quinta-feira, 21 de abril de 2016

Polo de pesquisa no HRT analisa dois novos tipos de insulina

Profissionais da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) analisam as substâncias, que podem entrar em breve no mercado. Grupo atua no Hospital Regional de Taguatinga, referência internacional em estudos na área de diabetes Ainda no primeiro semestre de 2016, dois novos tipos de insulina deverão ser comercializados no país. O fabricante pediu um estudo de efetividade dos medicamentos ao polo de pesquisa que funciona no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que é referência internacional em pesquisas na área de diabetes. Em funcionamento há quatro anos no HRT, o Polo de Pesquisa, da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), é procurado por indústrias multinacionais e por instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nos anos de 2008 e 2012, representamos a região Centro-Oeste em um estudo para traçar o perfil do diabético tipo 1 no Brasil, encomendado pelo CNPq. Contribuímos com 120 pacientes. Além de ajudar na pesquisa, que tem reconhecimento nacional e internacional, ainda recebemos um retinógrafo, até hoje utilizado na oftalmologia do hospital”, conta a chefe do Serviço de Diabetes no HRT, Flaviene Alves de Prado. Os estudos realizados pelo polo incluem medicamentos ainda não comercializados, aqueles que já estão no mercado e os que ainda estão em fase observacional. “Durante as consultas, avaliamos se o paciente tem as características para entrar no estudo. Eles assinam um termo e passam a cumprir o protocolo da pesquisa”, explica a coordenadora dos estudos, Mônica Tolentino. O próximo estudo a ser realizado pelo polo foi solicitado pela Anvisa, que indiciou o HRT como coordenador de todo o Brasil. “A pesquisa é para a liberação de um medicamento que ajudará a fechar as feridas do pé diabético. É muita responsabilidade e também um grande reconhecimento do nosso centro”, frisa Tolentino. O Hospital Regional de Taguatinga é referência para o tratamento de pacientes diabéticos. O local, que atende cerca de 2 mil pessoas por mês, conta com enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, cirurgião vascular, nutricionistas e endocrinologistas adulto e pediátrico. Pé diabético É nesta unidade que funciona o atendimento ao chamado pé diabético — uma complicação do diabetes —, primeiro a ser implantado no Sistema Único de Saúde no Brasil. “O Ministério da Saúde adotou o nosso modelo para o país inteiro e até hoje recebemos representantes de outros estados para montar o serviço em suas cidades”, conta a enfermeira Maria Aparecida Caires. O pé diabético ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma ferida. Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado. No HRT, o trabalho é feito em duas frentes: prevenção e tratamento. “Fazemos o rastreamento de complicações. No paciente com diabetes tipo 1, iniciamos após cinco anos da doença. No tipo 2, imediatamente após o diagnóstico e acompanhamento todo ano”, explica Flaviene Prado. O tratamento consiste em orientações, acompanhamento de lesões e amputações e a colocação de próteses. Além do HRT, os hospitais regionais de Ceilândia, Sobradinho, Guará, Gama e Asa Norte contam com atendimento ao pé diabético. Ambulatório O HRT é também a unidade de referência da rede para a liberação da chamada bomba de insulina, um aparelho que substitui as constantes agulhadas que são feitas ao longo do dia por quem é insulinizado. “A bomba é um recurso para aqueles pacientes que já tentaram o tratamento com os tipos comuns de insulina e com esquemas intensivos, e que ainda assim não conseguem fazer o controle glicêmico, podendo chegar a ter convulsões”, explica o endocrinologista Leonardo Garcia. O equipamento é ligado a um cateter no paciente e libera a insulina durante as 24 horas do dia. Segundo o médico, essa liberação é feita de hora em hora e também controlada pelo paciente, de acordo com a quantidade de carboidratos que ele consome. “Esse método possibilita ajustes mais precisos e também que o paciente faça a dosagem da insulina nos períodos em que mais precisa”, explica o endocrinologista. Usuário da bomba há cerca de cinco anos, Pedro Vitor, 19, diz que teve um grande ganho de qualidade de vida. “Antes disso, eu precisava fazer cerca de seis aplicações de insulina ao longo do dia. Agora, é um furo a cada três dias para colocar o medicamento”, conta. Segundo a mãe do jovem, Fabrícia Coelho, o aparelho fez com que as crises de convulsão e hipoglicemia de Pedro diminuíssem. Cerca de 100 pacientes, entre eles, 30 crianças, fazem uso de bomba de insulina na rede pública de saúde do DF. O acompanhamento é feito nas unidades de referência para diabetes e a retirada de insumos, apenas no HRT. Com informações da Agência Saúde, da Secretaria de Saúde do DF

