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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Estudo mostra que chá verde e cacau protegem contra complicações causadas por diabetes
Um estudo levado a cabo por investigadores das Universidades da Califórnia e de Yale mostra que o reforço do sistema imunitário em doentes com diabetes tipo 1 pode evitar injeções diárias de insulina.
Da Agência Fapesp de Notícias
O Projeto temático Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico, apoiado pela FAPESP, demonstrou que esses dois produtos podem atuar também como coadjuvantes na prevenção ou no tratamento de complicações renais ou da retina decorrentes do diabetes.
“Partimos da hipótese de que esses produtos poderiam ser benéficos por reduzir o estresse oxidativo e a inflamação e aumentar a taxa de óxido nítrico (NO), que é um vasodilatador cuja presença se encontra diminuída no quadro diabético. Então, estudamos separadamente os efeitos do chá verde, do cacau e de um doador de óxido nítrico. E constatamos benefícios reais tanto do chá verde quanto do cacau.
A pesquisa gerou 10 artigos científicos em revistas especializadas”, disse Jose Butori Lopes de Faria, professor titular de Nefrologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do projeto à Agência FAPESP. Os estudos relativos à retina foram coordenados pela oftalmologista e pesquisadora da Unicamp Jacqueline Mendonça Lopes de Faria.
A pesquisa utilizou modelos experimentais (camundongos e ratos) com diabetes induzido. E também culturas de células (de camundongos e humanas) expostas a alta concentração de glicose para mimetizar o diabetes. Foram descritos diversos mecanismos de lesão dos rins ou das retinas e a reversão do quadro por meio do chá verde ou do cacau.
“Além de seu conhecido efeito antioxidante e anti-inflamatório, demonstramos, de forma rigorosa, que o chá verde faz diminuir a morte programada (apoptose) dos podócitos, as células que formam a barreira que restringe a passagem de proteínas do sangue para a urina. A passagem de albumina para a urina é a principal alteração renal do indivíduo diabético”, informou o pesquisador.
Os efeitos benéficos tanto do chá verde quanto do cacau são atribuídos à presença de polifenóis: no caso do chá verde, à epigalocatequina-galato, e, no caso do cacau, à epicatequina. Em colaboração com o químico Marcelo Ganzarolli de Oliveira, professor titular do Departamento de Físico-Química do Instituto de Química da Unicamp, os pesquisadores fizeram a caracterização química dos produtos, confirmando a presença das referidas substâncias por meio de cromatografia de alta pressão e espectrometria de massa.
Mas o surpreendente foi que o cacau atuou de forma positiva mesmo quando eliminado o polifenol. “Para investigar o efeito da epicatequina, utilizamos dois tipos de cacau. Um, rico na substância; outro, do qual a substância tinha sido retirada. E, a despeito do que supúnhamos, também este último apresentou efeito protetor contra as complicações associadas ao diabetes. Isso jamais havia sido descrito pela literatura especializada. Então, escrevemos um trabalho afirmando que a teobromina, que é uma metil-xantina, talvez fosse responsável pelo efeito. Posteriormente, foram publicados outros estudos corroborando nossa opinião”, afirmou Lopes de Faria.
Será o fim das picadas diárias de insulina para os doentes com diabetes tipo 1?
Um estudo levado a cabo por investigadores das Universidades da Califórnia e de Yale mostra que o reforço do sistema imunitário em doentes com diabetes tipo 1 pode evitar injeções diárias de insulina.
Os doentes com diabetes tipo 1 têm de se injetar todos os dias com insulina, em maiores ou menores doses, para suprir uma falha do organismo. Mas um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade da Califórnia e Yale, nos últimos cinco anos, e publicado esta quarta-feira na revista Science, vem abrir uma janela de esperança a estes doentes, mostrando que pode ser possível travar a destruição das células do pâncreas que produzem insulina, através do reforço do sistema imunitário, e desta forma evitar a administração diária de insulina.
O normal é o sistema imunitário proteger o organismo das infeções, mas no caso dos doentes com diabetes tipo 1, as células T (subtipo dos linfócitos T) não só atacam os agentes externos, como atacam também as células boas do organismo, mais concretamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Por sua vez, as T-regs (células T reguladoras) têm a capacidade de perceber quando há células que estão a ficar disfuncionais e que começam a atacar o próprio organismo.
Basicamente, o que estes investigadores fizeram, neste estudo que começou em 2010, foi pegar em 14 pessoas, entre os 18 e os 43 anos, com diabetes tipo 1 recém-diagnosticadas, retirar-lhes sangue, separar as T-Reg (células T reguladoras), cultivá-las e aumentá-las, voltando a injetar, nesses doentes, milhares de milhões de células T reguladoras. O que aconteceu foi que ao fim destes anos se verificou que “em algumas pessoas parou o processo de destruição” durante um ano, de forma segura.
“Usando as T-regs para ‘reeducar’ o sistema imunitário, podemos ser capazes de mudar o curso desta doença. Esperamos que as T-regs sejam uma parte importante do tratamento contra a diabetes no futuro”, afirmou Jeffrey Bluestone, um dos autores do estudo e professor de metabolismo e endocrinologia da Universidade da Califórnia, citado pelo The Telegraph.
Bruno Almeida, médico de medicina interna da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal e assistente da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra, frisou ao Observador que “o grande interesse deste estudo é no caso dos doentes recém-diagnosticados”.
