domingo, 16 de agosto de 2015

Descoberta enzima que pode ser a chave para ajudar a cicatrização de feridas em diabéticos e idosos

O bloqueio de uma enzima fundamental que produz o hormônio do estresse cortisol pode levar a uma melhor cicatrização. Isso seria benéfico para pacientes com úlceras associadas ao diabetes, pacientes idosos que se submetem à cirurgia, ou àqueles tratados por queimaduras, o que ajudaria a prevenir uma infecção e, em alguns casos, a amputação, de acordo com nova pesquisa da Universidade de Birmingham. Os pesquisadores descobriram que a cicatrização de feridas melhoraram significativamente quando uma enzima chamada 11β-hydroxysteroid gene desidrogenase tipo 1 (11β-HSD1) foi excluída ou inibidores que bloqueiam a ação desta enzima foram usados para acelerar a cicatrização de feridas. A má cicatrização das úlceras é uma das principais complicações do diabetes, e pode levar a uma infecção ou até mesmo a amputação da área afetada. Nossa pesquisa demonstrando uma melhor cicatrização da ferida sugere que esta carga pode ser bastante reduzida. Os resultados publicados no Journal of Clinical Investigation, demonstra que a pele humana envelhecida, bem como aquelas mais expostas à luz solar estão associadas com níveis mais altos de atividade 11β-HSD1 em comparação com a pele mais jovem. 11β-HSD1 gera cortisol, o hormônio esteroide que é conhecido por afetar a integridade da pele. O cortisol tem um efeito negativo sobre o colágeno, que é importante para a elasticidade da pele e a capacidade de curar feridas. 11β-HSD1 mediadas de cortisol em excesso resulta em uma rede de colágeno escasso e uma “pele de aparência envelhecida”. Mas, excluindo o gene 11βHSD1 de um grupo de ratos de laboratório, os pesquisadores descobriram que o envelhecimento da pele foi prevenida; mesmo os ratos mais velhos mantiveram a qualidade da pele semelhante aos jovens colegas. A cicatrização de feridas nestes ratinhos foi significativamente acelerada (até 50%) em comparação com ratos que ainda tinham o gene. Também importante e de considerável potencial translacional, resultado semelhante foi observado para os ratos tratados com um inibidor da 11β-HSD1. Isto conduz à possibilidade de utilizar um inibidor 11βHSD1 tópico para combater a deficiência de pele relacionada com a idade, ou mesmo auxiliar o processo de cicatrização de feridas em pacientes com úlceras associadas diabetes. O professor Paul Stewart (Conselho Europeu de Investigação Avançada Senior Fellow) e Dr Gareth Lavery (BBSRC David Phillips Fellow) da Universidade de Birmingham, disseram: “a difícil cicatrização de feridas é um fardo enorme para os pacientes com diabetes, assim como algumas pessoas com úlceras que cicatrizam mal. Nossas descobertas ligando a má qualidade da pele – semelhante ao da pele envelhecida – com o gene 11β-HSD1, levanta a possibilidade emocionante de que esses pacientes possam se beneficiar de inibidores da 11β-HSD1. ”   http://www.healthcanal.com/

Português inventa gel para tratar feridas crônicas de diabetes

da Universidade de Coimbra, acaba de patentear um gel criado através de células estaminais do sangue do cordão umbilical que trata de forma mais eficaz as feridas crónicas, com principal destaque para os doentes diabéticos. Em parceria com a empresa Crioestaminal, o cientista, de 41 anos, começou a desenvolver esta tecnologia em 2009 com uma equipa de seis elementos no Centro de Neurociências e Biologia Celular, no Biocant Park, parque de Biotecnologia de Cantanhede. O problema das feridas crónicas afeta cerca de 150 mil doentes diabéticos em Portugal. A grande dificuldade dos diabéticos no tratamento destas feridas é sua a difícil cicatrização, calculando-se que 15% destes doentes tenham ulcerações no pé que não cicatrizam. � Em entrevista ao jornal Ciência Hoje, o investigador explica que o gel resulta da combinação de três componentes que representam uma resposta mais eficaz para o tratamento de feridas crónicas. “A novidade é a conjugação de três componentes: a utilização de células estaminais que são isoladas do sangue do cordão umbilical, combinadas com células dos vasos sanguíneos que são elas próprias derivadas de células estaminais e um gel de biomimético, isto é, um gel produzido por componentes encontrados no sangue”, diz o investigador português. Contudo, Lino Ferreira refere que, apesar do foco principal deste gel ser o tratamento de feridas crónicas, o gel também pode ser usado para outras patologias como o “tratamento de doenças isquémicas [falta de suprimento sanguíneo a determinado tecido] em geral”. A próxima fase do estudo passa por fazer ensaios clínicos em humanos ainda este ano. A equipa já está à procura de parceiros e financiadores, numa fase que se estima que vá demorar dois a três anos. Este cientista português já conta com 14 patentes registadas no panorama internacional. Sete das patentes inscritas foram comercializadas por empresas americanas, europeias e nacionais. http://www.boasnoticias.pt/

