenças vasculares da retina evita perda da visão
O diabetes é uma doença crônica que atinge 2% da população mundial, ou seja, 140 milhões de pessoas – sendo que a maioria sofre, em menor ou maior grau, de problemas de visão. Desde um ‘simples’ embaçamento da visão ou aumento de grau, até a perda da visão central. Além de manter a taxa de glicemia em níveis aceitáveis, consultar um oftalmologista ao menor desconforto visual é importante para controlar esses desdobramentos que no início podem ser assintomáticos. Àqueles que já estão sentindo alterações na retina causadas pela doença, uma boa notícia: já estão disponíveis as ‘injeções intravítreas de antiangiogênicos’ (Lucentis e Eylia), devidamente liberadas pela ANVISA e pelo FDA.
“O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão causada por edema macular e neovascularização. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino. O procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para se obter resultados duradouros e o paciente deve usar colírios antibióticos por cerca de trinta dias”, diz o doutor Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.
De acordo com o oftalmologista, ensaios clínicos demonstraram que a aplicação de antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos – considerado um método altamente eficaz. Até recentemente, os pacientes diabéticos contavam somente com a fotocoagulação a laser para ‘secar’ os vasinhos (microaneurismas ou rompimento de capilares) que podem comprometer a visão. Esse tratamento apresenta mais de 50% de sucesso, desacelerando o agravamento do quadro. Mas as injeções de antiangiogênicos elevaram muito as chances de controlar a perda de visão do diabético.
Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética – que é o termo usado para designar alterações na retina – faz parte das complicações mais frequentes do paciente diabético. Inclusive, é uma das principais causas de cegueira. Essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo I e nos que têm tipo II. Entretanto, se houver controle adequado da glicemia, nos dois casos é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade.
“No início, as alterações no fundo do olho não dão sintomas evidentes e o paciente pode ter boa visão. Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de irrigação. Isso muitas vezes resulta na perda da visão central. O tratamento com injeções de antiangiogênicos tem resultado em mais qualidade de vida para esses pacientes”, diz Neves.
Neuropatia diabética atinge também o cérebro
“Imagine que você saiu de casa numa noite agradável usando um par de sapatos apertadíssimos, e no dia seguinte seus pés estão te matando. É assim que se sente quem tem que conviver com os danos ao nervos causados pelo diabetes”.
O relato acima é de uma mãe de família, 45 anos e diabética tipo 2 há 5. Ela sofre de neuropatia diabética, uma das conseqüências mais comuns do diabetes, seja o tipo 1 ou o tipo 2 (estima-se que 1/3 de quem está com diabetes tenha neuropatia). A mãe conta que há dias em que ela mal consegue se mexer – levar os cachorrinhos para passear é impossível, e até mesmo assar um bolo requer a ajuda do marido na hora de mexer a massa.
Para sorte dela e de milhões de pessoas em todo mundo que sofrem com a neuropatia, uma descoberta traz esperanças de que, em breve, o diagnóstico da doença poderá ser feito bem mais cedo, ajudando a evitar seu desenvolvimento.
O QUE É A NEUROPATIA DIABÉTICA? Aprenda aqui!
COMO A NEUROPATIA ATINGE O CÉREBRO?
A descoberta em questão foi feita por cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e publicada na revista Diabetes Care. Os pesquisadores descobriram que pacientes com neuropatia diabética apresentavam volume menor de uma região do cérebro responsável por processar sensações e dores.
É a primeira vez que a neuropatia é relacionada a danos no cérebro. Até então, acreditava-se que os danos ao órgão causados pela doença seriam bem limitados e pouco influiriam na saúde da pessoa.
Através de técnicas modernas de ressonância magnética, os cientistas estudaram os cérebros de diabéticos tipo 1 e tipo 2 com neuropatia e, quando compararam com os cérebros de não-diabéticos, perceberam o tamanho menor da região das “células cinzentas”.
COMO A DESCOBERTA AJUDARÁ A TRATAR A NEUROPATIA
O dr. Dinesh Selvarajah, um dos autores do trabalho, explica: “Nosso estudo revela pela primeira vez o quanto a neuropatia diabética está envolvida com o cérebro, causando encolhimento e redução da principal região do cérebro associada às sensações”.
“Esta é uma nova descoberta que ajudará, e muito, a entender, tratar e prevenir a doença, que até então nós achávamos que era bastante inócua em termos de efeitos no cérebro”, disse o pesquisador.
Os próximos passos das pesquisas são determinar exatamente quando o cérebro começa a ser influenciado pela neuropatia e buscar maneiras de impedir que isto ocorra. As esperanças são de que, em pouco tempo, dores como a da mãe de família do início do texto possam ser completamente evitadas.
Terapia genética personalizada pode ser opção de tratamento para diabetes tipo 1
Método descrito na Revista Científica Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro.
Usando a técnica da clonagem, cientistas de Nova York criaram as primeiras células-tronco embrionárias com dois pares de cromossomos destinadas ao tratamento de diabetes 1. A equipe de Dieter Egli e Mark Sauer, da Universidade de Columbia, descreveu a metodologia na edição on-line da revista Nature. Eles retiraram o núcleo de células adultas da pele e o adicionaram a oócitos não fertilizados, em um processo chamado transferência nuclear de células somáticas. As células-tronco embrionárias foram criadas a partir do material doado por uma paciente de diabetes 1 [sic] e um indivíduo saudável.