Diabetes mellitus e saúde óssea

O tratamento do paciente que convive com diabetes mellitus é complexo. Os cuidados não se restringem ao controle da glicemia. Tanto os pacientes diabéticos do tipo 1 quanto do tipo 2, muitas vezes, apresentam comorbidades ou complicações associadas à doença. Pressão e colesterol altos, problemas cardíacos e vasculares, acometimento dos olhos, nervos e rins são de amplo conhecimento. Porém, não infrequentemente, a saúde óssea do paciente diabético fica negligenciada. Isso pode elevar o risco de fraturas. Vamos entender porque. Nos pacientes com diabetes tipo 1 existe deficiência absoluta de insulina. Além de ser importante para a captação da glicose pelas células, a insulina também tem efeito anabólico, ou seja, estimula o crescimento de diferentes tecidos do nosso organismo. Diversos estudos mostram menor densidade mineral óssea em pacientes com diabetes tipo 1. Além disso, crianças diabéticas acabam tendo um pico de massa óssea menor. Isto é, por formarem menos osso, têm uma “poupança óssea menor”, o que propicia o surgimento de osteopenia ou osteoporose em idade mais precoce. No diabetes tipo 2, especialmente no início da doença, os níveis de insulina estão elevados. Isto acontece porque o pâncreas aumenta a secreção para tentar vencer a resistência à ação deste hormônio. Logo, pacientes com diabetes tipo 2 podem ter massa óssea aumentada. Mas não se engane! Este osso, apesar de parecer mais denso, na realidade é mais frágil. O diabetes, tipo 2 ou tipo 1, interfere nos mecanismos de remodelamento ósseo e na formação da matriz de colágeno. Isto quer dizer que a estrutura microscópica do osso fica comprometida. Imagine o pilar de uma ponte. A malha de aço é o colágeno e o concreto é o cálcio. Se a malha de aço não for boa, a ponte corre um risco maior de cair mesmo com concreto na quantidade certa. Nos nossos ossos acontece algo parecido. Por isso o diabetes aumenta o risco de fraturas independentemente da massa óssea (teor de cálcio). Além disso, como dito no início do texto, muitos pacientes diabéticos, especialmente os de longa data, convivem com complicações. Diminuição da visão ou neuropatia podem aumentar o risco de quedas. E quem cai com ossos frágeis, pode quebrá-los. Sem falar que o simples uso de alguns medicamentos para o tratamento da doença (glitazonas) pode aumentar o risco de fraturas. Apesar do aumento no risco de fraturas, a avaliação da doença óssea no paciente diabético segue as mesmas recomendações dos pacientes não diabéticos. Além da avaliação clínica e metabólica, a densitometria óssea traz informações úteis para decisão terapêutica, que deve ser individualizada. Além do manejo adequado do diabetes, entre as opções de tratamento estão suplementação de cálcio e de vitamina D e uso medicamentos que ajudam a preservar a densidade óssea, como os bisfosfonados. Exercícios físicos e prevenção/tratamento de complicações também são importantes para manter os ossos intactos. Se você convive com diabetes, especialmente se há vários anos ou com complicações, procure seu médico e converse a respeito. Como tudo no diabetes, aqui a prevenção também é a melhor abordagem. Por Dr. Mateus Dornelles Severo, CREMERS 30.576, Médico Endocrinologista e Mestre em Endocrinologia/UFGRS.