Pai inventa ‘Pâncreas Biônico’ para ajudar filho com Diabetes

Um alarme soa no meio da noite na mesa de cabeceira de Ed Damiano. Ele salta ligeiro da cama e corre para o quarto de seu filho ao lado. Seu filho, David, tem diabetes tipo 1. Com 15 anos de idade, ele dorme ligado a um monitor que soa um alarme quando o seu açúcar no sangue fica muito baixo. Se o seu nível de glicose cair drasticamente, David pode até morrer durante o seu sono. Ao chegar, quando toca a mão de David, ele está quente. Ele está bem, diz Damiano e completa: “Esse é o momento de alívio”. O pai tem feito isso noite após noite desde que seu filho foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 11 meses de idade. Mas Damiano fez mais do que o monitoramento noturno para tentar proteger o filho. Sendo professor associado de engenharia biomédica na Universidade de Boston, ele mudou o foco de sua carreira para desenvolver uma melhor maneira de cuidar de pessoas com diabetes tipo 1. “É intimidante quando você começa a considerar a lista de coisas que influenciam na variação do nível de açúcar no sangue”, diz ele. “As emoções, atividade física, se você está saudável. Você não pode ter tudo em conta e equilibrar todas essas coisas. Às vezes você acerta, mas muitas vezes você erra”. Damiano desenvolveu um sistema que ele chama de um “pâncreas biônico”, projetado para ajudar as pessoas com diabetes tipo 1 a gerir melhor o seu nível de açúcar no sangue. Ele está correndo para obter aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) antes que seu filho saia de casa para morar sozinho na faculdade daqui a três anos. Em testes com 52 adolescentes e adultos, o aparelho fez um trabalho melhor de controle da glicemia do que eles fariam normalmente por conta própria. Os resultados foram relatados domingo em uma reunião da American Diabetes Association, em São Francisco, e também publicado no New England Journal of Medicine. No momento, o sistema de Damiano é basicamente um aplicativo sofisticado que funciona em um iPhone. O iPhone fica conectado sem fio a um tipo de monitor de açúcar no sangue que muitas pessoas com diabetes utilizam em seus abdomens. O aplicativo analisa os dados do monitor e envia sinais sem fios para duas bombas que são semelhantes aos dispositivos que muitos pacientes com diabetes utilizam. Neste caso, uma bomba contém insulina e a outra contém glucagon, um hormônio diferente que aumenta o açúcar no sangue quando seu nível fica muito baixo. “O pâncreas biônico é um dispositivo que cuida automaticamente de seu açúcar no sangue 24 horas por dia durante os 7 dias da semana”, diz Damiano. “É um dispositivo que acaba te conhecendo”. Ele não é o único a trabalhar em algo assim. Vários grupos nos Estados Unidos e em outros países estão testando sistemas similares. Mas o sistema de Damiano é um dos mais avançados. Por exemplo, é um dos poucos que usa tanto a insulina quanto o glucagon. Especialistas em diabetes do National Institutes of Health e da Fundação de Pesquisa do Diabetes Juvenil, os quais forneceram o financiamento para a pesquisa de Damiano, dizem que seu sistema é promissor. Mas ainda não está claro qual abordagem irá funcionar melhor, dizem. O de Damiano poderia, por exemplo, vir a ser muito complicado. “Porque é mais complexo, usando uma bomba para cada hormônio, pode também torná-lo mais difícil para as pessoas usá-lo se houver uma falha do sistema”, diz Guillermo Arreaza-Rubin, diretor de programa no Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais. Na pior das hipóteses, alguém poderia morrer de hipoglicemia severa se o dispositivo falhar. Com base nos resultados da última rodada, ficou aprovado lançar uma nova rodada de testes. Dezenas de voluntários adultos e adolescentes vão usar o sistema por conta própria por 11 dias. Os primeiros voluntários começam a usar já nesta segunda-feira. “Essa coisa vai tirar as preocupações sobre o meu nível de glicose no sangue”, diz Ariana Koster, 24, um dos voluntários. Koster tem sofrido com a diabetes desde que tinha 11 anos. Durante um teste recente para o novo estudo, Koster fez uso do sistema durante três dias. Pela primeira vez em anos, diz, ela não ficou obcecada à respeito de seu nível de açúcar no sangue. Ela até comeu sorrateiramente um cookie no meio de uma noite, e se entregava à sua comida favorita: pad thai. “Eu já posso ver o quão incrível ele é”, disse Koster. Não há ainda empresas envolvidas no desenvolvimento do dispositivo. Damiano espera ganhar a aprovação do FDA antes que seu filho David venha a passar a primeira noite sozinho em seu quarto na faculdade daqui a 3 anos. De sua parte, David está confiante que o pâncreas biônico de seu pai esteja pronto a tempo. “Toda a minha vida eu soube disto – eu tenho a certeza que o meu pai irá criar este pâncreas biônico até eu ir para a faculdade”, diz David. “Estou confiante nele. Ele trabalha arduamente”. http://www.wbur.org/

