sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

Mas Pacientes diabéticos devem receber vacinas? Vejamos o que diz um especialista em diabetes: Dr. Carlos Eduardo Barra Couri PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP Pesquisador da Equipe de Transplante de Células-tronco – USP – Ribeirão Preto Coordenador do Departamento de Novas Terapias e Biotecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes. Como muitos já perceberam, o tratamento do diabetes é muito mais do que controlar as glicemias. Pacientes diabéticos de todas as idades (especialmente os extremos de idade) têm maior risco de adquirir gripes e pneumonia. O que a maioria não sabe é que gripes são portas de entrada para pneumonias e as pneumonias podem ser graves. Infelizmente muitos serviços de saúde e mesmo endocrinologistas desconhecem ou esquecem de informar seus pacientes da importância da vacinação. Todos os pacientes diabéticos devem ter o seu cartão vacinal em dia e eles podem e devem receber todas as vacinas habituais que todos devemos receber, independente de ser diabéticos. Há, entretanto, 2 vacinas que devem ser indicadas para os diabéticos: Vacina anti-gripe: que deve ser aplicada anualmente no outono; não deve ser indicada para menores de 6 meses de idade; Vacina anti-pneumonia: que deve ser aplicada pelo menos uma vez na vida e com reforço após os 65 anos de idade. Não deve ser aplicada em menores de 2 anos de idade. Com o pedido de vacinação do médico em mãos, a rede pública de saúde é responsável por esta vacinação. Em clínicas de vacinação privadas também é possível fazer a imunização. As vacinas são intra-musculares e praticamente indolores. Procure o posto de Saúde mais próximo de sua residência e vacine-se contra gripe!

Leite de amaranto, recomendada para tratar a diabete

O doutor Manuel Soriano García, pesquisador do Instituto de Química da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM) estudou as características nutrimentales do amaranto para criar diversos produtos inovadores que beneficiam a qualidade de vida das pessoas.
O amaranto tem um aminoácido chamado triptófano, que quando chega ao cérebro se converte em serotonina, neurotransmissor que dá sensação de felicidade. Um deles é uma bebida nutritiva que por suas características físicas e de aparência se conhece como “leite de amaranto ”. Contém proteínas com 49 por cento de aminoácidos essenciais e se recomenda para ajudar a adultos com diabetes, baixa calcificación, reumatismo, artrite ou anemia, por seu alto conteúdo em ferro (50 vezes mais do que o leite de vaca). De igual forma se sugere para bebês e meninos com intolerância à lactose e/ou problemas de alergias ao ovo, soya, pescado e trigo; indica-se a mulheres no último trimestre da gravidez, quando o bebê absorve o cálcio dos ossos da mãe para crescer, e nesta reduz a probabilidade de que desenvolva osteoporose a idade temporã. Como parte de seu estudo, o doutor em Biofísica obteve a estrutura tridimensional da proteína do amaranto mediante técnicas de cristalografía de raios X, o que lhe permitiu encontrar características que nem ele mesmo esperava e que lhe permitem repensar o cultivo além da elaboração do doce tradicional “Alegria”. Ao isolar a proteína, o cientista reconhecido com o Prêmio Nacional de Química e Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos, obteve um “leite” que descreveu similar, quase igual, à de vaca, ainda que a diferença desta não contém colesterol, nem lactose (alternativa para meninos com alergia alimentaria que não toleram este açúcar), além de uma maior quantidade de proteína. Ante problemas de refrigeração e vida de prateleira, o “leite” de amaranto passou a produzir-se de líquido a pó, posteriormente se hidrolizó a proteína para gerar outro “leite” para quem tinham problema ao digerí-la, como gente da terceira idade, com insuficiência renal ou gota. Propriedades do amaranto Do amaranto, o doutor Soriano García desenvolveu também uma barra sem açúcar, para pessoas diabéticas. Mas não seria o último produto criado pelo cientista mexicano. Com o conhecimento de que o amaranto tem um aminoácido chamado triptófano, que quando chega ao cérebro se converte em serotonina, neurotransmissor que dá sensação de felicidade, deu pé a um antidepressivo natural chamado Antepro. Outro dos aminoácidos do amaranto é a lisina, que ajuda ao desenvolvimento mental em meninos e estimula a libertação do hormônio do crescimento, além de melhorar a concentração. Isso deu idéia ao pesquisador universitário de desenvolver um produto que ajuda a meninos com hiperatividade ou déficit de atendimento. Posteriormente, deu conta dos azeites do amaranto, o principal chamado escualeno, um intermediário para gerar colesterol e parte de nossa pele que se perde com a idade, e com ele qual produziu um creme humectante. Para pôr ao alcance da população os produtos de amaranto a preços acessíveis, o pesquisador pôs em marcha sua própria empresa, Gastronomia Molecular.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novidades no tratamento do diabetes

O arsenal terapêutico contra o diabetes ganhou mais instrumentos para monitoramento e controle da doença A edição desta semana da revista IstoÉ publicou novidades no tratamento do diabetes trazendo como “a maior virada até agora na luta contra a doença”, um novo tipo de insulina com ação de até 40 horas. Há quem diga que, aqui mesmo em Goiás, houve um avanço maior neste campo da Medicina. Neste começo de ano, o cirurgião gastroenterologista Áureo Ludovico ganhou judicialmente o direito de realizar um tipo de cirurgia desenvolvido por ele mesmo que tem eficácia comprovada para pacientes de diabetes. Coincidência ou não, a Veja publicou sobre o caso na Coluna Data, da sessão Panorama, também esta semana. De acordo com o médico, o prazo de recurso termina na próxima semana, quando teremos novas notícias sobre o caso. As novidades tecnológicas no tratamento do diabetes são várias. Desde bombas de insulina dotadas de sistema de inteligência até pâncreas artificiais, todo tipo de tecnologia tem sido empenhada nos esforços científicos contra o diabetes. A grande novidade agora é a Tresiba (degludeca), fabricada pelo Laboratório Novo Nordisk, um tipo de insulina que tem ação de até 40 horas e acabou de ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o médico endocrinologista Nelson Rassi (foto), estas ferramentas são interessantes no controle da doença e aumentam a qualidade de vida do paciente, o que não exclui a necessidade de atividades físicas e uma alimentação saudável e equilibrada. Ele cita outro tipo de medicamento também citado na reportagem da IstoÉ, que tem mecanismo de ação distinta, atuando nos rins e impedindo a reabsorção de açúcares que acabam sendo eliminados pela urina De acordo com Rassi, esta linha de produtos farmacológicos, que serão lançados nos próximos meses no Brasil com o nome de Forxiga pelo Laboratório AstraZeneca e Invokana, pela Jannsen, traz uma solução interessante, mas o médico que optar por este tratamento deve estar atento aos efeitos colaterais. Segundo o especialista, o aumento do açúcar na urina favorece o desenvolvimento de infecções do trato urinário e candidíase, entretanto a droga melhora o controle e traz redução de peso e de pressão arterial. “Estes medicamentos prometem. São realmente interessantes. Mas os médicos que optarem por estes tratamentos devem ter cuidado com isto”, alerta. Contradições A indicação cirúrgica nestes casos gera certa contradição no meio médico. Por se tratar de uma intervenção, segundo Nelson Rassi, a cirurgia deveria ser indicada para pacientes obesos ou que não respondem mais à medicação. “É um procedimento bastante eficaz, talvez o mais eficaz, mas é agressivo e tem efeitos colaterais. Nem todos respondem bem à operação”, comenta. Por ser uma cirurgia com altos índices de resolução do diabetes, de 95% a 100%, segundo entrevista concedida por Áureo Ludovico ao Diário da Manhã sobre o procedimento, poderia se estender perfeitamente para pacientes diabéticos de peso normal. O ex-senador Demóstenes Torres foi submetido à cirurgia pelas mãos de Áureo Ludovico e conta que ganhou uma nova vida. “Hoje, não posso fazer extravagâncias, mas nem preciso tomar remédio porque meus índices são normais. É importante ter uma vida regrada, mas esta foi uma oportunidade de ter uma segunda vida. É ter juízo e administrar”, diz. A intervenção cirúrgica de Áureo Ludovico é uma operação que interpõe parte do íleo entre o duodeno e o jejuno, partes do intestino delgado. Chamada de gastrectomia vertical associada a interposição de íleo, a operação, realizada há 15 anos, consegue regular a ação dos hormônios envolvidos no controle das taxas de açúcar no sangue. Investigações Em fase embrionária, avança também a bioengenharia no tratamento do diabetes. Segundo Nelson Rassi, no campo das células tronco, apesar do anunciado pela revista, não haverá novidades aplicáveis nos próximos cinco anos e mesmo quando houverem, obviamente terão eficácia para pacientes do tipo 1 da doença, os que desenvolvem sua versão autoimune. Neste tipo, a doença é deflagrada pelo próprio sistema imunológico do paciente. O tipo 2 do diabetes é desenvolvido pelo estilo de vida sedentário e está associada à sobrepeso, sem que isto, entretanto, seja uma regra. A Universidade de São Paulo está realizando pesquisa usando células tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. Como este gênero da doença é caracterizado pelo ataque do sistema imunológico às células beta, produtoras de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico livre da falha. Até agora, de 25 diabéticos submetidos à experiência, três estão curados da doença. A nova fase da pesquisa avaliará porque alguns das cobaias tiveram que voltar para as aplicações de insulina após algum tempo. Observe o que a medicina e a ciência têm feito à respeito: Insulina de ação ultraprolongada: O Laboratório Novo Nordisk criou a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Por causa desta característica, dá mais flexibilidade nos horários de aplicação pelo paciente. Foi liberada pela Anvisa no último dia 17. Remédios que atuam nos rins: O Forxiga e o Invokana são os primeiros medicamentos de uma nova classe de drogas que agem diretamente sobre os rins, impedindo a reabsorção de glicose pelos órgãos. Além de controlar a glicemia, promovem perda de peso e ajudam no controle da pressão arterial. O primeiro está liberado pela Anvisa e o segundo está em fase final de aprovação. Insulina Oral: Há algumas em estudo. A desenvolvida pela empresa israelense Oramed encontra-se em estudo clínico aprovado pelo Food and Drug Administration, órgão do governo americano responsável pela liberação de drogas nos EUA. Células Tronco: Trabalho conduzido pela Universidade de São Paulo usa células tronco extraídas da medula óssea para impedir que o sistema de defesa do corpo ataque células produtoras de insulina. Dos 25 pacientes que participaram do estudo, três estão livres das injeções de insulina. Um deles há nove anos. Vacinas: Uma equipe da Universidade de Stanford (EUA) se prepara para testar em mais de 200 pessoas uma vacina que impede a destruição das células fabricantes de insulina. Em estudo anterior, com 80 pacientes, os resultados foram positivos. Na Finlândia, cientistas querem criar um imunizante contra vírus associados ao tipo 1 da doença. Infusão Inteligente de Insulina: Chega nos próximos meses ao Brasil, um sistema inteligente de infusão de insulina. Desenvolvido pela Medtronic, ele monitora os índices de glicemia, avisa se a concentração está caindo mais do que deveria e interrompe o fornecimento do hormônio se a glicose desabar. Tudo isso para evitar crises de hipoglicemia (falta de açúcar no sangue). Monitores de Glicemia: Estão cada vez mais sofisticados. A Sanofi Diabetes, em parceria com a empresa Agamatrix, por exemplo, criou o IBGStar. Ele mede a taxa de açúcar e pode ser conectado a i-Phone ou a i-Pad Touch. A ideia é transferir as informações aos aparelhos e ajudar o paciente a criar um diário digital das variações de suas concentrações glicêmicas. Os dados podem ser enviados para o médico e familiares. Pâncreas Artificial: Em desenvolvimento. Um deles está sendo criado na Inglaterra. Implantado no abdome, contém um reservatório de insulina. Ela é liberada de acordo com a taxa de glicose no sangue.

