sábado, 3 de maio de 2014

Falta informação sobre o diabetes tipo 1, especialmente nas escolas, alerta especialista

É essencial a família informar a presença da doença para diretores e professores Achar uma escola que ofereça estrutura adequada para cuidar do aluno que tem diabetes nem sempre é fácil. A dona de casa Elisângela da Silva Paulino, de 38 anos, vivenciou essa realidade e confirma que as escolas carecem de treinamento, informação e profissionais de saúde. Elisângela é mãe de Stéfani Paulino, de 12 anos, portadora de diabetes tipo 1 desde os quatro. A doença, conforme explica o endócrino-pediatra Dr. Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, é mais comum na infância e adolescência. — Por ser uma doença autoimune, o diabetes juvenil [como era conhecido] produz anticorpos que atacam as células do pâncreas, responsáveis por produzir insulina, impedindo o seu funcionamento. Com isso, há um acúmulo de açúcar no sangue que não é transformado em energia. Segundo o Dr. Calliari, os principais sintomas para diagnosticar o diabetes são vontade constante de urinar, sede e fome excessivas e perda de peso. Para controlar a doença, a criança precisa fazer aplicações diárias de insulina, manter uma alimentação balanceada e praticar atividade física. Diabetes: doença silenciosa que faz uma vítima a cada 10 segundos A cada hora, duas pessoas são internadas vítimas de complicações do diabetes Doença silenciosa, diabetes gestacional pode trazer riscos à mãe e ao bebê A escola também exerce um papel fundamental nesse processo, já que a criança passa boa parte do seu tempo na instituição. Por isso, é essencial a família informar a presença do diabetes para diretores e professores. Como ainda falta informação sobre o assunto e muitas instituições de ensino não sabem lidar com o aluno diabético, a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) criou o site Diabetes nas Escolas, com o objetivo de disseminar conhecimento e esclarecer as dúvidas de professores e pais (www.diabetesnasescolas.com.br). — Há famílias que ficam desesperadas por saber que as escolas não estão prontas para lidar com o diabetes. Apesar de haver palestras e reuniões sobre a doença, essas ações ainda atingem um nicho muito pequeno em São Paulo e no resto do País. Elisângela se diz satisfeita com a escola atual de sua filha, mas, ainda assim, afirma que é necessária a presença de um profissional da saúde para atuar em casos de emergência. — Algumas vezes deixei de fazer as atividades em casa para ir à escola aplicar insulina em Stéfani porque a glicemia estava alta ou quando ela precisava ficar até mais tarde para estudar. Embora a garota já tenha idade suficiente para fazer a autoaplicação de insulina, a mãe conta que a filha tem vergonha de fazer o procedimento na frente dos amigos. Nesse caso, aconselha o Dr. Calliari, é importante que os pais estimulem a criança a manusear a insulina e assumir a doença. — É crucial a família formar uma relação com a escola para trocar informações e mostrar que é possível viver bem com diabetes. Educação física e passeios escolares Crianças com diabetes podem participar de atividades físicas e passeios promovidos pela escola sem limitação. Isso é o que garante o endócrino-pediatra. Ele ensina que é fundamental a criança se alimentar antes dos exercícios e estar sempre bem orientada para agir em situações de hipoglicemia ou hiperglicemia. — A criança deve ser tratada sem nenhuma limitação ou tratamento especial, mas com um olhar carinhoso para que ela não se sinta desconfortável, discriminada e insegura. Apesar de o diabetes de Stéfani ser controlado, a mãe não deixa de tomar os devidos cuidados com a filha. Tanto que optou por deixar o trabalho de lado para dedicar o tempo à menina. — Agora que ela está mais velha, eu a deixo ir aos passeios da escola e na casa dos amigos, mas sempre ciente sobre sua alimentação e os horários da insulina. Sou uma mãe dedicada e sei que crianças com diabetes são como qualquer outra pessoa. Se se cuidarem direitinho, terão uma saúde perfeita.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bayer investe em site e aplicativo gratuitos para diabéticos

“Portal Diabetes” possui conteúdo desenvolvido por médicos especialistas e aplicativo permite que o usuário registre informações, tais como os seus índices de glicemia e a contagem de carboidratos consumidos Bayer lança “Portal Diabetes” com conteúdo desenvolvido por médicos especialistas e pacientes, elaborado em linguagem prática e de fácil entendimento. O acesso é irrestrito, sem necessidade de cadastramento prévio. O site oferece loja virtual, que possibilita a conveniência de adquirir monitores de glicose e acessórios de produtos da marca. Outra tecnologia que auxilia as pessoas com diabetes é o aplicativo (app) GlicoCare. O aplicativo transforma aparelhos IOS (iPhone e iPad) e Androids em ferramentas auxiliares para o controle do diabetes. o App é gratuito e permite que o usuário registre informações, tais como os seus índices de glicemia e a contagem de carboidratos consumidos, além de consultar dicas de saúde. O aplicativo pode ser baixado na App Store e no Google Play.

