É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
domingo, 3 de maio de 2015
1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina
Descoberta de que alta porcentagem de quem está com DIABETES tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
Praticar exercícios facilita controlar a glicemia (mesmo que você não perca peso!)
Pesquisa mostra que a prática de esportes e exercícios, independente da perda de peso, favorece uma série de parâmetros de saúde que ajudam a controlar o DIABETES.
Vale a pena suar: exercícios ajudam o corpo a controlar as variações de açúcar no sangue, indicam pesquisas.
Uma dica valiosa para quem está com DIABETES é “fazer exercícios”. Praticamente todos os profissionais da saúde e publicações especializadas no público diabético nos lembram constantemente da importância de nos mantermos ativos. A idéia é que, ao nos exercitarmos, ajudamos o corpo a PERDER PESO, e com isso conseguimos um melhor controle da glicemia.
Tudo isto é verdade. Mas praticar esportes e atividades físicas é muito bom para o corpo não apenas por causa da balança. Uma nova pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, capital dinamarquesa, mostra que quem se exercita consegue cuidar do DIABETES com muito mais facilidade, tendo perdido peso ou não.
POR QUE PRATICAR EXERCÍCIOS FAZ TÃO BEM?
Quando esforçamos a corpo durante atividades físicas, várias modificações saudáveis acontecem no organismo. É como se o corpo fosse “ativado” para funcionar melhor. No caso de quem convive com o DIABETES, uma destas modificações mais importantes é que os músculos passam a ser mais sensíveis à ação da insulina. Com isto, fica cada vez mais fácil manter taxas adequadas de açúcar no sangue.
Mas as vantagens para o organismo não param por aí. Para mostrar como os esportes ajudam a vida de todo mundo, uma equipe liderada pelo cientista Thomas Solomon analisou a saúde de mais de 300 pessoas antes e depois de entrarem em uma rotina de exercícios físicos.
Dados como a glicemia, porcentagem de hemoglobina glicada, altura e peso, níveis de colesterol e de sensibilidade à insulina foram comparados.
Não precisa pegar pesado todo dia: uma simples caminhada já ajuda o corpo a funcionar melhor.
A conclusão, publicada no periódico DIABETES Care, é inequívoca: manter o corpo ativo faz muito bem, independentemente da perda de peso.
Quem praticou exercícios mostrou glicemia de jejum menor, manteve um melhor controle das taxas de açúcar no sangue ao longo de todo o dia, teve taxas menores de hemoglobina glicada e, ainda por cima, mostrou sensibilidade aprimorada à insulina. Todos estes fatores tornam muito mais fácil o controle diário do DIABETES.
“Apesar da importância enorme do peso e do Índice de Massa Corporal [em quem está com DIABETES], nossos resultados são clinicamente significativos, pois mostram a relevância da boa condição cardiorrespiratória em relação às causas [por trás do diabetes]”, concluíram os pesquisadores.
Ou seja: mesmo se você está no peso correto, manter-se ativo é sempre um bônus para a saúde e, por si só, já ajuda em muito a convivência com o diabetes. Às vezes a solução dos nossos problemas de controle da glicemia não se encontra nas prateleiras das farmácias, mas está em colocar uma bermuda e um tênis de caminhada e sair pra rua!
Entenda tudo sobre a VACINA contra o diabetes tipo 1
Pesquisa publicada este mês abre o caminho para uma vacina contra o DIABETES tipo 1 no futuro. Entenda o que foi descoberto e como isto pode mudar nossas vidas.
Ezio Bonifácio – eis um nome que iremos ouvir bastante nos próximos anos. Professor de DIABETESno Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, Ezio e sua equipe publicaram uma descoberta incrível sobre uma possível maneira de prevenir o diabetes tipo 1 – o que gera esperanças de que uma vacina contra este tipo de DIABETES seja criada em breve.