Em 2011, a mesma equipe anunciou a primeira linhagem de células embrionárias feitas a partir do tecido da pele, usando a transferência celular, com objetivo de produzir estruturas capazes de produzir insulina. Contudo, as células eram triploides, ou seja, tinham três pares de cromossomos, e não podiam ser usadas para novos tratamentos. “Desde o começo, o objetivo desse trabalho é usar a célula do paciente de diabetes 1 para produzir células-tronco que corrijam a doença”, disse, em nota, Dieter Egli.
Passados três anos do primeiro experimento, os cientistas conseguiram, agora, obter estruturas diploides. “Ao reprogramar as células para que atinjam um estado pluripotente e comecem a fabricar células beta, estamos um passo mais perto de tratar pacientes diabéticos com as próprias células produtoras de insulina”, disse.
Cura
Pacientes com diabetes tipo 1 têm deficiência de células beta, as fabricantes de insulina, o que resulta na falta da substância e, consequentemente, em altos índices de açúcar no sangue. Portanto, o método descrito na Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro. Como as células-tronco são feitas com o tecido epitelial do próprio paciente, não haveria risco de rejeição.
Os cientistas esclareceram, contudo, que gerar células beta a partir da técnica da transferência somática é apenas um passo para o tratamento. Também é necessário desenvolver estratégias que protejam o organismo dos pacientes contra o mecanismo pelo qual o sistema imunológico destrói essas estruturas por entender, erroneamente, que elas são um agente externo, como um vírus ou uma bactéria.
De acordo com os pesquisadores, a técnica poderá ajudar no desenvolvimento de terapias personalizadas para muitas outras doenças, como Parkinson, degeneração macular, esclerose múltipla e doenças do fígado. Também tem potencial para reparar ossos danificados. “O resultado técnico e científico traz para mais perto da realidade a promessa da reposição celular no tratamento de um amplo espectro de doenças e condições médicas”, avaliou Rudolph Leibnel, diretor do Centro de Diabetes Naomi Berrie e coautor do estudo.
“Combo” de metformina aprovado na Europa
Novo medicamento combina a ação da metformina com outro princípio ativo, sendo uma opção para quem não consegue atingir o controle da glicemia.
Ultimamente, os lançamentos de medicamentos no mundo do diabetes estão focados em um tipo especial de remédio: as combinações. No final do ano passado, por exemplo, foi aprovado pelos órgãos regulatórios o Xigduo, uma versão da metformina “aditivada” com outro princípio ativo (a dapagliflozina), que a torna mais eficiente no controle da glicemia. Uma novidade neste mercado pode chegar em breve às prateleiras das farmácias.
A União Européia aprovou a venda do Vokanamet, uma nova combinação de metformina com a canagliflozina. Os nomes são complicados, mas a maneira como funcionam é fácil de entender.
É FÁCIL ENTENDER COMO FUNCIONA!
A metformina é um dos medicamentos mais clássicos no controle do diabetes. Ela age desestimulando a produção de açúcar pelo fígado e, também, aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. O resultado destes efeitos somados é uma diminuição considerável da glicemia.
Já a canagliflozina é um medicamento mais recente (vendido sob o nome comercial de Invokana). Ela faz com que os rins, na hora de filtrar nosso sangue, eliminem o excesso de açúcar através da urina. Assim, menos açúcar é reabsorvido e a glicemia também diminui.
A combinação dos dois medicamentos (Vokanamet) é voltada a quem já está tomando a dose máxima de metformina, mas sem conseguir controlar a glicemia. Além disso, é indicada a quem tem que comprar metformina mais algum outro hipoglicemiante. Por ser uma combinação, a Vokanamet poderá, em muitos casos, permitir que o diabético tome apenas um tipo de remédio por dia.
Para quem tem dificuldades em controlar a quantidade de açúcar no sangue e precisa tomar vários remédios por dia, esta nova fase do mercado de medicamentos antidiabéticos é uma ótima notícia. O Vokanamet ainda precisa ser liberado nos EUA e ainda não tem previsão de vendas no BRASIL.
Ultimamente, os lançamentos de medicamentos no mundo do diabetes estão focados em um tipo especial de remédio: as combinações. No final do ano passado, por exemplo, foi aprovado pelos órgãos regulatórios o Xigduo, uma versão da metformina “aditivada” com outro princípio ativo (a dapagliflozina), que a torna mais eficiente no controle da glicemia. Uma novidade neste mercado pode chegar em breve às prateleiras das farmácias.
A União Européia aprovou a venda do Vokanamet, uma nova combinação de metformina com a canagliflozina. Os nomes são complicados, mas a maneira como funcionam é fácil de entender.
É FÁCIL ENTENDER COMO FUNCIONA!
A metformina é um dos medicamentos mais clássicos no controle do diabetes. Ela age desestimulando a produção de açúcar pelo fígado e, também, aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. O resultado destes efeitos somados é uma diminuição considerável da glicemia.
Já a canagliflozina é um medicamento mais recente (vendido sob o nome comercial de Invokana). Ela faz com que os rins, na hora de filtrar nosso sangue, eliminem o excesso de açúcar através da urina. Assim, menos açúcar é reabsorvido e a glicemia também diminui.
A combinação dos dois medicamentos (Vokanamet) é voltada a quem já está tomando a dose máxima de metformina, mas sem conseguir controlar a glicemia. Além disso, é indicada a quem tem que comprar metformina mais algum outro hipoglicemiante. Por ser uma combinação, a Vokanamet poderá, em muitos casos, permitir que o diabético tome apenas um tipo de remédio por dia.
Para quem tem dificuldades em controlar a quantidade de açúcar no sangue e precisa tomar vários remédios por dia, esta nova fase do mercado de medicamentos antidiabéticos é uma ótima notícia. O Vokanamet ainda precisa ser liberado nos EUA e ainda não tem previsão de vendas no BRASIL.
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