No blogger diabete tipo 1, voce encontra receitas de alimentação saudavel e sobre os avanços na medicina para uma qualidade de vida com diabetes
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Apple, Google e Samsung na corrida para assumir a dianteira em dispositivos controladores de glicose não invasivos, diz relatório
Apple, Google e Samsung estão explorando sensores para dispositivos portáteis que podem medir os níveis de glicose para diabéticos, de acordo com um relatório Reuters que cita pessoas com conhecimento dos planos das empresas.
Os sensores seriam não-invasivos – algo que seria de grande apelo às pessoas, visto que, atualmente, elas precisar tirar amostras de sangue para medir os níveis de glicose.
A Samsung já oferece dispositivos portáteis, dentre eles o Galaxy Gear Smartwatch. O Google, que está realizando no momento a sua conferência anual de desenvolvedores esta semana, oferece uma plataforma chamada Google Wear que permite às pessoas se utilizarem do Android em seus dispositivos portáteis. Sobre a Apple, por sua vez, tem sido lançado rumores de que ela está trabalhando em um iWatch, ainda a ser revelado.
Independentemente do estágio seus esforços, até agora, as empresas estão todas trabalhando numa característica-chave: vigilância da saúde. Inúmeros relatórios ao longo dos últimos meses sugerem que as três empresas estão procurando maneiras para agrupar sensores em dispositivos portáteis que acompanham os principais dados de saúde. As três empresas têm construído alguns recursos de saúde em seus respectivos produtos, mas por enquanto restrito em a alguns itens simples, como medir a caminhada.
No próprio Worldwide Developers Conference da Apple no início deste mês, a empresa anunciou uma nova lista de opções de saúde para os desenvolvedores, conhecidos como HealthKit. O conjunto de recursos permite que os terceiros fabricantes de aplicativos integrem suas próprias informações de saúde com o aplicativo da própria Apple iHealth presente no iOS 8. Todas as informações relacionadas com a saúde será mantido em um local seguro, porém com fácil acesso pelo usuário.
O problema com o rastreamento do nível de glicose é que é difícil. Várias empresas têm tentado controlar o açúcar no sangue de uma pessoa com métodos não-invasivos, mas quase todos falharam. A melhor maneira de verificar a glicose ainda é retirar um pouco de sangue através de um leve picada no dedo.
Lente de contato em desenvolvimento pelo Google
A Google está a caminho de desenvolver sistema próprio, no entanto. A empresa divulgou recentemente estar trabalhando em uma lente de contato projetada para medir os níveis de glicose e dizer às pessoas se não há motivo para preocupação. Esse produto, no entanto, está longe do lançamento, e o Google não disse quando ele poderia ser capaz de oferece-lo para o mercado.
De acordo com a Reuters, a Samsung também está ficando mais próxima de oferecer um método para o acompanhamento glicose. Ela está trabalhando com várias startups para construir um sistema tipo “semáforo” para alertar as pessoas sobre os seus níveis de açúcar no sangue em futuras versões do Galaxy Gear.
Quanto a Apple? Detalhes são escassos. No entanto, a Reuters disse que suas fontes afirmam Apple vai lançar iWatch tão esperado em outubro. Se ele virá com monitoramento de glicose não sabemos dizer até o momento
Cientistas sugerem tratamento de diabetes diferente para homens e mulheres
Aparentemente, os homens e as mulheres encaram o auto-cuidado e tratamento médico de maneiras diferentes, dependendo de suas desordens.
Esse parece ser o caso do diabetes: a pesquisa mostrou que as mulheres com diabetes tipo 2 são menos propensos do que os homens a atingir os objetivos do tratamento, tais como abaixar seu colesterol ruim ou lipoproteína de baixa densidade (LDL).
No geral, as mulheres têm um maior risco de doença cardiovascular relacionada com diabetes do que os homens, devido à menor aderência ao cumprimento das metas de tratamento. Os pesquisadores estão considerando, assim, desenvolver uma forma de terapia “baseada no gênero” que poderia melhorar o índice de sucesso do tratamento em homens e mulheres.
“Os resultados sugerem a necessidade de avaliação com base no gênero para o tratamento de fatores de risco cardiovascular nestes pacientes,” disse o autor do estudo Dr. Pendar Farahani do Departamento de Medicina e Departamento de Ciências da Saúde Pública da Universidade de Queen, em um comunicado de imprensa .
