Em outubro do ano passado, a Abbott lançou o tão aguardado sistema de monitoramento de glicose FreeStyle Libre, na Europa. O produto, único no mundo, destina-se a ser um substituto para os medidores de glicose no sangue, dando aos pacientes muitos dos benefícios da monitorização contínua de glicose (CGM), incluindo os valores de glicose em tempo real, informações sobre tendências e relatórios abrangentes. Embora ainda não esteja aprovado nos EUA, testamos o produto no mês passado (o aparelho só pode ser encomendado on-line a partir de sites na Europa).
Tendo em vista a opinião de blogueiros europeus que já utilizavam o produto, tivemos grandes expectativas de realizar nosso próprio teste, e o FreeStyle Libre, absolutamente, se superou em cada etapa – o sistema foi fácil de configurar e usar (uma grande vitória para os prestadores de cuidados de saúde); discreto ao se usar no braço; suficientemente preciso, com desempenho similar ao CGM G4 Platinum da DexCom (com vantagem de não ser requerido furar o dedo para calibração); e deu uma excelente imagem das tendências de glicose em tempo real por meio de relatórios no dispositivo. Em suma, é uma revolução na relação atual da pouca informação fornecida pelos medidores tradicionais de glicose no sangue, tudo em um pacote que qualquer um pode pegar e já sair usando.
Damos ao FreeStyle Libre a nota máxima na avaliação e recomendaríamos a quase todas as pessoas com diabetes, especialmente àqueles usuários de insulina que testam a sua glicose no sangue com freqüência e que desejam mais informações do que os atuais medidores podem proporcionar. Um ponto chave da diferença para o CGM (Monitor Contínuo de Glicose) é que FreeStyle Libre não possui alarmes quando ocorre uma alta ou baixa taxa de glicemia, o que significa que não é tão ideal para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para os que não possuem percepção da hipoglicemia.
Este artigo discute a nossa experiência vestindo e usando o dispositivo, a sua precisão em comparação com o CGM DexCom G4 Platinum, como pessoas com diabetes na Europa podem obtê-lo, embora o estivéssemos usando nos EUA, e como ele é diferente do CGM.
1. COMO O FREESTYLE LIBRE FUNCIONA
FreeStyle Livre inclui um sensor de glicose muito pequeno (0,5 centímetros de comprimento, com quase a espessura de um fio cabelo) usado sob a pele e ligado a um disco de plástico colado ao corpo, resistente à água e do tamanho da moeda de um real. O sensor permanece inserido por 14 dias e não requer calibrações através de uma picada no dedo (já vem “calibrado de fábrica”). Depois de colocá-lo na parte superior do braço e esperar cerca de uma hora, ele imediatamente começa a leitura da glicose e mostra tendência informações. FreeStyle Libre é aprovado para se fazer o cálculo da dosagem de insulina a ser tomada, exceto em três casos em que uma picada no dedo é recomendada: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema.
Para usar FreeStyle Libre, basta o usuário pegar um dispositivo leitor com tela sensível ao toque, segura-lo perto (dentro de 3,5 centímetros) do sensor, e esperar o breve apito. Em menos de um segundo, você poderá ver o seu valor da glicose em tempo real (por exemplo, 102 mg / dl), uma seta com a tendência de glicose (por exemplo, aumentando), e um gráfico que mostra a tendência das últimas oito horas de dados. O dispositivo de leitura exibe relatórios em sua tela que pode ser baixado para o computador através de um software fornecido. O sistema já está disponível na Europa (informações sobre preços abaixo) para pessoas com ambos os tipos de diabetes (tipo 1 e tipo 2).
2. INSERINDO, INICIANDO E FAZENDO USO DO SENSOR
Nenhuma punção digital para calibração e apenas um tempo de inicialização de uma hora
Sensor menor, menos doloroso do que CGM tradicional
Processo de inserção muito simples, não requer treinamento
Cada sistema de sensor dura 14 dias e vem com um dispositivo simples para aplicá-lo na parte superior do braço. O processo de inserção levou menos de 15 segundos e pode ser feito com uma mão. “Especialista em dores”, nossa amiga Kelly achou que a inserção do sensor no braço foi totalmente indolor, e ela tende a ser muito sensível. Adam experimentou um pouco de dor, uma vez que o local que ele escolheu não tinha muita gordura subcutânea. No entanto, tanto para Adam quanto para Kelly, a inserção se mostrou muito fácil, mais intuitiva e menos dolorosa do que a inserção dos sensores DexCom G4 Platinum e Medtronic Enlite. O sensor do FreeStyle Libre é muito pequeno – apenas 0,5 centímetro – tornando-se mais de três vezes menor (aproximadamente) do que os dos dispositivos DexCom e da Medtronic.
Uma vez inserido o sensor, que dura 14 dias, o início do uso requer apenas três passos: (i) toque em “iniciar sensor” na tela sensível ao toque no leitor; (Ii) manter o leitor dentro de 3,5 centímetros do sensor (para a “varredura”); (Iii) esperar uma hora. Uma vez que a contagem regressiva de 60 minutos termina, o sistema dá valores de glicose em tempo real e informações de tendências. Nenhuma picada no dedo para um medidor de glicose é necessária para calibração.
Enquanto o braço se pareça um local muito visível e talvez irritante, o dispositivo onde fica o sensor é tão pequeno e leve que nós até esquecemos que estávamos com ele. O disco, bem discreto, também vem com um adesivo muito, muito pegajoso. O sensor de Kelly permaneceu por todos os 14 dias e, uma vez que a sessão do sensor terminou, foi necessário um pouco de força para remove-lo. Já o sensor de Adam acabou após 13 dias, pois ele tende a ser muito ativo; paralelamente, o seu sensor da DexCom só durou 11 dias, e ainda exigia uma gravação adicional. A Abbott está buscando aprovação para locais alternativos de aplicação (por exemplo, estômago, coxas) que poderiam ser mais discretos.
3. A VARREDURA DO SENSOR OBTÉM OS DADOS DA GLICOSE
O processo de varredura leva menos de três segundos e funciona também sobre a roupa
Cada varredura traz sensação de conforto e tranquilidade
Ao contrário do CGM tradicional, FreeStyle Libre não envia continuamente os dados da glicose em tempo real para o leitor; em vez disso, o dispositivo onde se encontra o sensor deve ser “escaneado” com o leitor a fim de se obter o valor da glicose em tempo real, a projeção e gráfico de tendência. O dispositivo sensor armazena até oito horas de dados de glicose de cada vez (os valores são tomados a cada minuto). Adam fazia uma média de 11 leituras por dia e o seu aparelho capturou quase 100% dos dados de glicose. Tal como a visualização de dados num receptor CGM, não há limites para o número de análises que podem ser tomadas.
A Abbott fez um excelente trabalho ao projetar o processo de varredura para que durasse menos de três segundos. Pressionar o botão único no leitor touchscreen imediatamente o leva até o menu “Sensor Scan”. De lá, segurando o leitor a poucos centímetros do sensor, se obtém em tempo real o valor / tendências e as últimas oito horas de informação da glicose (exibido em um gráfico, assim como num CGM tradicional). O processo de “scanner” funciona mesmo por sobre muitas camadas de roupa, permitindo excelente discrição e flexibilidade. Na tela inicial, você também pode adicionar tags a cada varredura, como carboidratos, insulina, exercício e outras opções personalizáveis.
Há uma certa diversão, sensação agradável e até prazer psicológico ao escanearmos o dispositivo sensor. Cada verificação é acompanhada por um encorajador “ding” (som de campainha), seguido dos dados sobre o leitor. Sentimos como se fosse uma mágica, completamente oposta ao incômodo dos medidores tradicionais de glicose no sangue, especialmente porque não há nenhum limite ou custo associado à estas medições adicionais. E importante, FreeStyle Libre exibe o número e a seta de tendência na cor preto, não importa o quão alto ou baixo está – o que tira um pouco do estresse da obtenção de tais dados detalhados de glicose. No entanto, a hipoglicemia é apropriadamente mostrada no gráfico de tendência em vermelho brilhante, chamando a atenção para isso.
4. PRECISÃO E COMO ELE SE COMPARA AO G4 PLATINUM DA DEXCOM
Precisão comparável ao DexCom G4 Platinum (incluindo os casos de hipoglicemia), mas sem necessidade de calibrações com picadas no dedo
Preciso e confiável o suficiente para utilizarmos seus valores para cálculo da dosagem de insulina
No geral, a precisão do FreeStyle Libre foi francamente impressionante e era confiável o suficiente para se calcular a dosagem de insulina. Para testar a exatidão no mundo real, Adam usava o FreeStyle Livre ao mesmo tempo com um sensor DexCom G4 Platinum (calibrado duas vezes por dia). Ele comparou a informação em tempo real gerado por ambos os dispositivos em 46 valores sanguíneos de glicose medidos ao longo de duas semanas. Em média, FreeStyle Libre esteve apenas 12% das vezes diferente do valor do medidor tradicional, muito semelhante aos 13% de diferença do DexCom G4 Platinum (nota: Adam não estava usando o novo software da DexCom lançado em novembro, que fazia aumentar a precisão do G4). Além disso, ambos os dispositivos tiveram um número semelhante de valores de sensores que ficaram com mais de 20% de diferença em relação ao valor do medidor (sete com FreeStyle Libre e oito com DexCom).
A exatidão do FreeStyle Libre também era forte em se tratando de hipoglicemia. Adam experimentou nove leituras de glicose no sangue menores que 80 mg / dl durante o período de duas semanas e, em média, o FreeStyle Libre foi cerca de 11% das vezes diferentes do medidor contra 8% para o DexCom G4 Platinum. O intervalo de tempo entre o valor medido pelo medidor tradicional e o valor do sensor foi semelhante para o FreeStyle Libre e o DexCom G4 Platinum – cerca de cinco a dez minutos, no máximo.
A tecnologia de sensor no FreeStyle Libre é baseada no altamente preciso FreeStyle Navigator CGM, que foi originalmente lançado nos EUA em 2008 e descontinuado em 2011. Com isso em mente, não estávamos muito surpresos ao ver a alta precisão do novo dispositivo. No entanto, o fato de que FreeStyle Libre mantém a precisão do Navigator – mas sem necessidade de furar a ponta dos dedos – representa um grande avanço.
5. LEITOR TOUCHSCREEN
Estrutura de navegação com menus simples e intuitivo
Relatórios do dispositivo fornecem excelente visão geral, histórico da glicose e previsão de problemas.
O leitor do FreeStyle Libre é semelhante ao medidor FreeStyle Insulinx da Abbott, mas adiciona uma tela de cores nítidas. O leitor é pequeno, leve e fácil de navegar com uma tela sensível ao toque, interface baseada em ícones (para conferir glicose, história e configurações). Ele tem uma porta micro-USB para recarregar (nós só precisamos de duas cargas para mais de duas semanas de desgaste, mas isso depende do uso), e o software para obter os dados no computador pessoal pode ser baixado para Mac ou PC. O leitor também inclui um medidor de glicemia FreeStyle para os poucos casos em que a Abbott recomenda uma picada no dedo de confirmação (hipoglicemia, taxas com mudanças rápidas ou quando os sintomas não correspondem ao leitor).
O destaque do leitor é, inquestionavelmente, o menu de histórico, que inclui uma série de excelentes relatórios para compreender as tendências de glicose e áreas problemáticas. Nossos favoritos:
Tempo de precisão – A visão valiosa de alto nível com a porcentagem do últimos 7/14/30/90 dias em que a glicose se encontrava acima, abaixo e no alvo. Fundamental para determinar se a hipoglicemia ou hiperglicemia é um problema
Média de Glicose (exibido por hora do dia) – Uma ótima maneira de ver se um determinado tempo de seis horas do dia é particularmente problemático.
Eventos de baixa de glicose (exibidos por hora do dia) – Mais uma vez, uma excelente maneira de ver se determinado tempo de seis horas do dia está ocorrendo maior número de episódios de hipoglicemia
O padrão diário – Um gráfico de tendências de 24 horas que mostra claramente as horas do dia com os valores mais extremos (alta / baixa) da glicose.
Gráficos diários – Uma maneira impressionante para analisar o dia-a-dia e ver o gráfico de tendência de 24 horas obtido naquele dia.
Nas apresentações que antecederam o lançamento, a Abbott também promoveu o software compatível com Mac e PC que vem com o FreeStyle Libre. O software procura simplificar a análise dos dados de glicose, tanto por meio de um sistema de cores (para identificar áreas problemáticas) e um único relatório com apenas uma página chamada de Perfil de Glicose Ambulatorial. O objetivo é fornecer aos profissionais de saúde e pacientes, uma ferramenta simples para melhor adequar e individualizar a sua terapia. Infelizmente, não fomos capazes de fazer o download do software para esta unidade de teste, mas esperamos tentar fazê-lo no futuro.
6. CUSTO E COMO OBTÊ-LO NA EUROPA
FreeStyle Libre está disponível on-line em lojas de sete países europeus: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Suécia. O leitor de tela sensível ao toque (pago somente na primeira vez) e cada sensor de 14 dias custa € 59,90 (+ ou – U$ 77 ou R$ 200) – significativamente mais barato do que o pagamento da manutenção de um CGM tradicional embora definitivamente mais caro do que várias tiras por dia (o que não é muitos utilizado por pacientes tipo 2). Notavelmente o FreeStyle Libre não exige receita médica na UE. O pagamento do sistema está sendo feito pelo próprio usuário neste momento, embora a Abbott esteja atualmente inscrevendo participantes para dois estudos clínicos que devem ajudar no reembolso naqueles países.
