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terça-feira, 25 de março de 2014
Google cria lente de contato que combate a diabetes
A nova invenção da empresa: a Lente de Contato Google
Uma boa notícia está prestes a sair dos laboratórios do Google. E ela pode facilitar a vida dos mais de 350 milhões de pessoas que sofrem com o diabetes mundo afora. Trata-se da Lente de Contato Google.
Ela tem um chip que faz a medição da glicose, analisando a composição das lágrimas. Ou seja, em vez das incômodas agulhas que furam os dedos para coletar sangue e medir a taxa de açúcar, uma lente de contato que faz o mesmo, continuamente, sem dor, sem incômodo.
“Na lente, temos um chip sem fios, que transmite as informações continuamente para um sensor. Nós esperamos que, algum dia, essa lente possa ser uma ferramenta para ajudar quem tem diabetes a monitorar melhor a doença”, diz o engenheiro responsável pelo projeto.
A lente do Google ainda é um protótipo e não tem data para chegar ao mercado, mas é mais um exemplo de como, nos próximos anos, a medicina vai ganhar aliados poderosos graças à tecnologia.
Manga e diabetes: a combinação perfeita
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que a manga é um excelente coadjuvante no tratamento do diabetes e pode ser incorporada de forma simples e prática na alimentação do dia a dia.
Apesar de a fruta ser saborosa, rica em vitamina C e betacaroteno (precursor da vitamina A), foram as grandes quantidades de fibras, particularmente a pectina, que despertaram interesse da equipe da Esalq em estudá-la mais detalhadamente.
A pectina é uma fibra solúvel que, como todas, pode apresentar efeito hipoglicemiante (reduz a glicose) por retardar a digestão de amido e outros polissacarídeos, processo que leva à liberação da glicose no estômago para o intestino e a absorção mais lenta pelo organismo, evitando que seus níveis se elevem de modo muito rápido e intenso no sangue.
Na pesquisa, foram analisados dois grupos de diabéticos. Um grupo recebeu uma dieta contendo 5% de manga e o outro recebeu uma dieta sem a fruta, mas com alimentos que controlam a doença.
A cada 15 dias, o sangue de todos era coletado para determinação de glicose sanguínea e glicogênio hepático. Ao final da pesquisa, a glicemia chegou ao nível de 107mg/dl nos pacientes que receberam a manga, enquanto naqueles que receberam a dieta-convencional manteve-se o nível de glicose em 330mg/dl.
Os pesquisadores explicam que os pacientes que receberam manga na dieta apresentaram o nível de glicogênio 64% maior do que aqueles alimentados com a dieta-controle, o que é excelente, já que o ideal é que a maior parte da glicose absorvida não seja utilizada imediatamente e sim que seja armazenada no fígado sob a forma de glicogênio.
A manga pode ser consumida in natura ou em sorvetes, sucos, saladas e outras refeições, mas deve-se prestar atenção na dieta, afinal ela também é rica em calorias.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Pesquisa
Estudo relaciona diabetes e câncer de pâncreas
Segundo autores da maior revisão já feita sobre o tema, médicos devem considerar rastrear tumores em pessoas que desenvolvem diabetes sem uma causa óbvia
Incidência de tumores de pâncreas foi maior após diagnóstico de diabetes
Pesquisadores australianos encontraram uma relação entre o diabetes e o câncer de pâncreas. A descoberta, publicada na última sexta-feira no periódico Annals of Surgical Oncology, foi feita a partir da revisão de 88 estudos internacionais de 1973 a 2013, realizada por médicos e matemáticos. Trata-se da maior análise registrada sobre o tema.
Segundo Mehrdad Nikfarjam, especialista em fígado, pâncreas e vias biliares no Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne, o câncer de pâncreas costuma ser descoberto em estágio avançado, quando é incurável. "Esse é um estudo importante que destaca para médicos e pacientes recém-diagnosticados com diabetes sem uma causa óbvia a importância de investigar câncer de pâncreas",
O estudo revelou que a incidência de tumores de pâncreas foi maior após o diagnóstico de diabetes e permaneceu elevada por muitos anos depois da descoberta. "A presença do diabetes continua a ser um fator de risco moderado para o desenvolvimento de câncer mais tarde na vida", afirma Nikfarjam.
Embora o número de casos de câncer de pâncreas seja relativamente baixo — no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), eles são responsáveis por 2% de todos os tipos de câncer e por 4% das mortes decorrentes da doença — a pesquisa sugere que os médicos devem considerar exames de rastreamento em pacientes diabéticos.
"Pode ser importante rastrear em todas as pessoas recém-diagnosticadas com diabetes, especialmente aquelas sem fatores de risco. Os exames também podem se estender a diabéticos de longa data".
Revista VEJA
sexta-feira, 21 de março de 2014
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