Os pesquisadores descobriram que apenas 64 por cento das mulheres foram capazes de diminuir o colesterol LDL, em comparação com 81 por cento dos homens. As mulheres também foram menos propensos a manter a medicação com estatinas – possivelmente devido ao efeito diferente da ação do medicamento sobre o corpo feminino, que pode levar a efeitos colaterais adversos e piores para elas.
“A constatação de que as mulheres não foram capazes de diminuir suficientemente os seus chamados colesterol ruim é uma preocupação”, continuou Farahani. “As mulheres com diabetes têm uma taxa consideravelmente mais elevada de doença cardiovascular e de morte relacionadas do que os homens com diabetes. Este padrão provavelmente está relacionado ao pior controle de fatores de risco cardiovasculares”.
Não houve muita pesquisa sobre a noção de opções terapêuticas baseadas em gênero para diabéticos. Atualmente, a pesquisa ainda é necessária para entender melhor por que as mulheres respondem de forma diferente dos homens ao tratamento do diabetes.
De acordo com a American Heart Association , doenças cardíacas e acidente vascular cerebral são as principais causas de morte para as pessoas diabéticas. Cerca de 65 por cento dos pacientes com diabetes morrem de uma dessas condições, sendo que eles são quatro vezes mais propensos a ter uma doença cardíaca ou um acidente vascular cerebral do que as pessoas que não têm diabetes.
Os pesquisadores esperam examinar melhor como as diferentes opções de tratamento afetam homens e mulheres, e pretendem desenvolver uma forma de terapia que pode reduzir o colesterol de forma mais eficaz.
Bebida de amora pode virar medicamento natural contra diabetes
Conhecidos os grandes benefícios que o vinho tinto traz à saúde, cientistas da Universidade de Illinois (EUA) decidiram estudar vinhos mais exóticos, feitos de mirtilo e amora.
Ao avaliar os componentes bioativos desses vinhos, bastante comuns em uma região dos EUA, Michelle Johnson e seus colegas descobriram compostos que inibem a ação de enzimas responsáveis pela absorção de carboidratos.
Isso significa que esses vinhos poderão dar origem a uma alternativa saborosa para que pessoas com diabetesdiminuam os índices de açúcar no sangue.
Melhor que remédio contra diabetes
As cientistas compararam o efeito “anti-carboidratos” das duas enzimas (alfa-amilase e alfa-glucosidase) com o medicamento acarbose, contra o diabetes.
Sempre em comparação com a droga, a enzima alfa-amilase foi inibida em 91,8%, enquanto a alfa-glucosidase chegou a 103,2%, mais do que o dobro do medicamento.
As pesquisadoras afirmam que o efeito de degradar as enzimas foi documentado tanto para o vinho a temperatura ambiente, quanto gelado (4ºC).
“Estamos pensando em uma bebida de frutas fermentada, sem álcool, que otimize a inibição das enzimas alfa-amilase e alfa-glucosidase, e também aproveite outros componentes bioativos saudáveis do vinho”, disse a Dra Elvira de Mejia, coordenadora do estudo.
Compostos bioativos
Michelle também quantificou outros compostos bioativos saudáveis presentes nos vinhos de mirtilo e amora, incluindo antioxidantes, polifenóis e antocianina, esta última particularmente interessante pelo seu efeito anti-inflamatório.
“Estudos preliminares indicaram que as antocianinas podem ter um efeito positivo na cognição e na saúde do cérebro em geral, protegendo contra alguns dos efeitos do envelhecimento, como a doença de Alzheimer e a perda de memória. Estas frutas têm alguns componentes muito intrigantes,” disse a Dra Mejia.
O próximo passo da pesquisa, segundo ela, é tentar eliminar o álcool gerado durante a fermentação das frutas, sem degradar as outras substâncias, de forma a produzir uma bebida de sabor agradável e realmente saudável.
Especialista americano promete a cura do diabetes em apenas 21 dias
Livro assinado pelo médico Gabriel Cousens chega ao Brasil com a promessa de indicar novos caminhos que culminem na erradicação do diabetes em escala mundial
“O que comemos alimenta nossos genes tanto quanto o que não comemos. A escolha é pessoal”: é o que afirma o médico Gabriel Cousens, no livro A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva, que chega ao Brasil pela Editora Alaúde. Cousens defende que muitos dos problemas de saúde que acometem a atual sociedade poderiam ser evitados com a adoção de uma dieta restritiva, à base de alimentos de origem orgânica e vegetal.