DIABETES INFANTIL – EDUCAR BRINCANDO

O pai de uma criança diabética percebeu que seu filho vivia perdendo o glicosímetro, mas nunca perdia seu video-game portátil. Por este motivo, surgiu-lhe a ideia de criar um glicosímetro que se conectasse ao video-game da criança, recompensando-o através de pontos e mudança de nível à medida que realizasse, de forma satisfatória, o controle de sua glicemia. Daí originou-se o DIDGET Bayer ™ – Sistema de Monitoramento de Glicose Infantil – que só se conecta a um aparelho da série Nintendo DS ™. Não tenho notícias de que este aparelho se encontre à venda no Brasil, mas não diria que seja um grande sucesso de vendas onde quer que esteja disponível. Parece-me que o objetivo da indústria ao criar o DIDGET seja educar o jovem diabético a efetuar um controle eficaz de seus índices glicêmicos de uma forma menos traumatizante. Na página do produto, no site do fabricante, o pai criador do aparelho não foi identificado. Não ficou claro se era funcionário da fábrica, um engenheiro que criou o protótipo ou simplesmente um pai desesperado que sugeriu a criação deste produto à empresa através do serviço de atendimento ao consumidor. Entretanto o drama que vivenciou algum dia observando o seu filho perder mais de uma vez o glicosímetro sem dar a devida importância à sua própria diabetes, parece ser o mesmo de dezenas de outros pais de crianças com esta mesma condição. São crianças cujas prioridades, na prática, se demonstram completamente diferentes das prioridades dos adultos, haja vista perderem o medidor de glicose que pode salvar suas vidas, mas não o video-game.

V-GO® DISPOSITIVO DESCARTÁVEL DE ADMINISTRAÇÃO DE INSULINA

V-Go é uma solução descartável de administração de insulina pequena, discreta e fácil de usar na terapêutica com insulina basal-bolus em adultos com diabetes tipo 2. V-Go permite aos pacientes imitar um padrão fisiológico normal do corpo durante a administração de insulina pela liberação de um único tipo de insulina a uma taxa basal pré-configurada contínua ao longo de um período de 24 horas e que prevê igualmente a dosagem bolus sob demanda na hora das refeições. V-Go é um dispositivo mecânico e opera por 24 horas, sem eletrônica, baterias, conjuntos de infusão ou de programação. Ele é usado na pele sob a roupa e mede apenas 6 cm de largura por 3,3 cm de comprimento por 1,2 cm de espessura, pesando aproximadamente 28 gramas quando preenchido com insulina RESULTADOS Valeritas Inc. anunciou hoje a publicação esta semana de um artigo intitulado “O uso de V-Go ® Dispositivo de Administração de Insulina em Pacientes com controle deficiente da Diabetes Mellitus: uma grande análise retrospectiva de um sistema especializado” em Diabetes Therapy, uma organização internacional que publica uma revista de artigos científicos. Os registros de duzentos e quatro pacientes com diabetes mal controlado, hemoglobina glicada (A1C)> 7%, que haviam mudado para V-Go foram avaliados. O controle glicêmico (definida como mudança de A1C da linha de base), as doses de insulina prescritas, o peso corporal, os agentes anti-hiperglicêmicos concomitantes, e relatos de hipoglicemia antes da mudança para o V-Go e durante a utilização de V-Go foram registrados. valeritasOs dados demonstraram uma diminuição significativa no A1C após a mudança para V-Go entre 14 e 27 semanas de uso. A redução do HbA1c (95% intervalo de confiança) desde o início do uso até 14 semanas foi de -1,53% (-1,69% para -1,37%; P <0,001), e desde o início até 27 semanas foi de -1,79% (-1,97% para -1,61%; P <0,001). Significativas reduções em média A1C foram alcançadas em ambas as visitas em todos os subgrupos de pacientes: Pacientes com tipo 2 e 1 / diabetes autoimunes latentes em adultos (LADA); pacientes em uso de insulina no início do estudo e os pacientes que nunca utilizaram insulina no início. Os doentes que administram a insulina basal necessitavam significativamente menos insulina utilizando V-Go (86-99 unidades LSM/dia no início do estudo para 58 LSM unidades/dia após 27 semanas; P <0,001). Em todos os pacientes, relatos de eventos hipoglicêmicos não foram mais freqüentes no V-Go do que na terapia anterior. “Os resultados do estudo mostram que V-Go é seguro e eficaz em pacientes com diabetes mal controlada e que requerem terapêutica com insulina. O controle glicêmico melhorou significativamente, menos insulina era utilizada, e eventos hipoglicêmicos foram semelhantes após os pacientes mudarem para a administração de insulina por V-Go ® “, concluiu o Dr. Lajara. INFORMAÇÕES IMPORTANTES DE SEGURANÇA Se forem necessários ajustes regulares ou modificações da taxa basal de insulina em um período de 24 horas, ou se a quantidade de insulina utilizada nas refeições requer ajustes de incrementos menores de 2 unidades, fazer uso do dispositivo V-Go descartável pode resultar em hipoglicemia. As seguintes condições podem ocorrer durante o tratamento com insulina com V-Go: hipoglicemia (baixa glicose no sangue) ou hiperglicemia (glicemia elevada). Outras reações adversas associadas ao uso de V-Go incluem irritação da pele devido à almofada adesiva ou infecções no local da infusão. V-Go deve ser removido antes da realização de qualquer exame de ressonância magnética (MRI).

