No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
A vilã do diabetes: hipoglicemia noturna
O quadro de hipoglicemia se caracteriza pelo baixo nível de açúcar (glicose) no sangue e é uma das principais complicações para quem sofre com o diabetes, doença que atinge 11,6 milhões de brasileiros adultos, segundo aSociedade Brasileira de Diabetes.
A hipoglicemia pode acometer qualquer pessoa, porém os portadores de diabetes são mais vulneráveis por conta da disfunção na produção da insulina. “Para controlar esse sintoma, alguns hábitos podem ser revistos para que o paciente controle os níveis de açúcar no sangue e, assim, evite a hipoglicemia”, comenta Dra. Priscilla Mattar, endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk no Brasil. Entre eles, evitar o jejum, respeitando os horários corretos das refeições, não praticar atividades físicas sem ter se alimentado, seguir corretamente as doses de insulinas ou medicamentos orais e evitar consumo de álcool.
“A hipoglicemia noturna é a vilã de quem tem diabetes. O quadro, que assusta pacientes e quem convive com eles, pode ser fatal caso a glicose não seja reposta imediatamente”, complementa a Dra. Priscilla. Para evitar o problema, além do controle dos níveis de açúcar no sangue, é possível contar com medicamentos. “A degludeca é uma insulina de ultralonga duração, que proporciona até 42 horas de cobertura¹, e reduz em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabetes tipo 1² e em 43% nos diabéticos tipo 2³”, completa.
Além de mais tempo de ação, esse cuidado dá mais segurança para o paciente e para a pessoa que convive com ela. “Hoje muitas pessoas que têm diabetes não dormem fora de casa ou viajam sozinhas por receio caso tenham algum episódio de hipoglicemia grave durante a noite. A redução dos episódios de hipoglicemia traz mais segurança e confiança ao paciente”, finaliza a médica.
Por isso, importante ficar atento aos sinais de hipoglicemia, como sensação de tremores, fraqueza, fome, suor frio, nervosismo e/ou sonolência, confusão mental, agressividade ou desmaio. Seguindo todos esses cuidados e sinais de atenção, é possível conviver com a doença e ter o tratamento adequado.
Sobre o diabetes
O diabetes ocorre quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina ou a produz de forma insuficiente, ou ainda quando há alteração da ação desta insulina no organismo. Estas alterações na produção ou ação da insulina causam aumento da glicemia (açúcar no sangue). A insulina é essencial para o bom funcionamento do organismo, já que é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida na alimentação) para dentro da célula, servindo como fonte de energia.
sábado, 1 de agosto de 2015
Progresso promissor para novo tratamento da diabetes tipo 1
Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala mostra o progresso promissor no uso da citocina anti-inflamatória para o tratamento da diabetes tipo 1. O estudo, publicado na revista de acesso aberto Scientific Reports (Nature Publishing Group), revela que a administração de interleucina-35 (a proteína produzida por células do sistema imunológico) a ratos com diabetes tipo 1, inverte ou cura a doença, mantendo o nível de sua glicose sanguínea normal e o nível de tolerância imunológica.
O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, que leva a uma dependência de injeções diárias de insulina ao longo da vida. Na Suécia, cerca de 2 novos casos da doença são diagnosticados a cada dia. A insulina é um hormônio que é produzido pelas células beta do pâncreas. A insulina é necessária para evitar um aumento prejudicial no nivel de glicose no sangue.
A causa exata da DM1 ainda não é conhecida, no entanto, considera-se como uma doença auto-imune. Uma condição que ocorre quando nosso sistema imunológico ataca por engano e destrói as células saudáveis. Em DM1, uma infecção e / ou fatores desconhecidos provavelmente desencadeiam o ataque das células imunológicas, o que acaba por conduzir a uma produção insuficiente de insulina.
