No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
domingo, 26 de outubro de 2014
Chances de desenvolver diabetes podem ser definidas já no útero
Novo estudo mostra como o tipo de alimentação das gestantes influencia diretamente a saúde futura dos bebês.
Uma equipe de pesquisadores alemães mostrou evidências de como a alimentação das gestantes influencia diretamente o funcionamento do corpo de seus bebês. Segundo eles, o experimento traz uma possível nova explicação do porquê filhos de grávidas diabéticas ou obesas têm chances muito maiores de desenvolver diabetes no futuro.
Ninguém sabe ainda o motivo pelo qual estas crianças correm riscos maiores de ter diabetes. Será que filhos de mães obesas – e que portanto se alimentam de maneira inadequada – serão mal alimentados, ficarão acima do peso recomendável e, por isto, desenvolverão diabetes tipo 2? Será que a obesidade e/ou diabetes da mãe são genéticos – e serão passados “de herança” para as crianças? Todas estas são hipóteses que os cientistas atualmente investigam. A equipe alemã, porém, tem uma idéia diferente…
UMA NOVA HIPÓTESE
O novo trabalho científico, publicado no periódico especializado Diabetologia, afirma que doenças como o diabetes, a obesidade e a hipertensão podem ser causadas pela maneira errada com que o cérebro utiliza a insulina. Se existe uma resistência à insulina no órgão, as chances destas doenças ocorrerem é maior.
Assim, os cientistas resolveram medir a atividade cerebral de bebês ainda no útero (através de sons e um moderno encefalograma), de acordo com a dieta da mãe.
As gestantes que participaram do trabalho fizeram uma espécie de teste de tolerância à glicose, tomando uma solução cheia de açúcares. A glicemia delas foi medida logo após tomarem a bebida e também uma e duas horas depois. Ao mesmo tempo, a atividade do cérebro de seus filhos foi medida.
mae e criança diabetes A conclusão das medições foi clara: os bebês de mães que eram mais propensas ao diabetes (tinham maior resistência à insulina) tiveram tempo de resposta cerebral consideravelmente menor do que o padrão.
Segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que uma correlação direta entre o funcionamento do cérebro dos bebês e a alimentação materna é feita.
Eles explicam que aí pode estar uma possível nova explicação do porquê filhos de mães diabéticas têm maiores chances de desenvolver a doença: talvez o metabolismo da mãe “molde” de maneira errada a resposta do cérebro dos filhos à ação da insulina. Isto, por sua vez, aumentaria as chances de condições como o sobrepeso e o diabetes surgirem mais para a frente na vida.
“Esta descoberta é evidência de um efeito direto do metabolismo da mãe na atividade cerebral dos fetos e sugere que a resistência à insulina no sistema nervoso central pode ser programada durante o desenvolvimento fetal”,
sábado, 25 de outubro de 2014
Aprovado Transplante Revolucionário para Diabetes Tipo 1
EUA aprovam testes em humanos de revolucionário método de transplante que promete “curar virtualmente” quem está com diabetes tipo 1.
Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior – e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne
Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente – no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo “falho”, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético?
Muitas soluções foram propostas, incluindo “reprogramar” as células a serem transplantadas para que o sistema imune não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas.
A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema VC-01, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna cápsula protetora para defendê-las de ataques do sistema imune.
encaptra vc-01 diabetes
O sistema VC-01 significa “Virtual Cure”, ou “Cura Virtual”, e é produzido pela empresa de biotecnologia ViaCyte. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele “tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1″.
O sistema consiste em um aplique do tamanho de um band-aid e espessura de um cartão de crédito (foto no topo da página) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor.
Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, glicose e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea.
Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente.
Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar.
A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de hipoglicemias e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue.
A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson & Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte.
É hora de torcer para que tanta promessa – e tecnologia! – mostre-se também um sucesso na prática.
Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior – e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne
Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente – no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo “falho”, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético?
Muitas soluções foram propostas, incluindo “reprogramar” as células a serem transplantadas para que o sistema imune não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas.
A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema VC-01, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna cápsula protetora para defendê-las de ataques do sistema imune.
encaptra vc-01 diabetes
O sistema VC-01 significa “Virtual Cure”, ou “Cura Virtual”, e é produzido pela empresa de biotecnologia ViaCyte. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele “tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1″.
O sistema consiste em um aplique do tamanho de um band-aid e espessura de um cartão de crédito (foto no topo da página) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor.
Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, glicose e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea.
Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente.
Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar.
A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de hipoglicemias e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue.
A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson & Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte.
É hora de torcer para que tanta promessa – e tecnologia! – mostre-se também um sucesso na prática.
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