segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Unicamp cria colírio que evita perda de visão por diabéticos

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas (FCM) e de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um colírio para a prevenção e combate da degeneração gradativa que ocorre com frequência nos olhos das pessoas com diabetes, a chamada retinopatia diabética. "A grande vantagem desse achado é o fato de não ser invasivo. Por ser tópico não implica em riscos e cria uma barreira contra as alterações neurodegenerativas que afeta os diabéticos", explicou a pesquisadora da FCM Jacqueline Mendonça Lopes de Faria. Colírio é resultado de uma pesquisa que já dura 20 anos A cientista disse que a descoberta foi feita a partir de uma pesquisa que já dura cerca de duas décadas. "É consequência de um estudo de 20 anos para entender o mecanismo de ataque das células nervosas e de irrigação sanguínea no tecido ocular." De acordo com a pesquisadora, por causa da hiperglicemia - excesso de açúcar no sangue no organismo dos diabéticos - vários órgãos podem ser comprometidos. Em cerca de 40% dos casos, a doença leva a complicações na retina provocadas pelo efeito tóxico da glicose. O sistema nervoso e vascular da retina passam a ter alterações progressivas que podem levar a cegueira. "Isso ocorre, muitas vezes, justamente no momento em que a pessoa está em idade ativa." Atualmente, o tratamento da retinopatia diabética é feito com opções invasivas, como a fotocoagulação com laser, injeções intravítrea ou mesmo cirurgia. A expectativa dos pesquisadores da Unicamp é que, além de servir para a cura da retinopatia diabética, a descoberta dessa tecnologia possa ser benéfica também no tratamento de outras anomalias da visão, como o glaucoma. Eficácia Testes em laboratórios da Unicamp comprovaram a eficácia da fórmula. No entanto, antes de ser transformado em medicamento para a distribuição e comercialização, o colírio tem de ser submetido à fase clínica de tetes, com os ensaios em seres humanos. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer porque os testes dependem do interesse de empresas em fazer o licenciamento da tecnologia junto com a agência de inovação da universidade, a Inova Unicamp. No teste com os roedores, não foram observados efeitos adversos e o colírio mostrou-se eficaz na proteção do sistema nervoso da retina. Também participam da pesquisa a professora Maria Helena Andrade Santana; a pesquisadora Mariana Aparecida Brunini Rosales e a aluna de mestrado Aline Borelli Alonso. Os estudos receberam financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério de Educação.