Você quer um? Se assim for, você precisa apenas de um amigo com um cartão de crédito com base em um dos países que esteja disponível, além de ter de acessar o site do Freestyle Libre naquele país – além disso, deve possuir a capacidade de pagar por esta tecnologia fascinante.
7. QUANDO O FREESTYLE LIBRE ESTARÁ NOS EUA?
A Abbott está realizando um estudo de precisão de FreeStyle Libre nos EUA . O estudo está previsto para ser concluído em março. A Abbott, então, deverá garantir a aprovação do FDA para o FreeStyle Libre, o que provavelmente levará pelo menos, mais 12 meses. Imaginamos que será muito mais rápido, porém o FreeStyle Libre poderá estar disponível nos EUA em meados de 2016 se seguir este ritual.
RESUMO
COMO O FREESTYLE LIBRE SE DIFERENCIA DA MONITORIZAÇÃO CONTÍNUA DE GLICOSE (CGM)?
O FreeStyle Libre incorpora elementos de monitoramento contínuo de glicose, como um sensor colocado sob a pele, tendo os valores de glicose tomados a cada minuto, setas de tendência e dados para download. No entanto, ele é realmente uma nova categoria de monitoramento de glicose significativamente diferente dos CGM’s.
O FreeStyle Libre não tem alarmes ou alertas, uma vez que os dados do sensor de glicose não são enviados continuamente para o dispositivo de leitura. Em vez disso, uma simples varredura do disco sensor utilizando o leitor obtém os dados da glicose e informações de tendência. Em contrapartida, os CGM’s tradicionais enviam continuamente os dados de glicose para o receptor / bomba, permitindo alertas quando detecta uma glicose alta ou mudança da velocidade para níveis baixos. Isso faz com que o CGM seja uma opção mais atraente para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para aqueles que já não percebem a presença da hipoglicemia. No entanto, aqueles que se incomodam com sons de alarmes podem preferir o FreeStyle Libre.
FreeStyle Libre é “calibrado de fábrica”, ou seja, os usuários não têm de introduzir quaisquer valores dos medidores de glicemia para o sistema. Após o sensor ser iniciado e usado durante uma hora, ele começa a mostrar pontos de dados de glicose e tendências. Por outro lado, CGM’s da Medtronic e DexCom requerem calibração de inicialização, bem como calibrações diárias para manter a precisão do sensor. A calibração de fábrica do FreeStyle Libre representa um impressionante avanço nesta tecnologia.
FreeStyle Libre é aprovado para se calcular a dosagem de insulina, exceto em três casos: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema. Nestes casos, a Abbott recomenda confirmar o valor em um medidor comum através de uma picada no dedo. Em contrapartida, os usuários da Medtronic e DexCom atualmente supostamente já confirmaram todos os valores do CGM com uma picada no dedo antes da dosagem de insulina.
Com apenas 59,90 € (+ ou – 77 dólares dos EUA / R$ 200) para o leitor touchscreen e cada sensor de 14 dias, FreeStyle Libre tem um custo muito menor em relação aos atuais CGM’s. Por exemplo, os encargos com o DexCom são de mais ou menos U$ 885 para o kit inicial e US $ 72 por sete dias sensor. A maioria dos pacientes nos EUA têm reembolso para o CGM; no entanto, a maioria dos pacientes europeus não têm reembolso para CGM, o que faz com que o preço do FreeStyle Libre fique muito mais atraente. A Abbott está a realizando dois estudos para apoiar o reembolso.
O FreeStyle Libre não exige receita médica e pode ser encomendado on-line. O CGM DexCom ou Medtronic, ambos exigem receita médica e necessitam de um processo mais longo para a aquisição (formação, verificação do seguro, telefonemas, etc.).
http://diatribe.org/
PS DO EDITOR TIABETH:
Este aparelho está previsto de chegar no último trimestre de 2016 ao Brasil.
Dúvidas ou questionamentos, entre em contato com a Abbott através do link abaixo.
https://www.abbottbrasil.com.br/fale-conosco.html
No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
FREESTYLE LIBRE DA ABBOTT – TRANSFORMANDO O MONITORAMENTO DA GLICOSE EM ALGO SIMPLES
Em outubro do ano passado, a Abbott lançou o tão aguardado sistema de monitoramento de glicose FreeStyle Libre, na Europa. O produto, único no mundo, destina-se a ser um substituto para os medidores de glicose no sangue, dando aos pacientes muitos dos benefícios da monitorização contínua de glicose (CGM), incluindo os valores de glicose em tempo real, informações sobre tendências e relatórios abrangentes. Embora ainda não esteja aprovado nos EUA, testamos o produto no mês passado (o aparelho só pode ser encomendado on-line a partir de sites na Europa).
Tendo em vista a opinião de blogueiros europeus que já utilizavam o produto, tivemos grandes expectativas de realizar nosso próprio teste, e o FreeStyle Libre, absolutamente, se superou em cada etapa – o sistema foi fácil de configurar e usar (uma grande vitória para os prestadores de cuidados de saúde); discreto ao se usar no braço; suficientemente preciso, com desempenho similar ao CGM G4 Platinum da DexCom (com vantagem de não ser requerido furar o dedo para calibração); e deu uma excelente imagem das tendências de glicose em tempo real por meio de relatórios no dispositivo. Em suma, é uma revolução na relação atual da pouca informação fornecida pelos medidores tradicionais de glicose no sangue, tudo em um pacote que qualquer um pode pegar e já sair usando.
Damos ao FreeStyle Libre a nota máxima na avaliação e recomendaríamos a quase todas as pessoas com diabetes, especialmente àqueles usuários de insulina que testam a sua glicose no sangue com freqüência e que desejam mais informações do que os atuais medidores podem proporcionar. Um ponto chave da diferença para o CGM (Monitor Contínuo de Glicose) é que FreeStyle Libre não possui alarmes quando ocorre uma alta ou baixa taxa de glicemia, o que significa que não é tão ideal para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para os que não possuem percepção da hipoglicemia.
Este artigo discute a nossa experiência vestindo e usando o dispositivo, a sua precisão em comparação com o CGM DexCom G4 Platinum, como pessoas com diabetes na Europa podem obtê-lo, embora o estivéssemos usando nos EUA, e como ele é diferente do CGM.
1. COMO O FREESTYLE LIBRE FUNCIONA
FreeStyle Livre inclui um sensor de glicose muito pequeno (0,5 centímetros de comprimento, com quase a espessura de um fio cabelo) usado sob a pele e ligado a um disco de plástico colado ao corpo, resistente à água e do tamanho da moeda de um real. O sensor permanece inserido por 14 dias e não requer calibrações através de uma picada no dedo (já vem “calibrado de fábrica”). Depois de colocá-lo na parte superior do braço e esperar cerca de uma hora, ele imediatamente começa a leitura da glicose e mostra tendência informações. FreeStyle Libre é aprovado para se fazer o cálculo da dosagem de insulina a ser tomada, exceto em três casos em que uma picada no dedo é recomendada: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema.
Para usar FreeStyle Libre, basta o usuário pegar um dispositivo leitor com tela sensível ao toque, segura-lo perto (dentro de 3,5 centímetros) do sensor, e esperar o breve apito. Em menos de um segundo, você poderá ver o seu valor da glicose em tempo real (por exemplo, 102 mg / dl), uma seta com a tendência de glicose (por exemplo, aumentando), e um gráfico que mostra a tendência das últimas oito horas de dados. O dispositivo de leitura exibe relatórios em sua tela que pode ser baixado para o computador através de um software fornecido. O sistema já está disponível na Europa (informações sobre preços abaixo) para pessoas com ambos os tipos de diabetes (tipo 1 e tipo 2).
2. INSERINDO, INICIANDO E FAZENDO USO DO SENSOR
Nenhuma punção digital para calibração e apenas um tempo de inicialização de uma hora
Sensor menor, menos doloroso do que CGM tradicional
Processo de inserção muito simples, não requer treinamento
Cada sistema de sensor dura 14 dias e vem com um dispositivo simples para aplicá-lo na parte superior do braço. O processo de inserção levou menos de 15 segundos e pode ser feito com uma mão. “Especialista em dores”, nossa amiga Kelly achou que a inserção do sensor no braço foi totalmente indolor, e ela tende a ser muito sensível. Adam experimentou um pouco de dor, uma vez que o local que ele escolheu não tinha muita gordura subcutânea. No entanto, tanto para Adam quanto para Kelly, a inserção se mostrou muito fácil, mais intuitiva e menos dolorosa do que a inserção dos sensores DexCom G4 Platinum e Medtronic Enlite. O sensor do FreeStyle Libre é muito pequeno – apenas 0,5 centímetro – tornando-se mais de três vezes menor (aproximadamente) do que os dos dispositivos DexCom e da Medtronic.
Uma vez inserido o sensor, que dura 14 dias, o início do uso requer apenas três passos: (i) toque em “iniciar sensor” na tela sensível ao toque no leitor; (Ii) manter o leitor dentro de 3,5 centímetros do sensor (para a “varredura”); (Iii) esperar uma hora. Uma vez que a contagem regressiva de 60 minutos termina, o sistema dá valores de glicose em tempo real e informações de tendências. Nenhuma picada no dedo para um medidor de glicose é necessária para calibração.
Enquanto o braço se pareça um local muito visível e talvez irritante, o dispositivo onde fica o sensor é tão pequeno e leve que nós até esquecemos que estávamos com ele. O disco, bem discreto, também vem com um adesivo muito, muito pegajoso. O sensor de Kelly permaneceu por todos os 14 dias e, uma vez que a sessão do sensor terminou, foi necessário um pouco de força para remove-lo. Já o sensor de Adam acabou após 13 dias, pois ele tende a ser muito ativo; paralelamente, o seu sensor da DexCom só durou 11 dias, e ainda exigia uma gravação adicional. A Abbott está buscando aprovação para locais alternativos de aplicação (por exemplo, estômago, coxas) que poderiam ser mais discretos.
3. A VARREDURA DO SENSOR OBTÉM OS DADOS DA GLICOSE
O processo de varredura leva menos de três segundos e funciona também sobre a roupa
Cada varredura traz sensação de conforto e tranquilidade
Ao contrário do CGM tradicional, FreeStyle Libre não envia continuamente os dados da glicose em tempo real para o leitor; em vez disso, o dispositivo onde se encontra o sensor deve ser “escaneado” com o leitor a fim de se obter o valor da glicose em tempo real, a projeção e gráfico de tendência. O dispositivo sensor armazena até oito horas de dados de glicose de cada vez (os valores são tomados a cada minuto). Adam fazia uma média de 11 leituras por dia e o seu aparelho capturou quase 100% dos dados de glicose. Tal como a visualização de dados num receptor CGM, não há limites para o número de análises que podem ser tomadas.
A Abbott fez um excelente trabalho ao projetar o processo de varredura para que durasse menos de três segundos. Pressionar o botão único no leitor touchscreen imediatamente o leva até o menu “Sensor Scan”. De lá, segurando o leitor a poucos centímetros do sensor, se obtém em tempo real o valor / tendências e as últimas oito horas de informação da glicose (exibido em um gráfico, assim como num CGM tradicional). O processo de “scanner” funciona mesmo por sobre muitas camadas de roupa, permitindo excelente discrição e flexibilidade. Na tela inicial, você também pode adicionar tags a cada varredura, como carboidratos, insulina, exercício e outras opções personalizáveis.
Há uma certa diversão, sensação agradável e até prazer psicológico ao escanearmos o dispositivo sensor. Cada verificação é acompanhada por um encorajador “ding” (som de campainha), seguido dos dados sobre o leitor. Sentimos como se fosse uma mágica, completamente oposta ao incômodo dos medidores tradicionais de glicose no sangue, especialmente porque não há nenhum limite ou custo associado à estas medições adicionais. E importante, FreeStyle Libre exibe o número e a seta de tendência na cor preto, não importa o quão alto ou baixo está – o que tira um pouco do estresse da obtenção de tais dados detalhados de glicose. No entanto, a hipoglicemia é apropriadamente mostrada no gráfico de tendência em vermelho brilhante, chamando a atenção para isso.
4. PRECISÃO E COMO ELE SE COMPARA AO G4 PLATINUM DA DEXCOM
Precisão comparável ao DexCom G4 Platinum (incluindo os casos de hipoglicemia), mas sem necessidade de calibrações com picadas no dedo
Preciso e confiável o suficiente para utilizarmos seus valores para cálculo da dosagem de insulina
No geral, a precisão do FreeStyle Libre foi francamente impressionante e era confiável o suficiente para se calcular a dosagem de insulina. Para testar a exatidão no mundo real, Adam usava o FreeStyle Livre ao mesmo tempo com um sensor DexCom G4 Platinum (calibrado duas vezes por dia). Ele comparou a informação em tempo real gerado por ambos os dispositivos em 46 valores sanguíneos de glicose medidos ao longo de duas semanas. Em média, FreeStyle Libre esteve apenas 12% das vezes diferente do valor do medidor tradicional, muito semelhante aos 13% de diferença do DexCom G4 Platinum (nota: Adam não estava usando o novo software da DexCom lançado em novembro, que fazia aumentar a precisão do G4). Além disso, ambos os dispositivos tiveram um número semelhante de valores de sensores que ficaram com mais de 20% de diferença em relação ao valor do medidor (sete com FreeStyle Libre e oito com DexCom).
A exatidão do FreeStyle Libre também era forte em se tratando de hipoglicemia. Adam experimentou nove leituras de glicose no sangue menores que 80 mg / dl durante o período de duas semanas e, em média, o FreeStyle Libre foi cerca de 11% das vezes diferentes do medidor contra 8% para o DexCom G4 Platinum. O intervalo de tempo entre o valor medido pelo medidor tradicional e o valor do sensor foi semelhante para o FreeStyle Libre e o DexCom G4 Platinum – cerca de cinco a dez minutos, no máximo.
