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domingo, 13 de setembro de 2015
Como diabetes tipo 1 interfere no crescimento?
O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Quando a ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas… e também o quanto ela mede e se seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa de idade.
O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, e acontece comumente em crianças, adolescentes, adultos jovens, ou mesmo em bebês. É uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, porque afeta os níveis de glicose no corpo.
As células do corpo necessitam da glicose como combustível para realizar suas tarefas. Células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, células da retina (bastonetes e cones) precisam de glicose para enviar imagens da visão para o cérebro, células do nosso cérebro (neurônios) precisam de glicose para transmitir nossas conexões cerebrais. Quando uma criança com diabetes está com seus níveis de açúcar no sangue descontrolados, sejam eles muito altos ou muito baixos, acontece uma dificuldade de funcionamento das células de todo o organismo. E, já que estamos falando de crescimento…
Se os níveis de açúcar estão descontrolados, as células responsáveis pela fabricação dos ossos, tendões, cartilagens tem seu crescimento prejudicado, e a tendência é que a criança cresça menos. Da mesma forma, a chegada da puberdade também é prejudicada, tanto em meninos como em meninas.
Dessa forma, durante a fase de crescimento, é preciso que os níveis de açúcar fiquem bem controlados. Neste momento que vários sistemas do organismo estão se desenvolvendo e formando, manter o controle de glicose é fundamental para uma infância e adolescência saudáveis. O segredo é informação, cuidados intensivos com a alimentação, medicamentos corretos e atenção médica e de cuidadores. O conjunto da obra é a criança feliz e com uma vida normal, como deve ser!
Por Dra. Andressa Heimbecher Soares, endocrinologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Membro Ativo da Endocrine Society.
Tabagismo piora complicações do diabetes, mas parar de fumar pode ajudar
As pessoas com diabetes tipo 2 que fumam têm riscos significativamente mais altos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e morte do que diabéticos não-fumantes, mostra um novo estudo.
Elas também tinham maiores riscos de artérias obstruídas, insuficiência cardíaca e redução do fluxo sanguíneo para os membros.
Os riscos foram menores para os diabéticos que pararam de fumar, mas ainda moderadamente mais elevados do que entre os que nunca fumaram, escrevem os pesquisadores na revista Circulation.
O autor principal Uma Pan disse à Reuters Health por e-mail que o tabagismo ainda é comum entre as pessoas com diabetes, apesar dos esforços para desencorajar isso.
“Queríamos saber se o fumo estava relacionada com a mortalidade total e eventos cardiovasculares entre os pacientes diabéticos e se a cessação do tabagismo reduziria os riscos”, disse Pan, que é professora na Universidade Huazhong de Ciência e Tecnologia na China.
De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, o tabagismo pode agravar os riscos para a saúde que vão junto com a diabetes, como doença cardíaca e renal, danos nos nervos e cegueira.
A equipe de Pan reuniu dados de 89 estudos anteriores do tabagismo entre os adultos com diabetes tipo 2 e descobriram que os fumantes que eram em torno de 1,5 vezes mais propensos a experimentar obstrução das artérias, acidente vascular cerebral, doença global do coração e insuficiência cardíaca.
Além disso, os fumantes eram duas vezes mais propensos a sofrer de doença arterial periférica, ou redução do fluxo sanguíneo para os membros, que as pacientes que não fumavam.
Os ex-fumantes tinham 1,2 vezes o risco de entupimento das artérias e 1,1 vezes o risco de doença cardíaca em geral, em comparação com os que nunca fumaram.
Usando as estimativas de risco de sua avaliação e as taxas globais de mortes por diabetes, os pesquisadores estimaram que o tabagismo foi responsável por 14,6 por cento das mortes em homens diabéticos e 3,3 por cento das mortes em mulheres diabéticas em todo o mundo.
Dr. Wael Al-Delaimy, chefe da divisão de saúde global da Universidade da Califórnia, em San Diego, disse que parte do problema pode ser os cuidados que os doentes com diabetes recebem.
“O médico que cuida do paciente diabetes pode estar se concentrando em fatores de risco cardiovasculares ou complicações do diabetes e dieta e controle de peso, negligenciando o tabagismo como outro fator de risco importante”, disse Al-Delaimy à Reuters por e-mail.
Pan disse que alguns fumantes podem estar relutantes em largar o vício devido a preocupações sobre o ganho de peso à curto prazo. No entanto, ele observou: “Os benefícios à longo prazo se sobrepõem claramente aos efeitos colaterais de curto prazo”.
Pan aconselha os pacientes diabéticos que são fumantes “a buscar ajuda profissional para parar de fumar”.
Al-Delaimy concordou, dizendo: “Se você é um paciente que sofre de diabetes e fuma cigarros, ou se você conhece um membro da família, amigo ou qualquer outra pessoa que é diabético e fumante, ainda há oportunidade para diminuir substancialmente as complicações e sofrimento ou até mesmo a morte precoce por parar de fumar”.
http://news.yahoo.com/
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