A obra sustenta que, ao contrário do que prega a medicina tradicional, o diabetes tem cura. E mais: apresenta um programa alimentar à base de alimentação viva, rico em sais minerais e sem gordura animal, que, segundo o autor, caso seja seguido rigorosamente, é capaz de livrar diabéticos de medicamentos e de adaptá-los a uma taxa normal de glicose em apenas 21 dias.
O método de Gabriel Cousens para se chegar à erradicação do diabetes é o Programa de 21 Dias do Tree of Life, defendido por Cousens como “a luz no final do túnel” no combate ao diabetes.
— O objetivo do Programa de 21 Dias é baixar os níveis de açúcares no organismo de pessoas que sofrem de diabetes do tipo 1 e 2 em até 80%, através de uma dieta orgânica, vegana, rica em sais minerais, com pelo menos 80% de alimentos vivos e com 15 a 20% de gorduras vegetais apenas — afirma o médico.
A dieta é ainda rica em fibras, pobre em glicose e insulina, bem hidratada e individualizada.
Cultura da Vida versus Cultura da Morte
O diabetes é um problema que cresce em proporções epidêmicas. Estima-se que hoje a doença atinja aproximadamente 240 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o que equivale a 6% da população mundial. E as projeções são alarmantes. Até 2025 este número deverá ultrapassar a faixa de 350 milhões de pessoas. Tudo isso devido aos atuais hábitos alimentares da população — que incluem a ingestão em excesso de açúcares, gorduras, carne vermelha, alimentos processados industrialmente, leite e derivados, além de junk food.
Através de documentação, o médico contextualiza o atual problema do diabetes em escala mundial e aponta a doença como o grande mal da sociedade moderna, dentro de um conceito macro que ele chama de “Cultura da Morte”.
— O diabetes se tornou uma pandemia porque as pessoas não estão vivendo de forma a se manter em equilíbrio. Estão vivendo o estilo de vida da Cultura da Morte. É por isso que chamamos esse comportamento de ‘crime contra o bom senso’, um termo aiurvédico antigo que descreve bem a situação — explica o médico.
Resultados
Numa primeira fase, o doutor Cousens aplicou o Programa de 21 Dias em 11 pessoas portadoras de diabetes. A ideia, segundo ele, era esperar que as pesquisas avançassem. Mas, em virtude dos excelentes resultados obtidos com os primeiros pacientes, o médico ponderou que compartilhá-los seria o mais correto a fazer.
— Talvez fizesse mais sentido escrever este livro daqui a cinco anos com os resultados de cem pessoas, pelo menos, mas esses resultados iniciais foram tão espetaculares, a vida de milhões de pessoas é tão valiosa, e a possibilidade de preservação da vida por meio desta abordagem é tão importante, que eu quis divulgar essas informações o mais rápido possível — argumenta.
No livro, ele descreve cada um dos 11 casos avaliados e aponta, através de números, gráficos e tabelas médicas dados que comprovam que é possível combater o diabetes através desse tipo de dieta. Um dos pacientes da primeira fase do programa, por exemplo, apresentava diabetes do tipo 1, com níveis de glicemia inicial — medida nas primeiras horas da manhã — de 287. O ideal, para não portadores da doença, é que essa taxa de glicemia fique entre 70 e 85. Depois de apenas quatro dias no programa esse paciente pôde parar de tomar insulina completamente, pois apresentou glicemia de jejum de 88, que depois de duas semanas caiu para 83.
Bem Estar
PS: Nota do Editor TiaBeth- O Livro “A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva”, do Autor Gabriel Cousens, poderá ser comprado através do site da Editora www.alaude.com.br ou pela editora Saraiva bastando clicar no link a seguir. www.saraiva.com.br/cura-do-diabetes/ ou poderá também ser encomendado em alguma livraria próximo a sua residência.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Composto pode “reiniciar” o sistema imunológico dos diabéticos, fazendo o corpo produzir novamente insulina, afirma pesquisa
Um coquetel feito de duas drogas, descoberto recentemente, pode redefinir o sistema imunológico dos portadores de diabetes e restaurar a sua capacidade de produzir insulina.