“A utilização destas células poderá ter um potencial de sucesso, mas apenas nas pessoas recém-diagnosticadas porque ainda produzem alguma insulina”, disse o médico, explicando que este processo trava, mas não reverte a destruição das células beta do pâncreas, pelo que nos casos de doentes que já não produzem qualquer insulina, deixar de injetar insulina diariamente nunca poderá ser uma solução.
Pedro Melo, diretor de serviço de Endocrinologia do Hospital Pedro Hispano, acrescentou que “futuramente, e do ponto de vista clínico, poderá haver ainda maior interesse deste potencial tratamento nas pessoas ainda sem diabetes tipo 1 propriamente dita, mas que apresentem elevado risco ou sinais do processo fisiopatológico de destruição das células beta. O problema aqui será o de identificar corretamente este grupo de alto risco”.
Sublinho que,
Ambos os médicos alertam para o facto de a amostra utilizada neste estudo ser muito pequena. “Sendo muito interessante e promissor, trata-se de um estudo muito preliminar (fase 1), em escasso número de doentes”, finalizou Pedro Melo. Bruno Almeida acrescentou que será necessário “fazer mais estudos com mais pessoas para chegar a uma conclusão estatisticamente significativa”, sublinhando que um tratamento deste género é muito “complexo e dispendioso”.
A diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada até aos 18 anos e é uma das doenças autoimunes mais comuns nas crianças, embora se possa manifestar em qualquer idade.
De acordo com o último relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes – “Diabetes: Factos e Números”, em 2013 existiam cerca de 60.000 pessoas com diabetes (tipo 1, tipo 2 e gestacional) em Portugal, e 3.262 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 0 e os 19 anos, tinham diabetes tipo 1, um número que tem vindo a crescer ao longo dos anos.
Os doentes com diabetes tipo 1 têm de se injetar todos os dias com insulina, em maiores ou menores doses, para suprir uma falha do organismo. Mas um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade da Califórnia e Yale, nos últimos cinco anos, e publicado esta quarta-feira na revista Science, vem abrir uma janela de esperança a estes doentes, mostrando que pode ser possível travar a destruição das células do pâncreas que produzem insulina, através do reforço do sistema imunitário, e desta forma evitar a administração diária de insulina.
O normal é o sistema imunitário proteger o organismo das infeções, mas no caso dos doentes com diabetes tipo 1, as células T (subtipo dos linfócitos T) não só atacam os agentes externos, como atacam também as células boas do organismo, mais concretamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Por sua vez, as T-regs (células T reguladoras) têm a capacidade de perceber quando há células que estão a ficar disfuncionais e que começam a atacar o próprio organismo.
Basicamente, o que estes investigadores fizeram, neste estudo que começou em 2010, foi pegar em 14 pessoas, entre os 18 e os 43 anos, com diabetes tipo 1 recém-diagnosticadas, retirar-lhes sangue, separar as T-Reg (células T reguladoras), cultivá-las e aumentá-las, voltando a injetar, nesses doentes, milhares de milhões de células T reguladoras. O que aconteceu foi que ao fim destes anos se verificou que “em algumas pessoas parou o processo de destruição” durante um ano, de forma segura.
“Usando as T-regs para ‘reeducar’ o sistema imunitário, podemos ser capazes de mudar o curso desta doença. Esperamos que as T-regs sejam uma parte importante do tratamento contra a diabetes no futuro”, afirmou Jeffrey Bluestone, um dos autores do estudo e professor de metabolismo e endocrinologia da Universidade da Califórnia, citado pelo The Telegraph.
Bruno Almeida, médico de medicina interna da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal e assistente da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra, frisou ao Observador que “o grande interesse deste estudo é no caso dos doentes recém-diagnosticados”.
“A utilização destas células poderá ter um potencial de sucesso, mas apenas nas pessoas recém-diagnosticadas porque ainda produzem alguma insulina”, disse o médico, explicando que este processo trava, mas não reverte a destruição das células beta do pâncreas, pelo que nos casos de doentes que já não produzem qualquer insulina, deixar de injetar insulina diariamente nunca poderá ser uma solução.
Pedro Melo, diretor de serviço de Endocrinologia do Hospital Pedro Hispano, acrescentou que “futuramente, e do ponto de vista clínico, poderá haver ainda maior interesse deste potencial tratamento nas pessoas ainda sem diabetes tipo 1 propriamente dita, mas que apresentem elevado risco ou sinais do processo fisiopatológico de destruição das células beta. O problema aqui será o de identificar corretamente este grupo de alto risco”.
Sublinho que,
Ambos os médicos alertam para o facto de a amostra utilizada neste estudo ser muito pequena. “Sendo muito interessante e promissor, trata-se de um estudo muito preliminar (fase 1), em escasso número de doentes”, finalizou Pedro Melo. Bruno Almeida acrescentou que será necessário “fazer mais estudos com mais pessoas para chegar a uma conclusão estatisticamente significativa”, sublinhando que um tratamento deste género é muito “complexo e dispendioso”.
A diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada até aos 18 anos e é uma das doenças autoimunes mais comuns nas crianças, embora se possa manifestar em qualquer idade.