A ORIGEM DO DIABETES TIPO 1
Para entender o impacto da descoberta, vale relembrar: o diabetes tipo 1 costuma aparecer cedo durante a vida, quando o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. Conforme elas são destruídas, menos insulina é feita; com isso, o açúcar dos alimentos vai se acumulando no sangue, levando ao diabetes. Por isso, quem está com diabetes tipo 1 precisa, necessariamente, injetar insulina todos os dias para viver bem.
Ninguém sabe ao certo por que, em algumas pessoas, acontece este “auto-ataque” do sistema imune contra as células que produzem insulina. Uma hipótese é que, em diabéticos tipo 1, o sistema de defesa não entrou em contato suficiente com a insulina durante os primeiros anos de vida. É como se os “soldados” que nos guardam contra infecções encontrassem a insulina pela primeira vez e achassem que ela era uma “intrusa”, que deve ser combatida.
COMBATENDO DO LADO CERTO
Como, então, convencer o sistema imune de que a insulina é uma parte “boa” do nosso corpo? Uma idéia é “apresentá-la” aos soldados nas quantidades adequadas, nos primeiros anos de vida, a fim de que eles se acostumem ao hormônio e não ataquem, no futuro, as células que o produzem.
A vacina “ensanaria” ao sistema de defesa do corpo que a insulina não é um “inimigo”
Foi exatamente isto que Ezio e sua equipe buscaram fazer. Eles recrutaram 25 crianças, de 2 a 7 anos e com alto risco de desenvolverem DIABETES tipo 1 (isto é, tinham histórico familiar de DM1 e possuíam genes que as predispunham à condição). Elas receberam, durante um período que variou de 3 a 18 meses, doses variáveis de insulina oral.
A insulina oral é um pózinho de insulina que pode ser misturado aos alimentos. Ele não é vendido normalmente para tratar o DIABETES porque a insulina, quando “engolida”, é destruída muito rapidamente pelo corpo – apenas 1% chega à corrente sangüínea. Por isso que as injeções ainda são a melhor opção.
Porém, uma vantagem da insulina em pó é que ela entra em contato com a mucosa da boca. E lá ela entrará em contato também com células do sistema imune.
RESULTADOS ANIMADORES = 1ª VACINA ANTI-DIABETES?
Se tudo der certo, as primeiras vacinas poderão estar prontas já na próxima década.
O estudo foi conduzido de 2009 a 2013, e só agora os resultados foram compilados. A descoberta dos cientistas é que as crianças que receberam as maiores doses de insulina oral mostraram, de fato, sinais de que o sistema imune já estava “reconhecendo” o hormônio, o que indica um caminho promissor na prevenção do ataque às células beta, produtoras da insulina.
“Dar insulina a crianças com alto risco genético de desenvolver DIABETES tipo 1 pode, na verdade, ter um efeito protetor, como se fosse uma vacina. Ou seja, a insulina estimula o sistema imune destas crianças de um jeito que as protege do diabetes tipo 1″, afirmou Ezio em um comunicado à imprensa.
A meta do grupo de pesquisas de Ezio, agora, é testar o método em um grupo maior de crianças. Os resultados deste estudo deverão estar prontos apenas em 2022. Enquanto isso, os pesquisadores testarão doses maiores de insulina oral.
De acordo com o cientista, caso o método venha a se transformar em uma vacina contra DM1, crianças com alto risco de desenvolver a doença começarão o tratamento com insulina oral aos 6 meses de idade, e continuarão recebendo as doses até os 2 ou 3 anos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Finalmente! Começa a ser vendida a insulina inalável
O fim das injeções? Farmácias dos EUA passam a vender hoje insulina Afrezza, de ação rápida e feita para ser “respirada”.
Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a insulina inalável. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – relembre aqui na matéria do Diabeticool – a insulina Afrezza finalmente poderá ser comprada nas farmácias e será a única versão inalável do hormônio à venda.
Desenvolvida pelas farmacêuticas Sanofi e MannKind Corp., a Afrezza é uma insulina de ação rápida indicada para controle da glicemia tanto no diabetes tipo 1 quanto no diabetes tipo 2.