Os pesquisadores, da Universidade da Flórida, dizem que o tratamento é "como apertar o botão de reiniciar" e descrevem os resultados como aprofundados e bem sucedidos, embora só tenham testado em 17 pessoas. Eles esperam que essa medicação possa levar a um novo tratamento para as pessoas com diabetes tipo 1.
Dr. Michael Haller, um endocrinologista pediátrico, compara sua abordagem para o tratamento de diabetes tipo 1 como um jogo de polícias e ladrões. Em primeiro lugar, o ingrediente ativo ataca as células problemáticas do sistema imunitário, que podem estar por trás de uma incapacidade do paciente para produzir insulina, e é feita uma limpeza no organismo com um medicamento chamado timoglobulina, uma droga inicialmente desenvolvida para utilização em transplante de órgãos.
Em seguida, ele usa um medicamento chamado Neulasta, uma droga projetada para melhorar a vida de pessoas com certas formas de câncer, para estimular a produção de células imunes novas e potencialmente benéficas.
"Estamos tentando acabar com as células ruins e estimular as células boas ao mesmo tempo”, afirma Haller.
Haller tratou 17 adultos com diabetes do tipo 1 durante duas semanas com o coquetel e depois os acompanhou durante um ano. Outros oito pacientes receberam um placebo apenas. No final, os pacientes tratados tinham aumentado notavelmente sua capacidade para produzir insulina. Isto indica que o timoglobulina foi bem sucedida na morte de células ruins do sistema imune, e o Neulasta conseguiu com sucesso a estimulação de células imunitárias novas e saudáveis.
Os pesquisadores também disseram que a capacidade dos pacientes de produzir insulina indica que eles tiveram um aumento das células beta, que são responsáveis pela produção dela no pâncreas. "O tratamento parecia estimular a produção de insulina em pessoas com diabetes do tipo 1, estabelecendo um feito bastante otimista”, afirma Mark Atkinson, um co-investigador do estudo.
Os pacientes do estudo de Haller estavam convivendo com a diabetes tipo 1 entre quatro meses e dois anos. "O modelo tem sido principalmente para testar terapias destinadas à preservação de células beta em pessoas que acabaram de ser diagnosticadas", disse Haller. "Nós estamos interessados em melhorar a vida desses pacientes"
O outro co-investigador, Dr. Desmond Schatz, disse: "Apesar de grandes avanços em nossa compreensão da história natural da diabetes tipo 1, ainda somos incapazes de curar e prevenir a doença".
terça-feira, 17 de junho de 2014
http://noticias.r7.com/jornal-da-record/serie/diabetes-sem-neura/
http://noticias.r7.com/jornal-da-record/serie/diabetes-sem-neura/
sábado, 14 de junho de 2014
Nova estratégia terapêutica: impedir que a insulina “morra”
Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes.
Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo.
Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de insulina no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio.
Todas estas estratégias têm o mesmo fim: manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo?
Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica Nature, traz. Os pesquisadores David Liu e Alan Saghatelian, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar uma molécula que impede que a insulina seja degradada no organismo, fazendo com que o controle da glicemia fique ativo por mais tempo.
IDE – A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA
Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada IDE.
Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que impede a ação da IDE. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo.
Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético.
NOVO TRATAMENTO À CAMINHO?
Em entrevista à Harvard Gazette, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”.
“Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.
Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo.
Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de insulina no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio.
Todas estas estratégias têm o mesmo fim: manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo?
Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica Nature, traz. Os pesquisadores David Liu e Alan Saghatelian, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar uma molécula que impede que a insulina seja degradada no organismo, fazendo com que o controle da glicemia fique ativo por mais tempo.
IDE – A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA
Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada IDE.
Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que impede a ação da IDE. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo.
Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético.
NOVO TRATAMENTO À CAMINHO?
Em entrevista à Harvard Gazette, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”.
“Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.
*MÃE DE DIABÉTICO*
Ser mãe de diabético, é abdicar de planos e sonhos para viver uma vida de incertezas e sustos. É travar pequenas batalhas todos os dias tendo certeza que no final da luta sairemos todos vitoriosos, quando na verdade a grande vitória é nos mantermos de pé.
É torcer todos os dias para que possamos ver nossos filhos crescendo, indo a escola, namorando, casando e tendo seus próprios filhos, mas acima de tudo, AMAR tanto, mas tanto que em alguns momentos apenas desejando que eles não sofram mais.