Exemplo:

Halle Berry, um exemplo de mulher! Além de ter sido a primeira atriz negra a ganhar um Oscar, ela também tem algo em comum com o ICD. Sim, Halle descobriu aos 19 anos que tinha Diabetes e desde então, afirma que foi por causa da doença que passou a ter uma vida muito mais saudável. Seguindo uma dieta balanceada e praticando exercícios físicos, a atriz constantemente fala em entrevistas que a doença em nada interfere na sua vida e na sua felicidade. Bacana, né?

Uma vida melhor para os diabéticos - Matéria ISTOÉ

Em matéria publicada na Revista ISTOÉ, Dr. Walter Minicucci, presidente da SBD, comenta sobre o otimismo que a medicina vive atualmente contra o diabetes. Leia a matéria na íntegra. Isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil - e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas. Um robusto conjunto de novidades que começam a chegar ao Brasil irá mudar para muito melhor a vida dos 12 milhões de diabéticos do País. Entre elas estão remédios que controlam a doença, ajudam a perder peso e ainda contribuem para baixar a pressão arterial, a primeira insulina com ação de até 40 horas e aparelhos que permitem acompanhar a evolução da enfermidade com maior precisão. Somados aos outros avanços que estão por vir, esses recursos representam a maior virada até agora na luta contra a doença. “Estamos vivendo uma era de ouro em relação ao tratamento da diabetes”, afirma o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “E o panorama do futuro também é bastante promissor”, acredita. A diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos terríveis quando não controlada. Está, por exemplo, diretamente associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, e figura como uma das principais causas de cegueira no mundo. Por isso, a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais. Felizmente, algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País nas últimas semanas. Na segunda-feira 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou para comercialização no Brasil a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Trata-se da Tresiba (degludeca), fabricada pelo laboratório Novo Nordisk. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose que está circulando no sangue. Quando há algum problema na sua fabricação ou no seu funcionamento, há o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea que tanto estraga o organismo. Os portadores do tipo 1 da doença não conseguem fabricar insulina, já que as células que a produzem são destruídas pelo próprio corpo. Por essa razão, são obrigados a recorrer a uma solução externa: injeções diárias de insulina – às vezes mais de uma – para conseguir manter o nível adequado de glicose. Até hoje, o tempo mais longo de efeito de uma insulina injetável era de 24 horas. Ou seja, o paciente não podia ficar mais de um dia sem reaplicar o remédio, sob risco de sofrer novamente com o excesso de açúcar no sangue. Com a Tresiba, ganha um tempo extra de janela, caso seja necessário. “Recomendamos que os pacientes tomem uma dose por dia, mas os benefícios da insulina se mantêm por até 40 horas”, explica a endocrinologista Mariana Narbot, gerente médica do Novo Nordisk no Brasil. Isso significa que o diabético terá maior flexibilidade para os intervalos entre as aplicações. Se tomou uma dose às dez da manhã de um dia, não precisará injetar a próxima dose impreterivelmente às dez da manhã do dia seguinte. “Ele ficará com uma melhor qualidade de vida”, diz Mariana. Espera-se também para os próximos meses a entrada no mercado das duas primeiras medicações que atuam nos rins – o Forxiga, do Laboratório AstraZeneca, e o Invokana, da Jannsen. Os órgãos têm papel importante para o equilíbrio das taxas de glicose no sangue, ao permitirem a reabsorção de parte do açúcar por eles filtrada. A nova classe de drogas – de uso oral – impede justamente esse processo. O resultado é que o açúcar é eliminado pela urina, assim como o sódio. “Há uma queda importante na concentração de glicose”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade. Na conta final, o paciente acaba com a glicemia controlada e ainda pode sofrer perda de peso e queda na pressão arterial. Em estudos realizados com o Forxiga, por exemplo, a média de perda de peso, após um ano de uso, foi de três a quatro quilos. E houve diminuição de cinco milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima). Por exemplo, um indivíduo cuja pressão era de 150 mmHg x 80 mmHg pode ter experimentado uma diminuição para 145 mmHg x 80 mmHg. “São vantagens importantíssimas em se tratando de diabéticos, já que a combinação da doença com obesidade e hipertensão arterial é algo perigoso, elevando brutalmente o risco para doenças cardiovasculares”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O efeito colateral mais importante observado foi infecção genital causada por fungos (a eliminação de muito açúcar pela urina muda a flora bacteriana da região, deixando a área mais propensa à ­proliferação desses micro-organismos). O Laboratório Pfizer também está desenvolvendo uma droga do gênero (ertugliflozin), sob análise em estudo clínico. Essas medicações reforçam um arsenal já encorpado depois da chegada de remédios que atuam sobre as incretinas, hormônios produzidos pelo intestino e que desempenham papel importante para o equilíbrio dos níveis glicêmicos. “Eles são muito eficientes”, assegura a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. A médica Sophia Caldas, 27 anos, faz uso do remédio e está conseguindo controlar a doença. “Também parei de comer pão, macarrão e doce. E meço a glicose todos os dias”, conta. O monitoramento da doença será outro aspecto ainda mais facilitado. Deve chegar nos próximos meses ao Brasil uma nova geração de monitores de glicemia. Fabricado pela Sanofi Diabetes em parceria com a Agamatrix, o IBGStar ™ é capaz, por exemplo, de medir as taxas de açúcar, enviar as informações para iPhone ou iPod Touch e compartilhar os dados com médicos e familiares. O paciente pode criar uma espécie de diário digital da evolução do tratamento, armazenando informações sobre as oscilações nos níveis glicêmicos, entre outras.
Para aqueles que usam bombas de insulina (infundem o hormônio), a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. É o mais moderno do gênero. Seu diferencial é sua capacidade de interromper o fornecimento de insulina caso os níveis de açúcar no sangue atinjam patamares perigosamente baixos. Trata-se de uma medida de segurança, para evitar que o indivíduo continue a receber insulina mesmo quando não for necessário, correndo o risco de sofrer uma crise de hipoglicemia (falta de glicose na corrente sanguínea). O aparelho acabou de receber autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil. Na Universidade de São Paulo, prossegue uma experiência usando células-tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. O raciocínio é simples. Como esse gênero da doença é causado pelo ataque do sistema de defesa do corpo às células fabricantes de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico, desta vez sem o defeito que o leva a atacar o próprio organismo. Para isso, primeiro células-tronco são extraídas da medula óssea dos pacientes – é na medula óssea que são fabricadas as células do sistema imunológico. Essas células-tronco, com potencial para dar origem a novas células de defesa, são preservadas. Em seguida, o paciente é submetido a uma quimioterapia intensa, destinada a destruir toda a medula ­defeituosa. Depois, as células-tronco que haviam sido guardadas são reinjetadas, formando uma nova medula óssea. Até agora, 25 diabéticos foram submetidos ao procedimento. Três estão livres da dependência de insulina.
O estudante de medicina Renato Fernandes Silveira, 25 anos, de São Paulo, não toma mais o remédio há nove anos. “Levo uma vida normal”, conta. “Controlo a ingestão de carboidratos e me exercito. Nunca mais usei insulina.” Neste momento, os pesquisadores se dedicam a entender por que participantes que também haviam interrompido o uso do hormônio foram obrigados a voltar a injetá-lo. “Quatro pacientes já integram essa nova pesquisa. O estudo será realizado em colaboração com cientistas americanos e franceses”, informa o endocrinologista Carlos ­Eduardo Couri, coordenador da Equipe de Transplante de Células-Tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (SP). Uma ajuda extra está disponível para diabéticos que necessitem da colocação de stent (dispositivo que desobstrui as artérias coronarianas, que irrigam o coração). Um desses stents, fabricado pela Medtronic, recebeu indicação para ser usado por portadores da doença. Normalmente, eles apresentam vasos sanguíneos com calibre reduzido, tortuosos, calcificados. E esse stent é mais fácil de ser colocado nessas condições. Dessa maneira, a artéria é menos agredida durante a colocação do dispositivo. Isso reduz a possibilidade de ocorrer hiperproliferação das células que revestem o vaso, processo que pode levar a uma reobstrução do local. “Avaliações bem documentadas fundamentaram a liberação e a indicação para que esses stents sejam usados em diabéticos”, afirma o médico Décio Salvadori, chefe de equipe do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O advogado paulistano Nicola Abisati teve um desses stents implantados. Está recuperado e já voltou à rotina de trabalho. O futuro também promete boas estratégias. Nos laboratórios ao redor do mundo estão sendo desenvolvidos diversos recursos promissores. Um deles é o chamado pâncreas artificial. Em linhas gerais, é um sistema bem parecido com os aparelhos de infusão de insulina disponíveis atualmente. Mas o pâncreas artificial seria implantado no abdome, ao contrário das bombas de insulina. Ele também é dotado de um esquema inteligente de medição de glicemia e interrompimento do fornecimento de insulina quando necessário. Na Inglaterra, o grupo de Joan Taylor, da De Montfort University, está testando um equipamento do gênero. “Ele poderá ajudar principalmente os pacientes com o tipo 1 da doença”, disse a pesquisadora à ISTOÉ.
Uma estratégia igualmente interessante em estudo são as vacinas contra o tipo 1 da enfermidade. Há duas linhas de trabalho. A primeira é a adotada pelos cientistas da Universidade de Standford, nos Estados Unidos. Eles já testaram em 80 pacientes um imunizante que impediu o ataque de um tipo de célula do sistema de defesa às células fabricantes de insulina. “Agora vamos expandir os testes, desta vez com 200 indivíduos”, disse à ISTOÉ Lawrence Steinman, coordenador do trabalho. A segunda aposta vem sendo pesquisada na Universidade de Tampere, na Finlândia. Lá, os pesquisadores querem criar uma vacina contra vírus (enterovírus) associados ao desencadeamento da enfermidade, de acordo com estudos. Um protótipo de imunizante já foi testado em cobaias. “Sabemos que foi efetivo em ratos”, disse o pesquisador Heikki Hyöty, líder da experiência. Em outra linha de frente estão os pesquisadores que procuram maneiras mais eficazes de prevenir a doença, especialmente o tipo 2. Estudos recentes apontaram, por exemplo, indivíduos com mais risco para a enfermidade. O trabalho executado na Universidade de Groningen, na Noruega, identificou que pessoas com depressão e distúrbios de compulsão alimentar estão nesse grupo. “Os médicos devem ficar atentos a isso”, disse à ISTOÉ Peter de Jonge, coordenador do trabalho. Já os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Eua) concluíram que também estão sob maior ameaça bebês prematuros. Isso acontece porque, na infância, eles tendem a produzir muita insulina. Depois, na idade adulta, as células podem desenvolver resistência à atuação do hormônio, desencadeando a diabetes tipo 2. Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estão dando uma contribuição igualmente importante nessa seara. Eles verificaram que um teste já disponível, o HbA1c, também serve para indicar a chance de uma pessoa desenvolver o tipo 2 da enfermidade entre os cinco e oito anos seguintes. Hoje, o exame é usado para dar uma medida das oscilações de glicemia em períodos prolongados. Por isso, é considerado um dos melhores indicadores de como a doença está sendo manejada. “Mas descobrimos que ele também aponta o risco futuro de ter o problema”, informou à ISTOÉ Nataly Lerner, responsável pela pesquisa. “Ele é indicado principalmente para pessoas com sobrepeso, sedentárias ou com pressão arterial elevada.”