Ela deverá ser usada pouco antes das refeições. A insulina é produzida em forma de pó, administrado através de um pequeno dispositivo, do tamanho de um apito (veja nas imagens).
Nos EUA, uma “dose” diária de 12 unidades da nova insulina está sendo comercializada por cerca de 7,5 dólares – ou aproximadamente 20 reais.
ATUALIZAÇÃO (04/02/2015): A Sanofi do Brasil informa que ainda não há data prevista de lançamento da Afrezza no país.
QUEM PODE – E QUEM NÃO PODE – USAR A INSULINA INALÁVEL
Em adultos acima de 18 anos, o uso da Afrezza é praticamente irrestrito.
Porém, de acordo com a farmacêutica, a nova insulina é contra-indicada a pessoas com doenças pulmonares crônicas, como a asma. Além disso, fumantes e ex-fumantes devem evitar o medicamento, uma vez que a capacidade pulmonar debilitada pode diminuir a eficiência do hormônio.
A Sanofi alerta, ainda, que de maneira alguma deve-se utilizar a Afrezza como substituto de insulinas de longa duração. A maneira correta de utilizá-la é como coadjuvante em uma plano abrangente de controle do diabetes, e que inclui mudanças na dieta e a prática de atividades físicas.
“Há uma necessidade palpável de insulinas que não necessitam injeções, e nossa empresa está determinada a criar esta nova opção de tratamento aos pacientes”, informou o vice-presidente da divisão de diabetes da Sanofi, Pierre Chancel.
A ECONOMIA DO DIABETES: AFREZZA É APOSTA PARA O LUCRO
A Afrezza é a maior esperança da Sanofi para lucrar no mercado do diabetes.
A farmacêutica fatura cerca de 18 bilhões de reais por ano com medicamentos para diabéticos, mas em 2014 a performance foi ruim a ponto de demitirem o principal executivo da divisão. Além disso, em 2015 vence a patente da insulina Lantus – a campeã de vendas da Sanofi e principal motivo dos lucros extraordinários da empresa.
Estima-se internamente que a insulina inalável chegue à marca de 182 milhões de dólares anuais em vendas em 2019. É um número modesto, em parte devido ao medo de rejeição do público por causa da má fama da insulina Exubera (ver a história no quadro abaixo).
Além da Afrezza, uma nova versão da Lantus, chamada Toujeo, também deve ser lançada em breve.
Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a insulina inalável. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – relembre aqui na matéria do Diabeticool – a insulina Afrezza finalmente poderá ser comprada nas farmácias e será a única versão inalável do hormônio à venda.
Desenvolvida pelas farmacêuticas Sanofi e MannKind Corp., a Afrezza é uma insulina de ação rápida indicada para controle da glicemia tanto no diabetes tipo 1 quanto no diabetes tipo 2.
Ela deverá ser usada pouco antes das refeições. A insulina é produzida em forma de pó, administrado através de um pequeno dispositivo, do tamanho de um apito (veja nas imagens).
Nos EUA, uma “dose” diária de 12 unidades da nova insulina está sendo comercializada por cerca de 7,5 dólares – ou aproximadamente 20 reais.
ATUALIZAÇÃO (04/02/2015): A Sanofi do Brasil informa que ainda não há data prevista de lançamento da Afrezza no país.
QUEM PODE – E QUEM NÃO PODE – USAR A INSULINA INALÁVEL
Em adultos acima de 18 anos, o uso da Afrezza é praticamente irrestrito.
Porém, de acordo com a farmacêutica, a nova insulina é contra-indicada a pessoas com doenças pulmonares crônicas, como a asma. Além disso, fumantes e ex-fumantes devem evitar o medicamento, uma vez que a capacidade pulmonar debilitada pode diminuir a eficiência do hormônio.
A Sanofi alerta, ainda, que de maneira alguma deve-se utilizar a Afrezza como substituto de insulinas de longa duração. A maneira correta de utilizá-la é como coadjuvante em uma plano abrangente de controle do diabetes, e que inclui mudanças na dieta e a prática de atividades físicas.