A tecnologia de sensor no FreeStyle Libre é baseada no altamente preciso FreeStyle Navigator CGM, que foi originalmente lançado nos EUA em 2008 e descontinuado em 2011. Com isso em mente, não estávamos muito surpresos ao ver a alta precisão do novo dispositivo. No entanto, o fato de que FreeStyle Libre mantém a precisão do Navigator – mas sem necessidade de furar a ponta dos dedos – representa um grande avanço.
5. LEITOR TOUCHSCREEN
Estrutura de navegação com menus simples e intuitivo
Relatórios do dispositivo fornecem excelente visão geral, histórico da glicose e previsão de problemas.
O leitor do FreeStyle Libre é semelhante ao medidor FreeStyle Insulinx da Abbott, mas adiciona uma tela de cores nítidas. O leitor é pequeno, leve e fácil de navegar com uma tela sensível ao toque, interface baseada em ícones (para conferir glicose, história e configurações). Ele tem uma porta micro-USB para recarregar (nós só precisamos de duas cargas para mais de duas semanas de desgaste, mas isso depende do uso), e o software para obter os dados no computador pessoal pode ser baixado para Mac ou PC. O leitor também inclui um medidor de glicemia FreeStyle para os poucos casos em que a Abbott recomenda uma picada no dedo de confirmação (hipoglicemia, taxas com mudanças rápidas ou quando os sintomas não correspondem ao leitor).
O destaque do leitor é, inquestionavelmente, o menu de histórico, que inclui uma série de excelentes relatórios para compreender as tendências de glicose e áreas problemáticas. Nossos favoritos:
Tempo de precisão – A visão valiosa de alto nível com a porcentagem do últimos 7/14/30/90 dias em que a glicose se encontrava acima, abaixo e no alvo. Fundamental para determinar se a hipoglicemia ou hiperglicemia é um problema
Média de Glicose (exibido por hora do dia) – Uma ótima maneira de ver se um determinado tempo de seis horas do dia é particularmente problemático.
Eventos de baixa de glicose (exibidos por hora do dia) – Mais uma vez, uma excelente maneira de ver se determinado tempo de seis horas do dia está ocorrendo maior número de episódios de hipoglicemia
O padrão diário – Um gráfico de tendências de 24 horas que mostra claramente as horas do dia com os valores mais extremos (alta / baixa) da glicose.
Gráficos diários – Uma maneira impressionante para analisar o dia-a-dia e ver o gráfico de tendência de 24 horas obtido naquele dia.
Nas apresentações que antecederam o lançamento, a Abbott também promoveu o software compatível com Mac e PC que vem com o FreeStyle Libre. O software procura simplificar a análise dos dados de glicose, tanto por meio de um sistema de cores (para identificar áreas problemáticas) e um único relatório com apenas uma página chamada de Perfil de Glicose Ambulatorial. O objetivo é fornecer aos profissionais de saúde e pacientes, uma ferramenta simples para melhor adequar e individualizar a sua terapia. Infelizmente, não fomos capazes de fazer o download do software para esta unidade de teste, mas esperamos tentar fazê-lo no futuro.
6. CUSTO E COMO OBTÊ-LO NA EUROPA
FreeStyle Libre está disponível on-line em lojas de sete países europeus: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Suécia. O leitor de tela sensível ao toque (pago somente na primeira vez) e cada sensor de 14 dias custa € 59,90 (+ ou – U$ 77 ou R$ 200) – significativamente mais barato do que o pagamento da manutenção de um CGM tradicional embora definitivamente mais caro do que várias tiras por dia (o que não é muitos utilizado por pacientes tipo 2). Notavelmente o FreeStyle Libre não exige receita médica na UE. O pagamento do sistema está sendo feito pelo próprio usuário neste momento, embora a Abbott esteja atualmente inscrevendo participantes para dois estudos clínicos que devem ajudar no reembolso naqueles países.
Você quer um? Se assim for, você precisa apenas de um amigo com um cartão de crédito com base em um dos países que esteja disponível, além de ter de acessar o site do Freestyle Libre naquele país – além disso, deve possuir a capacidade de pagar por esta tecnologia fascinante.
7. QUANDO O FREESTYLE LIBRE ESTARÁ NOS EUA?
A Abbott está realizando um estudo de precisão de FreeStyle Libre nos EUA . O estudo está previsto para ser concluído em março. A Abbott, então, deverá garantir a aprovação do FDA para o FreeStyle Libre, o que provavelmente levará pelo menos, mais 12 meses. Imaginamos que será muito mais rápido, porém o FreeStyle Libre poderá estar disponível nos EUA em meados de 2016 se seguir este ritual.
RESUMO
COMO O FREESTYLE LIBRE SE DIFERENCIA DA MONITORIZAÇÃO CONTÍNUA DE GLICOSE (CGM)?
O FreeStyle Libre incorpora elementos de monitoramento contínuo de glicose, como um sensor colocado sob a pele, tendo os valores de glicose tomados a cada minuto, setas de tendência e dados para download. No entanto, ele é realmente uma nova categoria de monitoramento de glicose significativamente diferente dos CGM’s.
O FreeStyle Libre não tem alarmes ou alertas, uma vez que os dados do sensor de glicose não são enviados continuamente para o dispositivo de leitura. Em vez disso, uma simples varredura do disco sensor utilizando o leitor obtém os dados da glicose e informações de tendência. Em contrapartida, os CGM’s tradicionais enviam continuamente os dados de glicose para o receptor / bomba, permitindo alertas quando detecta uma glicose alta ou mudança da velocidade para níveis baixos. Isso faz com que o CGM seja uma opção mais atraente para aqueles com episódios frequentes de hipoglicemia ou para aqueles que já não percebem a presença da hipoglicemia. No entanto, aqueles que se incomodam com sons de alarmes podem preferir o FreeStyle Libre.
FreeStyle Libre é “calibrado de fábrica”, ou seja, os usuários não têm de introduzir quaisquer valores dos medidores de glicemia para o sistema. Após o sensor ser iniciado e usado durante uma hora, ele começa a mostrar pontos de dados de glicose e tendências. Por outro lado, CGM’s da Medtronic e DexCom requerem calibração de inicialização, bem como calibrações diárias para manter a precisão do sensor. A calibração de fábrica do FreeStyle Libre representa um impressionante avanço nesta tecnologia.
FreeStyle Libre é aprovado para se calcular a dosagem de insulina, exceto em três casos: quando em estado hipoglicêmico, quando a glicose está mudando rapidamente ou quando os sintomas não correspondem às leituras do sistema. Nestes casos, a Abbott recomenda confirmar o valor em um medidor comum através de uma picada no dedo. Em contrapartida, os usuários da Medtronic e DexCom atualmente supostamente já confirmaram todos os valores do CGM com uma picada no dedo antes da dosagem de insulina.
Com apenas 59,90 € (+ ou – 77 dólares dos EUA / R$ 200) para o leitor touchscreen e cada sensor de 14 dias, FreeStyle Libre tem um custo muito menor em relação aos atuais CGM’s. Por exemplo, os encargos com o DexCom são de mais ou menos U$ 885 para o kit inicial e US $ 72 por sete dias sensor. A maioria dos pacientes nos EUA têm reembolso para o CGM; no entanto, a maioria dos pacientes europeus não têm reembolso para CGM, o que faz com que o preço do FreeStyle Libre fique muito mais atraente. A Abbott está a realizando dois estudos para apoiar o reembolso.
O FreeStyle Libre não exige receita médica e pode ser encomendado on-line. O CGM DexCom ou Medtronic, ambos exigem receita médica e necessitam de um processo mais longo para a aquisição (formação, verificação do seguro, telefonemas, etc.).
http://diatribe.org/
PS DO EDITOR TIABETH:
Este aparelho está previsto de chegar no último trimestre de 2016 ao Brasil.
Dúvidas ou questionamentos, entre em contato com a Abbott através do link abaixo.
https://www.abbottbrasil.com.br/fale-conosco.html
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Adesivo de insulina substitui injeções: diabéticos
Um novo dispositivo adesivo, fino e quadrado, possibilita a liberação de insulina diretamente na corrente sanguínea caso os níveis de açúcar estejam altos.
O equipamento fica colado em qualquer parte da pele e é revestido com mais de 100 agulhas minúsculas, quase do tamanho de um cílio.
Elas são compostas por insulina e enzimas que possuem um sensor de glicose.
Quando as taxas são consideradas elevadas, ocorre uma rápida resposta e liberam insulina no organismo com a função de mantê-la no nível normal.
A pesquisa foi publicada na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.
Em testes com ratos, que apresentavam diabetes do tipo 1, foi possível constatar a diminuição de glicose por até nove horas.
“Nós projetamos um dispositivo para diabetes que trabalha rápido, é fácil de usar, e é feito de materiais biocompatíveis, não tóxicos. Todo o sistema pode ser personalizado de acordo com o peso de um diabético e sua sensibilidade à insulina, para que pudéssemos fazer o dispositivo inteligente ainda mais inteligente”, disse Gu Zhen, co-autor sênior, PhD, professor da UNC – Universidade da Carolina do Norte – e do Serviço de Atendimento de Diabetes da mesma universidade.
Como
Para que o experimento pudesse dar certo, os pesquisadores decidiram imitar as células beta (encontradas em nosso organismo).
Elas têm a função de produzir e estocar insulina nas vesículas e também são capazes de “comunicar” quando o nível de açúcar no sangue é considerado alto.
Dessa forma, contribuem com a soltura da insulina na corrente sanguínea. A partir dessa ideia, foram criadas vesículas artificiais para que pudessem exercer o mesmo papel.
Os testes realizados em laboratório demonstraram que as vesículas artificiais eram invadidas por glicose quando o nível de açúcar aumentava.
Logo após, as enzimas desempenhavam o papel de transformar a glicose em ácido glucônico, que passaram a utilizar oxigênio e, consequentemente, devido a sua ausência (hipóxia), as moléculas que antes eram hidrofóbicas se modificaram para hidrofílicas.
Essa mudança fez com que as vesículas encaminhassem a insulina para a corrente sanguínea.
Diabetes
Hoje o paciente que possui diabetes do tipo 1 injeta uma quantidade de insulina em si mesmo diariamente para que a taxa de açúcar possa ser controlada, já que o pâncreas não consegue produzir esse hormônio na quantidade necessária.
Com informações da UNC
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
SEAN PARKER, O BILIONÁRIO QUE QUER ELIMINAR O DIABETES
Co-fundador do Napster e dos primeiros investidores do Facebook, Sean Parker tem lidado com uma alergia mortal a nozes.
Já tendo doado dinheiro para estudar alergias, Parker agora está voltando sua atenção para uma doença auto-imune que é tanto mais visível quanto mais grave: a diabetes tipo 1.
Diabetes é uma condição em que há excesso de glicose no sangue. Normalmente, o pâncreas produz insulina, um hormônio, para equilibrar a glicose e ajudá-lo a retirar do alimento que você come e distribuí-la em suas células. Se o pâncreas não criar insulina suficiente ou não funcionar, os níveis de açúcar no sangue tornam-se muito altos ou muito baixos – uma flutuação perigosa que pode levar à morte.
O imunologista chefe na UCSF, Dr. Jeff Bluestone, vem trabalhando em uma maneira de eliminar a desordem auto-imune por modificação genética de células, como tem sido realizado na terapia celular que está mudando a maneira como as pessoas tratam o câncer. Para financiar a obra de Bluestone, Parker está anunciando hoje uma doação de US $ 10 milhões para criar um laboratório de pesquisas do diabetes em seu nome na UC San Francisco.
“Apenas 10 anos atrás, tudo parecia teoricamente possível, porém estava mais para ficção científica. Mas agora está acontecendo na clínica regularmente”, disse Parker. “Estamos à beira de uma revolução em muitos campos diferentes, em grande parte devido a esta combinação de genética, da compreensão do sistema imunológico e uso difundido de terapia celular”.
Parker foi estudar doenças auto-imunes por causa de sua própria condição, disse ele segunda-feira em uma teleconferência com jornalistas.
O magnata da tecnologia que fez bilhões com o Facebook é mortalmente alérgico a nozes e doou US $ 24 milhões para Stanford no inverno passado para financiar o Sean N. Parker Centro de Pesquisas de Alergia.
“Eu tive esse tipo de fascínio e interesse pessoal dos mecanismos subjacentes da autoimunidade e passei a maior parte da década lendo tudo o que eu poderia ter em minhas mãos, que incluía pesquisa”, disse Parker, passando a citar o trabalho de Bluestone .
A doação de U$ 10 milhões visa ajudar o trabalho de Bluestone em modificar geneticamente as células para eliminar a diabetes tipo 1.
“O foco deste projeto é a auto-imunidade, mas muito especificamente num plano estratégico direcionado para a eliminação – você está hesitante em usar a palavra cura – mas em última análise, na esperança de curar diabetes tipo 1”, disse Parker.
Isto não é uma “doação típica filantrópica” disse Parker tanto por causa de seu tamanho quanto de sua escala. Ao invés de jogar dinheiro em uma grande fundação, Parker concentrou-se em capacitar o trabalho de Bluestone e seu laboratório. É tudo ainda um experimento, mas Parker disse que ele poderia continuar a financiar o projeto se ele ver sucesso em seus testes de eficácia.