De acordo com o último relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes – “Diabetes: Factos e Números”, em 2013 existiam cerca de 60.000 pessoas com diabetes (tipo 1, tipo 2 e gestacional) em Portugal, e 3.262 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 0 e os 19 anos, tinham diabetes tipo 1, um número que tem vindo a crescer ao longo dos anos.
Biochip promete auxílio na luta contra a diabetes
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 4,9 milhões de pessoas morreram em 2014 vítimas de complicações causadas pela doença. Para reverter esse quadro, o Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP está desenvolvendo um biochip, implantável no organismo, capaz de detectar os níveis de açúcar no sangue e alertar o paciente e o médico sobre as medições, em tempo real.
As pesquisas começaram por volta de 2008, lideradas pelo professor Frank Nelson Crespilho. O biochip consiste em duas fibras de carbono que são inseridas em um cateter e posicionadas dentro da veia. À medida que o sangue passa através do dispositivo, o chip consegue medir, instantaneamente, a concentração de açúcar no sangue. “Há ainda muito o que pesquisar. Estamos em fase de testes. Fizemos uma simulação em ratos, mostrando que é possível ter um componente bioeletrônico implantável, acessível para se fazer monitoramento 24 horas por dia”, comenta Crespilho.
A intenção é que o dispositivo, futuramente, possa enviar para um relógio ou um celular os valores obtidos na leitura das concentrações de açúcar no sangue. Assim, tanto o paciente como o médico poderiam saber em tempo real o atual quadro da diabetes. “Hoje já se tem monitoramento de batimento cardíaco por celular, por exemplo. Então já é uma realidade. Nós mostramos que é possível fazer, que a prova de conceito deu certo. Agora, nesta segunda etapa, precisamos de recursos e interesse.”
Biocélula
Outro dispositivo em desenvolvimento no Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces é uma biocélula a combustível (BFC, do inglês bio-fuel cells), ou seja, uma bateria que usa a glicose do sangue para produzir energia. Além da glicose, o sistema também utiliza o oxigênio do organismo, ambos disponíveis no sangue. Através de uma reação química, gera-se eletricidade, e a biocélula é constantemente alimentada.
Uma bateria normal de marcapasso, por exemplo, precisa ser substituída entre cinco a oito anos, através de uma cirurgia. Com o invento do grupo, não há a necessidade de procedimentos invasivos para a troca da bateria, pois ela consegue produzir eletricidade diretamente do sangue, sem a necessidade de ser substituída.
Para testá-la, os pesquisadores a implantaram dentro da veia jugular de um roedor. Os eletrodos têm 20 micrômetros de diâmetro (seis vezes menores que um fio de cabelo), inseridos dentro de um cateter com 0,5 milímetro (mm) de diâmetro por 0,6 mm de comprimento. A bateria consegue gerar uma diferença de potencial maior que 1,0 volt, ou seja, um pouco menos de uma pilha convencional.
Tanto o biochip como a bateria ainda não foram testados em seres humanos, e precisam percorrer um longo caminho de aperfeiçoamento e pesquisa. Segundo Crespilho, o maior desafio atualmente é a biocompatibilidade, ou seja, criar materiais e mecanismos para que o corpo não rejeite os dispositivos. “Nós atacaremos essa etapa nos próximos dez anos, desenvolvendo um projeto grande, para estudar as melhores maneiras para isso. Tudo depende da quantidade de recursos, de quanta gente estaria trabalhando. Já envolveria até a indústria farmacêutica, ou um grupo maior, que queira transferir essa tecnologia”, comenta o professor.
Quanto aos recursos para o desenvolvimento da pesquisa, a equipe de Crespilho recebe apoio institucional da Universidade e do próprio laboratório do IQSC, e também financiamento da Fapesp, CNPq, Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INCT-Ineo) e Rede NanoBioMed (Capes).
Resultados internacionais
O investimento e as pesquisas do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces do IQSC já trouxeram diversos resultados, inclusive internacionalmente. Os editores da revista ChemElectroChem, da editora alemã Wiley, escolheram o biochip implantável que detecta a concentração de açúcar no sangue como um dos trabalhos mais destacados publicados em todos os periódicos da editora, tornando a pesquisa acessível tanto para a comunidade científica quanto para o público leigo.
Apesar da conquista e do grande reconhecimento do trabalho do grupo, o professor Frank Nelson Crespilho é cauteloso. “É muito importante não gerar expectativas acerca dos dispositivos que estamos desenvolvendo. Ainda há várias etapas que precisam ser cumpridas. Tem muita pesquisa pela frente. Ficamos animados com os resultados, mas temos um compromisso com a sociedade e os resultados dependem de estudos até chegar à implementação de fato em seres humanos.”
Thiago Castro / Jornal da USP
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
FREESTYLE LIBRE DA ABBOTT – TRANSFORMANDO O MONITORAMENTO DA GLICOSE EM ALGO SIMPLES
Em outubro do ano passado, a Abbott lançou o tão aguardado sistema de monitoramento de glicose FreeStyle Libre, na Europa. O produto, único no mundo, destina-se a ser um substituto para os medidores de glicose no sangue, dando aos pacientes muitos dos benefícios da monitorização contínua de glicose (CGM), incluindo os valores de glicose em tempo real, informações sobre tendências e relatórios abrangentes. Embora ainda não esteja aprovado nos EUA, testamos o produto no mês passado (o aparelho só pode ser encomendado on-line a partir de sites na Europa).
