quinta-feira, 20 de março de 2014

Terapia Genética Cura Diabete em Roedores

LONDRES (Reuters) - Cientistas afirmaram na quarta-feira que usaram um novo tipo de terapia genética para curar a diabete em camundongos e ratos que pode abrir caminho para novos tratamentos para milhões de pessoas com a doença. A diabete é uma doença crônica que tem início na infância ou na vida adulta. Diabéticos produzem pouca ou não produzem insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Estes pacientes devem seguir uma dieta estrita ou receber injeções intravenosas do hormônio para controlar a doença. Agora, pesquisadores da Universidade Yonsei, na Coréia do Sul, e da Universidade de Calgary, no Canadá, desenvolveram uma técnica para transferir um gene humano alterado de insulina em camundongos e ratos sofrendo de diabete do tipo 1. "Esta nova terapia genética pode ter um potencial valor terapêutico para a cura de diabete auto-imune em humanos", afirmaram Ji-Won Yoon, da Universidade de Calgary e sua equipe em um estudo publicado na revista Nature. Pessoas com diabete do tipo 1 não produzem insulina pois seu organismo destrói as células beta secretoras de insulina do pâncreas. Os cientistas transferiram o gene alterado de insulina nos roedores diabéticos através de um vírus modificado injetado nos animais. Após os roedores serem tratados, o gene alterado manteve os níveis de açúcar no sangue normais durante o período de oito meses do estudo. Os resultados do estudo são encorajadores, mas Jerrold Olefsky, da Universidade da Califórnia, em San Diego, disse que existe uma grande diferença entre tratar animais e seres humanos. "Roedores são bastante diferentes de humanos em relação à manutenção dos níveis de glicose (açúcar) e estender estes resultados à fisiologia humana pode ser um desafio", disse Olefsky em comentário na revista Nature.

Diabéticos Precisam Melhorar Higiene Bucal, Afirma Estudo

NOVA YORK (Reuters Health) - Os diabéticos são mais propensos a desenvolver problemas nos dentes e doenças nas gengivas e, mesmo assim, poucos pacientes estão alerta para os riscos, conforme os resultados de uma recente pesquisa. Muitos pacientes com diabete tipo 1, dependentes de insulina, não seguem as recomendações para prevenir complicações dentárias -- perda de dentes, gengivite e infecções -, relataram os pesquisadores na edição de setembro da revista da Associação Dental Americana. "Os pacientes com diabete parecem não ter informação suficiente sobre as complicações de saúde geradas pela doença", conforme a equipe de Paul A. Moore, da Escola de Medicina Dental da Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia. "Os resultados da pesquisa não indicaram melhoras no comportamento preventivo entre diabéticos", em comparação aos não diabéticos, acrescentam os pesquisadores. De acordo com os autores, a doença da gengiva e a perda de dentes também comprometem a manutenção de uma dieta saudável e a estabilidade do açúcar no sangue, fundamental no tratamento de diabéticos. Os pesquisadores perguntaram a 390 adultos com diabete tipo 1 sobre suas atitudes e práticas de saúde oral e compararam as respostas com as de 202 pessoas sem a doença. Aproximadamente 45 por cento dos pacientes com diabete desenvolveram complicações médicas sérias. As taxas de fumo e os hábitos de higiene bucal registrados, como escovar os dentes e usar fio dental, foram semelhantes entre pessoas com ou sem diabete. Os diabéticos citaram mais frequentemente os custos como uma razão para evitar exames odontológicos regulares. Enquanto a maioria dos diabéticos acreditava que seus dentistas tinham conhecimento sobre o distúrbio, poucos sabiam que a doença afetava a saúde oral ou que deveriam ter assistência odontológica regular. "Os dentistas têm oportunidade e responsabilidade de promover bons hábitos de saúde oral, como exames odontológicos regulares, higiene oral apropriada e orientação para abandonar o fumo, que podem afetar significativamente a saúde bucal dos diabéticos", concluíram Moore e seus colegas. As pessoas com diabete juvenil ou diabete tipo 1 são normalmente diagnosticadas antes dos 21 anos de idade. Esses pacientes não produzem insulina suficiente, hormônio que regula o metabolismo da glicose (açúcar).