Em junho, Parker doou US $ 600 milhões para estabelecer a Fundação Parker, que é de onde esta promessa vem. Parker já tinha doado US $ 4,5 milhões para a UCSF para a pesquisa da malária. Sua fundação não se limita apenas na medicina. Ele usou a sua fundação para investir em Código para a América enquanto o próprio Parker apoia grupos políticos como Fwd.US e suas causas. Forbes valoriza o patrimônio líquido de Parker em US $ 2,5 bilhões.
VACINAÇÃO CONTRA A DIABETES TIPO 1 PODE, EM BREVE, ESTAR DISPONÍVEL PARA CRIANÇAS PEQUENAS
A vacinação contra a diabetes tipo 1 em breve também estará disponível para as crianças: o Estudo Pre-POINTearly Vacinação vai envolver crianças com idades entre seis meses e dois anos de toda a Alemanha que tenha um parente de primeiro grau com diabetes tipo 1. No estudo Pre-POINT anterior uma resposta imunológica positiva foi desencadeada em crianças com idade entre dois e sete anos com a ajuda de insulina em pó. O estudo Pre-POINTearly de seguimento deverá agora testar se este efeito pode ser confirmado por dar às crianças muito jovens insulina oral, e se a diabetes tipo 1 pode ser impedida no longo prazo.
O estudo Vacinação Insulina é um excelente exemplo da cooperação entre as universidades e institutos de pesquisa. Os participantes do estudo são o Instituto de Pesquisas do Diabetes do Helmholtz Zentrum München, o Instituto Paul Langerhans Dresden na Technische Universität Dresden, o Centro Alemão de Pesquisas de Diabetes (DZD), da Universidade Técnica de Munique (TUM) e a Universidade Maximilians Ludwig de Munique (LMU).
O novo estudo Pre-POINTearly Vacinação vai tratar crianças com idades entre seis meses e dois anos que carregam um risco genético de desenvolver diabetes tipo 1 ou têm uma história familiar da doença, mas que ainda não desenvolveram uma resposta auto-imune. Como no estudo de Pre-POINT anterior, os participantes irão tomar insulina na forma de pó com a comida todos os dias durante doze meses. A dose diária vai ser aumentada gradualmente a partir de 7,5 mg a 67,5 mg. Exames médicos serão realizados em intervalos de três meses, a fim de monitorar a saúde geral dos participantes. No estudo anterior, a insulina oral demonstrou ser bem tolerada e seguro. Hipoglicemia ou outros efeitos adversos, tais como alergias não ocorreram.
Por que insulina oral como uma vacina?
Quando a insulina é administrada por via oral, ela é absorvida através das membranas mucosas da boca e dos intestinos, e é dividido em componentes menores durante o processo digestivo. É por isso que a insulina oral, – em contraste com a insulina, que é injetada – não tem qualquer influência sobre os níveis de açúcar no sangue. Em vez disso, age como uma vacina que treina o sistema imunológico. “A resposta auto-imune que provoca diabetes tipo 1 na infância é muitas vezes inicialmente dirigida à insulina”, explica o Prof. Anette-Gabriele Ziegler, diretor do Instituto de Pesquisas do Diabetes.
O objetivo deste estudo Pre-POINTearly é, por conseguinte, construir a tolerância imunológica à insulina e, assim, bloquear o processo auto-imune”. Espera-se que a insulina em forma de pó estimule o crescimento de células imunológicas protetoras e, assim, evite a destruição das células beta.
O grupo de trabalho liderado pelo Professor Joerg Hasford do Instituto de Informação Medica Information, Biometria e Epidemiologia na LMU de Munique é responsável pela metodologia, coordenação e avaliação de dados estatísticos dos estudos Pre-POINT e Pre-POINTearly.
Fonte:
https://www.helmholtz-muenchen.de/
domingo, 13 de setembro de 2015
Como diabetes tipo 1 interfere no crescimento?
O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Quando a ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas… e também o quanto ela mede e se seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa de idade.
O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, e acontece comumente em crianças, adolescentes, adultos jovens, ou mesmo em bebês. É uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, porque afeta os níveis de glicose no corpo.
As células do corpo necessitam da glicose como combustível para realizar suas tarefas. Células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, células da retina (bastonetes e cones) precisam de glicose para enviar imagens da visão para o cérebro, células do nosso cérebro (neurônios) precisam de glicose para transmitir nossas conexões cerebrais. Quando uma criança com diabetes está com seus níveis de açúcar no sangue descontrolados, sejam eles muito altos ou muito baixos, acontece uma dificuldade de funcionamento das células de todo o organismo. E, já que estamos falando de crescimento…
Se os níveis de açúcar estão descontrolados, as células responsáveis pela fabricação dos ossos, tendões, cartilagens tem seu crescimento prejudicado, e a tendência é que a criança cresça menos. Da mesma forma, a chegada da puberdade também é prejudicada, tanto em meninos como em meninas.
Dessa forma, durante a fase de crescimento, é preciso que os níveis de açúcar fiquem bem controlados. Neste momento que vários sistemas do organismo estão se desenvolvendo e formando, manter o controle de glicose é fundamental para uma infância e adolescência saudáveis. O segredo é informação, cuidados intensivos com a alimentação, medicamentos corretos e atenção médica e de cuidadores. O conjunto da obra é a criança feliz e com uma vida normal, como deve ser!
Por Dra. Andressa Heimbecher Soares, endocrinologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Membro Ativo da Endocrine Society.
Tabagismo piora complicações do diabetes, mas parar de fumar pode ajudar
As pessoas com diabetes tipo 2 que fumam têm riscos significativamente mais altos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e morte do que diabéticos não-fumantes, mostra um novo estudo.
Elas também tinham maiores riscos de artérias obstruídas, insuficiência cardíaca e redução do fluxo sanguíneo para os membros.
Os riscos foram menores para os diabéticos que pararam de fumar, mas ainda moderadamente mais elevados do que entre os que nunca fumaram, escrevem os pesquisadores na revista Circulation.
O autor principal Uma Pan disse à Reuters Health por e-mail que o tabagismo ainda é comum entre as pessoas com diabetes, apesar dos esforços para desencorajar isso.
“Queríamos saber se o fumo estava relacionada com a mortalidade total e eventos cardiovasculares entre os pacientes diabéticos e se a cessação do tabagismo reduziria os riscos”, disse Pan, que é professora na Universidade Huazhong de Ciência e Tecnologia na China.
De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, o tabagismo pode agravar os riscos para a saúde que vão junto com a diabetes, como doença cardíaca e renal, danos nos nervos e cegueira.
A equipe de Pan reuniu dados de 89 estudos anteriores do tabagismo entre os adultos com diabetes tipo 2 e descobriram que os fumantes que eram em torno de 1,5 vezes mais propensos a experimentar obstrução das artérias, acidente vascular cerebral, doença global do coração e insuficiência cardíaca.
Além disso, os fumantes eram duas vezes mais propensos a sofrer de doença arterial periférica, ou redução do fluxo sanguíneo para os membros, que as pacientes que não fumavam.
Os ex-fumantes tinham 1,2 vezes o risco de entupimento das artérias e 1,1 vezes o risco de doença cardíaca em geral, em comparação com os que nunca fumaram.
Usando as estimativas de risco de sua avaliação e as taxas globais de mortes por diabetes, os pesquisadores estimaram que o tabagismo foi responsável por 14,6 por cento das mortes em homens diabéticos e 3,3 por cento das mortes em mulheres diabéticas em todo o mundo.
Dr. Wael Al-Delaimy, chefe da divisão de saúde global da Universidade da Califórnia, em San Diego, disse que parte do problema pode ser os cuidados que os doentes com diabetes recebem.
“O médico que cuida do paciente diabetes pode estar se concentrando em fatores de risco cardiovasculares ou complicações do diabetes e dieta e controle de peso, negligenciando o tabagismo como outro fator de risco importante”, disse Al-Delaimy à Reuters por e-mail.
Pan disse que alguns fumantes podem estar relutantes em largar o vício devido a preocupações sobre o ganho de peso à curto prazo. No entanto, ele observou: “Os benefícios à longo prazo se sobrepõem claramente aos efeitos colaterais de curto prazo”.
Pan aconselha os pacientes diabéticos que são fumantes “a buscar ajuda profissional para parar de fumar”.
Al-Delaimy concordou, dizendo: “Se você é um paciente que sofre de diabetes e fuma cigarros, ou se você conhece um membro da família, amigo ou qualquer outra pessoa que é diabético e fumante, ainda há oportunidade para diminuir substancialmente as complicações e sofrimento ou até mesmo a morte precoce por parar de fumar”.
http://news.yahoo.com/
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
CGM Dexcom G5 Mobile – Acompanhe em tempo real sua glicose pelo smartphone
Dexcom recebeu a aprovação do FDA para o seu novo sistema de monitorização contínua da glicose G5 Móvel Dexcom que possui um sensor compatível com Bluetooth que transmite diretamente para os dispositivos Apple iOS.
As leituras são visualizadas pelo aplicativo Siga Dexcom e podem ser automaticamente compartilhadas com familiares e outros que têm o mesmo aplicativo instalado em seus dispositivos. Uma versão compatível com Android também está sendo desenvolvido.
O sistema é destinado a adultos e crianças, mesmo bastante jovens (à partir de dois anos) e o sensor pode ser usado continuamente por mais tempo do que qualquer outro no mercado.
Há um alarme que é ativado todas as vezes em que o nível de glicose cai abaixo de 55 mg / dL avisando ao usuário e cuidadores sobre a necessidade de tomar medidas corretivas.
O dispositivo estará disponível à partir de setembro de 2015 nos EUA.
Conheça Dexcom G5 TM Monitorização Contínua da Glucose Móvel System (CGM)
Dexcom está orgulhosa em anunciar o primeiro sistema de monitorização contínua da glicose completamente móvel. Com a tecnologia Blutetooth® que agora está embutida no transmissor, os dados da glicose são enviados sem fio do Transmissor Dexcom G5 Mobile para o seu smartphone compatível.
Descubra por que Dexcom G5 Mobile é o monitor de glicose contínuo (CGM) que vai mudar a gestão da diabetes.
Mais inteligente que nunca
O aplicativo Dexcom G5 Mobile dá-lhe a informação que você precisa rapidamente. Basta ligar o seu smartphone com o aplicativo Dexcom G5 Mobile e ficar um passo à frente de sua diabetes. Com leituras a cada 5 minutos, Dexcom G5 Mobile vai lhe dar a informação que você precisa de sua glicose para que você possa se concentrar apenas sobre onde você está indo na vida!
Partilhe os seus dados do CGM com os entes queridos
Através de conexões sem fio seguras, o Sistema Dexcom G5 Móvel CGM permite a visualização remota dos níveis de glicose, tendências e dados entre a pessoa com diabetes e seus cônjuges, avós ou outros entes queridos em seus dispositivos inteligente compatível (smartphone).
Como é que a Monitorização Contínua da Glicose (CGM) funciona?
Monitorização Contínua da Glicose (CGM) é um sistema aprovado pelo FDA que pode ajudar você a atingir suas metas de glicemia sem um aumento do risco de hipoglicemia. Enquanto o glicosímetro comum lhe mostra um número para um único ponto no tempo, o CGM fornece informações sobre os níveis de glicose, mostrando para onde a glicose está indo, e quão rápido está chegando lá.
Dexcom G5 Móvel CGM consiste em 3 partes:
Pequeno Sensor, que mede os níveis de glicose logo abaixo da pele.
Transmissor, que está preso no topo do sensor e envia dados sem fios para o seu dispositivo inteligente compatível ou o seu receptor.
Um dispositivo de exibição que pode ser um dispositivo inteligente (smartphone) compatível com o aplicativo Dexcom G5 Móvel OU o Receptor Móvel Dexcom G5. Qualquer escolha de display mostrará suas tendências de glicose em cores vivas para que você possa ver facilmente quando está alta, baixa ou dentro do alcance. Smartphone não incluído com o Sistema Dexcom G5 Móvel CGM
O Receptor Móvel Dexcom
Para obter mais flexibilidade, um receptor Dexcom vem com o seu sistema, dando-lhe uma outra opção para monitorar sua glicose.
Receba alertas de altas e baixas de glicose no seu dispositivo móvel
Com a Dexcom G5 Móvel CGM Sistema, você será alertado diretamente em seu telefone quando sua glicose está atingindo níveis muito altos ou muito baixos. Alertas e sons de alarme também podem ser personalizados para aparecer como uma mensagem de texto, permitindo maior discrição e privacidade.
Escute como são os alertas de altos e baixos clicando no link abaixo:
Alerta alta Glicose Alerta Baixa Glucose
Histórico de eventos diretamente em seu dispositivo móvel
Agora você pode acompanhar os eventos que afetam seus níveis de glicose no seu dispositivo móvel. O Sistema Dexcom G5 Móvel CGM fornece uma plataforma para entrar eventos personalizáveis, dando-lhe a capacidade de controlar como suas atividades diárias influenciam as suas tendências de glicose. Uma vez inserido no dispositivo inteligente ou receptor, esses eventos podem ser visualizados em relatórios baseados em nuvem Dexcom, fornecendo-lhe informações adicionais que podem ajudar a gerir melhor o seu diabetes.
domingo, 16 de agosto de 2015
Progresso promissor para novo tratamento da diabetes tipo 1
Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala mostra o progresso promissor no uso da citocina anti-inflamatória para o tratamento da diabetes tipo 1. O estudo, publicado na revista de acesso aberto Scientific Reports (Nature Publishing Group), revela que a administração de interleucina-35 (a proteína produzida por células do sistema imunológico) a ratos com diabetes tipo 1, inverte ou cura a doença, mantendo o nível de sua glicose sanguínea normal e o nível de tolerância imunológica.