Tendo em vista a opinião de blogueiros europeus que já utilizavam o produto, tivemos grandes expectativas de realizar nosso próprio teste, e o FreeStyle Libre, absolutamente, se superou em cada etapa – o sistema foi fácil de configurar e usar (uma grande vitória para os prestadores de cuidados de saúde); discreto ao se usar no braço; suficientemente preciso, com desempenho similar ao CGM G4 Platinum da DexCom (com vantagem de não ser requerido furar o dedo para calibração); e deu uma excelente imagem das tendências de glicose em tempo real por meio de relatórios no dispositivo. Em suma, é uma revolução na relação atual da pouca informação fornecida pelos medidores tradicionais de glicose no sangue, tudo em um pacote que qualquer um pode pegar e já sair usando.
Damos ao FreeStyle Libre a nota máxima na avaliação e recomendaríamos a quase todas as pessoas com diabetes, especialmente àqueles usuários de insulina que testam a sua glicose no sangue com freqüência e que desejam mais informações do que os atuais medidores podem proporcionar. Um ponto chave da diferença para o CGM (Monitor Contínuo de Glicose) é que FreeStyle Libre não possui alarmes quando ocorre uma alta ou baixa taxa de glicemia, o que significa que não é tão ideal para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para os que não possuem percepção da hipoglicemia.
Este artigo discute a nossa experiência vestindo e usando o dispositivo, a sua precisão em comparação com o CGM DexCom G4 Platinum, como pessoas com diabetes na Europa podem obtê-lo, embora o estivéssemos usando nos EUA, e como ele é diferente do CGM.
1. COMO O FREESTYLE LIBRE FUNCIONA
FreeStyle Livre inclui um sensor de glicose muito pequeno (0,5 centímetros de comprimento, com quase a espessura de um fio cabelo) usado sob a pele e ligado a um disco de plástico colado ao corpo, resistente à água e do tamanho da moeda de um real. O sensor permanece inserido por 14 dias e não requer calibrações através de uma picada no dedo (já vem “calibrado de fábrica”). Depois de colocá-lo na parte superior do braço e esperar cerca de uma hora, ele imediatamente começa a leitura da glicose e mostra tendência informações. FreeStyle Libre é aprovado para se fazer o cálculo da dosagem de insulina a ser tomada, exceto em três casos em que uma picada no dedo é recomendada: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema.
Para usar FreeStyle Libre, basta o usuário pegar um dispositivo leitor com tela sensível ao toque, segura-lo perto (dentro de 3,5 centímetros) do sensor, e esperar o breve apito. Em menos de um segundo, você poderá ver o seu valor da glicose em tempo real (por exemplo, 102 mg / dl), uma seta com a tendência de glicose (por exemplo, aumentando), e um gráfico que mostra a tendência das últimas oito horas de dados. O dispositivo de leitura exibe relatórios em sua tela que pode ser baixado para o computador através de um software fornecido. O sistema já está disponível na Europa (informações sobre preços abaixo) para pessoas com ambos os tipos de diabetes (tipo 1 e tipo 2).
2. INSERINDO, INICIANDO E FAZENDO USO DO SENSOR
Nenhuma punção digital para calibração e apenas um tempo de inicialização de uma hora
Sensor menor, menos doloroso do que CGM tradicional
Processo de inserção muito simples, não requer treinamento
Cada sistema de sensor dura 14 dias e vem com um dispositivo simples para aplicá-lo na parte superior do braço. O processo de inserção levou menos de 15 segundos e pode ser feito com uma mão. “Especialista em dores”, nossa amiga Kelly achou que a inserção do sensor no braço foi totalmente indolor, e ela tende a ser muito sensível. Adam experimentou um pouco de dor, uma vez que o local que ele escolheu não tinha muita gordura subcutânea. No entanto, tanto para Adam quanto para Kelly, a inserção se mostrou muito fácil, mais intuitiva e menos dolorosa do que a inserção dos sensores DexCom G4 Platinum e Medtronic Enlite. O sensor do FreeStyle Libre é muito pequeno – apenas 0,5 centímetro – tornando-se mais de três vezes menor (aproximadamente) do que os dos dispositivos DexCom e da Medtronic.
Uma vez inserido o sensor, que dura 14 dias, o início do uso requer apenas três passos: (i) toque em “iniciar sensor” na tela sensível ao toque no leitor; (Ii) manter o leitor dentro de 3,5 centímetros do sensor (para a “varredura”); (Iii) esperar uma hora. Uma vez que a contagem regressiva de 60 minutos termina, o sistema dá valores de glicose em tempo real e informações de tendências. Nenhuma picada no dedo para um medidor de glicose é necessária para calibração.
Enquanto o braço se pareça um local muito visível e talvez irritante, o dispositivo onde fica o sensor é tão pequeno e leve que nós até esquecemos que estávamos com ele. O disco, bem discreto, também vem com um adesivo muito, muito pegajoso. O sensor de Kelly permaneceu por todos os 14 dias e, uma vez que a sessão do sensor terminou, foi necessário um pouco de força para remove-lo. Já o sensor de Adam acabou após 13 dias, pois ele tende a ser muito ativo; paralelamente, o seu sensor da DexCom só durou 11 dias, e ainda exigia uma gravação adicional. A Abbott está buscando aprovação para locais alternativos de aplicação (por exemplo, estômago, coxas) que poderiam ser mais discretos.
