O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz
Uma equipe de médicos argentinos conseguiu pela primeira vez, por meio de engenharia celular, que células do pâncreas voltem a produzir insulina, o que é um avanço fundamental para um futuro tratamento contra o diabetes. A partir de células-tronco provenientes da gordura, os pesquisadores conseguiram criar ilhotas de Langerhans, os acúmulos de células do pâncreas, e reconstituir sua função de produzir o hormônio insulina e seu complementar, o glucagon.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz. A descoberta foi realizada pelo Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, dedicado à reconstrução de órgãos com o objetivo de substituir os que faltam ou suprir os que têm alguma insuficiência.
O diretor do centro, Gustavo Moviglia, explicou à Agência Efe que a importância da conquista se deve principalmente porque todos esses elementos "podem ser obtidos do mesmo paciente que vai se tratar, assim é possível evitar complicações ou rejeições derivadas dos transplantes" que atualmente se realizam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 347 milhões de pessoas com diabetes e previsões de 2005 já indicavam que as mortes pela doença se multiplicarão em 2030.
Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença
O avanço se baseia no conhecimento prévio que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos, mantêm certas características próprias da camada que, quando o ser humano ainda é um embrião, permite o desenvolvimento dos diferentes órgãos. A isto se uniu o conhecimento que um processo inflamatório se encontra diretamente relacionado com a reparação e a regeneração de tecidos.
Diabetes: descubra os mitos e verdades sobre a doença
A descoberta consistiu então em ver o que uma célula com atividade inflamatória durante a reparação de um órgão provoca, se é posta em contato com uma célula-tronco, que amadureça com as características desse mesmo órgão, segundo o diretor do centro.
— Colocamos linfócitos que favoreciam a inflamação no pâncreas, tudo proveniente de um mesmo indivíduo, diante de um grupo de células-tronco que começaram a se diferenciar em linha com esse órgão.
O passo seguinte foi saber se podiam obter também as células-tronco adultas do mesmo indivíduo e, as duas possibilidades para utilizar, eram aquelas provenientes da medula óssea e aquelas da gordura.
Tom Hanks revela que tem diabetes tipo 2
Por fim, os pesquisadores chegaram à conclusão que estas últimas respondiam melhor ao tratamento.
— Em cinco dias, as células já tinham se transformado e, ativamente, estavam produzindo insulina.
Segundo o pesquisador, esta rapidez é fundamental para permitir um tratamento em massa no futuro, já que atualmente, os modelos de geração de estruturas de órgãos têm um lapso de produção entre três e seis semanas.
— Tem que ser realizado em um ambiente muito especial, com custos muito altos. O tempo economizado também reduz os custos e nos dá a possibilidade que o tratamento possa ser massificado.
Até agora, as únicas alternativas são os tratamentos com células provenientes de cadáveres ou de porcos e o paciente tem que se manter dentro de um regime de remédios para não rejeitar o transplante. Mas a ilhota, que costuma se renovar por si mesma, não pode se regenerar quando está protegida com drogas e tem uma duração limitada, motivo pelo qual o tratamento, que nos Estados Unidos supera inclusive os R$ 600 mil, deve se repetir a cada dois anos, um problema que ficaria solucionado se for gerado com elementos próprios do indivíduo.
Entre outras melhoras, um avanço destas características ajudaria também a prevenir doenças associadas à diabetes como a coronariopatia, o acidente vascular cerebral, a retinopatia e a nefropatia diabéticas, entre outras. Embora o método ainda se encontre em um nível pré-clínico e as pesquisas continuem, Moviglia é otimista.
— Estamos vendo se com essas ilhotas podemos regular a vida de animaizinhos que foram incapacitados de produzir insulina. Esperamos confirmar que não será rejeitada.
No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Cientistas argentinos conseguem novos avanços no tratamento do diabetes
Especialistas conseguiram fazer com que células do pâncreas voltem a produzir insulina
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz
Uma equipe de médicos argentinos conseguiu pela primeira vez, por meio de engenharia celular, que células do pâncreas voltem a produzir insulina, o que é um avanço fundamental para um futuro tratamento contra o diabetes. A partir de células-tronco provenientes da gordura, os pesquisadores conseguiram criar ilhotas de Langerhans, os acúmulos de células do pâncreas, e reconstituir sua função de produzir o hormônio insulina e seu complementar, o glucagon.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz. A descoberta foi realizada pelo Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, dedicado à reconstrução de órgãos com o objetivo de substituir os que faltam ou suprir os que têm alguma insuficiência.
