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domingo, 2 de março de 2014
Filme sobre DM1
Filme retrata de maneira realista o convívio diário com o diabetes tipo 1 sob a ótica de uma menina de 11 anos.
Quem tem direito a bomba de insulina?
"Quem tem direito à bomba de infusão de insulina? Pela Constituição Brasileira, todo diabético que dela necessite para cuidar de sua saúde
Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças e outros agravos. É a condição dapessoa desenvolver suas atividades pessoais e sociais sem nenhum problema com seu corpo.
Na Constituição Federal Brasileira está escrito que a saúde é umdireito de todo cidadão e um dever do Estado, que deve garantir aos cidadãos o acesso às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde, e também deve prestar assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, fornecendo gratuitamente os tratamentos e os medicamentos necessários à saúde dos brasileiros.
O acesso aos serviços de saúde e à assistência farmacêutica deve ser garantido de forma universal e igualitária (para todas as pessoas sem distinção), porque todos são iguais perante a lei e porque a Lei do Sistema Único de Saúde (SUS) afirma que todos os brasileiros, ricos ou pobres, devem ser atendidos sem nenhuma diferenciação.
O fornecimento de tratamentos de saúde e de medicamentos acontece por meio de protocolos clínicos, nome genérico dado às leis que dizem quais são os medicamentos e tratamentos que deverão ser distribuídos para cada doença.
O “protocolo” do SUS de diabetes contem apenas os dois tipos mais antigos de insulina: NPH e Regular. Processadas com tecnologia de 1936, essas insulinas, em grande parte dos casos, não garantem o tratamento adequado da doença.
Em São Paulo, o tratamento público de diabetes está previsto em lei estadual de diabetes, que diz que o SUS deve garantir para todas as pessoas que residem neste Estado o fornecimento de medicamentos, insumos, materiais de autocontrole e auto-aplicação de medicações, e, se necessário, outros tratamentos e medicamentos para o cuidado da pessoa diabética.
Isto significa que, no Estado de São Paulo, havendo indicação médica, com a apresentação de relatório e receita de médico (privado ou do SUS, pouco importa), todo e qualquer medicamento deverá ser fornecido ao diabético.
Considerando que o diabetes mal tratado pode levar à morte precoce do portador da doença, o não fornecimento de tratamento de que o diabético necessita para viver significa desrespeito ao seu direito à vida e à saúde.
Assim, se o diabético (de qualquer tipo) já utilizou os tratamentos e medicamentos fornecidos pelo SUS e mesmo assim não conseguiu o controle glicêmico, deve receber do estado os insumos indicados pelo seu médico como necessários ao tratamento da doença. Isso inclui desde análogos de insulina (lantus, levemir, humalog, novorapid, apidra) e canetas e agulhas para aplicação, até bomba de infusão de insulina (com ou sem monitorização da glicemia intersticial). Tudo depende da necessidade do paciente.
Em geral, os diabéticos só partem para a utilização da bomba de infusão de insulina após tentar a utilização de análogos de insulina e não conseguir o controle da glicemia. Mas toda regra tem suas exceções. Assim, quando o diabético já apresenta sequelas da doença ou é diagnosticado com uma complicação em rápida piora, há médicos que recomendam a mudança do esquema NPH + Regular direto para a bomba de infusão de insulina. Tudo depende da necessidade do paciente.
Concluindo, pouco importa se o diabético é tipo 1 ou tipo 2, se é rico ou se é pobre. Se a bomba de infusão de insulina é indicada pelo médico como o tratamento necessário para garantir a saúde e o bem-estar do diabético, ele tem direito à bomba. Isso é o que diz a Constituição Federal. Saúde é nosso direito, e devemos lutar por ele, todos os dias!
sábado, 1 de março de 2014
Dica para baixar a glicemia: coma abacate durante as refeições
Se você gosta de abacate, essa é uma ótima notícia! Se você não gosta, talvez passe a gostar. Segundo uma nova pesquisa, a fruta pode ajudar a regular os níveis de glicose no sangue – uma descoberta de grande interesse para pacientes de diabetes.