TEM DIABETES? ENTÃO SAIBA PORQUE VOCÊ PRECISA CONHECER OS NÚMEROS DE SUA PRESSÃO ARTERIAL

Se você tem diabetes , os especialistas dizem que você deve prestar atenção em seus números da pressão arterial, além de seus números de açúcar no sangue. Isto porque ter diabetes coloca você em maior risco de pressão arterial elevada e os possíveis problemas que isto pode causar para todo o seu corpo. Estes incluem ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal e até mesmo problemas de retina. “As pessoas com diabetes tendem a ter uma pressão arterial média mais elevada do que as pessoas sem diabetes”, diz cardiologista Michael Rocco, MD. “Então, não estão apenas essas duas condições relacionadas a eventos cardiovasculares adversos, mas muitas vezes ocorrem em conjunto nas pessoas com diabetes.” NOVAS DIRETRIZES DE TRATAMENTO Agora, um recente  estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) recomenda um novo limiar de quando o seu médico deve começar a tratar sua pressão arterial elevada, se você tem diabetes. Ele também sugere um nível-alvo para você conhecer e manter. De acordo com o artigo, se você tem diabetes e pressão arterial elevada, as diretrizes padrão recomendadas para iniciar a terapia com o uso de droga começa à partir de uma leitura de pressão arterial acima de 140 sistólica e diastólica acima de 90. “O quanto baixar durante o tratamento seria um pouco mais controverso,” diz o Dr. Rocco. “No entanto, um tratamento para ficar abaixo de 140 por 90 é uma meta razoável para a maioria dos indivíduos”. Se você é diabético e tem pressão arterial elevada, você deve reduzir o seu risco de sofrer um derrame, evento cardiovascular ou outros eventos microvasculares como problema de retina, doença renal e neuropatia, ou ainda uma disfunção dos nervos periféricos que podem causar dormência ou fraqueza. OS BENEFÍCIOS DA REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL Um aspecto interessante do novo estudo, aponta o Dr. Rocco, é que ele observou os indivíduos com pressão arterial acima e abaixo da linha base 140 sistólica. “Eles descobriram que abaixando a pressão arterial acima de 140 para abaixo deste valor, resultou em maior redução da maioria dos riscos cardiovasculares e microvasculares”, diz ele. “Os pacientes atingiram em algum momento, uma redução de 11 a 13 por cento para cada redução de 10 unidades em sua pressão arterial“. Dr. Rocco acrescenta que, embora todos os grupos do estudo tivessem se beneficiado pela redução da pressão arterial, o grupo que ficou abaixo de 130 não viram um benefício adicional significativo na redução de mortalidade total e doença cardíaca coronária. Mas eles se beneficiam da redução de acidente vascular cerebral, retinopatia e redução da proteína em sua urina. “Por isso, as metas e ponto de partida para iniciar a terapia podem ser influenciados pelos resultados que você está tentando evitar”, diz ele. UM PLANO PERSONALIZADO DE AÇÃO É MELHOR O ponto de corte exato para o quão longe tratar a redução de sua pressão arterial pode variar de pessoa para pessoa, diz o Dr. Rocco. Assim, você sempre precisa consultar o seu médico para definir suas metas. “Os dados mais recentes sugerem que a pressão arterial alvo precisa ser individualizada para o paciente, com base em seus riscos individuais e no risco dos medicamentos prescritos pelo seu médico,” diz o Dr. Rocco. O seu médico pode considerar uma meta de tratamento inferior, por exemplo, se você já teve um acidente vascular cerebral prévio, história familiar de acidente vascular cerebral ou proteína na urina. Um comunicado emitido pela American College of Cardiology (ACC) e American Heart Association (AHA) recomenda considerar uma meta de 130/80 em pessoas com ataque anteriores do coração, derrame, TIA, aneurisma da aorta ou doença arterial periférica. As opções de medicamentos anti-hipertensivos dependerá de outros problemas clínicos que a pessoa possa ter. Por exemplo, alguém que teve insuficiência cardíaca ou doença coronariana seria aconselhado a usar um esquema diferente incluindo betabloqueadores e inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina. “As escolhas específicas dos medicamentos podem variar, dependendo de outras questões, tais como diabetes, insuficiência cardíaca, dor no peito ou angina, etnia”, diz o Dr. Rocco. “Mas, afinal, redução da pressão arterial por qualquer meio é benéfico”. ESTILO DE VIDA DESEMPENHA UM PAPEL TAMBÉM Questões de estilo de vida são especialmente importantes para as pessoas com diabetes, por isso certifique-se de controlar o seu peso, fazer exercícios regularmente, restringir o sal, parar de fumar e manter uma dieta nutritiva. Ao fazer isso, você pode ser capaz de reduzir seus medicamentos.   http://health.clevelandclinic.org/

O QUE É PÉ DIABÉTICO?

O exame frequente dos pés previne problemas quando se tem diabetes O diabetes mellitus, popularmente conhecido apenas como “diabetes”, é um dos maiores problemas de saúde da atualidade, sendo considerado a doença endócrina mais comum do mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta cerca de 12% da população entre 30 e 69 anos e 20% acima dos 70 anos de idade. A situação torna-se ainda mais grave quando observada a rapidez com que cresce o número de novos casos, principalmente no que se trata do diabetes tipo 2, índice justificado devido à mudança no estilo de vida, aos maus hábitos alimentares, à obesidade e ao sedentarismo. De acordo com Adriano Mehl, Médico Responsável pelo Núcleo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Pé Diabético no Plunes Centro Médico, em Curitiba, se não tratado, o diabetes pode causar sérias complicações. “A neuropatia diabética é uma das mais comuns. É caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso cuja manifestação, que pode ser sensitiva, motora ou autonômica, concentra-se no Sistema Nervoso Periférico. Ou seja, nos casos em que há neuropatia diabética, o principal reflexo é a diminuição da sensibilidade protetora dos pés, o que propicia o aparecimento de lesões por traumatismos não percebidos pelo paciente”, destaca Dr. Adriano. Muitas vezes, o uso de sapatos apertados ou até mesmo a presença de um corpo estranho não notado dentro de um calçado – como uma pequena pedra -, provoca pressão mecânica repetitiva, causando lesões nos pés. Segundo o médico, é importante salientar que “por conta da diminuição na sensibilidade, as úlceras em fase inicial no pé podem não ser percebidas. Apenas após o aparecimento de uma lesão extensa ou pelo odor fétido é que o paciente se atenta ao ferimento, tornando-o, então, mais vulnerável aos processos infecciosos, gangrenas e amputações”. Dr. Adriano afirma que evitar complicações por conta do “pé diabético” é muito simples, mas essa informação nem sempre é conhecida. “Um dos grandes desafios para o diagnóstico precoce das lesões é a realização de um simples exame dos pés, que deve ser feito com frequência”, afirma. Além do exame, outras ações são importantes para auxiliar na prevenção de lesões, como acompanhamento por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar capacitada, correta higienização dos pés, utilização de calçados adequados e controle e monitoramento contínuos dos níveis glicêmicos.   http://www.segs.com.br/

