sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Pesquisa da Unesp quer probiótico para controlar insulina de diabéticos

Objetivo é eliminar a necessidade de realizar as injeções subcutâneas. Estudantes fazem testes em Araraquara e buscam verba para competição Proteínas utilizadas nos testes de colorimetria e fixação (Foto: Grupo SynBio Unesp AQA) Desenvolver um probiótico voltado ao controle de insulina para portadores de diabetes é o foco de uma pesquisa desenvolvida por estudantes de engenharia de bioprocessos e biotecnologia da Faculdade Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Araraquara (SP). O produto ainda não foi testado em humanos e não há prazo para que chegue ao mercado. Os pesquisadores ainda buscam verba para participar de uma competição que poderá fornecer materiais para desenvolvimento do projeto. Segundo o estudante Paulo José Corrêa Freire, o método pesquisado pela equipe é inovador. O projeto, denominado Insubiota, consiste em desenvolver um probiótico com microrganismos geneticamente modificados capazes de se instalarem na flora intestinal do portador de diabetes e produzir insulina de acordo com a necessidade do paciente e o nível de glicose no sangue, eliminando assim a necessidade de realizar as injeções subcutâneas de insulina, tratamento convencional para a diabetes Na última sexta-feira (20), o grupo de 11 alunos realizou um pré-teste para um equipamento da universidade que simula o intestino humano. O objetivo era entender como se daria a fixação das bactérias em humanos. De acordo com Freire, esse é o único aparelho da América Latina que consegue fazer isso. “A nossa ideia é criar um probiótico com bactérias produtoras de insuliuna. Ingeridas, elas iriam crescer na flora intestinal e produzir o hormônio, que será absorvido pelo portador de diabetes. É tudo um controle biológico molecular, controle de crescimento e de produção”, explicou o estudante. Competição Para dar continuidade à pesquisa, os estudantes criaram uma vaquinha virtual para participar do iGEM, competição internacional de organismos geneticamente modificados, realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O objetivo é arrecadar R$ 18 mil nos próximos 40 dias. Após a inscrição, que se encerra no fim de março, o grupo desenvolve o projeto e o apresenta no evento final, que vai ocorrer em Boston, nos Estados Unidos, de 9 a 13 de novembro de 2017. O intuito da competição é incentivar estudantes e universidades de todo o mundo a desenvolver novos componentes biológicos inovadores produzidos através de microrganismos geneticamente modificados para este fim. “Precisamos do dinheiro para fazer a inscrição. Assim que confirmarmos a participação, o próprio MIT envia uma quantidade bem grande de materiais para desenvolvimento do projeto, material genético que precisamos para transformar os nossos microrganismos em produtores de insulina. Para continuar a pesquisa, precisamos do auxílio desses materiais”, explicou o estudante. Estudantes de engenharia de bioprocessos e biotecnologia Unesp

sábado, 14 de janeiro de 2017

UnB cria pulseira para diabetes que mede açúcar e manda alertas via celular

Tecnologia cruza dados como temperatura e umidade da pele. Equipamento manda mensagem para rede de contatos em caso de anomalia. Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma pulseira que permite ajudar quem sofre de diabetes. Cruzando dados como umidade e temperatura da pele do paciente, ela consegue detectar níveis de açúcar no sangue e, em caso de anomalia, envia um alerta para usuários cadastrados, como o pai ou acompanhante. A ideia é ajudar crianças, idosos e pessoas que nem sempre conseguem pedir ajuda. O sistema foi criado no Laboratório de Tecnologia e Inovação da universidade. Ele demorou cinco anos para ficar pronto. No começo, eram usados processadores grandes e pesados. O trabalho foi evoluindo até colocar todas as informações necessárias em um conjunto de chips para que a pulseira fique confortável no braço do paciente. Com 24 anos de convivência com o diabetes, o aposentado Hélio Valente é um dos voluntários que aceitaram participar do projeto. “A maioria dos episódios, hoje, eu consigo perceber. Mas, uma ocasião eu não percebi. Eu estava dirigindo e desmaiei. Por sorte eu estava acompanhado da minha esposa e a gente conseguiu socorro rapidamente”, disse. Voluntário experimenta pulseira que permite monitorar níveis de diabetes Em fase final de teste, o projeto recebeu apoio de uma grande indústria de tecnologia. Ele já recebeu 300 pedidos de encomendas na internet. A ideia inicial partiu de uma aluna de engenharia elétrica da UnB no Gama. Ela se formou, mas a universidade patenteou a tecnologia e continuou levando a proposta à frente. Segundo a professora Suélia Fleury, em um ano o equipamento deve estar disponível no mercado. “Todo o material, todo o equipamento, toda inovação gerada para a saúde requer vários cuidados que fazem parte do protocolo. Esse protocolo está sendo seguido. A gente já está na etapa final”, afirmou. Paciente faz teste de glicemia no dedo para medir níveis de açúcar Diabetes O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é o quarto país do mundo com maior prevalência da doença. A doença mata uma pessoa a cada 13 segundos no mundo. Estima-se que haja cerca de 14 milhões de diabéticos no país, ou 12% da população adulta. O DF conta com cerca de 150 mil pessoas com diagnóstico de diabetes. A do tipo 1 corresponde a mais ou menos 10% dos casos e atinge principalmente crianças e adolescentes. Neste tipo, sintomas como sede, excesso de urina e cansaço são comuns. Já os outros 90% dos casos são de diabetes tipo 2. Atinge, normalmente, pessoas com mais de 40 anos e está relacionada à obesidade e sedentarismo. Mas, diferentemente do que ocorre no tipo 1, as pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 não costumam apresentar sintomas. Se bem controlada, ela não prejudica a qualidade de vida do paciente; porém, se não houver o controle adequado, o diabético pode ter riscos de problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração, como alertaram o endocrinologista Alfredo Halpern e o oftalmologista Emerson Castro do programa Bem Estar. Em relação à visão, o risco aumenta porque a diabetes provoca alterações nos vasos do corpo e, no caso dos vasos dos olhos, que são bem pequenos, pode causar também pequenos furos que dificultam a irrigação de certas áreas, o que leva à retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira.

5 exames importantes para monitorar a diabetes

  Quem precisa realizar um exame para  diabete s conta com uma série de testes que ajudam a monitorar os níveis de glicemia no sangue. Atrav...