sábado, 14 de junho de 2014

Nova estratégia terapêutica: impedir que a insulina “morra”

Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes. Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo. Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de insulina no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio. Todas estas estratégias têm o mesmo fim: manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo? Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica Nature, traz. Os pesquisadores David Liu e Alan Saghatelian, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar uma molécula que impede que a insulina seja degradada no organismo, fazendo com que o controle da glicemia fique ativo por mais tempo.  IDE – A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada IDE. Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que impede a ação da IDE. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo. Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético.   NOVO TRATAMENTO À CAMINHO? Em entrevista à Harvard Gazette, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”. “Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.  

*MÃE DE DIABÉTICO*

Ser mãe de diabético, é abdicar de planos e sonhos para viver uma vida de incertezas e sustos. É travar pequenas batalhas todos os dias tendo certeza que no final da luta sairemos todos vitoriosos, quando na verdade a grande vitória é nos mantermos de pé. É torcer todos os dias para que possamos ver nossos filhos crescendo, indo a escola, namorando, casando e tendo seus próprios filhos, mas acima de tudo, AMAR tanto, mas tanto que em alguns momentos apenas desejando que eles não sofram mais. É aprender a compartilhar a dor, entendendo que dor de mãe não tem tamanho nem intensidade, é simplesmente DOR. É descobrir que ser mãe é ter um estoque infinito de AMOR e de FORÇA, é brigar como nunca imaginamos que poderíamos. É chorar, rir, se desesperar, mas nunca desistir. É ter marcas que jamais se apagarão, que irão nos fazer recordar o quanto tudo valeu a pena. É sentir a angustia da impotência e a felicidade de podermos estar aqui para dar a mão a estes seres tão especiais. É ver eles se aplicando injeções, furando seus dedinhos, e mesmo assim, agradecer cada minuto que estamos ao seu lado. É finalmente compreender que amor de mãe não respeita tempo nem espaço, ultrapassa os limites do infinito e da própria vida! A todas nós mamães pâncreas que Deus possa sempre nos dar forças pra continuar a nossa missão de cuidar de pessoinhas tão doces.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Economia dos EUA pode quebrar por causa do diabetes

Esta é a conclusão do mais recente estudo do governo norte-americano sobre o estado de saúde do país. Índices de diabetes na população são alarmantes. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é a maior autoridade nos Estados Unidos quando o assunto é doenças epidêmicas. Todos os anos, o instituto realiza o mais detalhado estudo sobre o estado de saúde da população norte-americana. Esta semana, o CDC divulgou informações sobre a saúde nos EUA no ano de 2012. E os resultados da pesquisa são pra lá de preocupantes. De acordo com o relatório anual, o número de diabéticos nos EUA tem crescido tão rapidamente que, se continuar assim, em poucas décadas a economia inteira do país pode ser gravemente afetada pela doença. “Nós simplesmente não podemos sustentar essa trajetória [de crescimento no número de casos de diabetes]“, disse Ann Albright, diretora da divisão de diabetes do CDC. “As conseqüências são grandes demais para nossas famílias, nosso sistema de saúde, nossa força de trabalho, nossa nação”.   QUANTAS PESSOAS ESTÃO COM DIABETES NOS EUA? Em termos de saúde, pensa-se hoje nos EUA como uma nação de obesos. Mas agora, após a divulgação do novo relatório do CDC, talvez seja mais apropriado chamá-la de nação de obesos e de diabéticos. Hoje existem mais de 29 milhões de pessoas com diabetes nos EUA – ou cerca de 9% da população. Para se ter uma idéia, este número é mais que o dobro do total estimado de diabéticos no Brasil. A incidência é maior entre hispânicos, índios e a população nativa do Alasca, revela o relatório. Adultos destas etnias têm duas vezes mais chances de desenvolver diabetes do que o normal (uma possível explicação para este fato curioso pode ser lida nesta entrevista exclusiva do Diabeticool com o cientista Karl Reinhard!) Ainda de acordo com o relatório do CDC, os gastos gerados pela doença chegaram a 245 bilhões de dólares em 2012 – um aumento considerável em relação aos 174 bilhões gastos em 2010. Foram somados neste cálculo os custos com tratamentos de saúde e horas de trabalho perdidas.   FUTURO “Estes novos números são alarmantes e dão ênfase à necessidade de um foco maior na redução do peso que é o diabetes no nosso país”, afirmou Ann. “Agora é a hora de agir”. E talvez “agora” seja a hora mesmo. Segundo o CDC, caso a tendência atual se mantenha, daqui a 10 anos 20% da população estará com diabetes – número que pode chegar a mais de 30% em 2050, o que tornará o atual modelo de sistema de saúde completamente insustentável.  