O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, que leva a uma dependência de injeções diárias de insulina ao longo da vida. Na Suécia, cerca de 2 novos casos da doença são diagnosticados a cada dia. A insulina é um hormônio que é produzido pelas células beta do pâncreas. A insulina é necessária para evitar um aumento prejudicial no nivel de glicose no sangue.
A causa exata da DM1 ainda não é conhecida, no entanto, considera-se como uma doença auto-imune. Uma condição que ocorre quando nosso sistema imunológico ataca por engano e destrói as células saudáveis. Em DM1, uma infecção e / ou fatores desconhecidos provavelmente desencadeiam o ataque das células imunológicas, o que acaba por conduzir a uma produção insuficiente de insulina.
No novo estudo, o Dr. Kailash Singh, um estudante de PhD em um grupo de pesquisa do professor Stellan Sandler no Departamento de Biologia Celular Medical na Universidade de Uppsala, estudou as chamadas ações imunes das células T reguladoras em modelos de camundongos DM1. O estudo mostra que as células T reguladoras imunes alteram a sua função através da produção de proteínas pró-inflamatórias destrutivas em vez de proteínas anti-inflamatórias de proteção, tais como a interleucina-35 (IL-35) sob condições de DM1.
“Isto sugere que os ‘mocinhos’ colaboram para o início do desenvolvimento de diabetes tipo 1 e, portanto, nossas células do sistema imunológico destroem a célula beta”, diz o Dr. Kailash Singh.
Além disso, a concentração de IL-35 foi mais baixa em doentes DM1 em comparação com indivíduos saudáveis. Estes resultados podem sugerir que a IL-35 poderia desempenhar um papel crucial na DM1 humano. Além disso, os pesquisadores descobriram um novo mecanismo que explica como as células T reguladoras do sistema imunológico estão mudando seu destino sob uma condição DM1.
Equipe de pesquisa do professor Sandler testou se o IL-35 ou não também poderia suprimir o desenvolvimento de DM1 e reverter o DM1 já estabelecido. Para induzir DM1 em camundongos eles injetaram um composto químico chamado estreptozotocina. Esses camundongos desenvolveram sinais de TID e níveis de aumento de glicose no sangue semelhantes aos do DM1 humano. IL-35 foi aplicada através de injeções após a indução da doença impedindo o desenvolvimento de DM1. Surpreendentemente, as injeções de IL-35 em ratos, e que eram diabéticos durante dois dias consecutivos, tiveram suas concentrações de glicose no sangue normalizadas.
A equipe de pesquisa também estudou com êxito o IL-35 em um outro modelo de DM1 chamado rato diabéticos não obesos (NOD). A interrupção da IL-35 no tratamento não resultou no retorno de diabetes em qualquer um dos modelos de ratinho.
As descobertas incentivaram a investigação sobre a utilização de IL-35 para o tratamento de DM1 e oferece novas pistas sobre por que as células T reguladoras do sistema imunológico falham na luta contra a DM1.
“Até onde sabemos, nós somos os primeiros a mostrar que a IL-35 pode reverter a diabetes tipo 1 estabelecida em dois modelos diferentes de rato e que a concentração da citocina em particular é menor em pacientes com diabetes tipo 1 do que em indivíduos saudáveis. Também estamos oferecendo uma visão sobre um novo mecanismo: como as células T imunológicas reguladoras mudam seu destino em condições auto-imunes”, diz o Dr. Kailash Singh.
A pesquisa foi liderada pelo professor Stellan Sandler, Dr. Kailash Singh e Dr. Lina Thorvaldson em colaboração com o Professor Per-Ola Carlsson e Dr. Daniel Espes no Departamento de Biologia Celular de Medicina da Universidade de Uppsala, na Suécia.
Publicação: Singh, K. et ai. Interleucina-35 administração neutraliza estabelecido murino diabetes tipo1 -. Eventual envolvimento de células T reguladoras Sci. Rep. 5, 12633; DOI: 10.1038 / srep12633 (2015).
http://www.eurekalert.org/
Descoberta enzima que pode ser a chave para ajudar a cicatrização de feridas em diabéticos e idosos
O bloqueio de uma enzima fundamental que produz o hormônio do estresse cortisol pode levar a uma melhor cicatrização.
Isso seria benéfico para pacientes com úlceras associadas ao diabetes, pacientes idosos que se submetem à cirurgia, ou àqueles tratados por queimaduras, o que ajudaria a prevenir uma infecção e, em alguns casos, a amputação, de acordo com nova pesquisa da Universidade de Birmingham.
Os pesquisadores descobriram que a cicatrização de feridas melhoraram significativamente quando uma enzima chamada 11β-hydroxysteroid gene desidrogenase tipo 1 (11β-HSD1) foi excluída ou inibidores que bloqueiam a ação desta enzima foram usados para acelerar a cicatrização de feridas. A má cicatrização das úlceras é uma das principais complicações do diabetes, e pode levar a uma infecção ou até mesmo a amputação da área afetada. Nossa pesquisa demonstrando uma melhor cicatrização da ferida sugere que esta carga pode ser bastante reduzida.
Os resultados publicados no Journal of Clinical Investigation, demonstra que a pele humana envelhecida, bem como aquelas mais expostas à luz solar estão associadas com níveis mais altos de atividade 11β-HSD1 em comparação com a pele mais jovem.
11β-HSD1 gera cortisol, o hormônio esteroide que é conhecido por afetar a integridade da pele. O cortisol tem um efeito negativo sobre o colágeno, que é importante para a elasticidade da pele e a capacidade de curar feridas. 11β-HSD1 mediadas de cortisol em excesso resulta em uma rede de colágeno escasso e uma “pele de aparência envelhecida”.
Mas, excluindo o gene 11βHSD1 de um grupo de ratos de laboratório, os pesquisadores descobriram que o envelhecimento da pele foi prevenida; mesmo os ratos mais velhos mantiveram a qualidade da pele semelhante aos jovens colegas. A cicatrização de feridas nestes ratinhos foi significativamente acelerada (até 50%) em comparação com ratos que ainda tinham o gene. Também importante e de considerável potencial translacional, resultado semelhante foi observado para os ratos tratados com um inibidor da 11β-HSD1.
Isto conduz à possibilidade de utilizar um inibidor 11βHSD1 tópico para combater a deficiência de pele relacionada com a idade, ou mesmo auxiliar o processo de cicatrização de feridas em pacientes com úlceras associadas diabetes.
O professor Paul Stewart (Conselho Europeu de Investigação Avançada Senior Fellow) e Dr Gareth Lavery (BBSRC David Phillips Fellow) da Universidade de Birmingham, disseram: “a difícil cicatrização de feridas é um fardo enorme para os pacientes com diabetes, assim como algumas pessoas com úlceras que cicatrizam mal. Nossas descobertas ligando a má qualidade da pele – semelhante ao da pele envelhecida – com o gene 11β-HSD1, levanta a possibilidade emocionante de que esses pacientes possam se beneficiar de inibidores da 11β-HSD1. ”
http://www.healthcanal.com/
Português inventa gel para tratar feridas crônicas de diabetes
da Universidade de Coimbra, acaba de patentear um gel criado através de células estaminais do sangue do cordão umbilical que trata de forma mais eficaz as feridas crónicas, com principal destaque para os doentes diabéticos.
Em parceria com a empresa Crioestaminal, o cientista, de 41 anos, começou a desenvolver esta tecnologia em 2009 com uma equipa de seis elementos no Centro de Neurociências e Biologia Celular, no Biocant Park, parque de Biotecnologia de Cantanhede.
O problema das feridas crónicas afeta cerca de 150 mil doentes diabéticos em Portugal. A grande dificuldade dos diabéticos no tratamento destas feridas é sua a difícil cicatrização, calculando-se que 15% destes doentes tenham ulcerações no pé que não cicatrizam.
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Em entrevista ao jornal Ciência Hoje, o investigador explica que o gel resulta da combinação de três componentes que representam uma resposta mais eficaz para o tratamento de feridas crónicas.
“A novidade é a conjugação de três componentes: a utilização de células estaminais que são isoladas do sangue do cordão umbilical, combinadas com células dos vasos sanguíneos que são elas próprias derivadas de células estaminais e um gel de biomimético, isto é, um gel produzido por componentes encontrados no sangue”, diz o investigador português.
Contudo, Lino Ferreira refere que, apesar do foco principal deste gel ser o tratamento de feridas crónicas, o gel também pode ser usado para outras patologias como o “tratamento de doenças isquémicas [falta de suprimento sanguíneo a determinado tecido] em geral”.
A próxima fase do estudo passa por fazer ensaios clínicos em humanos ainda este ano. A equipa já está à procura de parceiros e financiadores, numa fase que se estima que vá demorar dois a três anos.
Este cientista português já conta com 14 patentes registadas no panorama internacional. Sete das patentes inscritas foram comercializadas por empresas americanas, europeias e nacionais.
http://www.boasnoticias.pt/
Pai inventa ‘Pâncreas Biônico’ para ajudar filho com Diabetes
Um alarme soa no meio da noite na mesa de cabeceira de Ed Damiano. Ele salta ligeiro da cama e corre para o quarto de seu filho ao lado.
Seu filho, David, tem diabetes tipo 1. Com 15 anos de idade, ele dorme ligado a um monitor que soa um alarme quando o seu açúcar no sangue fica muito baixo. Se o seu nível de glicose cair drasticamente, David pode até morrer durante o seu sono.
Ao chegar, quando toca a mão de David, ele está quente. Ele está bem, diz Damiano e completa: “Esse é o momento de alívio”.
O pai tem feito isso noite após noite desde que seu filho foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 11 meses de idade.
Mas Damiano fez mais do que o monitoramento noturno para tentar proteger o filho. Sendo professor associado de engenharia biomédica na Universidade de Boston, ele mudou o foco de sua carreira para desenvolver uma melhor maneira de cuidar de pessoas com diabetes tipo 1.
“É intimidante quando você começa a considerar a lista de coisas que influenciam na variação do nível de açúcar no sangue”, diz ele. “As emoções, atividade física, se você está saudável. Você não pode ter tudo em conta e equilibrar todas essas coisas. Às vezes você acerta, mas muitas vezes você erra”.
Damiano desenvolveu um sistema que ele chama de um “pâncreas biônico”, projetado para ajudar as pessoas com diabetes tipo 1 a gerir melhor o seu nível de açúcar no sangue. Ele está correndo para obter aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) antes que seu filho saia de casa para morar sozinho na faculdade daqui a três anos.
Em testes com 52 adolescentes e adultos, o aparelho fez um trabalho melhor de controle da glicemia do que eles fariam normalmente por conta própria. Os resultados foram relatados domingo em uma reunião da American Diabetes Association, em São Francisco, e também publicado no New England Journal of Medicine.
No momento, o sistema de Damiano é basicamente um aplicativo sofisticado que funciona em um iPhone. O iPhone fica conectado sem fio a um tipo de monitor de açúcar no sangue que muitas pessoas com diabetes utilizam em seus abdomens.
O aplicativo analisa os dados do monitor e envia sinais sem fios para duas bombas que são semelhantes aos dispositivos que muitos pacientes com diabetes utilizam. Neste caso, uma bomba contém insulina e a outra contém glucagon, um hormônio diferente que aumenta o açúcar no sangue quando seu nível fica muito baixo.
“O pâncreas biônico é um dispositivo que cuida automaticamente de seu açúcar no sangue 24 horas por dia durante os 7 dias da semana”, diz Damiano. “É um dispositivo que acaba te conhecendo”.
Ele não é o único a trabalhar em algo assim. Vários grupos nos Estados Unidos e em outros países estão testando sistemas similares. Mas o sistema de Damiano é um dos mais avançados. Por exemplo, é um dos poucos que usa tanto a insulina quanto o glucagon.
Especialistas em diabetes do National Institutes of Health e da Fundação de Pesquisa do Diabetes Juvenil, os quais forneceram o financiamento para a pesquisa de Damiano, dizem que seu sistema é promissor. Mas ainda não está claro qual abordagem irá funcionar melhor, dizem. O de Damiano poderia, por exemplo, vir a ser muito complicado.
“Porque é mais complexo, usando uma bomba para cada hormônio, pode também torná-lo mais difícil para as pessoas usá-lo se houver uma falha do sistema”, diz Guillermo Arreaza-Rubin, diretor de programa no Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais. Na pior das hipóteses, alguém poderia morrer de hipoglicemia severa se o dispositivo falhar.
Com base nos resultados da última rodada, ficou aprovado lançar uma nova rodada de testes. Dezenas de voluntários adultos e adolescentes vão usar o sistema por conta própria por 11 dias. Os primeiros voluntários começam a usar já nesta segunda-feira.
“Essa coisa vai tirar as preocupações sobre o meu nível de glicose no sangue”, diz Ariana Koster, 24, um dos voluntários. Koster tem sofrido com a diabetes desde que tinha 11 anos.
Durante um teste recente para o novo estudo, Koster fez uso do sistema durante três dias. Pela primeira vez em anos, diz, ela não ficou obcecada à respeito de seu nível de açúcar no sangue. Ela até comeu sorrateiramente um cookie no meio de uma noite, e se entregava à sua comida favorita: pad thai.
“Eu já posso ver o quão incrível ele é”, disse Koster.
Não há ainda empresas envolvidas no desenvolvimento do dispositivo. Damiano espera ganhar a aprovação do FDA antes que seu filho David venha a passar a primeira noite sozinho em seu quarto na faculdade daqui a 3 anos. De sua parte, David está confiante que o pâncreas biônico de seu pai esteja pronto a tempo.