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pesquisa no RS estuda tratamento alternativo para diabetes tipo 1

Hospital de Clínicas de Porto Alegre cria opção ao transplante de pâncreas. Tratamento injeta células que produzem insulina no fígado dos pacientes. Um tratamento inédito no país pode reduzir a necessidade de transplantes de pâncreas para pacientes com diabetes tipo 1. A pesquisa está sendo desenvolvida no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e oferece uma alternativa mais segura ao procedimento cirúrgico. Somente no Rio Grande do Sul, nove mil crianças e adolescentes sofrem do transtorno. Normalmente, os sinais da doença aparecem a partir das mudanças do nível de glicose no sangue. O estudante João Gonçalves Pereira conta já conhecer as variações no próprio corpo. “Quando está muito baixa, eu me sinto fraco. Quando está muito alta, eu sinto forte dor de cabeça, sede”, relata. Embora para o jovem os sintomas sejam claros, nem todos os diabéticos são assim. A maioria deles precisa passar por um transplante de pâncreas, órgão que produz insulina no corpo humano. O objetivo da técnica estudada na capital do Rio Grande do Sul é oferecer uma alternativa mais segura para o paciente. Em um laboratório, as células do órgão são separadas para diferenciar as que produzem e as que não produzem insulina. É um processo demorado, cerca de 8h de trabalho diários para conseguir uma quantidade menor do que o tamanho de uma moeda, mas suficiente para substituir um transplante de pâncreas. No procedimento, as células saudáveis são injetadas no fígado, conforme explica a bióloga Daisy Crispim. “Elas grudam no fígado e ficam ali a longo prazo, secretando insulina. Funcionam como se fossem no pâncreas normal”, fala. O processo custará mais caro inicialmente, mas a tendência é que o valor do procedimento diminua, aponta a médica nefrologista Andrea Bauer. “É muito mais vantajoso porque diminui muito o risco de internações, de complicações crônicas que o paciente de diabetes acaba desenvolvendo ao longo da vida”, explica. De acordo com o hospital, os primeiros pacientes devem receber os transplantes de células em um ano e a ideia é disponibilizar o tratamento também pelo SUS. O Dia Mundial do Combate ao Diabetes será lembrado nesta quinta-feira (14).

Pesquisadores dos EUA descobrem possível 'cura' para diabetes tipo 1

Desativação de hormônio dispensaria injeções de insulina, dizem cientistas. Testes pré-clínicos foram feitos em camundongos. Uma equipe do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, sugere que a desativação de um hormônio pode ser suficiente para tratar diabetes tipo 1, uma doença autoimune - na qual o sistema de defesa ataca as células e tecidos do próprio corpo -, que faz as concentrações de açúcar no organismo ficarem muito altas. A descoberta será tema de edição de fevereiro da revista especializada "Diabetes". Liderados por Roger Unger, professor da instituição e principal autor do artigo científico, os pesquisadores testaram a capacidade de camundongos, cobaias comuns em testes pré-clínicos, aproveitarem o açúcar presente no sangue, fruto da alimentação dos animais. O truque foi alterar geneticamente os roedores para que produzissem quantidades menores de uma substância conhecida como glucagon, responsável por impedir que os níveis de glicose (açúcar) fiquem muito baixos. No caso dos diabéticos, essa ação do glucagon faz os níveis de glicemia aumentarem muito. Esse efeito seria compensado em pessoas saudáveis pela ação da insulina, responsável por permitir que o açúcar penetre nas células do corpo. Dentro delas, a glicose poderia ser imediatamente aproveitada para gerar energia ou armazenada. Mas para os pacientes com diabetes tipo 1, a produção de insulina não existe ou é seriamente comprometida. Mas os pesquisadores norte-americanos acreditam que os resultados obtidos com os camundongos apontem que, caso os níveis de glucagon consigam ser controlados, a insulina se torna supérflua, já que os níveis de glicemia estariam normais, dispensando as injeções da substância para equilibrar a "balança" do açúcar no sangue. Batalha de hormônios A insulina deixa de existir em pacientes com diabetes tipo 1 pois o sistema de defesa do corpo ataca 90% ou mais das células beta, estruturas localizadas em uma região do pâncreas conhecida como Ilhotas de Langerhans. Com a ausência da insulina, os níveis de glicemia no sangue não abaixam e não há ação para impedir a influência do glucagon. O "padrão ouro" de tratamento da doença é por meio de injeções de insulina, desde a descoberta da doença, em 1922. Os pacientes precisam receber as doses da substância durante boa parte da vida. No universo de todas as formas de diabetes, o tipo 1 responde por 10% dos casos e a maior parte das pessoas com o desenvolve antes dos 30 anos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Até o Google entra na guerra pela “Pílula de Insulina”