Remédio para artrite melhora saúde de diabéticos tipo 1

edicamento utilizado para diminuir inflamação nas articulações de quem tem artrite mostra-se efetivo no controle também do diabetes. Um curioso estudo mostrou que um remédio para tratar a artrite pode ajudar a cuidar também de quem tem diabetes tipo 1. O trabalho foi feito por pesquisadores do famoso Centro Joslin de Diabetes, em Boston, Estados Unidos, com cerca de 100 voluntários recém-diagnosticados com o diabetes tipo 1. Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu tratamento à base de insulina, o habitual para quem é diagnosticado com diabetes tipo 1. Já o outro grupo, além da insulina, tomou também o medicamento Orencia. O Orencia, cujo princípio ativo é a molécula abatacepte, é utilizado no controle da progressão da artrite reumatoide.   POR QUE MOTIVO OS CIENTISTAS DERAM ORENCIA PARA DIABÉTICOS? A idéia dos pesquisadores de administrar um remédio contra a artrite para cuidar dos diabéticos tem fundamento (e é fácil de entender!), apesar de aparentemente não haver relação nenhuma entre as duas doenças! Uma das conseqüências da artrite é a inflamação na região das juntas. Esta inflamação é mediada por um grupo de células do nosso corpo chamadas de “células T”. São justamente as células T que, no caso dos diabéticos tipo 1, atacam as células que produzem insulina do pâncreas. Sendo que o Orencia funciona através da inibição das células T, os pesquisadores tinham esperanças de que o remédio anti-artrite poderia ajudar, também, a diminuir os danos causados no pâncreas de quem está com diabetes tipo 1.   E FUNCIONOU? Aparentemente, funcionou, sim. Apesar dos níveis de hemoglobina glicada nos dois grupos, após um ano de acompanhamento da saúde, ficarem praticamente iguais (só um pouquinho menores do grupo medicado), foi notado que quem tomou o Orencia manteve uma produção de insulina bem maior ao longo do tempo, especialmente após as refeições. Ou seja, parece que o remédio contra artrite tem a capacidade de “segurar” a progressão do diabetes tipo 1. O grupo de pesquisas informou que continuará a estudar o papel do Orencia no controle do diabetes, desta vez mais a fundo e com mais voluntários.

Corrida para Vencer o Diabetes reúne 5 mil pessoas em Porto Alegre

A tradicional Corrida para Vencer o Diabetes reuniu cerca de 5 mil pessoas na manhã deste domingo (26), no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, em Porto Alegre. Em sua 16ª edição, o evento beneficente tenta angariar fundos para combater o diabetes infantil. O percurso de 4 km do evento teve inicio às 10h na Goethe, seguiu pela avenida Mariante e Silva Só e terminou outra vez na Goethe, na Passarela do Parcão. Muitos dos participantes foram em família ao local. Alguns levaram até mesmo o cachorro. O Instituto da Criança com Diabetes atende a pacientes com idade entre zero e 20 anos, em duas modalidades: o Hospital-dia e o Ambulatório. Além disso, oferece esclarecimentos de dúvidas, orientações e casos de emergência para pacientes e familiares, entre outras atividades.