No novo estudo, o Dr. Kailash Singh, um estudante de PhD em um grupo de pesquisa do professor Stellan Sandler no Departamento de Biologia Celular Medical na Universidade de Uppsala, estudou as chamadas ações imunes das células T reguladoras em modelos de camundongos DM1. O estudo mostra que as células T reguladoras imunes alteram a sua função através da produção de proteínas pró-inflamatórias destrutivas em vez de proteínas anti-inflamatórias de proteção, tais como a interleucina-35 (IL-35) sob condições de DM1.
“Isto sugere que os ‘mocinhos’ colaboram para o início do desenvolvimento de diabetes tipo 1 e, portanto, nossas células do sistema imunológico destroem a célula beta”, diz o Dr. Kailash Singh.
Além disso, a concentração de IL-35 foi mais baixa em doentes DM1 em comparação com indivíduos saudáveis. Estes resultados podem sugerir que a IL-35 poderia desempenhar um papel crucial na DM1 humano. Além disso, os pesquisadores descobriram um novo mecanismo que explica como as células T reguladoras do sistema imunológico estão mudando seu destino sob uma condição DM1.
Equipe de pesquisa do professor Sandler testou se o IL-35 ou não também poderia suprimir o desenvolvimento de DM1 e reverter o DM1 já estabelecido. Para induzir DM1 em camundongos eles injetaram um composto químico chamado estreptozotocina. Esses camundongos desenvolveram sinais de TID e níveis de aumento de glicose no sangue semelhantes aos do DM1 humano. IL-35 foi aplicada através de injeções após a indução da doença impedindo o desenvolvimento de DM1. Surpreendentemente, as injeções de IL-35 em ratos, e que eram diabéticos durante dois dias consecutivos, tiveram suas concentrações de glicose no sangue normalizadas.
A equipe de pesquisa também estudou com êxito o IL-35 em um outro modelo de DM1 chamado rato diabéticos não obesos (NOD). A interrupção da IL-35 no tratamento não resultou no retorno de diabetes em qualquer um dos modelos de ratinho.
As descobertas incentivaram a investigação sobre a utilização de IL-35 para o tratamento de DM1 e oferece novas pistas sobre por que as células T reguladoras do sistema imunológico falham na luta contra a DM1.
“Até onde sabemos, nós somos os primeiros a mostrar que a IL-35 pode reverter a diabetes tipo 1 estabelecida em dois modelos diferentes de rato e que a concentração da citocina em particular é menor em pacientes com diabetes tipo 1 do que em indivíduos saudáveis. Também estamos oferecendo uma visão sobre um novo mecanismo: como as células T imunológicas reguladoras mudam seu destino em condições auto-imunes”, diz o Dr. Kailash Singh.
A pesquisa foi liderada pelo professor Stellan Sandler, Dr. Kailash Singh e Dr. Lina Thorvaldson em colaboração com o Professor Per-Ola Carlsson e Dr. Daniel Espes no Departamento de Biologia Celular de Medicina da Universidade de Uppsala, na Suécia.
Publicação: Singh, K. et ai. Interleucina-35 administração neutraliza estabelecido murino diabetes tipo1 -. Eventual envolvimento de células T reguladoras Sci. Rep. 5, 12633; DOI: 10.1038 / srep12633 (2015).
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Animais de Estimação: uma ajuda a mais no controle da glicemia
Pesquisa mostra que adolescentes com diabetes controlam melhor a glicemia (e têm até valores menores de hemoglobina glicada!) quando cuidam de animais de estimação.
adolescência é um dos períodos mais complicados da vida. Hormônios, desejos, experiências e responsabilidades competem na mente do jovem pela formação do novo adulto. Este caminho é repleto de percalços e chateações – tanto para o adolescente quanto para seus pais, que enfrentam crises terríveis de humor e têm de aprender a lidar com a “nova versão” dos filhos!
Se os adolescentes já são notoriamente conhecidos pela rebeldia, o que dizer de jovens que passam pela adolescência juntamente com o diabetes? Isto é, como fica a rebeldia natural da idade em vista de uma condição de saúde que exige cuidados diários e muito autocontrole.