SANOFI E GOOGLE CRIAM EMPRESA PARA TRATAR DIABETES

O grupo farmacêutico francês Sanofi e a Verily Life Sciences, filial do gigante norte-americano Google, anunciaram hoje a criação de uma “joint-venture” para oferecer produtos e serviços aos pacientes de diabetes tipo II. Em comunicado conjunto, as empresas explicam que a sua nova filial comum chamar-se-á Onduo e que a sua missão passa por “ajudar as pessoas com diabetes a viver plenamente com saúde, desenvolvendo soluções globais que combinam instrumentos, programas informáticos, cuidados médicos e profissionais para permitir uma gestão simples e inteligente da doença”. A Onduo, que vai ter a sua sede em Cambridge, perto de Boston, no nordeste dos Estados Unidos, vai ser dirigida por Joshua Riff, que desempenhava até agora o cargo de vice-presidente para a prevenção e bem-estar da Optum, empresa de serviços de saúde do grupo UnitedHealth. O negócio da nova empresa centrar-se-á nos doentes com diabetes tipo II, sendo que, a longo prazo, a ideia é estender a atividade aos pacientes de diabetes tipo I e “eventualmente” às pessoas com risco para desenvolver diabetes a pensar na prevenção.   http://sicnoticias.sapo.pt/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Day in the life of T1D omnipod and dexcom