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A vilã do diabetes: hipoglicemia noturna

O quadro de hipoglicemia se caracteriza pelo baixo nível de açúcar (glicose) no sangue e é uma das principais complicações para quem sofre com o diabetes, doença que atinge 11,6 milhões de brasileiros adultos, segundo aSociedade Brasileira de Diabetes. A hipoglicemia pode acometer qualquer pessoa, porém os portadores de diabetes são mais vulneráveis por conta da disfunção na produção da insulina. “Para controlar esse sintoma, alguns hábitos podem ser revistos para que o paciente controle os níveis de açúcar no sangue e, assim, evite a hipoglicemia”, comenta Dra. Priscilla Mattar, endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk no Brasil. Entre eles, evitar o jejum, respeitando os horários corretos das refeições, não praticar atividades físicas sem ter se alimentado, seguir corretamente as doses de insulinas ou medicamentos orais e evitar consumo de álcool. “A hipoglicemia noturna é a vilã de quem tem diabetes. O quadro, que assusta pacientes e quem convive com eles, pode ser fatal caso a glicose não seja reposta imediatamente”, complementa a Dra. Priscilla. Para evitar o problema, além do controle dos níveis de açúcar no sangue, é possível contar com medicamentos. “A degludeca é uma insulina de ultralonga duração, que proporciona até 42 horas de cobertura¹, e reduz em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabetes tipo 1² e em 43% nos diabéticos tipo 2³”, completa. Além de mais tempo de ação, esse cuidado dá mais segurança para o paciente e para a pessoa que convive com ela. “Hoje muitas pessoas que têm diabetes não dormem fora de casa ou viajam sozinhas por receio caso tenham algum episódio de hipoglicemia grave durante a noite.  A redução dos episódios de hipoglicemia traz mais segurança e confiança ao paciente”, finaliza a médica. Por isso, importante ficar atento aos sinais de hipoglicemia, como sensação de tremores, fraqueza, fome, suor frio, nervosismo e/ou sonolência, confusão mental, agressividade ou desmaio. Seguindo todos esses cuidados e sinais de atenção, é possível conviver com a doença e ter o tratamento adequado. Sobre o diabetes O diabetes ocorre quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina ou a produz de forma insuficiente, ou ainda quando há alteração da ação desta insulina no organismo. Estas alterações na produção ou ação da insulina causam aumento da glicemia (açúcar no sangue). A insulina é essencial para o bom funcionamento do organismo, já que é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida na alimentação) para dentro da célula, servindo como fonte de energia.