Diabetes: avanço no tratamento de doenças vasculares da retina evita perda da visão

O diabetes é uma doença crônica que atinge 2% da população mundial, ou seja, 140 milhões de pessoas – sendo que a maioria sofre, em menor ou maior grau, de problemas de visão. Desde um ‘simples’ embaçamento da visão ou aumento de grau, até a perda da visão central. Além de manter a taxa de glicemia em níveis aceitáveis, consultar um oftalmologista ao menor desconforto visual é importante para controlar esses desdobramentos que no início podem ser assintomáticos. Àqueles que já estão sentindo alterações na retina causadas pela doença, uma boa notícia: já estão disponíveis as ‘injeções intravítreas de antiangiogênicos’ (Lucentis e Eylia), devidamente liberadas pela ANVISA e pelo FDA. “O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão causada por edema macular e neovascularização. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino. O procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para se obter resultados duradouros e o paciente deve usar colírios antibióticos por cerca de trinta dias”, diz o doutor Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo. De acordo com o oftalmologista, ensaios clínicos demonstraram que a aplicação de antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos – considerado um método altamente eficaz. Até recentemente, os pacientes diabéticos contavam somente com a fotocoagulação a laser para ‘secar’ os vasinhos (microaneurismas ou rompimento de capilares) que podem comprometer a visão. Esse tratamento apresenta mais de 50% de sucesso, desacelerando o agravamento do quadro. Mas as injeções de antiangiogênicos elevaram muito as chances de controlar a perda de visão do diabético. Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética – que é o termo usado para designar alterações na retina – faz parte das complicações mais frequentes do paciente diabético. Inclusive, é uma das principais causas de cegueira. Essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo I e nos que têm tipo II. Entretanto, se houver controle adequado da glicemia, nos dois casos é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade. “No início, as alterações no fundo do olho não dão sintomas evidentes e o paciente pode ter boa visão. Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de irrigação. Isso muitas vezes resulta na perda da visão central. O tratamento com injeções de antiangiogênicos tem resultado em mais qualidade de vida para esses pacientes”, diz Neves.

Neuropatia diabética atinge também o cérebro

“Imagine que você saiu de casa numa noite agradável usando um par de sapatos apertadíssimos, e no dia seguinte seus pés estão te matando. É assim que se sente quem tem que conviver com os danos ao nervos causados pelo diabetes”. O relato acima é de uma mãe de família, 45 anos e diabética tipo 2 há 5. Ela sofre de neuropatia diabética, uma das conseqüências mais comuns do diabetes, seja o tipo 1 ou o tipo 2 (estima-se que 1/3 de quem está com diabetes tenha neuropatia). A mãe conta que há dias em que ela mal consegue se mexer – levar os cachorrinhos para passear é impossível, e até mesmo assar um bolo requer a ajuda do marido na hora de mexer a massa. Para sorte dela e de milhões de pessoas em todo mundo que sofrem com a neuropatia, uma descoberta traz esperanças de que, em breve, o diagnóstico da doença poderá ser feito bem mais cedo, ajudando a evitar seu desenvolvimento. O QUE É A NEUROPATIA DIABÉTICA? Aprenda aqui! COMO A NEUROPATIA ATINGE O CÉREBRO? A descoberta em questão foi feita por cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e publicada na revista Diabetes Care. Os pesquisadores descobriram que pacientes com neuropatia diabética apresentavam volume menor de uma região do cérebro responsável por processar sensações e dores. É a primeira vez que a neuropatia é relacionada a danos no cérebro. Até então, acreditava-se que os danos ao órgão causados pela doença seriam bem limitados e pouco influiriam na saúde da pessoa. Através de técnicas modernas de ressonância magnética, os cientistas estudaram os cérebros de diabéticos tipo 1 e tipo 2 com neuropatia e, quando compararam com os cérebros de não-diabéticos, perceberam o tamanho menor da região das “células cinzentas”. COMO A DESCOBERTA AJUDARÁ A TRATAR A NEUROPATIA O dr. Dinesh Selvarajah, um dos autores do trabalho, explica: “Nosso estudo revela pela primeira vez o quanto a neuropatia diabética está envolvida com o cérebro, causando encolhimento e redução da principal região do cérebro associada às sensações”. “Esta é uma nova descoberta que ajudará, e muito, a entender, tratar e prevenir a doença, que até então nós achávamos que era bastante inócua em termos de efeitos no cérebro”, disse o pesquisador. Os próximos passos das pesquisas são determinar exatamente quando o cérebro começa a ser influenciado pela neuropatia e buscar maneiras de impedir que isto ocorra. As esperanças são de que, em pouco tempo, dores como a da mãe de família do início do texto possam ser completamente evitadas.