No geral, jovens costumam cuidar mal do diabetes. Não medem a glicemia tantas vezes quanto deveriam, prestam menos atenção ao que comem e chegam até a esquecer de aplicar insulina nos momentos certos. Isto está relacionado à vontade de ser independente, livre, inclusive em relação à doença.
Porém, não dá para escapar: é preciso tratar, gostando ou não, do diabetes diariamente. Como convencer os jovens a fazer isto? Como fazê-los entender a importância de cuidar bem da saúde? Uma resposta pode estar dentro de um aquário…
Pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que cuidar de um bichinho de estimação – no caso do experimento, um peixe beta – ajuda os jovens a diminuir a glicemia, aumentar o número de medições e até mesmo a conseguir valores melhores de hemoglobina glicada.
UMA BOA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR OS CUIDADOS DOS JOVENS COM A SAÚDE
“Adolescentes são um dos grupos de pacientes mais difíceis de tratar, principalmente por causa dos vários fatores psicossociais associados a esta fase da vida”, contou a doutora Olga Gupta, co-autora do estudo e professora de Medicina e Pediatria na UT Southwestern.
“Nós aprendemos que instruir as famílias a associar cuidados com um peixinho aos cuidados com a saúde do diabético pode melhorar significativamente os níveis de hemoglobina glicada”, disse Olga. O estudo foi publicado no periódico científico Diabetes Educator.
O estudo acompanhou 28 jovens com diabetes tipo 1, de idades entre 10 e 17 anos, durante 03 meses. Todos receberam um peixinho beta e um pequeno aquário. A indicação era manter o aquário, de preferência, no quarto do jovem (para estimular o contato). O adolescente tinha de alimentar o animal de manhã e à tarde; toda vez que desse comida, deveria, também, medir a própria glicemia. Uma vez por semana, era hora de trocar a água do aquário e de acompanhar, com um profissional da saúde, os resultados das medições.
Famílias de jovens com diabetes tipo 1 logo toparam a idéia de participar do experimento. “Ele nunca teve a oportunidade de ter um bichinho de estimação, e se isso significasse uma melhora na glicemia, então eu estava a fim de participar”, disse Jeanette Claxton, mãe de um dos participantes.
“Ao longo de toda a experiência, nós cuidamos de dois peixes, que acabaram fazendo parte da família. O primeiro peixe era o Bob, e meu filho o alimentava, lia para ele, até mesmo assistia TV com ele”.
“Meu filho nem percebia que estava conversando mais sobre seu diabetes e estava medindo a glicemia com maior freqüência”.
O caso de Jeanette não foi o único: no geral, o simples fato de cuidar de um animal tornou o convívio com o diabetes algo muito mais fácil e prazeroso para os adolescentes.
RESULTADOS: CUIDAR DE PEIXINHO MELHOROU A SAÚDE!
s resultados do experimento mostram que os jovens diabéticos tipo 1 que cuidaram do animal de estimação, em comparação a um grupo controle da mesma idade, tiveram:
redução de 0.5% nas taxas de hemoglobina glicada
valores menores de glicemia
Os benefícios à saúde foram vistos principalmente em adolescentes mais novos. Segundo os pesquisadores, os mais jovens desejam ganhar independência em relação aos pais, e cuidar do peixinho é visto como um sinal de maior responsabilidade.
“Eu recomendaria esta estratégia a outras famílias porque ela permite que você domine não apenas o peixinho, mas também domine o seu diabetes. Quando você está no domínio, o diabetes não é seu chefe”, afirmou Jeanette.
adolescência é um dos períodos mais complicados da vida. Hormônios, desejos, experiências e responsabilidades competem na mente do jovem pela formação do novo adulto. Este caminho é repleto de percalços e chateações – tanto para o adolescente quanto para seus pais, que enfrentam crises terríveis de humor e têm de aprender a lidar com a “nova versão” dos filhos!
Se os adolescentes já são notoriamente conhecidos pela rebeldia, o que dizer de jovens que passam pela adolescência juntamente com o diabetes? Isto é, como fica a rebeldia natural da idade em vista de uma condição de saúde que exige cuidados diários e muito autocontrole.