“Toda a minha vida eu soube disto – eu tenho a certeza que o meu pai irá criar este pâncreas biônico até eu ir para a faculdade”, diz David. “Estou confiante nele. Ele trabalha arduamente”.
http://www.wbur.org/
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
A vilã do diabetes: hipoglicemia noturna
O quadro de hipoglicemia se caracteriza pelo baixo nível de açúcar (glicose) no sangue e é uma das principais complicações para quem sofre com o diabetes, doença que atinge 11,6 milhões de brasileiros adultos, segundo aSociedade Brasileira de Diabetes.
A hipoglicemia pode acometer qualquer pessoa, porém os portadores de diabetes são mais vulneráveis por conta da disfunção na produção da insulina. “Para controlar esse sintoma, alguns hábitos podem ser revistos para que o paciente controle os níveis de açúcar no sangue e, assim, evite a hipoglicemia”, comenta Dra. Priscilla Mattar, endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk no Brasil. Entre eles, evitar o jejum, respeitando os horários corretos das refeições, não praticar atividades físicas sem ter se alimentado, seguir corretamente as doses de insulinas ou medicamentos orais e evitar consumo de álcool.
“A hipoglicemia noturna é a vilã de quem tem diabetes. O quadro, que assusta pacientes e quem convive com eles, pode ser fatal caso a glicose não seja reposta imediatamente”, complementa a Dra. Priscilla. Para evitar o problema, além do controle dos níveis de açúcar no sangue, é possível contar com medicamentos. “A degludeca é uma insulina de ultralonga duração, que proporciona até 42 horas de cobertura¹, e reduz em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabetes tipo 1² e em 43% nos diabéticos tipo 2³”, completa.
Além de mais tempo de ação, esse cuidado dá mais segurança para o paciente e para a pessoa que convive com ela. “Hoje muitas pessoas que têm diabetes não dormem fora de casa ou viajam sozinhas por receio caso tenham algum episódio de hipoglicemia grave durante a noite. A redução dos episódios de hipoglicemia traz mais segurança e confiança ao paciente”, finaliza a médica.
Por isso, importante ficar atento aos sinais de hipoglicemia, como sensação de tremores, fraqueza, fome, suor frio, nervosismo e/ou sonolência, confusão mental, agressividade ou desmaio. Seguindo todos esses cuidados e sinais de atenção, é possível conviver com a doença e ter o tratamento adequado.
Sobre o diabetes
O diabetes ocorre quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina ou a produz de forma insuficiente, ou ainda quando há alteração da ação desta insulina no organismo. Estas alterações na produção ou ação da insulina causam aumento da glicemia (açúcar no sangue). A insulina é essencial para o bom funcionamento do organismo, já que é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida na alimentação) para dentro da célula, servindo como fonte de energia.
sábado, 1 de agosto de 2015
Progresso promissor para novo tratamento da diabetes tipo 1
Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala mostra o progresso promissor no uso da citocina anti-inflamatória para o tratamento da diabetes tipo 1. O estudo, publicado na revista de acesso aberto Scientific Reports (Nature Publishing Group), revela que a administração de interleucina-35 (a proteína produzida por células do sistema imunológico) a ratos com diabetes tipo 1, inverte ou cura a doença, mantendo o nível de sua glicose sanguínea normal e o nível de tolerância imunológica.
O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença crônica, que leva a uma dependência de injeções diárias de insulina ao longo da vida. Na Suécia, cerca de 2 novos casos da doença são diagnosticados a cada dia. A insulina é um hormônio que é produzido pelas células beta do pâncreas. A insulina é necessária para evitar um aumento prejudicial no nivel de glicose no sangue.
A causa exata da DM1 ainda não é conhecida, no entanto, considera-se como uma doença auto-imune. Uma condição que ocorre quando nosso sistema imunológico ataca por engano e destrói as células saudáveis. Em DM1, uma infecção e / ou fatores desconhecidos provavelmente desencadeiam o ataque das células imunológicas, o que acaba por conduzir a uma produção insuficiente de insulina.
No novo estudo, o Dr. Kailash Singh, um estudante de PhD em um grupo de pesquisa do professor Stellan Sandler no Departamento de Biologia Celular Medical na Universidade de Uppsala, estudou as chamadas ações imunes das células T reguladoras em modelos de camundongos DM1. O estudo mostra que as células T reguladoras imunes alteram a sua função através da produção de proteínas pró-inflamatórias destrutivas em vez de proteínas anti-inflamatórias de proteção, tais como a interleucina-35 (IL-35) sob condições de DM1.
“Isto sugere que os ‘mocinhos’ colaboram para o início do desenvolvimento de diabetes tipo 1 e, portanto, nossas células do sistema imunológico destroem a célula beta”, diz o Dr. Kailash Singh.
Além disso, a concentração de IL-35 foi mais baixa em doentes DM1 em comparação com indivíduos saudáveis. Estes resultados podem sugerir que a IL-35 poderia desempenhar um papel crucial na DM1 humano. Além disso, os pesquisadores descobriram um novo mecanismo que explica como as células T reguladoras do sistema imunológico estão mudando seu destino sob uma condição DM1.
Equipe de pesquisa do professor Sandler testou se o IL-35 ou não também poderia suprimir o desenvolvimento de DM1 e reverter o DM1 já estabelecido. Para induzir DM1 em camundongos eles injetaram um composto químico chamado estreptozotocina. Esses camundongos desenvolveram sinais de TID e níveis de aumento de glicose no sangue semelhantes aos do DM1 humano. IL-35 foi aplicada através de injeções após a indução da doença impedindo o desenvolvimento de DM1. Surpreendentemente, as injeções de IL-35 em ratos, e que eram diabéticos durante dois dias consecutivos, tiveram suas concentrações de glicose no sangue normalizadas.
A equipe de pesquisa também estudou com êxito o IL-35 em um outro modelo de DM1 chamado rato diabéticos não obesos (NOD). A interrupção da IL-35 no tratamento não resultou no retorno de diabetes em qualquer um dos modelos de ratinho.
As descobertas incentivaram a investigação sobre a utilização de IL-35 para o tratamento de DM1 e oferece novas pistas sobre por que as células T reguladoras do sistema imunológico falham na luta contra a DM1.
“Até onde sabemos, nós somos os primeiros a mostrar que a IL-35 pode reverter a diabetes tipo 1 estabelecida em dois modelos diferentes de rato e que a concentração da citocina em particular é menor em pacientes com diabetes tipo 1 do que em indivíduos saudáveis. Também estamos oferecendo uma visão sobre um novo mecanismo: como as células T imunológicas reguladoras mudam seu destino em condições auto-imunes”, diz o Dr. Kailash Singh.
A pesquisa foi liderada pelo professor Stellan Sandler, Dr. Kailash Singh e Dr. Lina Thorvaldson em colaboração com o Professor Per-Ola Carlsson e Dr. Daniel Espes no Departamento de Biologia Celular de Medicina da Universidade de Uppsala, na Suécia.
Publicação: Singh, K. et ai. Interleucina-35 administração neutraliza estabelecido murino diabetes tipo1 -. Eventual envolvimento de células T reguladoras Sci. Rep. 5, 12633; DOI: 10.1038 / srep12633 (2015).
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Animais de Estimação: uma ajuda a mais no controle da glicemia
Pesquisa mostra que adolescentes com diabetes controlam melhor a glicemia (e têm até valores menores de hemoglobina glicada!) quando cuidam de animais de estimação.
adolescência é um dos períodos mais complicados da vida. Hormônios, desejos, experiências e responsabilidades competem na mente do jovem pela formação do novo adulto. Este caminho é repleto de percalços e chateações – tanto para o adolescente quanto para seus pais, que enfrentam crises terríveis de humor e têm de aprender a lidar com a “nova versão” dos filhos!
Se os adolescentes já são notoriamente conhecidos pela rebeldia, o que dizer de jovens que passam pela adolescência juntamente com o diabetes? Isto é, como fica a rebeldia natural da idade em vista de uma condição de saúde que exige cuidados diários e muito autocontrole.
No geral, jovens costumam cuidar mal do diabetes. Não medem a glicemia tantas vezes quanto deveriam, prestam menos atenção ao que comem e chegam até a esquecer de aplicar insulina nos momentos certos. Isto está relacionado à vontade de ser independente, livre, inclusive em relação à doença.
Porém, não dá para escapar: é preciso tratar, gostando ou não, do diabetes diariamente. Como convencer os jovens a fazer isto? Como fazê-los entender a importância de cuidar bem da saúde? Uma resposta pode estar dentro de um aquário…
Pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que cuidar de um bichinho de estimação – no caso do experimento, um peixe beta – ajuda os jovens a diminuir a glicemia, aumentar o número de medições e até mesmo a conseguir valores melhores de hemoglobina glicada.
UMA BOA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR OS CUIDADOS DOS JOVENS COM A SAÚDE
“Adolescentes são um dos grupos de pacientes mais difíceis de tratar, principalmente por causa dos vários fatores psicossociais associados a esta fase da vida”, contou a doutora Olga Gupta, co-autora do estudo e professora de Medicina e Pediatria na UT Southwestern.
“Nós aprendemos que instruir as famílias a associar cuidados com um peixinho aos cuidados com a saúde do diabético pode melhorar significativamente os níveis de hemoglobina glicada”, disse Olga. O estudo foi publicado no periódico científico Diabetes Educator.
O estudo acompanhou 28 jovens com diabetes tipo 1, de idades entre 10 e 17 anos, durante 03 meses. Todos receberam um peixinho beta e um pequeno aquário. A indicação era manter o aquário, de preferência, no quarto do jovem (para estimular o contato). O adolescente tinha de alimentar o animal de manhã e à tarde; toda vez que desse comida, deveria, também, medir a própria glicemia. Uma vez por semana, era hora de trocar a água do aquário e de acompanhar, com um profissional da saúde, os resultados das medições.
Famílias de jovens com diabetes tipo 1 logo toparam a idéia de participar do experimento. “Ele nunca teve a oportunidade de ter um bichinho de estimação, e se isso significasse uma melhora na glicemia, então eu estava a fim de participar”, disse Jeanette Claxton, mãe de um dos participantes.
“Ao longo de toda a experiência, nós cuidamos de dois peixes, que acabaram fazendo parte da família. O primeiro peixe era o Bob, e meu filho o alimentava, lia para ele, até mesmo assistia TV com ele”.
“Meu filho nem percebia que estava conversando mais sobre seu diabetes e estava medindo a glicemia com maior freqüência”.
O caso de Jeanette não foi o único: no geral, o simples fato de cuidar de um animal tornou o convívio com o diabetes algo muito mais fácil e prazeroso para os adolescentes.
RESULTADOS: CUIDAR DE PEIXINHO MELHOROU A SAÚDE!
s resultados do experimento mostram que os jovens diabéticos tipo 1 que cuidaram do animal de estimação, em comparação a um grupo controle da mesma idade, tiveram:
redução de 0.5% nas taxas de hemoglobina glicada
valores menores de glicemia
Os benefícios à saúde foram vistos principalmente em adolescentes mais novos. Segundo os pesquisadores, os mais jovens desejam ganhar independência em relação aos pais, e cuidar do peixinho é visto como um sinal de maior responsabilidade.
“Eu recomendaria esta estratégia a outras famílias porque ela permite que você domine não apenas o peixinho, mas também domine o seu diabetes. Quando você está no domínio, o diabetes não é seu chefe”, afirmou Jeanette.
adolescência é um dos períodos mais complicados da vida. Hormônios, desejos, experiências e responsabilidades competem na mente do jovem pela formação do novo adulto. Este caminho é repleto de percalços e chateações – tanto para o adolescente quanto para seus pais, que enfrentam crises terríveis de humor e têm de aprender a lidar com a “nova versão” dos filhos!
Se os adolescentes já são notoriamente conhecidos pela rebeldia, o que dizer de jovens que passam pela adolescência juntamente com o diabetes? Isto é, como fica a rebeldia natural da idade em vista de uma condição de saúde que exige cuidados diários e muito autocontrole.
No geral, jovens costumam cuidar mal do diabetes. Não medem a glicemia tantas vezes quanto deveriam, prestam menos atenção ao que comem e chegam até a esquecer de aplicar insulina nos momentos certos. Isto está relacionado à vontade de ser independente, livre, inclusive em relação à doença.
Porém, não dá para escapar: é preciso tratar, gostando ou não, do diabetes diariamente. Como convencer os jovens a fazer isto? Como fazê-los entender a importância de cuidar bem da saúde? Uma resposta pode estar dentro de um aquário…
Pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostrou que cuidar de um bichinho de estimação – no caso do experimento, um peixe beta – ajuda os jovens a diminuir a glicemia, aumentar o número de medições e até mesmo a conseguir valores melhores de hemoglobina glicada.
UMA BOA ESTRATÉGIA PARA MELHORAR OS CUIDADOS DOS JOVENS COM A SAÚDE
“Adolescentes são um dos grupos de pacientes mais difíceis de tratar, principalmente por causa dos vários fatores psicossociais associados a esta fase da vida”, contou a doutora Olga Gupta, co-autora do estudo e professora de Medicina e Pediatria na UT Southwestern.
“Nós aprendemos que instruir as famílias a associar cuidados com um peixinho aos cuidados com a saúde do diabético pode melhorar significativamente os níveis de hemoglobina glicada”, disse Olga. O estudo foi publicado no periódico científico Diabetes Educator.