“Há uma necessidade palpável de insulinas que não necessitam injeções, e nossa empresa está determinada a criar esta nova opção de tratamento aos pacientes”, informou o vice-presidente da divisão de diabetes da Sanofi, Pierre Chancel.
A ECONOMIA DO DIABETES: AFREZZA É APOSTA PARA O LUCRO
A Afrezza é a maior esperança da Sanofi para lucrar no mercado do diabetes.
A farmacêutica fatura cerca de 18 bilhões de reais por ano com medicamentos para diabéticos, mas em 2014 a performance foi ruim a ponto de demitirem o principal executivo da divisão. Além disso, em 2015 vence a patente da insulina Lantus – a campeã de vendas da Sanofi e principal motivo dos lucros extraordinários da empresa.
Estima-se internamente que a insulina inalável chegue à marca de 182 milhões de dólares anuais em vendas em 2019. É um número modesto, em parte devido ao medo de rejeição do público por causa da má fama da insulina Exubera (ver a história no quadro abaixo).
Além da Afrezza, uma nova versão da Lantus, chamada Toujeo, também deve ser lançada em breve.
domingo, 26 de outubro de 2014
Chances de desenvolver diabetes podem ser definidas já no útero
Novo estudo mostra como o tipo de alimentação das gestantes influencia diretamente a saúde futura dos bebês.
Uma equipe de pesquisadores alemães mostrou evidências de como a alimentação das gestantes influencia diretamente o funcionamento do corpo de seus bebês. Segundo eles, o experimento traz uma possível nova explicação do porquê filhos de grávidas diabéticas ou obesas têm chances muito maiores de desenvolver diabetes no futuro.
Ninguém sabe ainda o motivo pelo qual estas crianças correm riscos maiores de ter diabetes. Será que filhos de mães obesas – e que portanto se alimentam de maneira inadequada – serão mal alimentados, ficarão acima do peso recomendável e, por isto, desenvolverão diabetes tipo 2? Será que a obesidade e/ou diabetes da mãe são genéticos – e serão passados “de herança” para as crianças? Todas estas são hipóteses que os cientistas atualmente investigam. A equipe alemã, porém, tem uma idéia diferente…
UMA NOVA HIPÓTESE
O novo trabalho científico, publicado no periódico especializado Diabetologia, afirma que doenças como o diabetes, a obesidade e a hipertensão podem ser causadas pela maneira errada com que o cérebro utiliza a insulina. Se existe uma resistência à insulina no órgão, as chances destas doenças ocorrerem é maior.
Assim, os cientistas resolveram medir a atividade cerebral de bebês ainda no útero (através de sons e um moderno encefalograma), de acordo com a dieta da mãe.
As gestantes que participaram do trabalho fizeram uma espécie de teste de tolerância à glicose, tomando uma solução cheia de açúcares. A glicemia delas foi medida logo após tomarem a bebida e também uma e duas horas depois. Ao mesmo tempo, a atividade do cérebro de seus filhos foi medida.
mae e criança diabetes A conclusão das medições foi clara: os bebês de mães que eram mais propensas ao diabetes (tinham maior resistência à insulina) tiveram tempo de resposta cerebral consideravelmente menor do que o padrão.
Segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que uma correlação direta entre o funcionamento do cérebro dos bebês e a alimentação materna é feita.
Eles explicam que aí pode estar uma possível nova explicação do porquê filhos de mães diabéticas têm maiores chances de desenvolver a doença: talvez o metabolismo da mãe “molde” de maneira errada a resposta do cérebro dos filhos à ação da insulina. Isto, por sua vez, aumentaria as chances de condições como o sobrepeso e o diabetes surgirem mais para a frente na vida.