CELLNOVO – O PRIMEIRO SISTEMA MÓVEL DE GESTÃO DE DIABETES DO MUNDO

O Sistema Cellnovo é o primeiro sistema de gestão de diabetes móvel do mundo, que inclui uma bomba de insulina, monitor de atividade, aparelho touchscreen wireless celular com medidor de glicose no sangue integrado e conectividade automática para a nuvem. Cellnovo Group, uma empresa de tecnologia médica a comercializar o primeiro sistema “tudo-em-um” móvel, conectado, para o gerenciamento da diabetes, anunciou hoje uma atualização do sistema que irá permitir que os pacientes usando CGM (Monitorização Contínua da Glicose) a introduzir seus níveis de glicose manualmente. Esta capacidade reforçada foi adicionada para proporcionar maior conforto, comodidade e flexibilidade para o crescente número de diabéticos tipo 1 que usam dispositivos CGM. Os dispositivos CGM permitem aos doentes medir seus níveis de glicose sem a necessidade de picadas no dedo. A atualização para o sistema Cellnovo permite agora aos pacientes usando dispositivos de CGM inserir manualmente as suas leituras de nível diretamente no aparelho Cellnovo. O sistema então calcula automaticamente a dose de insulina necessária (bolus). Cellnovo pretende complementar o recurso CGM antes do final do ano com o lançamento de um aplicativo de monitoramento móvel que irá exibir perfis CGM contínuos e padrões de administração de insulina para os usuários Cellnovo. SOBRE O SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA DIABETES CELLNOVO Compacto, sem o uso de tubos, intuitivo e totalmente conectado, a bomba de insulina Cellnovo compreende um celular touchscreen controlador com um medidor integrado de glicose no sangue. Este dispositivo único permite uma gestão otimizada de injeções de insulina com precisão gota-a-gota, assegurando ao mesmo tempo uma ampla liberdade de movimento e paz de espírito para os pacientes.Graças à transmissão automática de dados, ele também permite que a condição do paciente seja continuamente monitorizada por membros da família e por profissionais de saúde em tempo real. TERAPIA COM BOMBA DE INSULINA Simulação de pâncreas O método tradicional para o tratamento de diabetes tipo 1 é com injeções diárias de insulina. Apesar dos avanços nas estratégias de tecnologia de insulina e de injeção, o uso de injeções diárias inevitavelmente resulta em níveis de insulina que não combinam com as mudanças normais e rápidas da glicose no sangue durante todo o dia. Muito pouca insulina e elevados níveis de glicose criam sintomas imediatos e contribuem para complicações à longo prazo. Muita insulina e o paciente está em risco de uma “hipo”, onde há muito pouco açúcar no sangue, levando à perda de consciência e convulsões. Como uma alternativa avançada para injeções, a terapia de bomba de insulina foi desenvolvida para imitar a fisiologia normal do pâncreas saudável. Ao contrário de múltiplas injeções diárias de insulina, uma bomba de insulina é capaz de fornecer ao fundo infusão constante de insulina que pode ser ajustada de acordo com a necessidade individual, compensando a atividade de exercício e rotinas diárias. A bomba também é programada para administrar doses de bolus de insulina para tratar os grandes oscilações de glicose no sangue que, de outro modo resultam de comer e beber. Imitando a fisiologia natural do pâncreas, a terapia com bomba de insulina visa manter um nível constante normal de glicose no sangue; evitando os altos que estão associados com as refeições ou os baixos que vêm de muita insulina. APARELHO TOUCH-SCREEN – CONTROLE E CONECTIVIDADE O cérebro do Sistema Cellnovo é o aparelho touch-screen intuitivo Controle sem fio da bomba, o aparelho também tem um monitor de glicose no sangue integrado e uma conexão de dados móvel para o portal web Cellnovo. Conectividade móvel garante que informações em tempo real fique disponível a qualquer hora e em qualquer lugar para os pacientes, familiares e médicos. O aparelho executa uma série de aplicativos para ajudar o usuário manter o controle da dieta, insulina, glicose no sangue e exercício. A atividade física, mesmo se automaticamente registadros a partir de um sensor na bomba. Ao automatizar a coleta de dados, o aparelho elimina a necessidade de um diário da diabetes e garante que a informação clínica abrangente e precisa estarão constantemente disponíveis a todos os que precisam.