O diretor do centro, Gustavo Moviglia, explicou à Agência Efe que a importância da conquista se deve principalmente porque todos esses elementos "podem ser obtidos do mesmo paciente que vai se tratar, assim é possível evitar complicações ou rejeições derivadas dos transplantes" que atualmente se realizam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 347 milhões de pessoas com diabetes e previsões de 2005 já indicavam que as mortes pela doença se multiplicarão em 2030.
Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença
O avanço se baseia no conhecimento prévio que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos, mantêm certas características próprias da camada que, quando o ser humano ainda é um embrião, permite o desenvolvimento dos diferentes órgãos. A isto se uniu o conhecimento que um processo inflamatório se encontra diretamente relacionado com a reparação e a regeneração de tecidos.
Diabetes: descubra os mitos e verdades sobre a doença
A descoberta consistiu então em ver o que uma célula com atividade inflamatória durante a reparação de um órgão provoca, se é posta em contato com uma célula-tronco, que amadureça com as características desse mesmo órgão, segundo o diretor do centro.
— Colocamos linfócitos que favoreciam a inflamação no pâncreas, tudo proveniente de um mesmo indivíduo, diante de um grupo de células-tronco que começaram a se diferenciar em linha com esse órgão.
O passo seguinte foi saber se podiam obter também as células-tronco adultas do mesmo indivíduo e, as duas possibilidades para utilizar, eram aquelas provenientes da medula óssea e aquelas da gordura.
Tom Hanks revela que tem diabetes tipo 2
Por fim, os pesquisadores chegaram à conclusão que estas últimas respondiam melhor ao tratamento.
— Em cinco dias, as células já tinham se transformado e, ativamente, estavam produzindo insulina.
Segundo o pesquisador, esta rapidez é fundamental para permitir um tratamento em massa no futuro, já que atualmente, os modelos de geração de estruturas de órgãos têm um lapso de produção entre três e seis semanas.
— Tem que ser realizado em um ambiente muito especial, com custos muito altos. O tempo economizado também reduz os custos e nos dá a possibilidade que o tratamento possa ser massificado.
Até agora, as únicas alternativas são os tratamentos com células provenientes de cadáveres ou de porcos e o paciente tem que se manter dentro de um regime de remédios para não rejeitar o transplante. Mas a ilhota, que costuma se renovar por si mesma, não pode se regenerar quando está protegida com drogas e tem uma duração limitada, motivo pelo qual o tratamento, que nos Estados Unidos supera inclusive os R$ 600 mil, deve se repetir a cada dois anos, um problema que ficaria solucionado se for gerado com elementos próprios do indivíduo.
Entre outras melhoras, um avanço destas características ajudaria também a prevenir doenças associadas à diabetes como a coronariopatia, o acidente vascular cerebral, a retinopatia e a nefropatia diabéticas, entre outras. Embora o método ainda se encontre em um nível pré-clínico e as pesquisas continuem, Moviglia é otimista.
— Estamos vendo se com essas ilhotas podemos regular a vida de animaizinhos que foram incapacitados de produzir insulina. Esperamos confirmar que não será rejeitada.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz
Uma equipe de médicos argentinos conseguiu pela primeira vez, por meio de engenharia celular, que células do pâncreas voltem a produzir insulina, o que é um avanço fundamental para um futuro tratamento contra o diabetes. A partir de células-tronco provenientes da gordura, os pesquisadores conseguiram criar ilhotas de Langerhans, os acúmulos de células do pâncreas, e reconstituir sua função de produzir o hormônio insulina e seu complementar, o glucagon.
O diabetes é gerado quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizá-la de forma eficaz. A descoberta foi realizada pelo Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, dedicado à reconstrução de órgãos com o objetivo de substituir os que faltam ou suprir os que têm alguma insuficiência.
O diretor do centro, Gustavo Moviglia, explicou à Agência Efe que a importância da conquista se deve principalmente porque todos esses elementos "podem ser obtidos do mesmo paciente que vai se tratar, assim é possível evitar complicações ou rejeições derivadas dos transplantes" que atualmente se realizam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há mais de 347 milhões de pessoas com diabetes e previsões de 2005 já indicavam que as mortes pela doença se multiplicarão em 2030.
Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença
O avanço se baseia no conhecimento prévio que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos, mantêm certas características próprias da camada que, quando o ser humano ainda é um embrião, permite o desenvolvimento dos diferentes órgãos. A isto se uniu o conhecimento que um processo inflamatório se encontra diretamente relacionado com a reparação e a regeneração de tecidos.
Diabetes: descubra os mitos e verdades sobre a doença
A descoberta consistiu então em ver o que uma célula com atividade inflamatória durante a reparação de um órgão provoca, se é posta em contato com uma célula-tronco, que amadureça com as características desse mesmo órgão, segundo o diretor do centro.
— Colocamos linfócitos que favoreciam a inflamação no pâncreas, tudo proveniente de um mesmo indivíduo, diante de um grupo de células-tronco que começaram a se diferenciar em linha com esse órgão.
O passo seguinte foi saber se podiam obter também as células-tronco adultas do mesmo indivíduo e, as duas possibilidades para utilizar, eram aquelas provenientes da medula óssea e aquelas da gordura.
Tom Hanks revela que tem diabetes tipo 2
Por fim, os pesquisadores chegaram à conclusão que estas últimas respondiam melhor ao tratamento.
— Em cinco dias, as células já tinham se transformado e, ativamente, estavam produzindo insulina.
Segundo o pesquisador, esta rapidez é fundamental para permitir um tratamento em massa no futuro, já que atualmente, os modelos de geração de estruturas de órgãos têm um lapso de produção entre três e seis semanas.
— Tem que ser realizado em um ambiente muito especial, com custos muito altos. O tempo economizado também reduz os custos e nos dá a possibilidade que o tratamento possa ser massificado.
Até agora, as únicas alternativas são os tratamentos com células provenientes de cadáveres ou de porcos e o paciente tem que se manter dentro de um regime de remédios para não rejeitar o transplante. Mas a ilhota, que costuma se renovar por si mesma, não pode se regenerar quando está protegida com drogas e tem uma duração limitada, motivo pelo qual o tratamento, que nos Estados Unidos supera inclusive os R$ 600 mil, deve se repetir a cada dois anos, um problema que ficaria solucionado se for gerado com elementos próprios do indivíduo.
Entre outras melhoras, um avanço destas características ajudaria também a prevenir doenças associadas à diabetes como a coronariopatia, o acidente vascular cerebral, a retinopatia e a nefropatia diabéticas, entre outras. Embora o método ainda se encontre em um nível pré-clínico e as pesquisas continuem, Moviglia é otimista.
— Estamos vendo se com essas ilhotas podemos regular a vida de animaizinhos que foram incapacitados de produzir insulina. Esperamos confirmar que não será rejeitada.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Novo Nordisk quer curar a epidemia de diabetes nas cidades
Gigante farmacêutica inicia projeto mundial em que estimula governantes a encontrar soluções para o alto número de diabéticos nas grandes cidades.
Há cada vez mais pessoas trocando o campo pela cidade. Com isso, adotam um estilo de vida menos saudável, aumentando os riscos do diabetes.
A empresa farmacêutica Novo Nordisk, maior produtora global de insulina, está iniciando parcerias com os governos de algumas das maiores cidades do mundo para desenvolver maneiras de diminuir a epidemia de diabetes que existe no meio urbano. A campanha é baseada em diversos estudos que mostram que viver na cidade aumenta consideravelmente os riscos de se desenvolver a doença, quando comparado à vida rural.
A empresa anunciou que, em breve, divulgará as cidades da América do Norte e Europa que participarão do projeto. Até agora, o único local já confirmado é a Cidade do México.
Lars Sørensen, um dos líderes da Novo Nordisk, afirmou ao jornal Financial Times que a tendência atual à urbanização está acelerando a epidemia de diabetes, principalmente por causa das altas taxas de obesidade tipicamente encontradas na zona urbana, muito maiores do que as observadas na zona rural. Sabe-se que o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco graves para o diabetes tipo 2.
A idéia da Novo Nordisk é, juntamente aos governos das cidades-parceiras do projeto, estudar como se dá o diabetes na população e o que pode ser feito – em termos de políticas públicas – para sanar o problema. A cidade onde fica a sede da Novo Nordisk, Copenhague (Dinamarca), foi usada como exemplo de local “saudável”, uma vez que possui vários quilômetros de ciclovias, o que estimula uma vida mais ativa por parte dos moradores.