O estudo acompanhou 28 jovens com diabetes tipo 1, de idades entre 10 e 17 anos, durante 03 meses. Todos receberam um peixinho beta e um pequeno aquário. A indicação era manter o aquário, de preferência, no quarto do jovem (para estimular o contato). O adolescente tinha de alimentar o animal de manhã e à tarde; toda vez que desse comida, deveria, também, medir a própria glicemia. Uma vez por semana, era hora de trocar a água do aquário e de acompanhar, com um profissional da saúde, os resultados das medições.
Famílias de jovens com diabetes tipo 1 logo toparam a idéia de participar do experimento. “Ele nunca teve a oportunidade de ter um bichinho de estimação, e se isso significasse uma melhora na glicemia, então eu estava a fim de participar”, disse Jeanette Claxton, mãe de um dos participantes.
“Ao longo de toda a experiência, nós cuidamos de dois peixes, que acabaram fazendo parte da família. O primeiro peixe era o Bob, e meu filho o alimentava, lia para ele, até mesmo assistia TV com ele”.
“Meu filho nem percebia que estava conversando mais sobre seu diabetes e estava medindo a glicemia com maior freqüência”.
O caso de Jeanette não foi o único: no geral, o simples fato de cuidar de um animal tornou o convívio com o diabetes algo muito mais fácil e prazeroso para os adolescentes.
RESULTADOS: CUIDAR DE PEIXINHO MELHOROU A SAÚDE!
s resultados do experimento mostram que os jovens diabéticos tipo 1 que cuidaram do animal de estimação, em comparação a um grupo controle da mesma idade, tiveram:
redução de 0.5% nas taxas de hemoglobina glicada
valores menores de glicemia
Os benefícios à saúde foram vistos principalmente em adolescentes mais novos. Segundo os pesquisadores, os mais jovens desejam ganhar independência em relação aos pais, e cuidar do peixinho é visto como um sinal de maior responsabilidade.
“Eu recomendaria esta estratégia a outras famílias porque ela permite que você domine não apenas o peixinho, mas também domine o seu diabetes. Quando você está no domínio, o diabetes não é seu chefe”, afirmou Jeanette.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
REDUÇÃO DAS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO DIABETES
Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa.
Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC (-52,7%) e de amputações (-51,4%). A menor redução aconteceu em relação à doença renal em estágio final (-28,3%). O maior declínio absoluto foi no número de casos de IAM (com 95,6 menos casos por 10.000 pessoas) e o menor declínio absoluto foi no número de mortes por crises hiperglicêmicas. As taxas de redução foram mais amplas entre os adultos com diabetes, em comparação com adultos sem diabetes, levando a uma redução no risco relativo de complicações associadas ao diabetes. Quando expressas como taxas para uma população geral, na qual uma alteração na prevalência também afeta as taxas de complicação, houve um declínio nas taxas de IAM e de morte por crises hiperglicêmicas (2,7 e 0,1 menos casos por 10.000 pessoas, respectivamente), o que não aconteceu com as taxas de amputação, AVC e doença renal em estágio terminal.
Os autores concluem que as taxas de complicações relacionadas ao diabetes diminuíram substancialmente durante as duas últimas décadas, mas um grande impacto negativo da doença ainda persiste em função do aumento continuado da prevalência do diabetes.
Fonte:
1. Gregg EW, Li Y, Wang J et al. Changes in Diabetes-Related Complications in the United States, 1990-2010. N Engl J Med 2014;370:1514-1523.
DOI: 10.1056/NEJMoa1310799
ABUSO DE ÁLCOOL NO PACIENTE DIABÉTICO
Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco...
As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.
Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.
Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 m de destilados, o que equivale a 15 g de etanol.
Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!
Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!
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Dra. Andressa Heimbecher Soares
Endocrinologista
Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Membro Ativo da Endocrine Society.
Diabetes também pode prejudicar o cérebro
Segundo estudo publicado na revista científica 'Neurology', pessoas diagnosticadas com a doença podem apresentar declínio cognitivo
O cérebro dos diabéticos pode sofrer alterações que afetam as funções cognitivas (VEJA.com/VEJA)
Um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology revelou que as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos do cérebro dos diabéticos também podem prejudicar as funções cognitivas. Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 65 adultos com idade avançada - metade deles saudável e a outra metade com diabetes tipo 2 - durante dois anos.
Os participantes então foram submetidos a testes de cognição antes e depois do período de observação. Segundo os achados, o grupo de diabéticos teve um desempenho pior nas atividades cotidianas em comparação aos resultados do primeiro teste. Além disso, aqueles que estavam entre os saudáveis quase não apresentaram diferença nos resultados das avaliações cognitivas realizadas durante o acompanhamento.
Para os pesquisadores, esse declínio ocorreu devido à oscilação nos níveis de açúcar comum nos diabéticos, que é capaz de prejudicar as células e nervos, causando uma resposta inflamatória. Com isso, os vasos perdem flexibilidade e ficam mais maleáveis -- o que dificulta uma resposta a comandos simples, como mover os dedos, por exemplo.
O cérebro dos diabéticos pode sofrer alterações que afetam as funções cognitivas (VEJA.com/VEJA)
Um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology revelou que as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos do cérebro dos diabéticos também podem prejudicar as funções cognitivas. Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 65 adultos com idade avançada - metade deles saudável e a outra metade com diabetes tipo 2 - durante dois anos.
Os participantes então foram submetidos a testes de cognição antes e depois do período de observação. Segundo os achados, o grupo de diabéticos teve um desempenho pior nas atividades cotidianas em comparação aos resultados do primeiro teste. Além disso, aqueles que estavam entre os saudáveis quase não apresentaram diferença nos resultados das avaliações cognitivas realizadas durante o acompanhamento.
Para os pesquisadores, esse declínio ocorreu devido à oscilação nos níveis de açúcar comum nos diabéticos, que é capaz de prejudicar as células e nervos, causando uma resposta inflamatória. Com isso, os vasos perdem flexibilidade e ficam mais maleáveis -- o que dificulta uma resposta a comandos simples, como mover os dedos, por exemplo.
sábado, 4 de julho de 2015
Novo adesivo inteligente promete acabar com as injeções de insulina
Aplicado na pele sem nenhuma dor, adesivo é capaz de medir a glicemia e liberar a quantidade exata de insulina. Testes com humanos devem começar em breve.
No futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo sobre a pele e pronto – a quantidade de açúcar no sangue estará controlada!
Esta é a promessa do “adesivo inteligente“, criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para quem está com diabetes. A novidade científica, ainda em desenvolvimento, foi publicada no periódico Proceeding of the National Academy of Sciences.
O QUE É E COMO FUNCIONA O ADESIVO INTELIGENTE?
Para quem precisa injetar insulina várias vezes ao dia para controlar a glicemia – especialmente diabéticos tipo 1 -, o adesivo poderá ser o melhor amigo da saúde e evitar desconfortos.
“A parte difícil do diabetes não é a injeção de insulina, medir a glicemia ou a dieta, mas o fato de que você tem que fazer tudo isso várias vezes todos os dias, durante toda a sua vida’, dr. John Buse (co-autor do estudo)
O adesivo é um pequeno quadrado, do tamanho de uma moedinha. Na face inferior, ele possui uma centena de “microagulhas” especiais, extremamente pequenas e que grudam na pele sem provocar qualquer dor.
As microagulhas são pequenas, porém capazes de atingir os finos vasos sangüíneos na superfície da pele. Quando em contato com o sangue, as microagulhas conseguem detectar a quantidade de açúcar na circulação e liberam insulina de acordo, a fim de corrigir excessos. É por este revolucionário sistema de detecção que o adesivo é chamado de “inteligente”.
“Nós desenvolvemos um adesivo para diabéticos que funciona rapidamente, é fácil de usar e é feito de materiais não-tóxicos e biocompatívies”, explicou o principal autor do estudo, o prof. Zhen Gu (foto), do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade da Carolina do Norte.
“O sistema inteiro pode ser personalizado, sendo ajustável para o peso e a sensibilidade à insulina do paciente. Assim, podemos tornar o “adesivo inteligente” ainda mais inteligente”.
MUITA TECNOLOGIA AJUDA A MANTER A SAÚDE CONTROLADA POR DIAS
O novo adesivo já foi testado, com sucesso, em camundongos diabéticos. Com ele, os cientistas conseguiram controlar a glicemia corretamente durante nove horas.
A insulina é guardada em pequenos compartimentos dentro das microagulhas do adesivo (foto abaixo). Ou seja, uma hora o hormônio acaba e o adesivo deverá ser trocado. Nos testes atuais, um adesivo dura algumas horas, mas a meta dos pesquisadores é torná-lo funcional, para humanos, durante vários dias seguidos.
“[Esta tecnologia] é muito, muito empolgantes, mas ainda preliminar. Levará anos até determinarmos se vai funcionar bem em humanos. Mas se funcionasse, seria fantástico”, disse o dr. John Buse, um dos autores do trabalho e diretor do North Carolina Diabetes Care Centre.
John explica que uma das maiores vantagens do adesivo é evitar a injeção de quantidade erradas de insulina.
“Injetar a quantidade incorreta de medicação pode levar a complicações significativas, como cegueira e amputação de membros, ou até mesmo a conseqüências mais desastrosas, como o coma diabético e a morte”.
O adesivo dispensaria completamente as injeções, já que é capaz de controlar a glicemia de maneira “automática”. Porém, algumas medições de glicemia na ponta do dedo ainda terão de ser feitas, a fim de evitar possíveis casos de hipoglicemia – especialmente em quem pula refeições e/ou pratica exercícios físicos intensos.
QUANDO O ADESIVO INTELIGENTE PARA DIABETES ESTARÁ NAS LOJAS?
Novidades científicas revolucionárias deste porte, ainda mais quando são da área da saúde, costumam demorar vários anos até serem encontradas nas prateleiras das farmácias. Porém, os testes iniciais foram tão positivos que os pesquisadores estão confiantes de que, logo, o adesivo inteligente poderá ser comprado.
“Nós queremos comercializar [o adesivo inteligente]eventualmente. Estamos buscando realizar amplos estudos em animais e, se tivermos sucesso, partiremos para os testes em humanos”, disse o dr. Gu.
“Eu acredito que, no mínimo, levará de dois a três anos até ser comercializado”
No futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo sobre a pele e pronto – a quantidade de açúcar no sangue estará controlada!
Esta é a promessa do “adesivo inteligente“, criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para quem está com diabetes. A novidade científica, ainda em desenvolvimento, foi publicada no periódico Proceeding of the National Academy of Sciences.
O QUE É E COMO FUNCIONA O ADESIVO INTELIGENTE?
Para quem precisa injetar insulina várias vezes ao dia para controlar a glicemia – especialmente diabéticos tipo 1 -, o adesivo poderá ser o melhor amigo da saúde e evitar desconfortos.
“A parte difícil do diabetes não é a injeção de insulina, medir a glicemia ou a dieta, mas o fato de que você tem que fazer tudo isso várias vezes todos os dias, durante toda a sua vida’, dr. John Buse (co-autor do estudo)
O adesivo é um pequeno quadrado, do tamanho de uma moedinha. Na face inferior, ele possui uma centena de “microagulhas” especiais, extremamente pequenas e que grudam na pele sem provocar qualquer dor.
As microagulhas são pequenas, porém capazes de atingir os finos vasos sangüíneos na superfície da pele. Quando em contato com o sangue, as microagulhas conseguem detectar a quantidade de açúcar na circulação e liberam insulina de acordo, a fim de corrigir excessos. É por este revolucionário sistema de detecção que o adesivo é chamado de “inteligente”.
“Nós desenvolvemos um adesivo para diabéticos que funciona rapidamente, é fácil de usar e é feito de materiais não-tóxicos e biocompatívies”, explicou o principal autor do estudo, o prof. Zhen Gu (foto), do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade da Carolina do Norte.
“O sistema inteiro pode ser personalizado, sendo ajustável para o peso e a sensibilidade à insulina do paciente. Assim, podemos tornar o “adesivo inteligente” ainda mais inteligente”.
MUITA TECNOLOGIA AJUDA A MANTER A SAÚDE CONTROLADA POR DIAS
O novo adesivo já foi testado, com sucesso, em camundongos diabéticos. Com ele, os cientistas conseguiram controlar a glicemia corretamente durante nove horas.
A insulina é guardada em pequenos compartimentos dentro das microagulhas do adesivo (foto abaixo). Ou seja, uma hora o hormônio acaba e o adesivo deverá ser trocado. Nos testes atuais, um adesivo dura algumas horas, mas a meta dos pesquisadores é torná-lo funcional, para humanos, durante vários dias seguidos.
“[Esta tecnologia] é muito, muito empolgantes, mas ainda preliminar. Levará anos até determinarmos se vai funcionar bem em humanos. Mas se funcionasse, seria fantástico”, disse o dr. John Buse, um dos autores do trabalho e diretor do North Carolina Diabetes Care Centre.
John explica que uma das maiores vantagens do adesivo é evitar a injeção de quantidade erradas de insulina.
“Injetar a quantidade incorreta de medicação pode levar a complicações significativas, como cegueira e amputação de membros, ou até mesmo a conseqüências mais desastrosas, como o coma diabético e a morte”.
O adesivo dispensaria completamente as injeções, já que é capaz de controlar a glicemia de maneira “automática”. Porém, algumas medições de glicemia na ponta do dedo ainda terão de ser feitas, a fim de evitar possíveis casos de hipoglicemia – especialmente em quem pula refeições e/ou pratica exercícios físicos intensos.
QUANDO O ADESIVO INTELIGENTE PARA DIABETES ESTARÁ NAS LOJAS?
Novidades científicas revolucionárias deste porte, ainda mais quando são da área da saúde, costumam demorar vários anos até serem encontradas nas prateleiras das farmácias. Porém, os testes iniciais foram tão positivos que os pesquisadores estão confiantes de que, logo, o adesivo inteligente poderá ser comprado.