É aprender a compartilhar a dor, entendendo que dor de mãe não tem tamanho nem intensidade, é simplesmente DOR.
É descobrir que ser mãe é ter um estoque infinito de AMOR e de FORÇA, é brigar como nunca imaginamos que poderíamos.
É chorar, rir, se desesperar, mas nunca desistir. É ter marcas que jamais se apagarão, que irão nos fazer recordar o quanto tudo valeu a pena. É sentir a angustia da impotência e a felicidade de podermos estar aqui para dar a mão a estes seres tão especiais. É ver eles se aplicando injeções, furando seus dedinhos, e mesmo assim, agradecer cada minuto que estamos ao seu lado.
É finalmente compreender que amor de mãe não respeita tempo nem espaço, ultrapassa os limites do infinito e da própria vida!
A todas nós mamães pâncreas que Deus possa sempre nos dar forças pra continuar a nossa missão de cuidar de pessoinhas tão doces.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Economia dos EUA pode quebrar por causa do diabetes
Esta é a conclusão do mais recente estudo do governo norte-americano sobre o estado de saúde do país. Índices de diabetes na população são alarmantes.
O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é a maior autoridade nos Estados Unidos quando o assunto é doenças epidêmicas. Todos os anos, o instituto realiza o mais detalhado estudo sobre o estado de saúde da população norte-americana. Esta semana, o CDC divulgou informações sobre a saúde nos EUA no ano de 2012. E os resultados da pesquisa são pra lá de preocupantes.
De acordo com o relatório anual, o número de diabéticos nos EUA tem crescido tão rapidamente que, se continuar assim, em poucas décadas a economia inteira do país pode ser gravemente afetada pela doença.
“Nós simplesmente não podemos sustentar essa trajetória [de crescimento no número de casos de diabetes]“, disse Ann Albright, diretora da divisão de diabetes do CDC. “As conseqüências são grandes demais para nossas famílias, nosso sistema de saúde, nossa força de trabalho, nossa nação”.
QUANTAS PESSOAS ESTÃO COM DIABETES NOS EUA?
Em termos de saúde, pensa-se hoje nos EUA como uma nação de obesos. Mas agora, após a divulgação do novo relatório do CDC, talvez seja mais apropriado chamá-la de nação de obesos e de diabéticos.
Hoje existem mais de 29 milhões de pessoas com diabetes nos EUA – ou cerca de 9% da população. Para se ter uma idéia, este número é mais que o dobro do total estimado de diabéticos no Brasil.
A incidência é maior entre hispânicos, índios e a população nativa do Alasca, revela o relatório. Adultos destas etnias têm duas vezes mais chances de desenvolver diabetes do que o normal (uma possível explicação para este fato curioso pode ser lida nesta entrevista exclusiva do Diabeticool com o cientista Karl Reinhard!)
Ainda de acordo com o relatório do CDC, os gastos gerados pela doença chegaram a 245 bilhões de dólares em 2012 – um aumento considerável em relação aos 174 bilhões gastos em 2010. Foram somados neste cálculo os custos com tratamentos de saúde e horas de trabalho perdidas.
FUTURO
“Estes novos números são alarmantes e dão ênfase à necessidade de um foco maior na redução do peso que é o diabetes no nosso país”, afirmou Ann. “Agora é a hora de agir”.
E talvez “agora” seja a hora mesmo. Segundo o CDC, caso a tendência atual se mantenha, daqui a 10 anos 20% da população estará com diabetes – número que pode chegar a mais de 30% em 2050, o que tornará o atual modelo de sistema de saúde completamente insustentável.
O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é a maior autoridade nos Estados Unidos quando o assunto é doenças epidêmicas. Todos os anos, o instituto realiza o mais detalhado estudo sobre o estado de saúde da população norte-americana. Esta semana, o CDC divulgou informações sobre a saúde nos EUA no ano de 2012. E os resultados da pesquisa são pra lá de preocupantes.
De acordo com o relatório anual, o número de diabéticos nos EUA tem crescido tão rapidamente que, se continuar assim, em poucas décadas a economia inteira do país pode ser gravemente afetada pela doença.