“A epidemia global de diabetes é uma emergência em câmera lenta”, disse Sørensen. “Apesar de haver muitos fatores alimentando a trajetória de crescimento do diabetes, a contribuição mais forte é da urbanização e do crescimento das cidades”, completou.
Hoje em dia, mais da metade da população mundial vive em cidades – estima-se que o número chegue a 70% em 2050. Boa parte da população urbana adota um estilo de vida sedentário, o que contribui para o aumento de peso (pesquisa recente mostra que, no Brasil, 80% dos jovens consideram-se sedentários). Além disso, a alimentação desbalanceada, baseada em refeições preparadas fora de casa e fast foods, é outro fator de impacto negativo à saúde.
O QUE UMA EMPRESA FARMACÊUTICA GANHA AO ESTUDAR MANEIRAS DE EVITAR O DIABETES?
Para quem sempre vê um lado maquiavélico nas ações das grandes farmacêuticas, Sørensen explicou ao Financial Times a motivação financeira por trás do novo projeto.
“Se nós trabalharmos com os políticos e profissionais de saúde locais, ajudando-os a tratar a doença, isto criará um relacionamento de confiança que é bom para os nossos negócios e para os nossos investidores no longo prazo”, disse.
Há cada vez mais pessoas trocando o campo pela cidade. Com isso, adotam um estilo de vida menos saudável, aumentando os riscos do diabetes.
A empresa farmacêutica Novo Nordisk, maior produtora global de insulina, está iniciando parcerias com os governos de algumas das maiores cidades do mundo para desenvolver maneiras de diminuir a epidemia de diabetes que existe no meio urbano. A campanha é baseada em diversos estudos que mostram que viver na cidade aumenta consideravelmente os riscos de se desenvolver a doença, quando comparado à vida rural.
A empresa anunciou que, em breve, divulgará as cidades da América do Norte e Europa que participarão do projeto. Até agora, o único local já confirmado é a Cidade do México.
Lars Sørensen, um dos líderes da Novo Nordisk, afirmou ao jornal Financial Times que a tendência atual à urbanização está acelerando a epidemia de diabetes, principalmente por causa das altas taxas de obesidade tipicamente encontradas na zona urbana, muito maiores do que as observadas na zona rural. Sabe-se que o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco graves para o diabetes tipo 2.
A idéia da Novo Nordisk é, juntamente aos governos das cidades-parceiras do projeto, estudar como se dá o diabetes na população e o que pode ser feito – em termos de políticas públicas – para sanar o problema. A cidade onde fica a sede da Novo Nordisk, Copenhague (Dinamarca), foi usada como exemplo de local “saudável”, uma vez que possui vários quilômetros de ciclovias, o que estimula uma vida mais ativa por parte dos moradores.
“A epidemia global de diabetes é uma emergência em câmera lenta”, disse Sørensen. “Apesar de haver muitos fatores alimentando a trajetória de crescimento do diabetes, a contribuição mais forte é da urbanização e do crescimento das cidades”, completou.
Hoje em dia, mais da metade da população mundial vive em cidades – estima-se que o número chegue a 70% em 2050. Boa parte da população urbana adota um estilo de vida sedentário, o que contribui para o aumento de peso (pesquisa recente mostra que, no Brasil, 80% dos jovens consideram-se sedentários). Além disso, a alimentação desbalanceada, baseada em refeições preparadas fora de casa e fast foods, é outro fator de impacto negativo à saúde.
O QUE UMA EMPRESA FARMACÊUTICA GANHA AO ESTUDAR MANEIRAS DE EVITAR O DIABETES?
Para quem sempre vê um lado maquiavélico nas ações das grandes farmacêuticas, Sørensen explicou ao Financial Times a motivação financeira por trás do novo projeto.
“Se nós trabalharmos com os políticos e profissionais de saúde locais, ajudando-os a tratar a doença, isto criará um relacionamento de confiança que é bom para os nossos negócios e para os nossos investidores no longo prazo”, disse.
TEMAS DE DESTAQUE NO FÓRUM INTERNACIONAL DE DIABETES
Atendimento a pessoas com diabetes em situações de catástrofe e novas insulinas estão entre os tópicos de grande relevância nesse evento.