segunda-feira, 11 de abril de 2016

5 DICAS PARA GERENCIAR O SEU DIABETES

Diabetes pode ser comum, mas isto não faz a vida de ninguém mais fácil. Embora não exista uma cura para o diabetes, as pessoas que o têm devem aprender a controlá-lo, a fim de se manter saudável. A endocrinologista Dra. Laticia Valle oferece estas cinco dicas para o gerenciamento de diabetes. Conheça a sua diabetes. Eduque-se. Descubra se você tem diabetes tipo 1 ou tipo 2, e em seguida, participe de um programa de educação em diabetes . Quanto mais você conhecer e entender sobre o diabetes melhor equipado você estará para cuidar bem de si mesmo. Siga as orientações médicas. Se o seu médico receitar determinada medicação, tome exatamente como estiver prescrito. Isto é essencial para estabilizar a sua doença. Se você se equivocou e não tomou corretamente, ou você não entendeu as instruções, fale honestamente com o seu médico sobre isso. Não tenha medo de pedir ajuda. Faça a sua parte. Fazer atividade física faz com que o corpo fique mais sensível à insulina, portanto adicione algum exercício em sua rotina diária. Uma simples caminhada de 10 minutos depois de cada refeição pode melhorar o seu nível de açúcar no sangue e também é ótimo para o seu coração e pressão arterial. Emagreça. A perda de peso, mesmo que modesta, 10% sobre seu peso total – pode ter um impacto positivo sobre o açúcar no sangue. Fazer pequenas mudanças, como alguns passeios curtos a cada dia ou escolher beber água em vez de refrigerantes açucarados pode levar a grandes mudanças ao longo do tempo. Faça seus exames. Tente atingir as metas de A1c como estabelecidas pelo seu médico. Este simples exame de sangue fornece um quadro preciso dos seus níveis de açúcar no sangue durante um período de três meses. É uma das melhores maneiras de controlar o açúcar no sangue e saber se este controle está funcionando corretamente. Laticia A. Valle, MD , especializada na gestão e no diagnóstico de endocrinologia geral da UR Medicina Highland Hospital. Ela cuida de pessoas com distúrbios do diabetes, tireoide, supra-renais, ósseos e pituitária.

PESQUISA REVELA QUE PESSOAS COM DIABETES TIPO 1 VIVEM 12 ANOS A MENOS QUE A POPULAÇÃO EM GERAL

A diabetes tipo 1 diminui em 12 anos a expectativa de vida de uma pessoa, de acordo com novo estudo. O número chocante para esta condição, em que 78.000 crianças em todo o mundo são diagnosticados a cada ano, não melhorou desde a década de 1990. Os pesquisadores examinaram a expectativa de vida de pacientes com diabetes tipo 1 na Austrália entre os anos de 1997 a 2010. Embora a expectativa de vida tenha melhorado marginalmente ao longo do período, ela aumentou não mais do que a esperança de vida para o resto da população, o que significa que a diferença permaneceu a mesma. A equipe, do Instituto de Diabetes, em Melbourne, descobriu que as pessoas com diabetes tipo 1 tinham uma expectativa de vida de 68,6 anos, o que era 12,2 anos a menos do que a população em geral. Diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune e irreversível que que costuma ser diagnosticada na infância, que faz parar a produção de insulina pelo corpo. A sua causa é desconhecida, mas acredita-se ser genética. Ao contrário da diabetes tipo dois, a do tipo um não tem nada a ver com o estilo de vida. Os autores, que publicaram o estudo na revista Diabetologia, disseram: “O início precoce da diabetes tende a ser um preditor de mortalidade prematura”. “As mortes por doenças circulatórias, endócrinas e doenças metabólicas são as que mais contribuíram para a mortalidade precoce em pessoas com diabetes tipo 1”. “Para melhorar a expectativa de vida, uma maior atenção deve ser dada tanto às complicações metabólicas quanto às complicações cardiovasculares crônicas provenientes do diabetes tipo um”. “A incapacidade de enfrentar qualquer um dos dois problemas vai continuar a deixar os pacientes diabéticos do tipo 1 em risco de mortalidade prematura”. Eles acrescentaram: “Como este é um estudo baseado em uma amostra dos registros de âmbito nacional contemporâneo de pessoas com diabetes tipo um, os resultados são susceptíveis de serem aplicáveis a outros países ocidentais semelhantes”. Em um artigo de comentário relacionado, o Dr. Lars Stene, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, disse: “Parece que a diferença na expectativa de vida se manteve praticamente inalterada desde a virada do milênio”. “Houve um aumento considerável na expectativa de vida da população em geral da Suécia, Austrália e outros países, em parte devido a uma redução na mortalidade cardiovascular”. “Gestão de risco cardiovascular é uma parte integrante dos cuidados da diabetes, e é provável que os pacientes com diabetes tipo 1 tenham desfrutado de alguns dos desenvolvimentos benéficos que não envolvem apenas o controle de açúcar no sangue”. Karen Addington, chefe executivo para a diabetes tipo 1 da entidade britânica JDRF, disse: “A expectativa de vida para as pessoas com o tipo 1 da diabetes tem melhorado nos últimos anos, graças às pesquisas médicas de novos tratamentos como a produção de novas insulinas, bombas e monitores contínuos de glicose”. “Mas o impacto destes novos elementos não serão vistos em números de expectativa de vida por alguns anos ainda”. “No entanto, estes números mostram que o fosso entre as pessoas com diabetes do tipo 1 e o resto da população em geral não está se fechando tão rapidamente como nós, e todos com diabetes do tipo 1 desejamos”.