“Nós simplesmente não podemos sustentar essa trajetória [de crescimento no número de casos de diabetes]“, disse Ann Albright, diretora da divisão de diabetes do CDC. “As conseqüências são grandes demais para nossas famílias, nosso sistema de saúde, nossa força de trabalho, nossa nação”.
QUANTAS PESSOAS ESTÃO COM DIABETES NOS EUA?
Em termos de saúde, pensa-se hoje nos EUA como uma nação de obesos. Mas agora, após a divulgação do novo relatório do CDC, talvez seja mais apropriado chamá-la de nação de obesos e de diabéticos.
Hoje existem mais de 29 milhões de pessoas com diabetes nos EUA – ou cerca de 9% da população. Para se ter uma idéia, este número é mais que o dobro do total estimado de diabéticos no Brasil.
A incidência é maior entre hispânicos, índios e a população nativa do Alasca, revela o relatório. Adultos destas etnias têm duas vezes mais chances de desenvolver diabetes do que o normal (uma possível explicação para este fato curioso pode ser lida nesta entrevista exclusiva do Diabeticool com o cientista Karl Reinhard!)
Ainda de acordo com o relatório do CDC, os gastos gerados pela doença chegaram a 245 bilhões de dólares em 2012 – um aumento considerável em relação aos 174 bilhões gastos em 2010. Foram somados neste cálculo os custos com tratamentos de saúde e horas de trabalho perdidas.
FUTURO
“Estes novos números são alarmantes e dão ênfase à necessidade de um foco maior na redução do peso que é o diabetes no nosso país”, afirmou Ann. “Agora é a hora de agir”.
E talvez “agora” seja a hora mesmo. Segundo o CDC, caso a tendência atual se mantenha, daqui a 10 anos 20% da população estará com diabetes – número que pode chegar a mais de 30% em 2050, o que tornará o atual modelo de sistema de saúde completamente insustentável.
Remédio para artrite melhora saúde de diabéticos tipo 1
edicamento utilizado para diminuir inflamação nas articulações de quem tem artrite mostra-se efetivo no controle também do diabetes.
Um curioso estudo mostrou que um remédio para tratar a artrite pode ajudar a cuidar também de quem tem diabetes tipo 1.
O trabalho foi feito por pesquisadores do famoso Centro Joslin de Diabetes, em Boston, Estados Unidos, com cerca de 100 voluntários recém-diagnosticados com o diabetes tipo 1.
Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu tratamento à base de insulina, o habitual para quem é diagnosticado com diabetes tipo 1. Já o outro grupo, além da insulina, tomou também o medicamento Orencia. O Orencia, cujo princípio ativo é a molécula abatacepte, é utilizado no controle da progressão da artrite reumatoide.
POR QUE MOTIVO OS CIENTISTAS DERAM ORENCIA PARA DIABÉTICOS?
A idéia dos pesquisadores de administrar um remédio contra a artrite para cuidar dos diabéticos tem fundamento (e é fácil de entender!), apesar de aparentemente não haver relação nenhuma entre as duas doenças!
Uma das conseqüências da artrite é a inflamação na região das juntas. Esta inflamação é mediada por um grupo de células do nosso corpo chamadas de “células T”.
São justamente as células T que, no caso dos diabéticos tipo 1, atacam as células que produzem insulina do pâncreas.
Sendo que o Orencia funciona através da inibição das células T, os pesquisadores tinham esperanças de que o remédio anti-artrite poderia ajudar, também, a diminuir os danos causados no pâncreas de quem está com diabetes tipo 1.
E FUNCIONOU?
Aparentemente, funcionou, sim. Apesar dos níveis de hemoglobina glicada nos dois grupos, após um ano de acompanhamento da saúde, ficarem praticamente iguais (só um pouquinho menores do grupo medicado), foi notado que quem tomou o Orencia manteve uma produção de insulina bem maior ao longo do tempo, especialmente após as refeições.
Ou seja, parece que o remédio contra artrite tem a capacidade de “segurar” a progressão do diabetes tipo 1.
O grupo de pesquisas informou que continuará a estudar o papel do Orencia no controle do diabetes, desta vez mais a fundo e com mais voluntários.
Corrida para Vencer o Diabetes reúne 5 mil pessoas em Porto Alegre
A tradicional Corrida para Vencer o Diabetes reuniu cerca de 5 mil pessoas na manhã deste domingo (26), no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, em Porto Alegre. Em sua 16ª edição, o evento beneficente tenta angariar fundos para combater o diabetes infantil.