No geral, jovens costumam cuidar mal do diabetes. Não medem a glicemia tantas vezes quanto deveriam, prestam menos atenção ao que comem e chegam até a esquecer de aplicar insulina nos momentos certos. Isto está relacionado à vontade de ser independente, livre, inclusive em relação à doença.
Porém, não dá para escapar: é preciso tratar, gostando ou não, do diabetes diariamente. Como convencer os jovens a fazer isto? Como fazê-los entender a importância de cuidar bem da saúde? Uma resposta pode estar dentro de um aquário…
Pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que cuidar de um bichinho de estimação – no caso do experimento, um peixe beta – ajuda os jovens a diminuir a glicemia, aumentar o número de medições e até mesmo a conseguir valores melhores de hemoglobina glicada.
UMA BOA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR OS CUIDADOS DOS JOVENS COM A SAÚDE
“Adolescentes são um dos grupos de pacientes mais difíceis de tratar, principalmente por causa dos vários fatores psicossociais associados a esta fase da vida”, contou a doutora Olga Gupta, co-autora do estudo e professora de Medicina e Pediatria na UT Southwestern.
“Nós aprendemos que instruir as famílias a associar cuidados com um peixinho aos cuidados com a saúde do diabético pode melhorar significativamente os níveis de hemoglobina glicada”, disse Olga. O estudo foi publicado no periódico científico Diabetes Educator.
O estudo acompanhou 28 jovens com diabetes tipo 1, de idades entre 10 e 17 anos, durante 03 meses. Todos receberam um peixinho beta e um pequeno aquário. A indicação era manter o aquário, de preferência, no quarto do jovem (para estimular o contato). O adolescente tinha de alimentar o animal de manhã e à tarde; toda vez que desse comida, deveria, também, medir a própria glicemia. Uma vez por semana, era hora de trocar a água do aquário e de acompanhar, com um profissional da saúde, os resultados das medições.
Famílias de jovens com diabetes tipo 1 logo toparam a idéia de participar do experimento. “Ele nunca teve a oportunidade de ter um bichinho de estimação, e se isso significasse uma melhora na glicemia, então eu estava a fim de participar”, disse Jeanette Claxton, mãe de um dos participantes.
“Ao longo de toda a experiência, nós cuidamos de dois peixes, que acabaram fazendo parte da família. O primeiro peixe era o Bob, e meu filho o alimentava, lia para ele, até mesmo assistia TV com ele”.
“Meu filho nem percebia que estava conversando mais sobre seu diabetes e estava medindo a glicemia com maior freqüência”.
O caso de Jeanette não foi o único: no geral, o simples fato de cuidar de um animal tornou o convívio com o diabetes algo muito mais fácil e prazeroso para os adolescentes.
RESULTADOS: CUIDAR DE PEIXINHO MELHOROU A SAÚDE!
s resultados do experimento mostram que os jovens diabéticos tipo 1 que cuidaram do animal de estimação, em comparação a um grupo controle da mesma idade, tiveram:
redução de 0.5% nas taxas de hemoglobina glicada
valores menores de glicemia
Os benefícios à saúde foram vistos principalmente em adolescentes mais novos. Segundo os pesquisadores, os mais jovens desejam ganhar independência em relação aos pais, e cuidar do peixinho é visto como um sinal de maior responsabilidade.
“Eu recomendaria esta estratégia a outras famílias porque ela permite que você domine não apenas o peixinho, mas também domine o seu diabetes. Quando você está no domínio, o diabetes não é seu chefe”, afirmou Jeanette.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETES
Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa.
Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC (-52,7%) e de amputações (-51,4%). A menor redução aconteceu em relação à doença renal em estágio final (-28,3%). O maior declínio absoluto foi no número de casos de IAM (com 95,6 menos casos por 10.000 pessoas) e o menor declínio absoluto foi no número de mortes por crises hiperglicêmicas. As taxas de redução foram mais amplas entre os adultos com diabetes, em comparação com adultos sem diabetes, levando a uma redução no risco relativo de complicações associadas ao diabetes. Quando expressas como taxas para uma população geral, na qual uma alteração na prevalência também afeta as taxas de complicação, houve um declínio nas taxas de IAM e de morte por crises hiperglicêmicas (2,7 e 0,1 menos casos por 10.000 pessoas, respectivamente), o que não aconteceu com as taxas de amputação, AVC e doença renal em estágio terminal.
Os autores concluem que as taxas de complicações relacionadas ao diabetes diminuíram substancialmente durante as duas últimas décadas, mas um grande impacto negativo da doença ainda persiste em função do aumento continuado da prevalência do diabetes.
Fonte:
1. Gregg EW, Li Y, Wang J et al. Changes in Diabetes-Related Complications in the United States, 1990-2010. N Engl J Med 2014;370:1514-1523.
DOI: 10.1056/NEJMoa1310799
ABUSO DE ÁLCOOL NO PACIENTE DIABÉTICO
Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco...
As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.
Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.
Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 m de destilados, o que equivale a 15 g de etanol.
Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!
Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!
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Dra. Andressa Heimbecher Soares
Endocrinologista
Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Membro Ativo da Endocrine Society.
Diabetes também pode prejudicar o cérebro
Segundo estudo publicado na revista científica 'Neurology', pessoas diagnosticadas com a doença podem apresentar declínio cognitivo
O cérebro dos diabéticos pode sofrer alterações que afetam as funções cognitivas (VEJA.com/VEJA)
Um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology revelou que as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos do cérebro dos diabéticos também podem prejudicar as funções cognitivas. Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 65 adultos com idade avançada - metade deles saudável e a outra metade com diabetes tipo 2 - durante dois anos.
Os participantes então foram submetidos a testes de cognição antes e depois do período de observação. Segundo os achados, o grupo de diabéticos teve um desempenho pior nas atividades cotidianas em comparação aos resultados do primeiro teste. Além disso, aqueles que estavam entre os saudáveis quase não apresentaram diferença nos resultados das avaliações cognitivas realizadas durante o acompanhamento.
Para os pesquisadores, esse declínio ocorreu devido à oscilação nos níveis de açúcar comum nos diabéticos, que é capaz de prejudicar as células e nervos, causando uma resposta inflamatória. Com isso, os vasos perdem flexibilidade e ficam mais maleáveis -- o que dificulta uma resposta a comandos simples, como mover os dedos, por exemplo.
O cérebro dos diabéticos pode sofrer alterações que afetam as funções cognitivas (VEJA.com/VEJA)
Um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology revelou que as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos do cérebro dos diabéticos também podem prejudicar as funções cognitivas. Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 65 adultos com idade avançada - metade deles saudável e a outra metade com diabetes tipo 2 - durante dois anos.
Os participantes então foram submetidos a testes de cognição antes e depois do período de observação. Segundo os achados, o grupo de diabéticos teve um desempenho pior nas atividades cotidianas em comparação aos resultados do primeiro teste. Além disso, aqueles que estavam entre os saudáveis quase não apresentaram diferença nos resultados das avaliações cognitivas realizadas durante o acompanhamento.
Para os pesquisadores, esse declínio ocorreu devido à oscilação nos níveis de açúcar comum nos diabéticos, que é capaz de prejudicar as células e nervos, causando uma resposta inflamatória. Com isso, os vasos perdem flexibilidade e ficam mais maleáveis -- o que dificulta uma resposta a comandos simples, como mover os dedos, por exemplo.
sábado, 4 de julho de 2015
Novo adesivo inteligente promete acabar com as injeções de insulina
Aplicado na pele sem nenhuma dor, adesivo é capaz de medir a glicemia e liberar a quantidade exata de insulina. Testes com humanos devem começar em breve.
No futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo sobre a pele e pronto – a quantidade de açúcar no sangue estará controlada!
Esta é a promessa do “adesivo inteligente“, criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para quem está com diabetes. A novidade científica, ainda em desenvolvimento, foi publicada no periódico Proceeding of the National Academy of Sciences.