Google investe mais de 20 milhões de reais em empresa que promete acabar para sempre com as injeções de insulina.
O que vem à cabeça quando se fala em “Google”? Logo nos lembramos de mecanismos de busca na internet, serviços de e-mail, mapas detalhados, aplicativos para telefone… Por certo, “tratamento para o diabetes” não é algo normalmente associada à marca (a não ser que pesquisemos o termo no buscador!). Porém engana-se quem acha que o Google nada tem a ver com melhorias na qualidade de vida de quem está com diabetes. Na última semana, o gigante da internet anunciou que investirá mais de R$23 milhões em uma nova empresa que promete revolucionar a maneira como milhões de diabéticos em todo o mundo cuidam da saúde. Rani Therapeuthics é uma pequena empresa farmacêutica recém-criada na cidade de San José, estado norte-americano da Califórnia. Ela trabalha no desenvolvimento de uma pílula de insulina. Até hoje, habitualmente a insulina é administrada através de (dolorosas e bem chatas) injeções (ver imagem abaixo). Apesar deste ser um processo bastante desagradável – ainda mais para quem está com diabetes tipo 1 e precisa de várias injeções por dia -, uma alternativa menos invasiva ainda não foi criada. Isto acontece porque a molécula de insulina é facilmente destruída pelos fortes ácidos do nosso sistema digestivo. Por isso é que não existem até hoje as tais pílulas. A Rani Therapeutics, porém, garante que resolverá este problema. Segundo a empresa, ela conseguiu desenvolver uma pílula de insulina que passa incólume pelo estômago, sendo absorvida quando entra em contato com as paredes do intestino delgado. Para continuar as pesquisas desta nova pílula, porém, a empresa precisa de muito dinheiro. E é aí que entra o Google. Na semana passada, em rodada de negociações, a Google Ventures e a InCube Ventures mostraram que acreditam nas aspirações da Rani e anunciaram o investimento de mais de 10 milhões de dólares na empresa.
Até o Google aposta na idéia de que aplicar insulina via injeção será, em breve, coisa do passado. Se quiser se manter um competidor forte no mercado farmacêutico, a Rani Therapeutics precisará, de fato, de muito dinheiro. Além dela, diversas outras empresas já anunciaram que estão concentrando esforços no desenvolvimento de insulina em versão pílula, o que evitaria as injeções para aplicação do hormônio. Dentre as concorrentes, a mais avançada é a empresa israelense Oramed, que já possui um protótipo da pílula em estágios avançados de testes clínicos. Além dela, entram na briga as gigantes farmacêuticas Novo Nordisk, a norte-americana Bristol-Myers Squibb e a indiana Biocon. SUA OPINIÃO CONTA O Google acredita em um futuro recente no qual a idéia de se injetar a fim de ter mais insulina em circulação soará bastante absurda, uma vez que existirão pílulas que fazem o mesmo serviço, sem dores nem complicações. Será que podemos contar com isto ou trata-se de algo muito bom para ser verdade? Dê sua opinião nos comentárioslogo abaixo!

Vale tudo para curar o diabetes – até atravessar o oceano a remo!

Dupla de jovens completa aventura e arrecada mais de meio milhão de reais para pesquisas de curas do diabetes tipo 1.
Quando a causa é nobre, a motivação é abundante. Visando a arrecadar dinheiro para pesquisas de curas para o diabetes tipo 1 e a leucemia, dois jovens britânicos conseguiram completar um desafio gigantesco: atravessar o Oceano Atlântico a remo. A tarefa não foi fácil: os dois aventureiros passaram 50 dias direto dentro d’água, confinados a um pequeno barco, sem muito conforto nem tecnologia para facilitar a jornada. Alex Bland e Harry Martin-Dreyer partiram das Ilhas Canárias, perto da África, no dia 12 de dezembro, e chegaram ao seu destino – a ilha de Barbados, no Caribe – no sábado. + SAIBA TUDO SOBRE A AVENTURA EM: “Dica de Natal: dupla vai atravessar o oceano a remo em prol do diabetes“ O estímulo principal por trás do desafio foi a superação. A mãe de Harry morreu recentemente de leucemia e o irmão de Alex está com diabetes tipo 1. Ambas as doenças ainda não tem cura. Os dois amigos criaram a idéia de atrevessar o oceano a remo para provar que é possível superar qualquer desafio – como encontrar a cura destas doenças – quando se está verdadeiramente empenhado.
Mesmo sem ter muita experiência em remar, os dois chegaram com saúde à Barbados, sendo recebidos por parentes e amigos. Logo foram notadas pela platéia três grandes diferenças neles: o bronzeado vivo, contrastando com a antiga palidez britânica; as longas barbas, que não foram cortadas durante estes 50 dias no mar; e a incapacidade de caminhar em terra firme. Os aventureiros contam que demorou dois dias até que eles se reacostumassem a andar normalmente. DINHEIRO Alex e Harry criaram um site, o rowing4research.com, no qual receberam doações para as pesquisas científicas. A meta era chegar a cerca de R$600 mil. Até o momento, o total de contribuições ultrapassa os R$560 mil. Quanto ao diabetes, o dinheiro arrecadado será destinado à entidade JDRF, a maior ONG do mundo focada em financiar pesquisas sobre curas e tratamentos para o diabetes tipo 1. Ao longo de sua história de 44 anos, a JRDF já doou mais de três bilhões de reais a pesquisas.

No final das contas, diabéticos tipo 1 produzem, sim, insulina!

Nova pesquisa utiliza uma estratégia inédita para medir quantidade de insulina no organismo e gera reviravolta na compreensão do diabetes tipo 1 Provando que nunca é tarde para aprender coisas novas sobre o diabetes, cientistas ingleses descobriram esta semana que diabéticos tipo 1, inclusive os de longa data, ainda são capazes de produzir um pouquinho de insulina. A informação é revolucionária, uma vez que, até então, a comunidade científica estava convencida de que praticamente todas as células produtoras de insulina eram destruídas em diabéticos tipo 1. Os pesquisadores da Escola Médica da Universidade de Exeter utilizaram novos métodos, muito mais sensíveis e eficientes que os anteriores, para medir a produção de insulina após as refeições em 74 pacientes. A descoberta foi que três quartos deles (73%) ainda eram capazes de produzir insulina, em doses muito pequenas. O resultado indica que ainda há células-beta (as produtoras de insulina) em atividade no pâncreas destes voluntários. Vale lembrar: o diabetes tipo 1 é causado quando o sistema imune de uma pessoa passa a, erroneamente, atacar as saudáveis células-beta do pâncreas. Ao longo do tempo, o ataque diminui o número destas células, a produção de insulina cai drasticamente e o diabetes se desenvolve. “É extremamente interessante que níveis baixos de insulina sejam produzido na maioria das pessoas com diabetes tipo 1, mesmo quem tem a doença há 50 anos“, comentou o principal autor do estudo, o dr. Richard Oram. “O fato de que os níveis de insulina sobem após as refeições indica que estas células-beta sobreviventes são capazes de responder às refeições de maneira normal – parece que ou elas são imunes ao ataque [pelo próprio organismo] ou então estão se regenerando”, explicou Richard. OS PRÓXIMOS PASSOS O dr. Oram falou mais sobre o que pode ser feito a partir de agora, com esta nova informação em mãos. “Nós estamos aptos agora a estudar esta área em detalhe muito maior. Ao estudar diferenças entre aqueles que ainda produzem insulina e aqueles que não produzem mais, nós podemos ajudar a descobrir como preservar ou repopular as células-beta no diabetes tipo 1. Isto poderá ser um passo-chave no caminho a novas terapias que protegerão as células-beta ou as encorajarão a se regenerar”, explicou. “O próximo passo é um estudo em escala bem maior, para olhar a genética e o sistema imune das pessoas que ainda produzem insulina, e também para responder a importante questão: as complicações do diabetes tipo 1 são ou não reduzidas nas pessoas com níveis baixos de insulina?”, disse Oram.

Diabéticos podem – e devem! – comer maças...