Insulina Oral Para Diabéticos Ainda Depende de Estudos

LONDRES (Reuters) - Tomar insulina oral não retarda a destruição de células secretoras de insulina nos diabéticos. O resultado da pesquisa realizada no Serviço de Endocrinologia em Nantes, França, foi publicado na última edição do jornal médico Lancet. A diabete insulino-dependente, mais freqüente em crianças, é usualmente associada à falência rápida das células secretoras de insulina. A diabetes é uma síndrome séria e incurável caracterizada pela inabilidade de controlar a quantidade de açúcar no sangue. Atualmente é tratada com injeções de insulina enquanto os pesquisadores tentam desenvolver uma alternativa oral mais confortável. Conforme relatório publicado no Lancet, as experiências têm mostrado que a insulina administrada oralmente pode prevenir a destruição das células secretoras de insulina em ratos diabéticos. Lucy Chaillous e seus colegas de Nantes investigaram se insulina humana administrada oralmente poderia proteger células secretoras de insulina em pessoas dependentes de insulina - ou diabetes tipo 1. "Nas doses usadas nestes testes, a administração oral de insulina iniciada nos episódios clínicos da diabetes tipo 1 não preveniu a deterioração das funções das células-B (secretoras de insulina)", relataram os pesquisadores no Lancet. O estudo observou 131 diabéticos entre sete e 40 anos de idade diagnosticados como diabete insulino-dependente não mais que duas semanas antes do início dos testes. Conforme os pesquisadores, a insulina oral pode não ter tido um efeito positivo porque não foi usada em doses adequadas e também pode ter sido destruída pelo ácido estomacal, já que a cobertura protetora de gelatina pode não ter sido suficiente para que chegasse ao intestino. Chaillous disse que são necessárias mais pesquisas sobre dosagem, mecanismos de distribuição no organismo e possibilidade de combinar insulina com outras substâncias para combater a destruição das células secretoras de insulina. Em um artigo que acompanha o estudo, Edwin Gale, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, questionou se estudar diabéticos diagnosticados recentemente era aceitável, já que eram dependentes de injeções de insulina, o que complicou o experimento. Ele informou que foi bastante difícil calcular as doses necessárias de insulina. "É uma área muito difícil de investigar. Entretanto, o conceito é muito bom para ser abandonado. No momento, pode parecer que estamos atirando no escuro mas amanhã, quem sabe, existirão balas mágicas", escreveu Gale. Várias empresas trabalham para desenvolver uma forma de administração oral da insulina, normalmente destruída no estômago, para evitar as injeções que os diabéticos têm que se auto-administrar, disse à Reuters o porta voz da UK Diabetes. Até agora, a European Medicines Evaluation Agency (Agência Européia para Avaliação de Medicamentos) e a FDA, agência norte-americana para controle de drogas e alimentos, aprovaram apenas a forma injetável da insulina.

terça-feira, 18 de março de 2014

Cientistas mais perto da cura para a diabetes

CALIFÓRNIA Cientistas norte-americanos conseguiram transformar células de pele normais em células pancreáticas produtoras de insulina, o que potencialmente abre a porta a uma cura para a diabtes. Investigadores da Universidade da Califórnia reprogamaram células de pele, denominadas fibroblastos, retiradas de ratos e fizeram com que estas produzissem insulina, tal como as células do pâncreas, noticia a Press Association (PA). Depois, as células foram injectadas em ratos cuja genética foi alterada para que imitassem os sintomas da diabetes. O resultado não poderia ser melhor. Uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue dos animais voltaram ao normal. E dois meses depois de as células serem introduzidas nos ratos, estes conseguiram fabricar novas células produtoras de insulina. Assim que as células lhes foram retiradas, um pico de açúcar no sangue comprovou a relação direta. A investigação pode revolucionar o tratamento da diabetes de Tipo 1, onde o sistema imunológico do doente destrói as células produtoras de insulina, o que obrigada a injeções administradas diariamente. Sheng Ding, professor do Instituto Gladstone e da Universidade da Califórnia, disse à PA que “o poder da medicina regenerativa é que pode potencialmente fornecer uma fonte ilimitada de células produtoras de insulina funcionais que podem então ser transplantadas para o paciente”. 0

Cachorros podem ajudar os diabéticos em momentos de crise

Animais passam por treino intensivo e são capazes de farejar crises de hipoglicemia em seus donos portadores de diabete.
Após adestramento, cães conseguiram acusar casos de queda acentuada dos níveis de glicose em pessoas com diabete tipo 1. É o que mostrou um experimento da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Os médicos entrevistaram diabéticos que passaram a contar com o auxílio de cachorros treinados para detectar essas crises. Os voluntários relataram menos episódios de inconsciência e mais autonomia depois da chegada das mascotes. "O terror dessas pessoas é a hipoglicemia noturna. Os índices de glicose baixam e o indivíduo não percebe", conta o endocrinologista Balduino Tschiedel, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. Hoje existe um sensor de glicose subcutânea, mas o equipamento é caro e sujeito a falhas. "Ter um cão treinado por perto traria, portanto, mais segurança", opina Tschiedel. Focinho alerta O adestramento poderia ser feito com qualquer raça e leva em média dois anos. Veja como o cão age para identificar a crise. 1. Quando o nível de açúcar no sangue cai, o organismo libera hormônios que fazem suar. 2. Misturado às bactérias presentes na pele, o suor produz um odor, reconhecido pelos animais. 3. No caso de a glicose disparar, o hálito do diabético fica com cheiro de maçã madura. 4. Ao identificar essas variações, os cães treinados latem e pulam, até que se tome uma providência.

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...