O QUE É E COMO FUNCIONA O ADESIVO INTELIGENTE?
Para quem precisa injetar insulina várias vezes ao dia para controlar a glicemia – especialmente diabéticos tipo 1 -, o adesivo poderá ser o melhor amigo da saúde e evitar desconfortos.
“A parte difícil do diabetes não é a injeção de insulina, medir a glicemia ou a dieta, mas o fato de que você tem que fazer tudo isso várias vezes todos os dias, durante toda a sua vida’, dr. John Buse (co-autor do estudo)
O adesivo é um pequeno quadrado, do tamanho de uma moedinha. Na face inferior, ele possui uma centena de “microagulhas” especiais, extremamente pequenas e que grudam na pele sem provocar qualquer dor.
As microagulhas são pequenas, porém capazes de atingir os finos vasos sangüíneos na superfície da pele. Quando em contato com o sangue, as microagulhas conseguem detectar a quantidade de açúcar na circulação e liberam insulina de acordo, a fim de corrigir excessos. É por este revolucionário sistema de detecção que o adesivo é chamado de “inteligente”.
“Nós desenvolvemos um adesivo para diabéticos que funciona rapidamente, é fácil de usar e é feito de materiais não-tóxicos e biocompatívies”, explicou o principal autor do estudo, o prof. Zhen Gu (foto), do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade da Carolina do Norte.
“O sistema inteiro pode ser personalizado, sendo ajustável para o peso e a sensibilidade à insulina do paciente. Assim, podemos tornar o “adesivo inteligente” ainda mais inteligente”.
MUITA TECNOLOGIA AJUDA A MANTER A SAÚDE CONTROLADA POR DIAS
O novo adesivo já foi testado, com sucesso, em camundongos diabéticos. Com ele, os cientistas conseguiram controlar a glicemia corretamente durante nove horas.
A insulina é guardada em pequenos compartimentos dentro das microagulhas do adesivo (foto abaixo). Ou seja, uma hora o hormônio acaba e o adesivo deverá ser trocado. Nos testes atuais, um adesivo dura algumas horas, mas a meta dos pesquisadores é torná-lo funcional, para humanos, durante vários dias seguidos.
“[Esta tecnologia] é muito, muito empolgantes, mas ainda preliminar. Levará anos até determinarmos se vai funcionar bem em humanos. Mas se funcionasse, seria fantástico”, disse o dr. John Buse, um dos autores do trabalho e diretor do North Carolina Diabetes Care Centre.
John explica que uma das maiores vantagens do adesivo é evitar a injeção de quantidade erradas de insulina.
“Injetar a quantidade incorreta de medicação pode levar a complicações significativas, como cegueira e amputação de membros, ou até mesmo a conseqüências mais desastrosas, como o coma diabético e a morte”.
O adesivo dispensaria completamente as injeções, já que é capaz de controlar a glicemia de maneira “automática”. Porém, algumas medições de glicemia na ponta do dedo ainda terão de ser feitas, a fim de evitar possíveis casos de hipoglicemia – especialmente em quem pula refeições e/ou pratica exercícios físicos intensos.
QUANDO O ADESIVO INTELIGENTE PARA DIABETES ESTARÁ NAS LOJAS?
Novidades científicas revolucionárias deste porte, ainda mais quando são da área da saúde, costumam demorar vários anos até serem encontradas nas prateleiras das farmácias. Porém, os testes iniciais foram tão positivos que os pesquisadores estão confiantes de que, logo, o adesivo inteligente poderá ser comprado.
“Nós queremos comercializar [o adesivo inteligente]eventualmente. Estamos buscando realizar amplos estudos em animais e, se tivermos sucesso, partiremos para os testes em humanos”, disse o dr. Gu.
“Eu acredito que, no mínimo, levará de dois a três anos até ser comercializado”
No futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo sobre a pele e pronto – a quantidade de açúcar no sangue estará controlada!