Terapia genética personalizada pode ser opção de tratamento para diabetes tipo 1

Método descrito na Revista Científica Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro. Usando a técnica da clonagem, cientistas de Nova York criaram as primeiras células-tronco embrionárias com dois pares de cromossomos destinadas ao tratamento de diabetes 1. A equipe de Dieter Egli e Mark Sauer, da Universidade de Columbia, descreveu a metodologia na edição on-line da revista Nature. Eles retiraram o núcleo de células adultas da pele e o adicionaram a oócitos não fertilizados, em um processo chamado transferência nuclear de células somáticas. As células-tronco embrionárias foram criadas a partir do material doado por uma paciente de diabetes 1 [sic] e um indivíduo saudável. Em 2011, a mesma equipe anunciou a primeira linhagem de células embrionárias feitas a partir do tecido da pele, usando a transferência celular, com objetivo de produzir estruturas capazes de produzir insulina. Contudo, as células eram triploides, ou seja, tinham três pares de cromossomos, e não podiam ser usadas para novos tratamentos. “Desde o começo, o objetivo desse trabalho é usar a célula do paciente de diabetes 1 para produzir células-tronco que corrijam a doença”, disse, em nota, Dieter Egli. Passados três anos do primeiro experimento, os cientistas conseguiram, agora, obter estruturas diploides. “Ao reprogramar as células para que atinjam um estado pluripotente e comecem a fabricar células beta, estamos um passo mais perto de tratar pacientes diabéticos com as próprias células produtoras de insulina”, disse. Cura Pacientes com diabetes tipo 1 têm deficiência de células beta, as fabricantes de insulina, o que resulta na falta da substância e, consequentemente, em altos índices de açúcar no sangue. Portanto, o método descrito na Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro. Como as células-tronco são feitas com o tecido epitelial do próprio paciente, não haveria risco de rejeição. Os cientistas esclareceram, contudo, que gerar células beta a partir da técnica da transferência somática é apenas um passo para o tratamento. Também é necessário desenvolver estratégias que protejam o organismo dos pacientes contra o mecanismo pelo qual o sistema imunológico destrói essas estruturas por entender, erroneamente, que elas são um agente externo, como um vírus ou uma bactéria. De acordo com os pesquisadores, a técnica poderá ajudar no desenvolvimento de terapias personalizadas para muitas outras doenças, como Parkinson, degeneração macular, esclerose múltipla e doenças do fígado. Também tem potencial para reparar ossos danificados. “O resultado técnico e científico traz para mais perto da realidade a promessa da reposição celular no tratamento de um amplo espectro de doenças e condições médicas”, avaliou Rudolph Leibnel, diretor do Centro de Diabetes Naomi Berrie e coautor do estudo.

“Combo” de metformina aprovado na Europa

Novo medicamento combina a ação da metformina com outro princípio ativo, sendo uma opção para quem não consegue atingir o controle da glicemia. Ultimamente, os lançamentos de medicamentos no mundo do diabetes estão focados em um tipo especial de remédio: as combinações. No final do ano passado, por exemplo, foi aprovado pelos órgãos regulatórios o Xigduo, uma versão da metformina “aditivada” com outro princípio ativo (a dapagliflozina), que a torna mais eficiente no controle da glicemia. Uma novidade neste mercado pode chegar em breve às prateleiras das farmácias. A União Européia aprovou a venda do Vokanamet, uma nova combinação de metformina com a canagliflozina. Os nomes são complicados, mas a maneira como funcionam é fácil de entender. É FÁCIL ENTENDER COMO FUNCIONA! A metformina é um dos medicamentos mais clássicos no controle do diabetes. Ela age desestimulando a produção de açúcar pelo fígado e, também, aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. O resultado destes efeitos somados é uma diminuição considerável da glicemia. Já a canagliflozina é um medicamento mais recente (vendido sob o nome comercial de Invokana). Ela faz com que os rins, na hora de filtrar nosso sangue, eliminem o excesso de açúcar através da urina. Assim, menos açúcar é reabsorvido e a glicemia também diminui. A combinação dos dois medicamentos (Vokanamet) é voltada a quem já está tomando a dose máxima de metformina, mas sem conseguir controlar a glicemia. Além disso, é indicada a quem tem que comprar metformina mais algum outro hipoglicemiante. Por ser uma combinação, a Vokanamet poderá, em muitos casos, permitir que o diabético tome apenas um tipo de remédio por dia. Para quem tem dificuldades em controlar a quantidade de açúcar no sangue e precisa tomar vários remédios por dia, esta nova fase do mercado de medicamentos antidiabéticos é uma ótima notícia. O Vokanamet ainda precisa ser liberado nos EUA e ainda não tem previsão de vendas no BRASIL.

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...