A maçã é uma das frutas mais conhecidas no mundo inteiro, além de ser uma campeã de vendas. Facilmente encontrada o ano inteiro aqui no Brasil e de sabor agradável. Por ser uma fruta bem docinha, muitos diabéticos se perguntam se podem comer maçã tranqüilamente. E a resposta é um grande “SIM”! Uma maçã possui, de fato, uma quantidade considerável de carboidratos (= açúcares). Por exemplo, uma maçã grande pode conter mais de 35g de carboidratos. Isto significa que quem tem que controlar a quantidade de açúcar no sangue não pode comer maçã? É claro que não. Mesmo quem tem diabetes precisa ingerir uma quantidade mínima de açúcares todos os dias – e obter estes açúcares comendo maçã é uma maneira muito saudável de se alimentar. Porém, vale ressaltar, é importante considerar esta quantidade de açúcares no plano alimentar, evitando, assim, episódios de hiperglicemia. POR QUE É BOM COMER MAÇÃ? A maçã é uma fruta repleta de pectina, uma fibra solúvel que ajuda no combate à pressão alta, reduz o colesterol e diminui o risco de câncer de mama e do cólon. Além disso, a fruta é riquíssima em diversos nutrientes, como minerais, vitaminas, fibras e antioxidantes. Os açúcares contidos nela são liberados lentamente na corrente sangüínea, o que ajuda a evitar ‘picos’ de glicemia. A Ciência também recomenda a ingestão de maçãs. Várias pesquisas já foram feitas e comprovam as vantagens da maçã para a saúde – inclusive de quem está com diabetes. Além de ajudar a curar o pré-diabetes, maçãs também parece proteger o organismo contra o diabetes tipo 2, de acordo com um estudo publicado no início deste ano. DICA Na hora de comer uma maçã, que tal aprender um truque super simples e que permitirá aproveitar ainda mais a fruta? 99% das pessoas cortam as maçãs de cima para baixo. Depois, retiram o “miolo”, uma porção um pouco mais fibrosa e onde ficam as sementes. Mas já tem gente defendendo que, no fundo, o “miolo” da maçã é uma invencionice – um mito! – que só existe porque cortamos a fruta da maneira errada. Caso a maçã seja cortada lateralmente, como mostra a figura abaixo, a tal porção fibrosa simplesmente desaparece, tanto visualmente quanto ao relação ao gosto. Assim, pode-se aproveitar muito mais de cada fruta. Vamos experimentar?

Agradecimento!

Em primeiro lugar quero agradecer as todas pessoas que visualizaram meu blogger, ainda estou aprendendo muito com cada pesquisa, postagem, e o mais bacana de tudo e que a cada dia que faço as minhas pesquisas eu me aprofundo mais no assunto e passo a conhecer mais sobre DIABETE E a saúde do meu filho amado MEU FILHO, LUKAS ELE É UM GUERREIRO,POSSO DIZER COM TODA A CERTEZA DO MUNDO QUE ELE FORTE, ABSOLUTAMENTE MARAVILHOSO, PORQUE EM NEM UM MOMENTO ELE RECLAMA POR TER DIABETE. TENHO APRENDIDO MUITO COM ELE TAMBÉM, POIS É ELE QUE ME ACALMA, TRANQUILIZA E ME DA FORÇAS PARA ACORDAR TODOS OS DIAS. LUKAS 12 ANOS

Saiba sua glicemia o tempo inteiro, sem picar o dedo

Tecnologia brasileira pode facilitar a vida de milhões de diabéticos através do monitoramento contínuo da glicemia. Você já pensou em ter um aplicativo no celular que medisse a sua glicemia a cada cinco minutos e evitasse as tradicionais e tão incômodas picadas nos dedos? Essa ideia pode se tornar realidade com a ajuda dos chamados “sensores de glicemia intersticial”. Um aplicativo brasileiro – o Minsulin – está perto de oferecer para pacientes de Diabetes Tipo 1 uma nova maneira de controlar os níveis de glicose e as doses de insulina sem a necessidade das gotinhas de sangue. Mas o que são esses sensores? Como eles funcionam? Qual o atual estágio dessas pesquisas? Para trazer para vocês as respostas dessas perguntas e contar como funciona o Minsulin, conversei com o criador – o endocrinologista Fábio Copette. Por enquanto, o aplicativo está disponível para o sistema iOS, de iPhones, iPads e iPods touch, mas em breve ganhará versões para o sistema Android e Windows Phone. Segundo Copette, os sensores Minsulin, que em conjunto com o aplicativo permitirão a medida da glicemia sem as picadas no dedo, chegarão ao mercado dentro de 1 a 2 anos. O QUE SÃO E COMO FUNCIONAM ESSES SENSORES? Antes de mais nada, o que é um sensor de glicemia intersticial? Não se assuste com o termo complicado – ele tem esse nome porque é colocado em um espaço entre as células da nossa pele chamado de espaço intersticial. Isso é feito através de uma agulha guia, que tem um tamanho semelhante às agulhas de aplicação de insulina – a sensação, portanto, será bastante parecida com a de uma tradicional picada para aplicar insulina. O sensor – abaixo da pele – será conectado a um transmissor acima da pele, fixado por meio de material adesivo. Com o sensor medindo a glicemia e o transmissor enviando as informações, de forma wireless, para o smartphone com o aplicativo instalado, o paciente de diabetes poderá acompanhar seus níveis de glicose no sangue praticamente em tempo real. “O sensor medirá a glicemia e enviará a informação para o smartphone a cada 5 minutos – serão 288 medidas por dia”, diz Copette. “Estas informações serão utilizadas para o cálculo da dose de insulina e posteriormente analisadas via gráficos para ajustes. O grande efeito no tratamento do Diabetes Tipo 1 é que não haverá a necessidade de automonitorização dos pacientes com picadas na ponta do dedo 4, 5 ou mais vezes ao dia”. O sensor, contudo, precisará ser trocado a cada 5 ou 7 dias para evitar contaminação. Essa troca poderá ser feita pelo próprio paciente, através de um aplicador próprio. Já o transmissor poderá ser facilmente desacoplado para recarga de bateria quando necessário. MINSULIN – AS FUNÇÕES E O DIFERENCIAL DO APLICATIVO “Existem alguns aplicativos com finalidades semelhantes, no entanto o nosso é único em uma série de itens”, diz Copette. Hoje, ainda sem o sensor, o aplicativo ajuda os pacientes de diabetes a ajustar as doses de insulina aplicadas antes das refeições se baseando em quantidades de carboidratos. Os principais diferenciais do Minsulin, segundo Copette, estão relacionados a possibilidades de customização e interatividade do aplicativo. “Ele é capaz de responder de forma individualizada e específica conforme os dados que você inserir”, fala Copette. “O ajuste dos fatores de correção para glicemia e quantidade de carboidratos ingeridos, por exemplo, pode ser feito de forma individualizada”. O aplicativo também pode salvar informações sobre refeições feitas, para que os próximos cálculos se tornem mais rápidos, e ajustar a dose de insulina conforme a intensidade de atividades físicas que forem praticadas. Além disso, seus usuários também podem consultar valores nutricionais de diversos alimentos.“O Minsulin possui a maior tabela de alimentos com informações de carboidratos do Brasil, disponíveis em porções caseiras e industrializadas”, diz Copette. “Ela pode ser modificada pelo usuário e é atualizada periodicamente por uma ferramenta própria para edição e inclusão de alimentos. Quem quiser, poderá solicitar novos alimentos caso não os encontre”. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado clicando aqui. É sempre importante ressaltar que aplicativos como o Minsulin podem facilitar a vida de pacientes de diabetes, mas não substituem consultas a um médico. “O Minsulin sugere a consulta de um endocrinologista antes de utilizar o aplicativo pela primeira vez”, diz Copette. “O objetivo não é substituir a consulta presencial, mas sim oferecer ao paciente e ao seu médico uma ferramenta poderosa no controle e tratamento do Diabetes Tipo 1”.

Creme hidratante para diabéticos? Qual a diferença?

Farmacêutica anuncia que lançará em breve dois cremes hidratantes especiais para tratar a pele ressecada de quem está com diabetes. A farmacêutica Sanofi anunciou o lançamento no mercado brasileiro de dois cremes hidratantes voltados ao público diabético. O “Hidrastar Creme para os pés” e o “Hidrastar Loção para o corpo” chegam às farmácias no mês que vem. De acordo com o comunicado à imprensa divulgado pela empresa, 82% dos pacientes com diabetes têm a pele ressecada, “o que facilita a formação de fissuras e lesões”. Ambos os cremes hidratam a pele e são de rápida absorção, sem deixar resíduos. Apesar da porcentagem de diabéticos com problemas de pele seca divulgado pela empresa ser muito mais alta do que o normal (a fonte para este dado inclui um estudo realizado em apenas 100 habitantes do estado de Himachal Pradesh, no norte da Índia), é fato que diabéticos costumam ter mais problemas de pele que a população em geral. Estima-se que 30% dos diabéticos desenvolvem algum tipo de problema dérmico, devido principalmente a infecções e à má circulação do sangue. Os cremes também poderão ser utilizados por pessoas que não estão com diabetes. O preço sugerido para ambos é de R$54,90. BALANCETE A Sanofi divulgou em Paris, na semana passada, um lucro acima do esperado no quarto trimestre do ano passado. A empresa espera que os lucros em 2014 sejam ainda maiores, “puxados por crescimento nas divisões de diabetes e doenças raras, além de mercados emergentes”, segundo reportagem da revista EXAME. Acompanhe a seguir o comunicado a imprensa da Sanofi sobre o lançamento dos cremes e responde nossa enquete!: Mais de 13 milhões de brasileiros têm diabetes, o que coloca o país em 4º lugar no ranking de adultos (20 a 79 anos) com a doença, atrás de China, Índia e Estados Unidos1. Estudos apontam que até 82% dos pacientes com diabetes têm pele seca, o que facilita a formação de fissuras e lesões na pele. A diabetes exige cuidados que vão além do controle glicêmico, como a hidratação constante da pele. Pensando nisso, a Sanofi desenvolveu dois produtos clinicamente testados na pele de pessoas com diabetes: Hidrastar Loção para o corpo e Hidrastar Creme para os pés. Segundo a dermatologista Samanta Nunes, a pele, o maior órgão do corpo humano, representa uma proteção natural do organismo. Mantê-la bem hidratada auxilia na formação de uma barreira física para evitar a perda hídrica e a entrada de agentes químicos e micro-organismos. Peles pouco hidratadas podem apresentar aspecto áspero, descamação, desgaste e fissuras. “Em paciente com diabetes, o cuidado deve ser redobrado. A pele de quem tem diabetes precisa de hidratação completa, capaz de restaurar a barreira cutânea através do uso de determinados ingredientes. A hidratação constante ajuda a prevenir lesões e leva o paciente com diabetes a se tocar e se examinar frequentemente durante a aplicação do produto”, explica. Hidrastar, o lançamento da Sanofi, combina ingredientes em concentrações ideais numa fórmula especialmente desenvolvida para facilitar a adesão do paciente com diabetes ao cuidado diário com a pele devido à rápida absorção, toque seco, sem deixar resíduos. O produto promove uma hidratação e ajuda a barreira epidérmica por possuir ingredientes umectantes (retêm água na derme e epiderme), emolientes (preenchem as camadas da pele, melhorando a textura, maciez, viço e flexibilidade) e oclusivos (lipídeos que formam película de proteção para pele). Hidrastar auxilia na melhora e na manutenção da hidratação da pele. Hidrastar Creme para os pés (120 g) e Hidrastar Loção para o corpo (120 ml) estarão disponíveis a partir de março nas principais farmácias do país. Preço sugerido de cada produto: R$ 54,90. Além do uso de Hidrastar, outras ações auxiliam na saúde da pele e dos pés: Evitar água muito quente durante o banho Consumir bastante água ao longo do dia Lavar e secar bem os pés para evitar a proliferação de bactérias Examinar com cuidado pés e unhas – se notar calos, cortes, machucados ou alterações de cor procure seu médico Usar sempre calçados confortáveis.