De 24 a 26 de abril, será realizado em Foz do Iguaçu, o Fórum Internacional de Diabetes, que vai debater, entre outros temas, as novas insulinas que estão chegando ao mercado e prometem agilizar seu tempo de ação, como por exemplo, a adição de hialuronidase humana aos análogos de insulina, o que faz com que sejam absorvidas mais rapidamente, um dispositivo colocado na pele que aquece o local próximo, promovendo vasodilatação e absorção mais rápida da insulina administrada no subcutâneo e uma caneta que administra insulina sem agulha, sob pressão e com um jato que permite a formação de vários depósitos de insulina, permitindo resultados mais prolongados.
O Fórum, que está sendo organizado numa parceria da Sociedade Brasileira de Diabetes, com a International Diabetes Federation South and Central America e Latin American Diabetes Association, vai debater ainda, as dietas ideais para o paciente com diabetes, os problemas com o pé diabético, como organizar o atendimento a pessoas com diabetes em situações de catástrofe, a situação do diabetes no Brasil hoje e na América Latina.
Segundo o Dr. Balduíno Tschiedel, presidente do Fórum, o Brasil é o 4º país no mundo no número de pessoas com diabetes, com mais de 13 milhões de pessoas afetadas, conforme a International Diabetes Federation.
As doenças crônicas não comunicáveis, um grupo heterogêneo entre as quais se enquadra o diabetes, respondem por 72% das mortes no Brasil. A doença cardíaca é a principal causa de morte relacionada ao diabetes, e a hipertensão arterial costuma atingir 2/3 das pessoas com diabetes. O diabetes também responde como o principal causador de doença renal terminal, levando à hemodiálise e transplantes renais. No mundo, mais de 50% das amputações de membros inferiores são ocasionadas pelo diabetes.
Uma das grandes causas, sem dúvida a principal, para a explosão de casos de diabetes é a obesidade, em que as mulheres duplicaram e os homens quintuplicaram as suas taxas no Brasil nos últimos 40 anos, conforme o IBGE.
O diabetes está intimamente relacionado ao estilo de vida, e isso sabe-se pelas diferenças encontradas entre populações urbanas e rurais e pela associação com a obesidade. Dos vários ensaios clínicos realizados para prevenir o diabetes, os mais bem sucedidos foram os relacionados à mudança do estilo de vida.
Por isso, o diabetes requer intervenções culturais apropriadas, nas diferentes populações, de forma a reduzir o enorme gasto econômico e sofrimento pessoal daí advindos.
O Fórum Internacional de Diabetes 2014 tratará um pouco de todas essas questões, que serão abordadas de diferentes maneiras: uma sala para a abordagem científica, outra para a abordagem educacional e cultural, e por fim outra para as questões políticas e econômicas envolvidas.
Mais informações sobre o Fórum Internacional de Diabetes no site www.diabetes2014.com
Entrevista com o Dr. Balduíno Tschiedel, presidente do Fórum, pelo telefone 51. 9998.0366.
Elizabeth Camarão – Telefone 21.2521.3249 e 99124.1172
Assessora de Imprensa da SBD
PACIENTES QUE FAZEM AUTOCONTROLE RÍGIDO DA DIABETES VIVEM MAIS
Estudo comprova em 12 anos de observações que os diabéticos mais comprometidos com o controle da doença vivem mais. Pesquisa analisou centenas de pacientes com diabetes tipo dois.
Um estudo científico feito na Alemanha comprovou o que médicos repetem diariamente em seus consultórios: pacientes com diabetes tipo dois empenhados no controle da doença têm uma expectativa de vida maior. Essa variação da doença, em geral, acomete pessoas depois dos 40 anos e não exige necessariamente a aplicação de insulina. A pesquisa, coordenada por médicos do Centro Helmholtz de Munique observou 340 pacientes ao longo de doze anos.
Os pesquisadores preferiram não quantificar os resultados, embora os dados colhidos permitissem um cálculo estatístico. "A faixa etária das pessoas é diferente, as condições são diferentes. Seria possível, mas evitamos fazer isso porque não se pode generalizar", justifica o pesquisador Michael Laxy, um dos autores do estudo.
Para definir os bons hábitos, os cientistas usaram um modelo para comparar o empenho pessoal de cada paciente em relação aos cuidados com a doença. A medição frequente dos índices de glicemia, um plano de alimentação organizado e a prática de exercícios físicos foram levados em consideração.