O abacate é bastante calórico e contém uma quantidade grande de gorduras. A cada 100 gramas, a fruta tem, aproximadamente, 160 calorias e 15 gramas de gorduras. Mas não se assuste – as gorduras do abacate são aquelas consideradas “boas”, que reduzem os níveis de colesterol no sangue e diminuem os riscos de doenças cardíacas. E quanto às calorias, elas podem ser, na verdade, uma vantagem para os diabéticos.
A pesquisa, realizada na Universidade da Califórnia, foi bastante simples: eles controlaram a glicemia de dois diferentes grupos de voluntários – um deles comeu um almoço normal, enquanto o outro comeu o mesmo almoço e mais meio abacate. O resultado pode ser considerado inesperado: as pessoas que comeram o almoço mais o abacate, e que portanto consumiram mais calorias e carboidratos, não apresentaram aumento nos níveis de glicose no sangue quando comparadas com as pessoas que comeram apenas o almoço. “Isso nos leva a crer que o papel do abacate no controle da glicemia merece mais investigações”, diz Joan Sabaté, autor principal do estudo.
Além disso, por conter grandes quantidades de fibras, o abacate gerou uma sensação de saciedade. Os participantes da pesquisa que comeram a fruta se sentiram mais satisfeitos – três horas após a refeição, seu desejo de comer era 40% menor quando comparados com os participantes do grupo do almoço normal. Mesmo depois de cinco horas, o apetite do grupo do abacate ainda era 28% menor. Isso significa que, ao comer meio abacate junto ou após o almoço, as chances de você ficar tentado por petiscos e guloseimas durante a tarde são menores.
Mais pesquisas são necessárias para compreender o papel exato do abacate em nosso organismo, mas estudos anteriores já haviam associado o consumo da fruta a um melhor controle do peso e um menor Índice de Massa Corportal (IMC)
AS MIL E UMA VANTAGENS DO ABACATE
Açúcar - O abacate é uma das frutas com menor quantidade de açúcar – ele tem apenas 0,7 gramas de açúcar a cada 100 gramas de fruta;
Potássio – Abacates são uma boa fonte de potássio – cada 100 gramas de fruta contém 485mg de potássio (mais do que a banana, por exemplo);
Fibras – Um abacate médio contém aproximadamente 11 gramas de fibras, quase metade da recomendação de consumo diário;
Guacamole - O abacate é o ingrediente principal do guacamole, molho típico do México – país de origem dos abacateiros.
O abacate também é consumido com saladas e pode ser uma boa opção de sobremesa.
TECNOLOGIA
Abbott FreeStyle Optium Neo
O novo medidor de glicose no sangue “FreeStyle Optium Neo, desenvolvido pela Abbott, foi projetado com características especiais para ajudar ao paciente que toma insulina para assumir um papel mais ativo na sua gestão da diabetes.
Essa maior participação foi assegurada pelo vice-presidente da Abbott Diabetes Care, Heather Mason, que afirmou que “a tecnologia avançada e o design do dispositivo permitem que você acompanhe as tendências da glicose e facilmente grave as doses de insulina tomadas, que irão fornecer ao paciente as informações sobre a gestão diária da sua diabetes”.
“Este sistema combina características chave, tais como a facilidade de uso e a capacidade de analisar as tendências da glicose em um único dispositivo”, disse Mason .
“FreeStyle Optium Neo”, é um sistema que recebeu a marca CE de conformidade na Europa.
As principais características contidas neste sistema são uma tela grande de alto contraste em um aparelho pequeno e elegante. Há informações úteis para as pessoas sobre insulina, indicadores de tendência que avisam quando os pacientes estão experimentando episódios de hipo ou hiperglicemia e uma dose guia de insulina, que permite ao paciente ver o que é recomendado pelo seu médico.