sábado, 1 de agosto de 2015

Progresso promissor para novo tratamento da diabetes tipo 1

Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala mostra o progresso promissor no uso da citocina anti-inflamatória para o tratamento da diabetes tipo 1. O estudo, publicado na revista de acesso aberto Scientific Reports (Nature Publishing Group), revela que a administração de interleucina-35 (a proteína produzida por células do sistema imunológico) a ratos com diabetes tipo 1, inverte ou cura a doença, mantendo o nível de sua glicose sanguínea normal e o nível de tolerância imunológica. O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, que leva a uma dependência de injeções diárias de insulina ao longo da vida. Na Suécia, cerca de 2 novos casos da doença são diagnosticados a cada dia. A insulina é um hormônio que é produzido pelas células beta do pâncreas. A insulina é necessária para evitar um aumento prejudicial no nivel de glicose no sangue. A causa exata da DM1 ainda não é conhecida, no entanto, considera-se como uma doença auto-imune. Uma condição que ocorre quando nosso sistema imunológico ataca por engano e destrói as células saudáveis. Em DM1, uma infecção e / ou fatores desconhecidos provavelmente desencadeiam o ataque das células imunológicas, o que acaba por conduzir a uma produção insuficiente de insulina. No novo estudo, o Dr. Kailash Singh, um estudante de PhD em um grupo de pesquisa do professor Stellan Sandler no Departamento de Biologia Celular Medical na Universidade de Uppsala, estudou as chamadas ações imunes das células T reguladoras em modelos de camundongos DM1. O estudo mostra que as células T reguladoras imunes alteram a sua função através da produção de proteínas pró-inflamatórias destrutivas em vez de proteínas anti-inflamatórias de proteção, tais como a interleucina-35 (IL-35) sob condições de DM1. “Isto sugere que os ‘mocinhos’ colaboram para o início do desenvolvimento de diabetes tipo 1 e, portanto, nossas células do sistema imunológico destroem a célula beta”, diz o Dr. Kailash Singh. Além disso, a concentração de IL-35 foi mais baixa em doentes DM1 em comparação com indivíduos saudáveis. Estes resultados podem sugerir que a IL-35 poderia desempenhar um papel crucial na DM1 humano. Além disso, os pesquisadores descobriram um novo mecanismo que explica como as células T reguladoras do sistema imunológico estão mudando seu destino sob uma condição DM1. Equipe de pesquisa do professor Sandler testou se o IL-35 ou não também poderia suprimir o desenvolvimento de DM1 e reverter o DM1 já estabelecido. Para induzir DM1 em camundongos eles injetaram um composto químico chamado estreptozotocina. Esses camundongos desenvolveram sinais de TID e níveis de aumento de glicose no sangue semelhantes aos do DM1 humano. IL-35 foi aplicada através de injeções após a indução da doença impedindo o desenvolvimento de DM1. Surpreendentemente, as injeções de IL-35 em ratos, e que eram diabéticos durante dois dias consecutivos, tiveram suas concentrações de glicose no sangue normalizadas. A equipe de pesquisa também estudou com êxito o IL-35 em um outro modelo de DM1 chamado rato diabéticos não obesos (NOD). A interrupção da IL-35 no tratamento não resultou no retorno de diabetes em qualquer um dos modelos de ratinho. As descobertas incentivaram a investigação sobre a utilização de IL-35 para o tratamento de DM1 e oferece novas pistas sobre por que as células T reguladoras do sistema imunológico falham na luta contra a DM1. “Até onde sabemos, nós somos os primeiros a mostrar que a IL-35 pode reverter a diabetes tipo 1 estabelecida em dois modelos diferentes de rato e que a concentração da citocina em particular é menor em pacientes com diabetes tipo 1 do que em indivíduos saudáveis. Também estamos oferecendo uma visão sobre um novo mecanismo: como as células T imunológicas reguladoras mudam seu destino em condições auto-imunes”, diz o Dr. Kailash Singh.   A pesquisa foi liderada pelo professor Stellan Sandler, Dr. Kailash Singh e Dr. Lina Thorvaldson em colaboração com o Professor Per-Ola Carlsson e Dr. Daniel Espes no Departamento de Biologia Celular de Medicina da Universidade de Uppsala, na Suécia. Publicação: Singh, K. et ai. Interleucina-35 administração neutraliza estabelecido murino diabetes tipo1 -. Eventual envolvimento de células T reguladoras Sci. Rep. 5, 12633; DOI: 10.1038 / srep12633 (2015).  

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Animais de Estimação: uma ajuda a mais no controle da glicemia