Como Cuidar de uma Hipoglicemia?

De repente dá aquela fome, confusão mental, tremores, suores, fraqueza, coração acelerado, sonolência... Quase toda pessoa com diabetes já sentiu isso. A hipoglicemia pode acontecer com os que usam insulina ou medicação oral. Na maioria das vezes o próprio paciente identifica os sintomas e ingere algum alimento com açúcar. Em outras ocasiões, necessita-se de socorro. Surgem, então, perguntas muito comuns entre aqueles que convivem com alguém que tem diabetes. Como sei que alguém está com hipoglicemia? O que faço quando isto acontecer? - Por que acontece? As hipoglicemias significam baixo nível de glicose no sangue (glicemia abaixo de 60 mg/dl). Geralmente são ocasionadas por falta de refeições nos horários corretos, por exercícios físicos excessivos, ou por doses elevadas de insulina e/ou medicamentos (hipoglicemiantes orais). As melhores alternativas para evitar o surgimento de hipoglicemias são: respeitar os horários corretos das refeições, programar os exercícios físicos (horário e alimentação adequados), seguir as doses corretas de insulina e/ou comprimidos recomendados pelo médico. - Quais são os sintomas? Os sintomas clássicos de hipoglicemia são suor em excesso, sonolência, fraqueza, coração acelerado (palpitações), tremores, visão dupla ou turva, fome súbita, confusão mental. O valor da glicemia a partir do qual esses sintomas aparecem costuma ser diferente de paciente para paciente, dependendo inclusive da freqüência dos episódios hipoglicêmicos. Se os níveis de glicemia chegarem a valores muito baixos, acontece o coma hipoglicêmico. Nesta situação, os valores de glicose no sangue estão tão baixos que são insuficientes para o cérebro continuar funcionando adequadamente. Em geral, a pessoa fica semi-consciente (comporta-se como um embriagado) ou inconsciente. - Como tratar? Paciente acordado, consciente: Oferecer um alimento assim que desconfiar que está hipoglicêmico (preferencialmente confirmado pela medição da glicemia na ponta do dedo). Deve-se ingerir 15 g de carboidratos, como por exemplo: 1 colher de sopa rasa de açúcar com água 150 ml de refrigerante regular (não dietético) - 1 copo pequeno 150 ml de suco de laranja - 1 copo pequeno 3 balas de caramelo Aguarde 15 minutos e verifique a glicemia novamente. Caso permaneça menor que 79 mg/dl, repetir o esquema. Paciente semi-consciente ou inconsciente: Nestes casos, o paciente não consegue mais ingerir alimentos. Não se deve insistir que o paciente se alimente, sob o risco de que aspire o alimento para o pulmão. A melhor opção é injetar glucagon – hormônio que faz o contrário do que a insulina faz, ou seja, aumenta a glicose no sangue. Sugere-se que a pessoa com diabetes (principalmente aquela que usa insulina) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações. A injeção é subcutânea, como a da insulina. Outra opção é colocar um pouco de açúcar na mucosa das bochechas, na tentativa de que absorva alguma glicose e a pessoa acorde. Novamente lembramos a possibilidade do paciente aspirar. A administração intravenosa da glicose só deve ser realizada em ambiente hospitalar. - O que acontece se não for tratada a tempo? Caso não corrigida rapidamente, a glicemia pode ficar cada vez mais baixa. Hipoglicemias severas podem levar a danos neurológicos. Deve-se tomar cuidado com hipoglicemias durante a gestação. Quando elas acontecem, háá aumento nos hormônios contra-reguladores (que aumentam a glicose), além da ingestão de alimentos ricos em açúcar. Isto pode causar hiperglicemia, que pode trazer conseqüências para o feto e a mãe. Defeitos neurológicos podem ocorrer em fetos de mães que apresentam hipoglicemias severas muito freqüentes. É importante tomar cuidado com pessoas com diabetes e insuficiência renal. Neles, a insulina passa mais tempo na circulação, antes de ser eliminada pelo rim. Isto aumenta o risco de hipoglicemia. - Dicas para evitar hipoglicemia O consumo de um lanche antes de dormir (ceia) pode auxiliar na prevenção de hipoglicemia noturna. Os alimentos mais recomendados para este lanche devem conter carboidratos e proteínas (leite ou pão com queijo e presunto, por exemplo); A monitorização nesse horário é extremamente importante. A glicemia deve ser ajustada sempre para que fique em torno de 100 m/dl; Ficar atento à alimentação se fizer exercício físico (especialmente se não programado). É necessário medir sua glicemia para ver se é necessário o consumo de carboidratos extras; Evitar o uso do álcool, principalmente em jejum.