NOVA TÉCNICA DE REPRODUÇÃO DE CÉLULAS BETA TRAZ ESPERANÇA PARA QUEM TEM DIABETES TIPO 1

Martin Fussenegger em seu laboratório na ETH Zurich, é pioneiro no campo da biologia sintética Se um doente recebe o diagnóstico diabetes tipo 1, logo em seguida a sua capacidade de produzir insulina é inibida, geralmente por uma perda de células beta no pâncreas. Os pesquisadores vêm procurando novas formas de repor a população de células perdida, mas o processo é difícil, exigindo frequentemente que o sistema imunológico do paciente venha a ser suprimido, para ser eficaz. Pesquisadores liderados por Martin Fussenegger, professor de Biotecnologia e Bioengenharia do Departamento de Bio-sistemas Ciência e Engenharia em Basel da ETH Zurich, realizaram um feito que muitos especialistas tinham até agora considerado impossível: extraíram células-tronco a partir do tecido adiposo de um sujeito de 50 anos e aplicaram a reprogramação genética para torná-las maduras como células beta funcionais. Os pesquisadores começaram por extrair células-tronco endógenas de depósitos de gordura do paciente. Em seguida, num ambiente de laboratório, uma rede sintética complexa de genes, o que os pesquisadores se referem como software genético, foi aplicado às células, recriando o padrão de fatores de crescimento envolvidos no processo de maturação. O software genético funciona aumentando e diminuindo as concentrações de três fatores de crescimento essenciais chamados Ngn3, Pdx1 e AFP. controlando cuidadosamente as concentrações e, de acordo com os pesquisadores, sendo a chave para induzir as células colhidas a se tornarem células beta. Por exemplo, o AFP não está presente no início do processo, mas após cerca de quatro dias, aumenta dramaticamente, com as concentrações, permanecendo, em seguida, em nível elevado para o resto do desenvolvimento. O software genético representa um grande passo à frente, com tais processos sendo previamente tratados através da adição manual das quantidades certas de componentes ao longo do crescimento. Tal prática era difícil de acertar, e não é adequado para uso generalizado. As células beta produzidas pelos pesquisadores da ETH Zurique se mostraram ser semelhantes aos seus homólogos de ocorrência natural em aparência e função. Elas contêm manchas escuras – conhecido como grânulos – onde a insulina é armazenada, e a função geral das células é a mesma, embora elas não secretem insulina em tão grande quantidade quanto as células naturais. Talvez a vantagem mais significativa deste novo tratamento será a não supressão do sistema imunológico do paciente, como seria o caso se algum tecido estranho estivesse sendo usado. As células podem ser colhidas à partir do paciente, por engenharia em células beta, e inseridas de volta para eles sem o risco de rejeição associados com algum material estranho. Ainda assim, embora esses resultados sejam extremamente positivos, há muito mais trabalho a ser feito. Até agora, as células beta modificadas foram produzidas apenas numa placa de Petri. Agora que o método do software genético se mostrou eficaz em tal ambiente, mais estudos clínicos podem ser considerados. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature Communications .

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...