3. A VARREDURA DO SENSOR OBTÉM OS DADOS DA GLICOSE
O processo de varredura leva menos de três segundos e funciona também sobre a roupa
Cada varredura traz sensação de conforto e tranquilidade
Ao contrário do CGM tradicional, FreeStyle Libre não envia continuamente os dados da glicose em tempo real para o leitor; em vez disso, o dispositivo onde se encontra o sensor deve ser “escaneado” com o leitor a fim de se obter o valor da glicose em tempo real, a projeção e gráfico de tendência. O dispositivo sensor armazena até oito horas de dados de glicose de cada vez (os valores são tomados a cada minuto). Adam fazia uma média de 11 leituras por dia e o seu aparelho capturou quase 100% dos dados de glicose. Tal como a visualização de dados num receptor CGM, não há limites para o número de análises que podem ser tomadas.
A Abbott fez um excelente trabalho ao projetar o processo de varredura para que durasse menos de três segundos. Pressionar o botão único no leitor touchscreen imediatamente o leva até o menu “Sensor Scan”. De lá, segurando o leitor a poucos centímetros do sensor, se obtém em tempo real o valor / tendências e as últimas oito horas de informação da glicose (exibido em um gráfico, assim como num CGM tradicional). O processo de “scanner” funciona mesmo por sobre muitas camadas de roupa, permitindo excelente discrição e flexibilidade. Na tela inicial, você também pode adicionar tags a cada varredura, como carboidratos, insulina, exercício e outras opções personalizáveis.
Há uma certa diversão, sensação agradável e até prazer psicológico ao escanearmos o dispositivo sensor. Cada verificação é acompanhada por um encorajador “ding” (som de campainha), seguido dos dados sobre o leitor. Sentimos como se fosse uma mágica, completamente oposta ao incômodo dos medidores tradicionais de glicose no sangue, especialmente porque não há nenhum limite ou custo associado à estas medições adicionais. E importante, FreeStyle Libre exibe o número e a seta de tendência na cor preto, não importa o quão alto ou baixo está – o que tira um pouco do estresse da obtenção de tais dados detalhados de glicose. No entanto, a hipoglicemia é apropriadamente mostrada no gráfico de tendência em vermelho brilhante, chamando a atenção para isso.
4. PRECISÃO E COMO ELE SE COMPARA AO G4 PLATINUM DA DEXCOM
Precisão comparável ao DexCom G4 Platinum (incluindo os casos de hipoglicemia), mas sem necessidade de calibrações com picadas no dedo
Preciso e confiável o suficiente para utilizarmos seus valores para cálculo da dosagem de insulina
No geral, a precisão do FreeStyle Libre foi francamente impressionante e era confiável o suficiente para se calcular a dosagem de insulina. Para testar a exatidão no mundo real, Adam usava o FreeStyle Livre ao mesmo tempo com um sensor DexCom G4 Platinum (calibrado duas vezes por dia). Ele comparou a informação em tempo real gerado por ambos os dispositivos em 46 valores sanguíneos de glicose medidos ao longo de duas semanas. Em média, FreeStyle Libre esteve apenas 12% das vezes diferente do valor do medidor tradicional, muito semelhante aos 13% de diferença do DexCom G4 Platinum (nota: Adam não estava usando o novo software da DexCom lançado em novembro, que fazia aumentar a precisão do G4). Além disso, ambos os dispositivos tiveram um número semelhante de valores de sensores que ficaram com mais de 20% de diferença em relação ao valor do medidor (sete com FreeStyle Libre e oito com DexCom).
A exatidão do FreeStyle Libre também era forte em se tratando de hipoglicemia. Adam experimentou nove leituras de glicose no sangue menores que 80 mg / dl durante o período de duas semanas e, em média, o FreeStyle Libre foi cerca de 11% das vezes diferentes do medidor contra 8% para o DexCom G4 Platinum. O intervalo de tempo entre o valor medido pelo medidor tradicional e o valor do sensor foi semelhante para o FreeStyle Libre e o DexCom G4 Platinum – cerca de cinco a dez minutos, no máximo.
A tecnologia de sensor no FreeStyle Libre é baseada no altamente preciso FreeStyle Navigator CGM, que foi originalmente lançado nos EUA em 2008 e descontinuado em 2011. Com isso em mente, não estávamos muito surpresos ao ver a alta precisão do novo dispositivo. No entanto, o fato de que FreeStyle Libre mantém a precisão do Navigator – mas sem necessidade de furar a ponta dos dedos – representa um grande avanço.
5. LEITOR TOUCHSCREEN
Estrutura de navegação com menus simples e intuitivo
Relatórios do dispositivo fornecem excelente visão geral, histórico da glicose e previsão de problemas.
O leitor do FreeStyle Libre é semelhante ao medidor FreeStyle Insulinx da Abbott, mas adiciona uma tela de cores nítidas. O leitor é pequeno, leve e fácil de navegar com uma tela sensível ao toque, interface baseada em ícones (para conferir glicose, história e configurações). Ele tem uma porta micro-USB para recarregar (nós só precisamos de duas cargas para mais de duas semanas de desgaste, mas isso depende do uso), e o software para obter os dados no computador pessoal pode ser baixado para Mac ou PC. O leitor também inclui um medidor de glicemia FreeStyle para os poucos casos em que a Abbott recomenda uma picada no dedo de confirmação (hipoglicemia, taxas com mudanças rápidas ou quando os sintomas não correspondem ao leitor).