Esta é a promessa do “adesivo inteligente“, criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para quem está com diabetes. A novidade científica, ainda em desenvolvimento, foi publicada no periódico Proceeding of the National Academy of Sciences.
O QUE É E COMO FUNCIONA O ADESIVO INTELIGENTE?
Para quem precisa injetar insulina várias vezes ao dia para controlar a glicemia – especialmente diabéticos tipo 1 -, o adesivo poderá ser o melhor amigo da saúde e evitar desconfortos.
“A parte difícil do diabetes não é a injeção de insulina, medir a glicemia ou a dieta, mas o fato de que você tem que fazer tudo isso várias vezes todos os dias, durante toda a sua vida’, dr. John Buse (co-autor do estudo)
O adesivo é um pequeno quadrado, do tamanho de uma moedinha. Na face inferior, ele possui uma centena de “microagulhas” especiais, extremamente pequenas e que grudam na pele sem provocar qualquer dor.
As microagulhas são pequenas, porém capazes de atingir os finos vasos sangüíneos na superfície da pele. Quando em contato com o sangue, as microagulhas conseguem detectar a quantidade de açúcar na circulação e liberam insulina de acordo, a fim de corrigir excessos. É por este revolucionário sistema de detecção que o adesivo é chamado de “inteligente”.
“Nós desenvolvemos um adesivo para diabéticos que funciona rapidamente, é fácil de usar e é feito de materiais não-tóxicos e biocompatívies”, explicou o principal autor do estudo, o prof. Zhen Gu (foto), do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade da Carolina do Norte.
“O sistema inteiro pode ser personalizado, sendo ajustável para o peso e a sensibilidade à insulina do paciente. Assim, podemos tornar o “adesivo inteligente” ainda mais inteligente”.
MUITA TECNOLOGIA AJUDA A MANTER A SAÚDE CONTROLADA POR DIAS
O novo adesivo já foi testado, com sucesso, em camundongos diabéticos. Com ele, os cientistas conseguiram controlar a glicemia corretamente durante nove horas.
A insulina é guardada em pequenos compartimentos dentro das microagulhas do adesivo (foto abaixo). Ou seja, uma hora o hormônio acaba e o adesivo deverá ser trocado. Nos testes atuais, um adesivo dura algumas horas, mas a meta dos pesquisadores é torná-lo funcional, para humanos, durante vários dias seguidos.
“[Esta tecnologia] é muito, muito empolgantes, mas ainda preliminar. Levará anos até determinarmos se vai funcionar bem em humanos. Mas se funcionasse, seria fantástico”, disse o dr. John Buse, um dos autores do trabalho e diretor do North Carolina Diabetes Care Centre.
John explica que uma das maiores vantagens do adesivo é evitar a injeção de quantidade erradas de insulina.
“Injetar a quantidade incorreta de medicação pode levar a complicações significativas, como cegueira e amputação de membros, ou até mesmo a conseqüências mais desastrosas, como o coma diabético e a morte”.
O adesivo dispensaria completamente as injeções, já que é capaz de controlar a glicemia de maneira “automática”. Porém, algumas medições de glicemia na ponta do dedo ainda terão de ser feitas, a fim de evitar possíveis casos de hipoglicemia – especialmente em quem pula refeições e/ou pratica exercícios físicos intensos.
QUANDO O ADESIVO INTELIGENTE PARA DIABETES ESTARÁ NAS LOJAS?
Novidades científicas revolucionárias deste porte, ainda mais quando são da área da saúde, costumam demorar vários anos até serem encontradas nas prateleiras das farmácias. Porém, os testes iniciais foram tão positivos que os pesquisadores estão confiantes de que, logo, o adesivo inteligente poderá ser comprado.
“Nós queremos comercializar [o adesivo inteligente]eventualmente. Estamos buscando realizar amplos estudos em animais e, se tivermos sucesso, partiremos para os testes em humanos”, disse o dr. Gu.
“Eu acredito que, no mínimo, levará de dois a três anos até ser comercializado”
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