E nesse caso, também não há uma regra geral. Segundo Laxy, em caso de pacientes dependentes de insulina, é preciso medir a glicemia diariamente, por exemplo. Já para os que controlam a diabetes tipo dois, fazer o controle duas vezes por semana já seria o bastante para caracterizar o comprometimento pessoal.
A partir desses dados, os pesquisadores criaram uma relação matemática com os anos de sobrevida dos pacientes com a diabetes tipo dois. O médicos observaram que, ao longo de 12 anos, os pacientes mais comprometidos com o tratamento tiveram um índice de mortalidade significativamente melhor.
Embora o estudo ratifique as recomendações médicas, o autor da pesquisa explica que a novidade é justamente medir a eficácia do empenho do paciente com uma boa amostragem e por um longo período. "Não havia uma comprovação na literatura médica", explica.
Epidemia mundial
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas são afetadas pela doença no mundo. Só no Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, estima 13 milhões de diabéticos. "É a primeira doença não-infecciosa a caracterizar uma epidemia", dimensiona. A estimativa é que esse número possa aumentar em até 30% se considerados os casos em que o paciente não sabe que tem a doença.
O endocrinologista enumera quatro vilões modernos da diabetes: obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse. Por isso, existe ainda uma tendência maior a ocorrência de diabetes entre populações de menor renda e escolaridade. Na avaliação do médico, o acesso maior à informação também é decisivo, uma vez que pessoas com maior grau de esclarecimento tendem a cuidar mais da saúde.
Obesidade, sedentarismo, estresse e alimentação errada são os grandes vilões da diabetes.
Políticas públicas também incentivam as boas práticas de controle. O Ministério da Saúde do Brasil criou um portal para esclarecer duvidas de alimentação e sugerir hábitos saudáveis que possam aumentar a qualidade de vida desses pacientes. No entanto, o próprio ministério pontua que, no país, a doença mata mais que as contaminações por HIV: são mais de 50 mil mortes todos os anos em consequência da diabetes.
Mais ricos vivem mais
Para Minicucci, muita coisa mudou desde o início da década de 1980, quando começaram campanhas de esclarecimento. O acesso à medicação gratuita – o Sistema Único de Saúde distribui remédios básicos para o controle e tratamento da diabetes – prolonga a vida de quem tem problemas com de controle da glicose. "O governo brasileiro é um dos maiores compradores de insulina do mundo", quantifica.
No entanto, o médico observa que o acesso a tratamentos privados ou a planos de saúde tem sido outro diferencial na sobrevida dos diabéticos no Brasil. Segundo ele, quem tem mais dinheiro tem acesso a insulinas mais modernas e, por isso, conquista um padrão de vida muito mais próximo da normalidade, reduzindo os riscos de problemas relacionados a diabetes.
Entre os quadros mais comuns estão o risco de doenças cardiovasculares que, conforme a OMS, atingem metade dos diabéticos. Exposições constantes a altas taxas de glicemia também podem provocar insuficiência renal, cegueira ou complicações circulatórias que levam à amputação de membros. A organização calcula que os riscos de morte são 50% maiores entre diabéticos.
Para o autor do estudo na Alemanha, a prova científica de que o empenho pessoal pode prolongar a vida deve servir de motivação para os pacientes. Já o médico brasileiro acrescenta outra variável. Segundo ele, existe uma larga rede de organização entre os diabéticos que, com a facilidade das redes sociais, tem se unido para trocar informações sobre a doença e para cobrar a inclusão de tratamentos mais modernos também na rede pública de saúde.
Fonte: www.dw.de
Tipo 1: 20% dos jovens têm complicações sérias antes do diagnóstico
uando os sintomas iniciais do diabetes tipo 1 são ignorados, crianças podem desenvolver complicações sérias da doença antes mesmo de saberem que têm diabetes.
Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é motivo para alarme. Este tipo de atitude, naturalmente, é rara em crianças, que ainda não se depararam com muitos problemas de saúde e que ignoram (ou não compreendem) alterações no corpo que podem indicar uma doença.
De acordo com um levantamento divulgado esta semana, 20% de todas as crianças e jovens com diabetes tipo 1 ignoram os sintomas iniciais da doença por tanto tempo que acabam desenvolvendo complicações sérias antes mesmo de serem diagnosticados com o diabetes.