Uma característica do aparelho é permitir que os profissionais de saúde programem um plano de insulina do paciente no medidor a partir do guia de doses recomendado pelo médico. O medidor permite que os pacientes saibam qual dose de insulina tomar bastando tocar nas setas do guia de doses, para cima ou para baixo. Este recurso é projetado para permitir que os pacientes e seus profissionais de saúde analisem as doses de insulina registradas juntamente com os resultados do nível de glicose.
FireFly – Detector anti-hipoglicemia
Um dispositivo usado como um relógio de pulso ou um anel, e que poderia ajudar a milhares de diabéticos a evitar ataques perigosamente baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia), está sendo testado na Austrália.
O dispositivo permitiria aos diabéticos do tipo 1, a monitorar seus níveis de glicose no sangue sem necessidade de picadas de agulhas invasivas.
Duas empresas Melbourne estão desenvolvendo a tecnologia, que tem como objetivo detectar mudanças sutis na pele – e tremores que ocorrem nos estágios iniciais de hipoglicemia.
Se a última tentativa for bem sucedida, o dispositivo poderá estar disponível dentro de 18 meses ao custo de cerca de U$ 200 (duzentos dólares).
O consultor endocrinologista Dr. Richard Burnett, que começou a desenvolver o sistema de alerta precoce no Royal Adelaide Hospital há quase uma década, disse que o dispositivo poderia melhorar e salvar vidas.
Dr. Burnett disse que o período mais perigoso para os diabéticos do tipo 1 é quando eles dormem.
“A maior preocupação para todos os pacientes diabéticos é a baixa de glicose no sangue, o que leva à hipoglicemia ou um ataque de hipoglicemia”, disse Burnett.
Quando isso ocorre, o paciente pode ficar inconsciente e quando acontece enquanto a pessoa está dormindo, ela pode não acordar.
“Eu fiz um pequeno estudo piloto e eu descobri que quando a glicose no sangue caía, eu podia identificar certas alterações na pele”, disse Burnett.
Ele não revelam a forma como o dispositivo detecta a alteração, porque a tecnologia está numa fase sensível do desenvolvimento.
“O dispositivo age como um alerta quando o açúcar começa a cair, de modo que o diabético pode evitar que uma hipoglicemia ocorra, ao comer ou deixando de injetar insulina”, disse ele.
A empresa com sede em Melbourne, Grey Innovations, está trabalhando com a Firefly Health para desenvolver a tecnologia.
O diretor da Grey Innovations, Jefferson Harcourt, disse que estava se concentrando em transformar o dispositivo em um objeto menor.
“O problema atual com a monitorização dos níveis de açúcar no sangue é que é invasivo, você tem que picar o dedo várias vezes ao dia. Este seria um dispositivo de baixo custo o qual você poderia usar como um relógio de pulso e viver sua vida”, disse ele .
Dr. Stewart Washer, que é diretor do Firefly Health, disse que a empresa tinha acabado de receber uma doação de US $ 50.000 para começar os testes em Adelaide para mostrar que o aparelho tinha vantagens sobre os sistemas de monitoramento de glicose atuais.
Após a experiência atual com 20 pacientes, o dispositivo será mais refinado e daremos início a um estudo em grande escala.
A Tecnologia – Detecção de tremor pré-hipoglicemia
A melhor prática atual para monitorar os níveis de glicose no sangue em pacientes diabéticos é através da análise de sangue direta, um teste com um picada no dedo. Esta é uma tarefa invasiva e inconveniente que muitas vezes leva ao mau monitoramento de glicose no sangue por pacientes e um alto risco de hiperglicemia ou hipoglicemia, condições que podem levar à cegueira, amputação de membros, acidente vascular cerebral, inconsciência e até a morte.
Firefly é um produto não-invasivo, que visa capacitar os diabéticos, dando-lhes um controle mais eficiente dos seus níveis de glicose no sangue e reduzir a ocorrência de ambos, da hipoglicemia aguda e complicações relacionadas ao diabetes crônicas.
Firefly utiliza um método alternativo para indicar o início da hipoglicemia através da monitorização tremores e sintomas fisiológicos específicos aos baixos níveis de glicose no sangue. Se o início da hipoglicemia é identificado o produto irá alertar o paciente, permitindo-lhe tomar medidas preventivas.