“Esta descoberta é evidência de um efeito direto do metabolismo da mãe na atividade cerebral dos fetos e sugere que a resistência à insulina no sistema nervoso central pode ser programada durante o desenvolvimento fetal”,
sábado, 25 de outubro de 2014
Aprovado Transplante Revolucionário para Diabetes Tipo 1
EUA aprovam testes em humanos de revolucionário método de transplante que promete “curar virtualmente” quem está com diabetes tipo 1.
Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior – e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne
Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente – no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo “falho”, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético?
Muitas soluções foram propostas, incluindo “reprogramar” as células a serem transplantadas para que o sistema imune não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas.
A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema VC-01, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna cápsula protetora para defendê-las de ataques do sistema imune.
encaptra vc-01 diabetes
O sistema VC-01 significa “Virtual Cure”, ou “Cura Virtual”, e é produzido pela empresa de biotecnologia ViaCyte. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele “tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1″.
O sistema consiste em um aplique do tamanho de um band-aid e espessura de um cartão de crédito (foto no topo da página) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor.
Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, glicose e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea.
Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente.
Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar.
A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de hipoglicemias e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue.
A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson & Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte.
É hora de torcer para que tanta promessa – e tecnologia! – mostre-se também um sucesso na prática.
Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior – e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne
Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente – no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo “falho”, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético?
Muitas soluções foram propostas, incluindo “reprogramar” as células a serem transplantadas para que o sistema imune não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas.
A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema VC-01, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna cápsula protetora para defendê-las de ataques do sistema imune.
encaptra vc-01 diabetes
O sistema VC-01 significa “Virtual Cure”, ou “Cura Virtual”, e é produzido pela empresa de biotecnologia ViaCyte. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele “tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1″.
O sistema consiste em um aplique do tamanho de um band-aid e espessura de um cartão de crédito (foto no topo da página) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor.
Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, glicose e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea.
Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente.
Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar.
A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de hipoglicemias e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue.
A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson & Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte.
É hora de torcer para que tanta promessa – e tecnologia! – mostre-se também um sucesso na prática.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
DEPOIMENTO!
Me chamo Andrielly Scavello tenho 27 anos, me formei em enfermagem e meu primeiro contato sobre a DM1 foi exatamente na faculdade,estudando através de livros e pesquisas fui adquirindo conhecimentos com a profissão para ajudar meus pacientes.
Por alguns anos sempre sentia alguns sintomas que por muitas vezes passaram-se despercebidos por mim,pelo fato de viver uma rotina de estudos e muito trabalho,que faziam com que eu não me cuidasse,não praticasse exercícios e até mesmo não fizesse um check-up ,que era o mais importante.Irônico isso, por que estudava enfermagem na época e trabalhava numa clinica médica e não me cuidava em nada,só nos últimos casos... Como dizia minha avó"Casa de ferreiro,espeto de pau”.
Então aqueles sintomas que eram despercebidos começaram a ter uma grande intensidade no ponto máximo, fui sozinha ao medico e fiz uma bateria de exames.
No primeiro momento diagnóstico inicial de “pré diabetes” (me encontrava em plena lua de mel) ,tomava alguns comprimidos durante o dia e comecei a reeducar minha alimentação. Confesso que foi a pior parte.Reeducação parecia um obstáculo tão grande que sentia até crises de desconforto por não comer tantos doces como antes,comecei a cortar tudo isso optando por atividade física e alimentação orgânica e saudável. Fiquei por muito tempo assim,aprendendo algumas receitas e fazendo algumas substituições.
Depois que acabou a doce lua de mel,comecei a passar bem mal de verdade,não conseguia segurar um copo,não tinha forças só chorava...Meu médico havia viajado para o exterior e eu não sabia o que fazer, não tinha insulina para tomar por que ele só me deu comprimidos, fiquei com as glicemias por dias e dias na faixa de 400/500 mg/dl, neste meio tempo minha avó estava debilitada á beira da morte, foi tudo ao mesmo tempo, entrei em cetoacidose diabética e parei na emergência. Não conseguia andar,muito tonta e super desidratada,senti aquela sensação de morte vindo em minha direção...