A descoberta veio de um relatório do Royal College de Pediatria e Saúde Infantil (RCPCH), da Inglaterra, que pesquisou o histórico de saúde de mais de 25 mil jovens ingleses com menos de 25 anos de idade.
Segundo o texto, a complicação mais comum de ser descoberta antes do diagnóstico do diabetes é a cetoacidose diabética.
A cetoacidose é um problema sério de saúde e ocorre quando o corpo fica por muito tempo sem insulina suficiente para levar o açúcar do sangue às células. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e, quando em grau elevado, até mesmo o coma.
+ APRENDA sobre CETOACIDOSE com o DIABETES SEM MEDO!
A cetoacidose não aparece de repente. Ela é uma conseqüência de muitos meses (às vezes anos) de descuido no controle da glicemia. Uma criança ser diagnosticada com cetoacidose antes mesmo de saber que está com diabetes indica que ela conviveu durante um bom tempo com os sintomas do diabetes, porém eles nunca foram levados ao conhecimento de um profissional da saúde qualificado.
“Cuidar do diabetes na infância é um problema complexo, que requer colaboração íntima e uma parceria entre a criança, a família e as equipes médicas. Dar entrada no hospital por causa de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética, em uma criança que já foi diagnosticada com diabetes, pode ser considerada uma falha grave desta parceria”, diz o médico Justin Warner, da RCPCH.
“O público e os profissionais da saúde que entram em contato com crianças devem estar mais atentos dos sintomas do diabetes, o que permitirá um diagnóstico mais cedo e um tratamento mais rápido”, completa.
A dica é: pais e mães devem ficar sempre atentos à saúde dos filhos, em especial aos sintomas clássicos do diabetes tipo 1. O quanto antes o diabetes for diagnosticado, melhores as chances de um controle rápido da glicemia e menores os riscos de surgirem complicações sérias, como é o caso da cetoacidose.
Quando o assunto é a saúde dos baixinhos, todo cuidado é pouco.
Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é motivo para alarme. Este tipo de atitude, naturalmente, é rara em crianças, que ainda não se depararam com muitos problemas de saúde e que ignoram (ou não compreendem) alterações no corpo que podem indicar uma doença.
De acordo com um levantamento divulgado esta semana, 20% de todas as crianças e jovens com diabetes tipo 1 ignoram os sintomas iniciais da doença por tanto tempo que acabam desenvolvendo complicações sérias antes mesmo de serem diagnosticados com o diabetes.
A descoberta veio de um relatório do Royal College de Pediatria e Saúde Infantil (RCPCH), da Inglaterra, que pesquisou o histórico de saúde de mais de 25 mil jovens ingleses com menos de 25 anos de idade.
Segundo o texto, a complicação mais comum de ser descoberta antes do diagnóstico do diabetes é a cetoacidose diabética.
A cetoacidose é um problema sério de saúde e ocorre quando o corpo fica por muito tempo sem insulina suficiente para levar o açúcar do sangue às células. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e, quando em grau elevado, até mesmo o coma.
+ APRENDA sobre CETOACIDOSE com o DIABETES SEM MEDO!
A cetoacidose não aparece de repente. Ela é uma conseqüência de muitos meses (às vezes anos) de descuido no controle da glicemia. Uma criança ser diagnosticada com cetoacidose antes mesmo de saber que está com diabetes indica que ela conviveu durante um bom tempo com os sintomas do diabetes, porém eles nunca foram levados ao conhecimento de um profissional da saúde qualificado.
“Cuidar do diabetes na infância é um problema complexo, que requer colaboração íntima e uma parceria entre a criança, a família e as equipes médicas. Dar entrada no hospital por causa de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética, em uma criança que já foi diagnosticada com diabetes, pode ser considerada uma falha grave desta parceria”, diz o médico Justin Warner, da RCPCH.
“O público e os profissionais da saúde que entram em contato com crianças devem estar mais atentos dos sintomas do diabetes, o que permitirá um diagnóstico mais cedo e um tratamento mais rápido”, completa.
A dica é: pais e mães devem ficar sempre atentos à saúde dos filhos, em especial aos sintomas clássicos do diabetes tipo 1. O quanto antes o diabetes for diagnosticado, melhores as chances de um controle rápido da glicemia e menores os riscos de surgirem complicações sérias, como é o caso da cetoacidose.