DIABETES E OS CUIDADOS ESPECIAIS COM A PELE

Pessoas com qualquer um dos dois tipos de diabete estão mais propensas a sofrer uma série de doenças de pele que, se não tratadas, podem resultar, em casos mais graves, em amputação. Veja como evitar esses sérios problemas. O diabete se expande pelo mundo num ritmo tão acelerado que em breve pode ganhar o funesto status de epidemia. No mundo todo, são 347 milhões de diabéticos, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Aqui no Brasil, 7,4% da população sofre com a doença, de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012. São números elevados e preocupantes porque o diabete é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e a principal causa de cegueira e falência dos rins, por exemplo. Não menos importante é a relação entre o distúrbio e a amputação de membros, do qual ele é o maior responsável. A relação se explica porque todas as células do corpo são afetadas pelo alto índice glicêmico do diabético, incluindo as da pele. Essas alterações fazem com que haja maior propensão a sofrer lesões e à incidência de doenças como infecções por fungos e bactérias na pele. Se não forem observados e tratados corretamente, esses problemas podem evoluir e resultar em amputação. Por que a pele do diabético é diferente? Existem dois tipos de diabete. O tipo 1 é uma doença autoimune manifestada mais frequentemente entre crianças e adolescentes. Nela, a parte do pâncreas que produz insulina é atacada pelo próprio organismo e a pessoa precisa de doses diárias de insulina. O tipo 2, o mais comum na população, é uma doença crônica caracterizada pela resistência à ação da insulina e pela queda na sua produção. Os fatores de risco para o seu surgimento são obesidade, sedentarismo, herança genética, hipertensão, tabagismo, ovário policístico, e colesterol e triglicérides altos. Nos dois casos, a ausência ou insuficiência de insulina faz com que a glicose não entre nas células e o açúcar fica de fora, sobrando na circulação. "A insulina é muito importante para a pele porque ajuda, por exemplo, no crescimento dos queracinócitos, as células da pele", explica a dermatologista Flávia Ravelli, de São Paulo. Para a pele, essa alta taxa glicêmica, portanto, acarreta diversas consequências, como explicam, a seguir, Flávia e a endocrinologista Denise Reis Franco, de São Paulo. Mais fina e menos elástica Com o crescimento dos queracinócitos prejudicado, a pele perde espessura e elasticidade. Cicatrização lenta A glicemia alta provoca uma reação inflamatória nos vasos sanguíneos. "Enquanto nos vasos grandes a possível consequência dessa inflamação é a doença cardiovascular, no caso dos vasos pequenos, que nutrem a pele, ela prejudica a irrigação", explica Denise. Assim, a cicatrização de lesões na pele é mais lenta. Perda de sensibilidade Os nervos, embebidos em glicose e sem irrigação sanguínea adequada, ficam mais macios e não funcionam perfeitamente. O efeito é a perda de parte da sensibilidade da pele, além de coceiras generalizadas e da sensação de agulhamento (como se a pele estivesse sendo espetada). Infecções "No diabético, o sistema imunológico não funciona corretamente, o que aumenta a chance de infecções", diz Flávia. Elas podem ser causadas tanto por bactérias quanto por fungos, como é o caso das micoses e frieiras. Acantose nigricans Quando o organismo não consegue gerar insulina, paradoxalmente começa a produzir uma substância chamada fator de crescimento de insulina. Ela provoca a acantose nigricans, doença de pele na qual as regiões de dobras, como pescoço e axilas, ficam escurecidas. Dermatites A função de barreira para evitar a perda de água pelo organismo não funciona corretamente no diabético. O resultado é uma pele desidratada, propensa ao surgimento de dermatites. Vitiligo "Quem sofre de diabete tipo 1 tem mais chances de desenvolver outra doença autoimune", afirma Denise. É o caso do vitiligo, doença de pele na qual o próprio organismo ataca as células de pigmentação da pele e causa manchas brancas pelo corpo. Pé diabético A pele do diabético, portanto, está mais propensa a sofrer lesões e infecções de todo tipo. A combinação desse fator com outro, a sensibilidade cutânea deficiente, pode culminar num problema gravíssimo: o pé diabético. "Uma simples pedra no sapato pode machucar a pele e a pessoa não percebe porque tem pouca sensibilidade nas extremidades", explica Flávia. "A lesão evolui para uma infecção e, como a pele não recebe irrigação suficiente para recuperar o tecido lesionado, a infecção vai avançando até atingir músculo, gordura e até os ossos". Quando a situação chega a esse ponto, o pé precisa ser amputado para que a infecção não se espalhe pelo corpo. Como se prevenir - Examine a pele A principal medida de prevenção é examinar a pele, sobretudo dos pés, pela manhã e à noite. Procure por micoses entre os dedos, pequenas lesões e feridas pelo corpo e, se encontrá-las, vá ao médico assim que possível. - Hidrate-se Beba bastante água e use hidratante para a pele todos os dias para evitar a desidratação. "Um bom ritual diário é lavar os pés com água e sabão, secar bem e espalhar hidratante hipoalergênico, sem cheiro e dermatologicamente testado. Com esse procedimento, o diabético já vai acabar fazendo a inspeção da pele", sugere Flávia. - Cuide dos sapatos Use calçados confortáveis, de preferência os produzidos especialmente para diabéticos. Antes de calçar, cheque cada um em busca pedrinhas ou qualquer alteração na palmilha que possa machucar a sola dos pés. - Procure um podólogo Se possível, contrate um serviço especializado para cortar as unhas. Um simples corte ou "bife" arrancado durante o processo pode acarretar em infecção.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ter com fé e esperança ajuda muito a vencer e superar os desafios de nossa vida. Certamente acreditar em Deus ou qualquer religião nos dá mais energia para viver sabendo que podemos melhorar a cada dia e que é possível fazer um futuro melhor.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Fim do horário de verão descontrola diabetes

O fim do horário de verão interfere diretamente no sono, o que pode desequilibrar a produção de hormônios no corpo. Segundo explica o neurologista da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Ronaldo Guimarães Fonseca, os 60 minutos de diferença na rotina configuram uma variação na quantidade de tempo de exposição à luz solar. “Quando o homem interfere nisso, acaba influenciando na qualidade e na arquitetura do sono”, afirma. Este processo, complementa Fonseca, provoca mudanças hormonais e metabólicas e os principais sintomas são diminuição da performance e sonolência diurna, o que pode favorecer acidentes. Alguns grupos da população acabam mais desfavorecidos com a volta daquelahorinha a mais, diz o médico. Os diabéticos , por exemplo, podem ter mais dificuldade para controlar a glicemia, intimamente ligada à produção hormonal. As pessoas que estão de dieta também precisam ficar atentas. Isso porque o sono de qualidade, já evidenciaram as pesquisas, é um dos principais aliados para o controle alimentar e a eliminação dos quilos extras . Neste contexto, o estresse também podem entrar em descompasso, aguçando a irritabilidade e a ansiedade. Faça o teste e veja se os seus níveis de estresse são prejudiciais à saúde . Os especialistas orientam que a melhor forma de driblar estas alterações é recorrer a uma alimentação balanceada e leve, rica em frutas e cereais, sem negligenciar as horas de descanso. Evitar compromissos noturnos, que se estendem pela madrugada, bebidas alcoólicas ou estimulantes (como café) também estão entre as principais dicas preventivas. Ficar atento ao ar condicionado também ajuda, já que as baixas temperaturas aumentam a sonolência .

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O que é Diabetes

“SmartInsulins”, ou insulina inteligente

Imagine uma insulina aplicada no subcutâneo como as atuais, porém que só funcione quando a glicemia estiver elevada, e pare de funcionar em caso de glicemias mais baixas. Ainda em fase muito precoce de estudos, a SmartInsulin, é a junção das insulinas de ação lenta ou Ultra-rápidas com polímeros desenvolvidos especialmente para essa finalidade. Engenheiros da empresa SmartCells de Massachusetts (MIT) desenvolveram um polímero biodegradável com moléculas de ligação que se ligam à insulina e a prendem até o nível da glicose elevar-se até um certo patamar. Quando atinge este patamar o polímero libera insulina para corrente sanguínea. Este processo ocorre por causa de algo chamado de "ligação competitiva". Quando a glicose está baixa a insulina se liga ao polímero. Quando a glicose fica mais alta, a insulina liga-se então às moleculas de glicose. As pesquisas encontram-se em fase pré-clínica, e estudos em animais mostraram-se promissores. Injetaram SmartInsulin em Animais, injetaram glicose para simular uma refeição. Acompanharam as glicemias com sensors de glicose, e os resultados foram extremamente animadores, mostrando que este tipo de insulina pode "sentir" as flutuações da glicemia e corrigí-las. As aplicações serão feitas 1 vez ao dia via subcutânea com as mesmas agulhas usadas atualmente, e esta tecnologia está sendo testada também para tratamentos de Tireóide, Hormônio de Crescimento e Infertilidade. Toda esta pesquisa tem um fundo de patrocínio vindo da JDRF – Juvenile Diabetes Research Foundation Internacional, Entidade seríssima de apoio a pesquisa e educação em diabetes tipo 1. Ainda não temos a cura, mas certamente este tipo de desenvolvimento tecnológico vem ajudar e muito os diabéticos, principalmente tipo 1 que tanto necessitam de novidades para melhorarem seu controle glicêmico sem correr riscos de hipoglicemia, sem dúvida o maior desafio do tratamento.

Diabetes (Hipoglicemia) com Dr. Drauzio Varella

Estudo sobre insulina pode levar ao fim das injeções 10/01/2013

Cientistas conseguiram desvendar a maneira como a molécula de insulina se liga ao receptor celular. Descoberta pode levar ao fim dos tratamentos diários. Depois de décadas de especulações, uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu desvendar como a insulina interage com as células do corpo. A descoberta pode melhorar drasticamente a qualidade de vida de pacientes com diabetes — ao acabar com a necessidade de injeções diárias. Segundo o estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico Nature, o mecanismo de interação da insulina com seu receptor celular funciona como uma espécie de "aperto de mãos molecular". A descoberta foi feita por uma associação entre a Case Western Reserve, em Cleveland, nos Estados Unidos, a Universidade de Chicago, a Universidade de York (Grã-Bretanha) e o Instituto de Química Orgânica e Bioquímica de Praga. "Agora, podemos utilizar esses conhecimentos para elaborar tratamentos mais eficazes com insulina", diz Mike Lawrence, pesquisador do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza Hall, na Austrália. Essa melhoria poderia representar, dizem os pesquisadores, o fim das injeções diárias de insulina. Espera-se ainda que em países emergentes se comece a produzir uma insulina mais estável, que resista a temperaturas elevadas sem refrigeração. Pesquisa — Para conseguir energia, as células do corpo absorvem o açúcar proveniente dos alimentos. A glicose, no entanto, não consegue penetrar na membrana celular sem a ajuda da insulina, um hormônio secretado pelo pâncreas. Para absorver o açúcar, a maioria das células tem receptores de insulina, que se ligam ao hormônio, captando-o da corrente sanguínea. No estudo, os pesquisadores reproduziram a interação entre insulina e receptores testando modelos estruturais com uso de metódos genético-moleculares. Com o procedimento, foi possível visualizar imagens altamente detalhadas e tridimensionais da interação. "Tanto a insulina quanto o seu receptor passam por um rearranjo quando interagem", diz Lawrence. Segundo o pesquisador, após ocorrer essa interação, uma parte da molécula de insulina se dobra para fora, e partes do receptor se movem na direção do hormônio, envolvendo-o. "Você poderia chamar isso de um 'aperto de mão molecular'", diz. Compreender os mecanismos de interação oferecem possibilidades para melhorar os tratamentos do diabetes — hoje feitos diariamente, com múltiplas injeções de insulina. A descoberta, de acordo com Weiss, pode oferecer alternativas às injeções, assim como reduzir o número de doses por dia.