DROGAS PARA DIABETES SALVAM VIDAS. VOCÊ PODE AGRADECER AO FDA

Esta noite, os pesquisadores estão anunciando que Victoza, uma droga para o diabetes vendida pela gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, previne ataques cardíacos, derrames e mortes cardiovasculares . Já é a segunda droga para diabetes que faz isso. A primeira, Jardiance, uma pílula vendida pela Eli Lilly LLY e Boehringer Ingelheim, apresentou os seus resultados positivos no ano passado. Os pesquisadores dizem que os novos resultados poderiam mudar a maneira com que os médicos tratam da diabetes, deslocando a preferência a estes medicamentos e em detrimento da metformina, atual medicamento de primeira linha exaustivamente testado, que é genérico. “Atravessamos um momento que talvez precisemos repensar a forma como o diabetes é tratado na América”, disse John Buse, da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill pesquisador que liderou o estudo, que foi financiado pela Novo Nordisk. E tanto os médicos quanto a Novo Nordisk dão os créditos desses novos dados para uma fonte surpreendente: as regulamentações mais rígidas para drogas de diabetes ditadas pelo Food and Drug Administration (FDA), que muitos na indústria haviam criticado anteriormente, dizendo que serviria para postergar o lançamento de novas drogas no mercado prejudicando os pacientes . “Eu quase posso garantir que esses estudos não teriam sido feitos se não tivessem sido solicitados pelos regulamentos do FDA”, disse Buse, que tem sido um consultor para muitas empresas há anos. “Antes desta orientação, eu ficava constantemente solicitando às empresas para fazer esses testes”. Esse fato – que as empresas e os pacientes são susceptíveis de se beneficiar pela rigidez do FDA – vai contra uma das narrativas comuns na indústria farmacêutica e entre os críticos do FDA: que o excesso de regulamentação atrasa alguns benefícios para os pacientes. Em alguns casos, e isso é claro, eles também criam uma barrera difícil de ultrapassar para a indústria, fazendo-as perder bilhões de dólares sem conseguir ajudar os pacientes, mas apenas para obter resultados em testes de sangue. O resultado em relação ao Victoza é exatamente o tipo de alegação de marketing que faz uma empresa farmacêutica salivar: a Novo Nordisk pode agora dizer aos pacientes e às seguradoras que seu medicamento é uma alternativa à morte prematura. No estudo, apresentado esta noite na reunião anual da American Diabetes Association e publicado no New England Journal of Medicine , 9.340 pacientes foram aleatoriamente designados para receber ou Victoza ou placebo por um período médio de 3,8 anos. Para aqueles em Victoza, 13% tiveram um ataque cardíaco, derrame ou morte, em comparação com 14,9% no grupo placebo, uma redução de 13% no risco. As reduções na morte cardiovascular (22%) e morte por qualquer causa (15%) também foram estatisticamente significativas. Um efeito colateral suposto da droga, pancreatite, não apareceu de forma significativa, e pacientes em Victoza perderam cerca de 2,3 kg a mais do que aqueles que receberam placebo. Os resultados são menos intrigantes do que aqueles para Jardiance da Lilly e Boehringer, que parecia ter um benefício não de reduzir a doença arterial, mas à partir de seu efeito sobre a pressão arterial ou algum outro mecanismo. Essa droga, porém, teve um impacto muito claro sobre a mortalidade. Mads Krogsgaard Thomsen, vice-presidente executivo da Novo Nordisk para pesquisa e desenvolvimento, diz que acredita que os resultados irão ajudar a drogas como Victoza que trabalham imitando o peptídeo semelhante ao glucagon (um GLP-1), uma substância que o corpo utiliza como sinal para ajudar a controlar pressão sanguínea. Trulicity da Eli Lilly e Tanzeum da GlaxoSmithKline são outras drogas nesta classe. Ele também acha que ele vai ajudar Victoza a ganhar quota de mercado. Uma droga subsequente da Novo Nordisk, semaglutide, que deve ser administrada com menor frequência do que Victoza, já impediu ataques cardíacos, derrames e mortes em um estudo com 3.000 pacientes; os resultados completos estão próximos de serem divulgados. “Para ser honesto, eu daria ao FDA o crédito que merecem”, diz Thomsen. “Haviam muitas, muitas pessoas céticas na indústria que disseram ser um exagero a indústria ser convidada para fazer grandes estudos cardiovasculares a fim de provar a segurança de seus medicamentos. Se não fosse pela demanda do FDA para estes estudos, não saberíamos que temos duas drogas que salvam vidas”. Os testes das novas drogas contra diabetes nasceram por uma das maiores controvérsias que bateu às portas do FDA: a acusação de que uma best-seller pílula para o diabetes, Avandia, da GlaxoSmithKline, causava ataques cardíacos. Steven Nissen, que lançou a controvérsia com uma análise no New England Journal of Medicine, sugeriu em uma reunião com o FDA que seriam necessários grandes estudos sobre novos medicamentos para diabetes para prevenir ataques cardíacos. Esses estudos, que foram atacados como uma barreira para novos produtos, são o que estão agora produzindo estes resultados. “É um triunfo para a medicina baseada em evidências”, diz Nissen sobre os dois estudos. (Ele trabalhou no estudo Victoza.) “É extremamente importante para os pacientes. Isto vai estimular a indústria a trabalhar ainda mais para tentar encontrar terapias que afetem a mortalidade cardiovascular. É uma reviravolta surpreendente para um campo que estava estagnado”. Não é certo ainda que as drogas vão ter um aumento em suas vendas como resultado desses dados. No ano passado, Jardiance teve vendas de apenas US $ 114 milhões; analistas da Bernstein Research espera que esse número aumente para US $ 2 bilhões até 2020. Victoza teve vendas anuais de US $ 2,7 bilhões no ano passado, o que Bernstein espera aumentar para US $ 3,9 bilhões até 2020. A maior vítima destes aumentos: Januvia da Merck, uma pílula popular com nenhum benefício em ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais e US $ 6 bilhões em vendas comprovada.   http://www.forbes.com/

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...