Nunca é tarde demais para melhorar sua dieta
Por mais de 26 anos pesquisadores têm vindo a acompanhar os comportamentos de saúde de enfermeiras em um estudo observacional. O estudo incluiu padrões alimentares e sua conexão no desenvolvimento de doenças crônicas. Este estudo teve histórias iniciais de um grupo de enfermeiras e, em seguida, seguiu-as por mais de 26 anos para determinar que tipos de doenças crônicas foram desenvolvidas em relação a comportamentos de vida, incluindo a melhoria dos comportamentos alimentares.
O estudo Nurses ‘Health mostrou que as enfermeiras que eram saudáveis no início do estudo, e que desenvolveram diabetes – aquelas que adotaram comportamentos alimentares mais saudáveis tiveram uma redução de 52 por cento no risco de mortalidade por todas as causas. Das enfermeiras que se alimentavam de forma mais saudáveis, reduziram seu risco de mortalidade cardiovascular em 49 por cento. Um efeito colateral de diabetes é um risco aumentado de doença cardiovascular ou de coração, e esta pesquisa indicou que a adoção de uma dieta mais saudável pode ajudar a proporcionar resultados positivos para as pessoas com diabetes.
O estudo mostrou que as enfermeiras que aumentaram seu consumo de grãos integrais, nozes, legumes, verduras, frutas e peixe (ou óleo de peixe) foram as que se alimentaram de forma mais saudáveis. Alimentos como carne vermelha, carne processada, bebidas adoçadas com açúcar, incluindo suco de frutas e alimentos que contenham gordura trans e sódio foram reduzidos em seus planos de refeição.
Será que isso soa familiar? Você já deve ter ouvido sobre o Método do Prato (MyPlate). Para os diabéticos que seguem este método, uma prato deve ter metade de legumes com baixo carboidratos, um quarto de carboidratos ricos em amido e um quarto de proteína magra. Além disso, uma porção de frutas e leite de baixo teor de gordura ou ou 0% de gordura deve ser parte da refeição.
Aqui estão algumas dicas adicionais da American Diabetic Association para comportamentos alimentares mais saudáveis:
Coma muitos vegetais e frutas. Tente pegar alimentos das diversas cores disponíveis para maximizar a variedade.
Coma vegetais sem amido, como espinafre, cenoura, brócolis ou feijão verde com as refeições.
Escolha alimentos integrais em vez dos produtos de grãos processados. Experimente o arroz integral com seus salteados ou spaghetti de trigo integral com seu molho de macarrão favorito.
Adicione feijões secos e lentilhas em suas refeições.
Inclua peixe em sua refeição duas a três vezes por semana.
Escolha carnes magras, como cortes de carne bovina e suína. Retire a pele do frango e peru.
Escolha lacticínios sem gordura, tal como leite desnatado, iogurte sem gordura e queijo sem gordura.
Escolha água, chá sem açúcar, café e bebidas diet em vez de refrigerante regular, ponche de frutas, chá doce e outras bebidas adoçadas com açúcar.
Escolha óleos líquidos para cozinhar em vez de gorduras sólidas, que podem ser carregadas em saturadas e trans gorduras. Lembre-se que as gorduras são ricas em calorias. Se você está tentando perder peso, observe o tamanho das porções de gorduras adicionadas.
Diminua o alto teor calórico lanches e sobremesas, como batatas fritas, biscoitos, bolos e sorvetes.
Comer muito, mesmo de alimentos saudáveis, pode levar ao ganho de peso. Observe o tamanho das porções.
Para mais informações sobre como reduzir o risco de diabetes, como melhorar o estilo de vida das pessoas que vivem com diabetes e maneiras de incorporar hábitos mais saudáveis, a Michigan State University Extension oferece alguns programas, incluindo o Programa Nacional de Prevenção de Diabetes e Sala de jantar com Diabetes para motivá-lo.
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