O destaque do leitor é, inquestionavelmente, o menu de histórico, que inclui uma série de excelentes relatórios para compreender as tendências de glicose e áreas problemáticas. Nossos favoritos:
Tempo de precisão – A visão valiosa de alto nível com a porcentagem do últimos 7/14/30/90 dias em que a glicose se encontrava acima, abaixo e no alvo. Fundamental para determinar se a hipoglicemia ou hiperglicemia é um problema
Média de Glicose (exibido por hora do dia) – Uma ótima maneira de ver se um determinado tempo de seis horas do dia é particularmente problemático.
Eventos de baixa de glicose (exibidos por hora do dia) – Mais uma vez, uma excelente maneira de ver se determinado tempo de seis horas do dia está ocorrendo maior número de episódios de hipoglicemia
O padrão diário – Um gráfico de tendências de 24 horas que mostra claramente as horas do dia com os valores mais extremos (alta / baixa) da glicose.
Gráficos diários – Uma maneira impressionante para analisar o dia-a-dia e ver o gráfico de tendência de 24 horas obtido naquele dia.
Nas apresentações que antecederam o lançamento, a Abbott também promoveu o software compatível com Mac e PC que vem com o FreeStyle Libre. O software procura simplificar a análise dos dados de glicose, tanto por meio de um sistema de cores (para identificar áreas problemáticas) e um único relatório com apenas uma página chamada de Perfil de Glicose Ambulatorial. O objetivo é fornecer aos profissionais de saúde e pacientes, uma ferramenta simples para melhor adequar e individualizar a sua terapia. Infelizmente, não fomos capazes de fazer o download do software para esta unidade de teste, mas esperamos tentar fazê-lo no futuro.
6. CUSTO E COMO OBTÊ-LO NA EUROPA
FreeStyle Libre está disponível on-line em lojas de sete países europeus: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Suécia. O leitor de tela sensível ao toque (pago somente na primeira vez) e cada sensor de 14 dias custa € 59,90 (+ ou – U$ 77 ou R$ 200) – significativamente mais barato do que o pagamento da manutenção de um CGM tradicional embora definitivamente mais caro do que várias tiras por dia (o que não é muitos utilizado por pacientes tipo 2). Notavelmente o FreeStyle Libre não exige receita médica na UE. O pagamento do sistema está sendo feito pelo próprio usuário neste momento, embora a Abbott esteja atualmente inscrevendo participantes para dois estudos clínicos que devem ajudar no reembolso naqueles países.
Você quer um? Se assim for, você precisa apenas de um amigo com um cartão de crédito com base em um dos países que esteja disponível, além de ter de acessar o site do Freestyle Libre naquele país – além disso, deve possuir a capacidade de pagar por esta tecnologia fascinante.
7. QUANDO O FREESTYLE LIBRE ESTARÁ NOS EUA?
A Abbott está realizando um estudo de precisão de FreeStyle Libre nos EUA . O estudo está previsto para ser concluído em março. A Abbott, então, deverá garantir a aprovação do FDA para o FreeStyle Libre, o que provavelmente levará pelo menos, mais 12 meses. Imaginamos que será muito mais rápido, porém o FreeStyle Libre poderá estar disponível nos EUA em meados de 2016 se seguir este ritual.
RESUMO
COMO O FREESTYLE LIBRE SE DIFERENCIA DA MONITORIZAÇÃO CONTÍNUA DE GLICOSE (CGM)?
O FreeStyle Libre incorpora elementos de monitoramento contínuo de glicose, como um sensor colocado sob a pele, tendo os valores de glicose tomados a cada minuto, setas de tendência e dados para download. No entanto, ele é realmente uma nova categoria de monitoramento de glicose significativamente diferente dos CGM’s.
O FreeStyle Libre não tem alarmes ou alertas, uma vez que os dados do sensor de glicose não são enviados continuamente para o dispositivo de leitura. Em vez disso, uma simples varredura do disco sensor utilizando o leitor obtém os dados da glicose e informações de tendência. Em contrapartida, os CGM’s tradicionais enviam continuamente os dados de glicose para o receptor / bomba, permitindo alertas quando detecta uma glicose alta ou mudança da velocidade para níveis baixos. Isso faz com que o CGM seja uma opção mais atraente para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para aqueles que já não percebem a presença da hipoglicemia. No entanto, aqueles que se incomodam com sons de alarmes podem preferir o FreeStyle Libre.
FreeStyle Libre é “calibrado de fábrica”, ou seja, os usuários não têm de introduzir quaisquer valores dos medidores de glicemia para o sistema. Após o sensor ser iniciado e usado durante uma hora, ele começa a mostrar pontos de dados de glicose e tendências. Por outro lado, CGM’s da Medtronic e DexCom requerem calibração de inicialização, bem como calibrações diárias para manter a precisão do sensor. A calibração de fábrica do FreeStyle Libre representa um impressionante avanço nesta tecnologia.
FreeStyle Libre é aprovado para se calcular a dosagem de insulina, exceto em três casos: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema. Nestes casos, a Abbott recomenda confirmar o valor em um medidor comum através de uma picada no dedo. Em contrapartida, os usuários da Medtronic e DexCom atualmente supostamente já confirmaram todos os valores do CGM com uma picada no dedo antes da dosagem de insulina.