Quando o assunto é a saúde dos baixinhos, todo cuidado é pouco.
terça-feira, 8 de abril de 2014
180 novos medicamentos para diabetes estão sendo testados
Relatório das indústrias farmacêuticas norte-americanas revela que o mercado para diabetes está mais quente do que nunca.
Se depender das grandes farmacêuticas, opção de tratamento é que não vai faltar…
Um relatório divulgado esta semana pelas empresas farmacêuticas dos Estados Unidos afirma que, no momento, 180 novos medicamentos para o combate ao diabetes estão em estágios avançados de desenvolvimento.
O documento, assinado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA), revela que, destes 180, 100 deles (55.5%) são voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e 30 (16.6%) para o diabetes tipo 1. Os outros 52 medicamentos servem para cuidar de complicações do diabetes.
Entre as novidades divulgadas pelo relatório estão um tratamento que estimula e melhora a regeneração das células-beta – que são as células do pâncreas que produzem insulina -, o que pode vir a se tornar uma opção substancial para cuidar do diabetes tipo 1. Outro destaque é um medicamento para diabéticos tipo 2 que melhora a secreção natural de insulina pelo organismo.
+ SAIBA MAIS: “Metformina “aditivada” em breve nas farmácias“
A PhRMA afirma que todos estes 180 novos medicamentos estão ou em fase de testes clínicos ou esperam o aval da Food and Drug Administration (correspondente norte-americana à nossa ANVISA) para comercialização.
Vale lembrar que apenas uma parcela destes 180 medicamentos deve chegar, de fato, às prateleiras das farmácias. Historicamente, a taxa de eficiência de remédios antidiabéticos em testes clínicos não é das mais altas, e boa parte deles são reprovados.
SAÚDE CUSTA CARO, ATÉ NOS EUA
De acordo com o documento da PhRMA, de 2007 a 2012 os custos de tratar o diabetes nos EUA subiram 41%, passando de R$415 milhões para quase R$585 milhões anuais. Desta cifra, R$165 milhões são perdidos a cada ano pela queda de produtividade de pacientes diabéticos.
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De acordo com um representante da PhRMA, “Muitos dos custos associados ao tratamento do diabetes podem ser evitados. Uma melhor aderência aos medicamentos é uma grande oportunidade para alcançar melhores resultados para os pacientes e maior valor para o sistema de saúde”, afirmou o diretor executivo John Castellani.
Se depender das grandes farmacêuticas, opção de tratamento é que não vai faltar…
Um relatório divulgado esta semana pelas empresas farmacêuticas dos Estados Unidos afirma que, no momento, 180 novos medicamentos para o combate ao diabetes estão em estágios avançados de desenvolvimento.
O documento, assinado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA), revela que, destes 180, 100 deles (55.5%) são voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 e 30 (16.6%) para o diabetes tipo 1. Os outros 52 medicamentos servem para cuidar de complicações do diabetes.
Entre as novidades divulgadas pelo relatório estão um tratamento que estimula e melhora a regeneração das células-beta – que são as células do pâncreas que produzem insulina -, o que pode vir a se tornar uma opção substancial para cuidar do diabetes tipo 1. Outro destaque é um medicamento para diabéticos tipo 2 que melhora a secreção natural de insulina pelo organismo.
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A PhRMA afirma que todos estes 180 novos medicamentos estão ou em fase de testes clínicos ou esperam o aval da Food and Drug Administration (correspondente norte-americana à nossa ANVISA) para comercialização.
Vale lembrar que apenas uma parcela destes 180 medicamentos deve chegar, de fato, às prateleiras das farmácias. Historicamente, a taxa de eficiência de remédios antidiabéticos em testes clínicos não é das mais altas, e boa parte deles são reprovados.
SAÚDE CUSTA CARO, ATÉ NOS EUA
De acordo com o documento da PhRMA, de 2007 a 2012 os custos de tratar o diabetes nos EUA subiram 41%, passando de R$415 milhões para quase R$585 milhões anuais. Desta cifra, R$165 milhões são perdidos a cada ano pela queda de produtividade de pacientes diabéticos.
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De acordo com um representante da PhRMA, “Muitos dos custos associados ao tratamento do diabetes podem ser evitados. Uma melhor aderência aos medicamentos é uma grande oportunidade para alcançar melhores resultados para os pacientes e maior valor para o sistema de saúde”, afirmou o diretor executivo John Castellani.
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