Descoberta ligação entre a gripe e o diabetes tipo 1

Pesquisa fortalece a tese de que infecções do sistema respiratório que pegamos na infância podem ser a causa por trás do desenvolvimento do diabetes tipo 1. Uma novidade científica de grande impacto foi anunciada ontem (21/2) e pode ajudar a responder a uma das questões mais misteriosas quando o assunto é diabetes: afinal, o que causa o diabetes tipo 1? O diabetes tipo 1 se desenvolve quando o sistema imune – que normalmente destrói apenas elementos nocivos ao nosso corpo, como vírus e bactérias – passa a atacar o próprio organismo. No caso, o nosso sistema de defesa passa a dizimar as células beta, produtoras de insulina. Com isso, cada vez menos insulina é gerada, as taxas de açúcar no sangue aumentam e o diabetes aparece. Até hoje, ninguém sabe com certeza o que promove este comportamento “auto-destrutivo” do sistema imune. Algumas teorias defendem que infecções adquiridas pouco após o nascimento são capazes induzir o sistema imune a se comportar da maneira errada. Mas é muito difícil estudar se infecções no início da vida são, realmente, a causa do diabetes tipo 1. Por isso, os cientistas buscam outras maneiras de detectar a causa da doença. Uma delas é estudar o funcionamento dos genes.   UM GENE DE DUAS CARAS Quando pegamos uma infecção causada por vírus, como por exemplo uma gripe, genes relacionados ao sistema imune entram em ação. Eles passam a ser mais expressos no nosso corpo, isto é, eles “funcionam mais” quando estamos doentes. Um destes genes, chamado de IFN (anti-viral type I interferon), é muito importante para a defesa do organismo contra os vírus. Ele ajuda a coordenar o sistema imune para destruir os invasores e a impedir que eles se reproduzam dentro do corpo. Porém, apesar de realizar estas ações benéficas, o gene IFN parece estar também relacionado ao diabetes tipo 1. Algumas pesquisas científicas anteriores perceberam que crianças com diabetes tipo 1 tinham expressão maior do IFN. Será que a ação do IFN, que normalmente ajuda o corpo a se livrar de vírus, pode também induzir o sistema de defesa do corpo a destruir as próprias células beta?   AS DESCOBERTAS DA NOVA PESQUISA Agora, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o da ONG pró-diabéticos JDRF encontraram evidências que fortalecem a correlação entre infecções virais e o diabetes tipo 1. O elo ente elas é, justamente, o IFN. A pesquisa acompanhou 283 crianças, divididas em três grupos: as saudáveis, as com alta suscetibilidade ao diabetes tipo 1 e as com diabetes tipo 1. A saúde de cada uma delas foi acompanhada ao longo de vários anos. Os cientistas perceberam um padrão curioso. Algumas das crianças com altas chances de ter diabetes tipo 1 desenvolveram, de fato, a doença. Nestes casos, houve um aumento temporário da ação do gene IFN pouco antes do corpo começar a atacar as próprias células beta. Analisando diários escritos pelas crianças, os pesquisadores descobriram que o aumento na atuação do IFN era correlacionada a infecções do sistema respiratório, como gripes e resfriados, que as crianças haviam pegado. Interessante notar que o gene IFN não se mostrou mais ativo no grupo das crianças saudáveis nem daquelas que já estavam com diabetes tipo 1. Ou seja, os cientistas descobriram sólidas evidências de que infecções virais levam a um aumento na ação do gene IFN, e que isto é fortemente relacionado ao início da destruição das células beta pelo sistema imune. “Esta é uma descoberta excitante, porque nós sabemos que colegas na Finlândia fizeram descobertas semelhantes, então os resultados são verdadeiros”, disse o professor John Todd, co-diretor do projeto de pesquisa. Este novo estudo científico, além de fornecer pistas valiosas para entender melhor a ‘mecânica’ por trás do diabetes tipo 1, também poderá ajudar pais e médicos a monitorar a saúde das crianças. O gene IFN é um possível candidato a biomarcador para o monitoramento do diabetes tipo 1 em crianças predispostas à doença.  

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...