Com apenas 59,90 € (+ ou – 77 dólares dos EUA / R$ 200) para o leitor touchscreen e cada sensor de 14 dias, FreeStyle Libre tem um custo muito menor em relação aos atuais CGM’s. Por exemplo, os encargos com o DexCom são de mais ou menos U$ 885 para o kit inicial e US $ 72 por sete dias sensor. A maioria dos pacientes nos EUA têm reembolso para o CGM; no entanto, a maioria dos pacientes europeus não têm reembolso para CGM, o que faz com que o preço do FreeStyle Libre fique muito mais atraente. A Abbott está a realizando dois estudos para apoiar o reembolso.
O FreeStyle Libre não exige receita médica e pode ser encomendado on-line. O CGM DexCom ou Medtronic, ambos exigem receita médica e necessitam de um processo mais longo para a aquisição (formação, verificação do seguro, telefonemas, etc.).
http://diatribe.org/
PS DO EDITOR TIABETH:
Este aparelho está previsto de chegar no último trimestre de 2016 ao Brasil.
Dúvidas ou questionamentos, entre em contato com a Abbott através do link abaixo.
https://www.abbottbrasil.com.br/fale-conosco.html
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Adesivo de insulina substitui injeções: diabéticos
Um novo dispositivo adesivo, fino e quadrado, possibilita a liberação de insulina diretamente na corrente sanguínea caso os níveis de açúcar estejam altos.
O equipamento fica colado em qualquer parte da pele e é revestido com mais de 100 agulhas minúsculas, quase do tamanho de um cílio.
Elas são compostas por insulina e enzimas que possuem um sensor de glicose.
Quando as taxas são consideradas elevadas, ocorre uma rápida resposta e liberam insulina no organismo com a função de mantê-la no nível normal.
A pesquisa foi publicada na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.
Em testes com ratos, que apresentavam diabetes do tipo 1, foi possível constatar a diminuição de glicose por até nove horas.
“Nós projetamos um dispositivo para diabetes que trabalha rápido, é fácil de usar, e é feito de materiais biocompatíveis, não tóxicos. Todo o sistema pode ser personalizado de acordo com o peso de um diabético e sua sensibilidade à insulina, para que pudéssemos fazer o dispositivo inteligente ainda mais inteligente”, disse Gu Zhen, co-autor sênior, PhD, professor da UNC – Universidade da Carolina do Norte – e do Serviço de Atendimento de Diabetes da mesma universidade.
Como
Para que o experimento pudesse dar certo, os pesquisadores decidiram imitar as células beta (encontradas em nosso organismo).
Elas têm a função de produzir e estocar insulina nas vesículas e também são capazes de “comunicar” quando o nível de açúcar no sangue é considerado alto.
Dessa forma, contribuem com a soltura da insulina na corrente sanguínea. A partir dessa ideia, foram criadas vesículas artificiais para que pudessem exercer o mesmo papel.
Os testes realizados em laboratório demonstraram que as vesículas artificiais eram invadidas por glicose quando o nível de açúcar aumentava.
Logo após, as enzimas desempenhavam o papel de transformar a glicose em ácido glucônico, que passaram a utilizar oxigênio e, consequentemente, devido a sua ausência (hipóxia), as moléculas que antes eram hidrofóbicas se modificaram para hidrofílicas.
Essa mudança fez com que as vesículas encaminhassem a insulina para a corrente sanguínea.
Diabetes
Hoje o paciente que possui diabetes do tipo 1 injeta uma quantidade de insulina em si mesmo diariamente para que a taxa de açúcar possa ser controlada, já que o pâncreas não consegue produzir esse hormônio na quantidade necessária.
Com informações da UNC
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
SEAN PARKER, O BILIONÁRIO QUE QUER ELIMINAR O DIABETES
Co-fundador do Napster e dos primeiros investidores do Facebook, Sean Parker tem lidado com uma alergia mortal a nozes.
Já tendo doado dinheiro para estudar alergias, Parker agora está voltando sua atenção para uma doença auto-imune que é tanto mais visível quanto mais grave: a diabetes tipo 1.
Diabetes é uma condição em que há excesso de glicose no sangue. Normalmente, o pâncreas produz insulina, um hormônio, para equilibrar a glicose e ajudá-lo a retirar do alimento que você come e distribuí-la em suas células. Se o pâncreas não criar insulina suficiente ou não funcionar, os níveis de açúcar no sangue tornam-se muito altos ou muito baixos – uma flutuação perigosa que pode levar à morte.
O imunologista chefe na UCSF, Dr. Jeff Bluestone, vem trabalhando em uma maneira de eliminar a desordem auto-imune por modificação genética de células, como tem sido realizado na terapia celular que está mudando a maneira como as pessoas tratam o câncer. Para financiar a obra de Bluestone, Parker está anunciando hoje uma doação de US $ 10 milhões para criar um laboratório de pesquisas do diabetes em seu nome na UC San Francisco.
“Apenas 10 anos atrás, tudo parecia teoricamente possível, porém estava mais para ficção científica. Mas agora está acontecendo na clínica regularmente”, disse Parker. “Estamos à beira de uma revolução em muitos campos diferentes, em grande parte devido a esta combinação de genética, da compreensão do sistema imunológico e uso difundido de terapia celular”.