PESQUISA 14/02/2014

Hibernação de ursos pode dar pistas para tratamento de obesidade e diabetes Pesquisador americano estuda como esses animais regulam a resposta à insulina de acordo com suas necessidades Estudar os ursos-cinzentos pode ser uma saída para melhorar o tratamento de doenças como diabetes e obesidade. Estima-se que o sobrepeso seja um problema que atinge 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo. Existem poucos remédios aprovados para a perda de peso, e eles costumam apresentar efeitos colaterais significativos. Diante desse cenário, o pesquisador Kevin Corbit, da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, publicou um artigo no jornal The New York Times, na última terça-feira, sugerindo que o misterioso período de hibernação dos ursos pode dar pistas sobre o tratamento da epidemia de obesidade. No verão, esses animais podem ingerir mais de 50.000 calorias e ganhar 7 quilos por dia. Depois, ficam sem se alimentar por até sete meses, sobrevivendo da gordura acumulada no organismo. Segundo Corbit, os ursos conseguem "desligar" suas funções renais durante esse período, resultando em rins danificados e altos níveis de toxinas no sangue — que seriam suficientes para matar um ser humano. Mas esse processo é revertido quando o animal acorda, e os rins são restaurados, sem nenhuma sequela. Em uma pessoa saudável, a insulina causa uma redução no nível de açúcar do sangue, porque facilita o transporte dessa substância para as células, onde ela é utilizada na produção de energia, ou armazenada como combustível. No caso de um paciente com diabetes, as células não respondem à insulina, e o nível de açúcar se eleva. Já os ursos são capazes de modificar as respostas de seu organismo à insulina. Quando bem alimentados, ficam mais sensíveis a ela, mas durante a hibernação eles se tornam resistentes – como os diabéticos. Mesmo nesse estado, porém, seu nível de açúcar no sangue é mantido. Quando os bichos acordam, o sistema volta a funcionar. Além disso, no período de acúmulo de peso, os ursos não armazenam gordura em locais que podem ser prejudiciais à saúde, como acontece nos humanos. O objetivo de Corbit é estudar como essas alterações ocorrem nos animais e buscar pistas que possam ser aplicadas nos seres humanos. O autor relata que existe uma pequena quantidade de pessoas que, mesmo obesas, se mantêm sensíveis à insulina. Uma mutação em um gene chamado PTEN é considerada a responsável por esse fenômeno. "Nós descobrimos que os ursos controlam a atividade da proteína codificada pelo gene PTEN, de forma parecida como um interruptor, aumentando e diminuindo sua atividade em diferentes momentos de seu ciclo de hibernação", escreve Corbit.

ATENÇÃO AOS PAIS

Pais devem ficar atentos para o problema do diabetes em crianças. Segundo a Federação Internacional de Diabetes houve um crescimento de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo em menores de 14 anos. Outro tipo da doença, que tem aumentado junto com a obesidade infantil, é o diabetes por resistência insulínica, causada por alimentação desequilibrada e aumento de peso. Segundo a endocrinologista Rosita Fontes, em matéria do IG, existem sete passos que podem ajudar os pais para evitar possíveis sintomas do diabetes: 1 – “Eu quero água!” Aqui, o negócio é observar se a criança sente sede intensa. Isto pode ser um sintoma e deve estar relacionado com o fato de ele ir muito ao banheiro. 2 – Vai várias vezes ao banheiro Vale observar se a criança vai ao banheiro com frequência, inclusive à noite, e também se ela urina em grande quantidade. A glicose em excesso no sangue, provocada pelo diabetes, ao passar pelo rim, transporta água junto com ela. 3 – Comilão que perde peso Outro sintoma é a criança comer muito, mas mesmo assim perder peso. 4 – Sempre cansado Verificar se a criança reclama de cansaço, se sente desanimada e sonolenta. 5 – Vista embaçada Caso a criança se queixe de visão embaçada é bom levá-la ao oftalmologista porque pode não ser apenas uma questão de usar óculos. A médica também explica que o excesso de glicose provoca o inchaço do cristalino, o que faz com que a criança tenha dificuldade de focar as imagens. 6 – “Tá formigando o meu pé!” Ficar atento quando há queixas constantes de câimbras e formigamentos pelo corpo. 7– Fazer o cálculo Se a criança tem, pelo menos, três queixas relatadas anteriormente procurem um médico para investigação. O diagnóstico e o tratamento precoce da diabetes evitam as possíveis complicações características da doença.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Meu filho

Outros tipos de diabetes

Esses tipos de diabetes são decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. Podem ser: Diabetes por defeitos genéticos da função da célula beta Por defeitos genéticos na ação da insulina Diabetes por doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística etc.) Diabetes por defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.).

Diabetes Gestacional

É o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, levando aos aumento nos níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. A causa exata do diabetes gestacional ainda não é conhecida.

Diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2 existe uma combinação de dois fatores - a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina. Geralmente, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, pode ocorrer o agravamento da doença. O diabetes tipo 2 ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes.

Pré-diabetes

A pré-diabetes é um termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença, como se fosse um estado intermediário entre o saudável e o diabetes tipo 2 - pois no caso do tipo 1 não existe pré-diabetes, a pessoa nasce com uma predisposição genética ao problema e a impossibilidade de produzir insulina, podendo desenvolver o diabetes em qualquer idade.

Diabetes tipo 1

No diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem a esse hormônio. O diabetes tipo 1 ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes.

O que é Diabetes

O diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue. O diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada (resistência à insulina). A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

Guia para diabetes tipo 1 - legendado em português

Bomba Implantável

Bomba Implantável com insulina intra peritoneal

Dr. Renard, francês, maior estudioso do assunto, discutiu sobre esse enorme avanço.
O que seria? Uma bomba de insulina que é implantada no tecido subcutâneo por meio de uma pequena cirurgia no abdômen do paciente. O reservatório carrega em torno de 400 ui de insulina, e o catéter leva insulina diretamente ao peritônio que é com certeza uma via muito mais fisiológica, pois a insulina entra no sistema porta e depois que é levada para circulação. Tem uma ação mais rápida do que via subcutânea. Além disso, essa via melhora a resposta do glucagon à hipoglicemia.
A bomba é de Titânio e pesa 146g. A Insulina é colocada no reservatório quando necessário por um procedimento simples com agulha. A Indicação atual seria o Diabetes Lipoatrófico, pessoas com alta resistência subcutânea a insulina que usam doses elevadas de insulina e o que se chama de Diabetes hiperlábil ou “brittle" Diabetes. Claro que problemas ocorrem como infecção local, problemas com catéter como obstrução e problemas imunológicos (contra indicada para pacientes com altos níveis de Anticorpos anti-insulina).
Dr. Rennard chefia um grupo multicêntrico na Europa com experiência de 412 pacientes até o momento, e o próximo passo é colocar este sistema em Pâncreas Artificial. Há um estudo de 2010 sobre isso publicado no Diabetes Care.
É isso aí, o progresso chegando. Escrevam suas opiniões.

Pâncreas artificial

Hoje ao ler essa noticia fiquei cheia de esperança

Pâncreas artificial promete acabar com injeções de insulina

28/1/2014 - Correio do Estado
Cientistas britânicos da Universidade de Montfort, em Leicéster, desenvolveram um aparelho que promete revolucionar o tratamento do diabetes. O dispositivo funciona como um pâncreas artificial, liberando insulina na corrente sanguínea. A informação é do site Daily Mail desta sexta-feira (24).
De acordo com a publicação, o equipamento é implantado no abdômen e, por meio de um cateter [tubo fino], administra a insulina de forma contínua.
O refil de insulina do dispositivo deve ser recarregado a cada duas semanas.
Segundo o professor de farmácia da Universidade de Montfort Joan Taylor, o aparelho garante que as doses sejam cada vez mais precisas e deve ser inserido cirurgicamente.
— Este dispositivo é barato e simples de usar. Ele tem o potencial de trazer um fim às injeções diárias para diabéticos.
Testes em humanos devem começar em 2016 e os pesquisadores esperam que os primeiros implantes entrem no SNS (Sistema Nacional de Saúde) dentro de uma década.

Meu filho



Boa noite!

Hoje esta fazendo exatamente 1 ano e 7 meses que meu filho foi diagnosticado com diabete tipo 1, só hoje criei coragem para escrever sobre o assunto, foi muito difícil aceitar o diagnostico do médico na época e confesso que ainda de uma certa forma não aceito mas procuro de todas todas as formas acreditar que um dia vai haver a cura dessa doença cronica e de outras tantas e foi exatamente por esse motivo entre outros que resolvi criar o Blogger, porque estou sempre pesquisando sobre o assunto e diversos sites, mas sinto a necessidade de encontrar varias informações a respeito do assunto em apenas lugar.

Apesar do tempo que se passou ainda me sinto perdida e sem entender algumas explicações dos médicos, estou sempre pesquisando, estudando, procurando respostas.

A partir de hoje vou postar tudo que leio a respeito, talvez dessa forma eu consiga ajudar outras mães porque não dizer famílias, e sendo assim possa trocar experiencias e encontrar respostas.


5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...