“Nós queremos comercializar [o adesivo inteligente]eventualmente. Estamos buscando realizar amplos estudos em animais e, se tivermos sucesso, partiremos para os testes em humanos”, disse o dr. Gu.
“Eu acredito que, no mínimo, levará de dois a três anos até ser comercializado”
domingo, 3 de maio de 2015
1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina
Descoberta de que alta porcentagem de quem está com DIABETES tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de DIABETES – uma das entidades mais respeitadas no mundo – escreve, categórica, em seu website: “No DIABETES tipo 1, o corpo não produz insulina”. Mas será mesmo que quem está com DIABETES tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?
Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico Diabetes Care, afirma que pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico.
A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.
MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.
Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do peptídeo-C. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.
Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.
No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.
“Outros estudos mostraram que alguns pacientes com DIABETES tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais”, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. “Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com DIABETES tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas
AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ
Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o diagnóstico do diabetes. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem DIABETES tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).
Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio – e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário – deverá ser levado em consideração nos próximos anos.
Praticar exercícios facilita controlar a glicemia (mesmo que você não perca peso!)
Pesquisa mostra que a prática de esportes e exercícios, independente da perda de peso, favorece uma série de parâmetros de saúde que ajudam a controlar o DIABETES.
Vale a pena suar: exercícios ajudam o corpo a controlar as variações de açúcar no sangue, indicam pesquisas.
Uma dica valiosa para quem está com DIABETES é “fazer exercícios”. Praticamente todos os profissionais da saúde e publicações especializadas no público diabético nos lembram constantemente da importância de nos mantermos ativos. A idéia é que, ao nos exercitarmos, ajudamos o corpo a PERDER PESO, e com isso conseguimos um melhor controle da glicemia.
Tudo isto é verdade. Mas praticar esportes e atividades físicas é muito bom para o corpo não apenas por causa da balança. Uma nova pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, capital dinamarquesa, mostra que quem se exercita consegue cuidar do DIABETES com muito mais facilidade, tendo perdido peso ou não.
POR QUE PRATICAR EXERCÍCIOS FAZ TÃO BEM?
Quando esforçamos a corpo durante atividades físicas, várias modificações saudáveis acontecem no organismo. É como se o corpo fosse “ativado” para funcionar melhor. No caso de quem convive com o DIABETES, uma destas modificações mais importantes é que os músculos passam a ser mais sensíveis à ação da insulina. Com isto, fica cada vez mais fácil manter taxas adequadas de açúcar no sangue.
Mas as vantagens para o organismo não param por aí. Para mostrar como os esportes ajudam a vida de todo mundo, uma equipe liderada pelo cientista Thomas Solomon analisou a saúde de mais de 300 pessoas antes e depois de entrarem em uma rotina de exercícios físicos.
Dados como a glicemia, porcentagem de hemoglobina glicada, altura e peso, níveis de colesterol e de sensibilidade à insulina foram comparados.
Não precisa pegar pesado todo dia: uma simples caminhada já ajuda o corpo a funcionar melhor.
A conclusão, publicada no periódico DIABETES Care, é inequívoca: manter o corpo ativo faz muito bem, independentemente da perda de peso.
Quem praticou exercícios mostrou glicemia de jejum menor, manteve um melhor controle das taxas de açúcar no sangue ao longo de todo o dia, teve taxas menores de hemoglobina glicada e, ainda por cima, mostrou sensibilidade aprimorada à insulina. Todos estes fatores tornam muito mais fácil o controle diário do DIABETES.
“Apesar da importância enorme do peso e do Índice de Massa Corporal [em quem está com DIABETES], nossos resultados são clinicamente significativos, pois mostram a relevância da boa condição cardiorrespiratória em relação às causas [por trás do diabetes]”, concluíram os pesquisadores.
Ou seja: mesmo se você está no peso correto, manter-se ativo é sempre um bônus para a saúde e, por si só, já ajuda em muito a convivência com o diabetes. Às vezes a solução dos nossos problemas de controle da glicemia não se encontra nas prateleiras das farmácias, mas está em colocar uma bermuda e um tênis de caminhada e sair pra rua!
Entenda tudo sobre a VACINA contra o diabetes tipo 1
Pesquisa publicada este mês abre o caminho para uma vacina contra o DIABETES tipo 1 no futuro. Entenda o que foi descoberto e como isto pode mudar nossas vidas.
Ezio Bonifácio – eis um nome que iremos ouvir bastante nos próximos anos. Professor de DIABETESno Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, Ezio e sua equipe publicaram uma descoberta incrível sobre uma possível maneira de prevenir o diabetes tipo 1 – o que gera esperanças de que uma vacina contra este tipo de DIABETES seja criada em breve.
A ORIGEM DO DIABETES TIPO 1
Para entender o impacto da descoberta, vale relembrar: o diabetes tipo 1 costuma aparecer cedo durante a vida, quando o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. Conforme elas são destruídas, menos insulina é feita; com isso, o açúcar dos alimentos vai se acumulando no sangue, levando ao diabetes. Por isso, quem está com diabetes tipo 1 precisa, necessariamente, injetar insulina todos os dias para viver bem.
Ninguém sabe ao certo por que, em algumas pessoas, acontece este “auto-ataque” do sistema imune contra as células que produzem insulina. Uma hipótese é que, em diabéticos tipo 1, o sistema de defesa não entrou em contato suficiente com a insulina durante os primeiros anos de vida. É como se os “soldados” que nos guardam contra infecções encontrassem a insulina pela primeira vez e achassem que ela era uma “intrusa”, que deve ser combatida.
COMBATENDO DO LADO CERTO
Como, então, convencer o sistema imune de que a insulina é uma parte “boa” do nosso corpo? Uma idéia é “apresentá-la” aos soldados nas quantidades adequadas, nos primeiros anos de vida, a fim de que eles se acostumem ao hormônio e não ataquem, no futuro, as células que o produzem.
A vacina “ensanaria” ao sistema de defesa do corpo que a insulina não é um “inimigo”
Foi exatamente isto que Ezio e sua equipe buscaram fazer. Eles recrutaram 25 crianças, de 2 a 7 anos e com alto risco de desenvolverem DIABETES tipo 1 (isto é, tinham histórico familiar de DM1 e possuíam genes que as predispunham à condição). Elas receberam, durante um período que variou de 3 a 18 meses, doses variáveis de insulina oral.
A insulina oral é um pózinho de insulina que pode ser misturado aos alimentos. Ele não é vendido normalmente para tratar o DIABETES porque a insulina, quando “engolida”, é destruída muito rapidamente pelo corpo – apenas 1% chega à corrente sangüínea. Por isso que as injeções ainda são a melhor opção.
Porém, uma vantagem da insulina em pó é que ela entra em contato com a mucosa da boca. E lá ela entrará em contato também com células do sistema imune.
RESULTADOS ANIMADORES = 1ª VACINA ANTI-DIABETES?
Se tudo der certo, as primeiras vacinas poderão estar prontas já na próxima década.
O estudo foi conduzido de 2009 a 2013, e só agora os resultados foram compilados. A descoberta dos cientistas é que as crianças que receberam as maiores doses de insulina oral mostraram, de fato, sinais de que o sistema imune já estava “reconhecendo” o hormônio, o que indica um caminho promissor na prevenção do ataque às células beta, produtoras da insulina.
“Dar insulina a crianças com alto risco genético de desenvolver DIABETES tipo 1 pode, na verdade, ter um efeito protetor, como se fosse uma vacina. Ou seja, a insulina estimula o sistema imune destas crianças de um jeito que as protege do diabetes tipo 1″, afirmou Ezio em um comunicado à imprensa.
A meta do grupo de pesquisas de Ezio, agora, é testar o método em um grupo maior de crianças. Os resultados deste estudo deverão estar prontos apenas em 2022. Enquanto isso, os pesquisadores testarão doses maiores de insulina oral.
De acordo com o cientista, caso o método venha a se transformar em uma vacina contra DM1, crianças com alto risco de desenvolver a doença começarão o tratamento com insulina oral aos 6 meses de idade, e continuarão recebendo as doses até os 2 ou 3 anos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Finalmente! Começa a ser vendida a insulina inalável
O fim das injeções? Farmácias dos EUA passam a vender hoje insulina Afrezza, de ação rápida e feita para ser “respirada”.
Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a insulina inalável. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – relembre aqui na matéria do Diabeticool – a insulina Afrezza finalmente poderá ser comprada nas farmácias e será a única versão inalável do hormônio à venda.
Desenvolvida pelas farmacêuticas Sanofi e MannKind Corp., a Afrezza é uma insulina de ação rápida indicada para controle da glicemia tanto no diabetes tipo 1 quanto no diabetes tipo 2.
Ela deverá ser usada pouco antes das refeições. A insulina é produzida em forma de pó, administrado através de um pequeno dispositivo, do tamanho de um apito (veja nas imagens).
Nos EUA, uma “dose” diária de 12 unidades da nova insulina está sendo comercializada por cerca de 7,5 dólares – ou aproximadamente 20 reais.
ATUALIZAÇÃO (04/02/2015): A Sanofi do Brasil informa que ainda não há data prevista de lançamento da Afrezza no país.
QUEM PODE – E QUEM NÃO PODE – USAR A INSULINA INALÁVEL
Em adultos acima de 18 anos, o uso da Afrezza é praticamente irrestrito.
Porém, de acordo com a farmacêutica, a nova insulina é contra-indicada a pessoas com doenças pulmonares crônicas, como a asma. Além disso, fumantes e ex-fumantes devem evitar o medicamento, uma vez que a capacidade pulmonar debilitada pode diminuir a eficiência do hormônio.
A Sanofi alerta, ainda, que de maneira alguma deve-se utilizar a Afrezza como substituto de insulinas de longa duração. A maneira correta de utilizá-la é como coadjuvante em uma plano abrangente de controle do diabetes, e que inclui mudanças na dieta e a prática de atividades físicas.
“Há uma necessidade palpável de insulinas que não necessitam injeções, e nossa empresa está determinada a criar esta nova opção de tratamento aos pacientes”, informou o vice-presidente da divisão de diabetes da Sanofi, Pierre Chancel.
A ECONOMIA DO DIABETES: AFREZZA É APOSTA PARA O LUCRO
A Afrezza é a maior esperança da Sanofi para lucrar no mercado do diabetes.
A farmacêutica fatura cerca de 18 bilhões de reais por ano com medicamentos para diabéticos, mas em 2014 a performance foi ruim a ponto de demitirem o principal executivo da divisão. Além disso, em 2015 vence a patente da insulina Lantus – a campeã de vendas da Sanofi e principal motivo dos lucros extraordinários da empresa.
Estima-se internamente que a insulina inalável chegue à marca de 182 milhões de dólares anuais em vendas em 2019. É um número modesto, em parte devido ao medo de rejeição do público por causa da má fama da insulina Exubera (ver a história no quadro abaixo).
Além da Afrezza, uma nova versão da Lantus, chamada Toujeo, também deve ser lançada em breve.
Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a insulina inalável. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – relembre aqui na matéria do Diabeticool – a insulina Afrezza finalmente poderá ser comprada nas farmácias e será a única versão inalável do hormônio à venda.
Desenvolvida pelas farmacêuticas Sanofi e MannKind Corp., a Afrezza é uma insulina de ação rápida indicada para controle da glicemia tanto no diabetes tipo 1 quanto no diabetes tipo 2.
Ela deverá ser usada pouco antes das refeições. A insulina é produzida em forma de pó, administrado através de um pequeno dispositivo, do tamanho de um apito (veja nas imagens).
Nos EUA, uma “dose” diária de 12 unidades da nova insulina está sendo comercializada por cerca de 7,5 dólares – ou aproximadamente 20 reais.
ATUALIZAÇÃO (04/02/2015): A Sanofi do Brasil informa que ainda não há data prevista de lançamento da Afrezza no país.
QUEM PODE – E QUEM NÃO PODE – USAR A INSULINA INALÁVEL
Em adultos acima de 18 anos, o uso da Afrezza é praticamente irrestrito.
Porém, de acordo com a farmacêutica, a nova insulina é contra-indicada a pessoas com doenças pulmonares crônicas, como a asma. Além disso, fumantes e ex-fumantes devem evitar o medicamento, uma vez que a capacidade pulmonar debilitada pode diminuir a eficiência do hormônio.
A Sanofi alerta, ainda, que de maneira alguma deve-se utilizar a Afrezza como substituto de insulinas de longa duração. A maneira correta de utilizá-la é como coadjuvante em uma plano abrangente de controle do diabetes, e que inclui mudanças na dieta e a prática de atividades físicas.
“Há uma necessidade palpável de insulinas que não necessitam injeções, e nossa empresa está determinada a criar esta nova opção de tratamento aos pacientes”, informou o vice-presidente da divisão de diabetes da Sanofi, Pierre Chancel.
A ECONOMIA DO DIABETES: AFREZZA É APOSTA PARA O LUCRO
A Afrezza é a maior esperança da Sanofi para lucrar no mercado do diabetes.
A farmacêutica fatura cerca de 18 bilhões de reais por ano com medicamentos para diabéticos, mas em 2014 a performance foi ruim a ponto de demitirem o principal executivo da divisão. Além disso, em 2015 vence a patente da insulina Lantus – a campeã de vendas da Sanofi e principal motivo dos lucros extraordinários da empresa.
Estima-se internamente que a insulina inalável chegue à marca de 182 milhões de dólares anuais em vendas em 2019. É um número modesto, em parte devido ao medo de rejeição do público por causa da má fama da insulina Exubera (ver a história no quadro abaixo).
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