Não conseguia me mexer por que não tinha forças,chegando na emergência acabei desmaiando e perdendo meus sentidos. Fiquei por 2 dias me recuperando em um leito que era vizinho ao da minha avó que estava entre a vida e a morte. Quando acordei senti um novo ânimo pois havia tomado insulina e soro.
O medico chegou de viagem e me receitou a lantus e apidra comecei a usar e fazer contagem de carboidrato,fator de correção e etc...Comecei a fazer terapia para a aceitação da nova vida,confesso que isso me ajudou muito.
Entrei na academia e conversando com o nutricionista resolvemos manter uma dieta protéica que pra nós DM1 é muito boa (caso não haja problemas renais).Fui praticando minha academia e cuidando da alimentação. Apesar de ter insulina e saber contar carboidratos evito comer besteiras, como eventualmente pois ninguém é de ferro , mas de forma moderada e aos fins de semana.
Não sou perfeita em meus controles, tenho altos e baixos, porém me esforço para ter boas glicemias. Acho que o tratamento DM é basicamente 50% do paciente e 50% do medico. Se dedicando, dialogando com o médico e fazendo sua parte conseguimos bons resultados. Sou prova disso!
Falando de tratamento, vou ressaltar minha mais nova experiência com o DM, quem sabe pode ajudá-los...
Sempre mantive minha glicada em 6,6% e em pouco tempo ela foi pra 7,8%, aquilo me assustou, nos últimos meses me sentia cansada, fraca e sem ânimo para treinar. Eu e meu endocrino conversamos muito, precisávamos descobrir o por que do aumento da glicada já que tenho uma alimentação regrada, me exercito, tomo as insulinas e conto CHO assiduamente.
Acompanhem os tópicos:
- Uso caneta de insulina, aliás estava com a mesma há 8 meses, não sabia que precisava trocá-la a cada 4 meses, descobri que com o tempo de uso, a mesma vai perdendo a exatidão nas dosagens e isso me aconteceu, não recebia a dosagem adequada de insulina. Porém, até entendermos que o problema estava na caneta, fomos revendo todo o meu tratamento. Parece bobeira, mas isso resultou numa bela subida na glicada. Neste período pensamos entrar com a bomba de insulina para me ajudar no controle, porém achei melhor esgotar todas as possibilidades antes de entrar com a bomba, queria entender o que estava havendo com o meu corpo.
- Ajustamos a basal, percebemos que no período da tarde eu não tinha um bom controle glicêmico, já que neste período tinha uma resistência grande á a insulina. Foi ai que ele resolveu fracioná-la o que resultou em boas glicemia e um controle ótimo. Para descobrirmos isso com exatidão, apelei para um novo tratamento utilizado para medir glicemias a cada minuto o “guardian” se trata de um sensor que é colocado sobre a pele através de uma pequena agulha que estipula com gráficos as glicemias ,através dele podemos ver qual o horário que a glicose precisa de ajustes.Foi ai que meu medico conseguiu melhorar meu tratamento fracionando a lantus no horário da tarde, já que o "guardian" apontou que era neste período que eu tinha maior número de hiper.
-Continuei me exercitando, contando CHO assiduamente e ingerindo muito liquido.
Me considero uma pessoa feliz,aprendi muito,superei meus limites e vou cencendo o preconceito que a sociedade impõe. Sou muito agradecida a Deus e a minha família pelo apoio recebido, isso tem sido muito importante.
Agora quero deixar um recado para você que está lendo meu depoimento:
Não desanime se sua glicada está alta ou se hoje você não teve um controle no padrão,saiba que não somos de ferro...Mas faça vale a pena cada minuto da sua vida,se cuide,faça as coisas certinhas,procure fazer o bem sempre e leve com vc essa experiência de ser diabético como algo positivo, tente tirar algo bom... Apesar de as vezes ter vontade jogar tudo para o alto,pense nas pessoas que te amam e te admiram por vc ser guerreiro e vitorioso.
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