O percurso de 4 km do evento teve inicio às 10h na Goethe, seguiu pela avenida Mariante e Silva Só e terminou outra vez na Goethe, na Passarela do Parcão. Muitos dos participantes foram em família ao local. Alguns levaram até mesmo o cachorro.
O Instituto da Criança com Diabetes atende a pacientes com idade entre zero e 20 anos, em duas modalidades: o Hospital-dia e o Ambulatório. Além disso, oferece esclarecimentos de dúvidas, orientações e casos de emergência para pacientes e familiares, entre outras atividades.
Descoberta ligação entre a gripe e o diabetes tipo 1
Pesquisa fortalece a tese de que infecções do sistema respiratório que pegamos na infância podem ser a causa por trás do desenvolvimento do diabetes tipo 1.
Uma novidade científica de grande impacto foi anunciada ontem (21/2) e pode ajudar a responder a uma das questões mais misteriosas quando o assunto é diabetes: afinal, o que causa o diabetes tipo 1?
O diabetes tipo 1 se desenvolve quando o sistema imune – que normalmente destrói apenas elementos nocivos ao nosso corpo, como vírus e bactérias – passa a atacar o próprio organismo. No caso, o nosso sistema de defesa passa a dizimar as células beta, produtoras de insulina. Com isso, cada vez menos insulina é gerada, as taxas de açúcar no sangue aumentam e o diabetes aparece.
Até hoje, ninguém sabe com certeza o que promove este comportamento “auto-destrutivo” do sistema imune. Algumas teorias defendem que infecções adquiridas pouco após o nascimento são capazes induzir o sistema imune a se comportar da maneira errada.
Mas é muito difícil estudar se infecções no início da vida são, realmente, a causa do diabetes tipo 1. Por isso, os cientistas buscam outras maneiras de detectar a causa da doença. Uma delas é estudar o funcionamento dos genes.
UM GENE DE DUAS CARAS
Quando pegamos uma infecção causada por vírus, como por exemplo uma gripe, genes relacionados ao sistema imune entram em ação. Eles passam a ser mais expressos no nosso corpo, isto é, eles “funcionam mais” quando estamos doentes.
Um destes genes, chamado de IFN (anti-viral type I interferon), é muito importante para a defesa do organismo contra os vírus. Ele ajuda a coordenar o sistema imune para destruir os invasores e a impedir que eles se reproduzam dentro do corpo.
Porém, apesar de realizar estas ações benéficas, o gene IFN parece estar também relacionado ao diabetes tipo 1. Algumas pesquisas científicas anteriores perceberam que crianças com diabetes tipo 1 tinham expressão maior do IFN. Será que a ação do IFN, que normalmente ajuda o corpo a se livrar de vírus, pode também induzir o sistema de defesa do corpo a destruir as próprias células beta?
AS DESCOBERTAS DA NOVA PESQUISA
Agora, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o da ONG pró-diabéticos JDRF encontraram evidências que fortalecem a correlação entre infecções virais e o diabetes tipo 1. O elo ente elas é, justamente, o IFN.
A pesquisa acompanhou 283 crianças, divididas em três grupos: as saudáveis, as com alta suscetibilidade ao diabetes tipo 1 e as com diabetes tipo 1. A saúde de cada uma delas foi acompanhada ao longo de vários anos.
Os cientistas perceberam um padrão curioso. Algumas das crianças com altas chances de ter diabetes tipo 1 desenvolveram, de fato, a doença. Nestes casos, houve um aumento temporário da ação do gene IFN pouco antes do corpo começar a atacar as próprias células beta. Analisando diários escritos pelas crianças, os pesquisadores descobriram que o aumento na atuação do IFN era correlacionada a infecções do sistema respiratório, como gripes e resfriados, que as crianças haviam pegado. Interessante notar que o gene IFN não se mostrou mais ativo no grupo das crianças saudáveis nem daquelas que já estavam com diabetes tipo 1.
Ou seja, os cientistas descobriram sólidas evidências de que infecções virais levam a um aumento na ação do gene IFN, e que isto é fortemente relacionado ao início da destruição das células beta pelo sistema imune.
“Esta é uma descoberta excitante, porque nós sabemos que colegas na Finlândia fizeram descobertas semelhantes, então os resultados são verdadeiros”, disse o professor John Todd, co-diretor do projeto de pesquisa.