Pesquisa mostra que adolescentes com diabetes controlam melhor a glicemia (e têm até valores menores de hemoglobina glicada!) quando cuidam de animais de estimação. adolescência é um dos períodos mais complicados da vida. Hormônios, desejos, experiências e responsabilidades competem na mente do jovem pela formação do novo adulto. Este caminho é repleto de percalços e chateações – tanto para o adolescente quanto para seus pais, que enfrentam crises terríveis de humor e têm de aprender a lidar com a “nova versão” dos filhos! Se os adolescentes já são notoriamente conhecidos pela rebeldia, o que dizer de jovens que passam pela adolescência juntamente com o diabetes? Isto é, como fica a rebeldia natural da idade em vista de uma condição de saúde que exige cuidados diários e muito autocontrole. No geral, jovens costumam cuidar mal do diabetes. Não medem a glicemia tantas vezes quanto deveriam, prestam menos atenção ao que comem e chegam até a esquecer de aplicar insulina nos momentos certos. Isto está relacionado à vontade de ser independente, livre, inclusive em relação à doença. Porém, não dá para escapar: é preciso tratar, gostando ou não, do diabetes diariamente. Como convencer os jovens a fazer isto? Como fazê-los entender a importância de cuidar bem da saúde? Uma resposta pode estar dentro de um aquário… Pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que cuidar de um bichinho de estimação – no caso do experimento, um peixe beta – ajuda os jovens a diminuir a glicemia, aumentar o número de medições e até mesmo a conseguir valores melhores de hemoglobina glicada.   UMA BOA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR OS CUIDADOS DOS JOVENS COM A SAÚDE “Adolescentes são um dos grupos de pacientes mais difíceis de tratar, principalmente por causa dos vários fatores psicossociais associados a esta fase da vida”, contou a doutora Olga Gupta, co-autora do estudo e professora de Medicina e Pediatria na UT Southwestern. “Nós aprendemos que instruir as famílias a associar cuidados com um peixinho aos cuidados com a saúde do diabético pode melhorar significativamente os níveis de hemoglobina glicada”, disse Olga. O estudo foi publicado no periódico científico Diabetes Educator.   O estudo acompanhou 28 jovens com diabetes tipo 1, de idades entre 10 e 17 anos, durante 03 meses. Todos receberam um peixinho beta e um pequeno aquário. A indicação era manter o aquário, de preferência, no quarto do jovem (para estimular o contato). O adolescente tinha de alimentar o animal de manhã e à tarde; toda vez que desse comida, deveria, também, medir a própria glicemia. Uma vez por semana, era hora de trocar a água do aquário e de acompanhar, com um profissional da saúde, os resultados das medições. Famílias de jovens com diabetes tipo 1 logo toparam a idéia de participar do experimento. “Ele nunca teve a oportunidade de ter um bichinho de estimação, e se isso significasse uma melhora na glicemia, então eu estava a fim de participar”, disse Jeanette Claxton, mãe de um dos participantes. “Ao longo de toda a experiência, nós cuidamos de dois peixes, que acabaram fazendo parte da família. O primeiro peixe era o Bob, e meu filho o alimentava, lia para ele, até mesmo assistia TV com ele”. “Meu filho nem percebia que estava conversando mais sobre seu diabetes e estava medindo a glicemia com maior freqüência”. O caso de Jeanette não foi o único: no geral, o simples fato de cuidar de um animal tornou o convívio com o diabetes algo muito mais fácil e prazeroso para os adolescentes. RESULTADOS: CUIDAR DE PEIXINHO MELHOROU A SAÚDE! s resultados do experimento mostram que os jovens diabéticos tipo 1 que cuidaram do animal de estimação, em comparação a um grupo controle da mesma idade, tiveram: redução de 0.5% nas taxas de hemoglobina glicada valores menores de glicemia Os benefícios à saúde foram vistos principalmente em adolescentes mais novos. Segundo os pesquisadores, os mais jovens desejam ganhar independência em relação aos pais, e cuidar do peixinho é visto como um sinal de maior responsabilidade. “Eu recomendaria esta estratégia a outras famílias porque ela permite que você domine não apenas o peixinho, mas também domine o seu diabetes. Quando você está no domínio, o diabetes não é seu chefe”, afirmou Jeanette.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETES

Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa. Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC (-52,7%) e de amputações (-51,4%). A menor redução aconteceu em relação à doença renal em estágio final (-28,3%). O maior declínio absoluto foi no número de casos de IAM (com 95,6 menos casos por 10.000 pessoas) e o menor declínio absoluto foi no número de mortes por crises hiperglicêmicas. As taxas de redução foram mais amplas entre os adultos com diabetes, em comparação com adultos sem diabetes, levando a uma redução no risco relativo de complicações associadas ao diabetes. Quando expressas como taxas para uma população geral, na qual uma alteração na prevalência também afeta as taxas de complicação, houve um declínio nas taxas de IAM e de morte por crises hiperglicêmicas (2,7 e 0,1 menos casos por 10.000 pessoas, respectivamente), o que não aconteceu com as taxas de amputação, AVC e doença renal em estágio terminal. Os autores concluem que as taxas de complicações relacionadas ao diabetes diminuíram substancialmente durante as duas últimas décadas, mas um grande impacto negativo da doença ainda persiste em função do aumento continuado da prevalência do diabetes. Fonte: 1. Gregg EW, Li Y, Wang J et al. Changes in Diabetes-Related Complications in the United States, 1990-2010. N Engl J Med 2014;370:1514-1523. DOI: 10.1056/NEJMoa1310799

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...