Parker foi estudar doenças auto-imunes por causa de sua própria condição, disse ele segunda-feira em uma teleconferência com jornalistas.
O magnata da tecnologia que fez bilhões com o Facebook é mortalmente alérgico a nozes e doou US $ 24 milhões para Stanford no inverno passado para financiar o Sean N. Parker Centro de Pesquisas de Alergia.
“Eu tive esse tipo de fascínio e interesse pessoal dos mecanismos subjacentes da autoimunidade e passei a maior parte da década lendo tudo o que eu poderia ter em minhas mãos, que incluía pesquisa”, disse Parker, passando a citar o trabalho de Bluestone .
A doação de U$ 10 milhões visa ajudar o trabalho de Bluestone em modificar geneticamente as células para eliminar a diabetes tipo 1.
“O foco deste projeto é a auto-imunidade, mas muito especificamente num plano estratégico direcionado para a eliminação – você está hesitante em usar a palavra cura – mas em última análise, na esperança de curar diabetes tipo 1”, disse Parker.
Isto não é uma “doação típica filantrópica” disse Parker tanto por causa de seu tamanho quanto de sua escala. Ao invés de jogar dinheiro em uma grande fundação, Parker concentrou-se em capacitar o trabalho de Bluestone e seu laboratório. É tudo ainda um experimento, mas Parker disse que ele poderia continuar a financiar o projeto se ele ver sucesso em seus testes de eficácia.
Em junho, Parker doou US $ 600 milhões para estabelecer a Fundação Parker, que é de onde esta promessa vem. Parker já tinha doado US $ 4,5 milhões para a UCSF para a pesquisa da malária. Sua fundação não se limita apenas na medicina. Ele usou a sua fundação para investir em Código para a América enquanto o próprio Parker apoia grupos políticos como Fwd.US e suas causas. Forbes valoriza o patrimônio líquido de Parker em US $ 2,5 bilhões.
VACINAÇÃO CONTRA A DIABETES TIPO 1 PODE, EM BREVE, ESTAR DISPONÍVEL PARA CRIANÇAS PEQUENAS
A vacinação contra a diabetes tipo 1 em breve também estará disponível para as crianças: o Estudo Pre-POINTearly Vacinação vai envolver crianças com idades entre seis meses e dois anos de toda a Alemanha que tenha um parente de primeiro grau com diabetes tipo 1. No estudo Pre-POINT anterior uma resposta imunológica positiva foi desencadeada em crianças com idade entre dois e sete anos com a ajuda de insulina em pó. O estudo Pre-POINTearly de seguimento deverá agora testar se este efeito pode ser confirmado por dar às crianças muito jovens insulina oral, e se a diabetes tipo 1 pode ser impedida no longo prazo.
O estudo Vacinação Insulina é um excelente exemplo da cooperação entre as universidades e institutos de pesquisa. Os participantes do estudo são o Instituto de Pesquisas do Diabetes do Helmholtz Zentrum München, o Instituto Paul Langerhans Dresden na Technische Universität Dresden, o Centro Alemão de Pesquisas de Diabetes (DZD), da Universidade Técnica de Munique (TUM) e a Universidade Maximilians Ludwig de Munique (LMU).
O novo estudo Pre-POINTearly Vacinação vai tratar crianças com idades entre seis meses e dois anos que carregam um risco genético de desenvolver diabetes tipo 1 ou têm uma história familiar da doença, mas que ainda não desenvolveram uma resposta auto-imune. Como no estudo de Pre-POINT anterior, os participantes irão tomar insulina na forma de pó com a comida todos os dias durante doze meses. A dose diária vai ser aumentada gradualmente a partir de 7,5 mg a 67,5 mg. Exames médicos serão realizados em intervalos de três meses, a fim de monitorar a saúde geral dos participantes. No estudo anterior, a insulina oral demonstrou ser bem tolerada e seguro. Hipoglicemia ou outros efeitos adversos, tais como alergias não ocorreram.
Por que insulina oral como uma vacina?
Quando a insulina é administrada por via oral, ela é absorvida através das membranas mucosas da boca e dos intestinos, e é dividido em componentes menores durante o processo digestivo. É por isso que a insulina oral, – em contraste com a insulina, que é injetada – não tem qualquer influência sobre os níveis de açúcar no sangue. Em vez disso, age como uma vacina que treina o sistema imunológico. “A resposta auto-imune que provoca diabetes tipo 1 na infância é muitas vezes inicialmente dirigida à insulina”, explica o Prof. Anette-Gabriele Ziegler, diretor do Instituto de Pesquisas do Diabetes.
O objetivo deste estudo Pre-POINTearly é, por conseguinte, construir a tolerância imunológica à insulina e, assim, bloquear o processo auto-imune”. Espera-se que a insulina em forma de pó estimule o crescimento de células imunológicas protetoras e, assim, evite a destruição das células beta.
O grupo de trabalho liderado pelo Professor Joerg Hasford do Instituto de Informação Medica Information, Biometria e Epidemiologia na LMU de Munique é responsável pela metodologia, coordenação e avaliação de dados estatísticos dos estudos Pre-POINT e Pre-POINTearly.
Fonte:
https://www.helmholtz-muenchen.de/
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