É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
domingo, 3 de maio de 2015
1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina
Descoberta de que alta porcentagem de quem está com DIABETES tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
Praticar exercícios facilita controlar a glicemia (mesmo que você não perca peso!)
Pesquisa mostra que a prática de esportes e exercícios, independente da perda de peso, favorece uma série de parâmetros de saúde que ajudam a controlar o DIABETES.
Vale a pena suar: exercícios ajudam o corpo a controlar as variações de açúcar no sangue, indicam pesquisas.
Uma dica valiosa para quem está com DIABETES é “fazer exercícios”. Praticamente todos os profissionais da saúde e publicações especializadas no público diabético nos lembram constantemente da importância de nos mantermos ativos. A idéia é que, ao nos exercitarmos, ajudamos o corpo a PERDER PESO, e com isso conseguimos um melhor controle da glicemia.
Tudo isto é verdade. Mas praticar esportes e atividades físicas é muito bom para o corpo não apenas por causa da balança. Uma nova pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, capital dinamarquesa, mostra que quem se exercita consegue cuidar do DIABETES com muito mais facilidade, tendo perdido peso ou não.
POR QUE PRATICAR EXERCÍCIOS FAZ TÃO BEM?
Quando esforçamos a corpo durante atividades físicas, várias modificações saudáveis acontecem no organismo. É como se o corpo fosse “ativado” para funcionar melhor. No caso de quem convive com o DIABETES, uma destas modificações mais importantes é que os músculos passam a ser mais sensíveis à ação da insulina. Com isto, fica cada vez mais fácil manter taxas adequadas de açúcar no sangue.
Mas as vantagens para o organismo não param por aí. Para mostrar como os esportes ajudam a vida de todo mundo, uma equipe liderada pelo cientista Thomas Solomon analisou a saúde de mais de 300 pessoas antes e depois de entrarem em uma rotina de exercícios físicos.
Dados como a glicemia, porcentagem de hemoglobina glicada, altura e peso, níveis de colesterol e de sensibilidade à insulina foram comparados.
Não precisa pegar pesado todo dia: uma simples caminhada já ajuda o corpo a funcionar melhor.
A conclusão, publicada no periódico DIABETES Care, é inequívoca: manter o corpo ativo faz muito bem, independentemente da perda de peso.
Quem praticou exercícios mostrou glicemia de jejum menor, manteve um melhor controle das taxas de açúcar no sangue ao longo de todo o dia, teve taxas menores de hemoglobina glicada e, ainda por cima, mostrou sensibilidade aprimorada à insulina. Todos estes fatores tornam muito mais fácil o controle diário do DIABETES.
“Apesar da importância enorme do peso e do Índice de Massa Corporal [em quem está com DIABETES], nossos resultados são clinicamente significativos, pois mostram a relevância da boa condição cardiorrespiratória em relação às causas [por trás do diabetes]”, concluíram os pesquisadores.
Ou seja: mesmo se você está no peso correto, manter-se ativo é sempre um bônus para a saúde e, por si só, já ajuda em muito a convivência com o diabetes. Às vezes a solução dos nossos problemas de controle da glicemia não se encontra nas prateleiras das farmácias, mas está em colocar uma bermuda e um tênis de caminhada e sair pra rua!
Entenda tudo sobre a VACINA contra o diabetes tipo 1
Pesquisa publicada este mês abre o caminho para uma vacina contra o DIABETES tipo 1 no futuro. Entenda o que foi descoberto e como isto pode mudar nossas vidas.
Ezio Bonifácio – eis um nome que iremos ouvir bastante nos próximos anos. Professor de DIABETESno Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, Ezio e sua equipe publicaram uma descoberta incrível sobre uma possível maneira de prevenir o diabetes tipo 1 – o que gera esperanças de que uma vacina contra este tipo de DIABETES seja criada em breve.
A ORIGEM DO DIABETES TIPO 1
Para entender o impacto da descoberta, vale relembrar: o diabetes tipo 1 costuma aparecer cedo durante a vida, quando o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. Conforme elas são destruídas, menos insulina é feita; com isso, o açúcar dos alimentos vai se acumulando no sangue, levando ao diabetes. Por isso, quem está com diabetes tipo 1 precisa, necessariamente, injetar insulina todos os dias para viver bem.
Ninguém sabe ao certo por que, em algumas pessoas, acontece este “auto-ataque” do sistema imune contra as células que produzem insulina. Uma hipótese é que, em diabéticos tipo 1, o sistema de defesa não entrou em contato suficiente com a insulina durante os primeiros anos de vida. É como se os “soldados” que nos guardam contra infecções encontrassem a insulina pela primeira vez e achassem que ela era uma “intrusa”, que deve ser combatida.
COMBATENDO DO LADO CERTO
Como, então, convencer o sistema imune de que a insulina é uma parte “boa” do nosso corpo? Uma idéia é “apresentá-la” aos soldados nas quantidades adequadas, nos primeiros anos de vida, a fim de que eles se acostumem ao hormônio e não ataquem, no futuro, as células que o produzem.
A vacina “ensanaria” ao sistema de defesa do corpo que a insulina não é um “inimigo”
Foi exatamente isto que Ezio e sua equipe buscaram fazer. Eles recrutaram 25 crianças, de 2 a 7 anos e com alto risco de desenvolverem DIABETES tipo 1 (isto é, tinham histórico familiar de DM1 e possuíam genes que as predispunham à condição). Elas receberam, durante um período que variou de 3 a 18 meses, doses variáveis de insulina oral.
A insulina oral é um pózinho de insulina que pode ser misturado aos alimentos. Ele não é vendido normalmente para tratar o DIABETES porque a insulina, quando “engolida”, é destruída muito rapidamente pelo corpo – apenas 1% chega à corrente sangüínea. Por isso que as injeções ainda são a melhor opção.
Porém, uma vantagem da insulina em pó é que ela entra em contato com a mucosa da boca. E lá ela entrará em contato também com células do sistema imune.
RESULTADOS ANIMADORES = 1ª VACINA ANTI-DIABETES?
Se tudo der certo, as primeiras vacinas poderão estar prontas já na próxima década.
O estudo foi conduzido de 2009 a 2013, e só agora os resultados foram compilados. A descoberta dos cientistas é que as crianças que receberam as maiores doses de insulina oral mostraram, de fato, sinais de que o sistema imune já estava “reconhecendo” o hormônio, o que indica um caminho promissor na prevenção do ataque às células beta, produtoras da insulina.
“Dar insulina a crianças com alto risco genético de desenvolver DIABETES tipo 1 pode, na verdade, ter um efeito protetor, como se fosse uma vacina. Ou seja, a insulina estimula o sistema imune destas crianças de um jeito que as protege do diabetes tipo 1″, afirmou Ezio em um comunicado à imprensa.
A meta do grupo de pesquisas de Ezio, agora, é testar o método em um grupo maior de crianças. Os resultados deste estudo deverão estar prontos apenas em 2022. Enquanto isso, os pesquisadores testarão doses maiores de insulina oral.
De acordo com o cientista, caso o método venha a se transformar em uma vacina contra DM1, crianças com alto risco de desenvolver a doença começarão o tratamento com insulina oral aos 6 meses de idade, e continuarão recebendo as doses até os 2 ou 3 anos.
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