Este novo estudo científico, além de fornecer pistas valiosas para entender melhor a ‘mecânica’ por trás do diabetes tipo 1, também poderá ajudar pais e médicos a monitorar a saúde das crianças. O gene IFN é um possível candidato a biomarcador para o monitoramento do diabetes tipo 1 em crianças predispostas à doença.
Uma novidade científica de grande impacto foi anunciada ontem (21/2) e pode ajudar a responder a uma das questões mais misteriosas quando o assunto é diabetes: afinal, o que causa o diabetes tipo 1?
O diabetes tipo 1 se desenvolve quando o sistema imune – que normalmente destrói apenas elementos nocivos ao nosso corpo, como vírus e bactérias – passa a atacar o próprio organismo. No caso, o nosso sistema de defesa passa a dizimar as células beta, produtoras de insulina. Com isso, cada vez menos insulina é gerada, as taxas de açúcar no sangue aumentam e o diabetes aparece.
Até hoje, ninguém sabe com certeza o que promove este comportamento “auto-destrutivo” do sistema imune. Algumas teorias defendem que infecções adquiridas pouco após o nascimento são capazes induzir o sistema imune a se comportar da maneira errada.
Mas é muito difícil estudar se infecções no início da vida são, realmente, a causa do diabetes tipo 1. Por isso, os cientistas buscam outras maneiras de detectar a causa da doença. Uma delas é estudar o funcionamento dos genes.
UM GENE DE DUAS CARAS
Quando pegamos uma infecção causada por vírus, como por exemplo uma gripe, genes relacionados ao sistema imune entram em ação. Eles passam a ser mais expressos no nosso corpo, isto é, eles “funcionam mais” quando estamos doentes.
Um destes genes, chamado de IFN (anti-viral type I interferon), é muito importante para a defesa do organismo contra os vírus. Ele ajuda a coordenar o sistema imune para destruir os invasores e a impedir que eles se reproduzam dentro do corpo.
Porém, apesar de realizar estas ações benéficas, o gene IFN parece estar também relacionado ao diabetes tipo 1. Algumas pesquisas científicas anteriores perceberam que crianças com diabetes tipo 1 tinham expressão maior do IFN. Será que a ação do IFN, que normalmente ajuda o corpo a se livrar de vírus, pode também induzir o sistema de defesa do corpo a destruir as próprias células beta?
AS DESCOBERTAS DA NOVA PESQUISA
Agora, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o da ONG pró-diabéticos JDRF encontraram evidências que fortalecem a correlação entre infecções virais e o diabetes tipo 1. O elo ente elas é, justamente, o IFN.
A pesquisa acompanhou 283 crianças, divididas em três grupos: as saudáveis, as com alta suscetibilidade ao diabetes tipo 1 e as com diabetes tipo 1. A saúde de cada uma delas foi acompanhada ao longo de vários anos.
Os cientistas perceberam um padrão curioso. Algumas das crianças com altas chances de ter diabetes tipo 1 desenvolveram, de fato, a doença. Nestes casos, houve um aumento temporário da ação do gene IFN pouco antes do corpo começar a atacar as próprias células beta. Analisando diários escritos pelas crianças, os pesquisadores descobriram que o aumento na atuação do IFN era correlacionada a infecções do sistema respiratório, como gripes e resfriados, que as crianças haviam pegado. Interessante notar que o gene IFN não se mostrou mais ativo no grupo das crianças saudáveis nem daquelas que já estavam com diabetes tipo 1.
Ou seja, os cientistas descobriram sólidas evidências de que infecções virais levam a um aumento na ação do gene IFN, e que isto é fortemente relacionado ao início da destruição das células beta pelo sistema imune.
“Esta é uma descoberta excitante, porque nós sabemos que colegas na Finlândia fizeram descobertas semelhantes, então os resultados são verdadeiros”, disse o professor John Todd, co-diretor do projeto de pesquisa.
Este novo estudo científico, além de fornecer pistas valiosas para entender melhor a ‘mecânica’ por trás do diabetes tipo 1, também poderá ajudar pais e médicos a monitorar a saúde das crianças. O gene IFN é um possível candidato a biomarcador para o monitoramento do diabetes tipo 1 em crianças predispostas à doença.
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